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i can do better

Summary:

Um acidente leva a outra estranha competição entre eles (e isso é tudo, Hinata diz a si mesmo)

Qual o problema de uma pequena competição entre amigos?

 

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isso é uma tradução, e eu tenho permissão total da “buu”, a autora, para traduzir e postar a obra!

Notes:

Oi gente! Eu sou a Laura, e isso é uma >TRADUÇÃO<. A história NÃO É MINHA e eu tenho total direito e consentimento da autora para traduzir-lá para o Português.

boa leitura, espero que gostem dessa fic tanto quanto eu!

(See the end of the work for more notes.)

Chapter 1: capítulo 1

Chapter Text

Começa em uma segunda-feira.

Hinata nunca foi fã de segundas, mas isso não é algo anormal. As aulas ocorrem usualmente enquanto ele enche as margens dos livros e cadernos com círculos tortos e mal desenhados, que eram para ser bolas de vôlei (ele imagina a reação de Kageyama vendo aquilo - “depois de todo esse tempo você ainda não consegue nem desenhar uma?” e bufa). É uma segunda normal, seus pensamentos no treino do final do dia.

Quando o sinal finalmente toca e Hinata e Kageyama de alguma forma se encontram em uma corrida até o ginásio, nada parece estar fora do comum. Ele perde, mas até isso é confortavelmente familiar e eles entram discutindo sobre quantas derrotas mais Hinata vai ter que enfrentar até finalmente desistir. (“você só está 3 na frente, Bakageyama!”)

O treino, na verdade, é tranquilo; Hinata e Kageyama estão treinando passes e Sugawara bate no ombro de Hinata, dizendo que ele está melhorando nas recepções e perguntando com um olhar severo se ele continua treinando fora do horário ao invés de estudar. Ele está, mas ninguém precisa saber disso, na verdade. Ele olha para Kageyama, esperando encontrar um olhar confidente, mas pela primeira vez Kageyama não está prestando a mínima atenção nele. Ao invés disso, ele está acenando tchau e saindo rapidamente para se trocar.

Agora isso, Hinata não estava esperando. Na maioria dos dias Kageyama ficava junto com ele para praticar mais; mesmo que reclamasse sobre isso, Hinata sabia que ele tinha a mesma ânsia para melhorar. Talvez Kageyama não estava se sentindo bem? Mas eles estavam tão sincronizados antes, não poderia ser isso. Hinata vagamente registra as últimas palavras de Sugawara na conversa (unilateral), que se vira para discutir alguma coisa com o capitão, e Hinata manda um “bom trabalho hoje” e vai atrás de Kageyama.

Kageyama ainda está no vestiário, acocorado em volta de sua mochila enquanto troca a camiseta. Ele pula quando ouve Hinata entrando no lugar, virando a cabeça. Hinata solta um muxoxo quando vê a expressão desinteressada de Kageyama ao ver que é apenas ele, mas logo supera quando vê o quanto o rosto do moreno está vermelho.

“Kageyamaaa,” Hinata começa, chegando perto. “O que foi, você não quis ficar hoje e levantar para mim?” Hinata quase nem pergunta, porque, é claro que Kageyama quer levantar para ele. Por que ele não iria querer? Mas Hinata acha tão estranho o comportamento do amigo quando ele finalmente chega perto, colocando as duas mãos sobre os ombros largos de Kageyama.

Mais uma vez, ele pula. “Que diabos você acha que está fazendo, boke?” ele pergunta, batendo uma das mãos de Hinata para longe de seus ombros.

Não há nenhuma ameaça na frase, então a mão de Hinata volta para onde estava. Ele está praticamente dizendo para Kageyama o que ele está fazendo (“tentando te convencer a levantar para mim, o que mais?”), quando ouve outra voz se aproximando e a porta abre, com o resto do time entrando. Depois de um rápido aceno, Hinata volta sua atenção para Kageyama para falar algo, sobre o treino de hoje ou talvez sobre comer bolinhos de carne, já que é a vez de Kageyama pagar, mas ele logo para quando sente os ombros de Kageyama arquearem e tensionarem sob suas mãos. Será que ele estava doente?

Se abaixando, Hinata tenta sussurrar o melhor que consegue, o que não é muito diferente de seu tom de voz normal, mas todo mundo está fazendo barulho suficiente para passar despercebido. “Você está se sentindo mal ou algo do tipo?”

