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— Hoje é o dia do pepero, sabia?
Minho lançou a pergunta do absoluto nada enquanto segurava o celular no alto e tinha as pernas jogadas por cima das de Jisung, ambos aconchegados na cama de casal do quarto deles.
— É mesmo? — Jisung olhou por um instante para Minho e logo voltou a atenção para a tela do notebook que repousava em seu colo.
— Podíamos fazer algo sobre isso, né?
Dessa vez Jisung sustentou o olhar no namorado por mais tempo, até mesmo pausando o vídeo que o entretinha.
Ele conhecia Minho bem demais para afirmar com total certeza que alguma coisa tinha ali.
— O que você está tramando, hein?
Foi direto na sua pergunta, sem rodeios. Minho apenas sorriu misterioso e saiu do cômodo sem dizer nada, deixando para trás um Jisung com um enorme ponto de interrogação. Ele voltou alguns minutos depois com uma caixa de pepero em mãos, a qual abriu e comeu um dos palitos. Jisung ainda fitava-o desconfiado de suas ações.
— Pega um. — Minho, que agora estava sentado na cama, estendeu a guloseima ao namorado.
Com aquela pulga atrás da orelha apenas aumentando, Jisung aceitou puxar um dos peperos e o mastigou aos poucos. Contudo, antes que ele terminasse, Minho o segurou pela mandíbula com uma das mãos, polegar de um lado e os quatro dedos do outro, mantendo-o parado de tal modo que os olhares se cruzavam na mesma altura. Minho se aproximou devagar e mordeu o doce, deixando que o seu lábio inferior roçasse de leve o do outro até se afastar.
Suas intenções foram extremamente claras só naquele simples ato. Jisung observava-o mastigar o pepero com aquela cara de quem estava certo sobre a sua intuição.
— Eu sabia. — conteve-se a comentar.
— O que? — fingiu-se de sonso.
Jisung riu soprado com a reação teatral dele.
— Só você mesmo.
— Repito, o que?
— Maldito provocador.
Minho sorriu pequeno, pegando mais um palito e deslizando-o despretensiosamente pela boca.
— Só estou dividindo um pepero junto com o meu namorado no dia do pepero, o que tem demais?
— Você não me engana, não é só isso que está pensando.
Minho manteve a mesma expressão e deixou que os próprios lábios segurassem o doce.
— Vem você agora. — referiu-se a ele vir mastigar o biscoito dessa vez.
Jisung parecia estar até agora julgando e desaprovando as atitudes de Minho, mas não era bem assim. Era mais pela força do hábito, ainda mais que às vezes o namorado tinha ideias mirabolantes que beiravam o absurdo e ele precisava ser aquele freio que diz “Ei, vai com calma, menos, pensa bem”.
Mas aquela proposta definitivamente não se enquadra nisso. E era por isso que Jisung aceitaria fazer parte daquele jogo.
Fechou o notebook e o colocou em cima da escrivaninha posicionada ao lado da cama. Engatinhou em direção a Minho, que estava com as pernas esticadas e usava as duas mãos de sustento para o corpo, aguardando pacientemente a sua chegada.
Quando ficou próximo o suficiente, continuou de quatro por cima das pernas de Minho e os olhares não se desviaram em nenhum momento. Jisung mordiscou uma porção do doce, e outra, e outra, até sobrar apenas um pequeno pedaço. Para finalizar, passou sutilmente a ponta da língua pelos lábios de Minho, como se limpasse alguma sujeira causada pelo chocolate — mas nada havia, estava simplesmente devolvendo a provocação anterior.
Minho puxou o que restou do pepero para dentro da boca e riu nasalado.
— E depois eu que sou o maldito provocador.
— Você que começou.
— E tem que continuar?
— Por que? Está querendo desistir?
Minho, com um sorriso ladino, apenas pegou mais um palito, colocando-o ele mesmo entre os lábios do namorado. Segurou Jisung da mesma forma que antes, uma das mãos na mandíbula, porém, impondo mais força comparada a antes.
— Eu nunca dou para trás. — disse um tom mais baixo.
Jisung observava-o fixamente, e devolveu:
— Nem eu.
Minho puxou o rosto dele para mais perto, mantendo a charmosa expressão de quem se divertia, e muito.
— Se é assim, então você vai ter que aguentar.
Parte da força de Jisung escorreu com aquelas palavras embaladas de sensualidade. Minho foi mordendo o palito tão lentamente que chegava a ser castigo para Jisung, não conseguindo controlar a inquietação que se intensificava com aquela falta de pressa.
