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Killjoy entrou na oficina de sua namorada já revirando um pouco os olhos, tamanha era a bagunça que ela se deparou. Raze, com sua energia caótica, era a definição daquele local, por isso nem se mexeu a ouvir a presença da sentinela atrás dela, focando em seu Boombot, ou Binho, como carinhosamente o chamava.
“Scheiße! Eu, sinceramente, não sei como você consegue se concentrar no meio de tanta bagunça”. A Sentinela falou, olhando para a outra sentada a bancada, música tocando num volume que, um dia, poderia ter sido considerado alto, se não fosse pelo costume agora.
“Minha bagunça é organizada, amor. Eu funciono melhor assim”.
“A sua sorte é que o Brim não entra aqui, se ele visse, ele iria muito te matar”. Killjoy ia andando pela oficina, portão fechado só com as duas lá, a bagunça até trazia certo conforto. Talvez se tivesse tido uma criação diferente, um ambiente como aquele lhe seria um local bom para ter seus surtos inventivos. Ela andou até o pequeno cordame com diversas fotos, uma lhe chamando mais a atenção. “Eu lembro desse dia bem”. Ambas em Breeze, aproveitando o sol e a água refrescante. Se bem lembrava, Brim tinha tirado aquela foto, a pedido dela.
“E tem como esquecer? Tu tava linda demais naquele biquíni”. A Duelista já tinha se levantado da sua bancada e se aproximava da mais baixa. “E ainda não viram a sua tatuagem”.
“Só para seus olhos, freundin”. Raze envolvia, com calma, seus braços ao redor da Sentinela, a mão direita brincando com a cintura da calça da alemã, entrando aos poucos enquanto a esquerda espreitava por dentro da camiseta, acariciando sob o sutiã de Killjoy, a respiração da Sentinela ficando mais pesada.
“Sabe...?”. Raze percebia a perda de estabilidade da Sentinela sob seu toque. Quem diria que ela conseguia fazer a sempre tão centrada e tranquila Killjoy perder um pouco do controle? Isso fazia a Duelista sorrir, porque era uma prova do sentimento de ambas. “No momento, fico curiosa para ver novamente essa beldade”.
Killjoy virou-se para sua amante ansiosa, já ligando os seus lábios nos dela, sentindo seu corpo ser erguido pela Duelista, para ser levado a algum lugar. Ambas sempre competiam pela dominância, era um lance já estabelecido por elas, mas Killjoy não tinha como carregar Raze e, bom, estava no território dela, por isso, daquela vez, ela deixou Raze dominar a situação sem resistir, se deixando ser carregada para a bancada da mulher, sentindo seus óculos embaçar com o movimento.
Raze empurrou tudo para o chão, já tinha pensado naquilo e tirado o Binho mais cedo, fazendo apenas as ferramentas caírem. Ela preferiu ignorar que aquilo só ia acumular a bagunça que ela teria que arrumar mais tarde, o momento era dela e de Killjoy e ela só queria ter a sua Sentinela ali. A Sentinela poderia até pensar em reclamar por causa do barulho e da bagunça se acumulando no chão a sua esquerda, mas com Raze a sua frente, todo aquele calor se construindo, como ela conseguiria se concentrar?
“Tu trancaste a porta, né linda?”. Raze perguntou, ofegante para a Sentinela.
“Mas é claro... Eu sempre me preparo quando você está comigo”. Killjoy arquejou quando se livrou da própria camiseta, sentindo os lábios de Raze em descendo por seu pescoço. Ela se prendia à camiseta da Duelista com as mãos, uma forma de se estabilizar e, também, não a deixar escapar.
“Puta que pariu... Tu é linda demais, sabia?”. A Duelista deixava Killjoy se segurar ao que podia, tinha planos para colocar em prática naquele momento, só queria deixá-la achar que não teria nenhuma surpresa, até ela alcançar as amarras que já tinha preparado. Ofegante, a Sentinela arrancou a camiseta de Raze, ambas tinham somente o sutiã como peça no tronco.
Raze achou o momento que procurava, ajudou Killjoy a tirar o seu sutiã, com a desculpa da pressa sendo jogada no ar. A Duelista abriu o fecho frontal da vestimenta da Sentinela deslizando pelo braço, Raze mantinha Killjoy presa em seu encanto, acompanhando o deslizar do sutiã da alemã finalmente conseguindo alcançar as amarras escondidas sob a bancada, de forma que fosse de difícil acesso, para quem não soubesse que estava lá, e, com uma fluidez única, ela prendeu as mãos da Sentinela atrás das costas dela, rindo na orelha de sua amada.
