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Masky e Ticci Toby terem assumido um relacionamento não foi novidade para todos da mansão, e isso não interferiu em nada nas ordens de Slenderman. Com exceção de ambos os parceiros, que ao decorrer do relacionamento, conhecia suas verdadeiras faces.
Masky não era do tipo afetivo que necessitava da atenção do outro para se sentir melhor, mas acreditava que, isso era necessário para manter a relação de pé. Ao contrário de Toby, que era carente por atenção pelo seu namorado que a todo momento estava em seus braços implorando pelos seus beijos. Isso deixava Masky sobrecarregado, mas não deixava isso claro a Ticci.
Uma noite qualquer na mansão, onde cada um estava em seus devidos lugares, Ticci não estava com tanta carência e isso estranhou seu namorado, que o vigiava escondido para saber onde ele estava enquanto mantém distância. Até então, Ticci estava no corredor de dormitórios conversando com Ben. Acendia o vigésimo cigarro e assoprava pelo ar encostado na parede antiga dos corredores, até que avistava Jeff com as mãos no bolso caminhando em direção ao Masky. Encostou na parede e começou a fazer manobras com sua faca que retirou de seu bolso da calça.
— Você não cansa de fumar?
— É uma fuga para poder escapar dos meus pensamentos — Desviou o olhar — E você, não cansa de brincar com facas?
— Seu idiota — Riu — Não está com seu namorado?
— É ele quem não está comigo
A chuva caía aos poucos do lado de fora da mansão, onde podia-se escutar folhas caindo e árvores balançando. A qualquer momento poderiam surgir trovões e a chuva ficar mais intensa. Ele sabia que Toby era medroso de chuva, então pensou na possibilidade de seu namorado correr em seus braços para fugir do barulho.
— Ah, é? Que loucura… — Assobiava — O avistei com o X-Virus na sala de jogos. Não vai dar uma olhada?
O sangue de Masky subiu instantaneamente, até então observava seu namorado conversando com Ben, sabia que não podia distrair tanto. Não deu respostas ao Jeff que ficou com cara de paisagem após Masky se retirar do corredor com passos pesados rumo à sala de jogos. Desceu as escadas e entrou em um corredor que levava ao local, onde encontrou com a porta aberta e o observava nos cantos, notando uma felicidade genuína com Vírus, jogando um jogo arcade com seu amigo.
Já era de se esperar Toby andar com Vírus, que era o ciúmes mortal de Masky. Vírus gostava de flertar com Ticci, mesmo sabendo que estava comprometido e Toby não sabia dizer “não”. Isso já acarretou em brigas, e Masky não queria criar confusões e burburinhos novamente. Ticci já havia recebido o recado quando notou Masky com seu olhar penetrante fixo a ele, que ignora de primeira e não dá tanta atenção ao seu parceiro que estava frustrado com a idéia de vê-lo com alguém cujo não tinha tanta afinidade na mansão.
Para evitar deixar seu ciúmes mais acumulado ao observar a cena, resolve ir a o bar da mansão. Luzes escuras, pisos e paredes antigas, um balcão rústico com prateleiras com vinhos e champanhes importados, fora um canto onde podia produzir seus próprios drinks; E lá estava hoodie, sentado em cadeiras altas diante do balcão rústico, bebendo um gole de vodka. Escutou passos lentos em sua direção e virou de costas para verificar quem poderia ser.
— Masky, aí está você…
— Estou farto desta merda — Sentou ao lado de Hoodie e pegou um shot, estendendo sua mão ao rapaz ao lado — Coloca um pouco de vodka.
— Com prazer — Colocou a bebida em seu copo — Se você está aqui para beber, não é por acaso
— Tobias me provocando — Bebeu toda a dose
— Deixo adivinhar… X-Vírus!
— Nossa, que novidade — Masky o respondeu debochado, bufando
Hoodie enchia o copo de Masky sempre que o garoto virava toda a dose na boca, que aproveitou para acender mais um cigarro, sendo o seu último.
— Uma pena ser seu último cigarro…
— Eu tenho vários guardados no meu quarto, estou bem em relação a isso
— E o que você vai fazer depois?
