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The Way You Look Tonight

Chapter 2: Epílogo — There is nothing for me but to love you

Summary:

Pouco mais de dois anos após o fim do primeiro capítulo, Eijirou e Katsuki ainda estão juntos. Como anda a vida deles?

Notes:

(See the end of the chapter for notes.)

Chapter Text

Eijirou respirou fundo, sentindo o cheiro salgado do mar. O sol queimava a pele de seu peito pela primeira vez na vida. 

Katsuki havia insistido em passar protetor solar nele, e ele agradeceu por seu namorado rico ter passado um bom protetor que não o fazia sentir pegajoso, entretanto, sua pele ainda estava terrivelmente pálida por causa do creme. Contudo, não importava. 

Katsuki podia ter derramado dez quilos de protetor solar nele, e ainda estaria radiante de felicidade. Kirishima caminhava pela praia de sandália no pé, uma bermuda florida de cores berrantes, um óculos de sol… e mais nada. Seu peito nu exibia as cicatrizes de sua cirurgia para qualquer um, e ele as manteve corajosamente. Elas mostravam que ele é, era e sempre será um homem. Elas simbolizavam que ele tinha, finalmente, feito as pazes com sua história e com quem ele era. Não foi fácil. Não é fácil. Apesar disso, ele estava bem longe no seu caminho de amor próprio e os passos à sua frente o traziam mais esperança do que angústia. 

Parte disso era, claro, Katsuki. Seu chefe, de alguma forma, se tornou um dos pilares de sua vida, e não apenas por pagar seu salário. 

Depois da primeira vez que Eijirou dormiu na casa de Bakugou, os dois caíram no velho hábito de fingir que nada aconteceu depois, assim como foi com a noite do beijo. Alguns toques e olhares trocados eram o máximo que acontecia, e Kirishima estava determinado a fingir que tudo aquilo não o afetava. Não podia ser ganancioso, afinal. Ele tinha se assumido, podia ser ele mesmo e tinha um bom emprego com um salário agradável. Era mais do que muitos poderiam dizer. Ele repetia esse mantra todo dia para si mesmo, e nunca era o suficiente, não quando Bakugou sorria para ele.

Dessa vez, todavia, eles não conseguiram manter a farsa por sequer um mês. Foram duas semanas até Eijirou chegar muito perto e Katsuki beijá-lo no escritório. E então os beijos se tornaram recorrentes. Não importava se era um simples relatório ou reuniões para discutir a agenda da semana, Eijirou nunca mais tinha conseguido entrar na sala de seu chefe sem passar pelo menos meia hora lá. 

Ele começou a deixar seu cabelo para baixo. Era inútil gastar esforço estilizando para cima só para Katsuki bagunçar todo o seu cabelo ao beijá-lo. Eventualmente, Eijirou foi à casa de Bakugou de novo. Com alguns meses, ele já sabia exatamente o que fazer com a boca para ter o Katsuki Bakugou gemendo e tremendo, à beira do orgasmo.

O problema não foi esse. Eijirou podia se enganar, repetir que lidaria com seus sentimentos amanhã quantas vezes quisesse enquanto ele estivesse indo para a casa de Bakugou para transar e pronto. O problema de verdade foi quando eles não transaram. Quando Eijirou chegou na casa dele, pensando que aquele podia ser o dia no qual deixaria Bakugou tocá-lo, no qual ficaria nu na frente dele, apenas para seu chefe sentar com ele no sofá, oferecendo um jantar e um filme. 

Bakugou tinha cozinhado para ele.

O Katsuki Bakugou tinha cozinhado para ele, e estava perguntando que filme gostaria de ver. Ele não falou nada sobre sua escolha de uma comédia romântica clichê e os dois assistiram o filme. Abraçados no sofá. Naquele dia, Bakugou o levou até a cama e o beijou. Abraçou Eijirou. Era assustador ver um homem tão rude, que gritava o tempo todo no ambiente de trabalho, abraçá-lo com tanto carinho. 

