Work Text:
Depois de um plantão inteiro, Jin sempre se sentia destruído.
Às vezes ele queria se estapear, quando lembrava do seu eu de alguns meses escolhendo o estetoscópio. Maldita tradição; qualquer coisa era mais fácil do que ver gente morrendo o tempo todo.
Mas talvez, por isso ser tão difícil, todo o resto era simples pra ele. Desistir de um casamento? Ok. Pagar os agiotas que seus pais estavam devendo? Ok. Tudo estava Ok demais pra ele.
Naquela sexta-feira, no entanto, o mundo pareceu girar um pouquinho fora do eixo. Kim Seokjin guardava o jaleco no setor de cardiologia do Hospital Universitário Myeunsung, e estava atravessando a alça da sua bolsa pelo corpo quando viu o homem parado na porta.
— O que você quer? — questionou, ajeitando a gola da camisa de linho rose, pronto pra sair daquele lugar e dormir por doze horas completas.
— Fale direito com seu sunbae, Seokjin-ah — exigiu, a postura ereta e o sorriso pretensioso.
Seokjin apontou o relógio: — São nove e meia da noite. Eu não te devo nenhuma satisfação ou respeito fora do meu horário de trabalho.
Dito isso, encaixou a mão nos bolsos da calça branca, caminhando pra fora. Foi interrompido pelo mesmo homem, que ainda o mesmo sorriso fodido no rosto, não importava o quão séria era a expressão no rosto de Jin agora.
— É sexta. Você quer sair comigo pra beber?
— Não. Eu quero dormir. Licença. — respondeu, empurrando-o lentamente pelo ombro e finalmente saindo daquele lugar.
Choi Sumin não sabia ouvir a porra de um não. Desde que Seokjin terminara seu relacionamento de longa data e a palavra se espalhou, não tivera mais paz. Aparentemente, estar solteiro significava querer trepar com outros caras; e ele nem tinha certeza de como haviam descoberto que era bissexual.
Quer dizer, ele até queria transar, mas não com aquele nojento. Se ele não fosse seu supervisor já teria socado os testículos dele até ter certeza de que aquele gene ruim nunca mais se propagasse na terra.
Acenando com a cabeça algumas vezes no caminho pra fora pra de despedir de alguns colegas, Seokjin alcançou o estacionamento em poucos minutos. Se sentou de frente pro volante da SUV preta, mas, por um momento, não fez mais nada.
O carro ainda cheirava à ela. Pêssegos ou merda do tipo, porque Ryunjin sempre carregava um creme de mãos da The Body Shop com ela, cujo cheiro lhe irritava. Embora tivesse um sorriso doce, Seokjin tinha aversão ao açúcar, ou odores palatáveis demais.
Seokjin sempre foi bem resolvido. Bonito, estudioso. Aos quinze anos se aceitou como bissexual, e sem dar satisfações à ninguém, saiu tanto com homens como mulheres. Aos 20, conheceu Ryunjin. Linda. Delicada. Filha de pastores de uma igreja mais rica do que o próprio banco.
Gostava muito dela. De fato, provavelmente lhe amou por um ou dois anos. Mas quando passou, Seokjin só ficava irritado o tempo todo. Tudo o que amava em Ryunjin lhe provocava o maior desgosto possível e só noivara com ela por pura pressão social.
Então eles terminaram. Ryunjin lhe fez sair do apartamento deles, em Gangnam. Seokjin ficou com a SUV. Seus pais praticamente lhe deserdaram.
E agora, o filha da puta do seu chefe estava atrás do seu rabo.
— Por que você não denuncia ele? Pro RH? — perguntou Jungkook, fazendo ioga na sala de estar. Agora, dividiam um apartamento, já que não tivera tempo de procurar alguma coisa.
— E perder meu emprego? Ya, você esqueceu que vaca da Ryunjin ficou com a minha casa? Eu não estou falido, mas certamente não posso passar o mês sem o meu salário.
— Hm. — Jeon concordou, soltando um lamurio de dor em japonês. Aparentemente a namorada dele era de lá, então estava aprendendo algumas palavras.
— Pois é.
O mais novo ficou de pé, enrolando o tapete de ioga, e lançou um olhar para o amigo, que tinha os dedos ao redor de uma taça de vinho. Não era caro como os que Seokjin costumava beber com Ryunjin, mas com certeza toda a sua aura fazia aquele vinho de nove mil wons parecer mais sofisticado.
— Hyung, vamos sair. — Jeon declarou, jogando o tapete de ioga no chão e correndo pro quarto. — Vamos, vamos!
— Jungkook-ah, eu preciso dormir. E você vai acabar traindo sua namorada, eu não confio em você.
— Eu tô sério dessa vez, hyung! Eu gosto dela de verdade. — respondeu, ignorando a necessidade fisiológica do mais velho.
Seokjin revirou os olhos. Com vinte e dois anos também achava que gostava dela de verdade.
Mas nunca tinha traído a mulher, mesmo que de sentisse atraído de tempos em tempos por outras pessoas.
