Chapter Text
A primeira vez que Aban notou um intruso na sua casa ele quase ficou animado com isso, um pouco de ação depois de tantos meses apenas com papelada de escritório, a não ser pelo fato de que ele estava muito mais irritado com a audácia de um intruso no seu santuário. Verdade seja dita, o doutor Robotnik vivia em sua cabeça adicionando as noções mais estranhas em seu vocabulário. Sua casa era seu santuário de descanso tanto quanto o laboratório do doutor era o santuário dele. Isso era um fato explícito. Então ter alguém invadindo era algo digno de nota, ele podia muito bem se orgulhar do sistema de defesa muito bem pago e que ele mesmo incrementou com suas próprias diretrizes. Quem em sã consciência invadiria assim?
Ele pegou a arma sempre bem guardada no porta luvas do carro e se dirigiu a casa pela lateral, tentando ter uma boa visão interna, apesar de que ele se lembra de sempre manter as cortinas fechadas, Aban estava quase se decidindo entre entrar furtivamente por uma das janelas ou usar a chave na porta de trás quando algo passou voando rápido pela sua visão periférica, seus reflexos foram rápidos para redirecionar sua arma, infelizmente não tão rápidos quanto os do badnik que tinha um laser apontado para a sua cabeça.
Uma lista de proprietários de badniks passou rapidamente por sua cabeça, o presidente, algum alto escalão das forças armadas, algumas figuras religiosas importantes, ninguém com interesse de real em ir atrás de um assistente e nem burro o suficiente para usar a tecnologia de seu chefe contra ele. O doutor Robotnik não gostava de dividir seus bebês entre muitas pessoas e particularmente preferia mantê-los apenas para si.
Então, como os milagres tecnológicos nunca sessam, um som de alto falante alto e claro saio da máquina.
- Atrasado, agente Stones. Como sempre é claro, pelo menos espero que já esteja com o meu café na mão quando entrar. E guarde essa arma, não é como se você tivesse alguma chance de escapar aqui.
Aban precisou de alguns microssegundos para raciocinar sobre o fato de que o doutor Robotnik que ele havia deixado no laboratório móvel a uma hora atrás, para se debruçar sobre pilhas de relatórios e memorandos antes de finalmente ir para sua própria casa, agora estava dentro da dita casa, exigindo um café como se o próprio Stones tivesse apenas tirado um pequeno intervalo antes de voltar ao seu turno.
Certo.
Ele aprendera desde cedo neste cargo que quando o doutor ordena você escuta e executa.
Ele trabalhava a tempo o suficiente para entender a dinâmica esperada aqui.
- Certo, doutor. – Sua voz era clara e calma, apenas mais um dia de trabalho. – Já estarei levando para o senhor.
Uma rápida passada pela sala de jantar antes de entrar na cozinha mostrou seu chefe, debruçado sobre sua desnecessariamente grande mesa, destrinchando o que ele só poderia supor ser seu avançado sistema de segurança. Movendo-se para ligar a máquina de café ele rapidamente desligou a estranheza dos acontecimentos. O doutor agia como o doutor e não havia forças nem na terra e nem no céu para mudar isso, Aban bem sabia. Ele iria jogar junto como sempre, isso o fez durar mais que os outros e isso o faria durar para sempre como ele esperava.
