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Relationship:
Characters:
Language:
Português brasileiro
Stats:
Published:
2020-03-16
Updated:
2022-03-16
Words:
128,741
Chapters:
24/36
Comments:
124
Kudos:
245
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10
Hits:
6,117

Do You Wanna Dance?

Summary:

[SERQUEL AU
Sergio Marquina é engenheiro de produção da parte financeira de uma grande multinacional espanhola; um homem calmo, reservado e centrado que tem sua vida jogada de cabeça para baixo no aniversário de um colega, quando conhece Raquel Murillo.

Notes:

HOLA GENTE! Conheçam nosso filho caçula! Rs
Brincadeiras à parte, essa fic é o desenvolvimento de uma oneshot AU que eu postei faz um tempo no Spirit e não cheguei a terminar. Decidi migrar pra cá porque acho a plataforma melhor por N motivos, enfim, cá está! A Cannes alas Laís (dona do mundo e do meu coração que responde por @marquininha no twitter) é co-autora e proprietária das melhores ideias ever. Ela não tem conta no AO3, mas você pode encontrar todas as obras primas dela aqui:https://www.spiritfanfiction.com/perfil/donelena , junto com essa históra (também vamos postar por lá!)
Esperamos muito que gostem, e pretendemos atualizar sempre que possível! A história terá em torno de 15/20 capítulos (pelo menos por enquanto rs) e vou notificando quando atualizar sempre no twitter (@barcaythesurtos)!
Um beijo grande, nos vemos já já,
Barcelona & Cannes.

Chapter 1: Hips Don't Lie

Chapter Text

O bar estava fechado por motivos de comemoração. Por volta de 20 pessoas marcavam presença naquela noite estrelada e animada no Hanói para comemorar os tão esperados 46 anos do querido amigo Ángel Rubio. A festa tinha começado às 20h, mas, como de costume, a galera começou mesmo a aparecer por volta das 21h/21h30. E esse foi o caso de Sergio Marquina. 

Colega de trabalho de Ángel, os dois se conheciam há quase 10 anos trabalhando na mesma multinacional. Não eram exatamente melhores amigos, quase não conversavam para dizer a verdade, mas como todos os outros funcionários do departamento financeiro da Piñero Marquéz LTDA foram convidados, ele acabou sendo também. Sergio não gostava muito desse tipo de festas - talvez não gostasse de jeito nenhum- . Não sabia como se vestir, como se portar, sobre o que falar... era completamente deslocado. Por muita insistência dos amigos realmente tinha ido. Usava uma blusa social azul marinho e sapatos oxford - fora o mais despojado que encontrara em seu armário -, e trazia um livro novo do Paulo Coelho de presente para o aniversariante. Seus verdadeiros amigos tinham chegado cedo - e já estavam bebendo a todo vapor. 

"Ángel, oi, boa noite. Obrigado pelo convite." Sergio disse de forma cordial, como sempre, entregando o presente ao aniversariante. 

Ángel estava conversando com alguns amigos que Sergio não reconheceu. Ele sorriu, igualmente cordial, e levantou sua caneca de cerveja como se quisesse fazer um brinde. 

"Obrigado, Marquina. Estou contente que veio! Fique à vontade, o pessoal do financeiro está ali perto dos dardos."

E então, com um aceno, o engenheiro se afastou. Andrés (do marketing), Ágatha (do financeiro) e Monica (também do financeiro) se divertiam brincando quando ele se aproximou do pessoal. Deu um aceno discreto, tentando aparecer o mínimo possível na multidão, mas foi em vão. Logo sentiu dois braços fortes o levantarem, levando um susto e arrancando uma gargalhada de todos. Era Yashin (da gestão financeira), que chegava carregando consigo quatro canecas enormes de cerveja.

"MARQUINAAAAA!! "

Os quatro brindaram em homenagem a Sergio, que tentou não rir de vergonha. As meninas o cumprimentaram com um beijo na bochecha, e Andrés o abraçou como os velhos amigos que eram. Andrés e Sergio, água e vinho, amigos desde... sempre ? A mãe de Andrés tinha se casado com o pai de Sergio quando o publicitário tinha apenas 1 ano, e com a chegada do engenheiro na família 11 meses depois, se tornaram irmãos e melhores amigos. 

" Hermanito ! Como está? Não imaginaria que você realmente viesse..." Andrés disse, tomando um gole generoso de sua cerveja.

"Bom, eu na verdade não vinha. Mas depois de tanta insistência da parte de vocês, foi impossível recusar."  Ele disse seco, fazendo Ágatha rir de leve. 

"Ah mas certo! Sábado a noite vai ficar em casa? Nananinanão. Agora bebe aí, que a noite é uma criança e eu não aguento mais ouvir esse aqui falar." A diretora de ADMF disse e todos acompanharam no riso. 

