Actions

Work Header

Oneshots - Pós Final

Summary:

Oi Serquel Stans, voltei a escrever! Acho que todos os mimos que tivemos com o fim da série me deixou inspirada. Ontem postei em meu twitter algumas ideias que tive de oneshots, cenas que eu gostaria de ver e que não tivemos. E bem, pra isso servem as fanfics ne, para preencher os espaços faltantes rsrs. Não prometo escrever todas as ideias, mas vamos tentando e vamos ver no que sai aí. E lembrando que vou postar oneshots aleatórias e fora da ordem cronológica de acontecimentos, então você não precisa ler os capítulos em ordem, okay?! Espero que gostem, se quiserem podem me encontrar no twitter @lisboademivida !

Chapter 1: 24 Horas Despúes

Chapter Text

When no one steps on my dreams there'll be days like this
When people understand what I mean there'll be days like this
When you ring out the changes of how everything is
Well my mama told me there'll be days like this

 

O bando estava quase completo, aguardavam na base preparada pelos militares para iniciarem suas novas vidas, enquanto aguardavam por Rio e Denver que ainda estava chegando. Mais uma vez este bando de desgraçados conseguiu vencer, existam perdas - irreparáveis - sabemos disso, mas Rio que acabara de chegar e abraçava Palermo disse o que todos sentiam dentro do peito: “Estamos vivos ”, e do outro lado Helsinki completou “Hay que creer, Hermano ”...“ Siempre! ”

Quando Alicia parou o carro do lado de fora, ninguém fez bando sentir mais raiva, é claro, ela torturou Rio, tal qual Raquel também prendeu Tokio no primeiro roubo, mas estes eram os danos causados que de tanto falavam, era o trabalho dela. A Inspectora Sierra tinha uma missão a cumprir, e escolha o pior meio para consegui-lo, já Alicia, era somente uma mulher que queria sobreviver, uma mãe que queria criar sua filha em liberdade. E isso foi compreendido por todos, principalmente por Raquel, que entendia o sentimento de ser uma ex-policial traída pelo sistema, de sua dignidade jogada na lama para proteger um órgão. Raquel Murillo e Alicia Sierra poderia ter o nome sujo perante a sociedade, a polícia não, e foi assim que decidiram que a carreira realmente não valia a pena.

Alicia disse a Sérgio, algumas horas antes, naquele apartamento que conseguiram invadir que, nunca seria sua amiga - mentira - e ela sabia disso, sabia que se Raquel havia confiado nele, é porque realmente ele era um homem muito mais interessante do que contavam os registros policias. Alicia Sierra agora era Lucía, o Professora lhe deu a liberdade para uma nova vida. No encontro das ex-inspectoras não foi necessário nenhum diálogo, elas sentiam muito naquele momento, ambas sabiam muito bem o que cada uma queria dizer, o que cada uma ouvida, e por isso aquele aperto de mãos foi tão significativo, aquele gesto tudo por elas.

                Quando finalmente estavam todos em seus assentos dentro do helicóptero, o sentimento foi mútuo, estavam vivos, livres, extremamente ricos e agora, um caminho de casa. Muita coisa seria diferente, mas seguiam aí, seguiam sendo uma família, e mais do que nunca seguiriam honrado o nome daqueles que não estavam mais ali. Seguiriam levando o legado, por Oslo, por Moscou, por Berlin, por Nairobi e por Tokio ! Como tudo era com eles, foi com muita alegria, gritos, lágrimas e abraços que comemoraram a liberdade, o início de suas novas vidas.

 

***

O helicóptero havia alçado voo não havia 5 minutos e o sentimento de dor que outrora ainda os permeava já começava a se dissipar, a esperança havia renascido novamente.

- Nós conseguimos, vamos voltar pra casa Raquel! – O professor disse segurando as mãos de Raquel que estava sentada a sua frente

- Sim Sérgio, nós vamos voltar para casa – ela apertou suas mãos sorrindo incansavelmente

                Os outros integrantes do bando conversavam aleatoriamente entre si, seguiam em êxtase, celebrando e rindo do que haviam conseguido realizar. Ao lado de Raquel estavam Denver, Estocolmo, Manila, Bogotá e Matías – agora Pamplona - enquanto ao lado de Sérgio estavam Palermo, Helsinki, Rio e Marsella. Todos ansiosos pelo que viriam agora e por fim poderem voltar a um pouco de normalidade, se assim poderiam dizer.