Kirishima se deixou envolver e eles dormiram abraçados. Pela manhã, após levantar e comer um café da manhã preparado por seu chefe, como já tinha se tornado rotina nos sábados, Eijirou saiu da casa dele tremendo. Não podia mais controlar seus sentimentos. Ele não tinha a menor condição de lidar com tudo amanhã. Foi naquele mesmo dia que ele voltou para dentro do apartamento e confrontou seu chefe. Que diabos de relação eles tinham agora?

Bem, foi naquele mesmo dia que se tornou rotina passar os fins de semana na casa de seu chefe, provando de sua comida e enchendo sua paciência enquanto ele cozinhava. E hoje, exatamente dois anos depois daquele dia, Eijirou caminhava na praia sem camisa, sabendo que Bakugou tinha ido comprar água de coco para os dois.

A surpresa dele para o aniversário de dois anos de namoro? Uma simples viagem para o litoral, um fim de semana na praia para comemorar. 

A decisão tinha a ver, claro, com o fato de Eijirou ter se recuperado e cicatrizado da cirurgia. Eijirou comentou de passagem que queria ir com o namorado à praia, ficar sem camisa em público pela primeira vez. Bakugou era um péssimo namorado e, como tal, decidiu mimar Eijirou alugando uma casa enorme na praia. Uma casa de dois andares, com piscina e hidromassagem, numa área mais isolada da praia para que ficassem mais à sós, se quisessem. 

Obviamente, um péssimo namorado.

Mesmo um pouco mais isolados, não era cansativo caminhar até a parte mais animada da praia, e era o que eles tinham feito hoje. Enquanto Bakugou comprava água de coco para eles, Eijirou caminhava à beira da praia, sentindo o sol queimar sua pele e vendo as pessoas conversando, as crianças brincando na água. Era a primeira vez que a paz e diversão de uma visita à praia não era acompanhada de disforia, tristeza ou ansiedade. Nenhum sentimento agridoce acompanhava seus passos.

Ele reparou numa menininha negra, de cabelos cacheados ensopados de água, que saía da água correndo. Atrás dela vinha, provavelmente, sua mãe, de olho nos passos apressados dela. A menina usava um maiô cor de lavanda e uma pulseira colorida de conchas de plástico.

 — Oi, moço! — Ela cumprimentou Eijirou.

Agora já era comum ouvir as pessoas o tratando no masculino, entretanto, sempre vinha uma certa euforia quando ele ouvia.

Kirishima não conhecia aquela menina, no entanto, era apaixonado por crianças e sabia que era normal que elas falassem com estranhos, ainda mais na praia, onde adoravam fazer novos amigos. Sem timidez, Eijirou se ajoelhou na areia para ficar na altura dela.

 — Oi. Qual seu nome?

 — Ingrid.

 — Prazer, eu sou Eijirou.

 — O são essas cicatrizes no seu peito, moço? — Ela perguntou, o cenho franzido em curiosidade.

Kirishima pensou em como poderia explicar, mas, ao invés das explicações vagas e metafóricas que muitas vezes se dava às crianças, ele preferia ser mais honesto. Sabia que elas eram muito inteligentes.

 — Foi uma cirurgia.

 — Eu também fiz uma cirurgia! Mamãe disse que esse pontinho no meu pescoço foi de um carocinho ruim que eu não queria mais ter. — Ela esticou o pescoço e apontou para um pontinho escuro perto de sua clavícula. — Você também tirou algo que não queria?

Kirishima sorriu. Dava pra resumir assim, não dava?

 — Sim, exatamente. 

Ingrid acenou positivamente como quem tinha entendido, entretanto, logo perdeu o interesse em suas cicatrizes.

 — Quer jogar bola, moço?

 — Vamos! — Eijirou respondeu.

Ingrid correu para pegar uma bola azul e, quando ela voltou, sua mãe já tinha alcançado Eijirou. Era uma mulher negra e alta, que tinha prendido o cabelo molhado num rabo de cavalo baixo e frouxo.

 — Mãe, mãe, mãe, o moço disse que vai jogar bola comigo! — Ela falou, pulando sobre os próprios pés.

 — Tá bom, mas volta logo que tá perto da hora do almoço, tá bom? — Ela respondeu, sorrindo para Eijirou amigavelmente.

