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Characters:
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Language:
Português brasileiro
Stats:
Published:
2021-09-13
Words:
7,301
Chapters:
1/1
Comments:
4
Kudos:
11
Hits:
461

Five Stars

Summary:

*Os diálogos em itálico são os que foram ditos nos episódios.
*A história é meu ponto de vista sobre os acontecimentos do episódio 3.11 Pressure Drop quando a doutora Bloom sai do hospital em direção ao seu apartamento onde tenta terminar o recente relacionamento com a Leyla após seu retorno “desastroso” ao trabalho. Durante o decorrer da escrita haverá flashbacks sobre a última cena das duas no episódio 3.10 Radical quando a Lauren retribui o beijo da Leyla.

Work Text:

“I´m trying to say I´m sorry”
“Then you should know you´re not very good ad it”
XX
Quente! Estava quente como o inferno. E era apenas primavera em NY que estava servindo como um presságio do verão que iria afetar a vida de cada um dos nova-iorquinos nesse ano em que todos ainda viviam com as consequências de uma pandemia, mas que felizmente com a chegada das vacinas estava começando a ser aos poucos contornada. A emergência do New Amsterdam que enfrentou tempos difíceis durante o auge da disseminação do coronavirus na maior cidade norte-americana estava vivenciando dias mais tranquilos tantos que a Dra. Lauren Bloom se deu ao luxo de depois de anos tirar uma semana inteira de folga daquele lugar que era uma parte essencial da sua vida. Contudo, desde que uma certa paquistanesa caiu de paraquedas em sua emergência que a bela doutora tinha sua mente e outras partes do seu corpo ocupado pela imagem da sedutora mulher.
Caos! Era isso que dominava o New Amsterdam no primeiro dia de retorno da Bloom após uma semana longe daquele lugar. A onda de calor acertou a cidade de NY com tudo levando dezenas de pessoas a procurar auxílio médico lotando a emergência. Mas, após uma semana amando e sendo amada da forma mais doce e pura que há a morena estava com um bom humor que até assustou seus colegas e amigos acostumados com a médica controlando aquela emergência com braço de ferro, porém naquele primeiro dia de retorno da “chefe” a mesma estava dando aos seus subordinados uma liberdade que os mesmos não estavam acostumados a ter e que iriam aproveitar da melhor forma possível.
Porém, Lauren não contava com seu interno contrariando um diagnóstico da Sharpe tampouco que o Max ia escolher logo aquele dia para implementar mudanças drásticas de combate ao desperdício e para proteger o meio ambiente tornando tudo pior. Aquela frase da amiga Helen ainda rondando sua mente fazendo-a questionar se era realmente uma boa escolha se jogar nesse sentimento que surgiu em relação a misteriosa Leyla.
“Sua emergência está um caos... O que quer que você tenha feito nas férias, precisa se livrar disso. Você amoleceu e está colocando nossos pacientes em risco”
XX
Ser médica era um sonho que se tornou realidade para a Bloom. Ela batalhou bastante para chegar onde está hoje, sendo chefe de uma das maiores emergências do país, e não podia se dar ao luxo de deixar isso escapar por entre seus dedos. Seu trabalho era a única coisa estável em sua vida e necessitava isso para continuar sóbria. Mas, era muito difícil tirar a imagem daquela mulher da sua mente e enquanto ia organizando o espaço e deliberando leitos para atender as pessoas que estavam se aglomerando nos corredores tentava manter a Leyla longe dos seus pensamentos. E funcionou por um tempo já que os problemas iam se acumulando e a gota d’água foi aqueles homens trocando as lâmpadas e causando um caos maior em sua emergência.
Max! Precisa ser firme e dura com seu chefe antes que perdesse o controle. E finalmente deixou aquela fúria que se acumulou em seu peito durante aquele dia intenso escapar pelos seus lábios ao exigir as mudanças necessárias para descongestionar sua emergência e oferecer aos seus pacientes um tratamento digno. Lauren se orgulhava de sempre tratar cada pessoa que entrava por aquela porta com dignidade e tentar da melhor forma possível sancionar o problema devolvendo ao paciente a paz de espirito que necessitavam e vieram buscar no seu hospital.
“Portanto, pare de fazer mudanças que ajudarão as pessoas daqui a 100 anos e consiga-me mais funcionários, mais camas e uma segunda unidade de triagem, para que possamos começar a ajudar as pessoas agora mesmo”
XX
E expressou tudo aquilo que estava guardado durante todo aquele dia trazendo à tona a Dra. Bloom que todos conhecem, temem e admiram. Max apenas ouviu e é claro sabendo que a funcionário e amiga estava certa em suas exigências providenciou as reivindicações solicitadas. Lauren pode enfim respirar mais aliviada quando os corredores começam a esvaziar e as pessoas serem atendidas, medicadas e enviadas para casa e finalmente descongestiona a sua emergência. E assim o dia dar lugar à noite e Lauren estava recostada contra o balcão das enfermeiras enquanto assinava todos aqueles prontuários que haviam sido deixados de lado, mas que precisavam da sua assinatura para serem arquivados. Sua atenção indo o tempo todo para o relógio e ultimamente assim que o plantão se encerra a médica quer pegar o caminho para casa e no dia de hoje não estava sendo diferente suspira quando percebe que faltava apenas mais quatro prontuários para analisar, assinar e então poderia voltar para seu doce lar ou seria para uma certa paquistanesa?
