Chapter Text
Reddington se encontrava sentado em uma poltrona confortável na varanda de uma cobertura luxuosa de um prédio em Washington. Ao seu lado uma garrafa de Whisky a qual ele colocava doses em seu copo a cada minuto que se passava.
- Você não deveria beber demais, Raymond. - Dembe orientou.
- Não se preocupe, Dembe, está tudo bem. - Red disse de forma tranquila.
- Não, Raymond. Não está tudo bem. Elizabeth não vai te perdoar por hoje.
Reddington encarou Dembe com o semblante cansado.
- A quantos anos mesmo você vem me dizendo que a Lizzy não irá me perdoar? Já perdi as contas. - Falou de forma irônica.
No mesmo instante o celular de Dembe tocou, o mesmo pegou o aparelho do bolso e viu que era Elizabeth.
- É ela, Raymond.
Red estendeu a mão para que seu fiel amigo lhe entregasse o aparelho.
Ao atender falou quase em sussurro.
- Lizzy.
- Seu desgraçado, ainda tem a capacidade de falar com essa calma. - A mulher que estava dominada pela raiva e tristeza, gritava do outro lado da linha. - Você matou a Katarina, minha mãe. Matou ela na minha frente, mesmo eu tendo te pedido para que não fizesse isso. A única pessoa que eu ainda tinha na minha vida, que depois de anos se escondendo para me proteger, reapareceu para ficar ao meu lado. Você é um monstro, seu maldito. Eu te odeio.
- Você não entende, Lizzy. Ela não era quem você pensa que era. E o que fiz foi para te proteger, porquê amo você.
- Não diga que me ama, seu maldito. Eu tenho nojo de você, agora mais do que nunca.
- Não, Lizzy. Você me ama também. Eu sei disso.
- Eu te odeio.
- Amor e ódio andam de mãos dadas...
- Cala essa boca e pare com essas suas frases idiotas. To ligando só para te avisar que eu vou acabar com você, Reddington. Eu vou te matar nem que seja a última coisa que eu faça na vida. Vou te destruir, seu demônio. Você é uma desgraça e isso vai ter fim. - Lizzy falou chorando, com tom de ódio na voz e desligou em seguida.
Red devolveu o celular para Dembe.
- Elizabeth pode se tornar um perigo, Raymond. - Dembe falou alertando.
- Elizabeth já é perigosa e ela vai buscar vingança a todo custo, Dembe. Ela é inteligente e maravilhosa, aprendeu muitas coisas e irá colocar tudo que sabe em prática. Ela virá com tudo para me destruir.
- E o que você irá fazer?
- Não sei.
- Você deveria contar a verdade para ela.
-Não.
- Também nunca deveria ter se envolvido romanticamente com ela, Raymond...
- Dembe, já chega dos seus conselhos. Me deixe sozinho. - Red falou de forma ríspida encarando o moreno que saiu logo em seguida indo para sua suíte.
Reddington levantou e foi até a vitrola, selecionou o disco do Gordon Lightfoot e colocou para tocar. Apagou as luzes do ambiente, deixando aceso apenas um abajur com a luz fosca. A primeira música a tocar foi Sundown. O homem se sentou no sofá colocando ao seu lado a garrafa de whisky que já estava consumindo, encheu o copo e bebericou alguns goles. Respirou fundo e fechou os olhos.
O rosto transtornado de Elizabeth se fez presente em sua mente, a agonia que viu no olhar dela assim que ele disparou contra Katarina Rostova, foi doloroso. Deixa-la ali, desamparada e chorando no parque sozinha foi uma decisão difícil. A amava, mas, sua missão era livrar o caminho da agente de todos os perigos, mesmo que isso a causasse dor.
Seus pensamento vagaram novamente, indo para o momento em que se beijaram pela primeira vez. Dentro de um contêiner, viajando no navio quando decidiu fugir e esconder a jovem, após ela se tornar uma procurada pelo FBI por matar o procurador geral Tom Connolly.
Keen estava frágil, cansada e carente e seu único porto seguro era justamente ele.
Quando Red abriu as portas do contêiner e olhou para o céu, apontando para as estrelas, explicando para Lizzy que quando os marinheiros estavam perdidos no mar, se orientavam pela estrela Polaris e que ela os levavam de volta para casa.
Elizabeth desviou o olhar do céu e mirou o rosto sonhador do criminoso. Ele continuou a falar, disse a Keen que ela era igual aquela estrela, e que o levaria de volta para o caminho de casa.
Foi o estopim para que Elizabeth se aproximasse e colocasse as mãos no rosto do homem, fazendo a encarar confuso pela atitude inesperada dela.
