Actions

Work Header

Rating:
Archive Warning:
Category:
Fandoms:
Relationship:
Characters:
Additional Tags:
Language:
Português brasileiro
Stats:
Published:
2025-12-20
Words:
2,450
Chapters:
1/1
Comments:
9
Kudos:
311
Bookmarks:
17
Hits:
4,549

let’s get in the back of your cop car, officer

Summary:

"Se quiser, pode me prender."

Bem, Lorena Ferette, eu levo isso como um convite.

Notes:

oii! primeira vez que escrevo algo assim, peço desculpas por qualquer erro.

Work Text:

Eduarda tenta se concentrar em qualquer coisa que não seja aquela maldita frase, mas estava se repetindo como um loop em sua cabeça.

"Se quiser, pode me prender."

Lorena disse aquilo no bar com um sorriso delicado demais para ser inocente. Suas covinhas se manifestaram junto daquele olhar dilatado, como se a morena não soubesse o que aquilo causava em Eduarda. E ela lembra do jeito como Lorena inclinou levemente a cabeça ao falar, os olhos fixos em seus lábios em provocação. Mas não era uma provocação óbvia, era muito pior, dita com calma e com desejo.

A ruiva pode admitir que Lorena conseguiu encontrar seu ponto fraco, ao mesmo tempo que expôs o seu próprio. Estava nas mãos de Eduarda.

Ela morde suavemente a ponta da fronha do travesseiro, apesar de saber muito bem o que ocuparia melhor sua boca. O gosto do tecido não ajuda em nada, pelo contrário, só a faz lembrar da voz de Lorena e como se espalhou pela pele de Eduarda em forma de arrepio.

Aquilo foi mesmo uma brincadeira?

Eduarda passa a mão pelo rosto, impaciente consigo mesma. Já pensou naquela cena milhares de vezes desde que chegou em casa, cogitou estar enlouquecendo pois podia escutar a voz de Lorena presente no seu quarto.

"Se quiser, pode me prender."

Bem, Lorena Ferette, eu levo isso como um convite.

Ela abre os contatos e desliza a tela até encontrar o nome de Lorena, o que era fácil, pois era o único enfeitado com um emoji de coração verde. Começa a digitar e então apaga tudo... Não pode falar isso por mensagem, precisa escutar a sua voz novamente.

— Olha, se você vai dizer que tá com saudade... Eu já vou adiantando que a recíproca é verdadeira — típico de Lorena Ferette. Eduarda nunca resiste.

Ela fecha os olhos por míseros segundos antes de responder.

— Preciso te ver. — geralmente, Eduarda é quem costuma dizer mais do que precisa, mas aquilo era o suficiente.

Era audível a surpresa de Lorena do outro lado da linha, abrindo a boca para tentar responder algo e desistindo.

— Passo na sua casa daqui uma hora. Beijo!

O celular é imediatamente arremessado de sua mão até os lençóis bagunçados da cama, e ela passa os dígitos pelo cabelo ruivo enquanto olha para si mesma no espelho. Orgulhosa.


Lorena desce os degraus com o máximo de cuidado até pisar no chão, com medo de acordar alguém da casa. O relógio marcava 23h27, e ela repetia em silêncio, pela centésima vez, o quanto Eduarda era completamente maluca por querer sair àquela hora.

O jeito como Eduarda ligou apenas para dizer que precisava vê-la, com a voz um pouco urgente demais, deixou Lorena preocupada. A morena pensava que talvez algo tivesse acontecido na delegacia, ou com a família de Eduarda... Talvez estivesse triste e precisasse de consolo.

Toda essa preocupação desapareceu quando ela saiu do apartamento e deu de cara com Eduarda encostada em seu carro. Bem, não era o seu carro pessoal, era a viatura da polícia. Estava vestida como ela sempre se veste para trabalhar, a mesma jaqueta verde da famosa investigadora Juquinha. E, pendurado em seu pescoço... O distintivo.

Lorena sentiu suas pernas enfraquecerem.

— Você tava trabalhando até agora? — Lorena pergunta, ajeitando uma mecha de cabelo atrás da orelha enquanto se aproxima.