Sérgio e Raquel seguiam de mãos dadas, mirando-se frente a frente, enquanto Sérgio acariciava a mão de Raquel, ele a olhou nos olhos lembrando de suas palavras a pouco mais de 24 horas, enquanto estavam presos dentro do banco, ambos com os braços atados acima da cabeça, frente a frente desejando loucamente se tocarem, se consolarem, se provarem, e não podiam se quer sentir o calor um do outro devido à distância. Sérgio se recordou que Raquel foi a única pessoa que realmente o interpretou, o leu e o compreendeu, era um fato, Raquel Murillo conhecia Sérgio Marquina melhor que ele próprio, e isso só fez com que ele se apaixonasse ainda mais por ela, como se isso ainda fosse possível, amar Raquel Murillo era o que ele sabia fazer de melhor.

 

[“- Sérgio, dúele?” – “Qué?” – “Duéle? Te está sangrando una ceja.” – “Ah, no, no, estoy bien. Estoy... estoy muy bien. Muy bien. Me he llevado algún golpe, pero… él se ha ido muchísimo peor... Se llega a quedar dos minutos más... Vamos.” – “Y lo revientas” – “Y lo reviento”- “No lo dudo” – “Me alegra que no lo dudes. En nuestra última conversación, me pareció que me llamabas algo así como cobarde” – “Y tú me gritaste que me callara” – “Sí, es verdad.” – “Discutimos mucho haciendo atracos, igual deberíamos dejarlo” – “Mmm, no es tan fácil como borrarse de la biblioteca, no, no, hace falta dinero, no estar em busca y captura en 130 países, Ah y una identidad nueva. Y yo ahora mismo, la cara no la tengo para hacerme la foto del passaporte, la verdad.” – “Y sobre todo que no quieres dejarlo. Dime una cosa, cuando saliste de la Fábrica de la Moneda, cuanto tiempo tardaste en ponerte a pensar en este atraco?” – “48 horas, puede que 24... se lo debía a mi Hermano.” – “Claro, claro, claro... Tus homenajes a los parientes muertos, unos echan las cenizas al mar, otros llevan flores al cementerio... Tú robas la reserva nacional. Pero sabes qué? Tú no lo haces ni por tu padre, ni por tu Hermano, lo haces por ti.” – “No, es mi forma de hablar con ellos” – “Y como lo haces? Con la güija? No! Todo eso solo está en tu cabeza, porque necessitas enmascaralo todo, porque te encantan las máscaras. Vas por la vida como si fueras un acomplejado, con tus gafas, tu origami, pero en realidad, en realidad, entras al banco con la seguridad de quien va a echar un pulso a todo un Estado. Tú eres tu próprio número de ilusionismo, Sergio. Con tu traje de Clark Kent, pero ya va siendo hora de que te lo quites y asumas quién eres de verdad.” – “Quieres casarte conmigo?... Te lo he dicho bien...? Joder, te lo he vuelto a tirar de refilón, como en la autocaravana” – “No, no” – “Es que no me lo puedo...” – “No, no... bien, bien” – “Y?” – “Que sí... Sí quiero” – “Sí quieres...” – “A por ellos!”]

 

Sérgio se recordava de cada palavra, cada sorriso que foi trocado e cada lágrima que foi derramada enquanto estavam algemados, foi então que ele tirou os olhos de suas mãos entrelaçadas e olhou Raquel nos olhos, com um sorriso nascendo outra vez em seu rosto. Raquel o amava, o amava tanto que poderia ter literalmente morrido por ele, ter se rendido, se entregado, ter sido presa, ter feito qualquer coisa... por ele! E agora, como se não bastasse tudo, ela ainda aceitou se casar com ele. O professor se sentia a pessoa mais afortunada do universo, e ele não podia aguentar mais as ganas que tinha de colocar isso para fora.

