Work Text:
Nolan Grayson nunca concluiu sua missão.
Ele deveria ter preparado a Terra. Matado seus heróis, destruído as defesas, sido o primeiro passo da conquista viltrumita. Mas algo aconteceu.
Ou melhor, nasceu.
Mark.
Aquele garoto de coração mole e punhos fortes, que ao descobrir seus poderes saiu voando desajeitado e sorridente como se tivesse ganhado uma bicicleta nova — e não o fardo de ser uma arma viva.
Quando Mark despertou, Nolan hesitou.
E pela primeira vez em milênios, um viltrumita falhou.
Mas ninguém sabia. Nem Debbie. Nem Mark. Ninguém. E com isso, a vida seguiu — entre salvar planetas, missões da GDA e jantares em família. Mas Nolan nunca abaixava a guarda. E vigiava o céu com a mesma atenção com que vigiava o sorriso do filho.
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Mark também vigiava algo.
Ou alguém.
E esse alguém, atualmente, estava pendurado do lado de fora da janela do quarto dele, bufando.
— Mark! Ou você abre isso, ou eu juro que vou descer e dormir dentro do freezer da GDA. Tô todo quebrado, cara!
Mark correu e abriu a janela com um sorriso.
— Rex? Que—... caramba, o que aconteceu com você?!
— Eu acho que tô começando a ouvir coisas já, fecho os olhos e ouço um martelo martelando a minha cabeça….— o ruivo entrou cambaleando como se estivesse carregando um elefante nas costas. O uniforme estava rasgado, e havia uma mancha roxa horrorosa descendo pela costela. — O que aconteceu foi que os guardiões são uma piada, a porra dos alienígenas voltaram e estavam em modo Berserk, e o Robô decidiu que era uma ótima ideia usar a mim como escudo porque "seu corpo absorve explosões melhor que o nosso". — Ele se jogou de cara na cama de Mark, soltando um gemido alto. — Se eu soubesse que ser herói ia doer tanto assim, eu tinha virado padeiro, ou sei lá, traficante. Pelo menos traficante não apanha com raio de plasma.
Mark sentou ao lado dele, rindo.
— Está doendo muito?
— Só quando respiro, penso ou tento sentir algo humano de novo.
Mark encostou a mão devagar na lateral da barriga dele.
— Quer que eu beije pra melhorar? Minha mãe sempre diz que isso funciona.
Rex arqueou uma sobrancelha, um sorriso surgindo.
— Bom, eu levei um soco no pau mais cedo, então—
TAPA.
— Ai! — Rex levou a mão à cabeça, rindo. — Você é um monstro, Grayson.
— Não fale de socos e genitais na mesma frase na minha cama, seu idiota.
— Sua cama? Meu corpo basicamente mora aqui. Eu devia pagar IPTU. — Ele piscou com aquele tom atrevido, antes de puxar Mark pela camisa. — Aliás, já que estou aqui...
Com um puxão firme, Rex o jogou na cama e subiu em cima dele, com um joelho entre as pernas de Mark.
— Acho que mereço uma compensação emocional. Tipo sexo. Muito sexo. — Rex se ajustou melhor, sentando em uma perna de Mark e tirando sua parte superior do uniforme todo surrado. Deixando seu peito nu, suas costelas com alguns hematomas de luta.
— Você é impossível. — disse, abrindo um sorriso, ajudando Rex a tirar a calça do uniforme, já que a perna do outro estava meio dolorida.
— E gostoso. Vai reclamar?
Mark riu, mas no segundo seguinte, Rex o beijou na boca, encaixando seus lábios delicadamente. Mark fechando os olhos lentamente. Com um movimento sutil de quadril, virou os dois. A calça — cujo estava presa no pé do ruivo — sendo jogada para o chão. Agora Rex estava deitado, e Mark em cima, prendendo os pulsos dele contra o colchão com uma só mão.
