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Aphrodisia

Summary:

Kiara queria o Mandaloriano. Mas ele visivelmente não queria ela.
Então o tempo passou e a relação entre eles ficou como deveria.
Profissional.
Até ela, sem saber, ingerir acidentalmente a Mandragora Aphrodisia, uma fruta afrodisíaca poderosa que trazia à tona os desejos e sentimentos mais obscuros de quem ingerisse.

Notes:

Oi! Então, cá estou eu, com mais uma fanfic hehehe e pior, sobre afrodisíacos!
Eu sou viciada gente, preciso me tratar, porque minha vida é escrever ou ler fanfic, socorro.
Mas então, é engraçada essa história. Porque eu não tinha assistido O Mandaloriano, até tentei assistir um episódio mas desisti na época pq achei que não iria gostar. Eis que nas minhas férias, eu fui tentar assistir de novo e aí fiquei extremamente VICIADA! Sério, eu tô há semanas lendo duzentas fanfics do Mando e até descobri outras no tumblr, que eu pouco usava. Isso tudo somado ao fato de que eu desenvolvi um crush ABSURDO pelo Pedro Pascal. Comecei a ver todos os filmes e séries dele.
Sim, meu nível de vício tá assim. Que homem charmoso, meu se-nhor! Enfim.

ATENÇÃO:

- É uma fanfic com conteúdo BASTANTE explícito, então, se você não gosta de palavras de baixo calão e descrições explícitas de cenas de sexo, ou termos considerados vulgares durante o ato, eu sugiro fortemente que você NÃO LEIA essa fanfic.
- O início da fanfic se passa mais ou menos na primeira temporada, enquanto Mando ainda estava com Grogu e a Razor Crest.
- Eventualmente, essa fic vai desviar um pouco do universo canon da série.
- Apesar de ter uma personagem original, pode ser lida como uma fanfic interativa. (Din Djarin x Leitora)

Chapter 1: Mandragora Aphrodisia

Chapter Text

Mando estava fora, como de costume, caçando mais um de seus alvos. Ele havia avisado que não iria demorar muito, visto que esse alvo não parecia oferecer grande perigo e a recompensa não era tão alta. 

“Mesh’la, eu não vou demorar muito, seja uma boa menina enquanto eu estiver fora, não deixe esse pestinha verde arrancar mais nenhum fio da minha nave.”

Kiara estava brincando com Grogu quando lembrou do aviso do Mandaloriano antes de sair.

Isso ela podia fazer. Era fácil, era moleza. O que poderia dar errado? Cuidar do pestinha era especialidade dela.

“Nós vamos nos divertir muito, não é espertinho?”

A Criança prontamente correspondeu ao sorriso largo dela, levantando os bracinhos em sinal de animação. Como explicar o sentimento que tinha por este pequeno homenzinho verde? Ela simplesmente não conseguia se ver mais longe dele. Ele poderia ser um verdadeiro pestinha quando queria, mas até mesmo quando ele a colocava em apuros fazendo traquinagens, ela não conseguia ficar chateada com ele por muito tempo. Grogu era adorável. Claro que ela não dizia isso na frente do Mandaloriano, afinal, ele era praticamente o pai da Criança, e poderia ficar com ciúmes, mas a verdade é que ela o amava como se fosse dela. Talvez por isso, ela não tenha desconfiado do problema em que se meteria quando ele a ofereceu uma frutinha rosa minúscula, fazendo um barulho engraçado, como se estivesse querendo brincar.

“O que é isso, meu amor? Uma frutinha?”

Grogu sorriu, comendo prontamente a frutinha rosa, enquanto oferecia várias para ela na outra mãozinha. Ela quase morreu de ternura.

“Você quer que eu coma com você?”

Ele fez um barulho positivo, como se estivesse respondendo sim. Então, pegou uma e provou.

Era absolutamente deliciosa. Adocicada e levemente azeda. Nunca antes tinha provado uma fruta tão doce como aquela, nem mesmo os famosos doces vendidos no mercado de Coruscant, pareciam tão gostosos e convidativos. 

“Aonde você achou isso seu pestinha? É delicioso!”

Kiara amava doces, a fazia sentir alegre e feliz ao lembrar da infância.

