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Capítulo Único
Jisung estava sentado completamente vestido dentro da banheira seca do hotel onde encontrava Minho todas as vezes que um buscava o outro quando o assunto não era a amizade que forjaram na faculdade. Bem, onde Minho o levava sempre que “dava um tempo” com a namorada e onde ambos se tornavam um, amando-se como se pertencessem apenas um ao outro.
Negou com a cabeça, sentindo-se um idiota por todas as vezes que cedeu aos caprichos do mais velho e aos desejos do próprio corpo, sedento por cada minuto que pudesse ter ao lado do Lee. Tragou o cigarro mais uma vez, não se preocupando em bater as cinzas no cinzeiro.
— Se foi você que errou, por quê que eu me sinto culpado? – perguntou em voz alta, observando o cigarro queimar sozinho.
A verdade era que Jisung se sentia tão culpado quanto culpava Minho por ter deixado a situação chegar a esse nível.
A primeira vez que transaram aconteceu ocasionalmente. Hyuna tinha acabado de terminar com o Lee mais uma vez, dizendo que precisava de espaço e que o namorado não a deixava respirar. Não ironicamente, no mesmo fim de semana do término aconteceria um festival na cidade deles e a garota já tinha os ingressos comprados para todos os dias.
Minho estava chateado e, como sempre, não teve coragem de falar para os pais. Seus velhos eram amigos dos pais de Hyuna há muitos anos e adoravam o fato de seus filhos estarem juntos. Por isso, e por saber que segunda ou terça-feira a mais velha apareceria em seu apartamento se desculpando, o Lee nunca levava a sério e apenas encontrava o melhor amigo para beber e ouvir o mais novo reclamar da situação de Minho.
Naquela noite em específico, Han estava em um dos hotéis mais luxuosos da cidade por ter feito as fotos de um casamento que aconteceu ali. Era apenas para Minho buscá-lo lá para que saíssem para beber, mas o Lee estava tão cansado que apenas pagou por um quarto e subiu para o mesmo com o melhor amigo.
Com uma champanhe furtada do casamento por Han e uma garrafa de whisky que o próprio Lee tinha trazido, ambos se embebedaram mais uma vez, reclamando de como Hyuna fazia pouco caso da relação que cultivava com Minho.
Jisung disse ao amigo que ele merecia alguém melhor, olhando-o profundamente nos olhos e rezando para que o mais velho entendesse a indireta. Minho respondeu dizendo que a única pessoa importante de verdade para ele era o Han que, ao ouvir as palavras alheias, quase engasgou. Mas sua surpresa com a fala alheia não foi maior que o avanço do Lee sobre seu corpo, beijando-o com tanto desejo que tirou o fôlego de ambos por vários minutos.
Dali para iniciarem um sexo quente, o melhor da vida de ambos, não demorou nada. Ficaram o restinho daquela sexta-feira e o sábado inteiro se amando naquele quarto de hotel, mas tudo voltou ao normal na quarta, quando Minho avisou ao amigo que Hyuna tinha se arrependido e que eles tinham voltado.
Algo no peito do mais novo morreu ao ouvir as palavras curtas na ligação. Provavelmente foi seu amor próprio, pois em todas as vezes seguintes ele compareceu àquele quarto de hotel quando o Lee o chamou dizendo as mesmas palavras: “Hyuna pediu um tempo mais uma vez… por acaso você sabe que evento grande tem hoje? Aliás, que hora posso passar na sua casa?” .
Mas aquela vez, três meses atrás, Minho tinha jurado ao mais novo que isso não voltaria a acontecer…
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Jisung estava com a cabeça deitada no peito alheio, desenhando círculos pelo local de maneira aleatória quando ouviu o celular de Minho receber uma ligação. O mais velho sequer se mexeu para atender, continuando com o carinho leve em suas costas.
A ligação parou e reiniciou outras três vezes. Mas o Han acabou se preocupando com a insistência da outra pessoa, projetando o próprio corpo sobre o do Lee para alcançar o aparelho na mesinha ao lado da cama. Quando o fez, viu o celular acender pela quarta vez, lendo “Hyuna ❤️” piscar na tela com uma foto da mulher.