Ela seguiu para a cadeira de praia, não muito longe, e ficou sentada observando tudo cuidadosamente. A atenção de Kirishima voltou para a criança quando ela jogou a bola para ele.

 — Joga de volta! — Ela pediu.

Eijirou sorriu e jogou a bola.

 

 

Katsuki sorriu ao ver a pele clara de Eijirou ficando mais escura. Eles tinham passado o dia ao sol, e era a primeira vez que Bakugou via o namorado sem camisa por tanto tempo. Bem, num contexto que não envolvesse algo sexual, pelo menos.

Voltar com duas águas de coco na mão apenas para encontrar Eijirou jogando bola com uma criança tinha sido, de longe, uma das cenas mais adoráveis de sua vida. Desde o primeiro beijo que eles trocaram, Bakugou não conseguia parar de pensar no quão fofo ele era, o quão bonito, o quão forte. 

Pensando bem, era inevitável que eles acabassem ali, comemorando já dois anos de namoro. Katsuki, obviamente, não se via nesse tipo de compromisso antes, acostumado a relacionamentos breves. Mas não havia mais nenhuma opção para ele além de amar Kirishima com tudo o que tinha.

Eijirou interrompeu seus pensamentos ao apoiar-se em suas coxas para erguer o corpo da piscina e beijá-lo suavemente. Katsuki logo o segurou pela bunda, levantando ele para que se sentasse com os joelhos ao redor do quadril dele. Seu corpo molhado ensopou Bakugou rapidamente, entretanto, ele não se importou, apertando ele sem pudor.

Eijirou desceu os beijos por seu pescoço, marcando sua pele. Ele o beijava, mordia, chupava, excitando-o, elevando a temperatura de seu corpo. A língua áspera deslizava de sua clavícula ao pescoço, deslizando até sua orelha, onde Kirishima mordeu o lóbulo, arrancando um suspiro de si. Ele tinha Katsuki na palma de sua mão e o provocava com facilidade, sem timidez alguma.

Bakugou mordeu o pescoço dele em retaliação, sabendo que Eijirou era ainda mais sensível naquela área e na nuca. Seu namorado suspirou, inclinando mais a cabeça para dar mais acesso a Katsuki. Ele logo se aproveitou disso, lambendo e chupando, distribuindo beijos suaves só para ver a pele arrepiar.

Eijirou tomou a mão de Katsuki na sua, guiando-o para dentro de sua roupa de banho. Já não era a primeira vez que Bakugou o tocava, e ele estimulou seu clitóris devagar, construindo um ritmo lento para deixar o namorado ofegante. Kirishima movia o quadril em direção a sua mão lentamente, com desejo.

Calar a ansiedade, a angústia e o desconforto nem sempre era possível, porém, ficava cada vez mais fácil naquelas situações, e Eijirou sorria ao sentir o peito respirar sem o peso da disforia roubando dele um momento precioso com seu namorado. A mão dele deslizando por seus lábios trazia apenas prazer, deleite, e Eijirou rebolava contra os dedos de Bakugou enquanto ele aumentava o ritmo, o orgasmo cada vez mais perto.

Kirishima gozou beijando Katsuki, calando o gemido rouco que escapava por sua garganta enquanto os dedos de seu namorado ficaram ensopados em seu prazer. Bakugou levou a mão à boca, lambendo os dedos enquanto olhava fundo nos olhos de Eijirou, que riu sem graça. Não que ele fosse um homem tímido, isso já estava claro desde a primeira noite que passou com Katsuki, mas sempre mexia com Kirishima ver o desejo pulsante que Katsuki tinha por ele. Nada era mais efetivo para calar suas inseguranças do que vê-lo com a pupila dilatada, o olhar luxurioso, ou mesmo seu pau duro implorando pela boca de Kirishima.

 — Quer abrir o vinho? — Katsuki perguntou.

Kirishima sorriu largo e levantou atrás de Katsuki. Seu namorado era rico, entretanto, não tinha o costume de gastar muito com nada, era prático demais para isso. Todavia, ele tinha o costume de beber vinho, e não poupava quando se tratava de degustar os melhores vinhos possíveis, já que era sua bebida preferida. Esse foi um hábito que Kirishima logo aderiu, acostumando seu paladar à bebida facilmente até demais. Estava mimado, mal acostumado, estragado. Mas se dependesse de Bakugou, isso não seria um problema.

