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Adrenalina

Summary:

Quando Aguiar colocou a máscara, queria apenas se satisfazer. Satisfazer seu desejo no momento, queria matar aquela vampira desgraçada, queria saber quantos segundos ela aguentaria, quanto sangue ela iria derramar, queria ouvir o som dos seus ossos sendo esmagados e sentir a pele rasgando com seus golpes. Aguiar queria sentir o cheiro da sua morte. E conseguiu.

Mas Aguiar queria mais. E, ao chegar na casa, tinha certeza que Labirinto poderia lhe dar o que precisava.

Notes:

eu devia ter postado isso após o EP 4 mas não tive tempo de terminar antes
o EP 5 me deu inspiração pra escrever outra one shot então logo me verão aqui novamente
é isso, aproveitem!

Work Text:

Cada molécula do corpo de Aguiar vibrava. A adrenalina tomava conta do seu ser, seu coração batendo à toda velocidade e sentia seu sangue ferver.

Ao colocar a máscara, pela primeira vez desde que acordou sem memórias, Aguiar finalmente sentiu que era ele mesmo. Ele conhecia a sensação, era como se já estivesse acostumado, como se internamente algo tivesse finalmente despertado, seus instintos estavam mais aflorados e seus pensamentos eram nublados pela vontade de saciar o que estava dentro dele.

Quando colocou a máscara, queria apenas se satisfazer. Satisfazer seu desejo no momento, queria matar aquela vampira desgraçada, queria saber quantos segundos ela aguentaria, quanto sangue ela iria derramar, queria ouvir o som dos seus ossos sendo esmagados e sentir a pele rasgando com seus golpes. Aguiar queria sentir o cheiro da sua morte. E conseguiu.

No entanto, o sangue ainda fervia em suas veias, a adrenalina fazia todos os pelos do seu corpo arrepiar. Ele queria mais. Mais. Mais. Ele queria sentir tudo, ele queria sentir mais, ele queria saciar aquele desejo dentro dele que fazia seu corpo queimar.

Os pensamentos de Aguiar ainda estavam nublados.

Ele sabia que estava machucado, sabia que não estava bem, mas a excitação fazia toda a dor não ser mais que um incômodo. Mas ele também não sabia muita coisa. Não sabia o que estava fazendo quando pediu ajuda ao Labirinto para cuidar dos seus ferimentos. De alguma forma, quando o viu, algo dentro dele despertou e ele tinha certeza que aquele homem conseguiria saciar seja lá o que estivesse desejando.

Labirinto o guiou até um pequeno banheiro, na parte de trás da casa. Parecia alheio aos devaneios de Aguiar, que sentia ele tão, tão perto. Aguiar conseguia sentir seu cheiro exalando de cada poro da sua pele, os toques queimando contra sua pele quente, o caminhar a passos lentos que fazia o caminho ainda mais tortuoso para o delegado.

Ele queria mais.

Aguiar precisava de mais.

Sangue escorria pelos seus machucados, manchando a camisa branca, manchando sua pele, manchando o piso com a cor carmim, manchando as mãos de Labirinto que ajudava Aguiar a se apoiar.

Quando chegaram ao banheiro, que tinha somente uma pia velha e uma privada, Labirinto fez Aguiar sentar-se no chão e se apoiar na parede. Analisando os machucados com mais calma, viu que era preocupante. Como caralhos esse homem ainda conseguia encarar ele e rir dessa situação? A pele de Labirinto empalideceu.

— Mas que porra... — ele sussurrou, analisando de perto os machucados. Aguiar gargalhou.

— Eu tenho certeza que não está tão ruim assim. — seu tom de voz era baixo, provocativo, um sorriso estampado na sua boca enquanto Labirinto estava próximo a ele. A respiração de Aguiar estava pesada, efeito dos machucados, provavelmente. Seu peito descia e subia enquanto encarava o homem à sua frente.

— Como não? — Labirinto se afastou, remexendo nas bandagens a fim de organizá-las em um curativo. — Aguiar, não sei exatamente o que aconteceu, — seus dedos longos habilmente desenrolaram as gazes, sua atenção completamente no que estava fazendo. Aguiar observava tudo atentamente, cada movimento milimetricamente calculado das mãos esguias de Labirinto, enquanto mordia o canto do lábio inferior. — mas tenho certeza que você quase morreu.