Yashin deu sua cerveja a Sergio e foi buscar outra. Fez uma caridade, segundo o próprio, e todos riram novamente. Aquele clima divertido era o que Sergio mais gostava nesse tipo de encontro, apesar de já estar começando a se arrepender daquela ideia estúpida de sair de casa em pleno sábado a noite para festejar alguém que nem gostava tanto e ter que lidar com um bando de bêbados. Tomaram mais 4 cervejas cada um, mas Sérgio abandonou os fermentados no segundo copo, partindo para o que mais gostava: uísque

Mal sabia ele que, em questão de poucos minutos, aquela perspectiva seria revirada de cabeça para baixo.

 

A casa de Raquel estava de pernas para o ar. Sábado a noite era um dia em que raramente saía, pois justamente gostava de arrumar a bagunça do lar e aproveitar a própria companhia para assistir ao mesmo filme pela décima vez e comer algo bem gorduroso da lanchonete que era vizinha de seu apartamento. 

A advogada era muito pragmática para certas coisas, e terrível para outras. Aquele sábado a noite em específico era o aniversário de um amigo muito querido e de longa data, Ángel Rubio. Os dois se conheciam há mais de 20 anos, desde os tempos de escola, apesar de nunca terem estudado juntos - ele era da turma de sua irmã mais velha, Laura -. Apesar da diferença de idade durante a adolescência, ele foi seu padrinho de casamento e ela a dele. Agora, anos depois e com ambos estando divorciados, Raquel sabia que Ángel nutria algo especial por ela, mas preferia fingir que não e continuar com a amizade. Após a separação com Alberto, ela não tinha a ideia de como se relacionar com alguém dessa forma novamente. Estava prestes a começar em um emprego novo, como diretora do departamento jurídico da mesma empresa que Ángel, e sentia que finalmente estava pronta para se ver livre de todos os últimos e dolorosos meses. 

Já passava das 22h, e Raquel se questionava pela milésima vez se deveria mesmo comparecer a festa de Ángel. Estava cansada depois de um dia inteiro de separar papéis, procurações, certidões e tudo o que precisaria para deixar a pasta de documentos atualizada sem as coisas referentes a Alberto. Mas sabia que precisava espairecer, e até, quem sabe, conhecer pessoas novas da empresa. Se arrumou rapidamente, não querendo se atrasar mais. Escolheu um vestido preto que serviria perfeitamente para a ocasião; seu rosto estava maquiado de forma simples, sendo intensificado por um batom vermelho rubro nos lábios que davam um “quê” a mais no visual. Se sentiu um pouquinho mais bonita e menos cansada, se sentindo uma adolescente de novo indo a festas em que não conhecia quase ninguém mais. Hora de ir. 

Não demorou mais de 15 minutos até o lugar. O “Hanói” era um bar antigo que ela e Ángel frequentavam quando jovens, e a uns 15 minutos da empresa onde ele hoje trabalha, não a deixando muito surpresa do porquê do amigo ter escolhido aquele lugar para comemorar o aniversário. Bastante envergonhada por estar tão atrasada, entrou de fininho pelo local, não falando com ninguém até esbarrar em um homem que saia do bar em direção aos dardos. 

"Ah, me perdoe, eu não-" "Eu não vi, desculpe"

Os dois falaram ao mesmo tempo. Se encararam por um momento, sentindo uma conexão instantânea e surreal. Ele encarava os olhos dela, os lábios, passeando por seu rosto como se quisesse gravar cada detalhe. E ela, examinava todas as suas sardas, sua expressão claramente chateada por ter esbarrado nela, e o sorriso que surgiu em sua boca ao terminar de observá-la. E foi nesse momento, na beira da madrugada de um sábado a noite no centro Madrid, que Sergio Marquina pela primeira vez agradeceu aos Céus por estar em uma festa de aniversário. 

O silêncio observador dos dois foi cortado pela voz animada de Andrés, que abraçou o irmão de lado de forma cômica.

"Opa, ora ora ora, a quem devemos a honra da presença?" Por um motivo desconhecido, o tom de flerte usado por Andrés para falar com a loira fez uma pontinha de raiva crescer em Sergio.

"Acabei de chegar, estou procurando o Ángel..." Ela disse calmamente sem tirar os olhos de Sergio. Não podia, não conseguia. Ele tampouco.

"Ah, nosso aniversariante está ali! Ángel!" Andrés chamou Ángel, que bebia com algumas pessoas do jurídico. 

Ele se aproximou dos três, com um enorme sorriso no rosto ao ver que a velha amiga tinha chegado em sua festa. Estava claramente bêbado, como pode constatar Raquel ao sentir o cheiro que escapou da boca do amigo ao abraçá-la, quebrando o contato visual com o homem que ainda a penetrava com o olhar incisivo.

"Ah, finalmente! Achei que não viesse mais, oras!" Ele exclamou divertido.

