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pelo seu amor (eu farei o que você quiser)

Summary:

“Se você não me quer, apenas diga,” ela o desafiou, com olhos brilhantes e orgulho ferido. “Eu desejo ouvir.”

Ele descobriu que não poderia mentir. Não para ela, não sobre isso — não com o cheiro da sua essência ainda em seus dedos, com o gosto de seus suaves e exigentes lábios em sua boca e com a lembrança calorosa do formato de seu corpo tão fresca em sua mente.

“Eu quero você.”

Rhaenyra encontra Daemon no lado de fora do bordel e o confronta. Também conhecido como outro caminho que o episódio 4 poderia ter tomado.

Notes:

Fanfic traduzida pela incrível Daniella, obrigada chuchu!!

Tenham paciência comigo, os diálogos em itálico acontecem em Alto Valiriano. Não tive paciência pra traduzir.

Eu também criei uma playlist para esta fanfic, espero que gostem!

Muito obrigada Mel ser minha leitora beta em inglês em uma sala com 6 pessoas gritando descontroladamente.

Em breve postarei o capítulo bônus baseado no episódio 5 porque vício daemyra é real!

(See the end of the work for more notes.)

Chapter Text

O que está feito está feito. Pensou Daemon enquanto pisava no lado de fora do bordel, entrando na rua movimenta pela vida noturna. 

Eles foram vistos ele certificou-se disso. Os olhos do espião os seguiram enquanto entravam, e com certeza identificariam Rhaenyra saindo com o seu cabelo prateado esvoaçante. O fato de que não havia consumado o ato seria insignificante. Rhaenyra, o Deleite do Reino, a herdeira do trono de ferro, havia sido vista em um puteiro imundo, um lugar impróprio para alguém de sua posição. O fato sozinho já era capaz de questionar a virtude dela. 

Foi isso que se propôs a fazer. Não foi? Manchar sua reputação, talvez ter alguma diversão. Então por que ele se sentiu culpado e envergonhado pelo que fez? Por que ele estava irritado, se ele havia alcançado seu objetivo? 

“Me dê o mais forte que tiver,” o Príncipe Desonesto disfarçado murmurou para a senhora vendendo licores na rua enquanto jogou uma moeda. 

Ele não estava contando com Rhaenyra se divertindo e o retribuindo. Ela estava hesitante no começo, sim suas mãos trêmulas não passaram despercebidas, nem sua excitação e medo enquanto Daemon roubava beijos de sua boca. 

Ela o beijou de volta. Ela o trouxe para perto, inclinou suas costas em rendição, e sorriu com pálpebras trêmulas em vez de se assustar e recuar para trás. Aquilo havia fugido do controle. 

Ele não queria o trono. Não verdadeiramente. Daemon não tinha nenhuma intenção de se sentenciar à uma vida de diplomacia calculada e fastidiosas reuniões do conselho. Ele queria o conforto e prestígio que vinha com aquilo. Ele desejava ver o caos florescer e Viserys furioso, mas no fundo de si, Daemon sabia que usar Rhaenyra era apenas um jeito mesquinho de se vingar de seu irmão. 

Ela não merecia ser envolvida nisso. Infelizmente, era tarde demais. Não havia como voltar atrás. 

“Você me deixou!” 

Quando se virou, Daemon foi lanceado pelos olhos exigentes de Rhaenyra, ardendo em fúria, orgulho ferido e luxúria. Combinava com ela, ele pensou vagamente. A raiva despertou sua natureza draconiana e ela foi atrás dele. Daemon se arrependeu por não ter desaparecido mais rápido, mas seria uma mentira negar que estava orgulhoso dela. Era uma caçada como a de mais cedo naquela noite, apenas os papéis estavam invertidos. Era a sua vez de ser a presa. 

Ela encurtou a distância entre eles. Sua voz se manteve baixa para não atrair ainda mais atenção para ela do que o seu cabelo prateado incandescente já atraía.  

Você me deixou sozinha, envergonhada em um puteiro imundo,”  sua língua era afiada, principalmente em Alto Valiriano. Eles sempre preferiram falar em sua língua materna, diferente de seu irmão. 

Seu irmão havia tão pouco dele nela. Rhaenyra seria o dobro de monarca que seu pai jamais seria se ela tivesse nascido um homem. Intensa, mandona, charmosa e inteligente, ainda assim nenhuma dessas coisas importavam para os lordes ou para os súditos. Teimosa, Rhaenyra não reconhecia isso. 

