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Noite Tranquila

Summary:

Um momento de conforto e carinho entre Remi e Jasper é tudo que os dois precisavam para dormir bem

Notes:

Dps da depressão q foi o último ep, eu só queria escrever algo fofo e reconfortante sobre os dois. Pq, uau, quem imaginaria q um casal de ordem não ia ter final feliz?
Mas aq eles tem, ent divirta-se

Primeira vez postando aq inclusive, espero q gostem!

(See the end of the work for more notes.)

Work Text:

Jasper podia sentir os movimentos inquietantes por trás dele, o peso na cama se movendo e os barulhos abafados no meio da noite contra suas costas. Ele tentou se virar, antes de notar o único braço que segurava firmemente ao redor de sua cintura.

– Remi? – Ele diz baixinho, ouvindo um zumbido em resposta. – Tá acordado?

– Sim... – Ele ouve o murmuro contra seu ombro, sentindo o aperto afrouxar, o que o permite se virar e encarar o homem deitado ao lado dele. – Pensei que estivesse dormindo.

– Não. Eu pensei que você estivesse. – Ele ri, recebendo um sorriso em resposta.

Estava noite, mas não tão tarde aponto de todos estarem dormindo, alguns agentes provavelmente ainda estavam terminando o trabalho na base antes de partir para o merecido descanso. Eles apenas tiveram a benção de serem liberados mais cedo.

O loiro se acomoda para mais perto do outro, uma mão se estendendo para percorrer suavemente o músculo de seu braço, percebendo a ausência da prótese. Remi sempre a tirava para dormir.

– Tudo bem?

– É, só... Me acostumando com tudo, de novo. – Ele o puxa com o único braço, até que seus peitos se encostassem. Toques físicos haviam se tornado bem mais frequentes entre eles nos últimos dias, algo familiar para se apoiarem em meio a tudo. – É ainda difícil de acreditar as vezes. Que eu tô aqui, de volta nesse corpo. Que você tá aqui, comigo. Bem.

Jasper se lembra. A perde de controle, de sentidos, o tiro em seu crânio, a sensação da culpa, de que havia falhado mais uma vez com quem amava...

Então, depois do que pareceu um eterno breu, ele se viu de volta em seu corpo. Quase entrou em pânico na hora, achando que ainda estava sob a pele do Mutilador Noturno, destroçando seus amigos, antes de perceber que era ele mesmo.

Remi estava lá quando acordou. Maria, Lena, Tuco... Ele mal pode acreditar.

Havia alguns efeitos colaterais, causado pelo ritual. Agatha explicou que poderia ser estranho. E realmente, era desagradável se sentir um desconhecido em seu próprio corpo.

Mas, os dois estavam nisso, juntos.

– Por isso que você tá me apertando como se eu fosse sumir? – Ele curva os lábios em um sorriso com o resmungo que recebe em resposta, aconchegando o rosto contra o pescoço de Remi.

– Eu mereço ficar agarrado com meu namorado depois de pensar que tinha te perdido de vez. – Ele o abraça, enterrando o rosto contra os cabelos platinados.

– Não estou reclamando... – Jasper responde com um suspiro feliz.

Foi uma doce surpresa descobrir que Remi podia ser um amor de pessoa quando queria. Claro, a súbita morte de Jasper serviu como uma alavanca para alastrar seus sentimentos, deixar aquele mero orgulho de lado por um instante, mas ele sente que o homem sempre foi assim no fundo. Ele ainda continuava um metido, mas isso nem se comparava com a quantidade de carinho que recebia em troca.

O loiro não consegue segurar uma risada quando Remi começa a espalhar pequenos beijos por seu rosto e pescoço, os fios de cabelos castanhos provocando cócegas ao se esfregarem em sua pele.

– Remi... – Ele bufa com um sorriso, sentindo um calor em suas bochechas enquanto envolvia os braços em volta do outro.

O que começam com risos abafados e selinhos brincalhões lentamente evoluem para suspiros profundos, beijos mais demorados e toques prolongados.

– Mnh... Remi... – Jasper fecha os olhos, sua cabeça pendendo para o lado ao expor mais o pescoço, arrastando os dedos pela nuca de Remi ao senti-lo pressionando os lábios na região.

– Seu cheiro é tão bom... – O homem inspira, a mão tateando cada parte do corpo de Jasper que conseguia alcançar. – Como uma flor. Meu doce jasmim...

Um leve gemido deixa os lábios de Jasper com o elogio.

Meu jasmim... Havia algo tão inocente e gentil sobre isso.

Jasper cresceu conhecendo a dor, acreditando que esse era o único sentimento que merecia sentir. Se nem mesmo seus próprios pais foram capazes de ama-lo, se foram eles as pessoas que o fizeram sofrer pela primeira vez, por que ele deveria acreditar o contrário?