- Que? – Raquel lhe perguntou, tentando ler suas expressões

- Nada! – ele respondeu sorrindo para ela

- Me estabas mirando! – Raquel lhe disse outra vez

- Sim, estava... – O professor lhe respondeu soltando suas mãos com um sorriso encorajador no rosto enquanto finalmente se virou para o restante do bando que seguia conversando entre si

- Atenção a todos! – ele exclamou

- Ah Professor, não me diga que já vamos começar com as aulas outra vez – Denver reclamou

- Não Denver, agora não – Sérgio respondeu e Denver soltou uma de suas fatídicas risadas – Eu tenho um comunicado importante a fazer – O homem anunciou outra vez

Raquel seguia olhando tudo com muita atenção, intrigada com o que seu hombre de hielo iria fazer, ultimamente ele a estava surpreendendo bastante e ela sinceramente não conseguia imaginar o que ele iria dizer

- As últimas horas foram muito difíceis para todos nós, chegamos até a quase pensar que não íamos conseguir, mas aqui estamos. E é por isso que não posso esperar nem mais um segundo para contar isso a vocês... que são a minha família. – Sérgio começou a falar, deixando todos ansiosos, ele então olhou brevemente para Raquel – Acontece que ontem, enquanto Raquel e eu estávamos presos e algemados longe de vocês, eu a pedi em casamento – Sérgio completou, enquanto se ouviam vários “oh” e suspiros do bando

- E? – Estocolmo perguntou ansiosa do outro lado do helicóptero

Sérgio olhou para Raquel sorrindo, encorajando-a a responder a todos, e ela assim o fez:

- Eu disse sim! – Raquel respondeu, sorrindo com os olhos marejados

Neste momento o helicóptero se transformou num cenário de final da copa do mundo, todos gritavam e aplaudiam, esticando as mãos para tocar Sérgio e Raquel mesmo estando sentados, tamanha era a vontade de parabeniza-los pelo ocorrido. Muitos dos que estavam ali, conheciam Sérgio a muitos anos, bem antes do primeiro roubo, enquanto Sérgio ainda não tinha mostrado sua faceta do Professor, ele ainda era somente Sérgio, mas sem toda a mudança que os acontecimentos dos últimos anos lhe causaram.

Palermo lembrou-se de Berlin, enquanto ele abraçava Sérgio de lado e segurava uma mão de Lisboa, ele chorava emocionado em se dar conta do quanto Berlin estaria orgulhoso naquele momento, ver seu irmão caçula, o desajeitado Sérgio prestes a se casar com uma mulher a qual ele se apaixonou durante um roubo, algo que ele mesmo julgou por tanto tempo, mas o amor acabou lhe fazendo refém de seus próprios ideais.

Marsella se lembrou da dor de Sérgio a alguns dias atrás ao pensar que Lisboa havia sido executada, lembrou de como ele chorou e lamentou naquela estrada ao pensar em sua mulher morta por sua causa, se lembrou também de como Sérgio o enfrentou colocando o plano em risco porque precisava ter a certeza de que Raquel estava viva. Marsella mais do que qualquer um ali, sabia o quanto Sérgio a amava.

Bogotá pensou em como todos ficaram bastante fodidos quando Lisboa foi resgatada, o exército entrou e muita coisa aconteceu, a realidade é que o plano quase veio abaixo, mas lembrou também de como ter Lisboa lá dentro do banco fez toda a diferença para que agora eles pudessem estar ali fora. Ele pensou em Nairobi, pensou em como daria tudo para que ela pudesse estar viva também, inclusive por o plano em risco se fosse preciso, Bogotá entendia as decisões do Professor.

O mesmo ocorreu com Rio, ele pensou em Tokio e em todos os momentos bons que viveram juntos, lembrou que assim como ele estava triste agora por não ter sua amada ao seu lado, poderia ter sido também o Professor, porque ele quase perdeu o seu amor. Rio se alegrou ao olhar para os dois e vê-los tão feliz, em ver que o erro dele e de Tokio não afetaram o amor deles também, e ele tinha a total certeza de como Tokio também estaria feliz em vê-los, de como ela sentiria orgulho de seu anjo da guarda naquele momento.

