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Já fazem três anos desde que Feng Xin ascendeu aos céus por conta própria, e a maioria dos oficiais celestiais já sabia o suficiente para mantê-lo bem longe de Mu Qing, mas alguém cometeu a terrível gafe de colocá-los lado a lado para o banquete do Festival de Outono - apesar de os dois generais manterem uma postura civilizada, apenas evitando falar um com o outro durante a maior parte das festividades.
Não é uma surpresa quando, no final das comemorações, o Palácio de Xuan Zhen consegue o segundo lugar na batalha das lanternas, seguido pelo Palácio de Nan Yang com uma diferença de apenas três lanternas, mas os punhos de Feng Xin estão cerrados embaixo da mesa ao observar o sorriso convencido que Mu Qing direcionou a ele.
“ Traidor ,” ele sussurra entredentes, incerto de que fora ouvido até ver uma expressão amarga substituir o riso do outro oficial.
“Desculpe, também não estou vendo Sua Alteza ao seu lado,” Mu Qing rosna de volta em um tom de voz baixo, que apenas ele poderia ouvir, levantando-se da mesa antes que Feng Xin consiga pensar em uma resposta à altura.
Bufando, Feng Xin bebe mais um gole de vinho, mas o sabor, ora doce, agora parece amargo em sua língua.
“Vocês já tentaram resolver suas diferenças no quarto?” Uma voz grave soa à sua direita, e Feng Xin prontamente se engasga com a bebida, tossindo repetidamente enquanto o General Ming Guang batia em suas costas ainda com um sorriso no rosto.
“De que porra você ‘tá falando?” Ele consegue balbuciar quando recupera o fôlego, olhando para o oficial mais velho com as sobrancelhas franzidas.
“Não sei quanto a você, mas para mim o General Xuan Zhen parece bastante atraente,” ele diz, dando de ombros antes de beber um gole do seu próprio vinho, completamente inabalado pelo olhar assustado de Feng Xin. “Não se preocupe, você não fica muito para trás, só é um pouco masculino demais…”
Rubor toma conta do rosto de Feng Xin ao ouvir essas palavras. "C-como assim? Eu achei que você gostasse de mulheres!" Ele sussurra.
Pei Ming ri, respondendo-o em um tom igualmente baixo, a conversa indecifrável para as pessoas ao redor. "É claro que gosto. Mas não há nada de errado em procurar conforto no corpo de um amigo. Ou rival. Você realmente nunca fez isso antes?"
"É claro que não!" É sua resposta escandalizada, e Feng Xin tenta focar seu olhar em qualquer lugar que não o rosto do general ao seu lado.
"Nunca pensou em Xuan Zhen de joelhos?" A voz de Pei Ming soa quase rouca, e próxima o suficiente de Feng Xin para que ele seja capaz de sentir a respiração quente em sua pele.
"De joelhos?" Ele apenas repete, confuso.
"Heh, tenho certeza que você consegue imaginar uma maneira criativa de calar a boca dele nessa posição."
Quando ele entende o significado dessas palavras, a imagem mental de Mu Qing ajoelhado em sua frente, com o rosto avermelhado e o membro de Feng Xin deslizando para dentro de seus lábios é praticamente inevitável. Ele apenas se sente pulsar, grato por ter uma mesa em cima de si, escondendo sua excitação.
"Ele jamais faria uma coisa dessas," ele consegue responder, lançando um olhar cauteloso para o outro, e Feng Xin quase se irrita ao perceber o quão inabalado Pei Ming parece mesmo ao dizer tais profanidades.
"Você faria? Isso, e mais?" Ele retruca com um sorriso no canto dos lábios.
Feng Xin engole em seco, sentindo as batidas de seu coração acelerarem-se com a proximidade do outro oficial, praticamente inapropriada para um evento público. "E-eu não sei. Mais o que?"
Uma risada grave soa ao seu lado. “Há tanto mais que você poderia fazer com ele,” ele diz, lambendo os próprios lábios.
"Se estiver interessado," Pei Ming continua, com uma lenta pausa para focar seu olhar na boca entreaberta daquele à sua frente. "Eu posso te mostrar."
Acompanhando o caminho dos olhos do General Pei, Feng Xin sente um arrepio quente percorrer seu corpo, mas tenta manter sua expressão o mais neutra possível.
