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Fandoms:
Relationship:
Characters:
Language:
Português brasileiro
Series:
Part 2 of Lady Sidle ✖ GSR
Stats:
Published:
2022-08-22
Words:
4,908
Chapters:
1/1
Kudos:
5
Bookmarks:
1
Hits:
120

Lady Sidle Two ✖ GSR

Summary:

Sara e Grissom se amam de verdade, mesmo sendo um romance em segredo por conta do serviço, eles se entendem como ninguém. O único problema entre eles é uma certeza amizade de Grissom, uma pessoa ao qual ele se importa bastante e que causa um ciúmes quase incontrolável em Sara.
Depois da primeira surpresa feita para Grissom depois de uma noite cansativa de trabalho, ela resolve ousar mais, e então sua nova surpresa vem em ritmo de despedida já que o homem que ama ficará fora da cidade por algum tempo.

Notes:

Não é necessário ler Lady Sidle para entender Lady Sidle Two, mesmo sendo uma continuação.

Desfrutem ♥

Work Text:

Era difícil estar longe de Grissom, ele havia ido para mais um de seus retiros e ficaria em torno de quatro semanas fora, sem nenhum tipo de comunicação. Isso era algo torturante. Durante o tempo que estava longe dele muitas lembranças de momentos vividos pelos dois estavam rondando seus pensamentos. Estar naquela casa que agora era mais familiar que seu próprio lar, deitada sobre a cama que dividia tantas tardes ou noites com Gilbert, e abraçada naquele cão que ambos chamavam de filho, ela não conseguia parar de pensa-lo. Como estar? Será que sentia tanta falta dela como ela sentia dele?

Angustiada, tentava esquecer sem sucesso de Grissom.

Fechou os olhos.

Mergulhada ainda nas lembranças, nem percebeu quando o Hank deixou a cama. Aquilo era justo, pois na despedida de Grissom, eles haviam expulsado o pobre boxer do quarto, mais precisamente ela o havia expulsado, então de alguma forma Sara sabia que merecia o desprezo do cão.

E que despedida havia sido aquela? Perdeu o fôlego só de relembrar. Tentou tirar afastar a lembrança da cabeça, porém não podia. O calor dominou seu corpo e os flashes vieram a sua cabeça quase que instantaneamente.

A preparação para aquele dia ocorreu semanas antes, semanas de pesquisas e indecisões. Quando decidiu fazer aquilo, sentia-se ainda mais nervosa e insegura que da primeira vez, tinha medo da reação de Grissom, e por várias vezes quis perguntar se ele havia gostado e se gostaria de jogar novamente. Porém isso não era modo de uma dominadora agir, uma dominadora deveria ser segura de si, deveria saber persuadir, deveria mostrar quem manda. Sara estava decidida: Ela quem mandava. E se ela queria, iria acontecer.

As pesquisas foram intensas, desde a escolha de roupa, até dos acessórios aos quais iria utilizar. Também teve de se imaginar dizendo ao homem que amava coisas que não gostaria, mas que fazia parte do jogo.

Escolher de roupa fora difícil, mais difícil que entrar na loja em sua opinião, mas quando viu o catsuit que levaria, sentiu-se envergonhada de si mesma. A vestimenta normalmente seria uma peça de couro ou látex que cobriria o tronco, as pernas e frequentemente os braços, usando um zíper à frente ou atrás – ou um zíper da frente até as costas. Porém a vestimenta escolhida pela morena fora diferente: O catsuit de látex era de manga curta, deixando amostra mais da metade do braço e completamente o antebraço, cobria totalmente as pernas, porém havia um recorte em formato de "o" no design da peça que fazia com que sua barriga, nádegas e sua intimidade ficassem completamente amostra. Os seios ficavam escondidos pela peça. A frente dos seios era fechada com um zíper, e as costas eram fechadas do mesmo modo que um espartilho, utilizando amarras.