Ela sorriu, o abraçando novamente, e tentando não voltar a encarar o homem com quem esbarrou. "Pois é, Ángel, acabei me enrolando com um compromisso, sabe como é… bom, meus parabéns!" 

Ángel sorriu, exibindo uma careta impulsionada pelo álcool; "Ah muito obrigado, muito obrigado! Uma festa não é uma festa até que você apareça!" Ele piscou e ela ficou um pouco vermelha.

Sergio e Andrés assistiam a cena quietos, um petrificado pela beleza estonteante da loira, e outro bêbado demais para pensar em outra coisa mais divertida. 

"Fique a vontade, o bar está aberto a noite toda, e se for voltar de carro deixe as chaves com o barman, não queremos acidentes, guapa" Ángel disse por fim, voltando um pouco cambaleante até a mesa onde estava antes de Raquel chegar. 

Não aguentando mais sentir os olhares do homem desconhecido, deu a volta nas duas figuras indo até o bar e se sentando do lado oposto de onde estava, mirando o cantinho onde ficavam os dardos e um grupo de pessoas que riam - e bebiam - sem parar. Sem pensar muito, encarou o barman por alguns segundos ainda um pouco desnorteada pela quentura causada pelos olhares do outro homem, tentando se concentrar e pedir uma bebida. 

"Boa noite, senhorita. O que deseja?" O jovem perguntou no automático, e Raquel respondeu sem pensar muito. 

"Um dry martini, por favor" foi tudo o que ela conseguiu dizer ao perceber que o homem de momentos antes se aproximava das pessoas perto dos dardos, se sentando de maneira que ainda a olhasse. 

Um arrepio passou por sua espinha dorsal, a fazendo ajeitar a postura "Oi! Na verdade eu quero uma dose de tequila." Só um pra começar… pensou rápido, tirando os olhos da mesa ao fundo. 

Não sabia o que estava acontecendo e tão pouco podia culpar o álcool por todos os pensamentos impuros que invadiam sua mente ao encarar de soslaio o homem - que também a encarava enquanto bebia seu uísque - mais para o canto do lugar. Como podia ser tão bonito, por Deus! Desde o divórcio sua vida havia estagnado no âmbito sexual, e por um bom tempo durante esse período tinha decidido que permanecer assim não era de todo uma má ideia. Bom, até encontrar ele. Raquel virou o shot , e o barman trouxe outro em automático. É, parece que a noite está só começando… , pensou, virando o segundo.

"Ah Andrés, você só fala merda, vê se cresce!" Monica disse, colocando sua caneca quase vazia de cerveja de volta na mesa, arrancando risadas de todos. 

Ágatha deu mais um gole em seu cosmopolitan antes de respirar tentando prender o riso. "Ah, miga , e parece que só faz também, ? Nem pra deixar o Serjão lá com a loira, tinha que se meter!" Yashin concordou rindo de forma quase exagerada, e Sergio finalmente saiu do transe. Estava encarando a loira, examinando suas feições de novo e de novo, tentando memorizar seu rosto - o que, naquele momento, era quase impossível devido ao efeito do álcool que começava a aparece r - e apreciando o sentimento adormecido de êxtase que invadia seu corpo ao encará-la. 

"Ah hermanito ! Vai lá! Ela esperando esse pedaço de mal caminho aparecer, pegar ela pela cintura e tascar um beijaço!" Andrés exclamou o dando um tapinha no braço e arrancando mais risadas da mesa inteira. 

Sergio bufou. Odiava quando Andrés fazia aquele tipo de comentário. "Andrés eu não quero invadir o espaço dela, ela pode pensar que eu sou algum tipo de predador e oportunista tipo você." 

Andrés rolou os olhos. "Bom você pode não se dar ao trabalho de ir mas… há quem dê." E com um simples aceno, ele apontou a Suárez, que se aproximava da loira que agora bebia um copo d'água. 

"IH SERGIO..." "CORRE QUE CAMARÃO QUE DORME A ONDA LEVA EIN" "VAI QUE É TUA GARANHÃO!" os amigos exclamaram quando, em um súbito, o homem se levantou deixando seu copo na mesa de forma rápida, caminhando a passos largos até a mulher no balcão do bar. 

No meio do caminho, ele a viu gargalhar brevemente enquanto ria de alguma anedota qualquer que Suárez, também do jurídico, contava grudado nela. Uma onda de raiva voltou a invadir seu corpo. 

Quebrando o súbito silêncio e interrompendo o que Suárez pretendia dizer, Raquel se pronunciou mirando Sergio; "Ah, que bom que você chegou! Estava quase indo lá te chamar… você me empresta seu carregador?"