O tom de voz de Labirinto era terno, ele claramente estava preocupado, embora nessas circunstâncias a preocupação fosse algo que deveria ser deixado de lado.

— Você está exagerando. — Aguiar não se moveu, ainda observando. Labirinto se movia com graça, seus dedos longos envolviam as bandagens, Aguiar começou a perceber que suas mãos eram longas, grandes, seus dedos se moviam sem esforço. Até mesmo seus dedos tinham as marcas de labirinto que percorriam por todo seu corpo. Será que ele as tem em todo canto? Será que esses caminhos levavam a algum lugar? Ele gostaria de saber.

— Precisa tirar sua camisa. — os pensamentos de Aguiar foram interrompidos pela frase. Oh, Aguiar queria muito ouvir isso em outras circunstâncias. — Vamos, se afaste e tire antes que isso infeccione.

O sorriso de Aguiar aumentou, ele cerrou os olhos enquanto analisava cada movimento de Labirinto. A adrenalina ainda corria entre suas veias, não sentiu dor ao levantar seus braços e retirar sua camisa, não sentiu dor quando Labirinto aproximou suas mãos do ferimento, não sentiu dor quando o homem à sua frente começou a limpar o sangue e não sentiu dor quando ele começou a enrolar as bandagens ao redor do seu pescoço, apertando levemente para que permanecesse no lugar.

Aguiar sentiu calor. Porra, ele estava quente. O toque suave dos dedos de Labirinto na sua pele deixou ele todo arrepiado, ele estava tão perto que sua respiração tranquila batia na pele de Aguiar, cada toque era leve como uma pluma e ainda tinha aquele cheiro. Aquele maldito cheiro que estava deixando Aguiar louco. Aguiar não queria olhar, mas não conseguiu desviar. Observou o pescoço dele, a pele pálida e que brilhava com a luz que trêmula da única lamparina que estava no banheiro, as sombras sendo cúmplices dos desejos de Aguiar.

Cada momento que passava, ele estava mais agitado. Era de se esperar que a adrenalina e a excitação se dissipassem, mas depois de um momento de tanta euforia, Aguiar queria mais. Uma gota de suor escorreu pela têmpora de Labirinto, Aguiar não percebeu que prendeu a respiração enquanto olhava aquela única gota descendo pelo pescoço do homem. Aguiar desejava lamber.

É, é isso. Ele desejava. Ele desejava mais, ele desejava saciar o que estava dentro dele, aquele sentimento de querer mais, mais e mais. Ele queria se satisfazer, ele precisava daquilo. Ele precisava de Labirinto. Sentiu as calças na região da sua virilha apertar. Porra, ele tava duro.

Labirinto não havia terminado o curativo quando Aguiar avançou no pescoço dele. Os braços fortes do delegado agarraram os ombros estreitos de Labirinto e sua boca foi direto no seu pescoço. Exatamente no mesmo lugar que aquela pequena gota estava percorrendo. Aguiar deu uma mordida, leve, apenas para sentir a textura da pele macia e foi o suficiente pra cair a ficha do outro homem sobre o que estava acontecendo.

— Caralho Aguiar, que porra você tá fazendo? — ele se debateu, tentou afastar Aguiar de si, mas o homem era mais forte fisicamente.

Aguiar deu alguns beijos, suaves, o cheiro da pele de Labirinto impregnando suas narinas, ele queria sentir o sabor da pele do homem que estava o deixando louco. Ele lambeu até o queixo do ocultista e se afastou quando o ouviu reclamar. O delegado estava ofegante, seu coração batia rápido, tão forte que tinha a sensação de ouvir cada batimento. Sua pele fervia.

— Eu preciso — ele empurrou Labirinto levemente para se deitar. A voz de Aguiar estava carregada de algo que ele não conseguia identificar, mas Labirinto nunca tinha o visto sendo tão sincero. — Preciso de algo, não sei... — sentou-se no colo de Labirinto, agarrou seus próprios cabelos e fechou os olhos, tentando achar sentido em tudo aquilo. — Olha, eu tô com tesão. Porra, fiquei excitado com aquela merda, eu quero mais. Fiquei duro pra caralho com você perto desse jeito, seus dedos, seu cheiro, sei lá! Desde que usei aquela porra de máscara eu sinto que preciso satisfazer alguma coisa dentro de mim. Não foi suficiente matando aquela desgraçada.

