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ROSEMARY

Summary:

O corpo tornou-se robusto, a voz agora detinha tons suavemente graves, mas e os olhos? Eram a única coisa que ele nunca precisou negociar com o mundo.

Kaiser franziu reflexivamente o cenho, como quem encara um quebra-cabeça pré-histórico. Deu um passo à frente, depois outro, entortando a cabeça para o lado.

“…Alexia?”, a voz saiu baixa, incrédula. Não como uma pergunta qualquer, mas sim um nome que se testa na língua depois de anos sem ser dito. Uma memória perseverante.

O sabor do nome morto tingiu a boca de Ness. Por um instante, ele pensou em negar — Michael o reconheceu. Não, ele reconheceu aquela que Ness deixou para trás há muito tempo, aquela que amorosamente agarrava as mãos calejadas de um pequeno Micha e o convidava para brincar de magia e de futebol no campo abandonado na rua Innenstadt. Michael o reconheceu.

No qual Alexia Ness e Michael Kaiser têm uma amizade de infância que se parte com a mudança da magenta para a Espanha. Cinco anos depois, ela volta para casa com algumas mudanças: agora se chama Alexis. E é um garoto. Sempre foi. Talvez não há tanta mudança.

Notes:

eu amo o ness c bct :x posso fazer nd a respeito

n curto botar TDS as tags da fanfic na ficha tecnica pq acho q fica visualmente poluido (sou minimalista), ent vou botar elas aq:
-michael e yoichi sao amgs (no jeitinho especial deles
-aparicoes d um lorenzo loucao
-michael sendo transfobico no inicio (afinal precisamos d drama :3
-alexis e hiori sendo mtooooo amgs !!
-eles tds vivem em Düsseldorf, uma cidade alema q tem a maior comunidade japonesa (so p fazer sentido ter um monte d japones na historia.. ?

 

ALERTAS:
-vicio em drogas
-sexo d menor (tds eles sao d menor
-transfobia
-tentativa d estupro
-dependencia emocional
ent se tu eh sensivel a algum desses topicos recomendo q n leia a fanfic

bjos e boua leitura

(See the end of the work for more notes.)

Chapter 1: prólogo

Chapter Text

O táxi parou com um solavanco diante da casa. Ness permaneceu alguns segundos imóvel no banco de trás, os dedos fechados com força em torno da alça da enorme mochila apoiada entre os pés. O motor ainda roncava baixo, impaciente, enquanto ele observava a fachada conhecida através do vidro embaçado da janela do carro; a mesma porta com o número 301 incrustado em aço niquelado, as mesmas janelas do andar de cima com persianas mais do que fechadas. Fechadas por cinco anos. A antiga casa, herança dos avós de Alexis, parecia ter prendido a respiração desde então.

Ele pagou a corrida e o som da porta do táxi se fechando ecoou pela rua estreita como um ponto final. O frio de outubro em Düsseldorf mordeu-lhe o rosto, atravessando o casaco grosso e o abraçando por baixo das camadas de tecidos aconchegantes. Alexis respirou fundo. Ali não havia ninguém para repreendê-lo, corrigi-lo, questioná-lo. Apenas ele, a casa e tudo o que tinha ficado suspenso no tempo, esperando ansiosamente para reatar.

Brevemente, o jovem verificou o restante da rua, enchendo-se de nostalgia. Nem tudo havia mudado. O bairro era um daqueles pedaços antigos da Alemanha que pareciam existir à margem do tempo, e ainda assim tão atual. Ruas estreitas de paralelepípedos serpenteavam entre casas geminadas que exibiam telhados inclinados de telhas escuras e janelas altas emolduradas por madeira envelhecida de carvalho, muitas com caixas de flores que resistiam bravamente às estações frias. Fachadas pálidas eram marcadas por décadas, às vezes séculos, de chuva, inverno e história. Nota-se algumas nuances japonesas aqui e ali, afinal, Little Tokyo situava-se logo ao lado, habitado pela maior comunidade asiática na Alemanha. Um cantinho característicos amontoado de lojas, restaurantes e pontos turísticos que lembravam a Terra do Sol Nascente.

