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O barulho da moto atravessando pela avenida é a primeira coisa que Jeongin escuta quando está próximo da janela. Ele parece um cachorro com treinamento de pavlov, porque no segundo seguinte, sentiu suas calças apertarem, e seu pau ficar interessado no barulho de motor que vai parando cada vez mais enquanto se aproxima da casa.
Yang Jeongin gosta de ser o brinquedo favorito de Kang Yeosang desde que eles estão no Ensino Médio. Começou como uma brincadeira que Jeongin nunca soube como parar, com os dois presos no mesmo banheiro, e Yeosang colocando as mãos dele em suas calças de colégio apenas por diversão distorcida em uma cidade que não era permitido sorrir.
Jeongin se acostumou ainda naquela época que toda vez que Yeosang chega perto dele, é para pegar algo que não é permitido. Como na primeira vez que Yeosang pega seu primeiro orgasmo, colocando-se de joelhos na frente de um Jeongin trêmulo que goza rápido demais, e como na primeira vez que ele curva o menino mais novo em sua moto, derrama lubrificante em seu centro e tira a virgindade de Jeongin enquanto sussurra palavras que nunca foram levadas a sério.
Agora mais velho, e morando em uma casa sozinho, Jeongin se acostuma a ser receptivo quando escuta o barulho da moto de Yeosang. Ele não sabe quando ele vem, mas ele sabe que está pronto para o homem mais velho. Ele sabe que assim que Yeosang cruzar pela porta, e deixar com que sua jaqueta de vinil caia no chão, fazendo um baque surdo contra a madeira do piso, Jeongin dará tudo que ele quiser.
Às vezes, Yeosang quer apenas um beijo. Demorado e lento. Jeongin consegue sentir na sua boca o gosto de outras pessoas. Quando eram mais novos, ele costumava a se importar, mas agora, ele apenas se sente grato do homem que o beija não estar sozinho.
Ele começa a catalogar os beijos de Yeosang. Se ele lhe beija com a mão no seu cabelo, enrolando os fios nos dedos, ele sabe que Yeosang quer apenas outro corpo vivo e batendo junto do seu. Se Yeosang o beija de forma lenta, quase doce demais, ele sabe que ele está voltando de uma missão que deu certo, que cada dia mais ele e os fora-da-lei que estão junto com ele, progridem em seus planos de derrubar o Governo.
Mas, existem noites que Yeosang tira sangue dele. Que o mais velho segura o seu pescoço, e morde seus lábios, e o empurra para o sofá, e fode suas coxas com nada além de cuspe e pré-semém. Jeongin sabe que nessas noites, ele apenas é um objeto para Yeosang descontar a sua raiva.
Na primeira vez que Yeosang goza dentro dele, e o deixa super estimulado a ponto de chorar, o mais novo descobre que eles perderam um dos membros da gangue. Ele não se lembra do nome do rapaz, mas se lembra da notícia que um deles havia sido preso pelo Governo, e que estava sob custódia em uma prisão de segurança máxima, quase impossível de invadir. Yeosang chega naquela noite como uma raio partindo o céu, abre Jeongin com os dedos habilidosos, e goza nele, uma e outra vez, até que o mais novo esteja chorando, e implorando por algum tipo de misericórdia que ele não vai encontrar em Yeosang. Ele se acostuma com isso, com a força sempre que algo ruim acontece.
Naquela noite, ele não sabe qual Yeosang vai atravessar pela sua porta.
Os noticiários estão por toda a parte falando sobre eles. Invasão, roubo, lutas clandestinas. Existe um rosto bonito estampado pelas paredes da cidade em papel carbono, que Jeongin jura que já viu em seu passado, quando todos eles não eram nada mais do que estudantes da Prestige Academy, sendo conduzido por sonhos de outras pessoas. Ele jura que escuta assobios que indicam planos secretos vindo dos telhados de bares e restaurantes, mas ele apenas se nega a entender mais do que é necessário.
Jeongin não é um revolucionário, ele é apenas um menino que digita as leis e volta para a casa, como o Governo quer que ele seja. Ele também acorda no mesmo horário todos os dias que o alarme da cidade toca, se arrumando do mesmo jeito que o Governo manda, sendo a marionete perfeita para eles, como se ele não tivesse vontade própria. Porque tirando Yeosang, Jeongin realmente não deseja nada mais.