Aguiar abriu os olhos, encarou Labirinto embaixo de si, o olhando com os olhos levemente arregalados e a boca entreaberta, claramente absorvendo o que Aguiar havia dito.

Porra, Aguiar queria muito dar pra ele.

Os dois permaneceram em silêncio, a respiração ofegante de Aguiar sendo a única coisa que podia ser ouvida. Labirinto não esboçou reação e a vergonha veio lá no fundo dos pensamentos do delegado o assombrar.

— Olha, desculpa aí cara. — Aguiar fez menção de se levantar. No entanto, antes que pudesse se erguer, Labirinto o puxou novamente. Os braços longos agarraram o delegado, uma das mãos o puxando pela cintura e a outra na nuca, do lado oposto ao machucado, guiando o rosto de Aguiar até que estivesse próximo ao seu.

— Não ouse se levantar. — Labirinto falou baixo e firme, sua voz saiu quase como um rosnado, enchendo Aguiar do mais puro desejo e o que ouviu foi parar direto na sua virilha. O delegado não olhou para o ocultista abaixo de si por muito tempo, apressou-se em beijar os lábios convidativos.

O beijo era frenético, faminto e sedento. As mãos de Labirinto apertavam a cintura de Aguiar, puxavam os cabelos da nuca com força e Aguiar estava entregue a todas as sensações. Os dedos esguios e surpreendentemente fortes puxavam e apertavam Aguiar, que ofegava com as mãos nos ombros do ocultista.

O sabor da boca de Labirinto era como ambrósia para ele. A língua quente enrolada na dele, as mãos o tocando, o cheiro, a textura da pele. Aguiar gemeu no meio do beijo quando Labirinto o apertou um pouco mais forte e rebolou no seu colo quando a mão que estava na sua cintura desceu até seu quadril. Labirinto suspirou, Aguiar seria sua ruína se continuasse desse jeito.

E ele não se importava.

Com todo autocontrole que ainda restava, Aguiar interrompeu o beijo e se afastou um pouco somente para recuperar o fôlego, ambos com a respiração pesada, ofegante, quente. Aguiar abriu os olhos, sua íris com um brilho diferente, sua expressão repleta de desejo.

— Você tem certeza? — perguntou com a voz rouca. No mesmo instante Labirinto abriu os olhos, a determinação faíscando no seu olhar. Aguiar não precisou de uma confirmação em palavras para entender que Labirinto queria aquilo tanto quanto ele.

O ocultista puxou Aguiar para outro beijo, dessa vez muito mais ardente e sedento que o anterior. Eles estavam uma bagunça de mãos, mordidas, língua, saliva, cheiro e suor. Aguiar estava extasiado. Os ágeis dedos de Labirinto desceram pelo torso forte e nu de Aguiar, causando arrepios no delegado e indo em direção às calças que ele usava. Aguiar desejava sentir cada toque, experimentar cada sabor, acompanhar todas as suas reações, sentir mais o cheiro de Labirinto — a sensação dos dedos ágeis explorando seu corpo o deixava arrepiado.

Logo Labirinto tirou o cinto que prendia as calças de Aguiar. O delegado arqueou as costas, ainda entre beijos desesperados e um gemido rouco escapou dos seus lábios enquanto o ocultista puxava seus jeans para fora do seu caminho, o deixando somente de cueca. O toque da mão de Labirinto era quente e firme, intensificando as sensações de Aguiar.

O delegado começou a rebolar ainda mais no colo de Labirinto, seu pau estava latejando dentro da cueca, cada atrito gerando gemidos roucos e contidos. Aguiar puxava Labirinto para mais perto, apertava mais seus braços, ombros e pescoço — o beijo sendo somente uma bagunça de línguas, saliva e mordidas — ele rebolava contra o membro de Labirinto que também estava duro embaixo de si.

Os dedos de Labirinto não paravam de trabalhar, as mãos grandes apertaram a bunda de Aguiar e o pressionou ainda mais contra seu colo. Ambos gemeram com o atrito.