Qualquer um concordaria que Hinata não é a pessoa mais perceptiva do mundo, mas até ele notou a irregularidade na respiração de Kageyama. Hinata franze o cenho. Estar doente poderia afetar muito os treinos dos dois juntos, e Kageyama totalmente é o tipo de pessoa que negaria estar mal até estar a beira da morte. Depois de afastar o pensamento de ter que cuidar de Kageyama em seu leito de morte, Hinata aperta suas mãos em volta dos ombros do outro.

“Quer que eu diga ao capitão que você não está se sentindo bem?” Ele espera que Kageyama note a verdadeira preocupação em sua voz pelo seu bem-estar, e não somente por causa do voleibol. Ele aumenta um pouco o tom de voz. “Você não pode jogar se estiver doente!”

Com isso, Kageyama vira a cabeça para encarar Hinata. “Eu não estou doente!” Ele explode, e olha assustado em volta, para ver se ninguém percebeu seu pequeno surto; felizmente, todos estão ocupados ouvindo Nishinoya e Tanaka falar sobre alguma série de TV que eles têm visto recentemente.

“Olha, de verdade, eu não estou doente. Só cala a boca e me deixa sozinho agora, nós podemos praticar depois.” A voz de Kageyama é rude, mas Hinata pensa que ele pode só estar tentando o convencer, talvez? Ele acha que sim. Ele sentia que o moreno estava mentindo para ele não ficar preocupado, mas Hinata sempre pensa o melhor das pessoas antes de esperar pelo pior, e as vezes ele se sente generoso o suficiente para dar o benefício da dúvida até para Kageyama, principalmente com a menção de mais levantamentos daqui a pouco. Kageyama provavelmente vai o presentear com comida de ele jogar bem o suficiente, e Hinata está confiante o suficiente de suas habilidades hoje, então ele apenas acena com a cabeça e vai se trocar.

Ou ele estava, de qualquer forma. Quando dez minutos passaram e o resto do time começou a ir embora, Hinata observa que Kageyama ainda continua enrolado em volta da bolsa, mexendo nela como se estivesse procurando por algo importante ali dentro. Na verdade, Hinata se trocou em uns dois minutos, mas em solidariedade a Kageyama (talvez) e a expectativa de treinar com ele o fez ficar enrolando até eles estarem sozinhos na sala do clube. Daichi disse a eles que esperaria do lado de fora para trancar a sala, que era para eles se apressarem e terminarem o que quer que Kageyama estivesse fazendo, que levava tanto tempo. Kageyama cora ao ouvir isso, assentindo rapidamente. Hinata apenas assiste.

Ele fica encarando enquanto Kageyama se levanta de um jeito estranho e troca rapidamente o uniforme de treino pelas calças do uniforme. O pensamento que isso possa ser um pouco estranho e invasivo nem passa pela mente de Hinata. É totalmente normal para colegas de time ver os outros se trocando, e não é como se Kageyama não soubesse que ele está ali.

Quando ele finalmente termina de se trocar e se vira, o susto que Kageyama leva faz Hinata perceber que ele não sabia que o ruivo estava ali. É o suficiente para ele começar a rir.

“Olha só a sua cara!” ele murmura entre as risadas. “Eu realmente te assustei? Eu tava aqui o tempo todo!”

O rosto de Kageyama está vermelho novamente, e ele está fazendo a careta que faz quando está envergonhado. “Vai se foder, eu nem sabia que você conseguia ficar quieto por mais de cinco segundos!”

Hinata abre a boca para se defender de ter sido chamado de tagarela, até ele olhar para baixo e parar, mortificado. Ele tem quase certeza que sua boca ainda está aberta, e pela expressão no rosto de Kageyama - chateação que muda para confusão e para em um desconforto horrível e envergonhado - Hinata sabe o que está acontecendo.

Kageyama total e sem sombra de dúvidas tem uma ereção.

Ele encara pelo que parecem anos mas na verdade são apenas alguns segundos, antes de finalmente fechar a boca. Kageyama está pegando sua bolsa no chão para tapar o volume óbvio em suas calças, mas Hinata consegue dizer pelo o que ele sabe que não vai adiantar muito, por algum tempo, pelo menos.

“Não é o que parece, okay,” Kageyama surta quando ele finalmente coloca a bolsa no lugar. “Até um idiota como você sabe que isso acontece as vezes. Não é nada estranho, então só deixa pra lá e esquece isso, ou eu vou te matar.”

Estranho é a última coisa na mente de Hinata, mais preocupado em pensar como ele poderia usar isso para arrancar mais uns lanches de seu parceiro, e talvez ele esteja se sentindo um pouco culpado por ter pego Kageyama na situação em que ele se encontra, obviamente, tentando esconder. Ele está para soltar uma piadinha quando percebe que Kageyama ainda se encontra envergonhado e tentando olhar para qualquer lugar que não para ele, e culpa bate um pouco mais forte.