— Isso não cabe você saber disso agora — Soltava o ar do cigarro — Eu só preciso me distrair, antes que eu acabe com a raça de alguém de novo…
— Acalma seu coração, ciumento — Colocou mais vodka no shot — Não estou dando conta de te defender agora
— Tanto faz
Masky permaneceu mais alguns minutos no bar ao lado de seu amigo, onde trocavam conversa fora e Masky dava leves surtos de ciúmes, que resolveu voltar ao seu monitoramento. Tobias não estava mais na sala de jogos, então resolveu ser mais bruto em relação a sua procura. Caminhava ao arredores da mansão, a chuva caía forte do lado de fora e estava perto das três horas da manhã. Algumas luzes piscavam devido a energia fraca do local e pingos de água caiam no teto, ocasião bem comum na mansão.
O silêncio da mansão era ensurdecedor, parecia que todos haviam ido dormir, com exceção de Masky e Toby. O rapaz mascarado ainda estava a sua procura, que o procurado nem sabia que estava sendo tão perseguido assim, ainda mais por um motivo óbvio. Tobias, por sua vez, caminhava nos corredores dos dormitórios após passar um tempo com Vírus na sala de jogos, e coincidentemente, estava procurando pelo seu namorado.
Toby encontra com Jeff, que saía de seu quarto com uma aparência sonolenta. Ticci imediatamente vai em sua direção para interrogá-lo.
— Jeff, que b-bom lhe enc-contrar aqui! — Seus tics estavam afetando a sua fala — M-Masky… Você o v-viu por aí?
— Ah… — Deu uma risada de canto, lembrando de sua conversa com Masky mais cedo — Ele estava atrás de você.
— Sério? Você sabe onde ele está?
— Eu não sei, mas, acho que a brincadeira apenas acabou de começar!
— Ah, obrigado, mas isso não me assustou
Talvez, dentro de Ticci tenha se assustado um pouco, pois lembrou que não havia trocado tantas palavras com seu namorado e sabia que podia o ter irritado de tal forma. Desceu as escadas e foi caminhando pelo térreo da mansão, onde os corredores principais estavam com as luzes piscando devido a negligência e a chuva estrondosa.
Em um dos corredores, que era especialmente para um ambiente como sala de estar e cozinha, avistou X-Virus entrando em seu caminho. Surpreendeu em ver seu amigo ainda acordado.
— O que está fazendo acordado essa hora? — Envolveu seu braço no ombro de Ticci
— Estou procurando pelo Masky, você sabe onde ele está?
— Sei lá, esse cara é tão frio que deve ter te esquecido
Isso cortou o coração de Toby, desanimando a idéia de procurar pelo seu parceiro, que fazia a mesma coisa naquela madrugada. Desfez o abraço de Vírus e se afastou, sentindo seus tics ficarem mais fortes do que já estavam.
— Eu.. Eu vou voltar para o quarto…
— Ei, o que é isso? — Pegou no pulso de Toby — Não quer que eu lhe acompanhe?
— Bom, não. Eu não sei, na verdade
Tobias sentiu que estava sendo observado e olhava em volta para ter certeza daquilo. Não avistou nenhum vulto passar ou algum rosto peculiar entre as janelas. Não encontrou nada, apenas vírus tentando convencê-lo a fazer companhia.
— Masky não vai saber
Sussurrou no ouvido de Toby, que imediatamente tapou seus ouvidos sentindo uma leve ansiedade subir em seu corpo, negando com a cabeça rapidamente.
— Ele vai sim. Ele vai.
A consequência da chuva fez a energia da residência cair, podendo escutar somente granizos bater no telhado da mansão após um grito de susto de Toby, que não escutou a voz de X-Vírus após a energia cair, porém, pode sentir passos de uma bota sob um tapete que cobria o chão, sentindo braços fortes passar pela cintura magra de Toby e uma boca fedendo a cigarro aproximar de seu pescoço.
— Eu finalmente te encontrei
Isso foi tudo que Tobias escutou antes de tudo se apagar, não que já estava tudo escuro em sua volta. Apenas acordou em uma cama, com velas acesas em uma escrivaninha e no chão. Uma cama de casal desarrumada, com alguns pares de roupas em cima, o guarda-roupa aberto com algumas gavetas abertas, cadernos e canetas espalhados pelo chão que deixava o ambiente mais bagunçado, a janela aberta com a cortina desgastada tomando vento da chuva, que nele, estava Masky, fumando mais um cigarro.
Toby se encontrava sem o seu tênis, somente com suas meias, que estavam com o tecido desgastado, sua calça jeans e o seu moletom clássico. Sua máscara e seu óculos estavam em cima da escrivaninha, logo, sentiu que não estava com sua boca tampada após despertar, claro.