“Heilige Scheiße, ich kann nicht glauben (Puta merda, não consigo acreditar)!”. Killjoy puxou o braço se surpreendendo com a situação.
“Uai, eu tô liberada me vingar da última vez, né?”. Raze ria com a exposição que a Sentinela ainda lutava contra a algema, se posicionando entre as pernas dela. “Afinal, tu deixou claro pra mim que era bom amarrar”. Raze falou isso o mais próximo possível da orelha de Killjoy, provocando com afinco, mordiscando a orelha, suspirando, deixando longas trilhas de ar sair de sua boca. Deixava o corpo da Sentinela cada vez mais quente, cada vez mais inquieto.
“Não achei que fosse me levar tão a-”. A Sentinela arquejou sentindo a mão direita da Duelista pinçando sobre sua calça.
“‘Tão a’ o que, amor? Aliás, espero que consiga se manter em silêncio, aqui não tem o mesmo isolamento acústico que o quarto”. Raze começou a trabalhar com calma, descendo seus beijos pelo corpo da Sentinela, dando uma atenção especial aos seios de Killjoy, chupando e massageando, brincando com os mamilos, vendo a Sentinela se contendo, mordendo o lábio numa tentativa de suprimir qualquer barulho que viesse da sua boca. “’Cê ainda não me disse o que eu não ia levar, linda”.
“Sie...”. Raze amava quando ela deslizava e falava alemão nessas horas, era a desculpa perfeita para provocá-la ainda mais, novamente com a mão sobre a calça. “A sério, Izzie!”. A Duelista riu, subindo para plantar um beijo nos lábios da menor.
“Eu fico impressionada que essa toca não sai de forma alguma, sério”. A brasileira tirou a dita, acrescentando a pilha de roupas na lateral. Tirou os óculos também, colocando perto do próprio celular. “Aliás, eu ia manter isso até o final, mas fiquei com dó”.
“Bela dominatrix você é, meine Geliebte (meu amor)”. A sarcástica Killjoy lá estava presente, rindo da situação.
“Silêncio, tu! Eu também vou curtir, na real... A acústica daqui é reforçada, Brim pediu pra reforçar quando eu cheguei, falou que eu era muito barulhenta. Acho que você vai gostar agora. Pode fazer ainda mais barulho, linda”. Um sorriso nem um pouco padrão Raze gracejou os lábios dela, um olhar malicioso e sedutor aliado.
Raze voltou ao trabalho com dedicação, voltando a beijar a Sentinela e descer os beijos e mordidas pelo pescoço, chegando até os seios onde mantinha a atenção enquanto suas mãos calmamente se livravam da calça de Killjoy, a levantando da bancada o suficiente para deixar a Sentinela apenas com a própria calcinha.
“Acho que tu tá animada, é?”. Raze falou ao sentir a quão úmida estava a única peça de roupa faltante, se colocando de joelhos, as pernas da Sentinela sendo apoiadas sobre seus ombros quando ela começava a trabalhar ali mesmo. Com os dentes ela ia puxando o tecido enquanto observava as reações da Killjoy, a mão esquerda mantendo o posicionamento da perna da alemã enquanto a direita brincava com o clitóris, passando por dento da roupa.
“Raze, você tá aí?”. A voz de Brim soou de trás da porta da oficina, trancada.
“A mais que cacete, não posso ter um minuto de paz!”. Raze se levantou, procurando algo no bolso. “Tu não pense que ganhou um descanso, eu controlo isso aqui pelo celular. Tente não gemer ou gozar enquanto tento me livrar do chefe”. A Duelista colocou um vibrador por dentro da calcinha de Killjoy, o controle pelo celular era fácil de manter a provocação. A Duelista colocou a camiseta e abriu a porta, apenas uma fresta, olhando para Brimstone com um olhar irritado.
“Raze, nem adianta ficar irritada, preciso do relatório das últimas missões e se você consertou o dosador de pólvora”. Raze, de certo, tinha esquecido do dosador, afinal era mais fácil só roubar da Kingdom numa próxima , por que ela tinha que consertar aquele? Pelo celular Raze aumentava e diminuía a intensidade da vibração, imaginando a Sentinela se contorcendo na mesa enquanto conversava sobre aquilo.