“Não é grande coisa,” Hinata finalmente fala quando ele decide o que fazer. Ele nunca esteve nessa situação, na verdade. “Uma vez eu fiquei duro no meio da aula, e foi simplesmente a pior coisa. Eu tive que ficar sentado durante o almoço e nem consegui comer nada.”

Nesse momento, Kageyama se permite dar uma risada. Claro que Hinata só pensaria na comida que ele estava perdendo e não na situação horrivelmente embaraçosa que se encontrava. Hinata está sorrindo e quase suspira de alívio quando vê a tensão deixando os ombros de Kageyama. É só um pouquinho, mas ele nunca está relaxado, nem na melhor das situações. Ele está para dizer alguma coisa quando Daichi coloca a cabeça para dentro da sala.

“Vocês já terminaram?” Ele soa irritado, mas Hinata está ocupado olhando a expressão horrorizada voltar ao rosto de Kageyama e antes de ele ter chance de pensar, ele pula em frente ao moreno e encara Daichi.

“Sim!” Ele grita, sinalizando com as mãos atrás das costas para Kageyama ajustar a bolsa nos ombros. “Nós só estávamos falando sobre o treino, certo, Kageyama?”

Kageyama grunhe em concordância enquanto ajusta a parte da frente da bolsa, e Daichi não fala nada. “Sinto muito, estamos saindo.” Ele diz e segura o braço de Hinata, fazendo ele sair na frente. Mesmo que ele tenha certeza que o apertão está um pouco forte demais, , Hinata não fala nada até eles estarem no estacionamento de bicicletas e Kageyama finalmente o livra do aperto.

“Espera um minuto!” Hinata está pulando atrás de Kageyama, agarrando a parte de trás de sua jaqueta. “Você disse que nós iríamos treinar! Eu não fiquei esperando esse tempo todo pra nada!”

Incrédulo, Kageyama se vira para ele. “Você de verdade vai… Você só tem mesmo um neurônio?”

Os dois voltam o olhar para a bolsa de Kageyama.

Honestamente, Hinata não entende porque ele está fazendo tanto caso de tão pouco. Não é como se fosse algo com o qual ambos não lidam, como adolescentes, e ele sabe por experiência que vai passar, agora ou depois, porque ele está ficando com fome e talvez eles possam fazer uma pausa para comer antes de praticarem.

Ele deve ter pensado alto, porque Kageyama está com o olhar fixo em si novamente. “Parece que eu estava esperando demais de você para ter um pouco de senso nessa sua cabeça oca.” Ele fala, ríspido, e Hinata revira os olhos.

“Não podemos só esperar passar, ou algo do tipo? Você prometeu para mim,” E se Hinata está fazendo carinha de filhote que caiu da mudança, ele não se importa, porque promessa é promessa.

Quando Kageyama não responde, ele o pega pelo braço e começa a andar. Ele vagamente registra os protestos do outro enquanto eles se dirigem para o habitual local de treino dos dois. Ao chegarem lá, Hinata senta Kageyama em um banco e cruza os braços, o encarando com um olhar que ele espera ser intimidante.

Kageyama está estático, e Hinata não pode negar que uma pontada de orgulho por pegar o Rei de guarda baixa. “Que porra você acha que está fazendo?”

“Resolvendo o problema”, diz Hinata, e dessa vez o olhar que ele dá a Kageyama é indubitável.

“O que- você- Hinata boke!” Kageyama engasga com as palavras, e seu rosto está em chamas nesse momento. “Eu não quero você sentado aqui e olhando pra mim enquanto o meu… Enquanto isso vai embora.”

Hinata suspira. “Você prometeu levantar para mim e você largou tão cedo que nós nem conseguimos ficar até tarde. Você não pode só...” Ele olha para o volume de Kageyama mais uma vez, a bolsa tendo escorregado para o lado do banco, e dessa vz ele tem a decência de também ficar com vergonha. Pode sentir seu rosto esquentando e se esforça para lembrar da solução que ele tinha pensado alguns minutos atrás.

Mas Kageyama não está na mesma página que ele. “Você não pode seriamente achar que eu me tocaria na sua frente, inferno!” Ele grita, e Hinata coloca a mão em frente a boca de Kageyama. Kageyama faz uma careta ao que Hinata tira a mão dali.

