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Até a última batida do meu peito

Summary:

Em meio ao caos de um show, as intenções se intensificam, levando ambos a um caminho nunca antes experimentado.

Onde a bartender do The Monica Club reencontra o jovem que despertou seu interesse.

Notes:

Não sou uma pessoa não binária e não tenho convivência constante com uma. Mesmo não sendo a primeira vez escrevendo sobre Jae, caso eu cometa algum erro podem tranquilamente me corrigir!
História originalmente postada no meu twitter! (@/ayggsac)
Boa leitura :)

Work Text:

Tudo soava como vermelho. As luzes, a música, o cheiro, os gritos, suas roupas, as vozes ecoando e o líquido vibrante que escorria no chão. O caos instalado na balada não tinha mais volta, as pessoas lutavam por suas vidas no mosh-pit mais violento que já participaram, quebrando garrafas de vidro umas nas outras, atirando em qualquer que fosse a direção, se esfaqueando freneticamente ao som da banda “Psikolera”, que, a este ponto, seguia seu show independente da situação.

A minha vida eu entrego aqui, Agora.

A letra da canção ecoava na mente de Jae como um estimulante, o lembrando de sair do local imediatamente. Seus colegas já estavam fora de seu campo de visão, provavelmente em algum lugar distante ou no meio da multidão. Isso não importava agora. Corria dando socos nas pessoas em uma tentativa de abrir espaço para sair, seguiu o caminho recém feito encontrando uma porta familiar, a porta de entrada. Reuniu suas forças e deu com tudo na porta, esta que, para sua surpresa, abriu sem nenhuma dificuldade. Devido a ocorrência inesperada, falhou em sustentar seu corpo após a falsa colisão com o objeto, caindo diretamente no chão, dando espaço para uma boa piada futura caso alguém estivesse ali. Se levantou rapidamente, ainda focade em sair do local, e seguiu em direção a escadaria logo em frente, teria seguido com seu caminho se não tivesse a impressão de ter escutado algo.

“Estão vindo para cá?” Pensou afoita, repudiando a ideia de a multidão anterior ter conseguido encontrar o caminho para a superfície assim como ela, mesmo que uma pequena parcela deles. Apressou o passo no ambiente escuro, sendo iluminade pela pequena placa que informava a saída. Jae se preparava mais uma vez para caso fosse necessário arrombar outra porta, sentia o cansaço em seu corpo se misturando com a sensação dolorosa do machucado aberto em sua mão mais cedo, de quando interagiu com Dani, responsável pelo bar naquela noite, e ganhou uma leve facada na mão em troca de uma bebida e, supreendentemente, em troca do número da atendente.

A sensação de que havia alguém mais naquele cômodo perdurava, fazendo com que o garote apertasse o passo para a saída antes de ter que lidar com mais um dos metaleiros eufóricos. Estaria finalmente fora do local, respirando o ar minimamente puro das ruas de São Paulo, se sua intuição estivesse errada. Entre um passo e outro, pode sentir uma mão desengonçada agarrando seu braço com pressa, fazendo força e esforço para interromper o deslocamento do rapaz. Jae virou-se rapidamente, pronto para iniciar outra briga, teria o feito se não reconhecesse a dona daquela mão, Dani. A garota se agarrava ao braço do garoto como se sua vida dependesse disso naquele instante, a trazendo mais para perto mesmo contra sua vontade. Olhavam fixamente nos olhos da outra quase em uma hipnose, um transe que não conseguiam explicar, algo praticamente infinito. Infelizmente, o som dos tiros perdurava na sala anterior, as forçando a cessar de vez aquele contato indireto.

- Por aqui. Faz silêncio. - Sussurrou Dani antes de puxar ê coreane ainda pelo braço, se recusando a interceptar o contato com o outro corpo. Com um simples e preciso chute, a atendente conseguiu se livrar da tranca improvisada presente na porta, abrindo o caminho para o exterior. A pouca iluminação deu espaço a diversos feixes de luz brilhantes oriundos de todas as direções possíveis, podia ser tarde, mas ainda era São Paulo.