Ele hesitou por um momento mas respondeu não entendendo muito se ela realmente estava perguntando a ele; "E-Eu… pois sim, claro, eu-"

"Ah, ótimo, meu celular acabou de descarregar! Perdão, mas se importa de continuarmos nosso papo mais tarde? Eu realmente preciso ligar pra minha mãe e saber se meus gatos estão bem..." Ela disse rapidamente e Sergio apenas a encarava sem ter ideia do que estava acontecendo.

Suárez se aproximou dando um beijo na bochecha da loira "Ah, claro, claro… até mais."

"Até!" Ela acenou forçando um sorriso ao vê-lo sair, se ajeitando na cadeira e dando uma risada boa, que fez Sergio sentir uma sensação gostosa no pé do estômago, não se contendo e rindo também.

"Olha você pode usar o meu celular se quiser-"

Ela riu de novo o encarando e, dessa vez, mordendo o lábio inferior. Ele continuou sem entender.

"O que foi?"

"Não precisa, obrigada" Ela sorriu fofa, mostrando os dentes "Está tudo bem, meu telefone está com 100% de bateria..." Raquel respondeu o encarando, e ele demorou um tempinho até se desvencilhar dos olhos cor de café e formular uma resposta.

"Ah sim..." Sergio sorriu de forma desajeitada e ajeitou os óculos "Posso me sentar?" 

Ela apenas assentiu, dando um gole final em sua água, logo chamando o garçom e gesticulando para que trouxesse outra rodada de tequila. 

Um reggeatón famoso nas rádios tocava ao fundo. De soslaio, Sergio pode notar que Monica e Ágatha dançavam animadas com o resto da turma, que parecia não se importar com nada mais que acontecia, exatamente como Raquel estava ao observar o homem à sua frente. Queria perguntar seu nome, mas ao mesmo tempo gostava do ar sexy que não o saber trazia. Mordeu seu lábio inferior de um vermelho rubro hipnotizante e circulou o copinho com tequila em sua frente com o dedo indicador no ritmo da música, que logo foi substituída por um outro de ritmo similar.

“É amigo de alguém daqui?” ela perguntou

“Colegas de trabalho, só. O mais próximo que chamo de amigo é aquele dali” disse, apontando para Andrés, que se acercava de umas garotas do RH no canto perto dos dardos. 

Ela sorriu para o homem ao seu lado.

“Gosta de bebidas fortes, ein?” ela brincou, fazendo um movimento com a cabeça para o copo de uísque.

Ele sorriu de lado. "Bom, tequila não é necessariamente tão mais leve assim”

“Não gosto muito de uísque, pra ser sincera. Mas é verdade que não dá ressaca no dia seguinte?”

“Para ser honesto, não sei. Nunca bebi o suficiente para tirar a dúvida.”

“E quantos copos desse já tomou hoje?”

Sergio olhou para o copo, dançando o vidro pelos dedos, e suspirou.

“Bom, a verdade é que eu já não saberia dizer também” e riu olhando no fundo dos olhos dela, contente de tê-la divertido. Naquele segundo após rir, Raquel virou outra dose de tequila em sua garganta. Sergio acompanhou os movimentos dela, desejando descobrir qual era o cheiro que ela tinha na curva do pescoço.

"Você quer dançar?" Ela perguntou e ele se viu novamente saindo do transe. Um alerta gritante soou em sua cabeça naquele momento. Uma coisa que Sergio Marquina não fazia de jeito nenhum era dançar, ainda mais no meio de tanta gente e com outra pessoa. 

Vendo um pânico súbito invadir o semblante do homem, ela achou que ele estava brincando e lançou-lhe um olhar ainda mais sedutor. "Volto já." Raquel disse jogando um beijo adjunto a uma piscadela, e se levantou indo em direção a 'pista de dança' onde estavam as meninas. 

Agora foi a vez de Sergio pedir uma bebida ao garçom; "Uísque, duplo" Ele disse sem tirar os olhos dela. 

Raquel foi direto ao centro da pista, e logo tratou de começar a mexer os quadris. Seu vestido preto não era muito apertado mas mostrava suas curvas perfeitamente, acentuando sua bunda linda que se mexia de acordo com a música, deixando Sergio cada vez mais a ponto de babar. As meninas pareciam tê-la acolhido, e as 3 dançavam juntas, com os olhos dela sempre fixos nos dele. Virou seu uísque e pediu outro. A queimadura causada pela bebida em sua garganta não era nada comparado ao desejo que se pronunciava quase que de forma gritante em seu interior. 

A verdade era que aquela noite estava trazendo sensações que Raquel nem lembrava mais que sentia. A cumplicidade ganha com as outras duas mulheres que também se divertiam dançando ao som de Ginza , regado com os olhares que quase a devoravam por aquele homem misterioso do bar… se sentia leve, linda, desejada. A verdade era que tinha vontade de puxá-lo pela gola e… ugh . Sentiu sua boca salivando e sorriu para si. Por Deus parecia uma cadela no cio! Sorriu para si de novo, e uma das mulheres a cutucou.

