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Sam piscou algumas vezes, forçando-se a acostumar com a baixa claridade.
Quando finalmente conseguia enxergar mais do que borrões pretos, ele girou nos próprios calcanhares, tentando reconhecer o ambiente.
Não parecia como os motéis decadente que ele e o irmão costumavam ficar durante as caças -como o que eles estavam passando a noite, antes de ser trazido para esse lugar diferente. Muito menos parecia com o hotel maluco e cheio de Deuses que eles haviam passado a pouco tempo, mas que fizeram ver Gabriel lutar contra o próprio irmão, Lúcifer, e acabar se sacrificando.
Não parecia com nada disso.
O lugar parecia, sim, um motel, mas bem mais rebuscado. Na realidade, aquele lugar parecia familiar, mas o Winchester não sabia dizer de onde conhecia.
O ambiente parecia limpo, com um cheiro leve de desinfetante misturado ao aroma do carpete meio antigo e paredes no tom de cinza-claro. A cama king-size, com lençóis de cetim violeta bem esticados e uma capa protetora de cor creme, ocupava boa parte do espaço, acompanhada de uma mesa de cabeceira com um relógio digital, que marcava sete da noite infinitamente. A TV era plana, mas não tão moderna, presa à parede em frente à cama, com um controle remoto que provavelmente só metade dos canais funcionava direito. Ainda havia um frigobar discreto abaixo da televisão.
Um arrepio percorreu o corpo de Sam, e foi só então que ele havia reparado no ar-condicionado que resfriava o local. E para sua surpresa, ainda tinha um controle remoto funcional e com modo aquecedor para a época de frio.
Tudo aquilo fez ele se perguntar como seria o banheiro daquele quarto de motel...
E outra coisa que martelava na sua mente era que aquele lugar não era desconhecido.
Mas de onde ele conhecia aquele bendito motel...?
Então, como se uma chave tivesse girado em sua cabeça, ele finalmente se deu conta de onde havia visto aquele lugar.
Era o mesmo lugar daquele DVD que Gabriel havia dado a ele e Dean antes de se sacrificar por eles. A mesma porra de lugar de um ‘pornô’ qualquer que o Arcanjo havia se colocado para gravar a mensagem de como enjaular, novamente, Lúcifer para os dois irmãos.
Bem, na verdade, só eram muito parecidos. Ele não viu o resto do disco, nem prestou atenção suficiente no fundo para se lembrar com exatidão -só a parte crucial. Nunca admitiria que havia ficado tentado a ver, muito menos que era porque Gabriel parecia estranhamente atraente com aquele bigodinho de cafajeste que usou...
Sam assustou levemente, os olhos se arregalando e a mão levada inconscientemente à cintura onde costumava a guardar improvisadamente sua pistola no bolso da calça, quando a luz do teto piscou algumas vezes.
Aquele lugar ‘tava longe de apresentar problemas no sistema elétrico..., mas o que mais poderia ser?
“Ah, Samantha... você já foi menos lerdo.” uma voz calma e bem reconhecida soava brincalhona, ecoando do além pelo quarto do motel.
Por que ele ‘tava ouvindo Gabriel? Ele tinha morrido praticamente na frente dos olhos dele!
O que tudo isso significava?
“Vamos lá, Sammykins! Seja mais espertinho!” a voz do Arcanjo apareceu novamente, desafiador, fazendo o homem alto ficar com os nervos à flor da pele. “Cadê aquele caçador astuto, inteligente e detalhista que descobriu quem eu era com o irmãozinho?”
O sangue de Sam borbulhava por suas veias e artérias com toda aquela provocação do além. Mas também, não admitiria que também gostava - beeeem lá no fundo .
Sam caminhou em direção a cama, sentando-se na beirada enquanto tentava criar hipóteses sobre o que acontecia ali.
Será que seu cérebro estava criando um sonho para lembrar de Gabriel?
Será que ele sentia a falta de Gabriel?
Ou talvez...
“Parece que está quase desvendando o mistério?” a voz tirou Sam dos pensamentos. Ele percebeu que havia franzido fortemente a testa, o semblante uma mistura de confusão e concentração.