Ele segurou a taça que lhe foi oferecida bebericando devagar. Katsuki ligou o som da sala, e uma música sensual e lenta reverberou alto pelas caixas de som da casa. Era um dos privilégios de não ter vizinhos próximos: escutar música no último volume e gemer sem se importar.

Eijirou dançou com seu chefe e namorado pela casa, sentindo a pele dele contra a sua, quadris colados um no outro a maior parte. Uma só taça de vinho era passada pelas mãos deles, esvaziando rápido. A letra da música, o ritmo, nada disso importava muito. Eijirou se mexia como bem entendia, e Bakugou apenas seguia seu corpo, tocando-o, as mãos macias deslizando por seu tronco, seu quadril e sua bunda.

Kirishima se virou de frente a ele, a mão agarrando forte a bunda do outro em retaliação, massageando o músculo, apertando com possessividade enquanto Bakugou bebia o vinho. Ele sorriu para Eijirou, um sorriso safado e desejoso. Podia sentir o pau dele duro dentro da roupa de banho, excitado, e Katsuki fez questão de esfregar-se contra ele para deixar clara sua luxúria.

 — Me fode, Eijirou. — Katsuki sussurrou, um pedido carregado de safadeza.

Eijirou enfiou a mão na roupa de Bakugou, apertando a bunda dele sem nada no caminho, seu dedo deslizando entre suas nádegas, achando a entrada dele já preparada por um plug anal. Eijirou riu. Tinha suspeitado por que diabos Bakugou tinha demorado tanto no banheiro ao voltarem da praia, e finalmente descobria o porquê. Katsuki sorriu ao ouvir sua risada e lambeu os lábios de Kirishima indecentemente.

Ele beijou seu namorado, brincando com o plug dentro dele. Kirishima puxou o objeto morosamente, arrastando-o para fora e para dentro, provocando-o. A respiração de Bakugou logo acelerou, suas mãos envolvendo o rosto de Kirishima para aprofundar o beijo deles. Eijirou se afastou e o guiou até o quarto, deixando Bakugou deitado na cama, completamente nu, enquanto pegava tudo o que precisava. Os anos de experiência sendo o ativo de Katsuki o fizeram escolher tudo quase no automático, sabendo de cor como cuidar de seu namorado. 

Kirishima não era virgem quando o namoro começou, entretanto, a questão do sexo sempre fora um problema em sua vida. A maioria de seus namorados não queria ser seu passivo, e outros não lidavam bem com o fato de que nem sempre Kirishima se sentia bem para ser penetrado. Alguns dias nada conseguia calar sua disforia e se tentasse transar num momento como aqueles…já tinha aprendido que isso não dava certo. 

No entanto, com Bakugou foi diferente desde o começo. Ele sempre o respeitava, e na maior parte das vezes percebia o desconforto que sentia antes mesmo de verbalizá-lo. Eles já tinham transado tendo Eijirou como passivo, no entanto, desde que Kirishima tinha tentado ser ativo pela primeira vez e comunicado que assim se sentia melhor, eles costumavam manter essas posições na cama. Todavia, não era raro que Eijirou desejasse ser passivo, então o comum, na verdade, era que revezassem.

Eijirou vestiu uma cinta peniana, colocando uma camisinha por cima do pênis e lubrificando o material ainda mais. A cinta tinha um vibrador na parte de dentro que estimulava seu clitóris, além de ser texturizada para estimular dentro de Bakugou e era de longe a preferida deles. Foi, na verdade, a primeira coisa que Kirishima botou na mala ao se preparar para a viagem.

Bakugou ajustou um travesseiro embaixo de seu quadril e abriu suas pernas para Eijirou, ansioso. Ele entrelaçou seus dedos com os do namorado enquanto Kirishima entrava devagar, encaixando-se com cuidado dentro dele. Após esperar um pouco para se acostumar, ele começou a se mover, ligando o vibrador. Ambos gemeram com o movimento, o estímulo correndo por seus corpos como eletricidade.