— Eu conheço um cara — Jeon argumentou, aparecendo na sala com duas camisas. Uma preta de seda, outra azulada com a gola detalhada, erguendo-as na direção do amigo. Jin rapidamente apontou a azul, então o mais novo continuou falando. — Ele começou um estágio na Advocacia Seon! E é muito inteligente. O irmão dele chamou pra ir num pub comemorar seu aniversário, o cara vai estar lá! Mas não dei certeza. Você pode ir e pedir algumas dicas de graça, Hyung.
Seokjin bufou. Pedir "dicas" de um estagiário?
Pelo amor de Deus.
— Ah, e ele é um gostoso. — comentou Jungkook, já vestido na camisa azul. — Vamos, por favor! Eu pago suas bebidas.
— Mas é claro, você é o único rico nessa casa.
— Você é cardiologista, Kim Seokjin! Para de se fazer.
Jin riu, se levantando e acertando um cascudo no menor, que choramingou acariciando a região. Jungkook era novo, mas era um amigo muito bom. Dera mais risadas naquele apartamento com ele, nas ultimas duas semanas, do que dera em anos morando com Ryunjin.
Desistindo da sua noite de sono, Seokjin trocou de roupa. Havia tomado banho há pouco, vestiu rapidamente uma turtleneck na cor creme, calça preta, seu cinto favorito da Gucci e seus Allen Edmonds pretos nos pés.
Antes de sair também agarrou seu sobretudo preto. Não era de muita ajuda no frio já que era bem fino, mas deixava seu corpo ainda mais elegante.
— Hyung, me ajuda com a maquiagem? — pediu Jungkook, já completamente vestido.
Meia hora depois, os dois homens entravam no Gatsby, nome do pub onde o aniversário ocorreria. Seokjin observou tudo, desde a decoração rústica até os sapatos dos garçons, e se dando por satisfeito, sentou em uma das mesas.
Jungkook havia ido procurar o tal amigo, e sem saber até mesmo quem era este, o aniversariante, pediu por um John Collins enquanto esperava. Parando pra pensar, em uma coisa Ryunjin estava certa. Seokjin precisava beber menos.
Pouco tempo depois, Jeon apareceu com o amigo na mesa. Trocaram algumas felicitações formais porquê não se conheciam, e Jin ponderou se diria so dongsaeng o quanto aquele cara estava apaixonado por ele.
Porque era bem óbvio.
Mas infelizmente, Jeon Jungkook era heterossexual demais.
— Eu estava pensando, aquele ali não é o seu irmão, Tae? — apontou para o rapaz todo de preto no bar, com o que parecia um Sex On The Beach em mãos. Seokjin torceu os lábios; coquetel doce demais.
— Ah... sim. — respondeu, franzindo os lábios. O rapaz do bar parecia sério demais.
— Ele e o Jin-hyung não conhecem ninguém aqui, né? E se você chamar ele aqui? — Seokjin abriu bem os olhos. Enquanto "Tae" olhava na direção do irmão, Jungkook e Jin trocavam farpas com os olhos.
Jin olhou o amigo de cima à baixo, levando o dedão até o pescoço e simulando uma tentativa de assassinato.
— Tem razão, Jungkook-ah! Ei, hyung... — disse o Kim, se afastando na direção do homem. Quando este se virou, seus olhos se encontraram por alguns segundos.
Pela primeira vez em algum tempo, Seokjin de repente se sentiu desconfortável no assento. Desviou os olhos primeiro, mas não teve muito tempo pra se distrair daquela pequena reação porquê nos segundos seguintes o homem estava na sua mesa, acompanhado da maldita bebida dócil.
Jungkook tinha razão; percebeu Seokjin, vendo-o de perto. Ele era gostoso.
O primeiro pensamento que veio à sua cabeça quando o viu de perto foi: caralho, como eu quero fazer ele.
E esse claramente era um pensamento que não rondava muito a sua cabeça, porque Seokjin tendia à ser exigente demais. Mas tudo, tudo, até o cheiro daquele rapaz lhe dava fogo.
— Esse é o meu hyung, Kim Namjoon. — sorriu o amigo de Jeon. — E esse é-
— Kim Seokjin. — cumprimentou, erguendo o copo por um instante. O homem retribuiu, com os olhos sérios. Mas então ele sorriu, e ele tinha um sorriso bonito demais pra quem parecia tão fechado há apenas alguns segundos atrás.
— Vocês vão ficar bem? — Jungkook questionou, talvez se sentindo culpado de não tentar enturmar o amigo com o resto do grupo. Mas não era isso que Jin buscava naquela noite, de qualquer jeito.
— Vão brincar com as crianças — Seokjin respondeu. — Nós, adultos, vamos conversar. — aproximou a boca do canudo preto, sugando mais um pouco da sua bebida.
— Quando quiser ir me chama, hyung — disse Jeon, puxando o aniversariante pro meio do restante do grupo.
— Eles são fofos — Namjoon comentou, bebendo direto do copo o restante da sua bebida.