Minhas desculpas, Princesa,” ele murmurou de volta, calmamente e cuidadosamente. Ele não estava contando com ela lhe achar, ele não tinha nenhuma desculpa na ponta da língua para amenizar seu orgulho ferido. 

Por quê?” Havia dor e preocupação em seus olhos claros, que enchiam de lágrimas. Ela não derramaria uma gota, ele sabia disso, mas tal circunstância não tornou o ato menos comovente. “Por que você faria isso comigo? 

Era horrível vê-la daquela forma. Daemon desviou o olhar, mas Rhaenyra se aproximou. Seu sangue borbulhava com frustração e desejo. Ele não queria encarar sua expressão desapontada e chorosa novamente, e isso o enfureceu tanto que ele se permitiu estar naquela situação. Um dragão não deveria sentir culpa por tomar o que queria, e não deveria ter sua natureza questionada. Assim como Rhaenyra. 

Talvez fosse o contraste chocante de sua beleza naquele cômodo mal iluminado contra a parede decadente e mofada que lhe tirou de seus devaneios. 

A percepção de que ela era o sangue da Antiga Valíria trazida para os bairros mais miseráveis e desagradáveis da Baixada das Pulgas por ele e, ainda querendo deixar que ele tomasse sua virgindade ali, floresceu. 

Era um lugar inapropriado para Vossa Graça e eu fiquei envergonhado com meu comportamento,” ele poupou um olhar para ela enquanto falava, mas a expressão de Rhaenyra estava ilegível além de sua raiva. 

Seus olhos claros brilharam enquanto se aproximava, pegando o copo de licor que Daemon estava segurando e derramando em sua camisa. Ela não quebrou o contato visual, e Daemon deu um pequeno suspiro de frustração e seu coração se encontrava acelerado. Ele continuou impassível, esperando por suas palavras mordazes. 

Você me deixaria lá, envergonhada, abandonada, e iria encontrar conforto com uma prostituta? Por que faria isso? 

Havia um desafio em sua voz que lhe pegou de surpresa. Em outra circunstância, ele teria rido  intimidado por uma jovem mulher qualquer?

Mas essa não era qualquer uma. Essa era Rhaenyra Targaryen. 

Ele achou impressionante, ainda assim fascinante como Rhaenyra e ele era tão parecidos. Então era assim que alguém se sentia ao ser encurralado pela ira de um dragão? O orgulho e a força da futura governante do reino brilhou através da dor de Rhaenyra. 

Daemon sentiu os cantos de seus lábios torcerem ao olhar para ela, não com medo, mas com admiração. 

“E o que faria, então? Contaria ao seu pai?" Ele sorriu maliciosamente, e Rhaenyra o empurrou ou melhor, tentou para afastá-lo. 

“Talvez devesse,” Ela rosnou, com as bochechas ficando rosadas. “Ele ficaria furioso e o mandaria para o exílio por...” 

“Por mostrar à sua filha, uma mulher crescida, como as pessoas sentem seus prazeres?” 

Seria adorável se não assustador como Rhaenyra estava sem palavras, tão além de sua raiva que era incapaz de falar. Daemon sabia. Ela estava machucada, confusa, e ele estava brincando com ela e com seus sentimentos como um gato brinca com a sua comida. 

“Se você não me quer, apenas diga.” 

Daemon continuou parado, mantendo o olhar de examinação dela, o que fez ele querer ter uma expressão vazia. Mas Rhaenyra não era só qualquer mulher, que deveria bater nele por sua audácia e ir embora, como ele imaginou que talvez fosse.

“Eu desejo ouvir.” Rhaenyra insistiu. 

Ela o encarou, desafiadora, régia, e com uma ponta de esperança em seus olhos. Era admirável como o sangue do dragão fez ela tão imponente. Daemon sentiu pena e inveja por todos os homens ou mulheres que já se apaixonou por ela, pois Rhaenyra tinha o sangue dos conquistadores dentro de si e subjugaria e domaria qualquer um que ela desejasse, tomando o que queria e deixando o caos em seu rastro. 

Ele descobriu que não poderia mentir. Não para ela, não sobre isso não com o cheiro da sua essência ainda em seus dedos, com o gosto de seus suaves e exigentes lábios em sua boca e com a lembrança calorosa do formato de seu corpo tão fresca em sua mente. 