E assim ela comeu mais uma, e mais uma e mais uma, se perdendo no sabor viciante da fruta desconhecida.

-

Porra. Bateu com a mão fortemente no metal do bunker, na tentativa de mesclar o que estava sentindo. 

Em vão.

Mordia os lábios com tanta força que poderia jurar ter sentido um gosto de metal na língua.

Colocou a ponta dos dedos finos para checar, sentindo o líquido fino e escarlate entre os dedos, chocada.

Sangue.

Mas o que? 

Em que momento ela havia mordido os lábios tão forte a ponto de fazê-los sangrar? 

E principalmente, sem sentir uma gota de dor?

Quaisquer que fossem os pensamentos coerentes que tentava formar, uma pontada familiar no baixo ventre a fez esquecer quase que instantaneamente seus próprios questionamentos.

Seu corpo estava em chamas. Ardendo. Dolorido. Trêmulo.

Era uma sensação semelhante a estar com febre, só que essa, no entanto, era muito pior.

Kiara conhecia essa sensação, mas nunca com tanta intensidade. Os vários anos sozinha a fizeram eventualmente se acostumar com o desejo misturado dolorosamente com a solidão. Isso, no entanto, nunca foi um problema que a atrapalhasse. No instante em que se encontrava sozinha, ela se entregava aos próprios desejos e resolvia seu problema.  Desde que havia se juntado ao Mandaloriano, entretanto, isso vinha se tornando mais difícil, mas a Criança era distração suficiente para que ela não tivesse tempo de pensar tanto nisso.

Exceto…

Gemeu baixinho, os punhos e olhos fechados, tentando resistir aos pensamentos obscenos que tomavam conta de sua mente.

Mando…

“Mesh’la, seja uma boa menina enquanto eu estiver fora.” 

“Cyar'ika, você pode me dar uma mãozinha?”

Pelas Estrelas! Tudo parecia tão obsceno em sua mente...

Ela tinha certeza de que Mando não a enxergava assim. Certeza. Era impossível.

Todas as interações ou conversas eram com tons amigáveis, até demais na opinião dela. Havia passado meses e meses lutando contra a atração forte que sentia por ele, desde que tinha colocado os pés naquela maldita nave por insistência de Kuill.

Kuill tinha sido como um pai para ela, insistindo que ela ficasse em seu lugar quando o Mandaloriano ofereceu emprego ao ancião. Era impossível argumentar com ele. Kuill tinha um jeito com as palavras tão astuto que a deixava desconcertada. Fora assim que ele a havia resgatado e oferecido ajuda quando ela foi vendida como escrava em uma feira clandestina em Nevarro. Então, quando ele ofereceu a ela uma oportunidade de ter um emprego e de quebra, conhecer um pouco mais da Galáxia, ela não teve como recusar a oferta. A única coisa que ela não contava, no entanto, era que o mais difícil não seria cuidar da nave e da Criança enquanto Mando estivesse fora, e simconviver com o tão temido Caçador de Recompensas. 

Não que Mando fosse uma pessoa extremamente difícil, ele só era calado demais.

Às vezes, passavam-se dias sem que eles trocassem palavras além das saudações matinais, e ela não sabia muito bem como lidar com isso.

Por vezes, encontrava-se confusa sobre como agir ou sobre o que falar, preferindo ficar calada, com medo de quebrar o estranho e frágil relacionamento que eles tinham, se é que ela poderia chamar aquilo de relacionamento.

Já faziam meses que ela estava com eles e Kiara pouco sabia sobre o homem atrás do capacete de Beskar.

Ela sabia que ele era uma boa pessoa quando queria, nunca deixando ninguém se machucar enquanto estivesse sob os cuidados dele na Razor Crest. 

O problema era quando ele cismava em ser teimoso, dando pequenos avisos que soavam como uma advertência dada à uma criança mimada, mesmo quando ele estava errado e ela certa.

“Não me provoque, ad'ika”

De todas as palavras em mando’a que ele poderia escolher usar, ele escolhia usar a única que ela conhecia e que sempre a tirava do sério.

“Para de me tratar como uma criança, Mando!”

“Só quando você parar de agir como uma, sen’ika.”