"Óh loira, fica esperta que o bofe tá vindo..." Ágatha disse jocosa e Raquel sorriu, com uma onda súbita de excitação a invadir ao ver o homem se aproximar com uma expressão insuportavelmente sexy se colocar atrás de seu corpo. 

"Eu não danço, mas… por Deus, já você..." Ele disse baixo, grave, em seu ouvido, com o corpo colado no dela mas sem a tocar. 

Ah, ela poderia se desfazer ali. Mas não o fez. 

"É fácil tendo uma platéia engajada… apesar de que eu prefiro um público mais restrito." Raquel retrucou, igualmente provocante e se virou para ele. 

A música que ela dançava antes mudou para uma mais animada, que Raquel reconheceu por ser Hips Don't Lie da Shakira. Ela se aproximou da figura do homem, colando seu quadril ao dele e lançando seus braços em seu pescoço sem parar de mexer os quadris agora ao som dos trompetes e da doce voz colombiana.

Never really knew that she could dance like this

She makes a man wants to speak Spanish

 Aquele perfume amadeirado misturado com o uísque que ele bebera antes era quase um psicotrópico. Os olhos dele eram focados em seus lábios rubros e Raquel só queria que ele a tomasse em um beijo ali mesmo, pondo fim a sua angústia. 

So be wise and keep on

Reading the signs of my body

Mas ele não o fez. Permaneceu a mirando enquanto ela dançava, imerso no silêncio hipnótico entre seus corpos. Tudo naquele salão fazia seus sentidos se entorpecerem, e Sergio não sabia como ainda estava de pé. Ela estava fazendo aquilo tudo com o corpo colado ao dele. E ele nem sabia o que tinha feito para ela se interessar tanto por ele numa questão de minutos, ele nem era tão charmoso assim. Ou era, afinal, e podia ter sido esse charme todo ou as tequilas que ela tomou que fez com que ela viesse se esfregar nele no meio de um bar escuro. Ele quis encostar no corpo dela inteiro, mas deixou para ver até onde ela ia. Raquel se movimentava feito uma deusa, gingando os quadris de um lado para o outro, aproximando o rosto do dele de vez em quando, e  às vezes o soltava só para ter o prazer de jogar o corpo em cima do dele novamente. 

Há tempos Sergio não ficava tão alcoolizado, mas sabia que ficaria envergonhado mais para frente do que estava fazendo ali. Mesmo no escuro, todos viam que ela se jogava nele daquele jeito e ele a olhava babando. Jamais apagaria essa imagem da cabeça deles. No entanto, o único pensamento que passou por sua cabeça quando seus olhos se encontraram naquela escuridão foi o de que ele precisava sair com aquela mulher daquele bar. Urgentemente.

Sentindo os dedos de Raquel acariciarem sua nuca, Sergio suspirou, fechando os olhos e encostando o peito no dela, e ali ela não aguentou mais.

"Banheiro feminino em 3 minutos." Foi tudo o que ela disse antes de se desvencilhar do corpo dele e sair em direção ao toalete balançando os quadris. 

I'm on tonight

You know my hips don't lie

And I'm starting to feel it's right

All the attraction, the tension

Don't you see, baby, this is perfection?

Ele não hesitou; foi rapidamente até sua mesa deixar seu celular, enquanto ela entrava no banheiro e se admirava o esperando. Quando o tempo passou como ela havia instruído, Sergio bateu na porta para encontrar uma Raquel com o decote mais a mostra, emergindo atrás de uma cabine. Ela se aproximou, passando a mão pelos braços dele para alcançar a maçaneta da porta e trancá-la. Nenhum dos dois conseguia mais raciocinar direito, inebriados por seus cheiros, a bebida e o tesão. 

"Acho que está na hora de pararmos de ser tão formais, hm?" Ela perguntou quase sussurrando e se aproximando de forma perigosa.

Sergio assentiu, enfim se permitindo enlaçar a cintura da mulher com seus braços e a trazendo para perto. Roçou seus lábios nos dela por um momento, também aproveitando para mirá-los uma última vez antes de fechar os olhos e se lançar a eles sem pudor. Raquel se esquivou, o driblando e puxando seus lábios com a ponta do dente para provocá-lo. Céus, ele sentia que podia entrar em combustão a qualquer momento. Não se lembrava mais onde estava, nem sequer de que havia mais pessoas naquele bar; tudo o que importava era aquela mulher, com olhos de café e boca de desejo. Sorriu, hipnotizado e apertou um pouco seu toque na cintura dela, a fazendo suspirar. Pronto, era o sinal que precisava. Foi em direção aos lábios dela, a beijando com uma fome que não lembrava de jamais ter sentido na vida. E ela também não. Seus lábios se encaixaram perfeitamente, desesperados por mais contato, começando uma dança avassaladora guiadas por suas línguas e um desejo que queimava como um incêndio. As mãos de Sergio exploravam o corpo da mulher, parando uma em seu rosto a puxando para ainda mais perto, e a outra em sua bunda, a fazendo soltar um gemido rouco por entre os lábios dele. 