Kirishima era sempre um pouco mais violento como ativo. Enquanto Bakugou era surpreendentemente doce e cuidadoso, prestando atenção a qualquer sinal de desconforto, temendo não perceber que Eijirou não sentia prazer, o outro era mais vigoroso e intenso. Kirishima sempre tentava focar em não machucar Bakugou, entretanto, esse era seu único limite. Sabia que o namorado gostava quando o fodia e o estímulo do vibrador contra ele fazia com que seu quadril se movesse rápido, buscando o prazer, rebolando e se movendo como bem entendia. No entanto, toda vez que percebia que Katsuki estava perto do orgasmo, ele focava seus movimentos, mirando em sua próstata, indo com força e lento, arrastando-se por dentro dele.

Kirishima segurou as coxas musculosas de Bakugou, segurando-o na posição enquanto arremetia vigorosamente, jogando seu quadril contra seu namorado. Katsuki gemia rouco, sentindo-se cada vez mais perto do orgasmo, seus dedos contraindo. Ele rebolava contra Eijirou, desejoso pelo prazer, pelo estímulo. Se sentia exposto, vulnerável a Eijirou e o sentimento o excitava ainda mais.

Eijirou meteu mais rápido dentro dele, seu próprio orgasmo se aproximando de novo, a vibração forte fazendo seus músculos tremerem de prazer. Sinceramente, sentia que podia gozar só vendo e ouvindo seu namorado naquele momento. Katsuki era sempre uma obra de arte quando estava prestes a gozar, o cenho franzido, a boca aberta, os músculos contraindo, seu pau rígido pingando pré-gozo, os gemidos roucos, os suspiros profundos, a respiração acelerada. Tudo o excitava.

Bakugou gozou, completando a obra de arte com sua porra molhando seu abdomen. Ele gemia, suas mãos agarrando os travesseiros com força enquanto seu pau pulsava com seu prazer. Eijirou se afundou em Katsuki, rebolando devagar para estimular seu clitóris, enquanto beijava o peito de seu namorado com carinho, vendo a pele arrepiar pelo estímulo.

Katsuki o abraçou, as mãos deslizando por suas costas para afundar-se em seu cabelo, puxando os fios ruivos para beijá-lo. Foi o único estímulo que precisava para gozar, gemendo o nome de Katsuki baixinho contra a boca dele. Eles descansaram um contra o corpo do outro, recuperando o fôlego antes de tomarem banho.

Após tomarem banho juntos, Eijirou arrastou Katsuki para a cama de novo. Um pote de sorvete e a TV reproduzindo uma comédia romântica qualquer, ele encostou suas costas no peito de seu namorado. Katsuki envolveu seus braços em sua cintura, o queixo descansando em seu ombro, vez ou outra depositando beijinhos em sua bochecha, seu pescoço, claramente nem aí para o filme. 

Eijirou sorriu. Se pudesse voltar no tempo, para o dia no qual decidiu sair do armário para seu chefe, ele faria tudo exatamente igual, só para que pudesse um dia estar ali, nos braços dele. A calma e domesticidade daquele momento, o amor que sentia em cada toque de seu namorado, fazia cada pequeno passo valer a pena. 

A melhor parte disso tudo? O futuro ao lado de Katsuki prometia ser ainda melhor.

 

Notes:

obrigado a quem leu até aqui e comentem!
até a próxima <3

Notes:

24/06/2022
a fic foi atualizada e corrigida, devido a proporção que ela tomou. a fic ficou "famosa" e como já comentaram, o Eijirou deveria retirar o binder antes de qualquer coisa sexual, pois não se deve usar o binder durante atividades físicas, e sexo é uma atividade física bem intensa e eu esqueci disso na hora de escrever kkkk
como já tinham apontado isso nos comentários, eu tava deixando por isso mesmo, mas tem muitas pessoas trans lendo a fic e apesar de gostar de marcar que ficção e realidade são ambientes diferentes, essa fic acaba sendo muito educativa de várias formas, e eu não queria ensinar isso errado e causar, sem querer, que alguém se machucasse. Perdão pelo erro, agora está corrigido!
é isso, tomem água e usem o binder de forma responsável