— Com certeza. — concordou Jin, mas ao invés de olhá-los como Namjoon fazia, deslizava a visão pelo corpo bem formado do outro. Os braços fortes, o maxilar bem marcado. Tudo.
— Você tem olhos bem atenciosos, Seokjin. — disse o homem, voltando à encarar o outro. — Por que não conversamos um pouco antes de sairmos daqui?
— E o que te dá tanta certeza de que eu vou sair desse lugar com você?
— Seus olhos. — respondeu imediatamente, fazendo o médico rir um pouco.
— O que têm meus olhos? Eles nunca mentem?
— Você estava me secando, sabe. E eu não sou bobo. — Namjoon riu de volta, pedindo outra bebida rosa e doce pra beber.
— Mas parece gostar de doces.
— Quem não?
— Eu odeio.
— Hm... talvez você só não tenha provado o certo.
Seokjin quase ficou de boca aberta. Kim Namjoon definitivamente não era bobo.
— Então, o que você faz? — Namjoon perguntou, depois que sua bebida chegou. Jin terminou o John Collins e decidiu parar por ali, odiava trepar bêbado e não era lá muito forte com o álcool mesmo que bebesse demais pra alguém que sabia detalhes dos riscos daquilo pro próprio corpo.
— Hospital Universitário Myeunsung.
— Deixe-me adivinhar... neurologia?
— Cardiologia. — corrigiu com um gracejo. — Quantos anos você tem, Kim Namjoon?
— Vinte e quatro. Você?
— Vinte e seis.
- Oh, devo te chamar de hyung, então?
— Por favor não faça isso. É como o Jungkook me chama e já é insuportável o suficiente.
O mais novo riu, passando da metade do seu copo. Ah, ele bebia rápido. Jin esperava que bebesse a sua porra rapidinho assim também.
— Certo. E o que você gostaria de saber de mim?
— Hm... que horas vai me levar pra longe daqui?
Considerando que eram 22h46 quando perguntou, Namjoon levou Jin pra longe dali às 22h48. Os dois homens andavam tranquilamente lado à lado, como se conhecessem um ao outro há tempo suficiente pro silêncio não ser mais desconfortável.
Mas tão logo caminharam pra fora, a noite gelada pareceu se esvair. Namjoon tocou a cintura de Jin, empurrando-o contra a fachada do pub, e beijou-lhe a boca com força.
Usualmente, quando estava com homens, Seokjin costumava se fazer de difícil. Mas quem queria enganar? Estar com aquele desconhecido era bom. Nada importava; o hospital, as contas, a falta da sua família ou seu casamento falido. Era só ele e o corpo amorenado do mais novo se encontrando, no mais completo sentido da palavra.
Seokjin perdera tempo demais fazendo jogos. Então havia decidido que se quisesse transar com um estranho, o faria sem se preocupar com o amanhã.
A boca de Namjoon era gostosa como o restante do corpo dele provavelmente era também. Ele sabia empurrar a língua nos momentos certos, sabia mostrar dominância mas também sabia ceder quando necessário.
Ela também era doce. Mas o paladar de Seokjin não pareceu se preocupar com isso agora. Quanto mais o beijava, mais doce ficava, mais gostoso ficava. Tinha certeza de que passaram pelo menos quinze minutos se beijando na porta daquele pub quando se afastaram, respirando forte contra a noite gelada, as nuvens pequenas de ar quente bombeando tão forte quanto as batidas do coração de ambos.
Não era a porra de um amor à primeira vista ou ago assim. Isso não existia. Mas, para aqueles dois, a necessidade de beijar viera muito antes de qualquer sentimento.
— Você quer ir pra um motel? — questionou Namjoon, as mãos ainda firmes na cintura fina do outro.
— Eu foderia com você aqui mesmo se não fosse um crime.
— Como pode dizer isso à alguém que cursa advocacia, Seokjin-ssi?
— Dizendo. Vamos logo. — Jin arrebitou o nariz, tirando o celular do bolso pra pedir um Uber.
— Sua boca é linda pra caralho. — Namjoon disse, deixando outro selar nela, descendo para o pescoço pálido do mais velho. Seokjin fechou os olhos por um momento, sentindo os toques.
O celular nas mãos poderia cair à qualquer momento, de tão trêmulo e necessitado que parecia. O motorista provavelmente sentiria o cheiro de tesão no ar o caminho todo, mas pouco importava. Kim Seokjin e Kim Namjoon passaram mais longos e deliciosos dezessete minutos trocando beijos fogosos dentro do veículo, molhados e de endurecer qualquer um.
O motorista parecia desgostoso da situação, mas sem olhar na cara dele os rapazes entraram, e também foi assim que saíram.
Há quantos anos, Seokjin pensava, enquanto caminhavam pra dentro do Motel cinco estrelas que encontrara nas proximidades, há quantos anos não se sentia assim? Doido pra foder, pra trocar beijos. De mãos dadas com alguém.
— Muitos — disse em voz alta.