Helsinki sorria para Palermo, ele entendia o que era amar e fazer sacrifícios por alguém, ele se recordou de Nairobi, de como ele a amou em cada instante que estiveram juntos e felizes na Argentina, não a amou como talvez ela quisesse ou esperasse, mas a amou da forma mais bonita que podia, e ele tinha certeza que Nairobi sabia de seu amor, e o sentia com toda verdade.

Estocolmo sorria incansavelmente para Raquel, ela se recordou de seu casamento com Denver, se recordou de sua reconciliação dentro do banco e de como agora estavam felizes e juntos novamente. Mas principalmente ela se recordou de uma conversa que teve com Lisboa no Monastério, ela perguntou a Raquel como foi quando ela se deu conta de que o cara o qual ela havia se apaixonado era também o Professor que ela passava dias perseguindo naquele primeiro atraco, ela se lembrou das palavras de Raquel, de como ela estava apaixonada e de como ela tinha certeza de que Raquel era feliz com o Professor. Estocolmo estava radiante por sua amiga.

Para Denver não foi diferente, ele conhecia o Professor a muitos anos, com ele, Denver perdeu e ganhou quase que na mesma proporção, ele não podia reclamar, sabia que o Professor não tinha como prever tudo o que ocorreu, mas ele sabia principalmente que apaixonar-se em um atraco era perigoso e lindo na mesma medida, se tinha alguém que compreendia isso muito bem, esse alguém era Denver.

Manila se lembrou da conversa que ela, Estocolmo e Lisboa tiveram na escada dentro do banco, ela se lembrou de como os olhos de Lisboa brilhavam ao falar de Sérgio, e se lembrou do seu medo estampado no olhar ao falar em serem presos e ficarem longes um do outro por 25 anos ou mais. Manila estava muito agradecida que não passariam tanto anos separados, ao contrário, estariam o resto de suas vidas, casados, felizes e livres.

E foi então que finalmente Matias, agora Pamplona, se deu conta: Lisboa não estava solteira, estava noiva, e não era de qualquer um, senão do cérebro da banda. Sua cara de decepção não passou desapercebido por Palermo que o avistou do outro lado do helicóptero e se recordou do ocorrido dentro do banco.

- Compañero Pamplona, está tudo bem? – Palermo perguntou com um sorriso irônico no rosto

Bogotá, Rio e Denver começaram a rir, os demais foram se aquietando sem entender um pouco da situação e Sérgio olhou para Raquel ainda mais intrigado enquanto ela erguia as sobrancelhas em questionamento.

- Oye Pamplona, me parece que o relacionamento complicado que Lisboa tinha, se resolveu, não? – Bogotá respondeu em meio a risadas

- Pero, que passa aqui, ahn? – O professor perguntou com uma interrogação gigantesca colada no seu rosto, Raquel por sua vez, cerrou os lábios contendo o riso se dando conta do que estava acontecendo

- Nada, não passa nada – Pamplona respondeu inquieto

- Não foi nada Professor, quando ainda estávamos no banco, nosso companheiro aí queria saber se Lisboa estava solteira – Denver respondeu do outro lado soltando uma de suas risadas

- E claro que, como não podíamos responder pela Lisboa... talvez tenhamos deixado ele descobrir sozinho – Rio respondeu também

Palermo riu de canto para Sérgio que entendeu a piada e resolveu entrar no jogo dos meninos e continuar brincando com Matias, e se pôs sério novamente.

- Pues, que não, Lisboa não está solteira! Não sou desses homens possessivos, mas agora que ela mesmo decidiu isso por livre espontânea vontade, em breve será minha esposa, compreendeu isso Matias, digo, Pamplona? – Sérgio perguntou sério, enquanto raspava a garganta tentando disfarçar o riso

- Compreendido Professor – Pamplona respondeu com a voz baixa abaixando a cabeça

- Eu não escutei sua resposta Pamplona – Sérgio gritou outra vez

- Compreendido Professor!!! – o rapaz finalmente respondeu com a voz firme, como quem bate continência ao seu coronel

- Pues muy bien, estamos entendidos agora! E que sigamos a viagem! – Sérgio disse outra vez, se virando de frente a Raquel novamente, somente para encontra-la segurando a risada enquanto acenava a cabeça e sussurrava a ele “pero que tonto eres” e Sérgio lhe acenou de volta rindo.