Para sentir-se mais confortável naquela peça, resolveu vestir por baixo da mesma uma calcinha de renda da mesma cor, preta. E para completar o look uma bota de salto de quinze centímetros cano alto que ia até o joelho também de cor preta, além de levar os cabelos soltos e uma maquiagem forte. O vermelho nos lábios não poderia faltar de modo algum.

Os acessórios ela havia comprado alguns, embora não sabia se iria utilizar todos. Dentre os que haviam maior chance de serem utilizados se encontravam o chicote, a venda para os olhos e uma algema personalizada de couro e corrente para as mãos.

Aquele seria seu último momento a sós com Grissom antes da viagem, depois iriam ter desencontros já previstos e provavelmente iria para o aeroporto direto do trabalho, teriam sorte se eles se encontrassem antes de ele pegar seu taxi para ir. Provavelmente ele estava esperando algo para a despedida, porém não o que Sara iria oferecer naquele momento. Ele talvez nunca imaginasse.

- Sara, eu já posso entrar? – Perguntou insistentemente do lado de fora do quarto batendo pela milésima vez na porta. Estava ansioso, e ainda se questionava o que Sara fazia tanto tempo sozinha trancada dentro do quarto.

Se ele soubesse o quanto estava sendo difícil para Sara entrar naquela roupa sozinha, ele seria mais paciente. Porém ele não perdia por esperar, logo esta insolência assim como todas as outras seriam cobradas e ele seria devidamente castigado.

Fora até o banheiro novamente e fitou-se no espelho mais uma vez. A imagem refletida mostrava uma Sara poderosa e isso a fez sentir-se assim. Agora tinha certeza que poderia abrir a porta daquele quarto sem desistir de tudo, Grissom teria tudo o que ele merecia... E um pouco mais.

Abriu a porta lentamente, e viu Grissom em sua frente estático. Deu alguns segundos para que ele a olhasse.

Grissom estava perplexo, paralisado, intrigado. Bem, nem ele sabia o que exatamente ele estava, o que ele sabia é que Sara estava completamente sexy naquelas vestimentas. Pela primeira vez na vida não conseguiria encontrar um trecho de um livro ou de um soneto de Shakespeare que descrevesse e fizesse jus à perfeição que estava a sua frente. Sexy, séria e poderosa. Estava sem palavras.

Fixou seu olhar no dela e deu um passo a frente para entrar no quarto.

Pode ver o chicote na mão de Sara, quando ela pousou sobre seu peitoral impedindo de entrar no quarto. O chicote era de base sólida e comprida, porém na ponta as fitas de couro eram pequenas. Havia sido escolhido por que por mais força que usasse era quase impossível machucar verdadeiramente, deixava alguma cor avermelhada, porém chicotes utilizados por pessoas mais experientes, na mão de pessoas como Sara – ainda sem experiência – poderiam causar sérios ferimentos. Preferiu não arriscar, não sabia o que poderia acontecer na hora que eles começassem a se empolgar.

- Sara... – Murmurou rouco, já sentia seu membro começar a ficar rígido diante do que estava prestes a vir. Poderia esperar tudo desta despedida, menos isto.

- Como? Eu não ouvi direito.

- Minha rainha. – Disse então fitando-a nos olhos.

- Não disse que poderia fazer contato visual. – Disse afastando-se para trás alguns passos dele. – De quatro.

Ele estava ouvindo direito? Aquela voz autoritária e sensual queria coloca-lo de quatro no chão? Céus, ela deveria estar louca se pensasse que ele se colocaria de quatro como um cachorrinho. Porém ainda antes que pudesse protestar, Sara puxou o chicote lhe acertando as fitas de couro diretamente no quadril.

Aquilo não doeu excessivamente, pareciam apenas pequenos beliscões. Fitou a face de Sara decidida.

- Eu disse de quatro. – Ordenou mais uma vez.