O guiando de forma involuntária, Raquel se moveu até a pia, trocando as posições e se sentando ali, conseguindo sentir Sergio se colocar entre suas pernas, que enlaçou no quadril dele. Ela podia sentir sua ereção crescente roçar em no vestido, a deixando quase ensopada e mais desesperada por contato. Começou a abrir os botões da blusa azul que ele usava, passando a ponta dos dedos por seu peitoral quente, o fazendo suspirar contra seus lábios. Ele, então, moveu seus lábios para o pescoço da loira, sugando e mordiscando embaixo da orelha, em seguida perto do colo, em um lugar que ela jamais pensaria que ele descobriria assim de cara como um de seus maiores pontos de prazer. Jogou a cabeça ligeiramente para trás, o dando mais espaço. Sergio apenas continuou seu caminho com os lábios até o limite do decote, não aguentando mais estar separado dela pelas roupas. Levou uma das mãos até um de seus seios o apertando com vontade, fazendo Raquel gemer outra vez com os olhos cerrados. Ele sorriu travesso, levando a outra mão a por debaixo do maldito vestido preto, passando os dedos levemente por uma das coxas dela enquanto a outra tendia a devorar seu seio. Raquel não aguentava mais, precisava que ele a tocasse lá, o que ele não parecia querer fazer tão cedo apenas para vê-la derreter perante seus olhos. Levantou a mirada, buscando seus lábios de novo e o puxou pelo lábio inferior o sugando, enquanto sua mão ia direto ao membro completamente enrijecido do homem.

Sergio gemeu rouco, e ela sentia que beirava a loucura mais uma vez. Ele não parava de torturá-la com seus toques, e agora ela também não o deixaria sair tão impune. Sorrindo completamente maliciosa, Raquel mordiscou-o nos lábios mais uma vez, e ele não hesitou. Devolveu o sorriso sacana e, ao invés de devorar seus lábios como ela queria, fez algo melhor; não tardou em levar sua mão despretensiosa até a calcinha passando o polegar de leve sob seu clitóris, a fazendo abrir a boca em um suspiro.

Ela abriu os olhos e fixou-os nos dele, e de repente as mãos dela pararam nas costas dele, enquanto ele ainda passava uma mão por ela, a outra apoiada na pia. Os dois permaneceram se olhando no fundo do olho do outro, e Raquel ofegava com a boca aberta conforme os movimentos dos dedos dele permaneciam suaves, mas constantes. Ela puxou-o para perto, gemendo contra a boca dele, também aberta agora, e suas respirações pesadas se misturaram.

E daí, então, pararam. Por um momento. Por aqueles segundos, Sergio e Raquel ficaram respirando com dificuldade um perto do outro. Raquel tinha certeza de que chegariam a transar naquele banheiro, e, ao se dar conta do que iria fazer, o tesão parou de entorpece-la por aqueles segundos, só respirando perto do homem que acabara de conhecer e que não sabia nem o nome. Ele parecia, realmente, encantado por ela. Os olhos dele eram muito bonitos, mas ela tinha que admitir que era o fato de que ele a tinha olhado como se ela fosse a última maravilha do mundo e que continuava olhando desse jeito sem parar - isso sim era o que mais encantava à Raquel. Encantava-lhe que ele parecia tão extasiado quanto ela, e que parecia estar verdadeiramente interessado no prazer dela tanto quanto no seu próprio. E que ele não estava tentando ganhar dela - na verdade, parecia completamente entregue aos seus caprichos. 

Raquel, inebriada novamente pela constatação de que tinha aquele homem praticamente aos seus pés - e também por todo o álcool que circulava em seu sangue - decidiu provar se estara realmente certa. Afastou-o e ele deu dois passos para trás, olhando para ela. Pensou, primeiro, que ela não queria mais. Mas, ao olhar em seus olhos, viu que era a última coisa que ela decidiria. Ainda assim, permaneceu meio afastado, vendo ela se levantar da pia e puxar sua blusa pela gola para que ele a acompanhasse, encostando-se na parede do banheiro. 

Ele colocou uma perna no meio das delas, e se esfregaram lentamente enquanto se beijaram de novo. Aquela tortura iria levá-lo ao delírio, mas ele não conseguia ligar menos. Ela soltou-o e o encarou, decidida.

"Use sua boca, quero dançar no seu rosto"

E Sergio nem conseguiu sorrir, tamanho era o seu nervoso e tesão frente a ela. Encarou-a firme por um segundo, os cabelos loiros já bagunçados, o suor escorrendo por seu pescoço e aquele bendito sorriso sacana que ela se recusava a tirar da boca.