Mas aqui estava ele, com o coração disparando dentro do peito, sendo esbanjado dos pés a cabeça por um amor que nunca imaginaria encontrar. Apesar dos meios não tão convencionais que o levaram até aqui, ele não imaginaria isso de outra forma.

Porque a cada beijo apaixonado de Remi contra sua pele, a cada sensação de seus dedos se arrastando pelas linhas de seus músculos, é como uma recordação viva e imediata.

Eles estão aqui. Isso é real.

Vivo.

– Meu bem? – A palma de uma mão o segura pela bochecha, esfregando seu polegar. – Você está comigo?

Jasper pisca algumas vezes, assentindo automaticamente com a cabeça, encarando o outro com uma expressão quase admirada e arfante enquanto recobra os sentidos.

Com a visão, Remi esbanja um sorriso arrogante, mas amoroso, um orgulho subindo em seu peito ao saber que ele era a causa daquela reação.

Seus lábios se chocam um contra o outro em um beijo caloroso, uma pequena batalha por dominância em que Remi sempre faz questão de querer vencer. E no final, Jasper sempre o deixa. Não que ele considere isso uma perda. A melhor vitória que poderia existir é a sensação de como a língua do homem se enroscava contra a sua, aprofundando o beijo de uma maneira que daria a entender que estavam tentando se fundir.

Não seria a primeira vez.

E quando finalmente se afastam por falta de ar, um fio de saliva ainda conecta seus lábios, sendo rompido assim que Jasper ergue uma das mãos, esfregando o polegar contra o canto da boca de Remi para limpar.

Remi, por sua vez, segura a mão do loiro, dando um beijinho contra seus dedos. Seu corpo se inclina sobre o de Jasper, ficando por cima enquanto se esticava para buscar algo ao lado da cama, em direção a gaveta. E, mesmo que a visão do peitoral do homem quase batendo em seu rosto seja muito satisfatória, Jasper não pode deixar de inclinar a cabeça em curiosidade.

– O que você...

Remi volta, segurando seu braço protético.

– Vou precisar das duas mãos para isso. – Ele diz maliciosamente, conectando a prótese ao membro esquerdo.

Jasper mal tem tempo de reagir as palavras descaradas antes de ser atacado por outro beijo fervoroso, arrancando um gemido de sua garganta.

Pequenos sons molhados e estalos suaves cobrem o silêncio do quarto, juntamente com o mero barulho dos lençóis se amassando a cada movimentos dos dois corpos pressionados juntos. Jasper pode sentir o calor aumentar entre eles, em suas bochechas, e em outras partes de seu corpo.

Não ajudava muito ter Remi praticamente esfregando os quadris contra os dele, despertando o interesse por baixo de suas calças.

– Remi, tá quase todo mundo dormindo... – Jasper murmura contra os lábios do homem, seus próprios quadris cedendo ao ritmo. – Podem ouvir...

– Hmn... Então é melhor você ficar bem quietinho, né, meu amor? – Remi puxa o lábio inferior do outro por entre os dentes, saboreando o choramingo manhoso que recebe em resposta. – Você consegue? Hein, meu garoto?

Meu garoto. Meu bem. Meu amor.

Meu, meu, meu...

Remi deveria querer enlouquece-lo. E estava dando certo.

– Filho da puta, isso não é justo... – Ele murmura com um beicinho, logo mordendo os lábios para abafar seus sons quando sente dedos frios deslizando por de baixo de sua camisa, passando por seu abdômen até seu peitoral.

– Shh... – Remi provoca, alcançando um dos mamilos do homem e pressionando com o polegar, dando um riso ao perceber a reação instantânea de seu corpo. – Adorável.

Ele puxa a barra da camisa de Jasper para cima com a outra mão, deixando seu peitoral exposto antes de envolver os lábios no outro mamilo, gemendo com o suspiro entre cortado que escuta. Como ele amava as reações do homem, ele sempre foi tão receptivo. Mesmo quando estavam sem memórias, em outros corpos, o jeito como apreciava contatos físicos sempre esteve presente.

Agora, com essa segunda chance que recebeu, ele nunca deixará isso passar batido. Ele fará questão de sempre cuidar de sua flor, dar todo amor que merece.

Seus quadris batem contra os de Jasper mais uma vez, sentindo o volume que havia se formado em alguns segundos. Ele abaixa a mão livre, descendo antes de dar um aperto ao redor da protuberância aparente.

– Ngh... Remi—

– Já tão carente, meu amor? – Ele pressiona de novo, quase sentindo pena ao ouvir o choramingo que recebe. – Quer que eu cuide disso? Quer... Minha boca em você?

– Porra, sim... Sim, por favor...