Apesar de toda sua luta diária para manter Leyla longe dos seus pensamentos se pegava durante o expediente lembrando do cheiro adocicado do shampoo que a mulher usa e que deixa suas madeixas morenas tão sedosas e com leve odor de morango ou no quanto os lábios dela eram macios, delicados e viciantes. Lauren nunca foi uma mulher de ficar na cama com seus parceiros trocando beijos sendo sempre objetiva nos seus relacionamentos indo em buscar do prazer e depois querendo apenas sossego sozinha, contudo com a paquistanesa tudo fora diferente. Passou horas na semana que compartilharam juntas trocando beijos enroladas em lençóis e toques lentos. Conversando sobre medicina ou sobre nada especifico. Rindo com histórias da infância delas. Apesar de ambas ainda deixarem guardado seus medos, incertezas e lados obscuros. E nunca havia sido assim antes.
É tirada dos seus pensamentos conflitantes quando a amiga e colega de trabalho Helen Sharpe se aproxima de si.
-Ei – Diz a doutora Sharpe esboçando um sorriso tímido.
-Ei! A irmã estar respondendo bem ao tratamento para malária – Comenta Bloom sobre a freira que era paciente da médica e que havia sido diagnostica e tratada na ER – O Casey conseguiu um leito para ela no segundo andar e será medicada e acompanhada pela noite, porém o prognóstico dela estar correndo muito bem –Informa gentilmente.
-Acabei de vim de lá – Revela Helen – Na verdade vim aqui para falar contigo sobre outra coisa – E a mulher estava já de roupas casuais demonstrando ter finalizado seu dia no hospital – Lhe devo um pedido de desculpas pela forma que lidei com a situação de hoje – Diz docemente – Minha vida está um caos por conta da Mina e ainda tem o Max com suas mudanças radicais que afeta a todos, mas principalmente a mim já que sou sua vice diretora e acabo sendo o despejo das insatisfação de todos com o chefe – Comenta furiosa – Mas, nada disso é justificativa para descontar em você Lauren minhas frustações – Afirma – A forma que decide lidar com seu departamento é um direito seu e não cabe a mim fazer acusações tampouco suposições – Complementa suspirando.
-Desculpas aceita – E Bloom põe a mão no ombro da amiga – Mas, você estava certa Helen deixei que minhas emoções me controlassem hoje e por ser menos dura coloquei em risco a vida dos meus pacientes – Afirma – Aqui não há tempo para ser doce ou suave porque isso não salva vidas. Preciso ser a chefe durona que impõe respeito e faz essa emergência funcionar – Complementa a mulher.
-Hoje foi um dia atípico para todos nós não deixe que isso te afete – Aconselha Sharpe – Bem, preciso ir. Vá para casa. Descanse. Amanhã é um novo dia – Diz a médica – Boa noite Lauren –E abraça a amiga pegando a direção da saída.
-Boa noite Helen – Diz Bloom enquanto observa a amiga sair da sua emergência.
Lauren respira fundo, pegando o último prontuário e sabendo que poderia em alguns poucos minutos voltar para casa. Casa! E esse lugar nunca teve tanto significado antes.
XX
Finalmente a médica estava indo para casa. Ela deixa tudo organizado para sua substituta da noite e pede ao Casey que aguarde a mesma chegar para não deixar a ER sem um supervisor algo que o enfermeiro estranha já que era quase uma tarefa impossível tirar a doutora Bloom daquela emergência, porém de uns tempos para cá a chefe e amiga assim que o horário era cumprido saia daquele lugar sem nem olhar para trás. E ele sabia que isso tinha um nome e rosto, porque percebeu que toda a mudança se deu desde que a mulher ofereceu um dos quartos da sua casa aquela motorista de aplicativo.
Lauren estava na entrada da emergência olhando para o céu estrelado apesar da forte chuva que caiu em NY uns minutos atrás a mesma já havia cessado, mas ao menos diminuiu um pouco o forno que estava essa cidade. Dali para sua casa era muito rápido de metrô e havia se mudado para aquele apartamento após a reabilitação. Ele estava localizado em um bairro mais familiar, próximo ao Central Park e lhe dava opções de lazer nos dias que não poderia estar no hospital para ocupar a sua mente e tornar seu processo de cura mais facilitado. Apesar do local ainda estar muito impessoal e quase não passar tempo nele era um lar. E nas últimas semanas esse significado se tornou muito mais intenso já que a Leyla havia tornado aquelas paredes tão familiar.
Segue para o metrô e apesar de quase todos os nova-iorquinos já estarem imunizados 100% contra o maldito vírus, ainda era recomendado em lugares fechados onde havia movimentação de muitas pessoas o uso da máscara então assim que se aproxima da descida para a plataforma a médica põe a sua. Passa pela catraca com seu cartão e encosta um pouco afastada das pessoas que ali também aguardavam o trem. Segundo o monitor de informações o seu iria demorar ainda uns 7 minutos que é algo totalmente normal naquele horário naquela linha. Dali para sua estação eram apenas três paradas e depois uma caminhada de 5 minutos pelo quarteirão até finalmente estar com ela de novo.
Leyla Shinwari uma médica paquistanesa que não tinha licença para atuar nos EUA então enquanto estudava para seus exames trabalhava como motorista de aplicativo. Ela surgiu em sua ER e depois disso mexeu com a sua vida de uma forma como ninguém nunca havia antes. Uma amizade improvável se estabeleceu entre as duas mulheres e o que era apenas para ser uma troca de favores se intensificou de tal forma que Lauren Bloom mesmo sem conhecer quase absolutamente nada daquela mulher a convidou para morar consigo e desde então todos os seus dias se tornaram mágicos. É bom chegar para um apartamento e ser recebida com um alimento mesmo muitas vezes sendo fast food que a mulher pega durante sua volta para o apartamento, porém era muito mais do quer a dona daquela casa estava acostumada.