"Como queira" ele sussurrou, descendo beijos desde seu pescoço até seu colo. Ele tirou os óculos e colocou-os na pia. Feito isso, ele desceu seus beijos pelo ventre dela até alcançar o meio de suas pernas. Respirou, quente, contra o tecido. Ela arqueou as costas e balançou os quadris na direção do rosto dele. 

Shakira continuava a cantar - agora outra música - no salão e a fazer gingar os quadris de Raquel no banheiro. Sergio afastou a calcinha preta rendada que ela usava com delicadeza e sem pressa nenhuma, fazendo Raquel arfar impaciente. Por Deus, não era possível que ele era o mesmo homem sem jeito que bateu papo com ela no bar poucos minutos antes. Suas preces foram atendidas quando sentiu-o passar sua barba em suas coxas acompanhado de pequenas mordidas, subindo por sua virilha até roçar em sua intimidade já descoberta. Não conseguiu reprimir um gemido quando ele, por fim, passou a língua por seu clitóris, sugando e indo direto em seu ponto máximo de prazer. Sergio também não conseguiu e sorriu com tesão, sentindo uma gota de suor escorrer por sua testa enquanto continuava a chupá-la como se sua vida dependesse daquilo. Os gemidos incessantes de Raquel a cada vez que ele a sugava serviam para fazê-lo ficar tão duro a ponto de doer. Céus, que mulher! Ele pensou, insaciável, enquanto segurava os quadris da loira com mais força, os puxando para si. Os movimentos do quadril dela ajudavam a intensificar o que ele fazia repleto de tesão. 

Raquel sentiu-se capaz de ver estrelas quando ele inseriu primeiro um dedo e depois dois em sua entrada, sem parar de chupá-la com todo o desejo do mundo. Céus, que homem! Pensou sendo interrompida por um gemido intenso que não foi capaz de censurar.

 "Não-Não para" Ela pediu em uma súplica arrastada, e, notando que ela estava prestes a atingir um orgasmo, Sergio intensificou o vai-e-vem que fazia com os dedos, mantendo constante o seu ritmo enquanto a lambia. Raquel pode sentir as doces ondas avassaladoras de prazer invadirem por vez seu interior, gozando satisfeita na boca de um delicioso estranho que tinha acabado de conhecer. 

Sergio não hesitou em terminar o que fazia com total desejo e esperou que as respirações descompassadas dela se ajustassem para levantar e puxar seu rosto para um beijo mais calmo, porém igualmente lascivo. Raquel sentiu seu corpo ainda um pouco mole devido ao orgasmo incrível que tinha acabado de receber e seu gosto vindo dos lábios dele. Estava perdida naquele beijo, e não tinha a menor intenção de se encontrar. Sergio a pegou o colo sem pudor, a levando até uma das cabines e a posicionando sobre si. Ela não pensou duas vezes antes de continuar a beijá-lo, levando uma de suas mãos até o pau completamente duro dele, o fazendo suspirar forte contra seus lábios. 

As grandes mãos dele apertavam sua bunda de uma forma deliciosa, a ajudando a rebolar de forma lenta e provocante sobre ele. Sergio sugou o lábio inferior dela, aproveitando para mirar-lhe os olhos e verificar, mais uma vez, o tesão explícito nos olhos de amendoados a sua frente. Raquel suspirou mantendo a feição de pura sacanagem, não se contendo e rindo mordendo o lábio inferior, sendo logo acompanhada por Sergio que fez o mesmo. Ele então abaixou as alças do vestido preto que ainda continuava sobre o corpo dela, contornando seus braços com a ponta dos dedos e a fazendo se arrepiar dos pés a nuca. Em seguida foi até o lóbulo de sua orelha, o mordiscando de leve podendo notar os pequenos pelos de sua nuca ainda arrepiados.

"Nossa como tenho vontade de te ouvir gemer de novo..." Sergio disse em um suspiro e Raquel sentiu-se arrepiar inteira novamente.

Queria arrancar-lhe toda a roupa naquele momento e cavalgar em seu colo até perder as forças. Era impressionante o quão sedutor ele podia ser de qualquer jeito, em qualquer posição, falando qualquer coisa. Como resposta, ergueu a sobrancelha o desafiando e aproximou sua boca da dele

"Então me faça." Disse baixo encarando os lábios dele já manchados com seu batom.

Ela sorriu enquanto tentava desabotoar a calça dele no exato momento em que alguém bateu agressivamente na porta.

“Puta merda” Raquel se assustou, falando assustada para ele e arregalando os olhos. Seus músculos travaram, e o pico de adrenalina pareceu devolver sua sobriedade. Ela desprendeu as pernas da cintura dele e cambaleou meio fraca para fora da cabine, se aproximando da porta devagar. Alguém ainda batia.

Eu não acredito que se trancaram no banheiro. Tem algum adolescente nessa maldita festa ?” ela ouviu ao fundo, e com certeza não sabia de quem era a voz.