Ele não nasceu da mesma carne que fez os revolucionários, mas ele sente o gosto disso quando Yeosang segura seu queixo e desliza sua língua para dentro da boca dele, sem permissão e como o ladrão que é. Às vezes, Jeongin se sente como um pote de biscoitos na casa de uma vizinha mais velha, em que um menino mais novo e sem educação enfia os dedos escondido, pegando mais do que foi oferecido, não por conta da fome, mas porque, gosta da emoção de fazer algo que não foi lhe ordenado.
Jeongin é o pote de biscoitos da criança rebelde que é Kang Yeosang.
O barulho de moto para, trazendo seus pensamentos novamente para a realidade, e Jeongin se prepara, ficando parado na frente da porta, escutando quando Yeosang caminha até lá, os passos da bota enchendo toda a casa que está no escuro. É uma noite quente, de verão, e mesmo com o ar-condicionado zumbindo em sua cabeça, ele se vê escutando apenas o peso das passadas e o ar que Yeosang solta quando caminha.
O menino mais velho tem uma cópia da chave da casa dele, e Jeongin prende a sua própria respiração quando o metal tintila contra a porta de madeira, se movendo na fechadura, fazendo um clique suave quando a mesma se abre, e deixa com que a luz a rua entre e ilumine a figura um pouco mais alta de Yeosang. Ele tem os cabelos maiores do que da última vez, Jeongin percebe assim que ele entra pela porta.
É o mesmo menino da Prestige Academy, mas de uma forma que faz o coração de Jeongin se quebrar sempre que o vê, porque ele está mais maduro, mais forte em sua pele, com os olhos mais cansados, e o cabelo cada vez mais longo.
Yeosang fecha a porta atrás de si, e toda a luz some, e Jeongin acredita que é apropriado dessa maneira, que é bonita a forma como o mundo é sugado para dentro do menino mais velho sempre que ele caminha pela casa. Yeosang retira os sapatos, e apenas olha para Jeongin ali, parado esperando.
Porque ele está sempre esperando por Yeosang, como uma esposa esperando uma carta que nunca vem de um marido que já morreu na guerra. As guerras acabaram antes mesmo de Jeongin ou Yeosang nascerem, mas ele sente como os tambores de uma arma batendo em seu peito quando o mais velho apenas avança sobre ele, e o puxa pela cintura, forte e invadindo seu coração, como se pertencesse a ele.
Jeongin deixa com que ele faça isso, deixa com que o couro da sua jaqueta bata na sua pele, que o vinil de suas calças, gasto mas de uma forma ainda brilhante, esquente por onde sua calça de pijama de algodão está nas suas coxas. Yeosang é apenas um centímetro mais alto que ele, mas ainda assim, parece se elevar. Jeongin não sabe se é por conta da idade, dos músculos, ou porque ele cheira como quem vai colocar fogo no próprio céu.
“Senti sua falta.” Yeosang sussurra na boca dele, o beijando novamente até que Jeongin esteja com os lábios molhados e rachados de pressão. Ninguém ensina na escola as coisas que beijar um criminoso faz com o seu corpo, ou com a sua mente. “Meu Deus, Jeongin, eu senti sua falta.”
Jeongin geme na boca dele, deixando-se levar até que ambos estejam pressionados contra a parede, com as costas dele contra o cimento duro. Um alarme soa lá fora, indicando que é hora de todas as luzes serem apagadas e todas as pessoas dormirem em suas camas dadas pelo Governo. É um privilégio, dizem eles. Yeosang gosta de o foder naquela cama, apenas para que nada que cheire como Governo esteja na pele de Jeongin por dias. Se o mais novo fosse um pouco mais verdadeiro com si mesmo, saberia que o verdadeiro privilégio é estar na cama com alguém que é procurado por todo o país.
Yeosang coloca as mãos abaixo da sua camisa, e Jeongin leva um choque de temperatura em sua pele. Ele está gelado em seus dedos, e com calos. Está escuro demais para que ele consiga ver, mas sabe que existem machucados nos nós dos dedos do homem mais velho. Jeongin deixa a cabeça cair, batendo suavemente na parede quando Yeosang se inclina e beija seu pescoço, descendo por seus ombros.