— Caralho, como você sempre fica por cima no final? — quebrou o beijo, fingindo indignação, ainda ofegante.
— Você nunca faz nada a respeito, — Mark provocou, com um sorriso preguiçoso.
— É, não é como se eu pudesse simplesmente te tirar de cima de mim, né? Porra, eu vi você levantando um prédio semana passada.
Mark deu uma risadinha e passou os dedos devagar pelo rosto suado de Rex, afastando os cabelos grudados na testa.
— Talvez você esteja certo.
Então ele se abaixou.
Beijou a mandíbula do namorado, depois o pescoço, descendo devagar até o osso da clavícula, sentindo Rex estremecer sob ele. Beijou o queixo, e os lábios de novo — um beijo mais calmo, mas molhado, íntimo, cheio de promessas.
Rex estava ofegante quando Mark afastou só o suficiente pra olhar nos olhos dele.
— Você tá gemendo como se não estivesse quebrado.
— Eu tô quebrado, mas não burro. Se tenho a chance de transar com o homem mais gostoso da porra do planeta, eu ignoro qualquer fratura.
Mark ergueu uma sobrancelha.
— Achei que você estivesse todo surrado e dolorido demais pra fazer sexo.
— Mark, eu sentiria dor até se respirasse fundo agora... e ainda assim, quero que você me foda até eu esquecer meu nome. — levantou uma perna, prendendo-a nas costas do moreno, trazendo-o para mais perto — Agora vai, me conserte com o seu pau.
Mark soltou um riso rouco, já começando a se posicionar melhor entre as pernas do ruivo, quando—
CLAC.
A porta se abriu.
— Mark, o jantar já está—
Silêncio.
Mark congelou.
Rex arregalou os olhos.
“Não. Não. NÃO.”
Era Nolan. Parado na porta. A expressão neutra, o olhar firme. E flutuando.
Flutuando.
Ou seja, sem passos.
É claro, é claro. Justo naquele dia, naquela noite, seu pai decidiu quebrar a regra do “sem superpoderes em casa” e ser preguiçoso o bastante para decidir dar um “descanso aos pés” enquanto subia as escadas e passava pelo corredor até a porta do quarto — qual ele também não bateu para entrar.
No segundo que Mark viu o pai, o pânico acionou automático: supervelocidade.
Ele tentou sair de cima de Rex — só que rápido demais.
O resultado: tropeçou no próprio joelho, se desequilibrou, bateu a cabeça na parede, escorregou, caiu da cama direto no chão com um "THUD" extremamente vergonhoso.
Rex ficou deitado. Olhando fixamente pro teto. Rígido.
“Talvez se eu não me mexer, ele vá embora. Tipo um Tiranossauro Rex.”
Nolan piscou, uma única vez.
— Boa noite. — disse, e fechou a porta com um clique.
Silêncio mortal.
Mark ainda estava no chão, parcialmente embrulhado no cobertor que tentou puxar com ele na queda.
— Ele... viu... tudo.
— Ele me viu pelado, Mark. Ele me viu pelado e EMBAIXO DE VOCÊ. Meus ossos ainda estão gritando e eu vou ter que lidar com a porra do seu pai! Você sabe o que isso significa?!
— Que a gente vai jantar em silêncio absoluto pelas próximas quatro semanas?
— ...E eu vou morrer antes de conseguir olhar nos olhos dele de novo. Maravilha. Tô ouvindo aquele martelo martelando minha cabeça de novo.
Mark gemeu.
—
A mesa estava posta.
A comida cheirava bem.
A luz era suave.
Tudo estava normal.
Menos as pessoas sentadas ali.
Debbie sorria com uma tensão visível no maxilar, enquanto colocava arroz no próprio prato e falava sobre absolutamente qualquer coisa que não fosse o fato de Nolan ter aberto a porta do quarto do filho e encontrado Mark por cima do namorado, semi-nu e visivelmente prestes a fazer algo que só se faz com a porta trancada.
Nolan comia. Em silêncio.