"Venha comigo quando eu for embora," Ele sussurra, uma de suas mãos apertando a parte interna da coxa de Feng Xin por baixo da mesa rapidamente em provocação, antes que alguém pudesse perceber alguma coisa.
Feng Xin quase pula do lugar onde está sentado, sem conseguir acreditar no que estava acontecendo. Ele já tinha ouvido falar sobre a fama galanteadora de General Pei, é claro; apenas nunca imaginara que poderia vê-la direcionada a si mesmo.
Ao mesmo tempo, ao menos o seu corpo parece se interessar pela possibilidade.
"Alguém pode ver," Feng Xin sussurra entredentes, tentando se ajeitar onde está sentado, desconfortável com a posição.
"Tenho certeza de que você consegue dar um jeito," é tudo que Pei Ming responde antes de levantar-se da mesa com um sorriso sacana em seus lábios, nem mesmo um sinal de vermelhidão em seu rosto.
Feng Xin sente-se quase febril, ainda tentando entender com o que ele havia, aparentemente, concordado. Pelo menos ele pode culpar o álcool pela tontura e pelo rubor em sua pele.
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Ainda leva algum tempo até Pei Ming ir embora da festa, mas Feng Xin, que o estivera observando e esperando por este momento, o segue de uma distância razoável - perto o suficiente para acompanhar o mesmo caminho, mas longe o bastante para evitar qualquer tipo de suspeita.
De qualquer maneira, as ruas da Capital Celestial ainda estão vazias, a maioria dos oficiais ainda reunidos após o banquete.
Pei Ming não demora a chegar em seu palácio, desaparecendo lá dentro, mas a porta da frente permanece aberta para o oficial mais jovem.
Feng Xin sente suas mãos suarem, o som de seus próprios batimentos cardíacos abafando qualquer barulho que possa vir dos oficiais festejando. Ele hesita por alguns segundos antes de aproximar-se do Palácio de Ming Guang, verificando se ninguém o observava até este ponto.
Satisfeito ao ver que está sozinho, ele continua seu caminho mesmo contra pensamentos intrusivos que perguntam “que porra eu estou fazendo?” , seu corpo muito mais de acordo com o que deve acontecer em breve do que sua mente.
É verdade que ele nunca estivera com outro homem daquela maneira - droga, ele nunca nem estivera com outra mulher além de Jian Lan há alguns anos, e mal tivera esse tipo de experiência com ela antes que tudo fosse por água abaixo. Rumores e comentários maldosos sobre homens que preferiam a companhia de outros homens eram, de certa forma, comuns, principalmente entre soldados; mas Feng Xin nunca sequer havia se imaginado nesta posição antes.
Ele admite que está curioso e, talvez, ansioso. Também não é do seu feitio desistir de algo quando ele havia chegado tão perto de obtê-lo.
Entrando no palácio, Feng Xin mal tem tempo de admirar a decoração extravagante e luxuosa quando a porta atrás de si é fechada e seu corpo prensado contra ela, Pei Ming prendendo-o no lugar com os dois braços aos lados de sua cabeça. Ele já havia se livrado de toda a armadura pesada de alguma forma, vestindo apenas robes de cor vinho, e tem um sorriso no canto de seus lábios.
Por mais que ambos tenham praticamente a mesma altura e tipo físico, Feng Xin se sente pequeno, indefeso à frente do outro general, mas um arrepio quente percorre seu corpo.
“Você realmente veio,” Pei Ming sussurra, rindo baixinho da expressão quase tímida no rosto dele antes de fechar a distância entre seus corpos, tomando os lábios de Feng Xin em um beijo faminto.
É diferente do que ele está acostumado, com músculos firmes tomando o lugar de curvas macias contra seu corpo, e Feng Xin quase se surpreende com a força nas mãos que seguram-no contra a porta.
A sensação não é nem um pouco desagradável, apesar de intimidadora, e ele consegue sentir seu corpo responder a estas ações como se por instinto. Em um breve momento, ele se pergunta se beijar Mu Qing seria algo parecido com isso, como uma competição para estabelecer dominância.
Pei Ming tem uma clara vantagem sobre ele por sua experiência, na forma com que ele segura firmemente o maxilar de Feng Xin com uma das mãos, indefeso contra a língua que invade sua boca e faz seu corpo esquentar com cada toque. Ele ainda consegue ajudar Feng Xin a se livrar das peças de armadura pesada com sua mão livre, até que os toques e corpos um do outro estejam separados apenas pelas finas camadas de seus robes inferiores.