Masky notou que seu namorado havia acordado, e o encarou com um olhar penetrante semelhante com o olhar que havia feito mais cedo. Eram exatamente quatro horas da manhã. Toby abriu um leve sorriso de nervoso, apertando o lençol da cama, observando Masky sentar ao seu lado com cuidado, ainda com o cigarro na mão, que em silêncio, apagou o cigarro entrando em contato com a pele de Toby, localizando no pescoço.
— Eu sei que você não sente dor e isso me irrita — Colocou o cigarro acabado no cinzeiro — Assim como você sempre está com Vírus aos arredores da mansão.
— Masky, eu posso e-explicar — Seus tics haviam voltado — M-Merda!
— Não precisa explicar, já olhei o suficiente — Cruzou os braços — Você não conversou comigo direito
— Ah, claro, conversar com alguém que sempre esteve disposto a estar com Hoodie, mas nunca comigo…
E foi aí, que a ficha de Masky caiu. Tobias também estava com ciúmes.
— Por que não me contou nada?! — Masky havia se alterado
— Fiquei cansado de te pedir atenção e não receber da maneira que preciso — Se escondeu debaixo das cobertas — Mas tudo bem, converse com quem você quiser
— Digo o mesmo. Afinal, você não rejeita os flertes do Virus, não é?
— Mentira! — Saiu debaixo das cobertas, revelando seu rosto de indignação
— Verdade! Aonde ele quis chegar com “Masky não vai saber”? Você acha que eu nasci ontem?
Uma voz rude do mascarado fez com que Toby sentisse tremores pelo corpo inteiro, com aquele olhar intimidador, tudo ficaria mais tenso pro lado de Toby.
— Se estiver tendo caso com ele, era só me dizer. Um pedido de namoro não foi o suficiente para você?
O empurrou para se deitar na cama novamente e Masky ficou por cima logo em seguida, que deslizava sua mão na testa até chegar de encontro com os lábios desfigurados de Ticci.
— Me responde!
Concordou com a cabeça — Foi! F-Foi sim… — Diz em um tom hesitante
— Eu cansei de falar e não receber respostas, e você sabe muito bem disso.
— Me desculpa…
— Não é hora de pedir desculpas.
— Você é quem me deve desculpas — Toby parecia mostrar um pouco de coragem, que retirava a máscara de seu parceiro — É tão difícil m-mostrar seu r-rosto para mim?
— E é tão difícil admitir que mentiu pra mim?
— A gente vai ficar nesse jogo de perguntas pra ver quem ganha no argumento?
— Se for assim, a gente tem que fazer silêncio…
Tobias riu de canto, colocando sua mão na nuca do mais velho e deslizando em seu braço em silêncio.
— Eu acho que você não entendeu ainda que estamos namorando e você pertence a mim agora. — Dizia masky que, também deslizava sua mão pelo corpo de Ticci — Você não faz ideia do ciúmes que eu sinto por você…
— Inesperado escutar isso de você, mas j-já imaginava…
Se sentou na cama, abrindo a gaveta do criado-mudo, retirando um estilete com lâmina nova, o entregando ao rapaz.
— Faça o-o que bem entender…
— Sem chance
— Estou lhe dando l-liberdade… B-Bosta! — Deu um leve tapa no próprio rosto — Inferno…
Masky pegou a lâmina de sua mão, retirando a blusa do garoto, deixando seu abdômen exposto — Você tem certeza? Eu não sou cuidadoso com isso.
— Vá em frente. Eu não sinto dor, esqueceu?
Masky não gostava da idéia de cortar seu próprio namorado, mas ao mesmo tempo, teve uma brilhante idéia ao usar aquele objeto afiado. Ficou sentado no colo do rapaz, que passava suas mãos em suas coxas definidas. Aproximou a lâmina de seu abdômen e começou com o procedimento de fazer sua própria inicial ali, com corte fundo ao ponto de mostrar sua própria gordura. Toby não esboçava expressões de dor e mantinha seu olhar fixo em Masky. Ticci era desprovido de gordura, talvez nem tanto, e seu corpo tinha diversas cicatrizes que mostravam que ele não era qualquer um.
— Isso é tão estranho — Comenta Masky, observando sangue escorrer pela cama e pelo corpo do garoto — Você é louco, Tobias.