Contudo, o que mais tocou a médica fora os cafés da manhã compartilhados. A paquistanesa fazia questão de todas as manhas prepara-los e a última vez que Lauren havia comido panquecas, ovos e bacons em uma manhã em sua própria casa seu pai ainda estava vivo. Acostumada a copos de café e bolinhos comprados ou no caminho para o hospital ou na cafeteria que havia lá aquele apartamento nunca havia sido tão utilizado e cheirado a lar como nas últimas semanas por causa da Leyla.
O trem para e Lauren caminha para o interior do mesmo, mas em vez de se sentar se afasta das pessoas ficando em um canto sozinha processando aqueles pensamentos conflitantes em sua mente. Tudo mudou em sua vida desde aquela manhã quando sua agora colega de casa lhe beijou docemente dando vida a algo que a médica tentou ignorar por vários dias. Fugiu daquele apartamento tão rápido que nem percebeu que de certa forma havia também magoado a bela mulher.
“Sim, não, não. Não, foi... Ótimo. Totalmente bem. Na verdade, acabei de lembrar que preciso trabalhar cedo. Ok…Bem, olhe, eu te vejo mais tarde, Ok?”
XX
Naquele fático dia passou todo o seu tempo no hospital pensando na Leyla e naquele beijo. Sentindo o sabor dos lábios dela. Tão doce e macios. Apesar de ter sido algo tão rápido havia mexido não apenas com a sua mente, mas com sua libido e aquilo a assustou porque apesar de ter beijado uma garota em uma festa de fraternidade certa vez durante a faculdade beijar uma mulher foi algo um pouco assustador para a Bloom que se considerava até aquela manhã heterossexual, apesar de seus olhos se perderem tempo demais observando a forma como a Leyla se movia pela sua casa ou como a risada dela era sempre contagiante ou como ela enrola a ponta do cabelo quando estava pensativa demais ou como seu nariz treme um pouquinho quando sorrir.
E para complementar seu martírio naquele dia um paciente que chegou em sua ER e estava sendo cuidado por ela e pelo Floyd fazia parte de um relacionamento poli amoroso levando a surgir comentários e conversas que levava sua mente a pensar em Leyla Shinwari e naquele beijo. Seguiu para casa com o coração na mão sem saber como conversar sobre o assunto, mas ao entrar em seu apartamento e vê-la arrumando a mala parecia quer seu maior pesadelo estava se concretizando.
XX
“O que está fazendo?”
“Eu fiz e desfiz as malas o dia todo”
“Vamos lá”
“Mas, decidir que vou embora”
“Não, vamos lá, não faça isso”
“Eu sinto muito por esta manhã”
“Não, não, não sinta”
“Eu fiz você correr para fora daqui. Sua própria casa”
“Não”
“Eu te fiz sentir...”
“Surpresa, Ok?”
E tirar aquilo do peito foi como voltar a respirar novamente para a Lauren. E parecia que aquela revelação chocou também a Leyla que parar de ajeitar a mala sentando no vaso que continha a árvore delas e direciona toda a atenção a ela.
“Eu só fiquei surpresa”
“O que, que eu gosto de você?”
“Não. Estou apenas surpresa que parecia normal. Não estou acostumada com o normal...ou real”
E Lauren Bloom nunca havia se aberto assim para ninguém antes. Até mesmo na terapia levou muito tempo até deixar sair seus fantasmas e dores, mas com aquela linda mulher em sua frente parecia que as palavras saiam do seu peito sem nem ter controle algum. Apenas deixa a verdade escapar com a esperança de conseguir mantê-la consigo porque não saberia como proceder caso a Leyla optasse por sair por aquela porta mesmo assim.
“Você acha... Isso é real?”
“Estive pensando em você o dia todo. E não acho que você deva sair por aquela porta”
“Por que não?”
Percebeu que a paquistanesa também tinha seus medos e inseguranças em relação a elas. Mas, era o momento para a americana deixar claro para a colega de casa o quanto a mesma havia impregnado em si. Deixa escapar aquilo que manteve sua mente ocupada durante todo o dia e finaliza com um beijo. Dessa vez um beijo que a Lauren iniciou. Um beijo tão doce quanto o primeiro delas, mas com um brilho há mais. Bloom perde permissão com a sua língua tocando a dela e assim explorando com mais ânsia e desejo aquela boca que atormentava há semanas seus sonhos e desejos.
XX
O ar se faz necessário então Lauren encosta a testa na da Leyla. Ambas respirando com dificuldade e com os olhos fechados.
-Por favor não vá – A Bloom deixa escapar esperançosa.
-Precisamos conversar Lauren – Diz Leyla sabendo que havia muita coisa para ser esclarecidas entre elas.
-Eu sei. E iremos. Preciso só tomar um banho antes. Mas, preciso saber que você não vai sair por aquela porta na primeira oportunidade – Comenta Lauren tristemente.
-Prometo que não irei – Afirma a paquistanesa sorrindo e aquilo dando a médica um pouco mais de certeza, mas mesmo assim sem querer se afastar com medo da mulher sumir e nunca mais saber dela – Vou pedir uma pizza havaiana naquele lugar que gostamos. Sei que deve estar faminta – Complementa Leyla tentando dar a mulher em sua frente a certeza de quer não ia embora até ao menos conversarem.
-Isso soa tão bom. Estou faminta – Revela envergonhada - Ok. Volto logo – E só para deixar claro que aquilo ali era real a Bloom mais uma vez toca os lábios da colega de casa, mas dessa vez é apenas um mero selinho – Até já – E sai indo para o seu quarto providenciar uma muda de roupa para tirar aquela de rua e só então poder finalmente esclarecer aquela situação.