Eduarda não responde com palavras. No mesmo instante, as mãos da ruiva encontram a cintura à sua frente, puxando Lorena para perto, pouco mas o suficiente para que seus lábios quase rocem a orelha dela.

— Talvez eu ainda esteja — murmura, a voz doce sendo o contrário de como seu corpo estava agindo desde os míseros segundos em que elas se encontram. — Depende de como você vai se comportar comigo.

Lorena sente a reação antes mesmo de entender. Um arrepio sobe pela nuca, espalha-se pelos ombros, percorre a coluna inteira como se alguém tivesse passado os dedos lentamente por ela.

Sem dizer mais nada, a ruiva abriu a porta do carro, dando um sinal para Lorena entrar também. Quando Lorena estica o braço para puxar o cinto de segurança, Eduarda a impediu no meio do caminho.

— Não precisa, amor. Não vamos tão longe.

Lorena congela por um segundo.

Amor.

Ela não conseguiu processar o restante da frase, ignorou completamente seja lá qual for o plano de Eduarda porque, aquele vocativo dito como quem usa todos os dias, como se fosse hábito, como se fossem íntimas, desmontou ela.

— Ah, é? Então pra onde você tá me levando, amor? — Lorena devolve a provocação na mesma moeda, satisfeita ao ver o sorriso bobo surgir no rosto de Eduarda, tão mal acostumada quanto ela própria.

— Você já vai descobrir. — responde, não tirando os olhos da rua enquanto dirige.

Ela vira o volante e entra na garagem vazia no subsolo dos fundos do prédio. Desce a rampa, para numa vaga afastada e desliga o carro.

Alguns segundos são tomados por silêncio, Lorena olhando para o redor, confusa.

— Nosso date vai ser na garagem do meu apartamento? — Lorena tenta soar indignada, mas as covinhas surgem antes que ela consiga sustentar o protesto. O sorriso a trai.

— Uhum… — Eduarda confirma com um leve aceno, inclinando-se devagar. A mão que abandona o freio de mão sobe pela coxa de Lorena, suas unhas delicadamente se mostrando presentes contra a pele exposta fora da saia. — Ou você ficou com medo do senhor Ferette descobrir o que a filha dele anda fazendo num carro com uma autoridade?

Lorena prende o lábio inferior entre os dentes, sabendo muito bem o que aquilo vai causar na ruiva.

Ela passa os dedos sobre o distintivo pendurado no pescoço de Eduarda, brincando com ele provocativamente.

— Não. Aliás, você tá aqui pra me proteger, né?

Eduarda ri e desvia o olhar, deixando Lorena confusa. A policial estende a mão para procurar alguma coisa no porta-luvas.

— Vai pro banco de trás. — ela pede, e deixa escapar um sorriso orgulhoso quando Lorena obedece imediatamente, sem pensar duas vezes.

Acompanha Lorena no banco de trás quando ela finalmente acha o objeto que estava procurando.

Quando seus rostos estão próximos o suficiente, os lábios colam em um beijo desesperado. Eduarda guia Lorena para deitar suas costas delicadamente no banco, enquanto sua língua explora todos os cantos da boca da morena.

Estavam com pressa, mesmo que possuíssem todo o tempo do mundo dentro daquele carro.

Suas bocas se afastam, as respirações ofegantes entram em harmonia. A falta imediata que Lorena sentiu dos lábios de Eduarda foi amenizada por novos beijos, agora na bochecha, depois descendo devagar até o queixo. Selos calmos, cuidadosos, que controlaram um pouco o desespero de antes. O ritmo desacelera só o suficiente para que ambas recuperem o fôlego.

Eduarda é perfeita, e Lorena odeia o quanto pensa isso com tanta certeza.

— Você se lembra do que me pediu no nosso último encontro? — Eduarda pergunta enquanto o polegar desliza devagar pela bochecha da morena.

Lorena demora a responder. Pisca algumas vezes, tentando organizar a memória. O último encontro teve vários elementos, o que poderia caber em um momento como esse?

Ah.