Havia uma vulnerabilidade que era raramente vista nos olhos de Daemon quando olhava-a de volta. Um lampejo de sinceridade tão comovente quanto caloroso. Ele sabia que ao admitir teria consequências, mas teria assim como qualquer coisa que havia feito naquela noite até agora. Era tarde demais para voltar atrás.

“Eu quero você,” Daemon confessou calmamente. 

Um pequeno e aliviado sorriso floresceu nela. A raiva e tensão visivelmente vazavam de seu corpo. Os olhos de Rhaenyra estavam mais suaves, quase gratos, e isso arrebatou o coração de Daemon de uma maneira que o deixou sem palavras para descrever. 

Ele estava condenado.

Daemon alcançou Rhaenyra, posicionou ambas as mãos em seu rosto, e a trouxe para um beijo. Um lento e apologético beijo que Rhaenyra impacientemente exigiu mais. Ela ainda o puxou para perto, apertando os punhos nas roupas dele para assegurar que ele não fugiria. 

Ele não tinha nenhuma intenção em fugir, exceto talvez para algum outro lugar. 

“Venha” Daemon disse contra seus lábios, colocando seu braço em seus ombros trazendo-a para o refúgio de sua capa. “Vamos achar um lugar apropriado.”       


 Eles voltaram para o castelo de mãos dadas, roubando beijos e trocando carícias nos becos escuros que havia no caminho. 

Se Daemon estava resolvido em levá-la ao seu quarto para dar à ela um próprio tratamento de princesa, Rhaenyra não iria se opor. Ela teria o aceitado no bordel, ou para um dos becos como viu vários casais fazendo não tinha importância para ela. Ele tinha aberto seus olhos para algo muito mais precioso, que era dela a decisão de com quem e quando ela iria ter prazer. Não são muitas mulheres que possuem a escolha de quem será o seu primeiro, especialmente quando são princesas. 

Rhaenyra não era tola. Ingênua, sim, mas não inocente. Ela sabia que havia segundas intenções nas ações de seu tio, como levá-la para um lugar onde certamente levantaria sobrancelhas caso as pessoas descobrissem. Mas também houve o seu lado carinhoso, como a conversa que tiveram mais cedo naquela tarde, e o que ela esperava ser a afeição sincera de seu tio. Talvez ela estivesse pensando demais em seus motivos. 

Era, contudo, confortável e excitante ter a atenção total dele para si. Ser vista como uma mulher, desejada como uma  diferente de todos os candidatos do cortejo que ela teve de tolerar. Eles a viam como uma coroa, como um meio para o fim, para um status elevado. Mas Daemon a enxergava como era; e o mais importante, Daemon entendia ela como mais ninguém poderia. 

Ela seria injusta consigo mesma se tivesse negado que nunca pensou nele sensualmente. Talvez fosse o sangue de sua família, a tradição Valiriana, que a induziu tais pensamentos, ou talvez fosse a maneira como ele sempre pareceu levado com ela que favoreceu a tendência de se sentir de tal maneira. Uma combinação de fatores que ela não estava tão determinada em analisar naquele momento. 

Rhaenyra era familiarizada com as tradições Targaryen. Ela conhecia as histórias e eram semelhantes o suficiente com seus parentes vivos para saber que algumas preferências ainda eram verdadeiras. Portanto, não era uma grande surpresa quando ela começou a notar pequenos detalhes que apontavam nessa direção. 

Contudo, foi na Pedra do Dragão, quando montou em Syrax para recuperar o ovo de dragão, que ela teve certeza que perseguia aquela sensação. A validação, admiração e a emoção de ser considerada como igual ou possivelmente ter total controle da situação. Quando desafiou Daemon, deixou claro que ele não a intimidava e fez muito mais que a Mão e a Guarda do Rei esperavam. 

Talvez o assombro silencioso com que seu tio a olhava tenha despertado algo nela – algo sobre buscar sua reverência, superando-o com seu conhecimento e charme. Rhaenyra retornaria para aquela memória, revivendo o olhar avaliador e orgulhoso que Daemon lhe dirigiu antes de abandonar o ovo. Ela sabia então que ele poderia ser uma teimosa força do caos, como os dragões eram, mas ele não seria capaz de negá-la a verdade e o que ela desejava. 

Escapou-lhe como seu pai nunca pensou em casar Daemon e ela. O antigo e a atual herdeira, juntos nas tradições Valirianas Antigas, honrando a memória de sua casa e de seus ancestrais. Fogo e sangue. Apenas um dragão poderia entender outro dragão. E ela se via nele. 