 

***

Já haviam se passado cerca de uma hora e meia que estavam voando e ainda lhe restavam cerca de mais quatro horas até a primeira parada que fariam para trocarem de aeronave e continuarem em direção ao seu destino final. Sérgio percebeu que Raquel se recostou nas paredes da aeronave e acabou pegando no sono. Foi então que ele pediu a Palermo que estava assentado ao seu lado que trocasse de lugar com Raquel para que ela sentasse a seu lado e pudesse descansar melhor, o Professor poderia ter trocado de lugar com Denver que estava ao lado de Raquel, mas não queria separá-lo de Estocolmo que também descansava nos braços de Denver. E claro que prontamente Palermo aceitou, afinal Hensinki que estava ao seu lado também já havia dormido, e então ele desatou os cintos do helicóptero enquanto Sérgio se inclinou e delicadamente fez um carinho no rosto de Raquel na intenção de acordá-la.

- Sim – Raquel despertou um pouco no susto e Sérgio segurou sua mão

- Hey mi amor, vem, sente-se aqui para você descansar melhor – Sérgio falou baixinho

- Não, não estou cansada, estou bem desperta – Raquel respondeu se ajeitando no assento

- Compañera, pare de ser teimosa, vá que você merece esse descanso, ahn! – Palermo se levantou de seu assento, e colocando uma mão no ombro de Lisboa a encorajou a trocar de lugar com ele.

- Vale! – ela largou a teimosia e se sentou ao lado de Sérgio afivelando novamente o cinto

Sergio por sua vez, passou um braço em volta dela a deixando confortável para se recostar em seus braços, deixou um beijo no topo de sua cabeça e a abraçou o mais apertado que pode. Ele já a havia abraçado depois que saíram do banco, nas 24 horas que passaram juntos até finalmente entrarem naquele helicóptero, ele a abraçou, a beijou e fez amor com ela o tanto que lhe fora acessível, mas ainda assim ele não parecia saciado. Não lhe parecia o bastante ter passado somente 24 horas ao lado da mulher que ele amava, Sérgio queria uma semana abraçada a ela, um mês inteiro sentindo o calor de Raquel em seu corpo, queria sentir o aroma de seus cabelos por um ano inteiro, Sergio Marquina queria Raquel Murillo em seus braços pelo resto de sua vida. E enquanto ele fechava os olhos, sentia seu calor e seu aroma, ele não se deu conta de que apertava demais o abraço em volta dela.

- Sergio – Raquel exclamou baixinho

- Sim? – ele respondeu saindo do transe que se encontrava

- Eu adoro que você me abrace, mas... você está me apertando muito – ela fez um pequeno som de desconforto

- Ah, perdóname – Ele se desculpou afrouxando um pouco os braços ao redor de Raquel – Melhor? – perguntou

- Perfeito – ela virou um pouco o rosto para encontrar os lábios de Sérgio e acabar com a distância mínima entre eles

- Eu senti muito sua falta, acho que ainda não matei toda a saudade, me desculpe – ele disse outra vez, beijando novamente o topo de sua cabeça

- Está tudo bem, eu também senti muito a sua falta cariño – Raquel sorriu se ajeitando ainda mais nos braços de Sérgio

- Me alegro tanto que estejamos juntos outra vez, eu sei que já te disse isso ontem, mas acho que nunca vou me cansar de dizer – O homem disse outra vez, em seu tom mais suave possível

- Oiga, que mi hombre de hielo está se tornando um romântico – ela riu baixinho novamente

- Talvez – Sérgio se uniu a ela em sorrisos – Oye, e que história foi essa com Matias, ahn? – Ele perguntou em um tom curioso e Raquel riu novamente cerrando os olhos