Grissom então caiu de joelhos no chão a frente dela. Ainda de costas eretas tinha uma visão ainda melhor do corte do catsuit que a morena usava. A calcinha de renda que estava por baixo seria muito fácil de rasgar para poder fodê-la vestida com aquela roupa de látex. O que ele estava pensando? Ele nunca fora tão rude em seus próprios pensamentos, pela primeira vez havia se referido a sexo com Sara não como amor e sim como uma foda. No entanto, quem conseguiria pensar daquela maneira? Ela estava completamente deliciosa naquela roupa e com aquela pose de dominadora, estava gostando de absolutamente tudo.

Ela andou em volta do Grissom, com as mãos para trás e postura ereta, nas mãos ainda o chicote. Quando girou seu corpo cento e oitenta graus e começou a retornar por onde veio, ela então parou por trás dele, ficando de frente para suas costas. Levantou o pé esquerdo e apoiou sua bota nas costas do homem ajoelhado.

- Eu disse de quatro. – Repetiu novamente a ordem.

Apoiou seu peso contra seu pé sobre as costas dele forçando-o a inclinar-se para frente e ficar na posição que ela desejava. Grissom se encontrava excitado pela situação, ainda que não soubesse o que esperar.

- Engatinhe até o tapete ao lado da cama. – Ordenou. Porém Grissom parecia surdo, estava tão incrédulo que seu cérebro não havia processado corretamente a ordem. – Não ouviu o que eu disse? Não comprei uma coleira para você, mas posso providenciar uma agora nas coisas do Hank se for necessário. – Falou ainda mais enfática, com tom de ameaça caso ele não fizesse o que ela havia ordenado.

O cão parecia ter um bom ouvido, pois assim que Sara pronunciou seu nome, o boxer simplesmente fora correndo até o quarto. Em vão. Assim que a perita, agora dominatrix viu o animal se aproximar, ela fechou a porta em seu focinho. Novamente Hank era expulso do quarto.

Quando voltou a fitar Grissom, lá estava ele. De quatro sobre o tapete, como ela havia mandado.

- Obediente. Assim que eu gosto. – Falou com malicia, agora levando os braços a frente do corpo e segurando o chicote com as duas mãos como um objeto precioso.

Ela então fitou as algemas sobre a cômoda que ficava ao lado da cama. Mordeu o lábio inferior antes de dar a ordem. Gostava de fazer Grissom esperar, sabia o quanto ele podia ser apressado e impaciente. Grissom por outro lado não sabia se ele se sentia incomodado ou excitado, era um homem cheio de limites e Sara a seu modo estava ultrapassando uma a uma daquelas barreiras com seu total consentimento.

- Pegue as algemas para mim cachorrinho, e traga para sua dona. Para sua rainha.

Ela o observou indo até a cômoda engatinhando e começou a erguer-se para pegar a algema com as mãos, quando ela se aproximou passos o suficiente para lhe dar uma chicotada sobre a nádega.

- Tenho de lembrá-lo que cachorros como você não pegam as coisas com as patas? Pegue com a boca e traga-me já. Estou com pressa. – Ela então exigiu.

As algemas que Sara havia comprado eram dois braceletes de couro que eram unidos por uma corrente mediana. O suficiente para prendê-lo ainda que fizesse força para soltar. As presilhas também eram fortes e fechavam para o lado de fora dos pulsos impedindo a soltura. Ela pegou as algemas quando Grissom lhes alcançou.

- Tire a camisa, porém ainda fique de joelhos e cabeça baixa.

Ele o fez. Ela fez a volta por ele. Ficando as suas costas e o mandou levantar. Ele novamente obedeceu, ela então prendeu seus punhos para trás do corpo com as algemas e puxou a sua calça e cueca até a altura dos seus joelhos, deixando seu membro, suas nádegas e parte de suas coxas de fora. Em seguida ordenou que ficasse de joelhos de novo. Ela andou até a frente do seu submisso, e o viu já de cabeça baixa como um bom menino, então começou a falar:

