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Mikey te fode as vezes

Summary:

Em meio às brigas de gangue e ao caos de Tóquio, Mikey, o líder invencível da Toman, te fode as vezes. Mas só as vezes.

Notes:

Rascunho publicado. Não levem tão a sério.

Chapter Text

"Es-... espera, Hanma."

Não houve resposta, apenas a força bruta de suas mãos lhe arrancando do chão e jogando contra o colchão. O ar escapou dos seus pulmões num baque surdo. Ele estava alvoroçado, impaciente, o desejo cru estampado em cada linha do corpo.

"Ah!"

Sua face afundou no tecido enquanto ele a colocava de quatro com um movimento só. Uma mão pesada na sua nuca, imobilizando. A outra agarrou sua bunda, os dedos cravando na carne enquanto ele esfregava a ereção rígida contra você, ainda seca, ainda não preparada. Você sentia o calor dele, a umidade do pré-gozo já manchando a sua pele.

Ele puxou sua saia e a calcinha para baixo dos joelhos num rasgo de tecido. O olhar dele queimava as costas, você ouvia o som úmido da língua dele passando pelos lábios, num suspiro rouco e angustiado. A palma da mão dele encontrou sua nádega com um tapa seco que ecoou no quarto. Ele se ajustou atrás de você, posicionando-se.

"Ah, qual é...! Já falei pra não ser bruto assim." Sua voz saiu estrangulada, as sobrancelhas franzidas em um misto de irritação e medo.

"Sabe quanto tempo eu esperei desde que você saiu?" A voz dele era um sussurro áspero contra seu ouvido. A cabeça do membro dele batia ritmicamente contra sua entrada, um aviso úmido e insistente. "Me pergunto pra onde você foi."

Um tremor percorreu sua espinha. O medo, familiar e gelado, apertou seu estômago. Hanma era imprevisível. E o que ele faria se descobrisse?

"Eu tô tão puto com a...! Toman!"

A mão na sua nuca se moveu, os dedos se fechando em torno do seu pescoço. Ele puxou você para trás, arqueando suas costas, até que seu rosto ficou perto do dele. Seus olhos encontraram o sorriso largo, lascivo e perigosamente belo.

"Que bom que tá aqui" ele sussurrou, o hálito quente em seu rosto. "Só você me faz esquecer aqueles desgraçados. Só você, [Nome]."

"D-devagar... H-Hanma." Os gemidos foram arrancados de você a cada estocada brutal, cada uma mais funda que a anterior, sacudindo seu corpo para frente.

Ele soltou seu pescoço de repente, e você caiu de volta sobre os braços, ofegante. Ele a observou por um segundo, os olhos escuros percorrendo suas costas tensas. Então, inclinou-se e enterrou os dentes em seu ombro, numa mordida possessiva que fez você gritar. Quando se afastou, dois dedos dele a invadiram sem cerimônia, secos, sem preparo, movendo-se com uma crueldade calculada.

"Haah... Agh..."

Foi uma mistura aguda de dor e um prarez distorcido e forçado. Suas mãos se agarraram ao lençol, os nós dos dedos brancos. Ele continuou, um vai e vem áspero e incansável, até que um som úmido envergonhado preencheu o silêncio entre seus gemidos.

"Chega." A voz dele soou final. "Já está molhada o suficiente."

Os dedos saíram. No mesmo instante, ele a invadiu completamente, num único empurrão que arrancou o ar dos seus pulmões e um grito alto e rouco. Você mal conseguia respirar.

Ele afundou ainda mais, com uma força que fez seu corpo arquear de volta, os olhos revirando. Outra estocada. E mais uma. E então, um rugido gutural escapou dele enquanto ele desabava dentro de você, pulsante e quente, preenchendo seu útero com a prova crua de seu domínio. O peso dele caiu sobre suas costas por um momento, um suspiro profundo de alívio saindo de seus lábios.

Você pensou que tivesse acabado. Foi um erro.

Seus cabelos foram puxados para trás, violentamente, forçando seu pescoço a um ângulo doloroso. Ele ainda estava duro dentro de você.

"Ainda não acabou, amorzinho."

A próxima estocada foi tão brutal que as lágrimas, até então contidas, jorraram dos seus olhos, escorrendo quentes pelo rosto e pingando no colchão. Se essa não fosse a décima vez naquela semana, você certamente sangraria.

***

"Tô indo embora."

Sua voz soou morta, como se viesse de muito longe. Você estava em pé, vestida com uma saia curta de couro falsificado e um top rendado que deixava pouco à imaginação – trajes escolhidos para outra pessoa, em outra hora. Cada movimento doía. Você mancava levemente, uma dor surda e profunda a cada passo.

"Que?"

Hanma estava na porta do quarto, apenas uma toalha na cintura, água escorrendo pelos sulcos musculares do torso. Ele olhou para você, o rosto um misto de satisfação cansada e possessividade.

"Tsc. Eu ia transar com você de novo."

"Humff. Você sempre pensa só em si." Você virou as costas, direto para a saída, disfarçando o tremor nas pernas.

"[Nome]!" O comando fez seus músculos se contraírem involuntariamente. Você virou a cabeça, o olhar vazio. Seus olhos se encontraram com os dele, escuros e prometendo mais violência. "É bom eu saber que não está saindo com ninguém."

Um revirar de olhos mínimo, automático, e você saiu, fechando a porta atrás de si. O coração batia descompassado, não de amor, mas de alívio por ter escapado, e de pavor pelo que vinha a seguir.

Mal sabe ele.

***

"Merda... esse desgraçado."

O banco do parque era frio sob suas pernas. Seus dedos tremiam ligeiramente enquanto digitava e redigitava o mesmo número no celular. A ponta do cigarro tremeluzia com sua respiração irregular, e os olhares julgadores dos transeuntes mais velhos eram como insetos insignificantes na sua pele.