Talvez... só talvez...
Gabriel poderia estar vivo?!
“BINGO!” a voz ‘gritou’ animada, a voz reverberando pelo quarto. “Aí está o Sammy que eu conheço!”
Os olhos de Sam se arregalaram de surpresa, o semblante confuso ficando ainda mais forte.
Isso não estava certo... como ele havia escapado?
Ele presenciou o clarão no hotel. Exatamente o que acontece com um anjo ou arcanjo quando é morto!
Só se...
“Está esquentando!” a voz falo, fazendo Sam bufar de raiva.
“Dá pra’ parar?! Estou tentando pensar em toda essa maluquice!” o Winchester alto esbravejou pelos ares daquele quarto vazio. Ele parecia um louco falando sozinho.
“Aww, assim me entristece.” a voz falou suavemente, o tom de voz manhoso e manhoso como se fosse para mostrar a Sam que ele tinha ferido os sentimentos do suposto Gabriel.
Será que... será que Gabriel havia forjado a própria morte?
“Mas que porra—!” Sam não teve tempo de raciocinar. Num piscar de olhos, ele estava deitado e esparramado sobre a cama espaçosa -nem tanto para um homem de 1,93m. Seus pulsos haviam sido prendidos acima da cabeça por algemas de couro violeta que saiam por baixo da cama. Seu corpo arrepiou, e quando olhou para o próprio tronco, ele havia percebido que sua camisa de dormir haviam sumidos do corpo e do recinto.
Um clique soou na porta, chamando a atenção do Winchester mais novo.
“Gabe!” Sam suspirou de surpresa e alívio, os olhos vidrados nas costas da pessoa estatura média-baixa que ‘tava de costas para ele, plantado na porta do quarto. Ele nem precisava esperar a pessoa virar para saber quem era.
Era óbvio... não era?
O silêncio durou um segundo a mais, fazendo Sam estremecer ansioso e cheio de expectativa.
Talvez não fosse o arcanjo, mesmo... talvez fosse algum outro engraçadinho pregando peça com ele.
“Gabriel...?” ele perguntou, a voz vacilando de ansiedade e vergonha, lá no fundo.
Então, a pessoa se virou para Sam.
Era ele . Era realmente Gabriel!
Um suspiro alto de alívio escapou dos lábios de Sam e seu corpo relaxou sobre o colchão macio, nem havia se dado conta de que estava tão tenso assim.
"Surpresa, ~" Gabriel cantarolou, balançando as mãos no ar com um sorriso arteiro.
“Sentiu minha falta, Samshine ?” o arcanjo falou zombeteiro, fazendo o homem alto revirar os olhos -mas no fundo, ele estava contente em vê-lo, e sem contar que todos aqueles apelidos causavam algo dentro dele, mas não admitiria para o ser celestial.
Sam testou as algemas novamente, os músculos do abdômen se contraindo involuntariamente quando o couro roçou contra seus pulsos. "Isso não é engraçado."
"Ah, mas eu discordo." Gabriel fechava a distância entre eles com passos vagarosos, os olhos percorrendo o corpo de Sam como se estivesse admirando um banquete refinado. "Na verdade, acho que isso é hilário ” o arcanjo falou calmamente, um sorriso brincalhão nos lábios quando finalmente alcançou a borda da cama.
Ele se inclinou na direção de Sam, estendendo o indicador para cutucar o bíceps musculoso e saliente do jovem Winchester, antes de pincelar o dedo para cima e para baixo na pele aquecida e sensível, fazendo estremecer.
“C-como você ‘tá vivo?” Sam balbuciou incrédulo, mas seus olhos brilhavam, entregando a alegria e alívio que sentia.
Por que ele não queria perder Gabriel?
“Ah, Samalam, coloque essa sua cabecinha pra’ funcionar!” o arcanjo falou divertido, fazendo Sam franzir rapidamente o cenho em confusão.
Um silêncio se estendeu pelo quarto. Quase dava para ouvir as engrenagens do cérebro de Sam funcionando a todo vapor.