“Você cheira como o sabonete da prisão.” Yeosang ri da sua própria piada. Mas não tem graça realmente, porque faz com que Jeongin lembre da época em que todos da gangue de Yeosang foram presos. Da época em que seu coração estava sempre em sua garganta, esperando pelo pior, esperando que a data de execução saísse no jornal. “É bom, eu gosto.”
Jeongin puxa Yeosang para mais próximo, subindo uma das pernas para entrelaçar na cintura dele, sentindo o vinil se apertar na sua virilha quando Yeosang empurra mais para ele, fazendo com que sua bunda fique pressionada na parede também. Ele sabe onde isso dará.
Yeosang desliza uma das mãos para dentro da calça de pijama de Jeongin, pegando o seu membro duro entre os dedos gelados. Ele não se importa em tirar os aneís antes de rolar os dedos pelo pênis do menino mais novo, e Jeongin apenas geme com a sensação na sua pele beirando a dor. É sempre dolorido quando Yeosang o toca, mas faz com que a sua cabeça entenda como um prazer que ninguém no mundo consegue tirar dele. Não do jeito que Yeosang consegue.
“Soube que seu número saiu, você vai se casar no final do verão." Yeosang fala em seu pescoço, fazendo com que a cabeça de Jeongin volte a uma realidade que ele não quer. O Governo sorteia números todos os anos de pessoas para se casarem. Algo como controle de seus corpos e de natalidade no país. O número de Jeongin havia sido sorteado no começo da semana, e desde então, ele havia enrolado a informação em um lugar escuro dentro da sua mente. “É triste pensar que você precisará dar bebês para o Governo com uma mulher que não ama.” A voz baixa e rouca de Yeosang pinga descrença e egoísmo, e seus dedos apenas apertam cada vez mais no pau de Jeongin.
Ele está balançando os quadris enquanto Yeosang fala com ele, fazendo com que sua pele toque cada vez mais o material duro das roupas do homem mais velho.
“Você vai ter que foder e gozar dentro de uma mulher quando eu sei que você gosta do meu pau dentro de você.” Yeosang segura o seu queixo, e o último sinal toca ao fundo. A casa é programada para se fechar completamente no som do último sinal. Todas as casa são assim. Faz com que Jeongin se sinta um animal preso em uma gaiola, não importa o quanto ele seja uma pessoa. Ele é obrigado a viver em uma casa que não controla, em um trabalho que odeia, e agora será obrigado a casar e ter filhos com alguém que não conhece e que não ama. E no centro de tudo isso, mora o desejo por Yeosang.
O desejo pelos seus lábios, pela sua selvageria e sua liberdade. Mora o que nunca deveria existir, que o Governo reprime e proíbe, mora aquilo que faz com que Jeongin se sinta minimamente vivo, mesmo que como um brinquedo de um homem que desaparecerá no amanhecer, e voltará apenas quando quiser tomar e tirar algo dele novamente.
“Consigo te sentir indo para longe daqui.” Yeosang se afasta apenas o suficiente para olhar dentro de seus olhos, e Jeongin quer se agarrar naqueles momentos apenas, nos momentos em que Yeosang o enxerga como outro ser humano.
“Estava apenas pensando que quando casar você não poderá mais entrar por aquela porta.” Jeongin abaixa os olhos para a boca de Yeosang, e percebe a careta no rosto bonito se formando.
“Você não vai casar, Yeosang. Derrubaremos o Governo antes disso. Temos um plano.” Jeongin quer ter esperanças, mas ele nunca gostou daquele sentimento, da sensação de esperar e ter expectativas otimistas de qualquer coisa. Ele sabe que o homem na frente dele está tentando, lutando por todas as pessoas que moram naquele país, lutando principalmente para livrar Jeongin das amarras do Governo, mas ele não quer ter esperanças, porque sabe que Yeosang e os amigos vão falhar, como já falharam uma vez, e ele vai precisar presenciar em praça pública todos eles serem executados como inimigos.
Jeongin puxa Yeosang para perto dele novamente, e beija seus lábios, porque naquele momento ele não precisa de esperanças e mentiras contadas para ele. Ele precisa que Yeosang o arruine de todas as maneiras que ele gosta, que o machucam em lugares que não deveria.