Em Niederkassel, havia sempre um murmúrio peculiar que envolvia a rua, constante e discreto. O rangido de uma bicicleta sendo destrancada, o eco suave dos passos de alguém caminhando sem pressa, o cheiro de pão fresco misturava-se ao de folhas úmidas e pedra fria, criando uma sensação de permanência que Ness tentou recriar em Valência, mas que foi em vão. A casa do vizinho agora era azul-turquesa, não mais bege. O jardim da casa em frente foi substituído por uma piscina infantil. O mercado na esquina agora era uma padaria. Porém, aos olhos de Alexis, tudo permanecia igual. Quietude e leveza.

A chave demorou a entrar na fechadura devido a hesitação em seus dedos. Quando a porta finalmente cedeu, abriu-se com um rangido baixo, como se a casa reclamasse por ter sido acordada depois de tanto silêncio. Um cheiro de poeira, madeira antiga e ar fechado escapou de dentro, trazendo com ele lembranças que Alexis não tinha pedido, mas que vieram mesmo assim, invadindo-o sorrateiramente. Os móveis deixados para trás ainda estavam ali, uma fina camada de poeira os cobrindo como uma manta temporal. “Estou de volta…” murmurou sem notar.

Ele deu o primeiro passo para dentro e parou. O hall de entrada parecia menor, mas o pensamento logo veio: ele que era maior agora. Afinal, tinha onze anos de idade da última vez que esteve ali. Andou alguns passos e se deparou com um espelho subjugado pelo tempo, cheio de marcas de oxidação na camada de prata atrás do vidro, o que certamente não impediu Ness de, mesmo assim, enxergar com lucidez o próprio reflexo. O cabelo castanho com pontas magenta, cachos caindo em cascatas, a pele suavemente bronzeada pelos anos praticando futebol sob o sol calentador da Espanha, os olhos naquele tom misterioso entre rosa, vermelho e roxo. Traços mais masculinos do que femininos, que ele havia cultivado cuidadosamente nos últimos três anos. Ele passou a mão pelas madeixas curtas, sentindo a realização de quem finalmente reconhecia a própria imagem. Lá fora, ele havia se encontrado. Não uma garota tentando existir dentro de moldes estreitos numa família rígida, mas um garoto que precisou atravessar países, idiomas e rupturas para entender quem verdadeiramente era. Aquele corredor tinha visto apenas o começo da confusão; agora, ele retornava com um nome que fazia sentido e um corpo que, mesmo em processo, finalmente lhe pertencia e que parecia certo.

Fechou a porta atrás de si. O som seco do trinco deslizando trouxe algo inesperado: alívio. Largou a mala e a mochila no chão e atravessou o hall em poucos passos, avistando a sala e o início da cozinha. Era uma casa ampla, sim, mas contida em sua modéstia. Nada ali gritava status ou vaidade de um casal cientista; os móveis eram sólidos, funcionais, escolhidos mais pela durabilidade do que pela estética. Madeira escura, linhas simples, superfícies lisas sem ornamentos desnecessários — tudo parecia ter sido pensado para cumprir um propósito e nada mais. As paredes, pintadas em tons neutros e frios, permaneciam intactas, sem marcas de lápis de cor, sem rabiscos caricatos, sem sinais de infância divertida. Era impossível imaginar desenhos tortos ou mãos feitas de tinta porque as crianças que ali cresceram aprenderam desde cedo a não incomodar, badernar ou expôr a criatividade de forma que envergonhasse os pais.