- Você hoje será meu submisso e eu serei a sua rainha. E só assim que deverá se referir a mim, sua rainha. Deve conhecer melhor que eu a prática de dominação e submissão – neste momento Grissom pode notar certo pesar na voz de Sara, como se houvesse ciúme visível disto e ele não podia negar que sabia que mesmo sem motivos ela tinha ciúme – e deve saber que o controle está na mão do submisso na maior parte do tempo. Quando eu achar necessário irei te perguntar se está tudo bem ou não. Caso esteja tudo certo você me dirá abelhas e caso haja algum problema você me dirá besouros. – Explicou. – Esta palavra também poderá será sua palavra de segurança caso ultrapasse a linha daquilo que você não deseja que eu faça ou que lhe machuque.

A escolha de palavras havia sido pensada algumas vezes. E visto que o submisso que de tinha a frente era um dos melhores entomologistas do país, nenhuma outra se encaixaria melhor que estas.

- Está certo? – Disse por fim, para ter certeza que seu escravo havia entendido tudo que tinha explicado.

- Sim... – Assentiu por fim.

As fitas de couro então se encontraram com força nas nádegas agora nuas de Grissom. Pôde o ver dar um pequeno pulo ao ouvir como se não esperasse por isto. Ele, no entanto, pego desprevenido soube que o chicote doeria um pouco mais de encontro com a pele pura, sem as roupas para amortecerem. Ainda sim, não parecia muito mais que um belisco.

-Está certo? – Repetiu a pergunta firmemente.

- Sim minha rainha.

Desta vez ela utilizou as fitas do chicote para passar em seu rosto como uma carícia, e com a haste dele levou até seu queixo e puxou para cima o fazendo levantar seu rosto. Porém assim que tirou a haste do rosto dele, ele baixou novamente a cabeça, ainda em sinal de submissão.

O olhar castanho então desceu por seu corpo até seu membro, e o pode ver já ereto, duro, excitado. E isto era uma boa prova de que ele estava gostando. Ela também estava e isto poderia ser comprovado pelo estado em que se encontrava sua roupa íntima, completamente úmida, sua intimidade já latejava querendo sentir ele dentro de si.

Céus! O que estava acontecendo com ela? Essa lembrança a estava fazendo sentir-se quente, completamente enlouquecida. Tateou a cama e recordou-se que estava sozinha, talvez nem tanto. O gemido baixo que sabia que havia soltado em algum momento durante a lembrança fez com que o cão viesse preocupado ver o que estava acontecendo.

Carinhosamente fez com que o cão saísse do quarto e o trancou para fora – isto estava acontecendo muito ultimamente. Obviamente gostaria de retomar aquela lembrança, porém não sem antes tirar sua camisa e sua calça que ficaram espalhadas pelo chão do quarto, seu corpo estava suado, em chamas e Grissom não estava nem ali para que pudesse ajuda-la a sentir-se mais confortável naquele momento. E de alguma maneira ele também era o culpado pelo estado em que ela se encontrava.

Ainda de roupas íntimas ela tomou coragem de ir até o guarda roupa, era um móvel grande de cinco portas. Obviamente ela já estava ocupando ao menos três delas, mesmo não morando naquela casa oficialmente, embora já vivesse mais ali do que em seu próprio lar. O que procurava estava na primeira porta bem na parte de baixo, um pequeno baú, que estava destrancado.

Ela abriu a tampa do mesmo e ali se encontravam todas as coisas que ela havia comprado desde que resolveu começar a jogar com Grissom. O catsuit, as algemas, o chicote, e também algumas coisas que ela ainda não havia experimentado com ele, dentre eles o objeto de desejo no momento. Ali no fundo da caixa estava o vibrador.

Não havia tido coragem de compartilhar isto com Grissom, ainda, mesmo o nível de intimidade entre os dois ter havido crescido exponencialmente desde a primeira vez que jogaram. Agora necessitava daquilo, nunca o havia usado, porém era o momento de aprender como fazê-lo ou não conseguiria continuar revivendo os momentos intensos da despedida com o Grissom.