— Que porra é essa, Lino? – disse em tom alto, mostrando o ecrã do celular para o mais velho.
Minho estava sonolento e demorou alguns segundos para focar sua visão no aparelho, franzindo o cenho ao ver a situação.
— Hanji, não é o que você tá pensando… – péssima escolha de palavras.
— Pois parece que sua namorada, atual , não ex, tá atrás de você… que tá na cama com seu melhor amigo.
— Ji, não – o Lee se sentou rapidamente ao ver o mais novo ficar em pé e se vestir às pressas. — Onde você vai?
— Embora, Minho. Eu vou pra minha casa, de onde eu nem devia ter saído.
— Hanji, não, espera. Deixa eu explicar, você entendeu errado – levantou-se da cama, despreocupado com esconder a própria nudez.
— Eu entendi muito bem, Lee Minho – disse sério, as lágrimas escorrendo de seus olhos. — Você não consegue terminar com a Hyuna nem com ela te traindo em toda oportunidade.
— Ji… – tentou argumentar, mas foi interrompido.
— Não, Lino – limpou as lágrimas violentamente do rosto, pegando sua carteira e chaves antes de se dirigir à porta. — Sinceramente? Eu tô cansado. Acabou qualquer que seja essa dinâmica que a gente tinha. Não me procure mais.
— Hanji! – gritou, mas o tempo que levou para se vestir e sair do prédio foi mais que suficiente para o mais novo sumir de sua vista… e vida.
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Jisung fungou sem perceber que estava chorando, já estava em seu sexto cigarro desde que entrou no quarto de hotel.
Minho tinha procurado pelo Han em várias ocasiões ao longo dos três meses que estiveram distantes, mas o mais novo tinha sido irredutível: aquela definitivamente tinha sido a última vez que encontrou o mais velho naquelas circunstâncias – e se o Lee voltasse com a ex mais uma vez, Jisung estaria decidido a acabar com o que tinham. E assim foi.
A última vez doeu muito mais que as outras. Jisung se sentiu traído, tinha implorado para Minho dizer a verdade sobre seu status de relacionamento, mas no final ele mentiu.
Pelo menos era naquilo que Han acreditava.
A porta do quarto se abriu e Jisung levantou rapidamente, quase caindo no processo de sair da banheira vazia. Quando chegou na porta do banheiro, viu a imagem forte de Minho tirando os sapatos antes de colocar a bolsa do trabalho no sofá da antessala do quarto.
— Que merda você tá fazendo aqui? – Jinsung perguntou de cenho franzido. — Como soube que eu tava aqui? Como sequer entrou aqui?
— Pedi pro Seungmin me avisar se você viesse pra cá alguma vez.
— Não acredito – riu nervoso.
Seungmin era o recepcionista do hotel em que estavam, o qual sabia bem o que acontecia naquele mesmo quarto de hotel quando os outros dois estavam lá. Minho vinha de uma família muito influente de médicos famosos na região, tendo muito dinheiro em sua conta bancária para comprar os funcionários daquele hotel caro. Suspirou, rendendo-se.
— O que você quer?
— Conversar – Han bufou.
— Não tenho nada pra conversar com você – foi firme, dando um último trago no cigarro antes de voltar ao banheiro apenas para recuperar seu maço pela metade e o cinzeiro esquecido, voltando logo em seguida.
— Você não devia fumar aqui dentro.
— Vá embora, Minho – pediu decidido.
— Não vou sair daqui antes de esclarecer as coisas com você – disse simplista, tirando o jaleco branco do próprio corpo.
— Estava no hospital? – perguntou como força do hábito.
— Estava de plantão, vim assim que ele me ligou – disse simplesmente.
— Largou o trabalho por algo tão pequeno? – riu incrédulo. — Isso é um pouco surpreendente.