“Pô, podia vir me encher com isso depois já que eu tô ocupada, não acha? Peraqui que já pego seus relatório”. A Duelista fechou a porta, caminhando na direção da bancada, encarando a Sentinela, o sorriso provocativo. Abriu a gaveta ao lado, tirou uma papelada simples e aumentou bem a velocidade da vibração, recebendo um gemido contínuo e gutural de Killjoy, diminuindo antes de ir em direção a porta. “Iiisso.... Aguenta firme, amor hehe”.
Raze foi até a porta encontrando o Brim na mesma posição, sério. Ela entregou a papelada sem muita resistência, a mão atrás da porta brincando com a tela do celular, escorregou, aumentando ao máximo, o gemido de Killjoy escapando além do controle dela.
“Você ‘tá bem, Izzie? Que barulho foi esse?”. O Controlador focou, de cenho franzido na Duelista.
“Ok, tu me pegou, não consertei o dosador porque ‘tô terminando um jogo, ai vou pra ele”. Raze só tinha essa desculpa, os jogos em sua oficina ajudavam nisto.
“Raze... Você devia priorizar suas responsabilidades acima de tudo e já deveria ter lidado com isso, afina-”.
“Sim, sim. Eu vou terminar isso”. Raze manteve o dedo no máximo, era uma boa formar de lidar com Brim, não manter sua atenção e sim imaginar como Killjoy estava resistindo e reagindo na bancada.
“Antes de ir, você viu a Killjoy? Precisava de ajuda para mudar minha senha, não consigo entrar mais”. A Duelista sorriu, mantendo uma constante montanha russa com o dedo no celular.
“Ela falou que ia ler e terminar de ler uns relatório e que só depois passava aqui”. Ela prolongou o ‘i’, tudo para mascarar um gemido que ouviu escapar da Sentinela, o que motivou Raze a manter a intensidade mais alta. “E de novo a senha, Brim?”. Raze aumentou ao máximo novamente, esperando tirar mais um gemido da Sentinela, sem sucesso dessa vez. “Se pá, nem isso é. Agora, se me permite, eu tô ocupada”.
“Certo... Tente terminar o dosador hoje”. Brim começou a sair e Raze fechou a porta, se virando para sua Sentinela. Com um sorriso no rosto, no momento que houve uma leve troca de olhares, a Duelista colocou no máximo mais uma vez, tirando fortes gemidos da outra mulher.
“Wow, wie... wie... bitte weitermachen. Götter! (Uau, como... como... por favor, vá em frente. Deuses!)”.
“Não tô entendo porra nenhuma do que tu tá falando, linda. Mas assumo que seja bom hehe”. Raze novamente se ajoelhou, tomando seu lugar. Com uma mão ela segurava o aparelho no lugar, enquanto se livrava da última peça de roupa da mais baixa. Logo subindo os beijos pela coxa da Sentinela, até chegar na área de seu desejo.
Passando por toda a extensão, Raze chupava, lambia e aliviava a pressão, sentindo a Killjoy lutando contra as amarras, gemendo e suspirando, tremendo sobre a bancada, lutando consigo mesma para manter o foco e o silêncio. A Duelista se lambuzava, provocava com o vibrador de forma a não a penetrar ainda.
“Heilige Scheiße, Raze mach es einfach bald. AH... mach es einfach bitte (Puta merda, Raze apenas faça logo. AH... apenas faça, por favor)”.
“Vais ter que falar para eu entender, linda”. Raze foi subindo, beijando o corpo da Sentinela, com leves mordidas, uma atenção especial a tatuagem escondida de todos, no seio direito, uma lembrança de sua torreta e alarmobo, num simples tom de preto com detalhes em amarelo e roxo. Raze amava o fato de apenas ela saber daquele segredo de Killjoy.
“Scheiße, você... Só faça, por favor... Por favor, Raze... Eu te amo”. Raze sentiu seu coração se aquecer, como ela ousou fazer aquilo com o coração da Duelista? Raze subiu, ligando sua boca a da sentinela, num beijo completamente apaixonado, sua mão pressionando o brinquedo contra a Sentinela.
Ela estava cansada daquilo, ela soltou as mãos da Killjoy, por mais que lutassem um pouco pela dominância, ela nunca foi adepta a ser uma dominatrix como Killjoy, gostava de sentir o toque da sua amante, a correspondência. “Du bist wirklich keine Domina, meine Liebe... Aber du hast mich in deinen Händen (Você realmente não é uma dominatrix, meu amor..., mas você me tem em suas mãos)”.