— Porra… Labirinto… — Aguiar grunhiu, a voz quase irreconhecível. Se afastaram, as respirações descompassadas, as bocas inchadas devido aos longos beijos, o peito de Aguiar subindo e descendo rápido, tentando recuperar o fôlego. Labirinto aproveitou para apreciar a expressão de desejo do homem que estava em cima de si.

Aguiar estava com o rosto vermelho, suor descia pelas suas têmporas, o cabelo estava uma bagunça. Seus olhos fechados, apreciando cada sensação, a boca inchada e entreaberta, ofegante. Seus lábios estavam brilhantes e molhados, o canto inferior com um pouco de sangue devido a uma mordida mais forte que Labirinto deu.

O delegado abriu os olhos e encarou Labirinto. Os olhos castanhos denunciavam seus desejos. Aguiar queria sentir mais. Queria mais de Labirinto, queria saciar sua fome, seus desejos, queria ser tomado e queria sentir tudo. Aguiar encarava Labirinto com fome e o ocultista se sentiu como uma presa caindo na armadilha do predador.

E ele queria isso.

Labirinto enfiou uma das mãos dentro da cueca de Aguiar.

Aguiar gemeu.

Uma descarga elétrica percorreu o corpo de Aguiar, sentindo uma sensação avassaladora. Finalmente estava sendo tocado onde mais desejava, Labirinto movimentava a mão com firmeza, ainda encarando todas as expressões que Aguiar fazia. O delegado fechou os olhos novamente, as mãos firmes nos ombros do ocultista, seu quadril se movimentando mais para intensificar o contato com a mão de Labirinto.

Em um movimento mais brusco com o quadril, Aguiar sentiu o membro de Labirinto pulsar abaixo de si. Rapidamente moveu suas mãos para os trapos que o ocultista usava, a fim de liberar seu pau para que pudesse fazer Labirinto se sentir bem com ele. Mas antes que pudesse alcançar o que tanto almejava, Labirinto segurou suas mãos, o impedindo.

— Levante-se — ele ordenou, a voz rouca fazendo Aguiar arrepiar. — Levante-se, não vou fazer ser muito doloroso para você.

Aguiar não o questionou, apenas saiu do colo de Labirinto e ajoelhou ao seu lado, esperando o homem mais alto levantar do chão. No entanto, antes que pudesse entender o que Labirinto quis dizer com aquilo, o ocultista começou a lhe beijar novamente. Ambos estavam de joelhos no chão frio, pouco se importando com os hematomas que certamente apareceriam mais tarde. Labirinto estava mais afoito, os dentes raspando nos lábios de Aguiar de forma proposital, os dedos puxando os cabelos de Aguiar mais forte. O delegado, por sua vez, não ficava atrás. A brutalidade sendo vista em seus movimentos que eram precisamente realizados a fim de saciar-se.

Aos poucos, Labirinto o guiou para se encostar na parede fria, uma das mãos puxando os cabelos da nuca de Aguiar, a outra no seu quadril.

— Vira pra mim, vai — ele sussurrou rente a boca do delegado. Porra, Aguiar sentiu essa frase mais do que gostaria. Ele não questionou, ainda ajoelhado, virou-se na direção da parede, expondo suas costas nuas para Labirinto. — Porra Aguiar, você é uma delícia.

O delegado empinou a bunda. Labirinto não resistiu e deu um tapa. Aguiar gemeu, levando sua mão até seu pau, mas foi impedido pelo ocultista que segurou sua mão antes que ela alcançasse sua virilha.

— Você não vai fazer isso — a voz tinha um tom provocativo. De onde veio essa personalidade? Aguiar se perguntava, enquanto virava o rosto e se deparava com Labirinto ajoelhado atrás dele, o encarando como se fosse um pedaço de carne. Dessa vez, ele havia virado a presa. Uma das mãos de Labirinto foi até o queixo de Aguiar, tocando os lábios do homem, sua boca beijando e mordendo a nuca, ombros, pescoço do delegado, seus dedos desenharam o formato dos lábios de Aguiar, que capturou os dedos com seus lábios e começou a chupar. O ocultista não estava surpreso, a língua quente e macia lambuzava três dos seus dedos, fazendo movimentos para que ocupassem ainda mais espaço na sua boca. O ocultista ergueu seus olhos, admirando a cena. — É isso que você quer? Manter sua boca ocupada?