— Não é “algo pequeno”, Hanji – fez aspas com as mãos. — Tem três meses que quero explicar as coisas pra você.
— Não me chame assim.
— Eu te chamo como eu quiser, você é meu melhor amigo – aproximou-se do mais novo a passos largos.
— Éramos melhores amigos.
— Você não pode terminar nossa amizade sem me avisar.
— Achei que eu tinha sido bem claro naquela noite – Han deu passos para trás com a aproximação do mais alto, chocando-se com a parede sem perceber.
— Não é assim que funciona – riu sarcástico, agora a poucos centímetros do outro.
O silêncio que se seguiu foi palco para a tensão crescente que se fez presente no cômodo. Os olhos de ambos percorriam o rosto alheio milimetricamente, temerosos de se esquecerem das feições atraentes do outro. O corpo de Minho se colou completamente ao do mais novo, as respirações se mesclando rapidamente.
— Por que você desapareceu? – perguntou baixinho.
— Porque eu quis – disse simples, mas arrancou apenas um risinho incrédulo do Lee.
— Vamos lá, seja sincero comigo. Eu te disse que tinha terminado tudo com ela, por que você saiu daquele jeito com aquela ligação? Nem me deixou explicar.
— Eu não me importo com sua relação com a Hyuna, Minho – disse seco, afastando o mais velho de si pelo peito, o qual envolveu suas mãos nas de Han.
— É mesmo? Então porque me bloqueou de todas as redes sociais e parou de frequentar os lugares que sabia que podia me encontrar?
— Eu só vivi minha vida, Minho – disse na defensiva. — Eu só segui em frente… parece que foi fácil te esquecer.
— Você mente tão mal – riu, negando com a cabeça e colando seus troncos outra vez. — Finge tão mal.
A mão direita do Lee subiu para os cabelos da nuca de Jisung, puxando os fios do local com força moderada. O mais novo inclinou a cabeça para trás, soltando um ofego sofrido ao sentir a respiração de Minho tocar a pele sensível de seu pescoço.
Quando a língua molhada finalmente tocou a região, Jisung projetou o corpo para frente em uma tentativa de aumentar o contato de ambos, mas Minho se afastou minimamente, empurrando o quadril do menor para se colar à parede outra vez. Apertou a mão esquerda no local, saudosista com a cintura fina e bem delineada do Han.
A palma fria tocou a pele quente da barriga de Jisung, enviando arrepios potentes ao corpo menor. A mordida dolorida deixada no pescoço do Han deveria ter incomodado, mas ele estava com tanta saudade do sexo bruto que os dois tinham…
Mas tão rápido quanto começou, os toques de Lee Minho se afastaram de seu corpo febril.
— Tá na sua cara: você não me esqueceu – sussurrou no pé do ouvido de Jisung.
— Você é um filho da puta – disse entredentes.
— Mas você gosta – sorriu ladino.
— Lino…
— Vamos ser sinceros um com o outro, sim? – pediu, segurando o rosto do mais novo com ambas as mãos.
— Não quero – resmungou manhoso, pressionando sua pélvis na semi-ereção do Lee. — Parece que você também não me esqueceu.
— Não esqueci mesmo, eu tô pensando em você tem 3 meses – Jisung arregalou os olhos com a confissão. — Disputar ego pra quê? Que você vença!
— Minho…
— Tô falando sério, Hanji. Eu tô tentando falar com você desde que você saiu desse quarto naquele dia – suspirou. — Mas você não só desapareceu da minha vida, como insiste em fazer eu saber que você seguiu em frente… mas nós dois sabemos que isso não é verdade.
— Lógico que é! – proferiu afetado.
— Outros corpos, outros cheiros pra esquecer o meu… – Minho empurrou o quadril na direção do mais novo, sentindo as ereções se chocarem. — Mas se você realmente tivesse me superado como diz, não estaria aqui hoje.
— Você não pode garantir isso.
— Ah, eu posso sim – disse risonho, colocando a mão sobre o pau coberto de Jisung sem cerimônias. — Por qual outro motivo você estaria tão duro assim pra mim?