Minho pousou a mão livre em uma das nádegas de Jisung e o apertou, arrancando um arquejo dele. Suas palmas continuaram segurando-o firme, puxando-o para cada vez mais perto, e quando sobrou praticamente um resquício do biscoito, Minho prendeu o lábio inferior de Jisung entre os seus e o chupou. Em seguida fez o mesmo com o superior, o barulho úmido ecoando de propósito, sempre naquela calma que estava deixando o namorado louco.
Jisung, impaciente, fez com que a ponta de sua língua resvalasse pelo lábio alheio, querendo aprofundar o ato. Mas Minho se afastou antes que isso acontecesse, e o rosto frustrado que Jisung esboçou só o fez sorrir mais.
— Por que você é assim? — Jisung choramingou um pouco.
— Assim como?
— Sendo filho da puta desse jeito comigo.
Minho o encarou por alguns segundos antes de puxar o cabelo do namorado para trás, inclinando de leve a cabeça dele e fazendo os hálitos baterem um contra o outro.
— Eu sou o que, Jisung?
O citado umedeceu os lábios, como se sentisse no paladar o sabor daquela pergunta que enviava um sinal de perigo prestes a estourar.
— Um filho da puta.
Fez questão de pronunciar devagar cada sílaba para reforçar e reafirmar tais palavras, porque Jisung queria ser o causador do estouro e estar no meio dele.
Minho soltou o maior sorriso cafajeste até agora. Encostando-se na cabeceira da cama e segurando mais um pepero entre os lábios, chamou Jisung silenciosamente com o dedo indicador.
Ele engatinhou novamente em cima do colchão, pois Minho acabou se distanciando ao se deslocar para descansar as costas na cabeceira. Dessa vez Jisung sentou no colo dele, e quando o palito que engoliu chegou na metade, Minho mordeu e fez o pedaço que sobrou cair entre eles. E então puxou-o pela nuca, grudando os lábios para finalmente se beijarem.
A língua de Jisung foi a primeira a começar a explorar a boca já tão conhecida. O ósculo tinha o sabor característico de todos que já trocaram até agora, mas dessa vez estava regado com sabor de chocolate. Uma combinação deveras deliciosa.
Durante o ato, Minho apalpou com as duas mãos a bunda de Jisung e ele começou a se mexer para frente e para trás, de um lado a outro, em círculos. Não havia um padrão certo em seus movimentos, mas era justamente isso que tornava tudo aquilo mais excitante.
Seus lábios não se largaram em nenhum momento, beijando um ao outro com uma vontade que era perceptível de longe. Estavam ficando mais ofegantes não só por isso, mas também pelo tesão que corria por seus corpos. Jisung mantinha-se rebolando no colo de Minho e ele apertava-o com força entre seus dedos, esmagando o quadril e as nádegas.
Quem se separou primeiro foi Minho, os lábios brilhantes de saliva e levemente mais rosados. Jisung mordeu e chupou o lábio superior dele, ao que Minho subiu uma das mãos pelas costas do namorado e puxou o cabelo novamente a fim de que parasse o que estava fazendo. A expressão de Jisung não era de dor, pelo contrário, era de um prazer que virava Minho do avesso.
— Porra de pepero, que se foda essa merda.
Ele jogou Jisung na cama e ficou por cima, pousando a mão no cós da calça alheia.
— Não era você que disse que tínhamos que fazer algo sobre essa data? — perguntou com um sorriso de canto.
— Já demos a nossa contribuição. — tirou a calça do namorado junto da cueca — Eu quero outra coisa na minha boca agora e isso só você pode dar.
Sem perder tempo, segurou o pau de Jisung com uma das mãos e desceu com a boca, acolhendo a maior parte para dentro. Jisung gemeu em total êxtase, e só piorou com Minho olhando-o nos olhos e subindo sem pressa pela ereção, propositalmente espalhando saliva para deixá-la mais molhada. Ele estendeu a língua para fora e bateu o pau nela algumas vezes antes de voltar a chupar.
Jisung sentia seu pênis crescer dentro da boca de Minho em cada movimento que ele realizava e em cada pressão que os lábios faziam. Gemia baixinho, contido, os olhos presos em cada pequena ação do outro.
— Por que está se segurando? — Minho o soltou e deixou que os lábios passeassem pelo pau em um carícia — Eu quero te escutar.
Ele sugou a glande com um pouco mais de força porque sabia que isso arrancaria o som que ele queria ouvir de Jisung. E foi exatamente o que aconteceu, um gemido esganiçado e deleitoso ecoou pelo quarto.