Como quem conhecia a cidade na palma da mão, Dani seguiu rapidamente pelas ruas e becos, chegando por fim em uma pequena casa com portões brancos e tinta azul claro, quase uma kit-net com um caminho de pedras envolto por um pequeno gramado. Finalmente soltou o braço do rapaz, pegando uma pequena chave no bolso da calça e destrancando o baixo portão em seguida. Jae observou a morena adentrar o terreno sem dizer uma sequer palavra, sem muitas opções, seguiu a garota até o interior da casa – um cômodo grande servia de sala e cozinha, enquanto uma outra porta mais adentro aparentava ser a entrada para um quarto.

- Não achei que fosse entrar. - Comentou a dona da casa, retirando suas botas, as jogando em um canto qualquer.

- Posso ir embora se quiser. - Retrucou Jae.

- Calma aí gatinho, pode ficar, ‘tô te devendo um favorzinho não acha?

- Favorzinho? -Repetiu o rapaz confuso.

- Eu te dei uma facada. - Disse Dani se aproximando da maior. - Aliás, gostei de você. - A garota passou as mãos pelo rosto do coreano, fazendo uma pressão em seu maxilar, o, encaixando seu rosto em suas mãos o mantendo preso por alguns instantes. - Como posso me desculpar com você? - Indagou espalhando seu toque pelo torso e músculos de Jae, gerando uma tensão na pele do outre de maneira que este não havia experenciado nessa vida, ao menos não se recordava.

- Não precisa pedir desculpas, deixe que eu mesmo resolvo esse assunto. - A assassina envolvia seus braços na cintura alheia, descendo uma das mãos com uma vontade e precisão repentina para a bunda da garota.

- Vai me matar?

- Pensei em algo um pouco mais... Interessante – Soltou o corpo da garçonete rapidamente, alcançou um dos bolsos de seu longo casaco e retirou uma pequena faca do espaço. Levou o objeto aos olhos da mulher, segurando diretamente na lâmina para exibir o cabo detalhado em tons de vermelho carmesim. - Se me permitir, gostaria de esculpir esse seu corpo.

Dani encarou a feição da garota a sua frente, transbordando um tesão contagiante. Agarrou-se ao rosto branco, sugando todo e qualquer sentimento que aqueles olhos negros carregavam em um beijo apressado, mas cheio de desejo. Jae-Yoon logo se desfez do objeto que carregava o devolvendo para os bolsos de seu enorme casaco, indo ao encontro do corpo da amante da forma que podia, se esfregavam uma na outra ainda se esforçando para manter o fôlego em meio ao beijo, envolviam suas línguas e batiam os dentes sem se preocupar com o provável desconforto, engoliam-se para além de qualquer desejo, focando na vontade carnal que seus corpos compartilhavam de dominar um ao outro. A falta de ar se faz presente as forçando a separar-se por segundos antes de retomar a atividade. Com uma mão livre, Jae envolve uma das pernas da garota, agarrando sua bunda como um sustento para a tirar do chão, a segurava em seus braços enquanto apertava toda a extensão do corpo que conseguia tocar. Sugando os lábios da outra, Jae retoma sua consciência por alguns segundos, notando outra vez a porta mais afastada no ambiente e caminhando para ela, agora com a garota totalmente envolta por seus braços.

Passando do hall da porta, pode sentir as mãos de Dani se desgrudando de seu pescoço e encontrando seu peitoral, apertando e beliscando o volume sobressalto de seus mamilos eretos por cima de suas vestes, contribuindo para que o rapaz perdesse a paciência de vez. Sem aviso prévio, atirou a morena na cama com força, se pondo por cima dela rapidamente. Retirou todas as vestes que cobriam o peitoral da outra num movimento abrupto e violento, rasgando a extensão do tecido em troca do olhar desesperadamente carregado de tesão da beldade que a observava em um silêncio ansioso. De repente, entretanto, levou sua mão ao bolso de seu sobretudo, retirando novamente o pequeno objeto cortante e o expondo sobre o corpo da garota para enfim se livrar de seu sobretudo, o “descartando” no piso do quarto, revelando a regata gola-alta preta inexplicavelmente colada no corpo do coreane, acomodando cada traço de seu peitoral ao mesmo tempo que ressaltava os músculos fortes nos braços do rapaz. Jae, com o canivete em mãos, reclinou-se sobre o corpo da mulher lentamente, passando de forma suave a lâmina sobre a pele macia, causando um arrepio nítido na outra. Encarando os peitos da garota, disparou diversos beijos e mordiscadas leves na região, sendo recebide pela voz de Dani em uma melodia agonizante, enfraquecendo suas pernas por um segundo.