Remi da um último beijo no centro do peito de Jasper, como se quisesse sentir os batimentos cardíacos sob seus lábios, antes de se arrastar para baixo, ao mesmo tempo em que puxava a calça e cueca do loiro.

Ele envolve o comprimento em suas mãos quase que imediatamente, dando uma lambida provocativa na base já úmida, apenas para ser um pouquinho cruel.

– Remi...

No entanto, é claro que o olhar praticamente desesperado que recebe de Jasper é o suficiente para quebrar qualquer vontade de prolongar aquele momento.

Ele da um beijo contra o interior da coxa do homem, como um pequeno pedido de desculpas, antes de se inclinar e erguer as pernas dele sobre seus ombros.

– Desculpe, Jas, você sabe que eu adoro as carinhas que você faz.

E antes que pudesse receber um olhar irritado, ele avança novamente, envolvendo a cabeça do pênis em sua boca sem nenhuma enrolação, arrastando a língua ao longo da glande e sentindo o tremor das coxas de Jasper em resposta.

Seus dedos apertam ao redor das pernas do loiro, segurando-o firmemente enquanto começava a chupar mais fundo, enfiando o comprimento de pouco em pouco em sua garganta. Sua cabeça faz movimentos de vai e volta constantes, afastando-se de vez em quando apenas para dar um beijo molhado contra a cabeça antes de enfiar tudo de volta. Que paraíso, ele poderia ficar assim para sempre nessa posição, escutando os sons de seu anjo acima dele.

– Ah... Isso é tão bom, Remi... – As mãos de Jasper se agarravam aos ombros do outro, apertando e as vezes arranhando sem querer com a estimulação. – Te amo... Te amo muito...

Remi geme ao redor dele, puxando uma de suas mãos e entrelaçando seus dedos. Era uma graça como Jasper podia ser sentimental até mesmo agora. Como ele amava esse homem.

A medida que o balançar dos quadris do homem aumentam, ele firma seu aperto, sentindo o momento chegando.

– Amor... – O corpo de Jasper estremece, sentindo aquele calor familiar se acumular em seu estômago, e seu pau pulsa contra a língua do homem. – Remi... Remi, eu— ah, porra!

Suas costas se arqueiam para fora da cama com um gemido ofegante, um tremor delicioso percorrendo de seus ombros até a curva de seus dedos quando ele finalmente chega em seu ápice, gozando contra a boca do homem. E Remi não faz nada mais do que engolir contentemente, como se tivesse recebido um presente dos deuses, gemendo ao redor dele mais uma vez, antes de lentamente deslizar o membro para fora da boca com um estalo molhado.

Ele lambe o canto dos lábios com um cantarolar baixinho, engatinhando para frente antes de se inclinar e cobrir o homem trêmulo abaixo dele com beijos de amor e devoção.

– Tão lindo...

Um beijo.

– Tão perfeito...

Outro beijo.

– Meu bom menino...

Jasper apenas choraminga em resposta, peito subindo e descendo rapidamente, arfando e se acalmando com os cuidados de Remi, envolvendo os braços em volta dele e o puxando contra seu corpo.

– Eu te amo, Jasper.

– Eu também te amo, Remi.

– Não me deixe de novo. – O homem murmura ao beijar sua bochecha.

Não é a primeira vez que ele diz isso, e provavelmente não seria a última. O coração de Jasper sempre se aperta quando ouve, aquela ponta de medo que o outro tentava esconder, disfarçada de ordem. Não me deixe de novo, não morra outra vez.

– Nunca te deixei. – Ele responde, pousando uma mão sobre o peito nu e sentindo sua pulsação. – Uma parte de mim está com você, lembra?

– Não é a mesma coisa. – Apesar das palavras, Remi segura a mão dele contra o peito, encarando-as como uma ligação inquebrável. – Preciso de você aqui, fisicamente. Poder te sentir... Te amar. Não posso viver sem você.

Ouvir isso faz os olhos dele começarem a lacrimejar, principalmente ao saber o quanto isso significava vindo de Remi, passando por cima de seu orgulho para admitir isso.

Ele puxa suas mãos, unidas, e beija o calo de seus dedos, um por um.

– Nem eu posso viver sem você. – Ele se inclina, encostando suas testas juntas. – Então se for para morrer, acho que iremos juntos, né?

– Com certeza. – Remi sorri para ele. – Nem fudendo que eu vou te deixar morrer sozinho e ser o sacrifício.

– Até nisso você quer ser melhor... – Jasper revira os olhos com um riso abafado, dando um beijo na testa do homem. – Egocêntrico.

– Só por você, meu jasmim.

Notes:

Amo esses dois endeotas

Tenho vontade de escrever Labiar só q com o Aguiar e Labirinto de verdade, como um casal de assassinos. Alguém leria?

Enfim, foi isso. Agora vou voltar a chorar por eles.