Os aposentos de Daemon eram um pouco menores e mais bagunçados que os seus, apesar de certamente serem mais confortáveis que uma parede suja de um bordel. Faltava atmosfera, de certa forma, mas isso foi substituído pela intimidade à luz de velas e o cheiro fraco de trajes para montaria de dragão. Ela não teve muito tempo para entrar no quarto, assim que Daemon fechou a passagem, ele pressionou seu corpo contra o dela novamente. 

Já esteve com um homem antes?” Ele a questionou, e apesar de ter certeza que ele sabia a resposta, ela conseguiu sussurrar um fraco não. 

As mãos dele começaram a desfazer os laços da camisa que ela usava, mais devagar do que o necessário em comparação aos que ela amarrou apressadamente antes de deixar o bordel.

Então irei te mostrar como dar prazer para um homem, e como você pode ter o seu prazer,”  Daemon sussurrou em seu ouvido, a sua respiração quente fazia os pelos de seus braços arrepiarem. “É isso o que você quer? 

O coração de Rhaenyra martelou em seu peito. Sua respiração pesou e sua mente nublou com desejo. Ela forçou os olhos a se abrirem e procurou os de Daemon, encarando profundamente sues olhos violetas para que ele não duvidasse de seus desejos. 

Sim. Me mostre.” 

Ela o puxou para mais perto, pressionando seu corpo contra o dele como o mesmo tinha feito antes, apesar de que dessa vez Rhaenyra estava de frente para ele e oh, que deleite era aquela intimidade. Seus lábios exploraram a curva de seu pescoço, quente e suave, provocando breves suspiros enquanto suas mãos abaixavam as calças que a cobriam, encontrando a intimidade quente dela, retornando ao trabalho com seus dedos ágeis.

Ela envolveu o pescoço de Daemon com o seu braço, inclinou a cabeça para trás e fechou os olhos, focando no toque alheio e como ele a explorava. Daemon sem dúvidas era experiente, pois não perdeu tempo em encontrar a fonte daquela sensação brilhante e enlouquecedora, fazendo movimentos suaves, porém firmes, que fizeram seus joelhos fraquejarem sob seu peso. Não era como ela estava acostumada a se tocar, mas a imprevisibilidade de alguém a tocando era fascinante. 

“Por mais prazeroso que seja,”  ela respirou contra seus lábios, “Temo que eu já conheça essa 

Tenha paciência, pequeno dragão,” Daemon a interrompeu, usando sua outra mão para erguer seu queijo e fazer com que ela lhe olhe em seus olhos. O desejo queimou no baixo ventre de Rhaenyra enquanto Daemon definiu a pressão e o ritmo ao gosto dela. 

Rhaenyra se contorceu sob seu toque, incapaz de desviar o olhar e incapaz de resistir por muito mais tempo. Ela queria mais, precisava de mais, e olhar nos olhos do Príncipe Desonesto ascendeu um fogo mais quente que mil dragões dentro de si. Sua mente a lembrou das imagens das pessoas no bordel, buscando além após se desfazerem e ela ansiava para ter sua vez de tentar.  

“Daemon,”  Ela gemeu suavemente, abandonando seu orgulho e, pressionando contra a mão dele, balançando os quadris e perseguindo aquele acúmulo de sensações que estava chegando rapidamente. 

O estado latejante e duro do membro dele contra sua coxa a deixou frustrada ela queria aquilo, queria tudo. Não seria justo que ele negasse isso a ela. Se ela quisesse agradar a si mesma daquela forma, ela o faria em seus aposentos como das outras vezes. Mas se Daemon estava ali, ela queria ele. 

Em troca, ele a calou pacientemente, e em questão de segundos, Rhaenyra se desfez sob os toques experientes de Daemon. Ela se agarrou a ele, tensionando e tremendo enquanto seu ápice a inebriou em ondas incandescentes. Ela não sabia dizer se gritou alto ou simplesmente deixou sua boca aberta em silêncio. Seus batimentos cardíacos ensurdeceram seus ouvidos. 

Por um momento, o fogo ardente que Daemon ascendeu dentro dela naquela noite havia sido saciado enquanto recuperava o fôlego, usando cada fibra sua para não se soltar dele. Seus olhos escurecidos encontraram os de Daemon, e ele recitou poemas de devoção em sua intensidade. Rhaenyra quase sentiu vergonha pelo seu olhar caloroso, mas retribuiu com um sorriso satisfeito enquanto ele retirava a camisa que vestia por cima de sua cabeça. 