Lauren lembrava sobre daquele dia com certo carinho porque tudo mudou depois dele. Suspira quando o metrô para na primeira estação e se afasta um pouco mais quando um número grande de pessoas adentra no trem para poder voltar a navegar por aquelas lembranças agridoces sem ser incomodada.
XX
Durante o banho a médica não parava de pensar naqueles lábios. Sabia que havia tanto para conversar e debater. Mas, sua mente só queria se apegar no quanto doce aquele beijo era. E na maciez. Sem falar naquele odor maravilhoso que os fios morenos dela tinham. Leyla dominou seus pensamentos durante aqueles minutos onde lavou a sujeira do longo dia de trabalho do seu corpo. Veste uma camisa surrada de uma banda de rock que adquiriu em um show que fora anos atrás e a calça de um pijama. Era as vestimentas que a médica usava normalmente em casa à noite depois de um dia longo no hospital, e era a forma como a sua colega de quarto estava acostumada a vê-la. Era uma Lauren Bloom que poucos conheciam.
Chega na sala e encontra a paquistanesa sentada no sofá com uma caixa de pizza em frente a ela. Leyla havia trocado de roupa para algo mais caseiro e isso fez a médica abrir um sorriso tendo a certeza de quer a mulher iria cumprir a sua promessa de não ir embora naquela noite lhe dando esperanças de quer podiam esclarecer tudo e evitar esse transtorno para ambas.
-Vejo que a pizza foi mais rápida do que eu – Brinca Bloom tentando tornar aquele clima mais ameno entre elas.
-Eles acabaram de entregar – Revela Leyla sorrindo –E o cheiro estar maravilhoso – Complementa.
-Você deve estar faminta também – E Lauren se aproxima sentando ao lado dela. Abre a enorme caixa e o cheiro do abacaxi impregna suas narinas – Nossa! Eu amo o cheiro dessa pizza! – Exclama salivando. Puxa uma fatia para si – E é deliciosa! – Complementa saboreando e a colega de casa se serve suspirando também ao consumir aquele alimento desejado.
Comem em silêncio, mas com os olhos fixos um no outro. Havia tanto para falar, porém aquele medo de dizer a coisa errada ou ser mal interpretada dominando ambas mulheres. Quando seu estômago parece se acalmar ao ter devorado quase toda a fatia que tinha em mãos a Bloom toma coragem para enfrentar aquele dilema.
-Leyla... – Diz decidida.
-Lauren… - Mas, a paquistanesa resolveu também naquele momento estabelecer a conversa que era tão necessária entre elas.
As duas riem ao perceber que haviam falado na mesma hora.
-Posso começar? – Pede docemente a médica sorrindo e a sua colega de casa pensou naquele momento que jamais havia visto um sorriso tão belo quanto aquele. Então apenas concorda com um balançar de cabeça – É tudo muito confuso para mim ainda –E Lauren deixa a fatia inacabada da pizza sobre a caixa virando seu corpo para poder falar olhando naqueles olhos tão hipnotizantes – Quando você me beijou essa manhã aquilo que assustou. E minha mente começou a racionalizar demais aquele ato. Primeiro tive medo quer sua atitude tivesse sendo motivada por algo que ache que deve a mim por conta de toda a ajuda que lhe dei – Revela.
-Não. Lauren. Jamais – Deixa claro Leyla – Eu estou totalmente atraída por você e isso foi bem antes de vim morar aqui ou quando passou a me ajudar – Diz a paquistanesa – Confesso que me atrair por você desde a primeira vez que te vi – Revela chocando a médica – Five Stars! Lembra? –E a Bloom sorrir – Aquilo ficou martelando em minha mente e apesar de ter voltado porque fiquei preocupada com a minha passageira outra parte de mim não queria se afastar daquele hospital porque estava fascinada por uma bela médica que depois colocou um aviso de procurado em mim – Conta sorrindo fazendo a colega de casa também rir.
-Culpada! – Responde na brincadeira Bloom – É tudo muito novo e assustador para mim – Confessa suspirando – Você não sai da minha cabeça e não sei o que fazer por que nunca me envolvi com uma mulher antes – Revela colocando as mãos na face e gemendo contrariada – Será que sempre fui assim? Ou é apenas você? – E a médica estava confusa sobre seus sentimentos.
-Eu sou gay Lauren e sempre soube disso apesar de ter vivido boa parte da minha vida escondida já que em meu país pessoas como eu são hostilizadas e mortas nas ruas. É contra lei ser homossexual no Paquistão – Conta e essa revelação chocando a médica que não sabia sobre esse fato – Mas, muitas pessoas se descobrem no decorrer da vida. O fato de você ter a vida inteira se relacionado com homens e agora se sentir atraída por mim é normal. Bissexualidade existe e é mais comum do que possa imaginar – E Leyla tinha uma maneira tão calma de conversar era sempre reconfortante pensou a Bloom que prestava atenção em cada palavra que a mulher lhe dizia encantada.
-Não quero que você vá embora! – Deixa escapar Lauren suspirando – Por que eu quero estar com você Leyla! – Revela aproximando mais seus corpos e segurando a mão dela entre as suas –Eu quero te beijar de novo. Quero estar com você e explorar esse meu lado que não conhecia –Diz a morena – Mas, sinta-se à vontade para se afastar de mim caso esse seja seu interesse. Contudo, mesmo quer não queira dar gás a essa relação que surgiu entre nós por favor não quero que você saia por aquela porta. Quase não fico em casa mesmo. Podemos lidar com isso caso seja essa a sua vontade – Deixa claro a médica morrendo de medo dessa ser a escolha da mulher em sua frente.