O delegado não respondeu, apenas abriu os olhos, disposto a fazer um show. Aguiar lambeu, chupou, colocou os dedos de Labirinto o mais fundo que conseguia dentro da boca. O ocultista deu um sorriso, imaginando como seria colocar seu pau na boca macia e quente de Aguiar. Mas não agora.

Com os próprios joelhos, afastou as pernas de Aguiar, retirou os dedos da boca do delegado e aproximou sua boca do ouvido do outro. — Sua boca é um pecado, Aguiar. Vou me lembrar de usá-la mais vezes.

Mais vezes.

Aguiar estava tão entregue à situação que mal raciocinava, se tivesse um pouco mais de razão ele entenderia o que "mais vezes" implicava, porém Aguiar ansiava por cada carinho de Labirinto, por cada toque e cada palavra que ia direto para seu pau, que gotejava implorando atenção entre suas pernas.

O ocultista desceu os dedos entre as nádegas de Aguiar, que suspirou por antecipação. — Relaxe — Labirinto sussurrou, enquanto beijava a nuca de Aguiar. O dedo médio foi forçado contra a entrada de Aguiar, que gemeu baixinho com o incômodo. — Shhh…

Embora soubesse que era necessário, Aguiar não queria demorar nisso. Assim que sentiu o dedo de Labirinto entrando nele, ergueu o quadril para intensificar o toque. E, porra, o dedo dele era realmente longo. Um gemido cortou sua garganta, quase como um rosnado. — Caralho Labirinto, me come logo.

Uma risada pôde ser ouvida atrás dele. O dedo dentro de Aguiar se moveu, envolvido numa quentura e maciez que fez o pau de Labirinto latejar imaginando o momento que estaria dentro de Aguiar. — Tenha calma, senão vai se machucar ainda mais.

O ocultista movia seu dedo com calma, experimentando a sensação, esticando a entrada de Aguiar, que tremia sob seus toques. Aguiar gemeu mais alto quando Labirinto introduziu outro dedo e se moveu mais rápido, embora não quisesse machucar o delegado, ele também estava necessitado de calor.

Aguiar estava em êxtase. Sentia que a qualquer momento iria quebrar, seu corpo estava febril, cada toque, cada beijo, cada mordida, fazia ele se sentir mais tonto. Os dedos dentro da sua bunda estavam o enlouquecendo, ele estava utilizando todo autocontrole que tinha para não avançar em Labirinto, rasgar suas roupas e sentar no seu pau. Talvez, se não estivesse tão machucado, ele faria isso.

A adrenalina ainda percorria seu corpo, o sangue quente fluía nas suas veias, Aguiar mordia os lábios, praticamente os machucando, tentando segurar os gemidos.

Quando Labirinto adicionou o terceiro dedo, Aguiar arqueou as costas e um gemido alto ameaçou escapar dos seus lábios, se não fosse a mão ágil de Labirinto que tapou sua boca. — Não faça barulhos, podem nos pegar.

Aguiar mordeu a mão de Labirinto, que manteve ainda cobrindo a boca do delegado. Os dedos da outra mão maltratavam sua entrada, que ardia, mas ainda assim era gostoso. Aguiar tinha certeza que deveria estar sentindo mais dor, no entanto, seus sentidos estavam entorpecidos, inebriados pelo êxtase e pela situação.

Ele só queria sentar no pau de Labirinto. Ele queria muito.

— Ah! — os dedos longos do ocultista se moveram rápido, arrancando um gemido mais alto de Aguiar. O ocultista retirou a mão da frente da boca de Aguiar, levando-a até os cabelos do moreno que estavam encharcados de suor e os puxando rente a nuca, aproximando a cabeça do moreno para si. — Continua ai, porra! Se mexe!

Labirinto achou graça da impaciência de Aguiar, mas o obedeceu. Aguiar ansiava por esse contato, seu corpo tremia perante os toques de Labirinto, cada estocada dos seus dedos fazia Aguiar quase alcançar o que tanto queria. O delegado precisava de muito autocontrole para não gemer alto, seus lábios sangravam com a força que os mordia, impedindo os sons altos de sair.