Um suspiro escapa dos lábios de Feng Xin quando Pei Ming junta seus quadris desta forma, as duas ereções esfregando-se por baixo dos tecidos. Ele mais sente do que ouve o riso do general mais velho em sua boca com a reação, e logo sua cabeça é virada para o lado pelo coque em seus cabelos, aquela mesma boca quente atacando seu pescoço com mordidas e lambidas que servem apenas para contribuir com o fogo dentro de seu corpo, e Feng Xin fecha os olhos, se perdendo nas sensações.
O cinto de seus robes é removido rapidamente, mas a mão de Pei Ming hesita sob o elástico de sua calça. “Posso?”
A pergunta é sussurrada em seu ouvido e, já cansado de se sentir vulnerável, Feng Xin alcança a mão de Pei Ming com a sua própria, enfiando-a dentro de sua calça de encontro à sua ereção.
O outro oficial apenas ri contra a pele de seu pescoço, mas ao mover sua mão por todo o comprimento daquele membro, seu tom é quase surpreso. “General Nan Yang, ah… estou impressionado.”
Mesmo sabendo que seu tamanho era (bastante) acima da média, este breve comentário é o suficiente para fazer Feng Xin corar mais do que qualquer coisa que tivera acontecido até ali, e ele morde os próprios lábios, com medo dos sons que podem escapar deles ao sentir o toque em sua área mais sensível de forma lenta e torturante, mas extremamente habilidosa.
Ele imagina se Mu Qing também se impressionaria com o seu tamanho, se o tocaria ali com tanta confiança quanto isso, ou se ele mesmo poderia tomar o papel do General Ming Guang e prensá-lo contra a parede, explorando seu corpo até que apenas o som das suas respirações pesadas pudessem ser ouvidos.
Os movimentos daquela mão forte logo são o suficiente para deixá-lo muito perto do clímax, alguns grunhidos involuntários escapando de seus lábios mesmo que Feng Xin tente fechá-los. Suas mãos apertam os ombros de Pei Ming cada vez mais, procurando um apoio, desejando desesperadamente aliviar a tensão em seu corpo, mas assim que a sensação do orgasmo se aproxima, os dedos dele pressionam a base de seu membro, impedindo-o de se liberar.
Feng Xin reage com um gemido frustrado quando a mão é retirada de uma vez, o tecido de suas calças quase dolorosamente apertado contra sua ereção, e abre os olhos para encará-lo novamente, mas Pei Ming sorri. “Ainda não, estou só começando com você,” ele murmura, desatando o próprio cinto para abrir seu robes, sem desviar o olhar. “Agora seja um bom garoto e fique de joelhos pra mim, hm?”
Ele pensa em protestar por um momento, mas a forma como os olhos de Pei Ming o encaram, como se quisessem devorá-lo, leva o seu corpo trêmulo a obedecer às ordens, deixando o rosto de Feng Xin na mesma altura da virilha do outro oficial, mas ele se recusa a olhar para o volume que marca o tecido da calça. “E-eu… não sei fazer isso,” ele admite, sentindo suas mãos formigarem levemente, sem saber onde colocá-las.
Pei Ming acaricia os lábios úmidos do oficial abaixo de si por alguns segundos. “Abra a boca,” ele sussurra, esperando seu pedido ser atendido para colocar o polegar lá dentro, pressionando a língua de Feng Xin para baixo e fazendo com que sua boca abra ainda mais. Ele então apenas retira seu membro enrijecido para fora da calça, sem deixar de perceber a forma com que os olhos de Feng Xin arregalam-se levemente ao vê-lo, guiando-se para substituir o dedo que mantinha a abertura dos lábios dele. “Apenas tome cuidado com os dentes.”
Uma mão em seus cabelos guia a cabeça de Feng Xin para frente, seus lábios e língua apertando-se contra o membro pulsante, pesado em sua boca. Não é difícil entender o que ele deve fazer, e logo Feng Xin se movimenta por conta própria, apoiando-se com uma das mãos no quadril de Pei Ming enquanto a outra segura parte do membro que ele não consegue alcançar, aumentando o controle de suas ações até que o general acima de si esteja mordendo os próprios lábios, sua respiração ruidosa e pesada.