-Estou apaixonada por você Lauren! – Deixa escapar a paquistanesa sorrindo – Me segurei por vários dias para não lhe beijar antes – Confessa – E agora que finalmente você me diz que quer me beijar e estar comigo acha mesmo que irei sair por aquela porta? – Questiona de forma divertida – Ei vem cá! – E a puxa para si beijando-a profundamente.
Se beijam com ternura e carinho. Leyla aprofundando dessa vez, levando as mãos ao pescoço da médica e acariciando a região enquanto sua língua pede passagem a dela saboreando-a da forma que há semanas desejava, fazendo a mulher em seus braços gemer tamanho o desejo que naquele momento tomou conta de si. Lauren leva as mãos a cintura da paquistanesa aproximando mais ainda seus corpos enquanto tocava a língua dela na sua, se deliciando com aquele beijo que selava o início da sua relação com a bela mulher. Mas, o ar se faz necessário e se afastam ofegantes. Descansam a testa uma na outra. Os olhos fechados enquanto ainda curtiam todo aquele clima quente que se instalou entre elas após um simples beijo.
Leyla sabia que a mulher em sua frente era nova naquilo então queria ir com calma para não assustar a doutora.
-Que tal comemos essa pizza antes que ela esfrie? – Pergunta docemente.
-Você leu a minha mente – Responde prontamente a Bloom que realmente estava faminta.
Se afastam para pegar novamente uma fatia da pizza havaiana enquanto encostam em lados opostos do sofá e engatam a conversarem. Era sempre fácil entre elas aquela troca sutil de palavras e sorrisos bobos enquanto os mais variados assuntos eram dialogados. Fatia atrás de fatia vão sendo consumidas envolta daquele clima tão doce e apaixonante compartilhado entre as duas mulheres.
Leyla engatou a contar a sua colega de casa sobre seu tempo trabalhando como pediatra no Paquistão.
-Crianças são meu ponto fraco – Comenta Lauren – Quando elas chegam no meu ER meu coração fica pequenininho, então tento dar o meu melhor para diagnosticar a doença e enviá-los para onde podem ser curados o mais rápido possível – Complementa a médica enquanto devorava mais uma fatia de pizza.
-Crianças são fáceis de lidar apesar de quebrar o coração as vezes que têm doenças incuráveis – Diz a paquistanesa enquanto comia sua pizza de abacaxi – O problema são os pais –Afirma a mulher suspirando – Lidar com eles é o pior pesadelo de um pediatra! – Exclama Leyla –Mas, me fala de você – E aquela pergunta fazendo o corpo da Bloom congelar. Havia muito sobre si que mantinha escondido dela. Queria muito contar sobre seu problema com remédios controlados, bem como o alcoolismo que rondava sua família. Porém, não queria trazer o lado ruim dela à tona quando estavam ainda começando um “relacionamento” – Quer dizer ...- E sua colega de casa percebeu na hora seu desconforto dando um jeito de modificar a pergunta – Qual foi a coisa mais louca que atendeu ou procedimento que já fez? – E a pergunta trazendo um alivio para a Lauren.
-O parto da esposa do meu chefe – Deixa escapar – Usando uma faca de cozinha – Conta chocando a paquistanesa – É uma longa história, mas resumindo fui na casa do Max disposta a pedir minha demissão – E esse detalhe intrigando Leyla – E encontrei o mesmo desesperado porque a sua mulher estava em trabalho de parto, mas a placenta estava deslocada e a fez perder litros de sangue– E a morena respira ainda era doloroso lembrar daquilo –A ajuda estava longe e tivemos que escolher quem salvar. A criança era a opção mais sensata, e foi o que fiz ao trazer a Luna ao mundo. Fiquei fazendo massagem cardíaca até a ajuda chegar e por um triz conseguimos trazê-la de volta – E apesar de tudo a Bloom se orgulhava da forma como lidou naquela ocasião – Mas, para o nosso azar quando estávamos próximo ao New Amsterdam um paciente roubou uma ambulância para fugir da polícia e se chocou contra nós – E o olhar da paquistanesa era de assustada com aquela história – Voei da ambulância e tive uma fatura grave na minha tíbia além de uma parada cardíaca, mas felizmente me curei, assim como quase todos que estavam ali, infelizmente um paramédico acabou morrendo na batida e a esposa do Max não resistiu e veio a óbito umas horas depois no hospital – Finaliza revelando a colega de casa uma parte da sua história.
-Nossa sinto muito – Diz Leyla gentilmente levando a mão até a dela e apertando fortemente demonstrando apoio.
-Não se preocupe – Rebate sorrindo a morena – É meu passado – Afirma – E não me machuca mais – E põe a borda da pizza que acabara de devorar sobre a caixa aproximando seu corpo do dela –Estou bem. Muito bem – E afasta o fio de cabelo sobre o ombro da paquistanesa que sorrir docemente para si.
E a beija. Dessa vez mais intensamente mordendo o lábio inferior da Leyla antes de aprofundar mais a língua sentindo aquele sabor que já estava viciada. A libido da Bloom estava no auge, afinal fazia muito tempo desde a última vez que havia estado intimamente com alguém e dessa vez era algo inédito tornando aqueles toques mais maliciosos com o desejo nas alturas. Lauren era sempre bastante ativa na cama, gostava de comandar e ditar a ação. Porém, dessa vez era algo novo e havia aquele medo de errar ou não ser suficiente. Contudo, a vontade de experimentar juntando com a forma como estava totalmente atraída por aquela mulher lhe dando a coragem para seguir em frente. As mãos que antes estavam sobre os ombros escorrendo pelas costas largas da paquistanesa, deslizando delicadamente pela região causando um tremor no corpo da Leyla.