“Você pode ir atrás de uma árvore ou algo do tipo?” Hinata começou a pensar que talvez essa não tenha sido a melhor das ideias e que talvez seria melhor se ele só fizesse Kageyama prometer que treinariam em dobro amanhã, mas ele manda esses pensamentos para o inferno, se recusando a admitir que uma de suas ideias não é boa.

“Não!”

Kageyama está surtando mais uma vez, e parece que ele vai gritar de novo, então Hinata faz a primeira coisa que vem a sua mente. Ele nunca foi uma pessoa que pensa duas vezes - ele gosta de pensar que foi por isso que ele chegou onde está. Colocando as mãos nos joelhos de Kageyama, ele afasta suas pernas. Rapidamente, volta seus olhos para o rosto de Kageyama ao invés do… meio que grande problema que o encara, e é recebido por um olhar completamente chocado. O rosto dele está provavelmente três tons mais escuros de vermelho, e Hinata segura uma risada porque provavelmente essa não é a situação ideal.

“Se você não vai cuidar disso, eu vou.” Ele percebe o quão estranho isso soa só depois de já ter dito, mas Hinata já não liga muito mais, a esse ponto. Ele já está decidido, e odeia voltar atrás com suas palavras. Além do mais, o quão difícil pode ser? Ele faz isso sozinho todo tempo em casa ou, uma vez, até no banheiro da escola. Ele leva a mão até o zíper de Kageyama.

Hinata não sabe o que está esperando, mas certamente não era essa expressão resignada no rosto de Kageyama. Certificado, Hinata hesita apenas um minuto antes de espalmar sua mão no volume nas calças de Kageyama.

Kageyama solta um silvo e dá um tapa em sua mão, a levando para longe, o que definitivamente não é o que ele esperava. Hinata nem sabe o que esperava, mas não era isso.

“Se você vai fazer isso, faça direito, idiota,” Kageyama sussurra, e ele também não esperava isso. Kageyama não está lutando com unhas e dentes para manter Hinata longe de suas calças, e isso meio que o bagunça. Ele certamente estava no aguardo de Kageyama o dar um chute e gritar com ele antes de sair caminhando e ir cuidar disso sozinho.

Hinata assiste enquanto as mãos de Kageyama traçam o caminho para o zíper, e nota que elas estão levemente trêmulas. Ele se dá conta que, wow, Kageyama está lidando com uma ereção desde o fim do treino, e o que Hinata tem feito? Empurrando a bolsa de Kageyama contra isso, o forçando a ir até o lugar de treino deles; ele se sente mal, de repente, e assente para si mesmo. O mínimo que ele pode fazer para ajudar seu amigo com isso, certo? Kageyama não faria o mesmo por ele? Provavelmente não, mas Kageyama na real nunca fazia muito por ninguém, então tudo bem. Hinata, por si só, sempre foi uma pessoa caridosa.

Dessa vez é Hinata que afasta as mão de Kageyama do zíper. Sua língua aparece no canto da boca no mesmo momento que a boxer de Kageyama aparece embaixo das calças desabotoadas, e ele encara. Ele sabe que deveria puxar a boxer também, mas honestamente, ele nunca viu outro garoto assim, e ele não sabe se está se sentindo ansioso ou apreensivo. Talvez ambos.

“Se você não quer fazer isso, não precisa.” A voz rouca de Kageyama arranca Hinata de seus pensamentos, e ele levanta o olhar. “Você que se ofereceu, e para a lembrança, eu fui totalmente contra isso.”

Kageyama parece que está a um passo de afastar Hinata e se levantar, e Hinata aceita isso como um desafio, apertando as coxas de Kageyama o suficiente para o outro respirar fundo. “Eu vou fazer isso!” é tudo que ele fala antes de abaixar a boxer de Kageyama. O garoto se assusta e rapidamente se cobre, mas Hinata afasta suas mãos do caminho e segura o membro ao qual ele acabou de ser apresentado, e que está mais do que feliz em o ver. Ele se sente um pouco mal pelo sofrimento passado de Kageyama.

“Não segure tão forte!” Hinata percebe que Kageyama está gritando e afasta os pensamentos silenciosos que ele estava tendo sobre as partes íntimas de Kageyama. “Você pelo menos sabe o que está fazendo? Já fez isso em si mesmo?”

“Sim!” Hinata responde e afrouxa o aperto. Isso definitivamente virou um desafio, e ele está determinado a fazer Kageyama engolir as próprias palavras. Ele ajusta a mão, tentando entender o jeito certo de fazer aquilo por uma perspectiva diferente do que ele estava acostumado. O suspiro de Kageyama é mais tranquilizante do que deveria ser, provavelmente. Ele pode fazer isso.