— É porque eu estava pensando no quanto eu quero te chupar também.
Minho parou. Suas íris nublaram em um desejo que foi impossível de esconder, ao mesmo tempo que o seu rosto se iluminou com uma ideia.
— Deita, amor.
Jisung fez isso e seus olhos se arregalaram um pouco ao ver Minho, agora despido das roupas de baixo, fazer o mesmo no sentido contrário, ficando o rosto dele rente ao pau de Jisung e vice versa.
— Você quer me chupar, mas eu também quero continuar te chupando. — Minho apoiou a cabeça em uma das coxas de Jisung e segurou a base do pau antes de ir e vir com a boca, devorando-o em um único movimento — Vamos, Jisung. Quero sentir a sua boca no meu pau.
Jisung sentiu-se esquentar de dentro para fora em puro tesão. Eles não tinham tentado um 69 ainda e o sentimento de experimentar algo novo e tão excitante fez ele querer se desmanchar ali mesmo, na face de Minho.
Tal pensamento fez com que Jisung envolvesse o falho alheio entre seus lábios, apenas a glande. Sugou continuamente até que sobrasse resquícios de pré-gozo, em seguida lambendo toda a extensão enquanto segurava-o com uma das mãos. Quando sentiu Minho voltar a chupá-lo, limitou-se apenas a masturbar o pau dele, aproveitando por um tempo o prazer proporcionado pela boca molhada que ia e vinha.
Fez o mesmo acompanhando o ritmo que ele se movimentava, ambos agora com os lábios ocupados. Gemidos abafados se espalhavam pelo cômodo, tocando uma canção obscena. Jisung foi aquele que quebrou a sincronia entre eles, acolhendo o máximo da ereção enquanto a língua estimulava-o dentro da boca. Minho parou de chupá-lo para gemer apropriadamente.
Se o ponto fraco de Jisung era chupadas na glande, o de Minho com certeza era a garganta profunda.
— Puta merda. — Minho punhetava parte do pau alheio que agora pousava em seus lábios entreabertos. Puxava e empurrava o ar pela boca, consequentemente jogando hálito quente no falo babado de Jisung, que sentia leves arrepios com a sensação — Porra, amor, é assim mesmo que eu gosto.
Jisung o soltou para respirar melhor e logo repetiu a ação, enlouquecendo o namorado mais ainda. Com a excitação nas alturas, Minho abocanhou com gosto a glande e focou em chupá-la o mais rápido que conseguia, tendo ajuda da língua para estimular a fenda concomitantemente. Com o resto que não estava dentro da cavidade, começou a bombear de forma veloz. Jisung fechou os olhos e gemeu com o pau na boca, esforçando-se para voltar a ir e vir, totalmente fora de ritmo por causa do êxtase que escurecia seus sentidos.
Subitamente, sem que Jisung pudesse controlar, jatos de porra começaram a escorrer de seu pau. Minho puxou o namorado pela bunda com a palma livre para afundar metade da ereção na boca enquanto continuou masturbando o que ficou para fora, deixando a língua mover-se livremente pela glande.
Jisung largou o pau alheio, apenas segurando-o frouxamente entre os dedos com a respiração desregulada. Minho se afastou quando não havia mais gozo sendo expelido, engolindo o que restou. Mirando para baixo, viu Jisung puxando o ar pela boca, os lábios entreabertos parecendo convidá-lo a se encaixar ali. Sem resistir a tal anseio, segurou o próprio pau por cima da mão do namorado e enfiou parte dele na cavidade de Jisung. Ele não o rejeitou, pelo contrário, mostrou-se satisfeito mediante o gemido que vibrou contra a ereção.
Minho ergueu um pouco do tronco para segurá-lo pelo cabelo e começou a foder a boca dele. Jisung manteve-a aberta o máximo que conseguia enquanto sentia o pau investir deliciosamente em sua cavidade, indo cada vez mais fundo a cada impulso.
— Porra. — Minho, ofegante, parou de estocar e voltou a se deitar, envolvendo seus braços no quadril alheio — Gostoso do caralho.
Ele agarrou com as mãos a bunda de Jisung, trazendo-o para mais perto e abocanhando novamente o pau, completamente sedento, desejoso e necessitado. Jisung sentiu-se estremecer ao sentir aquela vontade absurda de Minho ser descontada em si, e mais ainda quando ele deu um tapa estalado em uma de suas nádegas enquanto chupava-o faminto.