A médica podia sentir que sua colega de casa estava gostando da forma como a tocava e isso era combustível para leva-la a aprofundar mais sua investida. Bloom sentia seu corpo queimando e sua calcinha molhada. E era apenas uns beijos. Mas, eram os beijos mais intensos que já havia dado em toda a sua vida. E queria mais. Muito mais. Leyla estava adorando a forma como a médica iam lhe tocando aos poucos. Explorando com certo cuidado. Sabia que Lauren era “virgem” em matéria de sexo entre mulheres e apesar de estar com seu tesão nas alturas e totalmente molhada iria deixar ela tomar a iniciativa.
E é o que acontece logo a seguir. Tomando toda a coragem que tinha a doutora Bloom puxa o corpo da motorista de aplicativo para seu colo enquanto devorava os lábios doces dela em deleite. Agora tinha a liberdade para adentra naquela camisa que a sua colega de casa usava e poder tocar finalmente a pele dela. Quando os dedos da Lauren começam a percorrer as costas largas da Leyla a paquistanesa geme contra os lábios da morena sentindo aquela coceirinha incomodar na região entre suas pernas. E é automático começar a moer contra a coxa forte da médica enquanto assumia aquele beijo, aprofundando-o mais ainda e levando as mãos para dentro também da camiseta da Lauren tocando a pele dela pela primeira vez.
A Bloom geme contra os lábios da colega de casa quando os dedos dela percorrem sua pele causando um frenesi em todo seu corpo. Ela estava quente como o inferno. E tudo só piorava quando Leyla deliciosamente ia moendo o centro dela contra sua coxa e apesar do tecido da calça que a mulher usava a médica conseguia sentir o calor emanado naquela região e era excitante demais. Lauren queria aquela mulher. Ela necessitava extravasar todo aquele tesão que ia dominando sua mente e aquecendo cada centímetro da sua pele.
-Vamos para o quarto – Propõe a médica quando se afastam daqueles beijos ardentes por alguns segundos para respirarem.
-Você tem certeza? Não precisamos fazer absolutamente nada hoje – Rebate gentilmente a paquistanesa sem querer que a mulher por quem estava apaixonada desse naquela noite um passo maior do que estava preparada.
-Eu sei. E fico lisonjeada por isso – Diz Bloom tocando a face dela delicadamente – Mas, eu quero e muito! – Deixa claro a médica – Só se você não quiser, por que sou inexperiente nesse quesito –E Lauren tinha um pouco de medo dentro dela de não ser suficiente.
-Isso não importa Lauren! – Deixa claro Leyla sem desviar seu olhar do dela – Tenho certeza que você saberá muito bem o que fazer porque a forma como me puxou para seu colo e estar me tocando – Afirma suspirando – Se não soubesse não iria acreditar que nunca esteve com outra mulher antes – Diz e de certa forma aquilo fazendo a médica ter um pouco mais de confiança – Eu quero você Lauren! E muito! – E a beija com desejo deixando claro o quanto e se a Bloom já estava pegando fogo aqueles toques tão direcionados fazendo-a sentir a região entre suas pernas contraindo e uma coceirinha incômoda se concentrar nela.
Saem entre beijos, risos e tropeços até o quarto principal da casa e caem na enorme cama. Se tocam com ânsia enquanto se beijam. Os corpos lateralmente e as mãos percorriam as costas uma da outra delicadamente enquanto iam aprofundando aquele toque de lábios, as línguas em deleite sendo saboreada e ganhando espaço a cada nova rodada de beijos quentes. Leyla lentamente posiciona seu joelho entre as pernas da colega de casa e quando a Bloom sente aquela pressão deliciosa na região que mais necessitava naquele momento de atenção geme anestesiada moendo delicadamente sentindo aquele desejo aumentando exponencialmente tanto quanto o calor que ia se alastrando pela sua pele queimando-a.
As mãos da paquistanesa se afastam das costas da médica estacionando na cintura apenas para subir pelo abdome da Lauren e aquele toque levando o corpo da morena arquear deliciosamente enquanto moía com mais intensidade o nervo inchado contra a perna da colega de casa. Leyla sobe as mãos pelo abdome apertando nos lugares certos até estacionar sobre os seios fartos e geme quando percebe que a mulher não usava sutiã podendo sentir a maciez deles. Delicadamente percorre a região com a ponta dos dedos sentindo o mamilo eriçado apertando-o e fazendo a mulher em seus braços gemer desejosa.
-Isso é tão gostoso! – Deixa escapar Bloom maravilhada com aquelas sensações que iam dominando seu corpo e nublando sua mente – Se continuar assim vou gozar – Avisa sentindo aquela explosão tão próxima. Algo que há tanto tempo não sentia e estava louca para alcançar novamente.
-Essa é a intenção – Comenta a paquistanesa maliciosamente aproveitando que os lábios haviam se afastados para respirarem para direcionar a boca ao pescoço da médica mordiscando a região e sentindo o corpo dela tremer com aquele toque enquanto um gemido mais profundo é ecoado se espalhando por todo o quarto.