Ele queria entrar na cabeça de Yeosang e saber se ele também tem esperanças ou se está falando da boca para fora, se ele apenas se apega em um sinal de esperança que sabe que é inútil. Jeongin se pergunta se Yeosang sabe que ele e os amigos já perderam essa guerra.
Yeosang o puxa da parede, e empurra seu corpo para trás, em direção ao quarto. Mesmo no escuro, ele sabe o caminho, sabe por onde andar e por onde desviar. Sabe onde cada detalhe da casa de Jeongin está. Na cabeça quebrada de Jeongin, às vezes ele imagina como seria se ambos fossem livres. Como seria se Yeosang morasse com ele, se deitasse com ele todas as noites, enrolando seus braços ao redor dele, dizendo que o ama.
São pensamentos que Jeongin enrola em sua cabeça no mesmo lugar que ele enrola e guarda o número sorteado para se casar com ele no final do verão. Ele quer chorar, quer cair de joelhos e chorar, mas não existe ninguém que possa o ajudar, então ele apenas coloca a mão para trás, empurra a porta, e deixa com que Yeosang o guie pelo quarto que cheira como pecado e crime.
Jeongin se solta dele, e anda para trás, sentando-se na cama enquanto observa Yeosang tirar a jaqueta de couro, deixando-a cair em um baque surdo no chão. A camisa vai logo em seguida, e Jeongin quer esticar as mãos, e colocar na pele quente de Yeosang. Ele parece algum tipo de pintura que foi proibida. Talvez por conta disso, por encantar demais meros mortais como Jeongin, que apenas querem ter alguns segundos com algo que é tão bonito que não pode ser humano.
“Como você me quer?” Ele deixa sair dos seus lábios, ainda olhando quando Yeosang continua tirando a roupa, abrindo o cinto e escorregando o vinil pelas coxas grossas. Não importa quantas vezes ele faz aquilo, Jeongin sempre se sente como a primeira. Ele gosta da maneira como os músculos estão nos lugares certos, de como a tatuagem de âncora está logo abaixo do osso púlpico, de como Yeosang parece letal em nada além da pele humana.
“Tire suas roupas, Jeongin.” Ele está olhando para o mais novo como um homem faminto está olhando para comida pela primeira vez em muito tempo. Yeosang espera, enquanto Jeongin tira o seu pijama. O ar quente invade sua pele, e ele se sente endurecido novamente.
Suas costas vão para trás, e no segundo seguinte Yeosang está em cima dele, separando suas pernas enquanto se enfia no meio delas. Eles são apenas meninos aqui, não um fora-da-lei, e não alguém que a única coisa que sabe fazer é obedecer. Eles são apenas corpos humanos em busca de calor e prazer que foi proibido. Yeosang lhe disse uma vez que o sexo era uma arma poderosa contra o Governo, e ele sempre entende quando o mais velho fica com as mãos nele.
Ele também poderia começar uma revolução apenas para sentir Yeosang no meio de suas pernas uma e outra vez. Mas, ele apenas engole, e deixa com que o fora-da-lei o beije.
Jeongin vira para o lado, as mãos tateando a pequena escrivaninha que tem no quarto, procurando um frasco de lubrificante. Era um produto proibido também, e ele precisou fazer um favor para que seu amigo conseguisse para ele, mas ele gosta de quando Yeosang o separa com a ajuda extra.
“Quero você dentro de mim.” Ele puxa Yeosang para outro beijo, e espera enquanto o rapaz mais velho toma da sua boca o que quer. Ele está sempre esperando por Yeosang, é isso que seu corpo entende quando se abre mais.
“Não tenho camisinha, querido.” Ele deixa um beijo cair na linha de seus ombros. “Mas você sabe disso não é? Você gosta de sentir minha porra escorrendo por suas pernas.”
Ele nunca deixa Yeosang o foder com camisinha, mesmo que seja mais seguro para ambos. Jeongin gosta de ter tudo de Yeosang, mesmo que seja uma coisa tão baixa e suja como esperma escorrendo pelo buraco da sua bunda até as coxas, como um sinal de que ele foi usado.
“De barriga para baixo, Jeongin.” Yeosang sussurra na boca de Jeongin.