Cortava o frango com perfeição cirúrgica.
Respirava devagar.
Parecia calmo. Ou quase, porque ele lançava olhares para Rex de minuto em minuto.
O que tornava tudo infinitamente pior.
Mark, do outro lado da mesa, estava imóvel. Sentado tão reto que parecia engessado. Olhos fixos no prato. Mastigando arroz como se fosse vidro.
E Rex.
Rex estava sentado ao lado de Mark. Vestindo um moletom cinza emprestado e uma calça jeans, cabelo ainda um pouco bagunçado, mas amarrado no seu coque tradicional. Perna cruzada, cotovelo na mesa, sorriso sem-vergonha no canto da boca.
A postura de quem já aceitou que está no inferno — então que se foda, abrace a oportunidade.
— Essa batata está ótima, Senhora Debbie. Você usou páprica ou algum tempero alienígena que me faz esquecer que o seu marido está me lançando olhares assassinos nos últimos 5 minutos?
Mark deu uma tossida engasgada.
Debbie manteve o sorriso.
— Páprica defumada. E… obrigada, Rex.
— Sério, uma delícia. Dá quase pra esquecer que meu quadril ainda dói por motivos múltiplos. — Ele lançou um olhar sugestivo para Mark, que chutou sua perna debaixo da mesa.
— Da luta. Porque sou um herói, sabe. Missões. Explosões. Não outras coisas. Juro.
Nolan levantou os olhos. Lento. O garfo pairando no ar.
— Eu vi a luta com os aliens. Você parece ter se recuperado bem… rápido, considerando o estado em que eu imagino que entrou pela janela do meu filho.
Rex abriu um sorrisinho encantador.
— Ah, viltrumitas têm mãos mágicas. Cura por contato, quem diria, né? — Nolan levantou uma sobrancelha, cético.
Mark deslizou as duas mãos pelo próprio rosto.
— Eu vou vomitar na minha alma.
Debbie passou vinho para Nolan.
— Então, — pigarreou. — posso perguntar como que…. começou isso? — perguntou com um sorriso, típico sorriso de mãe.
— Ah, boas lembranças! Foi quando eu levei uma surra no QG dos guardiões pela Garota Monstro — Rex respondeu antes que Mark pudesse abrir a boca.
Debbie piscou.
— Por quê? Algo aconteceu? Você ficou bem?
— Sim, sim, eu fiquei bem! Eu até preciso dizer que mereci…— levou o garfo até o queixo.
— Você com certeza mereceu….— interrompeu Mark. Rex riu.
— Eu fui um babaca, tenho que confessar. É porque ela parece uma criança, então eu achei que era! Não sabia que ela não gostaria.
Debbie, meio confusa ainda, perguntou:
— Então, você apanhou de uma criança?
— Ela não é criança, os poderes dela fazem ela rejuvenescer, então tem o corpo e rosto de criança, mas ela é adulta. — explicou Mark, colocando o garfo cheio de arroz na boca.
— É, na época eu não sabia. Ok, eu devo ter feito uma piada idiota sobre “Se agora estavam procurando candidatos até no jardim de infância”. — levando um pedaço de batata a boca. — E então ela retrucou dizendo que eu era assim sempre porque estava tentando compensar o tamanho do meu…— Mark chutou sua perna por baixo da mesa, fazendo o outro soltar uma bufada de ar pelo nariz pela dor. Debbie levantou a sobrancelha, divertida.
Nolan apenas encarou.
— Continuando…eu fiquei com raiva e fui pra cima, achando que dava pra ensinar uma lição. Não sabia que ela podia virar um Kaiju de não sei quantos metros de raiva pura. Bom, fui jogado umas três vezes contra três paredes. Duas costelas trincadas e muito sangue.
— Sim, e o que isso tem a ver com vocês dois? — perguntou a mulher, ainda rindo, interessada.