Leyla aumenta as investidas do seu joelho contra o centro da colega de casa e Lauren podia sentir a umidade aumentando assustadoramente no local enquanto suas paredes internas contraiam deliciosamente fazendo aquela coceirinha gostosa começar a se espalhar por todo seu corpo e aquele calor que estava concentrado em seu baixo ventre dominar seus ossos ardendo seu sangue. A paquistanesa desce uma das mãos que estavam sobre os seios da médica estacionando sobre a barra da calça do pijama movendo os dedos ainda por cima do tecido ajudando na fricção contra o centro da Lauren que naquele momento era apenas gemido desconexos. E em um movimento calculado ultrapassa a barreira do tecido podendo finalmente tocar pele contra pele. E para Bloom aquele momento havia sido sua perdição, pois sua colega de casa demonstrou saber como ninguém leva-la para caminhar por aquela ponte rumo ao prazer.
Era quente como o inferno quando aquela coceirinha foi dominando cada centímetro da sua pele fazendo seus músculos contraírem fortemente e seu corpo arquear. Lauren se sentia flutuando enquanto os dedos da Leyla iam lhe tocando tão intimamente e quando os lábios dela lhe beijam com tanta ânsia é a sua queda. A doutora Bloom não consegue mais suportar e se permite navegar por aquele mar de sensações que fazia tempo não percorria quanto mais dessa forma tão intensa. Era tudo explosão fazendo sua mente desprender do seu corpo e ser dominada por uma corrente de endorfinas. O orgasmo é forte levando-a por alguns minutos simplesmente cair em um abismo e ser transportada para um mundo longe dali.
Leyla sente o corpo dela arquear e tremer fortemente demonstrando que o gozo havia finalmente atingindo a bela mulher em seus braços. E a forma como Lauren gemeu quando é derrubada e nublada pelo prazer da forma mais pura que há fez a mulher sentisse realizada. Bloom deixa a cabeça cair sobre o ombro da colega de casa enquanto respirava de forma descontrolada e gemia palavras desconexas viajando em um mundo só seu. A motorista de aplicativo continua tocando-a lentamente sentindo o nervo dela contraído contra seus dedos e uma umidade molhá-los apenas para aumentar mais aquela sensação de prazer para a bela mulher.
Lauren se sentia anestesiada depois daquele orgasmo intenso. Seu coração palpitava fortemente e seu corpo apesar do gozo já contraindo querendo mais e mais daquela mulher que lhe tinha tão firmes em seus braços. Era tudo novo e simplesmente magnifico.
-Uau – Deixa escapar Bloom quando recupera a consciência – Isso foi simplesmente... Uau! – Afirma fazendo a paquistanesa gargalhar – É sempre assim? - Questiona interessada afinal já havia feito sexo com homens dos mais diversos biótipos, e nem mesmo aqueles com quem tinha uma “relação” mais concreta havia conseguido arrancar dela uma entrega dessa magnitude – Quer dizer ... – E respira tentando encontrar as palavras – Sexo entre mulheres é sempre explosivo assim? – Pergunta e recebe um olhar de divertimento da colega de casa.
-Isso foi apenas um aperitivo – Afirma divertidamente Leyla.
-Oh. Não me esconda nada! – Rebate maliciosamente Lauren – A noite é uma criança – Comenta mordendo os lábios – E sou toda sua – Afirma beijando o pescoço dela e movendo o quadril fazendo assim seu nervo ir contra os dedos da paquistanesa que ainda estava dentro da sua calça de moletom.
Se beijam com ânsia e desejo. E passam o resto da noite mais madrugada descobrindo os segredos dos corpos uma da outra. Compartilhando mais do quer apenas o prazer. Já era quase manhã quando se dão por satisfeitas e caem abraçadas em um sonho com suas mentes nubladas pelos vestígios dos orgasmos e seus corações quentinhos. E a doutora Bloom não lembrava a última vez que havia se sentido tão bem assim. São na manhã seguinte acordadas pelo despertador da médica. Lauren abre os olhos e parecia que havia sido atingida por um tsunami já que seus músculos estavam doloridos de toda a movimentação da noite passada. Sorrir ao lembra as formas tão intensas e orgástica que a fizeram estar assim. Pega o celular e sente a Leyla se mover e seus olhos se encontram.
-Bom dia – Diz Bloom sorridente.
-Bom dia! – Rebate a paquistanesa também sorridente – Já precisa ir? – Questiona a mulher com um olhar intenso.
-Sim – Responde Lauren tristemente.
-Você deve ter muitos dias de folga naquele hospital. Não pode só por hoje ficar mais um pouco na cama? – Questiona Leyla abraçando-a e beijando o pescoço dela querendo persuadi-la a tirar um dia de descanso para curtirem uma a outra.
-Está sugerindo que tire um dia de folga para ficamos aqui na cama aproveitando essa nossa nova relação? – Rebate a médica curiosa.
-Tipo isso – Rebate esperançosamente a paquistanesa.
-Bem. Tenho muitos dias de licença que nunca sequer pensei em tirar, além de férias vencidas –Conta Bloom – Não havia motivo para usufruir delas, mas hoje é um bom dia para isso – E Leyla sorrir animada – Vou ligar para o Max e pedir ao Casey que cuide da ER para mim – E a colega de casa comemora.
Leyla sai para usar o banheiro e dar privacidade para a Lauren ao telefone. Mas, ao conversar com o chefe e amigo a médica tem a ideia de tirar não apenas aquele dia de folga mais o resto da semana já que estava mais do quer interessada em estreitar essa nova relação com a bela paquistanesa. É claro que o Max a libera e até fica feliz em vê-la tirando um tempo para cuidar de si, assim como o amigo Casey. O enfermeiro se responsabiliza por manter as coisas em andamento e como a ER estava em um período de calmaria só iria acioná-la caso houvesse uma necessidade urgente. A notícia é recebida com alegria pela Leyla e voltam para dormir mais um pouco naquela macia cama.