- Preparada garota? - Perguntou Jae interrompendo o prazer da outra.

- Quando você quiser, lindo.

Sem esperar mais, Jae agarrou o canivete com força, aplicando a pressão perfeita para entalhar seu nome no peitoral de Dani. Trabalho feito, pode observar o sangue escorrendo sobre a pele negra enquanto a garota se contorcia levemente, agarrando o rosto da coreana ao passo que este finalizava sua obra de arte. Os gemidos de Dani que ecoavam pelo quarto foram cessados pelos lábios vermelhos, agora já borrados, de Jae. À medida que o beijo se intensificou, Jae soltou o objeto cortante sobre os lençóis brancos da cama, levando suas mãos para a barra do short de Dani, se livrando rapidamente da peça. Separando seus lábios para a tristeza (ou felicidade) da mulher, Jae pega novamente o canivete, o invertendo e fechando sua mão na lâmina do objeto.

- Se doer de uma forma ruim me avise, ouviu?

Sem esperar qualquer confirmação da parte de Dani, o garoto se apressa em retirar a peça íntima da amante, melando a região com um pouco de sua saliva para finalmente inserir um de seus dedos no interior dela. Com alguns movimentos suaves, pode ouvir o manifesto da mulher o incentivando a continuar. Os gemidos de Dani se misturavam com suas falhas tentativas de se comunicar com a garota entre suas pernas, a deixando apenas alguns suspiros e sons desconexos para fazê-la continuar seu trabalho. De repente, para sua surpresa, sentiu o asiático se retirar de si. Pronta para reclamar com ele, sentiu a forte e precisa investida de algo mais grosso em sua buceta, o cabo do canivete de Jae se misturava com seu prazer, a deixando perto de seu êxtase repentinamente.

Sua buceta pulsava desesperada junto ao restante de seu corpo. Podia sentir suas veias ardendo enquanto o sangue de seus peitos ainda escorria do corte recente, a deixada cada vez mais e mais excitada perante o coito improvisado. Jae a fodia com um pequeno canivete, fazendo melhor que muitos membros e consolos que já havia cruzado durante a vida. Erguendo-se um pouco mais com o sustento de seus ombros, pode ver a expressão hipnotizante de Jae olhando fixamente para sua buceta. Em meio ao olhar focado e sua mente desconexa, pode perceber um rastro de sangue vazando da mão da coreana que manuseava o objeto.

- Garoto. - Dizia Dani em meio a murmúrios - Como vai me fuder com a mão aberta?

Um gemido alto rasgou a garganta de Dani com a repentina substituição do objeto pelos dedos de Jae, devidamente melados com seu próprio sangue e o prazer da garota. Sem proferir uma palavra, o garoto inseriu dois de seus dedos de vez no interior da mulher, a fudendo cada vez mais depressa e mais forte, como se estivesse provando seu ponto silenciosamente. Olhando fixamente nos olhos de Dani dessa vez, ê garote encaixou sua boca na buceta a sua frente, rodeando o clitóris da garota com a língua com precisão, podendo ouvir sua vontade de aliviar-se. Jae mordiscava, lambia e chupava Dani ao mesmo tempo que a comia com uma força incrível. Continuou com os estímulos até finalmente escutar um último gemido alto da parceira, o levando a lentamente interromper seus movimentos.

O branco se fez finalmente presente na mente de Dani, que tentava controlar sua respiração a todo custo.

Momentos depois, notou o rosto, agora familiar, a encarando na outra metade do colchão velho. O sorriso pequeno e bobo como se não tivesse quase a matado agora há pouco. Observou ê asiática se virar totalmente para si, envolvendo suas mãos num aperto simples e iniciando um carinho no local.

- Inclusive, qual seu nome mesmo? - Perguntou Jae.

- Me chame de Dani.

- Prazer Dani, sou Jae.

- Muito prazer Jae. - Dani se virou apoiando-se na cama com os cotovelos - Você é ativa mesmo ou...?

- Segundo round? - Disse o rapaz abrindo um sorriso exibindo o tesão e tensão que borbulhavam em seu corpo. Dani com uma pequena ajuda da garote se pôs sentada em seu colo, inclinando-se para perto de seu rosto lentamente. Trocaram selinhos e beijos molhados enquanto brincavam um com o outro. Dani pode sentir a mão de Jae levantando levemente seu queixo. - Foi um prazer te conhecer, Dani.