— Huh? — questionou Namjoon, depois de pegar o cartão do quarto na recepção.
— Eu quero te dar muitos orgasmos — disse por cima, fazendo o mais novo rir de novo. Ele ria muito, pra alguém tão gostoso. Não acreditava que até a personalidade dele era boa. Sinceramente, Seokjin era lindo, mas sabia bem como podia ser às vezes. Muitos falavam mal dele pelas costas no hospital.
—Pretendo fazer o mesmo com você, então acho que está tudo bem.
Com sorrisos cúmplices, suas mãos não se soltaram nem mesmo no elevador. Mas o silêncio confortável estava ali, presente na forma como os dois trocavam olhares e se seguravam simultaneamente pra não atacar um ao outro publicamente (de novo).
A tranquilidade foi embora no momento em que pisaram dentro do quarto luxuoso. Kim Seokjin adorava se sentir assim, imerso nos prazeres que seu próprio suor lhe proporcionou. E ali, suaria mais ainda.
Com o cartão da porta jogado em algum lugar e seus Allen Edmonds longe, o corpo dos dois se chocou novamente. Jin tocou a nuca do Kim mais novo, aprofundando o beijo tão logo ele começou.
Agora que o gosto das bebidas tinha esvaído da boca de Namjoon, ele só tinha ficado mais doce ainda. E porra, Jin adorava. Percebeu que realmente não tinha provado do doce certo, porque era uma das raras vezes em que realmente apreciava estar beijando alguém. Nunca vira muita graça em mesclar as línguas, mas agora o fazia como se sua vida dependesse disso.
As mãos espertas de Namjoon deslizaram até o cinto do outro, abrindo-o devagar mesmo que suas bocas trabalhassem tão rápido quanto os corações. Sorrindo entre o beijo, o mais velho começou à desabotoar a camisa do outro homem, tesão palpitando em seu corpo pra vê-lo logo.
Aquela bagunça de braços passou à não funcionar em algum momento, então em um acordo tácito, se afastaram. Namjoon com os olhos colados em Seokjin, assumiu o controle da abertura dos botões da própria camisa, com certa pressa.
Em resposta, Jin largou o sobretudo em uma das poltronas, e arrancou o cinto dos passadores. Podia ser um cinto de mais de quinhentos e setenta mil won, mas nada se comparava à vontade de foder aquele homem. Sem pensar, jogou-o no chão, acompanhado da calça que vestia.
Ambos se mantiveram nessa troca de olhares intensa até restarem só as peças íntimas cobrindo seus corpos. Foi o máximo que aguentaram ficar separados, porque no instante seguinte suas bocas sedentas já se comiam novamente.
Agora, com o contato quente das peles uma contra a outra, tudo parecia ainda mais real e palatável. A pele de Namjoon sob os dedos de Jin pareciam uma harpa, delicada, que emitia sons suaves de si.
— Você vai gemer meu nome desse jeito? — questionou Seokjin, caindo por cima dele na cama enorme, lambendo os lábios com ansiedade. Sentia o próprio pau endurecendo, roçando no Kim por cima daquele tecido. Sentia tudo, tudo, e mais um pouco.
— Só se você fazer gostoso. — replicou Namjoon, sorrindo safado. Enquanto o sorriso de mais cedo era doce, esse era completamente diferente. Mas Jin gostava também. Não tinha nada naquele homem que lhe desagradasse.
Jin desceu a mão direita pelo corpo quente e grande do mais novo, alcançando o pau robusto e enchendo a mão. Fechando os olhos, os lábios carnudos e vermelhos de toda a fricção dos beijos se partiram, e Namjoon deixou seu corpo dar vazão aos sentidos que lhe carcomiam.
— Namjoon, eu quero sentir você — sussurrou o mais velho, provocando com os dedos a borda da última peça que cobria o corpo do outro. Os músculos do abdômen dele se moviam com força, o simples toque deixando-o duro do jeitinho que o mais velho queria. — Deixa eu te fazer um carinho? — questionou, tocando o pescoço dele com a boca úmida.
Em resposta o loiro grunhiu, adiantando o processo e puxando o elástico da peça só o suficiente pro seu pau surgir, duro e começando à soltar pré-gozo.
— Hm — Jin expressou, tocando o indicador na fenda molhada. Sentou sobre os calcanhares na cama e olhando para o Kim ergueu o dedo, lambendo com vontade. — Você já tá vazando.
— Esse mérito é todo seu, Seokjin-ssi. — respondeu, com a voz rasgando, rouca.
Guloso, Jin se aproximou do pau dele, analisando-o de perto agora. Com certeza era uma visão e tanto; as veias eram bem marcadas, e embora o tamanho não fosse extravagante, era grossinho, gostoso. Sem conseguir conter as mãos, segurou-o com certa pressão, subindo e descendo devagar.
Jin podia ver tudo: os olhos do loiro se fechando, a boca formando mais e mais gemidos. Podia ver o corpo dele todo reagir aos seus toques, à essa simples punheta, e adorava. Seu próprio pênis já estava vazando em antecipação, se sentia deliciosamente excitado.