E os dias que foram passando com as duas mulheres compartilharam mais do quer apenas seus corpos. Foram caminhar no Central Park, assim como jantar em um restaurante já que com a vacinação a vida havia voltado um pouco a normalidade. Bloom como uma autentica nova iorquina leva a sua agora “namorada” para conhecer seus lugares preferidos naquela enorme cidade podendo aproveitarem um pouco das coisas que haviam voltado a funcionar em NY. A noite era o momento de se conhecerem um pouco mais, conversando sobre seus sonhos e suas vidas, apesar da Lauren ainda manter suas dores e cicatrizes guardadas. O sexo ia evoluindo aos poucos e não demorou para a médica pegar o jeito podendo explorar um pouco dos seus desejos levando-as a compartilhar orgasmos memoráveis.
Mas, infelizmente quando se estar bem e feliz as horas e os dias voam. O dia do retorno da Lauren para o hospital seria caótico já que uma onda de calor atingia NY tornando tudo quente e o inferno literalmente se instalou na cidade. Porém, naquele apartamento o clima era febril, mas não por conta do sol que já castigava lá fora, e sim pelos toques precisos da paquistanesa que havia acordado mais cedo nessa manhã e sabendo que a namorada voltaria ao trabalho quis despertá-la de um modo mais prazeroso. E a Bloom jamais reclamaria se pudesse ser acordada assim todos os dias da sua vida.

XX
“Não acredito que você tirou uma semana inteira de folga para ficar comigo”
“Bem, eu não tiro férias desde 2009”
“Então valeu a pena?”
“Tenho quase certeza de que respondi à essa pergunta várias vezes”
XX
Porém, havia o maldito despertador, mas ao menos ele tocou depois que sua namorada havia lhe feito gozar maravilhosamente.
“Você vai se atrasar”
“Eu sou a chefe. Chefes podem estar atrasados”
“Bem, nesse caso...”
“Não tão tarde, mas podemos continuar aqui quando eu voltar mais tarde”
XX
Aquela manhã parecia tão longe para Lauren enquanto lutava contra seus pensamentos conflitantes e saia da estação do metrô começando a caminhar em direção ao seu apartamento. Seu coração e sua razão lutando um contra o outro. Bloom sabia o que deveria fazer para se preservar e manter seu cargo no New Amsterdam intacto sem quer novamente ouvisse dos seus colegas o que escutou da Sharpe. Se a felicidade plena e doce lhe tornava uma líder ruim fazendo-a tropeçar em sua missão de controlar aquela emergência da melhor forma possível talvez não devesse continuar com aquela relação. Sua profissão e seu trabalho eram importante demais para a Lauren que lutou tanto para conquistar sua posição que termia que colocasse em risco apenas porque estava sendo feliz.
Vivia em um apartamento de apenas três andares ocupando o último. Sobe as escadas e o único pensamento que dominava sua mente era seu desejo de quer a Leyla ainda estivesse na rua fazendo suas corridas programadas e não lhe esperando porque queria evitar aquele encontro enquanto estivesse ainda com tantos pensamentos conturbados. Porém, a vida é uma caixinha de surpresa e ao entrar em seu apartamento é surpreendida com uma mesa posta, com um belo vaso com rosas e luz de velas em frente aquela árvore que simbolizava tanto o relacionamento delas. Bloom suspira nervosa levando as mãos ao pescoço. Até a paquistanesa aparecer linda como sempre, sorrindo daquela forma que fazia seu coração palpitar mais fortemente.
“Espero que esteja com fome Chefe. Como foi seu primeiro dia de volta?”
“Temos que terminar”
XX
E Lauren deixa escapar aquilo que sua mente julgava certo naquele momento. O choque inicial pelas aquelas palavras domina a face da Leyla.
“Eu... Eu dirijo o pronto-socorro em um grande hospital e não tenho tempo, certo? Estar pensando no... cheiro do seu cabelo ou dos seus lábios. Você me deixa mole, ok? E mole coloca em risco a vida dos meus pacientes. Eu sinto muito. Mas, isso acabou”
Complementa a Bloom deixando claro os motivos do porque elas não podiam continuar aquele relacionamento. Mas, algo inesperado ocorre. Leyla começa a rir. A paquistanesa ria muito e aquela reação chocando totalmente a médica.
XX
“Estou falando sério, ok? Você não pode... pode... Para de rir de mim.”
“Você nunca ouviu falar de equilíbrio? Dar e receber? Duro e macio? Seja dura lá fora, mas aqui, comigo…”
“Então, eu não posso terminar com você?”
“Sem chances”
Leyla em poucas palavras destruiu aquele escudo que a doutora Bloom havia armado para lutar contra seus sentimentos acerca dessa bela mulher. Ela poderia lhe ensinar como equilibrar! Em ser doce e gentil com ela em casa, mas continuar sendo dura em seu ambiente de trabalho. Lauren era nova naquele tipo de relação. Não estava acostumada a receber carinho e apoio da forma que essa mulher em sua frente estava ali lhe dando de braços abertos. Então a médica joga tudo para o alto. Esquecer os por que e resolve continuar apostando naquela relação. A beija com ternura sentindo toda a entrega da sua namorada naquele toque. Ela não estava mais sozinha e não precisava abrir mão de algo em sua vida para manter a outra parte intacta. Lauren Bloom poderia explorar o Amor da forma mais incrível que poderia existir enquanto continuaria comando a sua emergência com punho de ferro. Leyla Shinwari era a cura para os males que durante tantos anos atormentaram a sua vida.
XX
“So…I can´t break up with you”
“Not a chance”