— Porque, quando ninguém, absolutamente ninguém, veio separar a luta…—
— Não era uma luta se só você apanhava…— murmurou Nolan, recebendo um olhar preguiçoso do ruivo.
— Nolan! — gritou Debbie.
— Enfim! Seu filho apareceu e deu um soco no monstro, o que fez ela se transformar de volta. Me olhou como se eu fosse a coisa mais frágil do planeta, o que, naquele momento, eu era. Me carregou até a enfermaria como se eu fosse uma princesa!
— Você está aumentando a história
— Me deixe terminar. E então, naquele dia eu soube. Olhei pra ele e pensei: É esse, eu quero. E então, virei problema exclusivo dele!
— Mark, você nunca me contou isso! Isso é fofo. — Debbie cruzou os braços, rindo ainda.
— Não era pra saber…— enterrou o rosto nas mãos, envergonhado.
Nolan mastigou devagar.
— Se vocês dois estão juntos há tanto tempo… por que só agora estamos descobrindo isso?
Silêncio.
Mark abriu a boca.
— Eu, definitivamente, ia contar! Mas é que…—
Rex, sem hesitar:
— É que seu filho é um cagão.
Mark virou o rosto, horrorizado.
— Quer dizer, — Rex continuou, com os ombros dando de ombros — ele achou que você fosse odiar saber que ele estava namorando um “moleque insolente com uniforme ridículo”. Suas palavras, aliás.
Nolan assentiu.
— Ainda acho o uniforme ridículo.
— Bom, e eu ainda acho que seu bigode parece o de um vilão dos anos 60, mas olha só, aqui estamos. Compartilhando batatas.
Debbie engasgou com o vinho.
Mark praticamente desintegrou.
Nolan encarou Rex. Rex manteve o olhar.
Por um segundo, o mundo pareceu parar.
Rex suspirou e continuou:
— Eu gosto dele, Senhor Grayson. Realmente. Ele me acalma, por ele eu estou mudando para uma pessoa melhor, menos babaca. — o homem levantou uma sobrancelha. — Aos pouquinhos, pelo menos…
Debbie sorriu abertamente:
— Eu fico muito feliz. Mark nunca foi de falar sobre essas coisas, ele precisava de alguém como você. — Mark olhou para ela com um olhar preguiçoso, fazendo ela rir. — E eu percebo o olhar de vocês, eu tinha esse olhar quando conheci o Nolan. — Mark mordeu o lábio, desviando o olhar. Debbie, então, virou-se para Nolan ao seu lado. — E você? Vai continuar olhando pro garoto como se ele tivesse cometido um crime hediondo ou vai falar alguma coisa?
Nolan desviou os olhos devagar, para sua mulher, e voltou a olhar para Rex.
— Bom, você é imprudente, insolente e fala demais….mas é honesto.
— E ama o nosso filho. E Mark o ama também. — completou Debbie
Rex piscou algumas vezes. Aquilo, vindo de Debbie, tinha peso.
Nolan olhou pra Mark, que mantinha os olhos baixos.
— Você tem certeza? — perguntou ele, direto.
Mark olhou pro pai.
— Tenho.
Rex mordeu o interior da bochecha, o sorriso querendo escapar.
Nolan cruzou os braços. Ficou em silêncio por uns bons segundos. E então soltou um suspiro baixo. Pesado. Resignado.
— Certo. — ele disse. — Só… tenham cuidado. Um com o outro.
Mark ergueu os olhos, surpreso.
— Sério?
— Sua mãe está certa. — Nolan respondeu, olhando brevemente pra Debbie. — E se eu lutar contra ela, perco de qualquer jeito.
Debbie sorriu, satisfeita.
— Bom. Agora que está resolvido… alguém quer sobremesa?
— Eu quero — Rex respondeu, animado. Debbie se levantou, recolhendo os pratos e chamou Nolan para ajudá-la com a sobremesa.
Mark soltou um suspiro.
— Você sobreviveu.