Talvez até a fumaça dava pra’ ver saindo.
“Qual é, Sammoose! Não é tão difícil assim, é?” Gabriel zombou, fazendo o Winchester olhá-lo com raiva. O arcanjo deu uma risadinha, levantando as mãos em sinal de rendição.
Sam revirou os olhos com toda aquela brincadeira do anjo poderoso. “Você pode criar mais de uma réplica? Foi isso que fez pra’ escapar da morte?” Sam perguntou cauteloso, o cenho franzido de dúvida.
“Na mosca! Tão espertinho, né criança?” Gabriel zombou, tocando sutilmente a ponta do indicador sobre o nariz bonito e delicado de Sam.
Mas que merda!
Ele sentia as bochechas esquentando e corando de vergonha por causa daquele gesto! Algo simples e bobo como um gesto fazendo Sam Winchester, um caçador renomado, corar como qualquer jovem experimentando os sentimentos de paixão pela primeira vez.
"Quer dizer que o grande Sam Winchester fica corado com um toquinho no nariz?" Gabriel arqueou uma sobrancelha, o dedo agora deslizando devagar pela ponte do nariz de Sam até sua testa, como se estivesse medindo o calor ali. "Imagina o que mais eu posso fazer com você, então..."
Sam revirou os olhos, tentando disfarçar o tremor que percorreu seu corpo quando a ponta do dedo de Gabriel escorregou para baixo, roçando seu lábio superior.
“Por que ‘tá fazendo isso?” Sam perguntou baixinho, a respiração pesada. “Você me preo... quer dizer... você nos assustou lá no hotel!”
Sem dizer nada, Gabriel estalou os dedos e, de repente, ele estava em cima de Sam, pernas de cada lado dos quadris do caçador, mãos apoiadas no peito dele para sentir seu batimento cardíaco acelerado.
“Eu não me entregaria de bandeja assim para Lúcifer,” o arcanjo deu de ombros, antes de se inclinar sobre Sam, aproximando seus rostos a pouco milímetros de distância. “E eu não quero morrer sem antes tirar uma lasquinha sua, Samsquatch” Gabriel ronronou, a voz pingando diversão e deleite.
"Uma lasquinha?" Sam respira fundo, sentindo o calor do corpo de Gabriel contra o seu. "O que quer dizer com isso?"
O arcanjo ri, o hálito quente batendo nos lábios de Sam. "Ah, não finja inocência agora, Sammykins" Seus quadris pressionam levemente para baixo, deixando Sam sem fôlego. "Queria ver como você reage quando não tá tentando me matar."
Sam arqueja quando os dedos de Gabriel deslizam por seu pescoço. "Isso... isso não faz sentido."
"Faz mais do que você pensa, alce." Gabriel fecha a distância entre eles, seus lábios quase se tocando. "Mas se quiser que eu pare, é só dizer a palavra mágica...”
Sam aperta os olhos, os músculos tensionando. Ele deveria dizer. Deveria mandar Gabriel ir pro’ inferno -ou para o Céu seria mais adequado? Mas quando abre a boca, o que sai é um suspiro rouco quando os lábios do arcanjo finalmente encontram sua jugular.
Gabriel sorri contra sua pele. "Pensei que sim."
O mais alto puxou, em vão, os pulsos contra as algemas de couro na tentativa de empurrar o arcanjo para longe, mas... era isso mesmo que ele queria?
Sem que percebesse, seu corpo estremecia e esquentava onde quer que o arcanjo o tocasse. Sem contar na porra do formigamento insistente entre as pernas que estava começando a sentir por baixo da calça moletom. O sangue parecia latejar em suas veias, concentrando-se em sua virilha, cada batida do coração parecendo ecoar lá embaixo. Ele mal conseguia pensar direito.
"Parece que seu corpo fala mais alto que sua boca, Samshine," Gabriel murmurou contra sua pele, os dentes roçando levemente a jugular de Sam antes de puxar a pele entre os lábios num leve sugada.