— Sentimento se foi, mas o tesão não acaba – deu de ombros sorrindo de lado, vendo o mais velho gargalhar ao projetar a cabeça para trás.
— Nem você acredita nisso, Hanji.
— Pois é a verdade. Eu só quero ter você me fodendo de novo, tenho certeza que quando tudo acabar vai cada um pro seu lado e eu nunca mais vou pensar em você.
As mãos de Jisung foram rapidamente à camisa social branca que o mais velho usava, desabotoando-a com agilidade antes que Minho escolhesse se afastar mais uma vez. O Lee aperta o membro de Jisung em sua palma de maneira quase dolorosa, arrancando um gemido do mais novo.
— O que te faz pensar que eu vou te dar o que você quer? – perguntou desafiador, ouvindo uma risada gostosa do Han.
— Você faz tudo o que eu quero, Lino – disse simplesmente. — Me trata como a porra de um deus.
Os olhos voltaram a se conectar, as faíscas explodindo nas íris de ambos.
— E o que você quer, Hanji? – sussurrou, os lábios a centímetros de distância outra vez.
— Quero que me foda do jeito que só você faz, quero… – as mãos habilidosas do mais velho abriram sua calça facilmente.
— Continue, não se distraia.
— Quero que me destrua… uma última vez – sussurrou, sentindo a mão gelada do mais velho adentrar sua peça íntima, tocando o pênis duro sem empecilhos.
— Última vez? – ergueu uma sobrancelha, descrente.
— Eu não vou ser seu amante, Minho – disse sério, mas sem conseguir conter a vontade de projetar o quadril contra a mão do médico.
— Hanji…
— Não, Lino – pediu negando com a cabeça enquanto levava uma mão à bochecha do mais velho, acariciando a região. — Hoje só há eu e você no mundo. Sem namoradas, sem pais, sem preocupações… só eu e você, uma última vez… essa é a quinta e última vez.
Os olhos marejados do Han fizeram Minho apenas menear a cabeça em concordância, deixando de masturbar o mais novo apenas para tirá-lo das calças escuras. Ambos se despiram ali mesmo, encostados na parede do quarto, com os corpos colados e os olhos fixos um no outro, sem se desviarem por um único segundo.
Quando estavam os dois completamente nus, Minho puxou Jisung calmamente até a cama grande, deitando o corpo menor nos lençóis de cor clara. O Han se ajeitou no centro do colchão, vendo o corpo maior engatinhar de maneira felina para perto de si.
O peito de Jisung disparou em antecipação, um gosto agridoce em seus lábios por saber que aquela seria a última vez. O peito apertou com o pensamento e a vontade de chorar retornou, mas Han afastou qualquer preocupação da cabeça quando sentiu os lábios de Minho tocarem gentilmente um de seus tornozelos, subindo o carinho por suas duas pernas de maneira despreocupada. O jeito que o médico olhava para si era tão devoto que Hanji podia jurar que cada selar em sua pele era uma prece.
Ao chegar na ereção dolorida, o Lee não demorou para distribuir beijos por toda a extensão de Han, envolvendo o membro alheio na palma fria para masturbá-lo enquanto engolia a cabecinha babada. Jisung só pôde jogar a cabeça para trás e conter um gemido sôfrego e saudosista: embora tenha saído com algumas pessoas, não transava desde a última vez em que esteve naquele quarto com o melhor amigo.
— Tão necessitado… – as palavras sopradas em seu membro o arrepiaram, obrigando-o a focar os olhos em Minho, que sorria travesso antes de deixar uma lambida em todo seu pau.
— Lino… – pediu nada em particular, sentindo-se inquieto.
Entendendo a súplica, o mais velho o abocanhou por completo, demonstrando no ato toda a saudade e devoção que tinha por Jisung, podia até mesmo dizer que seu movimento ritmado com a boca e a mão na extensão do mais novo era violento, incomodado pelo melhor amigo querer transar consigo, mas se negar veementemente a conversarem.