Ela fechou os olhos e encostou seus lábios nos dele, movimentando vagarosamente, em um pedido mudo para que ele tomasse a iniciativa de aprofundar aquele contato. Red cedeu ao desejo e colocou suas mãos na cintura da mulher e a apertou contra seu corpo, aprofundando o beijo, permitindo que sua língua adentrasse a boca da agente e encontrasse com a língua dela. Sentindo o gosto um do outro naquele beijo quente e molhado. O desejo de se entregarem foi aumentando.
Lizzy sentiu a ereção do homem pulsar, pressionando seu baixo ventre, ela esfregou sua virilha no volume para o sentir ainda mais, arrancando um gemido de Red. Isso a fez descer sua mão direita do pescoço dele para acariciar o membro rígido por cima da calça.
Reddington enrijeceu com o toque, travando o maxilar para manter seu autocontrole. Afastou seu rosto para encarar Elizabeth. Ao se deparar com os olhos azuis intensos da mulher, seu coração bateu ainda mais forte, a achava linda, mas naquele momento ela estava mais linda ainda. Se afastou cautelosamente dela. Puxou as portas do contêiner para fechá-lo. Por fora era apenas um contêiner comum, mas por dentro Red mandou equipa-lo de forma luxuosa. Ao travar a última tranca da porta, sentiu ser abraçado pelas costas, Lizzy o acariciava, dando leves beijos na nuca dele e tentando abrir os botões de seu colete bege que estava por cima de sua camisa social branca. Ele segurou as mãos dela e beijou uma de cada vez.
- É melhor pararmos com isso. - Red falou rouco causando impugnação por parte da mulher.
- Por que? - Lizzy disse contrariada.
- Porque amanhã você se arrependerá se dermos continuidade a isso. Não é certo e não devo. - Disse mesmo querendo o contrário.
A agente não desistiu e prensou ele contra a parede.
- Podemos fazer e eu quero você. Nada impede que isso aconteça. -Disse com um sorriso sofrido
- Tenho idade para ser seu pai.
- Mas não é. E eu já sei disso. Só queria saber quem você é de fato e porquê entrou na minha vida.
- Não posso dizer.
-Então cala essa boca e me beija. - Keen grudou no pescoço do homem e o beijou novamente.
Reddington não resistiu e se rendeu a beijo.
Ela terminou de desabotoar o colete e a camisa dele, deixando a mostra o peito coberto por leves pelos, o deixando ainda mais sexy. O achava bonito, mas nunca o tinha visto sem roupa, e o que estava vendo a deixava ainda mais excitada. Não resistiu e começou a beijar o peitoral, dando leves lambidas no tórax do concierge do crime. Red se arrepiou e se entregou aos seus instintos. Agarrando-a, arrancou com certa urgência a blusa e o sutiã da jovem.
Engoliu seco ao admirar os seios rígidos dela. Deslizou suas mãos pelo corpo macio, analisando a pele branca dela. Se sentiu vitorioso e privilegiado por tê-la inteiramente entregue a ele.
Já havia ficado com várias mulheres, até mesmo mais jovens que Elizabeth. Mas, com ela, era uma sensação diferente. Sempre foi dominador e conquistador. No entanto, com a agente Keen, se sentia vulnerável.
Terminaram de se despir, ficando completamente nus. Raymond a deitou no sofá-cama, distribuído beijos por todo corpo dela. Elizabeth arranhava o peito e pescoço dele, o deixando marcado. Ao passar a mão nas costas dele percebeu as cicatrizes proveniente de queimaduras, mas, não o questionou. Ele dedilhou a intimidade dela, a sentindo toda umedecida, enquanto a penetrava com o dedo, encarava seu olhar, percebendo que ela ficara constrangida, pois estava com a face rubra. Sorriu e a beijou para afastar qualquer insegurança. Se ajeitou entre as pernas dela e encarou novamente aguardando o consentimento ou rejeição dela. Porém, Liz o pediu para que continuasse. Assim, ele deslizou seu membro para dentro dela. Gemeram ao se sentirem completos. Red a fez sentir um prazer inenarrável, proporcionando a ela, dois orgasmo antes dele explodir no clímax também, se derramando nela.
Ele ficou por cima dela por um tempo, a beijando e acariciando seu rosto, até se jogar para o lado e puxa-la para deitar em seu peito, a envolvendo em um abraço aconchegante. Ficaram trocando carícias até adormecerem...
Reddington foi despertado de seu sonho lembrança por Dembe, que o cutucou no ombro.
- Raymond. Acorde. Já está amanhecendo e você passou a madrugada nesse sofá, dormindo sentado.
Red abriu os olhos, atordoado. Sentiu seu corpo reclamar por ter ficando numa posição desconfortável naquele sofá.
- Você não pode ficar assim.- Dembe falou preocupado.
- Eu estou ótimo. Nada que um banho quente e um café forte não resolva. - Falou se levantando e indo para o banheiro. - Dembe, confirme com nossos homens, iremos atrás do restante dos capangas da Katarina e depois marque uma reunião com Marvin. Preciso falar com ele.