— Seria tão difícil me chamar de amor, pelo menos uma vez? — Fez bico
— Eu acho que não está na hora
Apesar da prática ser doentia, ambos não deixavam de se encarar, com olhares de luxúria e desejo. A vontade carnal foi brutal, ambos iniciam um beijo violento e cheio de desejos. A mão de Masky sobe em direção ao cabelo de Toby, que puxa com força enquanto descia o beijo no pescoço do garoto, onde distribuía chupões fortes até em seu ombro.
— A-Aaah… Masky…
— Faz silêncio — Sussurrou em seu ouvido
O desejo foi tão forte, que toda atmosfera que passava pela madrugada deixava mais romântico e horrendo. Ticci gemia baixo para não fazer tanto barulho, já que, ele era escandaloso de fato. Masky descia os beijos em direção ao corte aberto que saía sangue. Após fazer a inicial, passou a fazer tiras de cortes localizados em seu braço. Suas mãos estavam ensanguentadas com o sangue de seu parceiro, que estava animado com a idéia e não esperava a sua vez de fazer o mesmo com Masky.
— Ach-ho que já basta… — Pegou a lâmina da mão do rapaz — Minha vez.
— Nem fudendo.
— N-Não vai doer. Tire sua blusa!
— Demonstre seu amor de outra forma.
Tobias, com seu corpo ensanguentado, subiu no colo de seu parceiro e deslizou suas mãos na nuca de Masky, colocando sua cabeça sob os ombros do rapaz, distribuindo mordidas que podia sentir os dentes caninos de Ticci entrando em contato com a pele do mais velho, que resmungou de dor.
— Seu filho da puta! — Deu um leve empurrão — Desse jeito não!
— M-Me desculpa… Eu gosto de morder quem eu amo
— É, mas não desse jeito, seu idiota — Retirou sua blusa amarela e em seguida a blusa xadrez — Vá em frente com essa lâmina.
Toby sabia que Masky não aguentaria suas mordidas por, pelo menos, 5 minutos e ficou animado quando Masky cedeu sua vontade de fazer a inicial, que começou com o procedimento. Com delicadeza e cuidado, que não foi corte tão fundo, foi quase um arranhão que nem deixou a gordura exposta.
— Vá devagar, Ticci… — Masky não costumava chamá-lo por Ticci, que ao escutar, riu baixo — Eu não sou igual a você.
Gotículas de sangue saiam de seu abdômen, e Ticci amava escutar os gemidos de seu namorado, que eram grossos.
— Acho que j-já basta… — Deslizou sua mão no sangue que escorria e lambeu em seguida — Isso não se co-compara com o meu, não é?
— É para certas pessoas saberem que você é meu. — Apertou as bochechas do rapaz
Masky pegou um kit médico que estava perto da cama e de lá retirou uma faixa, que enfaixou o abdômen de seu namorado, e depois, o seu.
— Pra que enfaixar? — Ticci perguntava com indignação
— Você não sente dor, mas pode necrosar, bobo
Enfaixou-se em volta com delicadeza e Ticci ficou em silêncio até terminar com os curativos pelo corpo, e depois, Toby fez o mesmo procedimento. Ambos estavam aliviados do ciúmes e da raiva momentânea que sentiam. A energia não havia voltado e permaneciam na escuridão acompanhada com velas que iluminavam pouca parte do quarto. Arrumaram e limparam a cama que estava suja de sangue, que deitaram juntos logo em seguida. Masky distribuía pequenos carinhos no cabelo ondulado de Toby, que estava com a cabeça deitada no peitoral de Masky, que estava de volta com a máscara.
— Aonde você estava com a cabeça quando queria que eu fizesse isso?
— Eu não sei, heh…
Após algumas conversas pequenas, ambos caíram no sono, e no dia seguinte, acordaram tarde. Passavam tempo juntos que não se desgrudaram até o momento de suas missões. Mais tarde, Ticci preparava waffles com ajuda de seu parceiro na cozinha durante a tarde, pois Ticci estava com fome. Até que, X-Virus, entra em cena.
— Oh, nem vi vocês por aqui! — Riu de canto.
Masky o encara e abruptamente colocou sua mão na cintura de Ticci, que acena para Vírus, como forma de comprimentar. X entendeu o recado e ficou em silêncio, recordando do que aconteceu na noite passada onde havia acabado a energia.