“Cansada?” 

Ela riu, “Apenas preciso de um momento.” 

A parede atrás dela parecia fria contra sua pele, e agora sua figura nua só evidenciou o quão irritantemente Daemon estava vestido. 

Eu quero ver você”, suas palavras estavam entre uma ordem e um apelo, mas a expressão fascinada de Daemon a guiou para o conforto. Ele a encarou com expectativa e Rhaenyra interpretou isso como um convite silencioso. Devagar e cautelosas, suas mãos deslizaram para dentro do tecido áspero de sua túnica, explorando pouco a pouco com curiosa hesitação. Enquanto as pontas de seus dedos encontraram a pele dele, ela sentiu um sorriso espalhando-se pelo seu rosto. Daemon era quente, tão quente quanto a asas de Syrax. Suas bochechas se tornaram rosa ao pensar como seria sentir a pele dele em contato com a sua. 

Tentativamente, Rhaenyra deslizou suas mãos mais para cima, mapeando o corpo dele e tomando seu tempo seguindo os formatos de seu abdômen firme, macio e até seus lados. Seus toques gentis fizeram Daemon tremer levemente, provocando uma risada nela.

Nervoso?” Ela não conseguiu resistir e provocou, encarando-o com expectativa que o fez rir silenciosamente. 

Como eu não estaria?

Rhaenyra sabia que ele estava agradando-a, mas essas palavras acalmaram sua confiança se seu semblante não deixasse nada para ser questionado. Arrastando para cima, ela retirou a túnica, que Daemon prontamente puxou por cima de sua cabeça. 

“Venha cá,” Rhaenyra o trouxe para mais perto das velas, sentindo a curiosidade efervescente misturar com algo a mais. 

Daemon estava em forma, magro e forte, com cicatrizes prateadas salpicadas por sua pele, que fez Rhaenyra desejar ter todo o tempo do mundo para passar seus dedos nelas. Ela havia visto homens sem camisa antes, sim, mas esse era Daemon e ele estava tão perto que ela conseguia sentir o calor de sua pele irradiando como uma lareira em um cômodo gelado. Ousada e segura, Rhaenyra passou suas mãos pelo peitoral de Daemon, mantendo seu olhar enquanto decidia o que faria a seguir. Como se estivesse lendo sua mente, Daemon segurou sua mão e pelos deuses, como sua mão parecia pequena quando estava envolvida na dele  e a trouxe para seus lábios, beijando os nós de seus dedos um por um com reverência. 

Sim, reverência. Ela esperou pela afeição dele, pelos elogios e pela adoração. E o olhar que Daemon mantinha ao admirá-la fez Rhaenyra entender silenciosamente o porquê de tantas batalhas serem travadas em nome do amor. Fez ela sentir como se nada no mundo importasse e esse pensamento por si só reascendeu o fogo ardente em sua barriga. Serpenteando seu braço pelo pescoço dele, passou seus dedos pelo seu cabelo prateado. Rhaenyra esticou a cabeça e capturou os lábios de Daemon juntando-os em um beijo, um que ela esperou que falasse por ela e desse sentido à tudo o que ela sentia por ele. 

E talvez falou, pois depois deixaram os beijos se tornarem algo quase selvagem. Daemon pareceu reunir sua compostura e puxou-a para sua cama. Rhaenyra estava ansiosa, segurando sua mão como se estivessem de volta às ruas, dobrando entre esquinas escuras onde ela não tinha certeza onde aquele caminho os levaria, embora confiasse em Daemon. Ela subiu na cama e seus joelhos afundaram no colchão macio, esperando Daemon fazer o mesmo, ainda assim, ele não o fez. Ele se manteve ao pé da cama, tão alto, imponente e cheio de um desejo que Rhaenyra só poderia descrever com receio enquanto ele a olhava fixamente. Ela se sentiu como um cordeiro pronto para ser devorado por um dragão faminto. 

Ela fez bem ao lembrar que ela também era um dragão. 

No momento em que Daemon abriu a boca, talvez para dizer algo, Rhaenyra se inclinou e beijou sua clavícula, traçando um caminho de mordiscadas e beijos suaves até sua mandíbula e orelha, antes de juntar seus lábios. Ela queria, ela desejava e ela tinha fome. Uma parte dela gostaria de ver até que ponto Daemon poderia manter a sanidade, antes de se entregar à loucura para que ela pudesse ter um pouco de dificuldade para controlar a situação. 