Hinata começa a mover sua mão, devagar e experimentalmente. Kageyama responde se curvando para frente, meio que cobrindo Hinata e escondendo-o de qualquer pessoa que passasse perto, o que nem tinha passado pela cabeça de Hinata quando ele começou com tudo isso. Ele espera que seja tarde o suficiente e que a maioria das pessoas tenha ido embora, e também, o lugar deles é super secundário e normalmente vazio, quem dirá agora. Ele curva o pulso e ouve um gemido contido de Kageyama em sua orelha, se curvando ainda mais no espaço deles.

Ele nunca imaginaria que Kageyama era tão expressivo em coisas como essas, e isso deixa Hinata um pouco aéreo. Ele pode sentir seu rosto esquentando, mas assegura para si mesmo que isso é uma coisa que os caras fazem um para o outro, às vezes, provavelmente, e continua. Ele finalmente dita um ritmo. Kageyama está respirando pesado em seu ouvido.

Ele se sente um pouco tonto.

“Mais rápido,” Kageyama pede, e a súbita falta de ar faz Hinata pular. “Eu pensei que você disse que sabia fazer isso, boke.”

“Eu sei!” Hinata passa o dedão na ponta do membro de Kageyama para provar o que disse, e Kageyama solta um claro… gemido? Kageyama de verdade gemeu, e meu Deus, e Hinata se sente afetado com isso. Ele espera que isso suma e vai mais para perto, determinado em não deixar nada o distrair de totalmente destruir Kageyama com as suas maravilhosas técnicas de masturbação. Ele expira, tentando acalmar os próprios nervos.

 

Então ele ouve um gemido estrangulado, sente Kageyama tenso, e algo espirra em seu rosto.

Antes que ele consiga registrar o que aconteceu, Kageyama está o afastando, parecendo estar a um passo de morrer. “Ai meu Deus, eu - você está - meu Deus,” Ele está repetindo as mesmas incoerências sem parar, procurando por algo freneticamente em sua bolsa. Hinata leva uma mão até o rosto e percebe que ela fica pegajosa e quente, e ele se dá conta que Kageyama veio em seu rosto.

Ele não tem tempo nem de processar a informação, porque Kageyama está abaixado com ele, tentando limpar a bagunça com sua própria jaqueta de treino, e Hinata torce o nariz enquanto o tecido áspero é esfregado em sua bochecha. Kageyama ainda está balbuciando coisas sem sentido e sério, nem era para tudo isso, certo? E o pênis de Kageyama está meio que ainda para fora das calças e isso nem deveria ser tão engraçado quanto é, e antes de se dar conta, Hinata está rindo e Kageyama o encara como se tivesse crescido outra cabeça em seu pescoço.

Kageyama continua o olhando e segurando a jaqueta, até Hinata se recompor o suficiente. “Você gozou em tipo, cinco segundos!” ele solta, e está rindo de novo, porque honestamente, essa é a situação mais ridícula na qual ele já esteve, e Kageyama ainda não abotoou as calças.

Quando Kageyama finalmente conserta isso, eles estão ambos sentados no chão.

“Não sabia que você durava tão pouco, Kageyama,” Hinata diz, o provocando, mais tranquilo com o que aconteceu do que deveria, mas ele nem se importa porque viu outro dos lados legais de um Kageyama envergonhado.

“Calado.” Kageyama está recolocando a jaqueta na bolsa e se levantando, e sua expressão familiar está de volta. “Nem creio que me senti mal por você por um segundo. Eu até ia me desculpar, mas, pensando bem, você mereceu aquilo.”

Hinata suspira quando levanta. “Não, se desculpe sim! Se você já estava chegando lá, era só ter avisado!” Ele da um puxão na manga de Kageyama. “Se desculpe e levante para mim que eu vou te desculpar por ter sujado meu rosto.”

O rosto de Kageyama fica vermelho novamente, e ele abre e fecha a boca algumas vezes. Finalmente, ele só abaixa a cabeça e Hinata tem que esticar o pescoço para ouvir o “Desculpe.” que sai da boca dele. Isso deixa Hinata se sentindo um pouco estranho, e ele dá um tapinha no ombro de Kageyama de um jeito um pouco brincalhão. ‘Tá tudo bem’, ele tem vontade de dizer, ‘pare de ser tão estranho sobre isso’. Ao invés, ele apenas se abaixa para pegar a bola de vôlei na bolsa de Kageyama.

“Levante para mim e eu te desculpo.” E se seu rosto está levemente corado, Kageyama não comenta nada sobre.