Labirinto retirou os dedos, o som da respiração de Aguiar cortando o ar pesado. O delegado ofegou, a sensação de vazio sendo quase insuportável. Seus olhos denunciavam a fome que tinha e encarou Labirinto ansioso.

— Agora, vem. — Labirinto o virou, as mãos subindo para seus ombros, com a intenção de fazer Aguiar se deitar. Ele deu um beijo rápido e úmido na boca inchada de Aguiar, aproveitando o sangue e a saliva misturados.

— Eu quero sentar em você.

O ocultista travou quando ouviu a frase. Porra, Aguiar definitivamente seria sua ruína. Embora preocupado com os machucados do delegado, ele não queria recusar esse pedido.

Labirinto não falou nada e se sentou no chão frio, encostando-se na parede e abrindo as pernas. Aguiar não hesitou. Seu corpo agiu por instinto, movido pela adrenalina persistente e pelo desejo frenético. Ele se ajoelhou entre as pernas de Labirinto, puxando de vez a cueca que estava enrolada entre suas pernas e se ajustando em cima de Labirinto, que já havia se livrado dos trapos que cobriam a própria ereção e a visão do pau do ocultista, grande e duro, fez o ar faltar nos pulmões de Aguiar.

Por um breve momento, Aguiar parou para admirar o homem à sua frente. Labirinto não era exatamente o tipo atlético, porém tinha os músculos definidos. No entanto, o que mais chamou a atenção do delegado, foram as linhas que cobriram todo o corpo do homem. Labirintos, das mais variadas formas, estavam desenhados por cicatrizes em todo corpo magro e pálido. Os caminhos iam até mesmo para a virilha de Labirinto, que ostentava membro duro à espera da atenção de Aguiar.

O delegado não precisava de convite. Com um gemido rouco, ele agarrou o membro quente de Labirinto e o alinhou na sua entrada. Foi brusco, um pouco doloroso mas, caralho, era tudo o que Aguiar precisava. O tecido rasgado dos ferimentos na sua pele se tencionou com o movimento, a dor sendo apenas um murmúrio distante comparado à sensação avassaladora de plenitude que o invadia.

— Porra…! — o grito foi abafado contra o ombro de Labirinto, que o agarrou pela bunda, ajudando-o a descer até que a bunda de Aguiar engolisse seu pau por inteiro.

Aguiar ofegava, a respiração cortada em espasmos. Ele estava sentado no colo de Labirinto, ainda sem se mexer, seus músculos tensos com a invasão. Labirinto levou uma das mãos aos pau de Aguiar, que estava implorando pelo mínimo de contato.

— Relaxe, — ele sussurrou, aproximando-se para beijar Aguiar novamente, enquanto bombeava o pau do delegado com uma das mãos. Aguiar retribuiu o beijo, lentamente acostumando-se com o volume dentro de si. — Shhhh…

Lentamente, Labirinto começou a se mexer dentro de Aguiar. O delegado estava sem paciência, mas eram tantas sensações percorrendo seu corpo que suas pernas estavam quase dormentes. Aos poucos, ambos foram encontrando um ritmo próprio, Aguiar cada vez mais rendido às sensações, ao torpor que tomava conta do seu corpo a cada estocada lenta e forte de Labirinto.

Rapidamente, Aguiar começou a cavalgar em cima do membro do ocultista, Labirinto segurava o quadril de Aguiar com as duas mãos, o apertando forte, enquanto depositava leves mordidas no seu pescoço. O delegado só conseguia focar nas sensações que seu corpo emitia, cada estocada de Labirinto era um choque que percorria por sua espinha, o pau do ocultista atingindo pontos dentro de si que fazia o corpo de Aguiar se curvar, gemidos contidos escapavam de ambos, que fervilhavam de prazer.

Hn- — os gemidos de Aguiar eram interrompidos pelos movimentos dos quadris de ambos, que estavam entorpecidos pela sensação de prazer. O ambiente cheirava a sexo, suor e sangue dos machucados de Aguiar, cada movimento deixava os sentidos de ambos ainda mais aguçados.

O sangue dos dois fervia.

A adrenalina ainda fluía pelo corpo de Aguiar.