“Du bist meine, freundin”. Raze falou uma das poucas frases em alemão que sabia, tirando a camiseta e, finalmente, se livrando das calças. Puxando a Sentinela mais para a beirada da bancada, juntar o corpo nu ao de Killjoy, era de fato uma dádiva à Duelista. Surpreender a Sentinela era mais fácil assim e, com aquele brinquedo bem localizado entre ambas, os orgasmos vieram de forma arrebatadora.
Killjoy se abraçava a Raze como se tive fosse perdê-la a qualquer momento, sussurrando juras de amor em alemão ao ouvido da brasileira, sentindo seu corpo enrijecer no clímax do momento. Enquanto a mão direita estava na nuca da Duelista, acariciando os cabelos, a esquerda mantinha as unhas fincadas nas costas da Raze. Corpo ofegante e suado na beira da bancada, o brinquedo bem seguro entre ambas.
Raze, tão ofegante quanto Killjoy, ouvia as juras ao seu ouvido e correspondia com as próprias em português. As mãos sob o torso da Sentinela mantendo-a o mais perto possível, sentindo o suor escorrendo, as unhas em suas costas, assim como a mão na nuca, eram prova de que Raze fez melhor em desamarrá-la. Raze demonstrava seu amor por atitudes e gostava de sentir sua amada a tocando. Esse lance de dominatrix, que ela amava, era com Killjoy, Raze era bem mais carnal.
Foi a Duelista quem desligou o brinquedo com o celular, voltando a se manter abraçada com a Sentinela, o suor empapando as duas, assim como o brinquedo.
“Eu te amo também, Killjoy... Eu te amo muito mesmo”. Raze falou, olhando para os olhos de sua amada antes de sentir a mão dela puxar sua cabeça para beijá-la. Um beijo apaixonado, correspondente. Após tirar o brinquedo, a Duelista foi descendo seus beijos, passando pelo pescoço, seios, novamente dando atenção especial a tatuagem, e ventre, se levantando no final.
A Duelista se ergueu e logo sentiu a Sentinela lhe segurando, para não se afastar.
“Só vou pegar a toalha, linda, já volto...”. Ela falou baixinho para a Sentinela, voltando com uma toalha, seu nome verdadeiro escrito. Ela secou o corpo de Killjoy com cuidado, isso sendo mais uma prova do fiel amor que ela sentia pela Sentinela. “Tem umas roupas suas aqui, deixa eu peg-”.
“Nein... Nein, me dá algumas suas”.
“Mas é claro, linda... Tava falando só das íntimas mesmo”. Raze se aproximou, duas calças de moletom velhas assim como as camisetas surradas, apoiando na bancada antes de se vestir. Assim Killjoy terminou de se vestir, a Duelista a pegou no colo, era óbvio para ela que sua gênia estaria cansada, com sono, então ela só a carregou para aquele cantinho da oficina, onde a rede estava presa a parede, atrás de uma simples cortina.
“Você vai deitar comigo, ja?”.
“Mas é claro, só vou colocar as roupas num lugar melhor”. Raze falou já as colocando sobre uma prateleira, num ponto cego da porta para não encherem o saco caso viessem a entrar no laboratório.
Raze fechou o pequeno espaço, ficando num escuro agradável, subindo na rede com a Sentinela, deixando a mais baixa se aninhar de forma confortável na Duelista. Envelopadas, Killjoy colocou uma de suas pernas sobre a duelista, se deitando em seu peito. Elas mantiveram o silêncio confortável.
“Izzy?”.
“Diga, linda”. Raze mantinha sua mão acariciando levemente os cabelos da Sentinela.
“É... Eu te amo, é assim que fala em português?”. Killjoy se sentiu ser apertada, com força, um sorriso lhe gracejando os lábios.
“Ja”. Raze respondeu rindo baixinho. “E eu, linda, Ich liebe dich”. Beijou levemente a Sentinela, sentindo o sono embalando ambas de forma confortável.
Brimstone não encontrou Killjoy e até chegou a ir cobrar Raze do equipamento quebrado, mas a oficina trancada e sem reposta do lado de dentro ele desistiu, as duas deviam ter fugido de novo. Mal sabia ele que as duas dormiam na rede, sem serem incomodadas, talvez até fossem jogar algo juntas depois, se aproveitando da privacidade da oficina de Raze, mais tranquila que, até mesmo, o laboratório de Killjoy.