- Não sei direito da versão dos meninos porque eu não estava aí, mas tivemos algo como, um momento no elevador – Raquel sabia o que estava passando, e ela decidiu brincar um pouquinho com Sérgio também

- Como que um momento no elevador? – Sergio enrijeceu o corpo detrás de Raquel que percebeu na hora e segurou o riso

- No sé, me perguntou se eu gostava de praia ou de piscina – a loira respondeu

- E-e... você respondeu o que? – Sérgio perguntou outra vez, gaguejando

- Pues, praia... que você sabe que prefiro – Raquel respondeu prontamente sentindo o nervosismo de Sérgio crescer atrás de si

- E depois? – Sérgio tornou a perguntar

- Depois? Biquini ou maiô – Ela respondeu novamente sem sair de seu personagem que acabara de criar

- Como que biquini ou maiô? – Ele questionou outra vez.

Sérgio não se conteve e soltou o abraço de Raquel a fazendo levantar de seus braços, foi o momento de Raquel ceder, ao olhar para Sérgio, nervoso, ela não se aguentou e começou a rir, fazendo com que Sérgio também abaixasse a guarda e se juntasse a ela nas risadas percebendo que ele provou do próprio veneno que usou com Matias, e Sérgio a abraçou outra vez enquanto Raquel se acomodou novamente em seus braços.

- Pues mira, que além de um romântico, agora também sente ciúmes Sr Marquina? – Raquel lhe perguntou divertida

- Não, de forma alguma – ele sorriu novamente – E sobre a última pergunta, o que você respondeu a ele? – tornou a perguntar

- Bom, essa eu não tive tempo de responde-lo porque o elevador abriu as portas, talvez se tivéssemos ficado ali por mais uns 2 ou 3 minutos teríamos chegado à pergunta de qual posição prefiro na cama – ela continuou brincando com ele

- Raquel! – ele apertou e a beijou no pescoço rindo de sua audácia, que por sua vez correspondeu rindo também

- Essa pergunta deixo que você responda, acho que você deve saber a resposta – Raquel lhe perguntou outra vez

- Bueno, para a praia, se decides entre trocar de roupa e não a ir para o mar de roupa, eu digo que biquini – Sergio respondeu

- E? – Raquel questionou

- E que, para cama, eu diria que o traje está mais parecido com um maiô – ele respondeu divertido

- Que te gusta más, no? – Raquel se virou novamente para encontrar seus olhos e acariciou seu rosto

- Pues si, mucho mas – Sérgio lhe respondeu antes de lhe dar outro beijo, dessa vez um pouco mais profundo.

- Prometo que depois que chegarmos em casa, eu visto um destes que você gosta, só para que você possa tirá-lo novamente – ela falou baixinho perto de seu ouvido, a voz um tom a menos, deixando Sérgio totalmente fora de si

- Não deverias ter me prometido isso porque agora vou precisar pedir ao piloto que acelere o máximo possível este helicóptero porque necessito chegar em casa em 5 minutos – ele replicou rindo e fazendo Raquel rir também – Yo te quiero! – Sérgio completou

- Y yo a ti, cariño – Raquel respondeu, lhe acariciando a barba e deixando mais um beijo em seus lábios.

***

Raquel goze o sono lhe pesar novamente e se acomodou nos braços de Sérgio para finalmente dormir um pouco. Ela se sentia segura, estava viva, com os braços do homem que amava ao seu redor, ela estava livre e além do mais, estava noiva, seu coração se aqueceu ao pensar que em algumas semanas ela e Sérgio estariam casados, vivendo juntos novamente em sua casa, com sua família, e quem sabe, daqui a alguns anos, com um filho deles, outro, já que o amor de Sérgio para com Paula era nítido a ela, mas dessa vez Raquel sabia que Sérgio desejava também um fruto do amor deles. Raquel se sentiu completa, e foi com esse sentimento que ela pegou no sono, na certeza de que logo estaria com sua mãe, sua filha e seu futuro esposo novamente. Raquel não poderia querer mais nada.