— Eu conquistei. Me respeita. — Rex corrigiu. — E sua mãe me ama. Isso me dá +50 de imunidade contra o seu pai.— Rex se inclinou pra Mark, com um sorriso sugestivo.
— Me beija embaixo da mesa como recompensa?
Mark bateu o joelho no dele por baixo da mesa.
—
A luz estava apagada. Só a lâmpada da escrivaninha acesa, lançando um brilho quente no quarto bagunçado.
Mark trancou a porta duas vezes.
Rex estava sentado na cama, de moletom, com as pernas abertas e os olhos semi-fechados.
— Juro por Deus, se ele tivesse falado mais um segundo naquele jantar, meu cu ia travar pra sempre.
Mark se aproximou e ficou de pé entre as pernas dele, olhando pra baixo, com um sorriso enviesado.
— Você se saiu bem. Tipo… surpreendentemente bem. Você sobreviveu a um jantar com meu pai. Isso oficialmente te transforma em um super-herói.
Rex pegou as mãos dele e o puxou com força pra perto, fazendo Mark se desequilibrar e cair no colo dele, com um joelho entre as pernas.
— Você ainda tá me devendo o “obrigado” por isso. E eu aceito agradecimentos com língua.
Mark se inclinou e o beijou — profundo, quente, com uma mão na nuca dele e a outra puxando seu quadril com firmeza. O beijo durou longos segundos, até Rex arfar contra a boca dele.
— Você… tem alguma ideia de como você beija?
— Tenho. Te deixei sem ar de novo.
— E sem dignidade. — Rex lambeu os lábios, ofegante.
Mark sorriu, e devagar, empurrou Rex de volta na cama. Deitou sobre ele, o peso do corpo colando contra o outro.
As mãos de Mark percorreram a pele por baixo do moletom cinza de Rex, percorrendo a pele de sua barriga e seu peito, causando arrepios por todo o corpo. As mãos de Rex encontraram as costas de Mark, puxando a camisa por cima de sua cabeça, revelando os músculos tensos e o peitoral estufado. Ele acha que ficou olhando para aqueles lindos peitos por um bom tempo, pois ouviu Mark rir acima dele, vermelho como um morango, o que causou um sorriso travesso nele. Começou a traçar o mamilo direito do outro com a mão e o esquerdo com a língua, lambendo, mordendo e ocasionalmente olhando para cima, vendo a reação de seu namorado, cujo estava rosnando baixo acima dele.
As mãos de Mark percorreram seu cabelo, puxando, o tirando de seu peito e o beijando. Com força e exigência, a língua penetrando na boca de Rex com uma fome quase dolorosa. Rex gemeu no beijo, as mãos agarrando os ombros de Mark enquanto o mundo ao redor deles desaparecia. Mark desceu seus beijos para seu pescoço, roçando os lábios pela pele quente, descendo até a curva do queixo, enquanto as mãos acariciavam os flancos do ruivo por baixo do moletom, levantando o mesmo e tirando. Seguido por sua calça. Revelando o corpo bronzeado e tonificado do ruivo. A visão daquilo fez Mark quase babar, seu pênis pulsando em suas calças. Ele passou a mão por suas coxas grossas e nuas, sentindo os músculos se contraírem.
— Você sempre faz isso assim, devagar? — Rex murmurou, os olhos semicerrados.
— Só quando tô com fome, — Mark respondeu, se inclinando pra beijar o estômago dele. — E eu tô faminto de você.
Rex jogou a cabeça pra trás, rindo curto.
— Poético. Quase me fez gozar só com isso.
Mark levantou o joelho devagar, se posicionando entre as pernas dele.
Rex respondeu na hora — inclinando os quadris pra ele, as mãos firmes em sua cintura, os olhos escuros de desejo.
— Mark…
— Diz.
— Se você continuar me provocando assim, eu vou subir em você e resolver isso sozinho.
— Você tá com o quadril dolorido, lembra? Vai quebrar outro osso.