Minho se afastou apenas para observar a cena completa de Jisung entregue ao boquete: os cabelos bagunçados sendo puxados pelas mãos nervosas enquanto o menor projetava o quadril para cima em busca da boca do médico. O Lee sorriu, sentindo o coração palpitar enquanto a necessidade de tocar o corpo menor aflorava a cada segundo. Caminhou até a própria bolsa, tirando de lá um pacotinho de lubrificante e um preservativo, atraindo a atenção de Han para si.
— Você sabia que isso aconteceria, não é? – estava rindo, mas se sentia um pouco magoado por ser tão óbvio.
— Eu torcia pra acontecer – foi sincero. — Mas preferia estar fazendo isso depois de me acertar com você.
— Não estraga o clima – pediu, vendo o mais velho bufar. Chamou Minho com o indicador, um sorriso safado nos lábios. — Vem, volta aqui.
E mais uma vez o mais velho obedeceu, voltando para o meio das pernas de Han e abrindo o lubrificante em seguida. Despejou o líquido viscoso na mão direita, friccionando dois de seus dedos no anel de músculos. Prendeu um resmungo assim que ouviu o gemido sensual de Han cortar o ar, seu indicador completamente no interior do outro.
Antes que Jisung pudesse pedir por mais, o médico inseriu um segundo dedo em si, movimentando-se tortuosamente e tesourando-o aos poucos. Cada gesto era cirúrgico em lhe proporcionar prazer, principalmente quando Minho massageou sua próstata com a ponta dos dedos, preparando-se para colocar o terceiro dígito em seu interior.
— Não, eu quero assim.
— Hanji – protestou, mas viu o mais novo negar com a cabeça.
— Eu quero duro, do jeito que só você sabe fazer.
O pedido foi cru, fazendo o médico engolir em seco ao concordar, ajeitando-se no colchão até estar com o rosto colado ao do outro. Beijou os lábios de Han imediatamente, envolvendo a mão ainda suja do lubrificante nos membros dos dois ao mesmo tempo, apenas para provocar Jisung do jeito que sabia que ele gostava.
Mas o Han estava impaciente e sedento, tateando a cama de maneira nervosa até achar a embalagem do preservativo, rasgando-a rapidamente para envolver o item no falo que logo o preencheria. Apenas o pensamento já era capaz de deixá-lo arrepiado, ansioso pelo que estava por vir.
Empurrou os ombros largos do médico na cama, fazendo Minho se deitar ali às pressas. Em seguida, subiu nas coxas fartas, massageando o peitoral e os ombros do Lee – que fechou os olhos em deleite. O membro grosso deslizou com dificuldade para seu interior, que, contrário à invasão, tentava expulsá-lo. Mas Han era insistente e um tanto masoquista, começando a subir e descer pela extensão do mais velho no mesmo minuto em busca de algum alívio para seu desejo insano.
Os gemidos de ambos irromperam pelo cômodo ao passo que os movimentos se intensificaram, principalmente agora com o médico levando o quadril para cima, empalando o corpo menor que o seu enquanto apertava a cintura fina com vontade. Han gritou quando sentiu sua próstata ser acertada, parando de se mover para se reconectar com sua consciência.
— Caralho… – gemeu, a boca colada à orelha do médico enquanto este o fodia sem dó. — Eu amo tanto o jeito que você me come.
A fala pareceu acender algo em Minho, que virou os corpos com brusquidão para ficar por cima, arremetendo o próprio corpo contra o de Jisung sem dó. Distribuía beijos molhados e lambidas lânguidas pelo pescoço e colo do mais novo, disposto a marcá-lo de todos os modos possíveis, para sempre. Levou uma das mãos ao pênis alheio, ouvindo um gemido longo do Han, totalmente sensível e entregue. Continuou com a mesma intensidade de movimentos, mas quando percebeu que Jisung gozaria, parou completamente de se mexer.
— Mas que porra…? – Han perguntou, mas se calou ao sentir um único e forte movimento atingi-lo.