— Porra — praguejou o mais novo, descendo a mão e tocando as próprias bolas, massageando no mesmo ritmo em que Seokjin deslizava. O moreno parou de repente, o que fez o outro abrir bem os olhos, mas logo outra exclamação de prazer partiu de si.
Sem qualquer restrição, Jin agora masturbava o outro rapidamente, o som viçoso da mão sobre o pau ecoando no quarto. A mão de Namjoon tombou pro lado, imerso no próprio prazer, então o outro pressionou com o indicador da mão livre o períneo, fazendo com que o loiro erguesse a cintura na sua direção.
Jin levou dois dedos até o topo do pau do Kim, molhando novamente com o líquido transparente. Com eles, voltou à descer, usando a mão livre pra erguer bem a coxa musculosa de Namjoon. A pele dele ali era cheirosa e quente.
Tocou com os dedos úmidos a entrada do loiro, sentindo-a se contorcer, faminta, tentando abocanhar seus dedos. Não estava molhado o suficiente pra meter, então cuspiu um pouco, mas não queria machucá-lo.
— Mete no seco — pediu, empurrando a cintura contra os dedos de Seokjin. Ávido e necessitado. — Eu não me importo, é mais gostoso assim.
Seokjin olhou-o ali de baixo, e deixou uma mordida fraca na região interna da coxa do mais novo como uma repreensão. Usou a palma que já o segurava para abri-lo mais ainda, pedindo: — Abre mais... isso. Você é lindo aqui em baixo também.
Namjoon riu, um pouco como mais cedo no pub, mas sua risada sufocou com outro gemido, sem aviso, Seokjin meteu um dos dedos nele, longo e seco, botando seu corpo todo em brasa.
— Eu vou acabar te machucando. Ainda assim você gosta? — questionou Jin, mantendo o dedo parado mesmo que fosse doloroso de tão bom sentir as paredes internas do mais novo se fechando contra si. Imagina só meter ali.
— Eu deixaria você machucar qualquer coisa em mim — Namjoon disse, a respiração se sobrepondo. — Certamente o meu rabo seria a mais satisfatória.
O mais velho não conseguiu esconder o sorriso, e pra arrancar o correspondente sacana no rosto de Namjoon, passou à mover o dedo dentre dele.
Se perdendo na linha de pensamento o mais velho fechou os olhos. A boca tão lindamente desenhada abriu novamente sugando o que parecia ser todo o ar do ambiente pra dentro do corpo, mas que mesmo assim não parecia o suficiente.
— Masoquista, então? — questionou, usando a mão livre pra reposicionar a coxa do mais novo.
Queria marca-la todinha. Aquela área era mais clara do que restante do corpo, mas era tão gostosa, tão maciça e tão pertencente à ele quanto.
— Um... um pouco. Ah! — exclamou inesperadamente, sentindo o corpo começar à reagir positivamente contra os toques.
O mais velho no entanto se afastou. Mesmo que o rapaz dissesse gostar, não conseguia se obrigar à fodê-lo no seco. Embora ele fosse masoquista, Jin não era um sadista completo. Claro, adoraria vê-lo chorar, mas queria que fosse de prazer.
— Seokjin-ah — abusou da intimidade, os olhos dos dois se conectando por alguns segundos. — Por favor? Eu posso implorar. Posso ser o que você quiser.
— Eu quero que você goze, Namjoon. Mas que o faça bem, e que se lembre desse momento por dias. As únicas marcas físicas que eu quero no seu corpo são as das minhas mãos, marcando sua cintura. Entende?
Namjoon engoliu em seco, sentindo o corpo todo aflorar. Porra, esse homem... o jeito que lhe olhava...
Assumindo o silêncio como um consenso o Kim sorriu devagar, levantando o corpo bonito e esguio. Jin o olhava de cima, mas não era como se ele fosse superior. Era só como ele gostava de olhar e como, intrínsecamente, Namjoon gostava de ser olhado.
Desfilando mesmo sem perceber, Seokjin alcançou a mesa de cabeceira ao lado da cama. Com certeza custariam uma fortuna, mas sabia que encontraria o que precisava ali dentro.
Com algumas camisinhas e lubrificante ele retornou a cama, encontrando o mais novo como estava: à espera. Duro. — Prometo fazer forte o suficiente pra que sinta o que quer, ok?
Só por essas palavras, a fenda de Namjoon piscava. Despejar todo aquele controle sobre as mãos do mais velho era muito mais gostoso do que o esperado.
Próximo das coxas sedutoras de novamente, Jin separou ambas as pernas dele, lhe dando a visão que queria. Sentiu o pau dar uma guinada dentro da cueca, mas ainda tinha que preparar aquele cuzinho pra lhe receber bem.
Abrindo a embalagem do lubrificante, despejou nos dedos, e esfregando o polegar contra o indicador e o médio pra espalhar o gel, pôde sentir que os olhos de Namjoon lhe acompanhavam em cada percurso da tarefa.