A fumaça era uma âncora áspera, um alívio químico e momentâneo. Tão absorta estava na tentativa de anestesia, que nem notou quando a ligação foi atendida.

"Eae, [nome]. Já perguntou pro bosta do seu namorado como é o gosto do meu pau?" A voz do outro lado era descontraída, quase musical, um contraste gritante com a tensão que você carregava. Mikey. "Aposto que tem algum pentelho loiro na boca dele."

"Não fode" sua voz saiu mais cansada do que irritada. "Graças à nossa 'demora', ele me castigou."

Um silêncio breve, pesado, do outro lado. A leveza sumiu da voz dele.

"... Qualé, você tá bem? Aquele desgraçado machucou muito?"

"Não... Só relaxa." Você tragou o cigarro profundamente, deixando a fumaça queimar seus pulmões. "Eu tô sozinha. Não quero ir pra casa dos meus pais."

"Quer que eu vá te buscar?"

A pergunta era óbvia, quase um insulto à sua situação.

"Não era nem pra ser uma pergunta."

Ele bufou do outro lado, e você quase podia vê-lo encolhendo os ombros, aquela postura desleixada que escondia uma ferocidade latente.

"Ah, eu não sei o que fazer nessas horas."

Você não respondeu. Apenas olhou para a fumaça subindo contra o céu escurecido, esperando pelos faróis conhecidos de sua moto.

Não demorou muito para o ronco familiar cortasse o silêncio do parque. Ele parou bem na sua frente, os faróis iluminando sua figura abatida no banco.

Ele desmontou da moto com aquela graça preguiçosa, os olhos escuros varrendo você dos pés à cabeça, analisando cada detalhe: as pernas tremendo levemente, as marcas vermelhas na pele exposta, o ar de exaustão misturado a uma vulnerabilidade que você odiava mostrar.

Algo nele se contraiu, um incômodo rápido e profundo que ele imediatamente abafou.

Sem uma palavra, Mikey tirou a jaqueta dele e a jogou sobre seus ombros, cobrindo parte da sua sensualidade exposta. O tecido ainda quente do corpo dele envolveu você como um abraço indireto.

"Vou perguntar de novo. O Hanma te machucou muito?" perguntou ele, a voz baixa, mas com um fio de tensão que não estava lá antes.

"Não... Foi só... bruto como sempre" você murmurou, puxando a jaqueta mais para perto, defendendo Hanma por hábito, por aquela dependência emocional que te prendia a ele apesar de tudo.

Mikey ergueu uma sobrancelha, o rosto ficando indiferente, quase entediado. Ele via você defendendo o cara, mas não ligava o suficiente para discutir ou se aprofundar. Para ele, você era só uma foda conveniente, um escape rápido.

Não se importava com sua bagunça emocional, com o quanto você dependia de Hanma ou dele próprio. Era só sexo, puro e simples.

Ou pelo menos, era o que ele mentia pra si mesmo.

Ele deu de ombros, montando de novo na moto e acenando para você subir atrás.

"Vem. Vamos pra um lugar"

Ele não disse para onde. Você apenas subiu na moto atrás dele, envolvendo os braços em sua cintura. Em vez de ir para um motel ou para a casa dele, Mikey conduziu a moto até uma loja de conveniência 24 horas iluminada por um néon azulado. Parou na frente.

"Desce."

Você o seguiu, confusa. Ele entrou, o sino na porta tilintando. Caminhou diretamente até o corredor de bebidas, pegou uma garrafa de água gelada.

Depois, foi até o balcão de medicamentos e, com um olhar concentrado que contrastava com sua pose habitual de desdém, pegou um pequeno pacote de analgésicos e um lenço umedecido.

Na fila do caixa, ele jogou os itens na bancada. O atendente olhou para você, ainda com a jaqueta grande de Mikey e as pernas marcadas, mas Mikey interceptou o olhar com um olhar tão gelado que o homem imediatamente baixou os olhos.

Pagou em silêncio, pegou a sacola e a entregou para você do lado de fora, sob a luz fria do estacionamento.

"Toma. Para a dor. E limpa o que precisar." Sua voz era rouca, e ele não a encarava, olhando para a moto como se aquela ação mínima de cuidado fosse um incômodo. "Qual nossa próxima parada?"

"Não vamos para o motel de sempre?"

A pergunta saiu natural, quase rotineira. Afinal, Mikey te procurar para isso estava virando hábito. O que começou como esporádico agora marcava quase toda a semana. E Mikey percebeu. Percebeu que estava confundindo a linha tênue entre o prazer casual e um sentimento que havia jurado não cultivar.

Quando você apareceu no radar dele, Mikey te achou conveniente. Ouviu as conversas, o apelido que corria pelos corredores e ruas: "a vadia do Hanma". Mas ao observar de longe, viu contradições. Você, voluntária no asilo. Você, vice-representante do conselho estudantil. Você, com um futuro brilhante e intacto. Por que então se submeter a Hanma?

A dúvida foi breve, porque no fundo, a questão não era entender seu mundo... era estar dentro de você. A namorada exclusiva e recatada do Hanma, um troféu que todos respeitavam como propriedade dele.

E foi tão fácil. Você cedeu aos seus avanços, aceitou a proposta não dita. Tudo, supostamente, porque Hanma te traíra primeiro. Era sua vingança.

Mikey nunca questionou muito. Até agora.

"Não estou no clima."

A resposta saiu seca, carregada de algo novo: uma resistência interna, um freio. Ele estava se envolvendo demais, e aquela rotina começava a parecer perigosamente com algo que não era só sexo.