Sam arquejou, sentindo as pernas tremerem involuntariamente. " Vai... se foder ," ele rosnou, mas a voz saiu quebrada quando a mão de Gabriel desceu pelo seu peitoral, dedos dançando sobre os mamilos. Um suspiro baixo escapou dos lábios involuntariamente, junto com os bicos endurecendo.
Gabriel puxou seu corpo para cima com um movimento fluido, fazendo as algemas puxarem os braços de Sam para trás numa posição que alongou seus músculos de forma deliciosamente dolorida. "Você sempre quis saber como seria... você sempre me mostrou isso. Desde nosso primeiro encontro, Sasquatch. "
O arcanjo finalmente capturou seus lábios num beijo que era como mergulhar em luz dourada -doce como mel, suave como algodão, e com um sabor inconfundível de canela e açúcar queimado que Sam podia ter certeza de que era o gosto característico da graça de Gabriel. E Sam -maldito seja- respondeu com igual fervor, os dentes colidindo no calor do momento. Quando Gabriel puxou seu cabelo para trás, expondo seu pescoço novamente, Sam não protestou.
"A palavra ainda está disponível," Gabriel sussurrou, os quadris pressionando Sam contra a cama num ritmo hipnótico. "Mas acho que você não vai usá-la, vai? "
Um suspiro pesado e derrotado escapou dos lábios do Winchester. Não havia para onde correr, né? E por que ficar reprimindo quando o arcanjo já tinha dado o maior sinal verde de reciprocidade para ele?
"Cala a boca e me beija de novo, seu idiota." Sam ofegou impaciente, seu semblante uma mistura de frustração e carência.
Gabriel arquejou, os olhos dourados brilhando com triunfo e algo mais suave -genuíno afeto. "Oh, Sammy... quando você pede é tão bonito..."
Apesar da provocação, o arcanjo não fez Sam esperar. Seus lábios se encontraram novamente, desta vez sem brincadeiras ou provocações, apenas calor e uma doçura que fez o coração de Sam errar uma batida.
Quando finalmente se separaram para respirar, Gabriel estava sorrindo - aquele sorriso verdadeiro e raro que fazia Sam se sentir como se tivesse ganhado algum prêmio de Deus.
"Sabia que você queria isso tanto quanto eu," o arcanjo murmurou, os dedos traçando suavemente o rosto de Sam.
Sam revirou os olhos, mas não conseguiu suprimir seu próprio sorriso. "Só não vai ficar insuportável sobre isso."
Gabriel riu, o som vibrante e rico ecoando pelo quarto. "Oh, querido... já sou insuportável por natureza."
E então ele selou seus lábios novamente nos de Sam. Dessa vez, mais intenso, a língua sondando com curiosidade e desejo a boca do Winchester mais novo.
“Hmph!” os dois suspiraram em uníssono, as línguas se enroscando um na outra, explorando cada canto da cavidade um do outro.
As mãos de Gabriel deslizaram para cima pela lateral do corpo de Sam, as pontas dos dedos do arcanjo correndo pela pele sensível dos tríceps do mais alto, fazendo seus músculos contraírem e a derme arrepiar.
Eles se separam com o ar se fazendo necessário nos pulmões, respirações ofegantes.
“Gabe, por favor... deixa eu te tocar!” Sam suspirou sôfrego, os olhos sutilmente arregalados e as pupilas dilatadas de êxtase.
Ele parecia ainda mais fodível, na visão de Gabriel.
Porra, o arcanjo queria tanto manter aquele homem preso sob seu corpo. Mas haveria outras ocasiões.
Para a primeira vez deles, Gabriel está mais do que de acordo em soltá-lo das algemas e deixá-lo tocar assim como faz com ele.
O ser angelical soltou um riso rouco, os olhos dourados ardendo como mel sob o sol. "Tão impaciente, Samalam..." Seus dedos traçaram lentamente o maxilar de Sam, apreciando o tremor que provocava. "Mas quem sou eu para negar um pedido tão educado?"
