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Diário de Hermione Granger
Estou aqui, mais uma noite, escrevendo em meu diário. Desenvolvi esse hábito após desenvolver interesse pela literatura gótica. Confesso que estou apaixonada pela obra "Drácula". É um romance tão espetacular que é indescritível. Após ler o livro, também me aventurei a assistir ao filme. E que filme! Gary Oldman é simplesmente espetacular no papel do Conde Drácula.
Ultimamente, tenho me sentido como a Mina Murray do filme. Tenho a impressão de que estou sendo observada. Sonhos estranhos me assombram quando estou dormindo.
Na verdade, desde a batalha de Hogwarts, nunca mais fui a mesma Hermione de antes. Tornei-me outra pessoa.
Concluí meus estudos e comecei a trabalhar no Ministério da Magia. No entanto, não procuro estar com meus amigos. Gosto de ficar sozinha em casa ou sair sem companhia.
Meus pais decidiram continuar morando na Austrália, mesmo após eu restaurar suas memórias, então acabei morando sozinha no bairro onde cresci, Heathgate, em Hampstead. Confesso que a solidão é algo maravilhoso.
No entanto, algo vem me incomodando. Ou melhor, alguém que eu sei que está morto: Severo Snape, meu polêmico professor de poções e Defesa Contra as Artes das Trevas. Como poderia explicar isso?
Após Harry me revelar suas memórias, fiquei muito interessada em saber mais sobre aquele homem. Pesquisei nos registros de Hogwarts, mas descobri muito pouco. Só sei que ele era um mistério.
Minha mente passou a pensar nele todos os dias e a relembrar de todas as memórias que tenho dele quando fui sua aluna. A imagem daquele bruxo, de seu jeito e de suas características. Confesso que hoje percebo o quanto ele era atraente, começando por sua inteligência. Brilhante, um bruxo excepcional e um homem bonito. Oh céus, sinto atração por alguém que já morreu. Mesmo que ele não tivesse falecido, eu nunca teria chances. Com certeza, ele não iria querer se envolver comigo. Sei o quanto ele era sério e nunca o vi olhar para alguma aluna de forma maliciosa. Além disso, ele sempre amou a mãe de Harry.
Enfim, estou apaixonada. Fico imaginando ele ao meu lado. É uma fantasia louca de se ter. Se eu contar isso a alguém, provavelmente vão dizer que estou ficando louca.
Tenho tido sonhos estranhos ultimamente. Às vezes, caminho pela noite aqui no meu bairro e juro que já vi um grande morcego voando ao longe. Acredito que fiquei obcecada demais pelo Drácula e minha mente está projetando coisas irreais.
Não sei o que está acontecendo.
O fim de semana está chegando e com ele o sábado de Halloween. Gina me enviou uma carta convidando para a noite de Dia das Bruxas na Toca. Ela mencionou que já tinham colhido várias abóboras gigantes e estavam decorando-as. No entanto, eu não queria ir. Não queria lidar com as atitudes infantis do Rony. Desde que recusei seu pedido de namoro, ele tem sido insuportável. Além disso, a Molly também me olha com desaprovação por ter rejeitado o pedido de seu filho mimado. Como se eu fosse obrigada a aceitar. Mas a verdade é que não sou obrigada a nada.
P.O.V HERMIONE
Sábado de Dia das Bruxas. Acordei animada e esperei ansiosamente pelo toque da campainha. Eu tinha comprado várias guloseimas para as crianças brincarem de doce ou travessura.
Mandei uma carta para Gina, me desculpando por não poder ir à festa em sua casa. Sabia que ela iria entender.
Passei o dia brincando e distribuindo doces com as crianças do bairro.
A noite chegou e senti uma forte vontade de sair sem destino específico.
Eu me troquei, colocando uma bota sem salto, uma calça, uma camisa de manga comprida e, por fim, um sobretudo, todos em cor preta. Olhei-me no espelho e senti-me como uma dama sombria. Um sorriso perverso surgiu no meu rosto, e uma vontade de fazer coisas fora do comum tomou conta de mim nessa noite de Halloween. Afinal, eu sou uma bruxa.
Mentalizei um lugar para onde ir: Whitby. Uma pequena cidade à beira-mar, localizada na costa leste do condado de Yorkshire, na Inglaterra. Esse lugar também é narrado na obra "Drácula". Como nunca havia estado lá antes, decidi visitá-lo. Fechei os olhos e apparatei.