— Você gosta, não é? – outro movimento. — Gosta quando eu sou duro com você.
— Hum…
— Diga, senão eu não vou continuar – as lágrimas tinham voltado aos olhos do mais novo, mas dessa vez não eram de tristeza. Outro movimento preciso e isolado do mais velho. — Você sabe o que eu quero ouvir, Hanji.
— Eu… – piscou, fazendo as lágrimas escorrerem pelo rosto bonito. — Eu gosto.
Os movimentos bruscos de Minho voltaram com força total em seu interior, atingindo incansavelmente sua próstata e fazendo Jisung revirar os olhos e arquear o corpo. O médico sorriu, sentindo-se sádico por ver quão destruído e bonito o outro estava por sua causa.
O Lee se apoiou novamente em um braço só, levando a ponta de seus dedos às bochechas proeminentes para secar as lágrimas ali. O gesto diminuiu um pouco a velocidade de suas investidas, mas não sua intensidade. Ainda assim, foi o suficiente para atrair os olhos de Jisung para o seu rosto, espelhando o sorriso que Minho nem tinha percebido dar.
— Eu preciso dizer… – deixou um carinho leve na bochecha gordinha. — Que te amo.
Os olhos de Jisung se arregalaram com a fala do mais velho, que o beijou intensamente em seguida, voltando a investir contra seu interior com velocidade. Minutos depois, o Han só pode gemer alto, finalmente chegando ao seu ápice, apertando a extensão de Minho em seu interior, o qual também gozou forte.
O Lee respirava de maneira desregulada no pescoço do mais novo, tentando se recuperar ao passo que Jisung tentava entender o que tinha acontecido ali. Em meio minuto, Minho se colocava de pé e caminhava com a camisinha em mãos para o banheiro, sumindo dentro do cômodo por alguns minutos. Hanji continuava incrédulo, só podia ter ouvido coisas.
— Vem, Hanji – o mais velho chamou da porta. — Vamos tomar um banho.
Jisung resmungou manhoso, virando-se no colchão. O ato atraiu uma risada do médico que, negando com a cabeça, foi até a cama e puxou o corpo menor em sua direção, pegando-o no colo sem grandes problemas.
— O que você… – foi interrompido.
— Shh, deixa eu cuidar de você – pediu.
Minho colocou Jisung embaixo do chuveiro apenas para tirar o suor e a porra de seu corpo, levando-o para a banheira cheia em pouco tempo. Repetiu ele próprio o processo antes de entrar atrás do mais novo na banheira ampla, aconchegando-o em seu peitoral. Os dois estavam imersos em seus próprios pensamentos em silêncio, com o Lee acariciando os ombros do mais novo enquanto Jisung brincava com as bolhas dos sais de banho.
Suspiraram ao mesmo tempo, sabendo que mais cedo ou mais tarde teriam que encarar a realidade novamente. Minho virou o corpo menor de lado em seu colo para que pudesse olhá-lo nos olhos, acariciando as coxas bonitas para tranquilizá-lo.
— Podemos conversar? – foi cauteloso.
— Minho… – negou desviando o olhar, mas tendo a mão do médico rapidamente em seu rosto.
— Pra você é “Lino” – disse sério. — E eu mereço isso, Hanji.
— Eu sei, eu… é só que… – suspirou, sentindo-se vencido.
— Por que você foi embora naquela noite sem me deixar explicar a situação? Por que… por que fugiu de mim todo esse tempo? – o tom de Minho era doído.
— Tudo isso tava me machucando demais, Lino – suspirou se rendendo. — Eu tive que me proteger, mas me priorizar pareceu escolher te perder.
— Mas você… – foi interrompido.
— Eu conseguia lidar com o fato de ser sua segunda opção, de só ficar com você quando vocês não estavam juntos…
— Hanji… – disse sofrido.
— Mas dormir com você sabendo que ainda tava com ela… isso foi demais pra mim, eu não… – calou-se, tentando ao máximo segurar as lágrimas em seus olhos.