Satisfeito ele desceu o dedo de novo, deslizando um pra dentro. Kim estava se segurando nos cotovelos para olha-lo, mas não pôde continuar mais porque seus braços perderam as forças ao senti-lo lhe invadir.
— Mais um — pediu, o peito subindo e descendo, uma gota grossa de pré gozo descendo pelo seu pau. Até isso mexia com a consistência do seu corpo, a leve sensação do líquido derramando de si. — Mais um, por favor...
O moreno sorriu tranquilamente, encarando Namjoon de volta enquanto passava o segundo dedo pra dentro. A cintura dele se retraiu automaticamente, um pouco de dor tecendo seu interior.
— Achei que gostasse de dor, Namjoon. — argumentou o homem, dando um beijinho na virilha dele e repousando a cabeça na coxa, admirando-o de perto enquanto começava à mover os dedos.
— Mas ainda assim dói. — respondeu simplesmente.
Verdade. Assim como chover é bonito, chover ainda molha. Ainda significa a possibilidade de um resfriado. Sentir dor era a mesma coisa.
Jin nunca conversara tanto durante o sexo. Mas de novo, transar com a mesma mulher que não amava por anos foi um fator importante nesse quesito. Não tivera a possibilidade de transar bem ou de se sentir confortável com alguém por um tempo.
Talvez, o fato de serem desconhecidos ajudava.
Jin percebeu que tinha se deixado fugir mentalmente quando Namjoon começou à se mover contra seus dedos, suas paredes lhe engolindo desesperadamente. Deixando outro beijo na região, que fez o Kim erguer o quadril na sua direção, passou à se movimentar com mais destreza, abrindo os dedos dentro dele, saindo e voltando à deslizar pra dentro com facilidade.
O mais novo levou uma das mãos até a própria coxa, gemendo com vontade quando seu ponto G foi tocado uma, duas, três vezes. E então tudo era demais. Mas ainda assim, precisava dele. Do corpo quente dele contra o seu.
Como se os dois se entendessem, Jin removeu os dedos devagar, e sob o olhar de Namjoon alcançou o pacote prateado de preservativos. O mais novo se apoiou nos cotovelos mais uma vez, secando o pau dele quando Jin desceu a última peça que lhe cobria o corpo, passando também a sua peça íntima pelas pernas e largando pelo quarto.
Seokjin era confiante com seu próprio corpo. Claro, qualquer mula que estivesse no mesmo ambiente que ele conseguia ver isso de perto. Ele emanava essa energia, então mesmo que sua face e físico fossem diferentes do "padrão", era só dela que precisava pra se prostrar com beleza.
Ainda assim, ver Namjoon salivar diante de si enchia seu ego. — Vem cá, bota pra mim.
De bom grado o mais novo se aproximou, rasgando o pacote com facilidade. Os dois estavam sobre os calcanhares na cama agora, respirações chocando uma contra a outra.
Namjoon tocou o pênis do mais velho, deslizando um pouco, sentindo a forma, a textura. Jin respirou mais forte do que antes, a sensação trilhando seu caminho até o baixo ventre. — Eu não vejo a hora. — se abaixou, dando um selinho na cabeça vermelha daquele pau gostoso. — De ter você dentro de mim. — completou, dando uma sopradinha na carne sensível antes de deslizar a camisinha sobre ele.
Seokjin agarrou os fios loiros dele, levantando seu corpo rapidamente, e então empurrou-o pelos ombros para que caísse de costas na cama. Deitou-se sobre ele, alcançando sua boca com fome, com vontade. Sempre parecia ser desse jeito com eles.
O homem até então parecia sempre sofisticado. Mas não era isso que emanava dele agora. Era como se toda a água do mundo houvesse acabado e ele estivesse com sede, com muita sede.
Namjoon se sentia privilegiado de acender aquele homem dessa forma.
Gemendo entre um beijo e outro, apertou o corpo do moreno contra o seu, em um pedido silencioso. E então, quase inesperadamente mesmo que tudo de si implorasse por ele, o membro deslizou pra dentro, encaixando com vontade.
— Seokjin-ah! — o nome livre de formalidades jorrou pela sua boca.
Para Jin, estava sendo difícil manter o corpo parado. A cavidade quente lhe consumia como um todo, adornando-o deliciosamente, causando tremores no corpo inteiro. Queria foder forte, queria meter contra ele e sentir o homem sob si reagir à tudo isso.
O loiro tinha uma das mãos na cintura do outro, enquanto a outra jazia do seu lado na cama, prendendo os lençóis da cama. Jin tinha os olhos fechados agora, a boca fodidamente colada no canto da de Namjoon, enquanto ele tentava conter os grunhidos que fugiam por ali.
— Tá tudo bem — disse o Kim mais novo após um momento. — Eu estou bem.
Seokjin encontrou sua boca novamente, calando-o, enquanto sua cintura começava à investir contra o loiro, seu pau indo mais e mais fundo, tão longe quanto podia.