Com um estalo de dedos, as algemas desapareceram em uma nuvem dourada. Antes que Sam pudesse reagir, Gabriel pegou seus pulsos e os guiou até seu próprio corpo vestido - quente, sólido, real sob suas mãos, mesmo com as roupas.
"Aí está," o arcanjo sussurrou, arqueando sob o toque hesitante de Sam. "Todo seu."
Sam não precisou de mais incentivo. Seus dedos grandes agarraram a costura do casaco de Gabriel, arrastando apressadamente pelos ombros. Em seguida, suas mãos estavam segurando a barra da camisa do anjo e a puxando pela cabeça, jogando pelo chão do quarto.
Os dedos calejados exploraram cada curva do torso de Gabriel com reverência e devoção, sentindo cada curva, cada linha, cada fio de pelo dourado que mal cobria a pele suave era um tesouro a ser explorado. A contração dos músculos a cada toque e os suspiros que o anjo fazia, deixavam Sam com ainda mais anseio.
“ Porra, Sam ” Gabriel rosnou baixo, uma mistura de prazer e irritação. Impaciente, o arcanjo avançou contra os lábios do Winchester novamente, suas mãos avançando para a calça moletom cinza dele.
Com pouca delicadeza, finalmente, o anjo conseguiu tirar a calça e a cueca das pernas longas e malhadas de Sam, seu pau pulando e cutucando a bunda vestida do arcanjo. Os tecidos amontoados nos tornozelos –que rapidamente foram descartados com chutes curtos.
Desajeitadamente, Gabriel arrancou os próprios jeans e cueca, seu pau saltando livremente contra a barriga de Sam. Jogou as peças em qualquer lugar.
O anjo desvencilhou o beijo deixando uma mordiscada no lábio inferior do caçador. Mal dando tempo para recompor, Gabriel arrastou os lábios pela bochecha de Sam, trilhando selinhos pelo maxilar e pescoço, na sequência.
O arcanjo levantou os quadris e se ajeitou sobre o Winchester, montando mais acima da virilha, quase sobre o peitoral arfante do caçador. O pau de Gabriel –grande, grosso e agora totalmente duro e pulsante– à poucos centímetros dos lábios sedosos de Sam. A cabeça vermelha, inchada e vazando pré-porra fazendo o caçador salivar.
Mais um estalar de dedos. De repente, um frasco de lubrificante surgindo magicamente ao lado rosto do mais alto.
“Chupa, querido...” Gabriel ronronou persuasivo, o olhar descendo para seu pau como um sinal indicativo silencioso para Sam. “Vou te preparar junto.”
O ‘ click ’ característico da tampa do lubrificante sendo aberta ecoou sutilmente pelo quarto, fazendo o corpo do Winchester estremecer de expectativa. Suas pernas dobrando-se e abrindo-se de bom grado, já esperando o que viria.
“ Isso, ” o arcanjo gemeu deleitoso quando a ponta úmida da língua de Sam tocou cuidadosa e curiosamente sua glande, pegando a gota de pré-sêmem levemente salgado, e uma nuance doce, que se acumulava bem no topo.
A língua dele deslizou pelo pau de Gabriel, e ele assistiu, sem dizer nada. O ar entre eles pareceu ficar mais quente com cada toque que o mais alto dava. Sam hesitou, como se esperasse uma repreensão, mas quando nenhuma veio, sorriu, deixando uma trilha de selares provocantes.
O Winchester olhou novamente para o arcanjo, os olhos como quem perguntava ‘Posso?’ sem verbalizar. A cabeça de Gabriel girava entorpecida de tesão por esse caçador desnecessariamente grande.
“ Anda, Sammy… cai de boca…” o anjo rosnou um pouco impaciente, empurrando sutilmente o quadril para frente.
Sam deu uma risadinha nasalada, divertido com a inquietação do mais baixo. Cedendo à vontade de Gabriel, ele envolveu os lábios na cabeça latejante e enroscou sua língua ali vagarosamente, arrancando um gemido lânguido do arcanjo.
“ Caralho… ” o anjo praguejou rouco quando Sam afundou as próprias bochechas e succionou, criando um vácuo suave, aumentando a sensação de prazer.