Cheguei a uma viela tranquila e deserta. Caminhei um pouco e deparei-me com pessoas se divertindo em comemoração ao Halloween, sem saberem que bruxos de verdade realmente existem. Entrei em um pub acolhedor, com luzes suavemente fracas, criando uma atmosfera misteriosa. Achei incrível. Ninguém pareceu se importar por eu estar completamente vestida de preto.
Pedi uma garrafa de vinho e saí do pub. Comecei a caminhar pelo vilarejo, admirando suas belezas.
Observei o porto logo abaixo de onde eu estava. Um longo muro de granito se estendia até o mar, com uma extremidade curvada e um farol no meio. A vista era encantadora, especialmente porque a maré estava alta. Continuei caminhando até chegar à parte superior da encosta, próxima a um cemitério.
Sentei-me em uma pedra, aproveitando o vinho. A brisa fria do mar acariciava meu rosto, mas eu me sentia satisfeita. Por um momento, admirei as ruínas da Abadia de Whitby. Talvez por ter bebido metade da garrafa, imaginei ter visto uma figura alta e escura próxima às ruínas. Não me importei e continuei bebendo, contemplando as ondas do mar que batiam contra a costa.
Conforme a meia-noite se aproximava, percebi que a agitação da cidade diminuía gradualmente. Eu já havia terminado todo o conteúdo da garrafa e sentia meu rosto quente. Estava um pouco embriagada. Levantei-me da pedra, cambaleando um pouco, e comecei a rir do meu estado. No entanto, algo chamou minha atenção de repente.
Um grande morcego pousou a cerca de dez metros de mim. Pisquei várias vezes para ter certeza de que não estava delirando, mas a figura continuava lá, diante de mim. Suas asas se fecharam e se recolheram em suas costas. Ele começou a caminhar lentamente em minha direção. Surpreendentemente, não senti medo. Pelo contrário, senti uma atração irresistível e fiquei paralisada, esperando por ele. Com sua longa capa preta e cabelos negros e longos, não havia dúvida. Era ele. Snape. Aquele que eu vinha sonhando, desejando e fantasiando de diversas maneiras, mesmo sabendo que ele estava morto.
O sino da catedral bateu a meia-noite exatamente. Senti meu corpo vibrar e meu coração acelerar. O homem estava agora a poucos centímetros de mim. Encarei-o e fiquei hipnotizada por seus olhos negros. Tornei-me uma presa fácil naquele momento, disposta a permitir que meu predador fizesse o que quisesse. Estava entregue e desejava que ele me consumisse. Ele tocou meu rosto e seus dedos frios fizeram-me estremecer. Um sorriso malicioso surgiu em seu rosto, e no momento seguinte suas asas se manifestaram. Ele me agarrou e voamos rapidamente em direção às ruínas da Abadia de Whitby.
O ambiente estava mergulhado na escuridão, com apenas a luz do luar iluminando a paisagem e destacando o olhar perspicaz do meu predador que me encarava com avidez. Um uivo de um lobo ecoou nas proximidades, enviando calafrios pela minha espinha. Snape sorriu e suas presas brancas brilharam à luz pálida da lua.
Senti vontade de o beijar e assim o fiz. Passei meus braços em volta de seu pescoço e o beijei. O gosto refrescante me inebriou. Eu quis mais contato. Meu tesão estava aumentando, queria meu morcegão das masmorras nu e me penetrando o quanto antes.
Nunca antes, senti tanta libido. Tanta vontade de transar. De ser apertada, amassada, lambida, mordida. Eu estava louca. Por Merlin, o que estava acontecendo comigo? Isso não importa agora só quero tê-lo imediatamente.
Dedilhei os botões da roupa dele, desabotoando um por um. Ele se manteve inerte, só apertava minha cintura e me encarava. Quando deixei seu peito desnudo, ele retirou a capa e a estendeu ao chão de pedraria. Passei a mão em seu corpo, o sentindo. Beijei seu pescoço lentamente e desci meus lábios pelo peito até a barriga. Me ajoelhei diante dele e comecei a abrir a calça do meu bruxo vampiro. Sua ereção estava nitidamente avantajada sobre o tecido de sua cueca. Que homem dotado. Enchi a boca d'água e apalpei seu membro o retirando da cueca. Não me contive e o abocanhei com cautela para não passar meus dentes na pele sensível. Ele gemeu rouco e me mirou lascivamente. Massageei seus testículos enquanto lambia e chupava sua glande. Acelerei os movimentos e senti ele colocar suas mãos na minha cabeça para me afastar e me trazer de volta para ele.