— Labirinto! Ah-Hn.. Mais! — rosnando com o apelo, Labirinto obedeceu. Adicionou mais força aos seus movimentos, Aguiar o acompanhava, mergulhado em prazer, sentindo a dor dos machucados gritando. Sua pele estava suada e febril, o corpo chegando ao limite físico e mental. A adrenalina, aos poucos, vai se esvaindo.

Mas o êxtase era um substituto à altura.

Aguiar estava no ápice — o toque, o cheiro, o movimento incessante, sua entrada se esticando ao redor do pau de Labirinto, tudo contribuía para a sensação de êxtase no seu corpo. Seus olhos se fecharam ainda mais forte quando, em um movimento mais brusco, Labirinto alcançou sua próstata novamente e então, finalmente, Aguiar se libertou.

Seus músculos tremeram incontrolavelmente, um espasmo percorrendo sua virilha e tomou conta de todo o corpo, o gozo veio violento em uma onda quente, sujando sua barriga e as vestes de Labirinto.

Labirinto continuou se movendo, prolongando a sensação de prazer de Aguiar, que sentia as pernas tremendo, sem conseguir se mover. Com alguns poucos movimentos, Labirinto também se desfez, ao sentir que o seu ápice se aproximava, apertou ainda mais os quadris de Aguiar e um gemido rouco saindo da sua garganta.

Os dois respiravam ofegantes, principalmente Aguiar, que sentia seus pensamentos clareando. As pernas ainda estavam meio dormentes, mas ele conseguiu levantar e sentou-se ao lado de Labirinto.

— Puta que pariu — Aguiar sussurrou, apoiando a cabeça na parede fria. O suor escorria pela sua pele, seu corpo ainda vibrava. A dor dos seus machucados voltando com força conforme a adrenalina se esgotava. — O que foi isso?

Foi uma pergunta retórica, Aguiar não esperava uma resposta de fato. Ele queria isso, não estava sob efeito de nenhuma substância e se Labirinto não quisesse ele com certeza teria recusado.

No entanto, o ocultista o respondeu, enquanto se arrumava e pegava as roupas de Aguiar para ajudá-lo a se vestir.

— Uma reação, eu acho — a voz era baixa, o olhar era vago e assim que ele ajudou Aguiar a se vestir voltou a organizar as bandagens para cobrir os machucados do delegado. Labirinto encarou a bagunça que fizeram: sangue seco misturado ao esperma, utilizaram a camisa rasgada de Aguiar para limpar a maior parte e deixar ambos suficientemente apresentáveis. — Acho que a máscara catalisou o que estava lá.

Labirinto voltou a ajudar Aguiar, principalmente com os machucados. A conexão entre os dois ainda estava lá, o ar dentro do banheiro estava pesado e o cheiro inebriante de sexo persistia no ambiente. Uma tensão incômoda começava a surgir entre os dois mas logo Aguiar dispôs-se a quebrar.

— Eu não sei se me sentia dessa forma todas as vezes que colocava a máscara, — Aguiar encarava a parede à sua frente enquanto Labirinto voltou a enrolar bandagens no seu pescoço que havia voltado a sangrar devido o esforço. — mas é uma sensação… esquisita. Me senti vivo, mas era como se eu precisasse de mais, como se… a máscara quisesse que eu alcançasse mais satisfação.

— Talvez seja por isso que colocamos ela. Em troca da força, precisamos satisfazer os desejos da máscara. — Labirinto não insistiu muito. Aguiar entendia, talvez seja melhor para eles ficarem calados, querendo ou não, o delegado tinha muito para absorver depois de tudo que aconteceu. — Vamos terminar de limpar essa bagunça. Seus machucados sangraram bastante, precisamos de mais bandagens para cuidar de você. De verdade, dessa vez.

Aguiar observou o homem que se erguia na sua frente, o cansaço já tomava conta do seu corpo. As linhas de labirinto que adornavam o corpo do ocultista pareciam menos convidativas agora, mas ainda assim intrigantes. Ele não sabia o que viria depois, mas sabia que, de alguma forma, aquela noite mudou a relação dos dois.

O cheiro de Labirinto ainda estava presente nas suas narinas. Aguiar tinha toda certeza que ele não esqueceria aquele cheiro tão cedo.

— Certo. Cuide de mim, Labirinto.