Deseja tentar algumas das coisas que viu hoje? Sua voz era aveludada e Rhaenyra se orgulhou disso. Enquanto mantinham suas testas apoiadas uma na outra, ela notou que, tanto quanto ela, Daemon quase transbordava de desejo. 

Sim. Por favor. 

Daemon subiu na cama e, antes mesmo de perceber, Rhaenyra estava pressionando seu corpo no dele novamente. A pele de Daemon era quase febril contra a dela e, de maneira enlouquecedora, ela puxou o corpo dele para cima de si, buscando por mais do prazer indescritível que a pele dele contra a dela fornecia. Deitando com o seu peso em cima dela, Rhaenyra pôde sentir cada curva do corpo de Daemon. O formato de seu pênis encostava em sua barriga, fazendo-a se mexer no colchão para pressioná-lo contra o lugar onde o calor se acumulava nela. Daemon deixou um suave gemido escapar quando ela moveu os quadris em contato com o pênis dele devagar, porém firmemente, e o som apenas a encorajou a continuar. 

“Rhaenyra,”  ele gemeu baixo contra os lábios dela, quase como uma prece, uma reflexão tardia enquanto ele também balançou os quadris em conjunto com ela. 

Por favor,” ela implorou. Suas unhas roçaram na pele de suas costas e Daemon rosnou. 

Você está me enlouquecendo,  Rhaenyra sorriu para si mesma, mordendo o ponto sensível da orelha dele. 

É porque eu quero você. Se me der o que desejo, eu posso ser bem mais agradável,” foi a sua resposta sussurrada, rebolando contra a forma inchada de seu pênis. As calças de Daemon estavam molhadas com a sua essência e o vinco entre as sobrancelhas dele falavam muito sobre o seu autocontrole. “Há tantas coisas que eu quero tentar... com você. 

Daemon agarrou seus lábios em um beijo exigente antes de se afastar e sentar em seus calcanhares. Ela quase estremeceu com a perda de calor e seu protesto foi silenciado pelo movimento de suas mãos brincando ao desamarrar suas calças. 

Então é melhor se comportar, pequeno dragão,”  ele prometeu com os olhos perfurando a alma dela. “Eu posso te dar muito mais do que imagina. 

As mãos impacientes dela foram ajudá-lo e Daemon não conseguiu conter uma risada suave ao ver seu entusiasmo. A beijando gentilmente, ele mudou para uma posição mais confortável antes de tirar sua última peça de roupa. Para a surpresa dela, o pênis de Daemon estava molhado e ela não conseguiu desviar o olhar enquanto pensava nas possibilidades. 

Daemon pegou sua mão gentilmente e a guiou até seu comprimento. Sua mão quente e calejada envolveu a dela apenas para orientá-la. Ele ditou o ritmo e pressão, e Rhaenyra mordeu o lábio inferior enquanto observava a expressão dele.

Ele afrouxou o aperto na mão de Rhaenyra e lhe entregou o controle da situação, deixando sua mão em cima da dela e permitindo-se aproveitar o seu toque. Daemon era o retrato perfeito da luxúria com seus olhos fechados e com a cabeça inclinada para trás, a boca aberta para apenas para desafiar Rhaenyra a vir e roubar-lhe beijos. Ela absorveu a cena, desejando gravá-la na mente e guardá-la para sempre, entregando-se ao privilégio que era assistir essa cena tão íntima. Enquanto o vinco de suas sobrancelhas ganhavam lascas de sombra, seu peito subia e descia ao responder os toques de Rhaenyra e seus lábios se curvaram ao gemer de prazer. 

Doce Rhaenyra,” Daemon murmurou como uma prece e a princesa pôde sentir arrepios percorrendo seu corpo em resposta. “Como eu te desejo, minha princesa. 

Ela sorriu, acariciando a ponta do comprimento dele com a ponta do polegar, promovendo um leve estremecimento. 

Eu posso ser sua,”  ela sussurrou, inclinando-se para mais perto e roçando seus lábios nos dele, segurando seu rosto com a outra mão. “Basta você pedir.” 

Daemon abriu seus olhos, escurecidos pela luxúria e a encarou de volta com um sorriso malicioso e debochado, que agitou o coração de Rhaenyra. 