Tirando o resto das peças de seu corpo, deitou na cama agora completamente nua, e largou o objeto ao lado enquanto buscava em sua memória onde havia parado.

Não fora difícil retomar seus pensamentos antes de ser interrompida pelo cão preocupado, recordava-se muito bem que ainda o comia com os olhos, observando seu membro duro, seu peito nu, a calça e cueca que ficaram encolhidas sobre o joelho tapando-os, além das panturrilhas e canelas. Os pés ainda estavam com calçados também.

- Como está sendo um bom escravo, lhe deixarei que beije o meu pé. – Disse colocando o pé esquerdo a frente. – Beije-o. – Ordenou.

Grissom teve dificuldades em andar de joelhos já que a roupa não estava totalmente tirada, ainda piro fora manter o equilíbrio ao inclinar seu corpo para frente e assim depositar o beijo sobre a bota de Sara.

- Agora agradeça a sua rainha por este ato de bondade. – Ordenou assim que ele voltou a posição mais ereta, com cabeça baixa.

- Obrigado, minha rainha. – Disse tão rouco que ela mal pode ouvi-lo.

- Eu não ouvi. – Agora a chicotada lançada pela morena dos olhos castanhos fora de encontro ao braço dele.

- Obrigado, minha rainha. – Ainda rouco, esforçou-se para dizer em um tom mais alto.

Sara caminhou até o lado dele, agachou-se, porém sem ajoelhar-se, com a mão segurou os cabelos negros – com alguns grisalhos – com força e puxou para trás obrigando-o olhar para cima.

- Eu ainda não ouvi. – Murmurou com a boca tão perto do ouvido de Grissom que ele pode sentir seu hálito quente.

- Obrigado, minha rainha. – Falou pausado, porém com um tom de voz alto. Visivelmente se esforçando para dizer.

Ele não conseguia compreender por que estava se excitando tanto com aquele jogo, estava simplesmente amando a personagem que Sara havia criado, e mesmo sendo contra tudo aquilo que poderia acreditar, ele estava gostando de ser maltratado e humilhado pela pessoa que mais amava.

- Melhorou. – Disse sem dar muito crédito a ele. – Agora se deite de bruços como o cachorro desprezível que é. – Isto cortou Sara por dentro, por mais que tentasse humilhá-lo e ser mais rude para o jogo, esta pequena ofensa machucou-a. Porém tentou esquecer, isto era apenas uma "brincadeira", um jogo, para proporcionar prazer a ela e a quem ela amava.

Calado Grissom colocou seu corpo para frente com cuidado e conseguiu deitar-se. Remexeu-se um pouco até conseguir ajustar seu membro rígido em uma posição que não machucasse. Ela esperou ele ajeitar-se e em seguida pisou com o salto fino sobre suas costas, sem largar todo seu peso, mas o suficiente para fazer com que sua face ficasse colada ao chão. E lhe deu uma chicotada experimenta do um pouco mais de força na nádega um pouco avermelhada por conta das anteriores.

- Como você se sente? – Perguntou firme.

- Abelhas. – Fora o que se limitou a responder com dificuldade com seu rosto colado ao tapete.

Tirou o pé de cima das costas dele, liberando um pouco a sua cabeça, que continuara repousada no chão, porém agora sem preção, e em seguida apoiou o mesmo pé em meio as costas de seu submisso, um pouco acima de onde estava repousada as suas mãos ainda presas com as algemas.

- Como você se sente? – Perguntou logo após lhe dar outra chicotada, porém desta vez na outra nádega.

- Abelhas. – Repetiu. Não sem antes sentir seu corpo enrijecer e relaxar por conta da segunda chicotada que havia sido ainda mais forte.

Ela então levantou novamente o pé, e pressionou mais para baixo de suas costas, com o salto bem perto de sua cintura já onde aparecia o caminho entre suas nádegas. A chicotada agora fora um pouco mais leve que a anterior.

- Como se sente?