“ Sangie… ” Jeongin faz ele olhar dentro de seus olhos. É como ver algo que não deveria quando o homem está apenas o encarando com aqueles olhos. Jeongin sabe que Yeosang já presenciou muita coisa que não deveria, muita coisa que faria a sua pele se arrepiar, e mesmo assim, ele olha para Jeongin como se fosse a melhor coisa que ele já colocou seus olhos. “Eu quero te ver quando você me fode.”
Yeosang apenas abaixa a cabeça, e beija a ponta de seu nariz antes de se sentar no meio de suas pernas, abrindo a pequena garrafa de lubrificante. Ele apenas observa quando os dedos de Yeosang começam a deslizar por entre as suas pernas, até chegar na sua entrada, e apenas pairar por lá, deixando com que Jeongin se encha de ansiedade e expectativas.
Ele está tão excitado que se sente pingar na sua barriga, fazendo uma confusão grudenta em sua pele que estará em seus lençóis quando eles terminarem. Yeosang enrola os dedos na sua entrada, e puxa uma das pernas mais abertas quando desliza dois dedos de uma vez para dentro dele.
“Eu queria que você pudesse vir comigo.” Yeosang começa falando, olhando para ele quando entra e sai com seus dedos. O barulho de lubrificante e dos gemidos de Jeongin começam a encher o quarto. Ele desliza mais um dedo, fazendo o menino mais novo apenas suspirar mais alto, mordendo os lábios. Eles não podem fazer barulho, a casa sabe quando eles estão acordados. “Queria que você pudesse ver como o mundo é sem as regras do Governo. Queria que você dormisse na minha cama todas as noites sem que um de nós precisasse se esconder de manhã.”
Jeongin já escutou isso antes. Ele apenas sabe que não é possível. Yeosang nunca fala realmente sério, porque sabe que é arriscado demais, sabe que não é seguro para Jeongin caminhar pela mesma estrada que ele, e sabe que o rapaz mais novo não é um revolucionário. Ele é o brinquedo de Yeosang. Ele é a marionete do Governo.
E pra ele, isso basta.
Yeosang tira os dedos de dentro dele, e enrola em seu próprio pau. Yeosang é do mesmo tamanho que ele, mas é grosso, então quando ele se alinha na entrada da sua bunda, Jeongin segura a respiração, porque ele sabe que vai doer. Ele ama a sensação de Yeosang entrando nele, o enchendo com nada além de seu pau e da dor de estar sendo preenchido por alguém que não se importa com os seus desejos. Seu pau está pingando e balançando quando Yeosang puxa para fora apenas um pouco, e empurra para dentro novamente.
Ele vai gozar assim, intocável e com o pau de um fora-da-lei dentro dele, pegando tudo como o maldito ladrão que é.
“Eu queria que você fosse meu.” Yeosang se deita em cima dele, fazendo com que suas pernas se abram mais, começando a doer em sua virilha quando ele apenas o fode contra o colchão. Jeongin se sente começar a chorar, e não sabe se é por conta da força de ter Yeosang dentro dele, ou pelo fato que ele também deseja que fosse de Yeosang. Que ele deseja um futuro diferente.
“Yeosang…” Ele geme e chora. Sua saliva está escorrendo pelo seu queixo, e Yeosang se abaixa para lamber, encontrando a sua boca no caminho. Ele está chorando com mais força porque dói onde suas pernas se encontram, porque Yeosang não o abriu direito e ele se sente expandir em torno do seu pau. Porque Jeongin está sempre esperando por algo.
Ele goza sem que Yeosang toque nele, e sente quando o mais velho o segue, o enchendo logo em seguida. É sujo e escorre pela sua cama. Uma cama que ele vai trazer uma mulher que foi designada para ele daqui há alguns meses. Uma cama que vai cheirar como Yeosang pelo resto de seus dias.
Jeongin cruza as pernas na cintura de Yeosang e o mantém ali, apenas com ele enquanto o mais velho recupera a sua respiração.
Yeosang vai partir assim que o Sol amanhecer e a casa for destravada, antes do sinal para todos começarem a trabalhar. Yeosang vai montar em sua moto e tentar derrubar um Governo.
[Jeongin sabe que eles não vão conseguir.
Isso está partindo seu coração].