Ela olhou para trás e viu aquele homem desconhecido a olhando também assustado, todo manchado de batom, tão excitado que parecia doer debaixo de toda aquela roupa. E ela… Riu. Sergio demorou mais alguns segundos para entender o que acontecia e começar a rir junto. Tudo naquela situação era desconfortável.

“Meu Deus, me desculpa, eu só acho que agora… Não sei, acho que eu não consigo mais” Raquel se aproximou “Acho que vou ficar pensando que alguém pode voltar de novo”

“Bom, sim…” Sergio olhava para o chão, tentando controlar a respiração. O desconforto dos dois seria muito pior se estivessem sóbrios, mas, pensando bem, nunca teriam se colocado nessa posição se não tivessem bebido.

Raquel se arrumou em frente ao espelho, ajeitou a roupa e o cabelo, e passou os dedos debaixo dos olhos para tirar o resquício de maquiagem que ali estava. Forçava uma atitude prática e rápida, tudo para tentar se enganar e não admitir para si mesma que estava bastante bêbada. E foi quando viu que ele ainda a encarava.

“Tudo bem aí?”

Ele sorriu fraco.

“Sim, eu só… Preciso de um momento.” E encostou na parede ainda olhando para ela.

“Nossa, desculpa… A gente tava pensando direito?” E riu de novo

Sergio passou os dedos pelos cabelos, rindo também, encantado por ela, que colocou as mãos no rosto, com vergonha.

“Meu Deus, eu não faço isso desde, o quê? A faculdade?… Meu Deus! Me desculpe, eu nem perguntei o seu nome.”

“Não tem problema, eu também não perguntei o seu”

Ela riu mais alto ainda e se aproximou dele, puxando-o para um beijo lento e quente. Raquel não saberia dizer se perguntassem, mas existia algo no beijo dele que encaixava demais no dela, e ela achou uma sorte danada ter encontrado ele ali. 

“Eu vou voltar para a pista e, talvez, eu aceite um drink seu daqui a pouco… Quer dizer, quando você resolver a sua… Situação.”

Sergio mordeu o lábio inferior. E Raquel sabia que se esperasse um segundo mais, ela esqueceria que alguém apareceria na porta novamente. Deu um beijo despretensioso no canto da boca dele, e se afastou rebolando até a porta. Sergio se escondeu em uma das cabines, sentando no vaso, sem conseguir tirar o sorriso do rosto.

 

 

Raquel não ficaria zanzando pela parte de dentro do bar porque sabia que ficaria olhando para a porta do banheiro para ver o momento exato que ele saísse. Por isso, decidiu fumar um cigarro do lado de fora, demorando muito mais do que tinha planejado - fumou 3 . Mas, ainda assim, quando voltou para perto dos dardos ele ainda não tinha voltado, e então riu sozinha de imaginar o que ele estaria fazendo para resolver seu problema. Pensar que ele poderia estar se tocando com ela em mente fazia um calor invadir todo o seu corpo. Merda. Ia precisar de muito mais que 3 cigarros para se acalmar. Voltou ao bar e pediu mais uma dose de tequila em nome da festa que ainda rolava solta noite adentro. Já era quase meia noite, e não queria nem imaginar a ressaca - moral e física - que teria no dia seguinte por conta da bebida e...bom, todo o resto. Virou o copinho em um movimento só, podendo avistá-lo finalmente sair do banheiro feminino com uma expressão de contentamento, com parte dos cabelos molhados e o óculos mal colocado a fazendo rir porque ele definitivamente não parecia a pessoa que encontrou quando chegou no bar. 

Ele foi até a mesinha, pareceu se despedir de todos que estavam sentados bebendo - e gritaram como se o parabenizassem  -  enquanto guardava o celular no bolso, e logo apareceu perto dela de novo, sorrindo desajeitado e finalmente arrumando os óculos. Agora de perto ela pode notar que sua camisa social estava fechada com um botão errado e deu mais uma gargalhada tímida. Ele sorriu e a acompanhou antes de voltar a ficar sério e se sentar a encarando.

"Você quer sair daqui?" Ele perguntou de uma vez e ela continuou o encarando, pensando, e respondendo involuntariamente com um sorriso.

"Digo, eu moro aqui perto e está uma noite linda para se caminhar, a lua está incrível e-"

"Eu adoraria." Raquel respondeu simplesmente, achando a timidez repentina dele uma gracinha. 

Não se lembrava de ter esse efeito em homens, de deixá-los à beira da loucura e 5 minutos depois sorrindo envergonhados só por tê-la perto. Sergio sorriu, aliviado, e se levantou estendendo a mão para que ela o acompanhasse. E, segurando na mão do estranho mais misteriosamente adorável que já havia se aproximado em muitos anos, percebeu que a noite não terminaria tão cedo.