“Tão ansiosa,” sua voz baixa e aveludada atiçou o fogo que queimava dentro dela. “Sim, eu te desejo e há tanto que posso te dar,”  respondeu serpenteando um braço ao redor da cintura dela. Daemon a puxou para mais perto, quase colocando-a em seu colo. “Se nós ao menos tivéssemos mais tempo 

“Nós podemos ter todo o tempo do mundo,” Rhaenyra sorriu, capturando o lábio inferior dele entre os seus. “Você pode pedir a minha mão. Eu aceitaria.” 

Daemon sorriu, ladino, “Tentador.” 

Uma parte dela, maior do que gostaria de admitir, esperava que ele pedisse por sua mão. Logicamente, ela sabia que não deveria se atrever a manter esperanças casamento era um acordo político sob a óptica das lições que Daemon a ensinou. Como se não bastasse, Daemon já era casado e ela sabia que, apesar dele não gostar de sua esposa, não havia como esperar por uma anulação. 

Tentando não pensar muito sobre isso, ela envolveu os lábios de Daemon em um beijo e focou apenas naquele momento se concentrou no quão quente era a sensação dele em suas mãos, na maneira como seus quadris se moviam contra os dela, espelhando a dança dos corpos no bordel e como sua respiração se tornava mais pesada e rude ao que a intensidade das carícias aumentava. Daemon segurou a mão dela de maneira mais firme e o ritmo de seus quadris ficaram mais exigentes conforme sua respiração ofegava. 

Eu quero você, por favor,” Rhaenyra insistiu, quase implorando, e desejando finalmente senti-lo dentro dela. A princesa ansiava para ele preenchê-la e extinguir seu fogo interno. 

Daemon rosnou e Rhaenyra não sabia dizer se era de prazer ou impaciência. Ele não negou seu desejo, mas em vez de atendê-lo completamente, ele posicionou seu pênis no ponto sensível dela, provocando-a e enviando maravilhosas ondas de choque para seu corpo em cada impulso proposital. As unhas de Rhaenyra cravaram em seus braços enquanto Daemon derramava seu prazer em seus corpos, pintando a barriga dela com jatos espessos.

“Daemon...” 

Minhas desculpas,”  ele a beijou ternamente e sua respiração ofegante e quente acariciou as bochechas dela. “Eu vou compensá-la por isso. 

Com muito cuidado, Daemon deitou sua princesa de costas no colchão, admirando cada ponto de seu pescoço e rosto que ele pousou os lábios. Rhaenyra envolveu suas pernas na cintura dele determinada. Aquela mensagem silenciosa e teimosa o fez rir suavemente enquanto sua boca viajou para seus seios, deixando pequenas marcas rosadas, mapeando o local. 

Linda...” 

Um brilho de orgulho e possessividade surgiu quando Daemon a olhou e isso fez com que algo se desenrolasse dentro de Rhaenyra. Sim, ela desejava ser admirada por ele desta maneira incontáveis vezes mais. Ser olhada como um tesouro, um ser único e selvagem que tem esse montador de dragão rebelde apaixonado por ela. 

Minha rainha,”  ele sussurrou em seu ouvido, retornando para a trilha de beijos e mordiscadas por todo o seu torso, descendo ainda mais, fazendo-a tremer em antecipação. “Permita-me jurar minha lealdade a você.” 

Puxando os quadris dela para mais perto da beirada da cama, Daemon ajoelhou-se e, sem vergonha alguma, a beijou em sua intimidade. Sua língua lisa e firme desenharam formas em torno de sua pérola sensível, arrancando gemidos dela. As mãos dele viajaram para seus seios e seus dedos brincaram lentamente com os mamilos em sincronia. Rhaenyra podia jurar que morreria sob tamanho estímulo. Seus quadris moveram-se para encontrar a língua experiente de Daemon, buscando mais daquele daquela sensação indescritível. E, enquanto lutava contra suas pálpebras trêmulas, ela encontrou seu olhar lascivo e nublado pelo desejo. 

Eu sinto que 

Ela não conseguiu terminar a frase, a língua de Daemon roubou seu fôlego assim como suas palavras. Aquilo era demais. O coração dela se agitou e tinha uma sensação elétrica em seu corpo. Ainda assim, ela não conseguiu desviar o olhar da imagem libertina de Daemon. E, como se fosse para testar e provocar seus limites, Daemon deslizou uma mão lentamente pela sua pele e circulou sua entrada molhada antes de introduzir um dedo.