Com um pouco de consciência que ainda restava em Gabriel, ele finalmente se lembrou do lubrificante que ainda segurava. Com as mãos um pouco trêmulas –pelo prazer que o Winchester estava dando–, ele despejou e espalhou um pouco do líquido viscoso sobre três dedos, antes de soltar o frasco ali perto.
“Ahh...” O gemido rouco de Gabriel ecoou pelo quarto quando Sam afundou os lábios ainda mais, engolindo boa parte do pau do arcanjo com uma sucção deliberada. A língua do Winchester deslizava pela veia saliente na parte inferior, enquanto as mãos agarravam as coxas do arcanjo, puxando-o para mais perto.
“ Assim... porra, Sammy ,” o anjo rosnou, os dedos da mão limpa se enrolando nos cabelos castanhos do caçador. “ Você chupa bem pra caralho. ”
Sam revirou os olhos, mas não parou. Em vez disso, aumentou o ritmo, alternando entre sucções profundas e lambidas rápidas na cabeça, saboreando o gosto do pré-gozo que continuava a escorrer. Cada gemido abafado de Gabriel era como combustível, e Sam estava determinado a ouvir mais.
Enquanto isso, os dedos do arcanjo – ainda melados de lubrificante – deslizaram entre as pernas de Sam, encontrando seu buraco piscando pelo calor do momento. O toque inicial foi leve, quase questionador, mas quando Sam arqueou as costas num convite silencioso, Gabriel não hesitou.
" Tão ansioso... " Gabriel murmurou, inserindo o primeiro dedo com uma torção cruelmente lenta. " Já pensou nisso antes, né, Samsquatch? "
Sam engasgou ao redor do pau do anjo, os músculos se contraindo ao redor do dedo invasor. As bochechas corando sutilmente com a acusação. Era verdade, quantas vezes ele havia imaginado isso, escondido sob as cobertas em motéis vazios, com o rosto queimando de vergonha?
Gabriel movia o dedo lentamente, empurrando e torcendo cuidadosamente para relaxar o corpo esguio do caçador e, claro, prepará-lo para o que estava por vir.
Quando achou que estava tudo bem, o arcanjo adicionou um segundo dedo e curvou-os num ângulo que fez Sam gritar ao redor da sua pica.
" Hmmph—! "
" Porra... " O arcanjo inclinou-se para frente, puxando o cabelo de Sam para trazê-lo mais perto.
E então, aumentou o ritmo dos dedos, esfregando sem piedade o ponto que fazia Sam ver estrelas, enquanto empurrava o pau mais fundo na garganta do caçador.
Sam engoliu com dificuldade, as lágrimas escorrendo pelos cantos dos olhos – mas não parou. Na verdade, só deu mais energia para se empenhar ainda mais para levar o anjo à loucura.
Gabriel sentiu o corpo de Sam estremecer sob seus dedos, cada movimento calculado para extrair gemidos roucos e abafados do caçador. O arcanjo diminuiu o ritmo, alongando cada toque como se quisesse memorizar cada reação de Sam – o arquejar de suas costas, a contração involuntária dos músculos abdominais, o modo como seus lábios tremiam e se entreabriam sutilmente para gemer ao redor do pau do arcanjo.
" Você é tão bonito assim... " Gabriel murmurou, retirando os dedos apenas para traçar círculos lentos e provocantes ao redor do buraco já relaxado de Sam. " Todo cheio de tesão e me olhando com essa carinha implorando por pica. "
Sam soltou o pau com um ‘pop’ molhado, os olhos escuros fixos no rosto do arcanjo. " Eu— " A voz falhou quando Gabriel se deitou entre as pernas do caçador e inclinou-se para frente, substituindo os dedos pela língua quente e aveludada.
O Winchester arquejou, os punhos se fechando nos lençóis. “ P-porra, Gabe... ”
O anjo não respondeu, apenas apertou as mãos nos quadris de Sam para mantê-lo imóvel enquanto explorava com vagarosa devoção. Cada lambida era deliberada, cada sopro quente contra a pele úmida fazia Sam estremecer. Quando finalmente afundou a língua dentro dele, Sam gritou, a voz ecoando nas paredes do quarto.