— Minho. — Jisung choramingou sensível, porque ainda não havia se recuperado totalmente do orgasmo.
Em uma das subidas, Minho raspou suavemente os dentes na extremidade do pênis, coisa que fez Jisung espasmar.
— Puta que pariu, não sei se vou aguentar. — confessou choroso, cada vez mais preenchido de prazer.
Como resposta, Minho estapeou as nádegas mais duas vezes, e soltou o falo para poder responder:
— Eu disse que você vai ter que aguentar. — deixou um beijo molhado na extensão do pau, alto e erótico — E você vai.
Voltou a acolhê-lo para dentro de sua boca com uma garganta profunda, ainda completamente agarrado à bunda de Jisung e deixando a ponta de seu nariz tocar o ventre dele. Sua boca subiu, sem libertar o pau, e tornou a ir e vir com a mesma fome de antes, disposto a levar o namorado para além do limite.
Jisung era uma bagunça de gemidos e tremores, nem mesmo conseguindo chupar Minho direito. Deteve-se apenas a circundar a glande com a língua, porque não conseguia ficar com a boca encaixada no pau devido aos sons de satisfação que saíam sem controle de sua garganta.
E foi assim que Jisung gozou pela segunda vez, com Minho chupando-o ferozmente sem descanso e sem perda de ritmo ou força. Seus músculos sofriam de espasmos e suas mãos apertavam a coxa de Minho em uma tentativa de reduzir um pouco do prazer avassalador. Seus arfares eram pesados e ruidosos e seus gemidos eram curtos, mas manhosos por causa da extrema sensibilidade que sentia no momento.
Ele estava destruído. Mas seu namorado ainda não tinha gozado, então mesmo cansado e praticamente sem forças, chupou de leve a ponta do pênis dele em um aviso de que não o esqueceu. Minho sorriu de canto com aquilo.
— Bonitinho, mal consegue se mexer e ainda está pensando em mim. — sentou-se no colchão e empurrou de leve o corpo de Jisung para que ele deitasse de barriga para cima com a cabeça no travesseiro — Só abre a boca e estica a língua para mim, não falta muito para eu gozar também.
Jisung fez isso, virando o rosto para o lado de Minho que, de joelhos, se aproximou e esfregou o próprio pau na língua estirada para fora. Jisung não resistiu e fechou os lábios em torno de Minho, sugando-o, ao que ele respondeu com um gemido baixo. Interpretando o que o namorado pedia com o olhar, fodeu mais uma vez a boca dele, dessa vez sem pressa e não indo tão fundo para não esgotá-lo mais ainda. Minho mais rebolava do que realmente estocava, aproveitando da combinação dos lábios e da língua que o estimulava.
Seu esperma foi liberado e antes que terminasse de jorrar tudo, retirou-se da boca de Jisung para sujar um pouco do rosto dele só porque era lindo demais vê-lo pintado com a sua porra. Por fim, deitou-se ao lado dele, limpando com os dedos a bagunça que fez e beijando-o preguiçosamente.
— Como chegamos até aqui mesmo? — Minho perguntou, igualmente cansado agora que os músculos estavam totalmente relaxados.
— Dia do pepero. — Jisung disse com a voz de quem segurava o riso, porque quem começou com essa história de pepero foi Minho e agora ele nem lembrava mais o que ocasionou tudo aquilo.
— Ah é. — olhou de soslaio para a caixa de pepero jogada ao canto — Quer um?
Jisung assentiu, cada um deles com um doce na mão e mastigando-o em silêncio.
— O gosto da sua porra é melhor. — Minho soltou de repente.
— Que?
— A sua porra é mais gostosa do que esse palito. — disse reflexivo, imerso em sua conclusão.
— Que merda você está falando agora? — Jisung começou a rir com tal fala sendo dita de forma tão séria.
— É verdade. — ele virou o corpo na direção de Jisung — E você, o que prefere? Esse biscoito ou a minha porra?
— Sério mesmo?
— Sério.
— Vou me abster de comentários.
— Então vamos ter que terminar agora mesmo, você partiu o meu coração com essa resposta. — disse na brincadeira e Jisung riu mais uma vez.
— Você é tão esquisito às vezes.
— E eu ainda vou fazer você responder a minha pergunta.
— Talvez no próximo dia do pepero.
— Até lá vai demorar. — Minho ficou de joelhos e puxou Jisung pelas coxas, encaixando-se no meio delas — Eu quero saber agora.
— Então tenta descobrir. — sorriu sugestivo e desafiador.
O dia do pepero nunca mais será o mesmo para os dois.
