Chapter Text
Mais um dia normal no subterrâneo. No palácio dos espíritos da terra, uma Satori, chamada Koishi Komeiji, acordou.
— Hummm. O que de legal posso fazer hoje?
Ainda na cama, a garota virou-se para um calendário pregado na parede.
— Que lindo! — exclamou, exalando felicidade.
Cada mês do calendário havia um tema de paisagem. Dessa vez, era um lindo rio de água cristalina. Só de ver, a garotinha se empolgou
— QUERO IR PARA O MAR!!!! — berrou, balançando os braços
No momento seguinte, a porta do quarto se abriu.
— Posso saber o motivo de tanta gritaria logo cedo? — resmungava Satori,.enquanto cruzava os braços.
Ao invés de fazer birra, Koishi se animou ainda mais. Afinal, não era todo dia que a irmã mais velha dela vinha a verificar.
— Irmãzona! Bom dia. Você está linda hoje!
Um leve sorriso se abriu no rosto de Satori. A grande youkai não sabia se foi sincero ou se foi apenas bajulação para se livrar da bronca…o importante é que funcionou.
— Desça logo para comer, escandalosa
— Já disse milhares de vezes! Meu nome é Koishi! não sou essa tal de escandalosa!
Ao se dirigirem para cozinha, a caçula se sentou, logo sendo servida pelos animais do palácio
— Obrigada, Orin
Era uma refeição bastante abundante para um café da manhã. A garotinha comeu até perceber que o gosto estava esquisito.
— Eca, tá com gosto de carne humana — reclamou, deixando o prato de lado
Satori desviou o olhar, fingindo uma tosse para conter o riso.
— Deve ser impressão, minha irmãzinha
A menina de verde tinha um paladar muito infantil. Por isso, a “irmãzona” sempre triturava em pedaços bem pequenos para diminuir o sabor.
— Pouco importa! Ainda tá uma delícia — falou enquanto comia.
A irmã mais velha a observou com repulsa, lançando um olhar severo.
— As damas não falam de boca cheia, sabia?
Uma risada leve escapou da menina. Enquanto terminava de comer, a garota se lembrou dos planos que tinha.
— Irmãzona, Decidi que quero ir para o mar e pegar um peixe bem grandão! Aí a gente faz a janta com ele, pode ser? — sorrindo de um jeito radiante.
A líder do palácio franziu o cenho. Sim, ela amava (de certo modo) a irmã. Entretanto, confiar o jantar nas mãos dela? Jamais poderia ser uma ideia racional.
— Que ideia ótima, Maninha. Orin e Okuu adoram peixes. Elas vão amar — escondendo a verdade com um semblante alegre.
Levantando o dedo, Satori cutucou a ponta do nariz de Koishi .
— Mas lembre-se de não chegar tarde. Nossa janta é às seis em ponto
— Você não vai se arrepender! Promessa de dedinho
Terminada a refeição, se redirecionou para o quarto, pegando a peça essencial para o visual.
— Oi, senhor chapéu. Senti saudades — com emoção na voz, acariciou o próprio chapéu.
Ele era quase como um amigo de longa data. Mas quando o colocou na cabeça, sentiu uma sensação estranha.
— Ué, o senhor chapéu não se mexe tanto assim
Colocando a mão dentro dele (com consentimento) a menina avistou uma aranha.
— Oi, dona aranha. Como você vai?
Ela não responde. Insetos não falam. Todavia, ela não gostou nenhum pouco.
— Nossa, que grossa que você é! — frustrada com tamanha falta de educação.
De birra, a aranha foi deixando jogada pelo quarto.
— Estou indo!
— Promete se comportar?
— Claro!
Saindo da casa, um sorriso radiante se abriu no rosto da Youkai.
— Hoje o dia promete!
Dessa forma, seguiu rumo ao próprio objetivo. Contudo, a dona do palácio ainda estava desconfiada
— Você confia nela? — perguntou Orin, com certa preocupação.
— Infelizmente não. pode vigiá-la? Não quero que se machuque
Fazendo uma reverência, acenou positivamente com a cabeça.
— É tão lindo ver você se preocupando com a senhorita Koishi
Desviando o olhar, tentou esconder aquela verdade óbvia.
— Vai logo de uma vez vai — sorrindo de um jeito envergonhado.
— Entendido