— E você vai consertar, com esse pau enorme. Agora tira essa cueca de mim antes que eu grite seu nome pro quarteirão inteiro.
Mark riu baixo, o som grave, e puxou a cueca com os dentes. Rex soltou um gemido, quase um rosnado, o corpo inteiro vibrando. Mark se inclinou para a cômoda, abrindo a gaveta e pegando um frasco de lubrificante, despejando uma boa quantidade em seus dedos, sorrindo maliciosamente. Passou um pouco da substância escorregadia entre as nádegas do ruivo, o mesmo estremecendo pela sensação gelada — soltando um suspiro trêmulo — e levou os dedos até a entrada de músculos, sentindo-os tensos.
Os olhos de Rex não se desviaram dos de Mark enquanto sentia o primeiro dedo pressionar sua entrada. A pressão era firme, mas suave, uma pergunta silenciosa que fez seu coração disparar. Ele respirou fundo. Fechou os olhos. O dedo deslizou para dentro dele, a sensação tão intensa que era quase dolorosa, mas ele não conseguia se cansar. O alongamento era mas perfeito, uma sensação que ele ansiava.
Grayson o observava, olhos escuros de desejo enquanto penetrava mais fundo ainda, seu dedo se movendo em um ritmo lento, mas constante, inserindo outro dedo. Os olhos de Rex se fecharam enquanto os dedos de Mark faziam sua mágica, abrindo-o com uma paciência ao mesmo tempo enlouquecedora e incrível. A sensação de ser preenchido por ele, reivindicado por aquelas mãos grandes, era diferente de tudo o que ele já havia sentido.
Rex não aguentava mais; a necessidade de ser preenchido completamente por Mark era uma dor que o consumia. Ele estendeu a mão trêmula para baixo, encontrando o pulso de Mark, incitando-o a ir mais fundo. "Mais", implorou, sua voz um sussurro desesperado que parecia pairar no ar.
— Mark… pelo amor de Deus… fode logo comigo. Por favor.
Os olhos de Mark escureceram. Seu próprio desejo queimando como fogo ardente. Com um toque suave, quase reverente, Mark retirou os dedos do corpo do ruivo, o que fez o jovem gemer de perda. Tirou sua calça e cueca, jogando os dois para o chão perto da cama, soltando um suspiro de alívio por seu pênis.
Mark respirou fundo, sem tirar os olhos do rosto de Rex. Ele empurrou, a cabeça do pênis rompendo o anel rígido de músculos com um estalo que os fez gemer. A sensação era incrível, uma mistura perfeita de dor e prazer que o fez ver estrelas. Ele fez uma pausa, dando ao corpo de Rex um momento para se ajustar, sua própria respiração áspera e irregular.
Os olhos de Rex estavam fechados com força, os dentes cravando-se no lábio inferior com tanta força que ele sentia gosto de sangue. Ele se sentia tão pleno, tão completo, como se tivesse sido feito para ser reivindicado por aquele homem. Ele assentiu, silenciosamente dando sinal verde para Mark continuar. O que ele fez.
Ele assentiu lentamente, compreendendo o apelo silencioso, e se afastou um pouco antes de empurrar de volta, estabelecendo um ritmo que os deixou ofegantes. A cama rangeu sob eles, um testemunho de sua paixão, enquanto encontravam um ritmo que era ao mesmo tempo punitivo e perfeito.
As pernas de Rex envolveram a cintura de Mark, seus calcanhares cravando-se em suas costas, incitando-o a ir mais fundo, mais rápido. Ele puxou Mark com os braços — um em volta de seu pescoço e o outro em suas costas, arranhando — gemendo em seu pescoço, suas palavras uma confusão de súplicas e elogios, cada sílaba perdida na névoa de prazer. Suas unhas cravaram-se nas costas do homem, seu corpo se movendo em sincronia com as investidas de Mark, uma sinfonia silenciosa de necessidade e desejo.