Gabriel sorriu contra a pele de Sam, os dedos encontrando os dele para se entrelaçar. “ Quer que eu pare? ” Ele perguntou, sabendo muito bem a resposta.
Sam balançou a cabeça, os olhos semi-cerrados de prazer. “ Só... não demora... ” O mais alto suspirou, a voz manhosa de tesão.
O arcanjo riu, o som vibrante e íntimo, antes de levar os dedos de volta, desta vez com três ao invés de dois, alongando Sam com uma paciência que beirava a tortura. Cada falange deslizando lentamente, fazendo o Winchester choramingar.
“Tudo bem, ” ele concordou, curvando os dedos para roçar aquele ponto com precisão milimétrica. “ Mas eu adoro te ver implorando sem dizer uma palavra. ”
Sam cerrou os dentes, os nós dos dedos brancos onde se agarrava aos lençóis. Gabriel via tudo – o tremor nas coxas, o suor escorrendo pela têmpora, a expressão crua no rosto do caçador, como se ele estivesse redescobrindo o próprio corpo através das mãos do arcanjo.
“Você fica todo vermelho quando tá perto de gozar, ” Gabriel sussurrou, a voz um mel doce cobrindo Sam. “ Jurava que um cara grande como você aguentaria mais. ”
Um rosnado escapou da garganta de Sam, mas seu quadril arquejou para cima, traindo-o. Gabriel sorriu, reduzindo o ritmo justo quando o prazer começava a ferver nas veias do Winchester.
“Ah-ah… ” O arcanjo apertou a base do pau de Sam com a mão livre, cortando o clímax que se aproximava. “ Não tão rápido, Samshine. Eu mereço um show melhor. ”
Sam choramingou, uma mistura de frustração e submissão, os músculos do abdômen tremendo visivelmente. Gabriel adorava isso – como um homem tão forte e viril se renderia a ele com tão pouco.
Mas então, viu.
Nos olhos verdes de Sam, além do desejo, havia um brilho de insegurança. Como se parte dele ainda acreditasse que aquilo era apenas um jogo para Gabriel. Que o arcanjo iria sumir de novo, deixando-o só com o gosto amargo de quase .
Gabriel parou.
“Ei, ei, Sam. ” A voz dele, raramente séria, fez o caçador piscar. “ Você sabe por que eu voltei, né? ”
Sam abriu a boca, mas nenhuma palavra saiu. Seu peito estufou e esvaziou rápido demais.
Gabriel suspirou, afundando os dedos nos cabelos de Sam com uma gentileza que destoava de toda a provocação anterior.
“ Foi só por você. Nenhuma piada, nenhum truque. ” Um sorriso pequeno. “ Bem… teve um truquezinho. Se não, não estaria aqui, né? ”
Sam riu, o som quebrado, mas genuíno, e Gabriel aproveitou para puxá-lo contra seu corpo, até que os batimentos cardíacos deles se sincronizassem.
“ Então me prova, ” Sam murmurou, a boca contra o pescoço dourado do anjo. “ Que isso é real. ”
Gabriel cerrou os olhos, como se aquele pedido o atingisse mais fundo do que qualquer lâmina.
“ Claro, Sam. ”
E então, Gabriel tirou os dedos de dentro de Sam. O frasco de lubrificante, esquecido no meio deles na cama, foi pego novamente pelo arcanjo.
O anjo espalhou um pouco do líquido, antes de se alinhar sobre ele em um movimento fluido. Sua mão agarrou o pulso do caçador, prendendo-o contra o travesseiro enquanto guiou seu pau para dentro de Sam com um gemido rouco que ecoou pelas paredes.
“ Gabe! ” Sam gritou, os dedos enterrando-se nas costas de Gabriel, arranhando a pele dourada enquanto seu corpo se ajustava à invasão.