Pintar as paredes em breve, Ness pensou com um sorrisinho astuto. Cores vibrantes. Havia muito a limpar, consertar, enfrentar naquela casa que finalmente parecia confortável. Havia algo novo crescendo entre a poeira e o silêncio — a chance de recomeçar sem pedir permissão para ninguém. O rapaz rapidamente retirou o casaco e deu play na discografia de Woodkid.

“Muito bem. Mãos à obra!” Estalou os dedos em uníssono e iniciou o longo processo de faxina geral ao som de Run Boy Run.

O céu já havia escurecido quando Alexis saiu de casa, puxando o casaco até o queixo. As luzes amareladas dos postes recém-acesos refletiam nos paralelepípedos úmidos e o bairro parecia ainda mais quieto do que durante o dia. A padaria no fim da rua permanecia aberta como um ponto de calor no frio do anoitecer, exalando cheiro de pão fresco, bolos de variados sabores e café que acabara de ser moído. Adentrando o estabelecimento, levou um tempo para escolher o jantar dentre tantas opções deliciosas — schwarzbrot, roggenbrot, vollkornbrot, pumpernickel, bauernbrot... Quando estava pronto para pedir, ergueu o olhar para o atendente e se deparou com dois enormes olhos de um azul-ciano os encarando gentilmente, preparados para servi-lo. Alexis o reconheceu imediatamente. Ele não mudou nada. Hiori.

“Boa noite. Vi que você esteve de olho nos pretzels. Empacoto alguns pra você?” Sua voz soou cuidadosamente trabalhada para agradar fregueses. “Se quiser, posso recomendar alguma bebida para acompanhá-los. Temos infinitas opções!”

Ness sentiu uma pontada de nervosismo enquanto Hiori estendia para ele o pequeno menu focado em bebidas; não esperava dar de cara com um rosto conhecido logo tão cedo. Ele manteve o corte de cabelo, sempre penteado cuidadosamente para os lados com aquela mecha mais longa caindo para um dos lados como uma cachoeira solitária, o ciano cintilando sob a lâmpada amarelada acima do balcão. Ele não reconheceu Alexis imediatamente, mas algo na demora em respondê-lo o fez arquear sutilmente a sobrancelha, em espera.

“Hm, claro. Dois pretzels e… um copo médio de suco de…” o magenta não conseguiu finalizar a sentença, uma vez que a expressão cada vez mais confusa de Hiori se intensificava, olhando-o com certa curiosidade. Contorcendo-se, pensativo demais.

Absorto em pensamentos, o garoto ciano mal notou o cliente no meio de um pedido desajeitado. “Estranho, sinto que já nos conhecemos…” começou ele com a voz apreensiva. “Você mora por aqui?”

Um dilema atravessou a mente de Alexis: contar ou não? Não havia pensado nisso nem por um segundo, com tantas outras questões acumuladas na cabeça. Ao voltar ao bairro ao qual morou a infância inteira, apresentaria-se como alguém que nunca esteve ali? Soaria sonso? Egoísta? Recomeçar… precisava mesmo significar começar do zero? Poderia contar a Hiori, um amigo do ensino fundamental, quem era bastante próximo nas aulas em dupla e recreios animados, que na verdade ele o conhecia, sim, mas não como Alexis? Qual seria a sua reação? Detestaria-o? Negaria-o? Então Ness imaginou Hiori amargando o rosto em repulsa, tal qual viu tantas vezes acontecer com seus pais e irmãos, e antigos amigos na Espanha. Sua respiração se tornou errática, a boca torcendo por dentro para articular as palavras certas sem tempo para organizar os pensamentos.

“Na verdade… eu já morei aqui quando era criança. Estou voltando agora, hoje mesmo, pra ser preciso. Estou de mudança… e tal”, respondeu nervosamente. Se demorasse mais, Hiori pensaria que ele era um esquisitão. Quase não havia piscado. “Sou Alexis.”