O pior era saber que ela era totalmente vulnerável à ele, não importa o que ele falasse, especialmente em mando’a. Tirando a única palavra que ela sabia o significado, ad'ika, praticamente qualquer coisa que ele falasse na língua nativa dos Mandalorianos deixava ela molhada e com as bochechas coradas. Era como se no fundo ele soubesse que isso a deixava com calafrios no corpo, sentindo o sangue ferver pela humilhação que sentia ao lembrar o quanto queria ele. O quanto seu corpo pedia pelo toque dele, ao tempo que ele, em contrapartida, parecia imune à qualquer provocação que ela ousasse sugerir a ele, reduzindo ela a uma criança chorona que não conseguia o que queria.

Maldito Mandaloriano e sua armadura de Beskar! 

Maldito jeito misterioso e calado que a fazia perder noites e noites se tocando até ficar sem ar, com os gemidos estrangulados e chorosos presos na garganta, na tentativa de não fazer barulho.

Agora ela estava ali, cúmplice dos próprios pensamentos indecentes, sentindo o corpo queimar em brasa

A intimidade pulsando ao pensar nele.

Os seios doloridos, pinicando através da túnica que usava, ardendo para serem tocados.

“Eu quero sentir o seu gosto, cyar'ika…”

E ela teve que abrir os olhos para ter a certeza de que a voz de Mando no fundo da mente dela não era real.

Pelo Criador, que descontrole era aquele?

A testa suada, as gotas descendo pelo rosto até chegar nos lábios, sentindo o gosto salgado do suor.

Ou eram as lágrimas? Ela estava chorando?

Ela não conseguia pensar direito. Cada vez mais era difícil formar pensamentos coerentes.

A boca seca, desejando algo que ela não conseguia definir.

Onde estava a Criança?

A parte ainda consciente lutava para se manter sã, as mãos tremendo quando ela tentou se levantar para sair do bunker e ver se estava tudo bem com Grogu, pois ultimamente ele tinha adquirido o péssimo hábito de se esconder nos pequenos cantos da Razor Crest.

Bingo, ele tinha sumido novamente.

Mando definitivamente iria matar ela.

Ela tinha se juntado à eles justamente para cuidar do pequeno ratinho verde enquanto Mando estivesse caçando os alvos, sem se preocupar com a Criança. Agora que ela tinha se mostrado ineficiente para um trabalho tão simples quanto aquele, ele com toda a certeza a expulsaria da nave, largando ela no planeta mais próximo.

Ao tentar andar, ela sentiu as coxas pesadas roçarem perto da intimidade, dando origem a uma pontada deliciosa nos pequenos lábios, não conseguindo segurar o gemido choroso dessa vez, enquanto jogava a cabeça para trás, a boca aberta e os olhos fechados, segurando o metal da parede com tanta força que os nós dos dedos ficaram vermelhos.

Mas que porra?

Ela nunca tinha sentido a intimidade pulsar tão forte assim apenas com um roçar entre coxas. Nem mesmo quando se tocava.

Era tão forte que os quadris e as pernas começaram a tremer, exatamente como se tivesse acabado de gozar.

Internamente, ela tentava entender porque o fundo da mente dela gritava que tinha algo errado, que aquelas sensações não eram normais, que Mando poderia chegar a qualquer momento e…

Porque ela deveria se importar? 

Era tão bom… 

Tão gostoso…

Roçou as pernas novamente, em busca de fricção e gemeu alto quando sentiu novamente a pontada, dessa vez, diretamente no clitóris.

Lambeu os lábios, faminta por algoqualquer coisa, cobrindo os lábios de saliva enquanto levava dois dedos à boca, chupando a ponta devagar.

Gemeu, imaginando as mãos enluvadas e grossas do Mandaloriano ao invés dos próprios dedos finos.

O outro lado da consciência gritando o quanto isso era errado, que ela deveria parar e ser uma boa menina para ele, como sempre foi, como havia prometido que seria, nunca ultrapassando nenhuma barreira imposta silenciosamente pelo Mandaloriano, porque era ele quem mandava, certo?   

...Certo?

Mas...

Será que se ela se ajoelhasse para ele e chupasse o pau dele com vontade e desejo, ele ainda diria que ela era uma boa menina?

Riu abafado, encantada com o próprio pensamento vulgar.