Ele se sente sujo, de certa forma, saliva e fluidos escorrendo pelo seu queixo, mas ao mesmo tempo Feng Xin jamais tivera experienciado algo que fizesse com que seu corpo respondesse de forma tão intensa, seu próprio membro duro como uma pedra. Fechando os olhos, ele quase consegue imaginar que é Mu Qing acima dele, imaginar se ele seria mais agressivo ou mais hesitante, imaginar se Mu Qing concordaria em fazer o mesmo por ele nesta posição quase humilhante, se ele se sentiria tão excitado a ponto de tocar-se enquanto usava sua boca em Feng Xin.
Distraído com suas divagações, Feng Xin apenas abre os olhos quando é puxado para cima outra vez, fitando a expressão faminta de Pei Ming antes de ser beijado por ele mais uma vez. Seu corpo é finalmente guiado para longe da porta, mas ele só percebe onde está quando o beijo é interrompido e ele se encontra ajoelhado sobre um sofá escarlate, suas costas para Pei Ming. Ele vira a cabeça para olhá-lo, confuso, mas o general sorri, colando seus corpos novamente nessa posição, “Quero te mostrar uma coisa. Confie em mim, só um pouco.”
Ele morde a junção entre o pescoço e ombro de Feng Xin ao mesmo tempo em que pressiona os quadris contra suas nádegas, sentindo o estremecer do corpo dele. “Talvez você queira se segurar no sofá,” é o que ele sussurra contra seu ouvido.
Mesmo sem entender, ele segue o conselho. “Por que?”
Uma risada rouca soa atrás dele. “Você vai ver logo, logo.” Mãos quentes caminham pelo seu corpo mais uma vez até parar na parte da frente da calça de Feng Xin, acariciando o membro enrijecido ali suavemente antes de abaixá-la até a altura dos joelhos.
Finalmente imaginando para onde isso está indo, as mãos de Feng Xin se tensionam onde seguram o encosto do sofá, mas ele não tira o corpo de onde está mesmo ao sentir os dedos de Pei Ming deslizarem por entre suas nádegas. “É diferente, com um homem,” o general sussurra em sua orelha, acariciando a entrada com movimentos leves pelo lado de fora. “Você não vai ficar úmido aqui, e é muito apertado. Você precisa ser preparado para que eu possa te foder.”
Com um arrepio visível, Feng Xin apenas faz que sim com a cabeça, não confiando em sua garganta para dizer qualquer coisa naquele momento. A pele morena de seu rosto adquire uma tonalidade avermelhada até as orelhas e ele fecha os olhos quando os dedos desaparecem dali apenas para voltarem, agora úmidos com uma substância viscosa.
“Se um dia quiser fazer isso consigo mesmo, ou com Xuan Zhen, use um óleo e não tenha pressa,” a voz de Pei Ming soa rouca, mas concentrada, enquanto um de seus dedos o penetra lentamente. “Aponte o dedo pra cima, e você logo vai achar…”
A pressão em um certo ponto faz com que o corpo de Feng Xin se contorça em um espasmo súbito, e ele não consegue conter um gemido. “Isso aqui.”
Depois de encontrar o que procurava, os movimentos lentos do dedo dentro dele continuam acertando aquele mesmo ponto, forçando Feng Xin a segurar-se com força no sofá, quase sem acreditar que aquilo realmente poderia ser tão… bom. Pei Ming ri levemente atrás dele, mas Feng Xin já está desorientado o suficiente pelo seu desejo para não se envergonhar mais de como ele deve se parecer neste momento.
Logo dois e depois três dedos entram e saem de dentro dele, relaxando o canal ao mesmo tempo em que o provocam, pressionando contra a próstata de Feng Xin. Ele apenas continua ofegante ali, sua entrada contraindo quando os dedos são retirados e substituídos pelo objeto maior e mais quente, penetrando-o devagar.
Pei Ming consegue se esgueirar um pouco mais adentro a cada movimento raso de seus quadris até que seu membro esteja inteiro dentro de Feng Xin, segurando o corpo dele pela cintura, sem conseguir conter um gemido com a forma que Feng Xin parece sugá-lo para dentro de seu corpo.
A sensação de estar tão completamente preenchido faz com que líquido se acumule cada vez mais na ponta do membro de Feng Xin, e seus corpos logo encontram um ritmo confortável entre si, os gemidos e barulhos do ato em si ecoando pelo palácio, enquanto Pei Ming sussurra profanidades próximo ao seu ouvido.