“ Cacete... tão apertado ” Gabriel rosnou, os músculos do abdômen contraindo enquanto ele iniciava um ritmo lento, quase torturante.
Sam puxou Gabriel para um beijo intenso, seus quadris arquejando para cima a cada embate, implorando por mais.
Gabriel riu, o som vibrando entre seus corpos colados, mas seus olhos dourados brilhavam de desejo.
Ele puxou os quadris para trás, quase saindo por completo, só para bater de volta com um movimento firme, arrancando um gemido rouco do caçador.
Sam cerrou os punhos nos lençóis, os músculos tensionados.
“ Mais rápido, por favor. ” ele resmungou, a voz áspera de prazer contido.
Gabriel arquejou, os dedos apertando os quadris de Sam com força suficiente para deixar marcas. “ Ah, agora você fala bonito, ” ele provocou, antes de finalmente acelerar, os corpos colidindo em um ritmo que fez a cama ranger.
“ Isso— caralho, Gabe—! ” Sam arqueou as costas, os músculos tremendo sob a pele enquanto Gabriel investia nele sem piedade, cada impacto atingindo sua próstata, que deixava o Winchester vendo estrelas.
“ Tá sentindo tudo, né, Samsquatch? ” Gabriel ronronou, a voz um tom mais baixo, carregada de sentimento. “ Cada centímetro de mim dentro de você? ”
Sam não conseguia responder – só gemia, os dedos agarrando os ombros do arcanjo como se fosse seu único apoio.
Gabriel inclinou-se, os lábios roçando a orelha de Sam enquanto acelerava ainda mais, o suor escorrendo pelos corpos deles. Um sorriso divertido nos lábios enquanto levava uma mão entre seus corpos, segurando o pau intocado e choroso de Sam, bombeando-o junto com as investidas.
“ Quero ouvir você gemer meu nome quando gozar, ” ele ordenou, a voz um comando divino que Sam não tinha como ignorar. “ Vai ser lindo. ”
E Sam entregou-se, o corpo tenso como um arco antes de quebrar com um grito abafado no pescoço de Gabriel, os dedos enterrando-se nas costas do arcanjo enquanto gozava em jatos esbranquiçados e espessos na própria barriga.
Gabriel veio logo depois, os dentes afundando no ombro de Sam enquanto desabava, o calor entre eles tornando impossível dizer onde um terminava e o outro começava.
Por um longo momento, ficaram enrolados na cama, os corpos ainda tremendo com os últimos espasmos de prazer, as respirações pesadas sendo regularizada.
Sam, ainda ofegante, virou o rosto para Gabriel com um olhar afiado, um misto de advertência e... apaixonado?
"Isso nunca aconteceu," ele resmungou, arrancando um travesseiro de sob a cabeça do arcanjo e jogando em seu peito. Ele nunca deixaria o arcanjo saber que havia gostado –e mais que tudo, que queria de novo.
Mas não tinha como esconder por muito tempo as bochechas coradas.
Gabriel desviou com um sorriso afiado, os olhos dourados brilhando de diversão. "Claro que não, Samsquatch," concordou falsamente, estalando os dedos.
Num piscar de olhos, o quarto de motel luxuoso dissolveu-se, substituído pela realidade crua de um velho motel de beira de estrada –paredes descascadas, cheiro de mofo e Dean roncando em uma das camas de solteiro, alheio ao mundo. Ambos agora vestidos, como se nada tivesse acontecido.
Gabriel esticou-se, fingindo indiferença, mas o sorriso malicioso e alegre traía-o. "Mas se quiser uma segunda rodada…" Ele inclinou-se, os lábios roçando a orelha de Sam enquanto sussurrava: "É só orar por mim, cervinho."
Sam abriu a boca para protestar, mas o arcanjo já desaparecera –apenas um bater de asas suave e um eco de risada no ar.
Dean resmungou em seu sono, virando-se para o lado. "Desgraça de anjo…" Sam murmurou para o vazio, esfregando o ombro ainda marcado pelos dentes de Gabriel.
E, bem no fundo, um sorriso involuntário cruzou seu rosto.