Era demais. Rhaenyra não era capaz de manter seu controle, não mais. Caramba, como ela desejava tê-lo dentro de si ela sentiu que precisava disso mais do que o próprio ar no momento, e seu dedo não era suficiente. Sem nenhum traço de vergonha, ela rebolou seus quadris contra Daemon, deixando vários palavrões inapropriados para uma rainha escaparem.

Mais,” ela implorou. Seus dedos enroscavam-se no cabelo prateado de Daemon, puxando-o gentilmente e guiando-o para o prazer dela. “Mais, Daemon, por favor. Eu preciso de você. 

Obediente, Daemon inseriu um segundo dígito nela e a sensação de alongamento pareceu ótima, mas ainda insuficiente. Os dedos dele se curvaram e bombearam em sincronia com a língua experiente de Daemon. Ao pressionar o local mais sensível, Rhaenyra se contorceu sob seus toques. Ela conseguia sentir a sensação de mais uma onda incandescente pronta para esvaziá-la aumentando, era um clímax tão intenso que ela pensou jamais ser possível. 

E foi olhando nos olhos de Daemon que ela se desfez. A imagem dele em completo assombro e deleite no meio de suas pernas e suas mãos em seu cabelo desgrenhado pintavam o retrato perfeito de adoração e submissão que era demais para ela aguentar. O corpo dela arqueou e o calor espalhou-se por seu corpo lentamente. Ondas enlouquecedoras de prazer fizeram seus dedos dos pés se contorcerem e sua vagina apertar em torno dos dedos de Daemon. Dessa vez ela sabia que havia chorado de prazer. Seu peito pesado e sua garganta seca, assim como lágrimas acumuladas nos cantos de seus olhos eram a prova disso. 

Gentilmente, Daemon acariciou seus braços e pernas com uma devoção silenciosa. Rhaenyra apenas podia oferecer um sorriso em troca, olhando com amor para o quão cuidadosa foi a maneira que Daemon a colocou em uma posição mais confortável na cama. Era como se cada parte do seu corpo tivesse relaxado sob os toques dele e agora ela estava cansada demais para pensar na bagunça que estava. Daemon se inclinou e beijou seus lábios, fazendo-a sentir o próprio gosto.

“Satisfeita?” Ele perguntou provocante. Rhaenyra era capaz de apenas sorrir sinceramente e concordar, usando toda a sua força para envolvê-lo em seus braços em um pedido silencioso para que ficasse com ela por mais tempo. “Estarei com você em um segundo.” 

Os olhos dela o seguiram enquanto Daemon pegava um copo se água e uma toalha molhada, trazendo para ela. Rhaenyra aceitou o copo de bom grado, bebendo em goles ansiosos ao mesmo tempo que Daemon a limpava com gestos carinhosos. 

“Eu deveria voltar para o meu quarto?” Ela perguntou, tentando ao máximo lutar contra a sonolência que começava a dominá-la apenas para poder aproveitar o momento um pouco mais. 

Daemon balançou a cabeça. 

“Não há necessidade de se preocupar com isso agora,” ele prometeu, beijando a testa dela e a trazendo para seus braços, “Eu cuidarei disso para você mais tarde.” 

Rhaenyra não era capaz de dizer por quanto tempo conseguiu aproveitar aquele momento. O calor de seus braços e a segurança que ela sentia com ele a embalaram para dormir. Daemon desenhou padrões irregulares na pele de suas costas enquanto a abraçava. As pálpebras dele pesavam de sono, mas ainda era teimoso em se deixar descansar.

Ela estava ciente de que teria de lidar com as repercussões pela manhã do dia seguinte, mas nada disso parecia importar mais do que Daemon a segurando em seus braços. Rhaenyra delineou as curvas da boca dele com as pontas de seus dedos, assistindo em silêncio enquanto ele a observava com um semblante intrigante. 

O sono deve tê-la vencido em algum ponto, o contrário depois de estar tão confortável em abraço caloroso seria impossível. Na manhã seguinte, ela encontrou a si mesma em seu próprio quarto, nua sob as cobertas, exceto pelo colar que Daemon havia dado para ela anos atrás. Ela sorriu para si mesma enquanto tocava o objeto, contente como um gatinho. Os leves desconfortos serviam como lembretes prazerosos da noite que havia passado. 

Notes:

Espero que tenham gostado! Eu precisava colocar isso para fora. As minhas habilidades de escrita estão enferrujadas, mas eu espero ter escrito algo ao nível do olhar feminino de Clare Kilner, tão maravilhosamente presenteada para nós.

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