- Besouros. – A chicotada não lhe causava incomodo, porém aquele salto em suas costas tão perto de suas nádegas o deixava completamente incomodado.

Ela o deixou deitado, fora até a cômoda que pegou a venda que estava dentro da gaveta. Grissom, na posição que se encontrava não podia ver o que ela fazia, porém estava completamente curioso para o que viria a seguir.

- Vire-se. – Ordenou. – Tire seus sapatos e o resto de suas roupas.

Obediente, ele rolou pelo tapete ficando de barriga para cima, ainda deitado. As mãos presas para trás faziam com que suas costas ficassem arqueadas para cima. Os sapatos foram fáceis de tirar, com a ponta dos pés conseguiu empurrar um sapato e depois o outro, as calças foram um pouco mais difíceis, porém agradeceu pela cueca ter se prendido e ter saído junto, o mais difícil foram as meias, de tecido fino escorregavam entre si quando fazia fricção para tirá-las. Depois de tirar a primeira, a segunda pareceu mais fácil.

Enquanto isso Sara estava sentada a beira da cama, de pernas cruzadas, apenas o observando. Assim que terminou, ela deixou o chicote sobre a cama e agachou-se para vendar seus olhos com a venda vermelha que havia pegado alguns instantes antes. Assim que percebeu que não veria nada, pegou novamente seu chicote e se posicionou de pé sobre ele, tendo-o entre suas pernas.

Parecia que um vulcão estava prestes a entrar em erupção dentro dela. As recordações eram tão reais que parecia que estar deitada sozinha naquela cama que era uma lembrança. Os seu corpo se contraia e relaxava, como se pedisse mais do que ela vinha fazendo desde que trancou a porta do quarto.

Durante o tempo que seus olhos se mantiveram fechados, ela já havia subido a mão esquerda pelo seu corpo, tocando-lhe os seios, principalmente brincando com seus mamilos turgidos, que a fazia arfar ainda mais. Também havia levado a mesma mão, após um tempo, até sua intimidade estimulado seu clitóris, o que fez seu corpo arquear algumas vezes e jogar seu pescoço para trás. Estes estímulos, junto com a lembrança a puseram cada vez mais louca, lasciva e excitada.

Ainda sim precisava de mais, fora quando abriu os olhos. A mão direita ainda envolvia o objeto que havia pegado no guarda-roupa, dentro daquele baú. Fitou-o então com dúvidas, mas sabia que a vontade de finalmente libertar-se era muito maior do que qualquer reserva que tinha de utilizá-lo. Ajustou-se na cama de modo que suas pernas ficassem abertas o suficiente para introduzir o objeto, ainda receosa, ligou o mesmo e começou a penetrá-lo em si mesma. Pouco a pouco ele foi entrando, e a sensação era maravilhosa. Gemeu baixo.

Quando o colocou até o fim, sentiu perder um pouco do controle de seu corpo pelo prazer que estava sentindo. Os olhos se fecharam novamente, e a mão livre ainda acariciava o próprio corpo.

Ao fechar os olhos, pôde se ver exatamente em cima dele, exatamente onde havia parado. Ele vendado deitado no chão de barriga para cima, completamente nu, entra as pernas dela, algemado. Com o chicote na mão, ela levou as tiras até seu membro ereto e deixou que o couro alisasse seu membro.

Então afastou o chicote e utilizando de pouca força jogou as tiras contra seu membro. O sentiu estremecer. Acariciou o membro do mesmo jeito que havia feito antes e em seguida chicoteou-o novamente utilizando um pouco mais de força.

O gemido de Grissom fora a resposta de suas duvidas sobre estar gostando ou não. Afastou aperna dele utilizando seus pés para isto, então se posicionou entre elas. Novamente chicoteou seu membro. Novamente percebeu o corpo de Grissom enrijecer, porém ainda estava calado, no momento que quisesse era só dizer "besouros".