O ar parece pesar um pouco mais nos pulmões quando a ficha cai. Lorena volta o olhar para Eduarda, agora entendendo exatamente do que ela está falando.

— Pra você me prender?

Um aceno discreto confirmou a resposta. A morena manteve o olhar preso ao rosto de Eduarda enquanto ela levava a mão ao bolso da jaqueta, parecendo retirar dali algo brilhante, que se destacava na escuridão do banco de trás do carro.

O som seco do metal se chocando foi a primeira pista, e teve a confirmação quando a ruiva segurou o objeto diante seu rosto, com os polegares enroscados de cada lado.

Uma algema.

Porra, Eduarda é maluca, Lorena pensou, como se aquilo não estivesse causando um calor desconfortável no meio de suas pernas.

— Tudo bem? — Eduarda pergunta, um pouco incerta, com medo de ter exagerado e de Lorena achar aquilo estranho demais.

A preocupação dura pouco. Lorena responde com um aceno rápido e estende os pulsos na frente do corpo, simples assim, como se não precisasse pensar muito antes de fazer aquilo.

Eduarda sorri. O olhar vai do rosto de Lorena aos pulsos estendidos e, sem pressa, ela encaixa um no outro dentro do metal e fecha a algema com um clique firme.

— Vai me ameaçar com uma arma também? — Ela deveria ter dito isso de forma provocativa, mas soou mais como um "por favor, faça".

E não havia muito o que disfarçar. Lorena estava vivendo algo que antes só existia na imaginação, com a mulher que ama, e a realidade é muito melhor do que qualquer fantasia que já tenha inventado.

Eduarda não responde de imediato. Em vez disso, se inclina e rouba um beijo rápido de Lorena, a mão deslizando pela coxa descoberta, só a ponta dos dedos, o suficiente para sentir a pele arrepiar.

— Você acha que merece isso? — pergunta em voz baixa, quase cúmplice, como se estivessem dividindo um segredo. Lorena assente sem hesitar, sem o menor traço de vergonha. — Ainda bem que eu não ando desarmada para sair com a minha namorada.

Eduarda sorri de canto. E era verdade, sabia que Lorena se sentia segura daquela forma.

A jaqueta verde escorrega dos ombros de Eduarda e é deixada de lado, esquecida. Seus lábios encontram o pescoço de Lorena com fome, arrancando dela suspiros curtos, quase involuntários.

A coxa de Eduarda se acomoda entre as pernas da morena, que solta um som um pouco mais escandaloso quando percebe, sob o tecido do bolso da calça de Eduarda, algo rígido demais.

Ela se afasta devagar do pescoço de Lorena, o olhar atento percorrendo as marcas que se destacam na pele. Manchas que, no dia seguinte, exigiriam gola alta, cabelo solto e maquiagem, a não ser que ela queira a morte do senhor Ferette.

Então se ajeita no banco, só o suficiente para alcançar o bolso da calça e retirar a arma com cuidado.

— Você tem certeza que quer brincar com isso, amor? — Eduarda pergunta, olhando naqueles olhos esverdeados que já estavam quase sendo tomados por completo pelas pupilas dilatadas.

— Por favor... — se Lorena não estivesse algemada, ela agarraria o rosto de Eduarda agora e encheria de beijos.

Não teve tempo de reagir quando sentiu a ponta da arma invadindo o interior de sua saia e sendo pressionada contra a calcinha, que a essa altura já estava encharcada.

Eduarda levou a mão livre à boca de Lorena para conter o gemido que escapava, lembrando-se a tempo de que ainda estavam em um lugar teoricamente público.

— Se não se comportar, sua pena vai aumentar um pouquinho. — ela sussurrou, pressionando com mais força a arma contra a calcinha de Lorena.

A morena fechou os olhos com força e jogou a cabeça para trás, quase se contorcendo no banco de couro, o que seria uma visão magnífica para a ruiva. Algemada, sob o seu controle e completamente entregue.

— Eduarda… por favor, eu–

Ela é interrompida antes de terminar.

Eduarda? — a voz vem calma demais, ela para tudo que estava fazendo.