— Mais rápido, caralho. Eu sou seu, porra. Me mostra que sou seu.
Com um movimento repentino, a mão livre de Mark desceu rapidamente para envolver o pênis de Rex, com firmeza e segurança. Os olhos do jovem se abriram com o contato repentino, e um suspiro estrangulado escapou. As investidas de Mark eram punitivas, acompanhando o ritmo de suas investidas, cada uma uma declaração silenciosa de sua necessidade. Seu corpo se apertou em volta do pau de Mark, os músculos se contraindo e relaxando em um ritmo errático que fez o meio viltrumita gemer.
— Goza pra mim, vai. — Mark grunhiu, os quadris cambaleando com o esforço de manter o ritmo. — Por favor, amor, goza pra mim…
Os olhos de Rex se encontraram com os olhos de Mark, seus olhares fixos quando o primeiro jato de esperma jorrou dele, pintando suas barrigas com fios brancos, quentes e pegajosos. A intensidade do orgasmo o pegou de surpresa, seu corpo arqueando-se para fora da cama como se tentasse se livrar da sensação avassaladora. A mão de Mark em seu pênis era um torno, mantendo-o no lugar, garantindo que cada gota fosse arrancada dele. Sua bunda apertando em torno do comprimento dentro dele.
A sensação da bunda apertada de Rex apertando seu pau era insuportável. Com um gemido, ele penetrou fundo, e sua própria liberação veio rapidamente. Ele podia sentir seu pau pulsando, seu esperma preenchendo o outro enquanto os músculos do jovem se contraíam ao redor dele. A sensação era indescritível, uma onda de prazer que o deixou tonto e sem ossos.
O corpo de Rex ficou flácido, seus músculos não mais tensos em torno do pau dentro dele. O orgasmo havia tirado tudo dele, deixando-o trêmulo. A fricção era deliciosa, a lembrança da conexão deles uma pulsação constante que o fazia ofegar e gemer no ombro de Mark.
Mark deitou sobre ele, ainda dentro, a respiração pesada. E então sentiu.
Rex relaxou contra ele. O corpo inteiro. Como se tivesse finalmente se permitido desistir de lutar contra qualquer coisa. Ele se inclinou no peito do namorado, o rosto enterrado na curva do pescoço de Mark, os braços frouxamente ao redor do pescoço dele.
Sem nenhuma tensão.
Sem pressa.
Só uma rendição total.
E antes que Mark pudesse dizer qualquer coisa, Rex já respirava de forma lenta e profunda.
Dormindo.
Satisfeito.
Protegido.
Mark sorriu, abraçando-o com força.
Beijou o topo da cabeça dele.
E ficou ali, imóvel.
—
O sol entrava pelas frestas da cortina, dourando o quarto com aquela luz morna de começo de dia.
Mark acordou primeiro.
Ou talvez tenha só aberto os olhos — porque dormir mesmo, depois de tudo que fizeram, era um conceito meio teórico.
Rex estava largado de bruços em cima dele. Braço jogado sobre o peito, rosto enterrado no pescoço de Mark, cabelo ruivo ainda bagunçado e colado de suor seco. Uma das pernas entrelaçada à dele. Totalmente colado. E todo marcado.
Arranhões pelos ombros. Mordidas no quadril. Roxos novos nos flancos. E um chupão escandaloso logo abaixo da clavícula.
Mark passou a mão devagar pela coluna do namorado, sorrindo contra o cabelo bagunçado. Rex resmungou, acordando.
— Mmm... porra... se você tiver com outra ereção, Grayson, me dá cinco minutos. Tô vivo, mas só no modo de espera.
Mark riu, a voz rouca.
— Você ronca quando dorme pesado, sabia?
— Mentira.
— É sério. Me acordou três vezes. Achei que tava rolando um terremoto.
— Eu sou sexy até dormindo. Meu ronco soa tipo jazz.
Mark riu baixo, os dedos deslizando até a base da nuca dele, massageando ali com carinho.