— Amor… – chamou baixinho, sentindo os próprios olhos marejarem ao ver o sofrimento do mais novo. Jisung, em contrapartida, arregalou os olhos olhando para o médico quando ouviu o apelido carinhoso ser usado consigo pela primeira vez. — Você entendeu tudo errado, Hanji.
— O que você quer dizer com isso? – sussurrou.
— Você sempre foi minha primeira opção, eu só tinha medo do que meus pais podiam pensar – suspirou. — Não de você ou da minha bissexualidade, eles realmente te amam e não ligam pra isso, mas eles gostavam tanto do fato de eu namorar a Hyuna, que eu não queria estragar isso pra eles, mas…
— Você não precisa fazer isso, Lino – pontuou, mas recebeu a negativa do maior.
— Aquela vez fui eu que terminei com ela – confessou, arrancando um ofego surpreso do Han. — Por isso eu te disse que era definitivo, eu cansei de ser feito de trouxa por ela e de negar a minha felicidade só porque achava que minha família poderia ficar magoada.
— Mas… – balbuciou. — O contato dela, eu… eu vi.
— Eu sei – suspirou. — E peço desculpas por isso.
— O que quer dizer? – perguntou confuso.
— Eu fiquei tão ansioso pra te ver naquela noite que nem me importei em excluir e bloquear o número dela, eu nem lembrei de apagar nada das redes sociais eu… eu só queria te ver – acariciou a bochecha alheia. — Ver esses olhos bonitos e dizer que eu finalmente seria só seu, me desculpa.
— Lino… – disse com um biquinho nos lábios, o qual foi beijado rapidamente pelo mais velho.
— Era pra eu ter te explicado as coisas direito, mas você tava tão gostoso naquela calça de couro que eu me distraí – riu envergonhado.
— Você é um tarado – resmungou.
— Por você eu sou mesmo, pode me prender por isso – deu de ombros, despreocupado. — Mas é sério, Hanji. Eu nunca imaginei que ela fosse vir atrás de mim daquele jeito.
— Ela não deve ter achado que era verdade.
— Mas era – disse sério. — Eu não voltei com ela, meu amor. Eu nunca mais voltaria com ela, não depois de entender meus sentimentos por você.
— Você… – a voz morreu em sua garganta.
— Eu falei sério – pontuou, sorrindo largo. — O que eu disse sobre amar você, eu falei muito sério.
— Eu… – Jisung sorriu, ajeitando-se na banheira para se sentar de frente para o médico, jogando água pelo chão todo no processo. — Eu amo você.
— E eu amo você… e peço desculpas por ter agido assim por tanto tempo, por ter demorado tanto pra enxergar.
O sorriso que o mais novo lhe deu poderia iluminar uma cidade inteira, assim como o calor em seu peito poderia descongelar o Everest. Ambos finalmente sentiam que estavam no lugar certo, na hora certa e – principalmente – com a pessoa certa.
— Eu quero namorar você – Minho confessou. — Quero te apresentar pros meus pais agora como meu namorado, quero postar fotos com legendas bregas nas redes sociais… eu quero tudo, Hanji. Com você eu tô disposto a tudo.
— Eu também quero, Lino – sussurrou, enchendo o rosto do médico de beijos. — Eu quero muito.
Minho o abraçou, encaixando o rosto no pescoço cheiroso do qual sentiu tanta falta. Agora sentia que estava completo, toda a angústia em seu ser desapareceu assim que viu o sorriso largo e os olhos brilhantes do mais novo. Estava disposto a qualquer coisa para fazer aquela relação dar certo.
Trocaram um novo beijo, recheado de sentimentos antigos com cara de novos. Han distribuiu beijinhos em seu pescoço enquanto rebolava em seu colo, indicando que estava pronto para mais uma rodada intensa. Sorriu, adorando o fato de seu melhor amigo e amor ser tão sedento por sexo quanto ele próprio. Estava feliz, e naquele quarto de hotel caro, ambos se amaram mais uma vez.