Então veio um inusitado semblante de hesitação, como se Hiori estivesse buscando algo no fundo da memória, o que só fez o coração de Ness suspender as batidas. Por fim, ele empacotou os pretzels. “Certo… bom, seja bem-vindo de volta à vizinhança. Sou Hiori You, prazer. Ah, escolheu o sabor do suco já?” Sorriu gentilmente, voltando ao modus operandi de um atendente de padaria, deixando para lá o que quer que estivesse matutando anteriormente.

Ness foi tomado por uma libertação quase cômica, e devolveu o sorriso simpático com um constrangimento contido. Ainda assim, não soube se seguiu a melhor alternativa. Pareceu errado simplesmente não ter dito “Sou eu, Hiori, não se lembra? Sabe, do ensino fundamental. Só que com mais testosterona. Meus pronomes são masculinos agora porque, veja bem, eu na verdade sou um homem! O que acha do meu novo nome? É Alexis. Retifiquei minha identidade há oito meses.”

“Abacaxi, por favor.”

 

 

Ele voltou com o saco de papel apertado contra o peito, o vapor quente escapando pela abertura e aquecendo seus dedos. Caminhava a passos ansiosos, o encontro com Hiori a alguns minutos não se dissipou tão facilmente, como se ele ainda o estivesse vivendo — permanecia suspenso dentro dele, como algo inacabado, repetindo-se em ecos insistentes. Pela primeira vez em tanto tempo, encontrou alguém que lhe trouxe um calor para o coração, pronto para estender a mão e dizer “Senti tanta saudade, Hiori”, quando a própria insegurança cutucou sua mente e tirou dele a oportunidade perfeita para realmente voltar para casa. Seu subconsciente vagava entre o presente frágil e o passado que insistia em se infiltrar em cada esquina daquele bairro, confundindo suas vontades. Afinal, o que tanto evitava? Poderia ter dito a Hiori. Deveria ter dito. Afinal, pelo que bem lembra, ele era amoroso e paciente, ao menos quando criança. Ness suspirou exasperadamente. O que o impediu? Por que se acovardou? Não sentia orgulho o bastante de ser quem era agora? Irritado, xingou um palavrão baixinho e, ao chegar à alameda de casa, tateou o bolso em busca da chave, abrandando a caminhada. Ao erguer o olhar com o chaveiro de Luz Noceda, de The Owl House, pendurado entre os dedos, instintivamente desviou para o lado, cedendo espaço na calçada estreita.

A outra pessoa, porém, não passou. Ela interrompeu a própria caminhada assim que o viu.

Ness foi forçado quase que inconscientemente a parar também, em sincronia com a figura curiosa. Então, sob a luz trêmula de um poste, ele o enxergou, tendo que erguer os olhos alguns palmos para o alto, e a rua pareceu vacilar por um milissegundo.

O tempo não havia sido gentil nem cruel com ele; apenas diferente. Ele estava mais alto, os traços mais definidos, os ombros largos sob um casaco escuro. Michael Kaiser havia crescido de um jeito que tornava impossível ignorá-lo. Ness prendeu a respiração sem notar, seus olhos espontaneamente arregalados.

O cabelo loiro, agora mais escuro sob a luz noturna, caía de forma displicente sobre a testa em camadas de diferentes tamanhos, refletindo o brilho dos postes como se fosse feito de ouro velho, as madeixas ainda rebeldes, porque certas coisas não mudam. À primeira vista, havia nele algo quase angelical, uma beleza satisfatória e aparentemente intocada, como aquelas figuras idealizadas em vitrais antigos que Ness jurava conter magia. O novo Kaiser é alto, a presença ocupando o espaço com naturalidade, sem esforço. Os ombros largos e a postura ereta carregavam uma rigidez controlada, como alguém acostumado a nunca se curvar de verdade. Havia uma aspereza escondida sob a superfície polida, algo sisudo no modo como ele observava a figura em sua frente — um rapaz espantado segurando com força uma sacola contra o peito e um chaveiro fofo balançando na mão —, pensativo, no silêncio que mantinha antes de agir. E pelo pouco que pôde observar, Ness compreendeu que havia algo mais duro nele, como uma severidade refinada, algo que não existia antes. Entretanto, o jeito de se manter imóvel, como se avaliasse a situação antes de tomar alguma decisão, era o mesmo de quando tinham apenas onze anos. Os olhos de Kaiser passaram por Alexis sem parar, uma mistura de descrença, curiosidade e algo mais que nem ele mesmo poderia nomear; avaliaram o desconhecido, o corte de cabelo curto, a linha firme do maxilar, a maneira como ele ocupava o próprio corpo agora. Nada ali combinava com a lembrança que ele guardava por interminavelmente longos cinco malditos anos.

