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Todo mundo já imaginou como seria se tivesse um clone de si mesmo. Alguns imaginavam em dividir suas tarefas do dia-a-dia para descansar, outros imaginavam coisas pervertidas e tem quem simplesmente acharia divertido uma companhia a mais.
No caso de Bakugou, não.
Chocado, observava uma cópia de si mesma sair do espelho. Do cabelo espetado até os olhos vermelhos, idêntico como um irmão gêmeo, uma xerox.
— Que porra é essa?! — Bakugou alarmou-se, dando alguns passos para trás.
— Irmão, pra quê essa gritaria? — o clone tampou os seus próprios ouvidos.
Talvez ele tivesse tomado muito café ou não estivesse dormindo bem, não conseguia acreditar que simplesmente viu uma pessoa de carne e osso sair de um espelho, e pior, uma pessoa que tinha a sua cara!
Bakugou respirou fundo e começou a massagear a têmpora, fazendo notas mentais de marcar uma consulta urgente com sua terapeuta para pedir o aumento na dosagem dos seus remédios.
— Você toca guitarra que irado!
Quando abriu os olhos, o cara estava revistando seu quarto, tocando e mexendo em tudo.
— E essas baquetas, você também toca bateria? — bateu as baquetas uma na outra e riu sozinho. — Você toca numa banda? Qual é o nome da sua banda? Você é famoso? Você vai viver disso? Me ensina a tocar também?
Bakugou não fazia nada além de olhar para o seu doppelganger, chocado e cansado demais para responder uma de suas perguntas.
— Tu é caladão, né? — o clone continuou em seu eterno monólogo. — Não tem problema, as gatinhas gostam assim. Você bem podia me apresentar umas, faz tempo que tô numa seca.
Virou as costas para ele, pronto para sair do quarto e fingir que nada daquilo estava acontecendo.
— O que é isso? Que fofo.
Ao ouvir a risadinha zombateira, virou-se rapidamente, para se deparar com a visão de si mesmo, ou melhor, do seu impostor segurando um coelhinho de pelúcia verde. Bakugou marchou até a ele, sentindo suas próprias bochechas esquentarem, pegando o coelho a força.
— Quem te deu? Sua namorada?
Bakugou sentia que estava perdendo vários pontos da sua sanidade mental.