Ajoelhou-se entre suas pernas, sem deixar que ele percebesse. E então novamente lhe deu uma chicotada sobre o membro, utilizando ainda mais força. Ele gemeu novamente, percebeu talvez um pouco de dor, porém ainda sim não reclamou. Submisso aguentava os golpes calado.

Grissom estava em um estágio de excitação que talvez nunca antes tivesse alcançado, sentia-se como se não pudesse ficar mais rígido do que estava, seu corpo pedia para estar dentro de Sara. As pequenas dores que sentia sobre as chicotadas, faziam seu sangue subir ainda mais pelo membro, e esta estranha sensação dolorida, se transformava em uma sensação de puro prazer.

De perto, Sara conseguia enxerga-lo latejante, avermelhado, com algumas veias saltadas, tudo provavelmente fomentado pela surra de couro que lhe estava dando. Curvou então seu corpo sobre ele a ponto de deixar sua boca frente a frente com o membro que até então apenas admirava. Com a língua ela acariciou a cabecinha melada, fazendo um contorno circular sobre ela e cravando os dentes em seguida, com a força certa o suficiente para não machuca-lo.

Logo o abocanhou inteiro, chupando-o intensamente em um vai e vem rápido. Sabia que sua boca quente iria causar uma sensação de alivio as possíveis dores que ela havia lhe provocado antes. O corpo de Grissom reagiu a isto. Suas pernas flexionaram levemente, e pareceu que ele poderia atravessar o chão do modo que jogou seu corpo para trás ao sentir o bafo quente da morena em seu membro.

- Oh, Sara... – Gemeu.

Sara parou de chupá-lo no mesmo instante, e afastando-se o suficiente para chicotear seu membro, o fez novamente.

- Como?

- Minha rainha. – Corrigiu rouco, já descontrolado pelo prazer, após claro um pulo de seu corpo ao sentir as fitas agora mais raivosas contra si.

- Levante-se e deite-se de bruços na cama. – Ordenou.

- Mas não estou vendo nada. – Questionou.

- O problema não é meu. – Desfez-se então.

Grissom conseguiu erguer-se agora sem dificuldade já que não havia roupas atrapalhando-o de movimentar as pernas. Não podia tatear, mas sabia para que lado ficava a cama, caminhou vagarosamente até sentir suas pernas encostarem no colchão, então subiu na cama de joelhos, se posicionou onde achava que era o meio dela e ali deitou-se de bruços.

Sara se posicionou ao lado de seu corpo, e lhe desprendeu uma das mãos.

- Vire-se. Te prenderei na cabeceira da cama. – Explicou.

Ele o fez. Logo colocou os braços dele para cima – que para ele era uma posição muito mais confortável, já que suas mãos estavam começando a formigar pelo peso de seu corpo sobre elas – em seguida passou a algema pela cabeceira e prendeu novamente a outra mão deixando os braços esticados.

Ela então desceu da cama e fora para os pés da mesma, lá ela já havia preparado uma corda que passava por baixo do colchão, em uma das pontas prendeu o pé esquerdo de seu submisso, e na outra ponta prendeu o pé direito.

- Está confortável?

- Abelhas. – Respondeu.

- Ótimo.

Ela então puxou a calcinha de renda, rasgando-a. Grissom estava deitado de olhos vendados, ansioso, excitado e louco para estar dentro dela conseguiu, por conta de sua ansiedade e de sua audição debilitada não pode ouvir quando ela rasgou a peça. E era com isto que ela contava. Subiu pelos pés da cama, de joelhos ficando entre as pernas dele. Baixou a cabeça dando-lhe um beijo na cabeça do membro.

- Oh, minha rainha. – Suspirou, controlando-se para não chama-la pelo nome.

Ela engatinhou pelo corpo de Grissom, ate ficar com a cintura dele entre suas pernas. Ela sentou sobre o membro de uma vez só. Ambos gemeram. Para ele era muito bom estar dentro dela, assim como para ela era completamente difícil terminar o que queria fazer depois disto. Senti-lo nela lhe tirava completamente de centro, seus pensamentos voavam por qualquer outro lugar levando-a ao céu. Teve de lutar contra si mesma para levantar-se e se desencaixar dele, e isto tudo valeu a pena quando vi a frustração na face dele.