Alexis prendeu a respiração de novo. O olhar de Kaiser se voltou não para o corpo, não para as roupas de Ness. Para os olhos.

Os olhos de Alexis sempre foram difíceis de confundir, profundos e atentos demais, cheios de uma intensidade que não sabia se esconder, e por que esconder? Eram possivelmente o único aspecto que permanecera intacto ao longo de todas as mudanças em seu ideal. O corpo tornou-se robusto, a voz agora detinha tons suavemente graves, mas e os olhos? Eram a única coisa que ele nunca precisou negociar com o mundo.

Kaiser franziu reflexivamente o cenho, como quem encara um quebra-cabeça pré-histórico. Deu um passo à frente, depois outro, entortando a cabeça para o lado.

“…Alexia?” A voz saiu baixa, incrédula. Não como uma pergunta qualquer, mas sim um nome que se testa na língua depois de anos sem ser dito. Uma memória perseverante.

O sabor do nome morto tingiu a boca de Ness. O saco de pretzels quase escorregou de suas mãos, alheio à descoberta do galego. Por um instante, ele pensou em negar — Michael o reconheceu. Não, ele reconheceu aquela que Ness deixou para trás há muito tempo, aquela que amorosamente agarrava as mãos calejadas de um pequeno Micha e o convidava para brincar de magia e de futebol no campo abandonado na rua Innenstadt. Michael o reconheceu. Pensou em fingir ser apenas mais um estranho naquele bairro, ou fingir ser o irmão gêmeo de uma Alexia morta ou agir igual a como foi com Hiori. Mas aqueles olhos, os de Kaiser, profundos como o oceano a céu aberto, ainda guardavam algo do garotinho que o escutava em silêncio ler Otfried Preußler, que prometia segredos e os mantinha por toda a infância. MICHAEL O RECONHECEU. A claritude de seus olhos não era simpática, apesar do rosto sugerir o contrário. Aqueles olhos avaliavam, mediam, decidiam. E o que os olhos irresolutos de Kaiser decidem agora é que este cara em sua frente é a porra de sua primeira paixão de moleque.

“É Alexis agora”, respondeu com a voz firme, apesar do coração em disparada. Um pouco constrangido, sim, mas seguro de si. Tentou sorrir, mas o movimento incerto de suas sobrancelhas denunciou a timidez desconcertante. “Oi, Micha. Estou… voltando a morar aqui.”

O silêncio que se seguiu foi pesado, saturado de tudo o que não cabia em cinco anos. Kaiser o encarou como se estivesse vendo um fantasma que aprendeu a respirar, mas era ele quem estava realmente pálido como um. Michael o reconheceu, porra! O reconhecimento não veio pelo que Alexis se tornara por fora, mas pelo que sempre esteve ali, intocado, olhando de volta para ele. Malditos olhos magenta num rosto de homem, num corpo de homem, roupas e sapatos de homem.

E naquele átimo, parado diante da própria casa, com o jantar esfriando nas mãos depois de sussurrar mais um “Estou aqui” fraco, mais para si mesmo do que para o mundo, Alexis entendeu que algumas conexões sobrevivem à distância, ao tempo, e até à transformação. Ao menos, era o que queria acreditar piamente.