— Soou mais como um trator tentando subir uma ladeira com pedra solta.
— E ainda assim, você continuou com a cara grudada no meu pescoço a noite toda. Hipócrita.
Mark se virou só o suficiente pra deixar um beijo ali, no ombro machucado.
Depois outro, mais embaixo. E outro.
— Você tá todo destruído. Parece que te atropelaram.
— De quem é a culpa? — Rex se virou um pouco, encarando Mark com um sorriso sujo. — Você ainda tá com essa cara. Essa cara de quem quer mais.
— Talvez eu queira.
Mark deslizou a mão pelas costas dele, parando na cintura. Beijou a boca do namorado com calma, depois mordiscou o lábio inferior.
Rex gemeu baixinho e esfregou o quadril contra o dele.
— Você já tá duro, herói. Cê não cansa nunca, não? — Mark respondeu apenas com um rosnado. Ele já começava a se mover, ajeitando-se entre as pernas de Rex, beijando o queixo dele, subindo a mão pela lateral do corpo marcado, quando—
TOC TOC TOC.
— Mark, já está acordado?
A voz de Debbie.
Clara. Calma.
Assustadoramente calma.
Mark parou no ato.
Literalmente.
Rex ficou estático. Olhou pelos lados da cama. Sussurrou:
— Porra, eu perdi minha cueca.
Mark ficou alguns segundos em silêncio, travado, antes de forçar uma voz completamente artificial:
— Mãe? Bom dia… tava dormindo… o que foi?
Pausa.
— A gente sabe que você não estava dormindo, filho. Abre a porta.
Mark caiu da cama rolando. Se enrolou num lençol qualquer, puxou outro em cima do Rex (que protestou com um "não cobre o crime, Grayson!"), tropeçou nos próprios pés e abriu a porta com o cabelo uma bagunça infernal.
Debbie estava ali, braços cruzados. Nolan atrás, cara neutra.
Atrás de Mark, Rex ainda na cama, só de cueca — que graças a deus ele conseguiu encontrar — com marcas por todos os lados, o cabelo desgrenhado, os olhos semicerrados e um ar de quem merecia um prêmio.
Nolan apenas beliscou o nariz.
Sussurrou um “argh, adolescente."
Debbie balançou a cabeça.
— A gente pode conversar?
Mark não respondeu. Só encarou o teto.
Mas antes que a tortura começasse—
O celular de Rex vibrou.
Depois de novo.
E de novo.
Ele se sentou na cama, pegou o aparelho e sorriu como se tivesse vencido a Mega-Sena.
— Missão da GDA. Mutante solta-fumaça no centro. Tô convocado. Abençoada seja a burocracia.
Mark o encarou, indignado.
— Você está de brincadeira, não é?!
— Força, meu amor. — Ele se levantou, pegou o uniforme amarrotado no chão, vestiu o moletom por cima e caminhou até a janela. — Tchau, sogrinha. Tchau, sogrão. Aposto que o café da manhã está excelente, uma pena que não poderei desfrutar. Desculpa o escândalo noturno. Não prometo que não se repita.
Mark virou de costas, morrendo por dentro.
Rex pulou a janela e desapareceu no céu.
Mark ficou parado. Em silêncio.
Debbie soltou um longo suspiro.
— Ok. Agora que seu namorado fugiu do interrogatório, vamos conversar nós três. Sobre limites. E sobre camas que não rangeriam se não estivessem em movimento constante às três da manhã.
Mark murmurou:
— Por favor, me deixa enfrentar o mutante radioativo no lugar do Rex. Qualquer coisa. Só não isso.
Mas Nolan já estava indo em direção à sala.
— Vai. Vai sentar. Isso vai ser educativo. E embaraçoso. Muito embaraçoso.
Mark se arrastou atrás deles, como um prisioneiro sendo levado pro cadafalso.
E tudo que conseguia pensar era:
"Maldito Rex. Sortudo do caralho.”