Ele puxa Feng Xin para trás pelos cabelos, mudando o ângulo de sua penetração incessante para atingir a próstata com mais frequência, satisfeito quando seus gemidos tornam-se mais altos, mais longos, sentindo os quadris de Feng Xin se moverem também contra os dele cada vez mais rápido, seu pescoço esticado e exposto para que Pei Ming possa beijá-lo ali, sugar a pele em seus lábios, morder de forma quase dolorosa.
Feng Xin consegue sentir a pulsação do membro dentro de si quando Pei Ming alcança seu orgasmo com um grunhido, mas as estocadas de seus quadris não param nem por um segundo, e ele pega uma das mãos de Feng Xin na sua para colocá-las em volta de seu membro, masturbando-o no mesmo ritmo em que ele é penetrado. “Hah, Xuan Zhen não sabe o que está perdendo,” ele murmura contra seu pescoço, e a sugestão é o suficiente para levar Feng Xin ao clímax, derramando-se sobre as suas mãos unidas.
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Quando ele finalmente está indo embora, o céu já está escuro e tudo está em silêncio do lado de fora do palácio. Feng Xin tenta disfarçar o desconforto em seu andar, sentindo o líquido dentro de si derramar um pouco a cada passo, e Pei Ming o segue até o lado de fora.
“Nós poderíamos fazer isso de novo algum dia, se você quiser,” ele sugere com um sorriso lascivo, e Feng Xin sente seu rosto esquentar outra vez.
“Hum, talvez,” ele murmura, dando as costas para o outro general. Antes de conseguir se virar completamente, Pei Ming o puxa de volta, tomando seus lábios outra vez em um beijo lento e provocante, suas mãos acariciando os cabelos de Feng Xin.
Ele se sente um pouco como uma dama sendo cortejada, e como se entendesse a aparente obsessão de algumas mulheres pelo General Ming Guang - apesar de não estar sob o mesmo encanto - mas retribui o beijo de qualquer maneira.
É Pei Ming que se afasta primeiro, ainda sorrindo pra ele quando seus olhos parecem se focar em um ponto atrás de Feng Xin e sua expressão torna-se quase assustada. “... General Xuan Zhen?”
Feng Xin dá um pulo para trás ao ouvir aquelas palavras, mas ele apenas consegue ver as barras de um robe escuro desaparecendo em meio às folhagens.
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Ele espera se tornar a nova fofoca da Capital Celestial, mas isso não acontece.
Então, Feng Xin espera semanas para que Mu Qing traga o assunto à tona para ofendê-lo de alguma forma, mas isso também não acontece.
Na realidade, Mu Qing parece ficar mais distante dele desde então, quase como se não se importasse com qualquer insulto que Feng Xin pudesse dizer a ele, ignorando-o na maior parte das vezes. Ele se pergunta se Pei Ming realmente havia visto certo, se era mesmo Mu Qing que os observava ao saírem do palácio, ou outro oficial qualquer, que por algum motivo mantivera a boca fechada.
É apenas meses depois do ocorrido, em meio a uma briga pelos mesmos motivos de sempre, que ele recebe a sua confirmação.
“E você, que ascendeu por esquentar a cama de outros oficiais? Isso não é pior?!” Ele rosna para Feng Xin ao empurrá-lo, tão subitamente que quase o pega de surpresa.
“V-você sabe que isso só aconteceu depois de eu ascender!” Feng Xin se defende, devolvendo o empurrão com mais força, suficiente para derrubá-lo no chão, sentindo seu rosto esquentar.
Mu Qing ri apesar de sua posição, mas sua expressão é fria. “Como vou saber? Você parecia ser bastante próximo do General Ming Guang.”
“O que foi, está com ciúmes porque ele veio atrás de mim, e não de você? Não se preocupe, não há nada entre nós, ele é todo seu!” As palavras são cuspidas por Feng Xin, mas uma irritação ainda maior toma conta dele ao considerar a possibilidade.
Ainda no chão, Mu Qing se levanta, um sorriso sarcástico em seus lábios. “Pra sua informação, ele já veio atrás de mim antes. Mas eu não sou uma prostituta para abrir as pernas pra qualquer um, e o recusei.”
Aparentemente satisfeito com a falta de reação de Feng Xin, Mu Qing dá as costas para ele, deixando-o sozinho.
As palavras doem, de certa forma, mas Feng Xin se mantém focado em outra parte daquela afirmação.
Você me recusaria?
A pergunta ecoa por sua mente ao vê-lo partir, mas ele não tem coragem de dizê-la em voz alta.