Snape me beijou longamente, sua língua passeava pela minha boca sem sair de dentro. Senti minha intimidade umedecer só com aquele beijo gostoso. Ele tirou minha vestes de forma rápida e quando eu estava completamente nua, meu bruxo me olhou por inteira e me abraçou. Seu membro roçou minha barriga e fiquei mais excitada ainda.
Deitei sobre sua capa no chão e o chamei para deitar sobre mim. De pronto ele atendeu. Seu olhar era um mistério enquanto me admirava. Lambeu meu queixo dando leves mordidas. Depois desceu sua boca pelo meu pescoço até meus seios. Chupando um a um de forma habilidosa. Revirei os olhos com o prazer que me era proporcionado. Ele estava me levando a loucura.
Tocou minha intimidade com seus dedos. Eu gemi alto e vi sua satisfação com isso. Em seguida seus lábios e sua língua se dedicaram na minha intimidade. Era maravilhoso ser degustada. Nunca senti tanto prazer em toda minha vida. Minha visão nublou quando tive um orgasmo na boca dele. Minhas pernas estavam bambas. Eu estava completamente mole e entregue.
Ele se posicionou entre minhas pernas e sem aviso me penetrou vagarosamente, me causando uma tortura prazerosa. Snape seria meu fim e eu não me arrependeria de morrer nos braços dele. Banhada no sangue e luxúria.
A cada estocada que ele dava a gente gemia e arfava. Enterrei meus dedos nos cabelos dele, o puxando com certa violência para que me fodesse com mais força.
- Hermi-one. - Ele sussurrou no meu ouvido. - Aceita ser minha pela eternidade?
- Aceito. - Era só o que eu podia dizer enquanto ele entrava e saia de mim.
Cravei minhas unhas em suas costas quando senti que estava perto do clímax. Ele também estava no limite, pois, me estocava com mais rapidez. Gozamos e gememos o nome um do outro. Ele ficou sobre mim, recuperando suas forças. Fiquei abraçada a ele aproveitando aquele momento.
Senti a mão dele afastar meus cabelos suados do meu pescoço. Ele lambeu e começou a mordiscar. Fechei meus olhos e inesperadamente senti suas presas roçar minha pele e em seguida ele me mordeu. Tentei gritar, mas, meu grito saiu mudo e minha visão escureceu.
Despertei com a luz do sol inundando o quarto através da janela. Uma pontada na cabeça me fez franzir a testa. Peguei o travesseiro e o coloquei sobre o rosto para abafar a luminosidade que me incomodava. Aos poucos, as memórias da noite passada começaram a voltar. Meus olhos se arregalaram e eu me sentei na cama, completamente atordoada. Não podia ter sido apenas um sonho. Tudo parecia tão real.
Afastei minhas cobertas de cima de mim e percebi que estava nua. Olhei para o criado mudo do lado da cama e vi uma garrafa de vinho vazia. Minhas roupas estavam espalhadas no chão. Mas que diabos? Que tipo de sonho tão vívido e estranho foi esse? Era difícil acreditar que não passava de uma criação da minha mente.
Me levantei e caminhei em direção ao banheiro, sentindo o peso do sono e uma leve ressaca. Ao me olhar no espelho, notei que meu rosto estava amassado, mas algo mais chamou minha atenção. Vi dois pequenos furos em meu pescoço, como se tivessem sido causados por presas afiadas. Passei o dedo sobre as marcas e senti uma ardência. Fui mordida. Mordida por ele. Snape, meu bruxo vampiro. De alguma forma, ele estava vivo e havia se transformado em um vampiro. A realidade parecia mais estranha do que qualquer sonho que eu poderia imaginar.
Voltei ao meu quarto e comecei a investigar em busca de qualquer vestígio do que havia acontecido. Foi então que notei uma capa preta jogada sobre a janela. A peguei e a levei até meu rosto, inalando seu aroma amadeirado com toques de ervas. Um suspiro escapou dos meus lábios, deixando claro que aquele cheiro despertava sentimentos profundos dentro de mim.
Meu Drácula se foi antes do nascer do dia. Mas, me deixou marcada para ser sua. Sempre sua. E obviamente, que quando anoitecer irei ao encontro do meu Morcegão das Masmorras para mais uma noite de amor em algum lugar sombrio e romântico.
Só carregarei uma certeza. A noite passada foi o dia das bruxas mais maravilhoso da minha vida.