Por alguns segundos suas lembranças surgiram e estava ali de volta a cama sozinha, talvez nem tanto. Gemeu baixinho ao sentir o vibrador dentro de si, sua intimidade latejava e sabia que faltava pouco para chegar ao ápice. Uma de suas mãos estava ali sobre o objeto que estava introduzido nela e dois de seus dedos ajudando ao estimular o clitóris, a outra mão alternava de um seio para o outro, estimulando-os com apertões neles inteiros e as vezes somente em seus mamilos.

As lembranças agora voltavam como flashes ainda mais espaçados, ela sobre Grissom, sentando-o sobre ele algumas vezes e depois o desencaixando, como forma de deixa-lo louco, e ela também estava completamente maluca com aquilo. Pegava-o sempre desprevenido por conta dos olhos vendados. As mãos então se apoiaram finalmente sobre o peitoral de seu submisso, sabia que ele não conseguiria aguentar por mais tempo e muito menos ela. Então cravou as unhas sem dó na pele de Grissom, e sentou sobre seu membro, com movimentos rápidos de vai e vem, misturados com reboladas sobre ele. Ambos excitados, gemendo alto e ao ponto de chegar ao orgasmo.

Primeiro fora Sara, e em seguida Grissom.

Após um gemido estridente, Sara abriu os olhos e tirou o objeto de dentro de si. Assim como em suas lembranças ela também havia chego ao ápice. Precisava de um banho e dormir um pouco antes de voltar ao trabalho.

Levantou da cama com relutância, limpou e guardou o objeto usado no lugar. Fora para o chuveiro e um banho morno ajudaram seus músculos a relaxarem. Após terminar o banho vestiu o robe de Grissom, mesmo que tenha ficado grande demais, ainda havia o cheiro dele lá e era isto que importava.

Voltou para o quarto, e abriu a porta para o cão que raspava as patas poder entrar. Assim que abriu, Hank correu e jogou-se na cama, no lado onde Grissom dormia. Ela se deitou ao lado dele, e o abraçou.

- Eu também sinto saudades dele. – Murmurou para o cão que respondeu com um pequeno choro. – Agora vamos dormir.

Ela fechou os olhos, e em seguida caiu em um sono profundo, porém parecia que nem mesmo mergulhada nos sonhos ela podia esquecer o homem que amava e a saudades que sentia dele.

- Não entendo por que fez tudo isso. – Disse Grissom alguns momentos após o jogo que fizeram, já solto com a linda e jovem morena, agora também nua, em seus braços. Deitados na cama praticamente colados e cheios de amor.

- Isto lhe dá prazer, e confesso que a mim também. É saudável para um relacionamento apimentar um pouco a relação. – Ela sorriu. – E, obrigada por me ajudar a livrar-me daquela roupa. – Riu.

- Do jeito que estava mandando eu não tinha escolhas. – Brincou também. – De verdade Sara, eu não quero que faça isto por qualquer outro motivo que não seja você e eu. Eu te amo e espero que nunca duvide disto.

- Eu também te amo. E... E eu sentirei saudades.

- Eu também sentirei sua falta.

Acordou alguns instantes depois sabendo que não conseguiria livrar-se da lembrança de Grissom, e a única coisa que sabia é que o queria de volta o mais rápido possível, talvez com ele por perto enfrentar os problemas que vinham seria muito mais fácil.

Fitou o cachorro roncando. Riu baixo tentando não acordá-lo.

- Eu te amo Gil. – Murmurou para si mesma.

Deitou a cabeça novamente no travesseiro e forçou-se a descansar um pouco, se Grissom dominasse seus sonhos, apenas agradeceria, não havia nada nem ninguém com que quisesse sonhar além de Gilbert Grissom.

 

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