O beijo era descontrolado. Era uma bagunça de línguas que brigavam por algum ritmo mesmo que seu pau entrasse e saísse tão continuamente do menor. Às vezes um chupava a língua do outro, às vezes seus dentes se encontravam, às vezes estavam tão imersos em gemer, que o beijo se tornava só um espaço onde despejavam um no outro.
Seokjin desceu as mãos, encaixando-as na cavidade atrás dos joelhos do mais novo, abrindo-o mais, lhe dando mais espaço pra meter ao ponto de que investia contra ele numa velocidade parecida com a qual seus corações batiam, imersos na adrenalina do sexo.
Namjoon não aguentou, levando os braços até as costas do mais velho, que surrava tão bem seu corpo, fincando as unhas com gosto porque tudo o que sentia era o membro dele lhe preenchendo tão, tão bem.
Antes mesmo de ser tocado por ele, sabia o quão gostoso ele faria. E agora que o tinha, socando audivelmente dentro de si, tinha a certeza.
— Ah, ah... caralho... — Namjoon soltava incoerente, à mercê, desesperadamente. Sua cintura balançava na direção do Kim mais velho, sentindo-o mais à cada instante. Qualquer segundo longe dele parecia tortura, até mesmo a fração de tempo entre o pau dele sair e meter de novo parecia demais.
Logicamente, quando Jin cessou os movimentos, perceberam o quanto estavam sendo barulhentos. Tudo o que preenchia o quarto agora eram suas respirações pesadas.
Por alguns segundos, tudo o que fizeram foi se encarar. Mas aquilo não durou muito tempo. — Eu quero ver como você senta. — murmurou Jin encaixando a boca na do outro pra chupar seu lábio inferior. — Quero ir bem fundo em você — completou, sentindo o pau teso latejar bem ali, só a cabeça sendo estrangulada pela fenda do mais novo.
Namjoon sorriu, se movimentando na cama. E tendo o impulso que precisava, rapidamente estava por cima, encarando Jin dali, os cabelos hidratados estendidos sobre o lençol daquela cama de motel.
O rosto dele estava suado. Sua boca e pescoço vermelhos. A respiração selvagem. E ainda assim, quando chegava nos olhos dele, sentia-se olhando a realeza, a soberania. Até de baixo ele era alto. E isso dava um tesão danado.
Sem perder mais tempo, o loiro segurou o membro duro do outro pertinho da sua entrada, descendo com a bunda aos poucos. Porra, tinha até se esquecido de como sempre era intenso nessa posição.
Jin viu na expressão do mais novo a dor que ele sentia, então não se moveu. Levou uma das mãos até o pau dele, masturbando de leve, enquanto a outra deslizava pra cima e pra baixo na coxa torneada, flexionada ao lado do seu corpo.
— Dói muito? — questionou Jin, a mão lentamente subindo e descendo, deixando que Namjoon sentisse cada detalhe daquele toque. — Fale comigo.
— Eu posso aguentar. — respondeu, se concentrando em como aquele homem era gostoso e em como os seus dedos bonitos se agarravam ao seu pênis, deliciosamente. — Tudo o que você me proporcionar é a porra de uma honra.
— É? — questionou, sentindo Namjoon relaxar. Quando o rapaz assentiu, movimentou a cintura, causando um choque no corpo do outro. Suas duas mãos foram então para os lados das pernas do mais novo, apertando ali enquanto começava à rebolar a cintura contra ele.
— S-sim — sua voz vacilou, porque era gostosinho demais como ele se mexia. Pra melhorar a sensação Namjoon começou à subir e descer de maneira um tanto devagar, sentindo-o quente e fundo dentro de si.
Não percebeu exatamente quando o mar vermelho da dor se transformou no oásis do prazer, mas quanto mais suas pernas botavam pressão pra subir e descer com o corpo, melhor ele se sentia. Foi nisso que se concentrou: no quão era bom sentir-se preenchido desse jeito.
Kim Seokjin poderia ser tão delicado quanto seu rosto indicava, mas também podia ser viril ao ponto de que Namjoon rolava os olhos pra trás, quicando e gemendo, tendo ambos os pulsos segurados com força.
— Isso! Assim! — exclamou, desenfreado. Todo o seu corpo convergia naquele único ponto, que Jin acertava sem pena mesmo numa posição desfavorável para tal.
Namjoon abaixou o corpo na direção do Kim, encontrando sua boca novamente mas não conseguindo manter o beijo por mais que um minuto, porque seu corpo todo tremia e balançava.
— Vai, Namjoon-ah... goza pra mim. Me mostra como você fica quando vem. — sussurrou contra o rosto do rapaz, suas mãos agora segurando-o bem pelo traseiro. O loiro tinha ambos os braços apertando os lençóis com força, sentindo os músculos doerem pelo esforço de ir contra Seokjin enquanto este deslizava rapidamente pra dentro dele.
E o mais velho até queria continuar falando, provocando. Mas seu corpo todo estava reagindo naquele momento. Era difícil manter o controle, manter as palavras tão claras, quando as paredes de Namjoon lhe tratavam com tanto carinho.