Porra. Lorena estava desesperada. As palavras tinham escapado sem filtro, sem tempo para pensar. Agora, com Eduarda imóvel, esperando, ela tem certeza de que precisava ainda mais.

— Por favor, policial. Preciso de você.

Ela pediu de uma forma tão desesperada, tão entregue, que seria impossível de recusar. Eduarda guardou a arma no bolso com cuidado, estava ficando com inveja daquele maldito objeto tocando o que pertence a ela.

Os dedos dela se prenderam na barra da calcinha enquanto sustentava o olhar de Lorena, procurando qualquer sinal de recuo, e não encontrando nenhum. Escorregou a peça pelas coxas até se afastar o suficiente para ver o quão molhada Lorena estava. Os olhos de Eduarda brilhavam com a visão.

A ruiva acariciou sua buceta com a ponta dos dedos, arrancando suspiros manhosos de Lorena.

— Acha que consegue ficar quieta? — ela sabe que Lorena não consegue, mas quer assistir todos os indícios de desespero dela.

— Eu consigo! — ela responde de forma imediata, sentindo Eduarda empurrar lentamente para dentro dela. Muito devagar. — Porra, amor, por favor...

Sua súplica funciona, pois em um instante ela sente o metal do distintivo de Eduarda batendo no seu rosto enquanto ela movimenta os dedos com força dentro de Lorena.

Lorena esquece que ainda está algemada quando tenta procurar contato com Eduarda, sentindo a ruiva cada vez mais fundo dentro dela. Queria agarrar sua camiseta, abraçar o corpo dela, qualquer coisa. Mas foi ela quem pediu por isso, então, que arcasse com as consequências.

Seu rosto mergulha no ombro de Eduarda na tentativa de abafar seus gemidos, deixando uma pequena mancha no tecido cinza de sua camiseta por conta dos olhos lacrimejados. O barulho do toque do celular de Eduarda vibrando em cima do banco faz Lorena recuar, olhando para ela, confusa. Mas a ruiva não para, seus dedos ainda se movendo para dentro e para fora de Lorena enquanto ela alcança o celular.

— Seja educada e cobre sua boca. É assunto de trabalho.

Lorena sente que vai morrer a qualquer momento. Primeiro as vestimentas de trabalho, a arma, o distintivo atingindo sua bochecha enquanto elas transam dentro de uma viatura de polícia. Agora, será obrigada a escutar Eduarda falando com autoridade sobre algum assunto da delegacia.

Dessa forma, ela vai gozar apenas escutando aquela voz.

Ela nem sequer consegue compreender o que a ruiva está falando no telefone, apenas palavras embaralhadas como "roubo" e "estátua" que não formavam frase alguma na mente embaçada de Lorena. A forma como seus dedos entravam e saiam de dentro da morena com toda a delicadeza possível, mas ao mesmo tempo com uma força controlada, ela não conseguia raciocinar direito naquele estado.

Mas a voz dela... "Bom trabalho, detetive", isso é o que a leva para o limite. Apertando os dedos de Eduarda enquanto ela a fode através de seu orgasmo. Eduarda só desacelera quando sente Lorena inclinando sua cintura, ofegando desesperadamente. Quando seus dedos escorregam para fora, Lorena fica envergonhada com o suspiro que ela solta com a sensação, e pelo fato de nem saber ao certo em que momento Eduarda desligou a ligação.

Seus pulsos finalmente são soltos, e ela os gira devagar, tentando aliviar a sensação deixada pelo tempo em que ficaram presos. Quando olha para cima, encontra uma Eduarda Fragoso muito feliz, com os dois dígitos que estavam dentro de Lorena agora na sua própria boca. Lorena bota a língua pra fora em uma expressão sarcástica de desgosto, tirando uma risada da ruiva.

— Acho melhor a gente sair daqui, é meio perigoso... — Lorena quebra o silêncio, provocativa.

— Perigoso? — Eduarda segura delicadamente a mão de Lorena, com cuidado para não machucar os pulsos sensíveis, e a guia para o conteúdo rígido no seu bolso. — Mas eu te protejo.