Normalmente ela ficaria chocada com as palavras e pensamentos que surgiam agora na mente dela, mas ela não conseguia sentir nada além do desejo de abaixar as calças dele e tocá-lo, provocando até ver aonde ia o limite do Caçador.

Seria gostoso, não seria?

Sentir o grande Caçador Mandaloriano totalmente à mercê dela, enquanto chupava o pau dele até ele gozar na boca dela.

Desceu a mão esquerda em direção a um dos seios, massageando suavemente o mamilo eriçado enquanto os dedos lambuzados de saliva faziam o caminho para dentro das calças dela.

Ela já tinha perdido a sanidade há muito tempo.

Cada vez mais se rendia aos pensamentos, as fantasias que surgiam na mente, sentindo um gosto cada vez mais doce na boca, parecido com a fruta que havia comido mais cedo.

Quando os dedos finalmente tocaram o clitóris, ela arqueou o corpo, gemendo alto, sentindo o corpo quente e suado.

Tremendo, desceu os dedos pelas dobras e se espantou ao notar o quanto estava molhada e pulsante. Apertou o mamilo com mais força, inebriada pelo misto de dor e prazer.

"Man-Mando..."

E lá estava ela, gemendo novamente o nome dele, como uma súplica, uma oração, chamando inconscientemente por ele.

Inseriu um dedo dentro da intimidade, misturando a saliva com os próprios fluidos. 

Era bom, mas não era suficiente.

Subiu os dedos melados para o clitóris, começando a fazer a dança que seu corpo conhecia tão bem.

Movimentos circulares, suaves, sem muita pressão. Era como se o corpo dela estivesse em um tipo de encantamento, sem controle nenhum das próprias ações.

Mas ela não estava ligando. 

Iria gozar. Iria finalmente gozar.

E, dessa vez, pensando em algo que nunca havia pensado antes. 

Algo sujo, obsceno, vulgar… e ainda assim, inebriante.

O pau de Mando em sua boca.

"Po-por fa-favor Man-Mando..."

A febre, o calor era tão forte que estava delirando, gaguejando e enrolando as palavras, mas as imagens na sua fantasia eram tão reais, que ela se confundia com a realidade.

A cada roçar dos dedos na intimidade, os olhos reviraram e ela teve que se ancorar na parede do bunker para aplacar a sensação do quase gozo que vinha do baixo ventre, queimando como brasa, eriçando cada pelo do corpo suado dela, os mamilos doloridos de tão excitada que estava.

Chorosa, ela gemia manhosa, como uma gata quando queria algo.

Ela queria aquela sensação deliciosa logo, ela queria ele inteiro na boca dela.

Queria sentir ele bater no fundo da garganta dela, sugar cada gota do gozo dele, enquanto ele xingava na língua nativa dos Mandalorianos.

Ela queria que ele fodesse a boca dela, como se ele a desejasse de verdade.

Como se ela fosse uma mulher , não uma criança mimada.

Os movimentos circulares ficaram mais frenéticos enquanto ela tentava, desesperadamente, encontrar aquele doce alívio.

Lágrimas escorriam pelo canto dos olhos, frustrada por não conseguir gozar logo. O corpo doía, esperando pelo tão sonhado orgasmo, que nunca veio.

Como se ele a desejasse de verdade.

Aquela frase ecoava pela mente dela, nublando a fantasia que havia criado.

Porque pensar nisso agora? 

Porque isso importava em um momento como esse?

De repente o gosto doce na boca ficou amargo e, na fantasia dela, tudo o que ela conseguia sentir era o olhar fixo e cortante do capacete de Beskar na direção dela, falando que ela nunca teria isso, que ele nunca se excitaria com ela, enquanto ele se vestia e ia embora.

Começou a chorar, sentindo uma dor pungente no corpo, agora diferente do calor aliciante de antes.

De repente, tudo o que conseguia sentir era uma dor excruciante e um frio inquietante. Se enrolou no cobertor do próprio bunker, tremendo tanto que os dentes batiam. As pálpebras começaram a ficar pesadas demais e ela aos poucos, sentia uma vontade agonizante de dormir.

Será que talvez, apenas talvez, se ela dormisse e sonhasse com Mando, ele poderia dizer que a queria no sonho dela?

Era tão tentador…

Talvez… só um pouquinho…

Só, dessa vez…

E tudo ficou escuro.