Cada estocada lhe levava mais além do que julgara ser possível, e agora prendia a boca carnuda entre os dentes, grunhindo sobre eles, os olhos fixados no corpo de Namjoon.
Sentindo o menor perder força nos movimentos Jin segurou a cintura dele no lugar, passando à investir contra ele celeremente, dando-lhe aquilo que queria e precisava.
Os olhos do moreno estavam levemente cerrados, entorpecidos pelo prazer constante. Mas ele conseguia ver o loiro recebendo-o, sentia cada centímetro da palma quente dele apertando e arranhando seu peitoral. Conseguia enxergar a expressão devassa de quem estava adorando ser comido daquele jeitinho. E tudo isso causava em si sensações tão deleitosas que era difícil concluir qualquer pensamento.
— Seokjin-ah — começou, gemendo demoradamente em seguida. — Seokjin-ah, eu vou-ah! Aí! Porra- — foi interrompido pelo tapa que o Kim deu-lhe na coxa esquerda, e juntamente da dor, viu estrelas enquanto gozava explosivamente.
Seu corpo todo tremelicou, o orgasmo intenso tomando conta, lhe curvando desde a cintura até os dedos do pé. Namjoon veio como se estivesse há anos sem gozar, porque com Seokjin a sensação era a de que nunca havia realmente feito do jeito certo.
Levou a mão até o próprio pau, intensificando os tremores do ápice, até que tudo o que restasse de si eram gemidos incongruentes, tombando sobre o corpo do mais velho.
— Seokjin-ah — chamou, a respiração quente encontrando o pescoço suado do Kim. — Você não gozou ainda, né?
Jin riu baixo, anestesiado, quase como se ver Namjoon gozar tão gloriosamente fosse o suficiente.
— Ainda não.
Namjoon ergueu o corpo levemente dolorido e Jim deslizou pra fora dele, observando a porra escorrendo no abdômen definido do homem. Seu pau deu uma guinada dentro da camisinha; estava tão perto e tão longe.
— Eu vou te chupar. — avisou o loiro, e sem esperar uma resposta arrancou a camisinha do membro do outro.
— Vá com calma — soltou Jin, ao sentir a mão grande tomá-lo.
— É como você gosta? Com calma?
Seokjin assentiu. Podia adorar foder com rapidez, mas quando queria sentir de verdade, gostava da paciência.
Namjoon sorriu e mais uma vez beijou o topo do membro do mais velho, antes de retirar a camisinha e punhetar devagar. Pra cima e pra baixo, num ritmo calmo mas excitante.
O moreno fechou os olhos, o corpo tombando na cama bagunçada. Mesmo que não fosse de gemer era impossível ficar quieto, era impossível sentir a boquinha de Kim Namjoon começando à chupa-lo com a pressão certa pra lhe levar à loucura.
Era estranho como eles se entendiam bem, como sabiam se tocar, mesmo que nunca houvessem se conhecido antes daquela sexta-feira. Mas era um estranho bom. Um estranho ótimo, Seokjin pensou, ouvindo os sons de sucção que tomavam o quarto agora.
Antes mesmo daquele boquete, ele já estava na beirada do precipício. Podia sentir os comichões do orgasmo lhe tocarem o baixo ventre, faltando só mais um pouquinho pra empurrá-lo ao prazer absoluto.
Namjoon, parecendo sentir o corpo todo dele convulsionar ao redor do ápice, afastou a boca, um sorriso desgraçado no rosto enquanto era banhado em porra daquele jeito. Parte dentro da sua boca, parte nas bochechas.
Inconscientemente buscando mais, Seokjin arqueou a cintura na direção dele, o pau vermelho tocando-lhe o rosto, espalhando mais do seu prazer na face marcada pelo tesão do mais novo.
— Te sujei todo. — disse Jin, quando conseguiu formular uma frase. Namjoon assentiu, puxando lenços de papel da mesa de cabeceira da cama e limpando o rosto devagar. Quando terminou, mal deu tempo de largar os papéis, porque o moreno já estava lhe puxando pra um novo beijo.
Seus corpos estavam encaixadinhos um no outro, mas sentiam como se flutuassem em tudo ao redor. Suas bocas se conectavam mais ainda agora, leves no pós-foda, mas ainda cheios daquele sentimento carregado que a noite lhes trouxe.
Aquele não foi o último beijo da noite, ou do ano.
Sabe, Kim Seokjin não queria um relacionamento. Não quando seu casamento havia dado tão errado antes mesmo de dar certo. Mas aquilo também não era o que Namjoon procurava, não agora que tinha tanto à estudar e aprender.
Respeitando esses limites as coisas fluíram devagar. Assim como Jin gostava de uma punheta lenta e saborosa, aos poucos foram testando um ao outro, sentindo até onde iriam.
Então talvez tenham passado o dia dos namorados juntos. Seokjin com um vinho datado de antes mesmo de seu nascimento, Namjoon com um espumante que lhe fazia ver estrelas.
Clássicos, mas juntos.
