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Português brasileiro
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2026-02-17
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6,274
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1/1
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Taquicardia

Summary:

Lorena Ferrete e Eduarda Fragoso disputam pelo primeiro lugar na turma de medicina desde o primeiro dia. Porém, após anos de trocas de farpas em meio aos corredores, elas se veem sozinhas na biblioteca durante uma madrugada fria e exaustiva.

Mas o cansaço vence a arrogância e uma trégua silenciosa abre espaço para uma tensão que nenhum livro de anatomia poderia explicar. No final, fica claro que a melhor forma de estudar o corpo humano é através do toque.

Notes:

(See the end of the work for notes.)

Work Text:

Em meio ao simples barulho do relógio, um silêncio pesado tomava o ambiente. Lorena e Eduarda - a última sendo chamada de Juquinha pelos mais próximos - as duas grandes promessas para o meio médico se estendiam nos seus estudos em uma madrugada fria, terrivelmente silenciosa e prolongada, com o horário já marcando duas horas da manhã e o cansaço batendo na porta de ambas, assim como a pressão dos exames finais daquele período.

Porém, em um dado momento, Eduarda não absorveu mais nada daquele tratado de patologia que tanto lia, não conseguia se concentrar quando as respirações frustradas de sua rival tomaram sua mente e a obrigou a olhar Lorena. A postura da morena era impecável, mas Juquinha se odiou ao reparar e saber o significado dos pequenos detalhes que transpareciam naquela blindagem. Elas se conheciam desde pequenas, pela proximidade das famílias, e isso deixava tudo claro demais para a mais baixa.

Eduarda conhecia os leves tremores nos ombros, a pequena ruga na testa e o cenho franzido, a perna mexendo sem parar, a mordida no lábio: tudo era um sinal claro de desistência e frustração. Então, quando um suspiro alto saiu da boca da Ferrete e seu rosto logo tapado pelas mãos brancas, Juquinha não podia nem conseguia ignorar aquilo. Com uma pequena luta interna, sua indiferença não cabia mais na sua mente, foi rápida ao pegar uma pequena barra de chocolate amargo, que deixava em sua mochila para momentos como esses de estudo intenso, e foi andando rapidamente até a morena.

Ela não podia mentir: foi estranho tocar no ombro de Lorena, sentindo a área enrijecendo com seu toque. Mais estranho ainda ter aqueles olhos claros se perguntando o que Eduarda Fragoso estava fazendo ali, mas os olhos brilhando por lágrimas seguradas fez a ruiva ignorar todas aquelas sensações e, sem pensar, estendeu o doce na direção da mulher.

— Me ajuda muito. - fala tão roboticamente que sente uma leve vergonha tomando conta de si. Não devia ser difícil falar com a morena.

— O que você está querendo com isso, Fragoso? - não pegou o chocolate, apenas olhava o rosto bonito a sua frente - Não vou deixar comprar meu primeiro lugar com seu doce. - foi idiotamente sarcástica, mas era a única forma que sabia lidar com aquela aproximação, com aquele sentimento que estranhamente surgia em seu peito.

— Não me importo como você vê isso. - coloca a barra em cima da mesa - Você estava travando tanto seu maxilar, pensei que precisasse de algo para colocar na boca. Também ajuda na glicose, querida. - sua voz ainda saia rouca pelo desuso das últimas horas.

— Não preciso da sua pena. - Lorena era teimosa demais e isso causava uma leve irritação em dias normais na ruiva mas, naquele momento, não ligou para a atitude.

Os dedos ágeis da Fragoso logo abrem o pacote de chocolate e, quando quebra um pedaço, uma de suas mãos voam para o pulso alheio, o envolvendo e colocando o pedaço de cacau na mão macia da sua “amiga” de infância. Os olhos de ambas se encaravam e se juntavam como se fosse uma corrente elétrica, quase como uma briga silenciosa, com a barreira frágil da morena se rachando.

— Idiota, eu me importo com você. - e então, Eduarda sentiu um leve batimento mais forte contra seus dedos pressionados no pulso fino, foi ali que Lorena Ferrete ficou tão clara quanto o dia - Ah, você está nervosa? - sorri levemente.

— Isso é uma taquicardia. - retira rapidamente seu pulso da mão alheia - Ela foi causada por… um estímulo externo, acho que você deve entender isso, certo? - sua resposta veio meio embolada no caminho, mas sua postura nunca foi perdida.

— Devo? Sou leiga nesse assunto. - sorri irônica, apoiando uma das mãos na mesa e a outra no apoio da cadeira da morena, se inclinando suavemente, notando um leve sorriso no rosto bonito a sua frente, algo que estranhou.

— Acho que você esquece das coisas muito facilmente, meu bem. - sua voz pingava mel, com o toque certo de provocação e ironia - Você não lembra como reagiu aos meus estímulos? - como em um piscar de olhos, a boca da Ferrete se encontrava rente a orelha sensível da ruiva - Dizem que o primeiro ano de faculdade tem as noites mais inesquecíveis. - sorri satisfeita ao ver o corpo se afastar levemente de si em resposta ao arrepio que surgiu.

Como Eduarda poderia esquecer daquela maldita festa que fechou seu primeiro ano ali? Como poderia não lembrar daquele corpo contra o dela, do calor que a invadia sem permissão sempre que pensava nos gemidos que escutou, no encaixe perfeito dos corpos, na pele suada e macia contra suas mãos e o quão bem se sentiu contra aquela boca que só a fazia delirar, tanto de raiva quanto de prazer. Não esquecia, mesmo que fingisse.

— Eu não esqueci, Ferrete. - Eduarda murmurou, sua voz falhando no início, agora rouca por um motivo diferente, revelando o claro efeito da memória - Mas achei que tinha enterrado essa noite juntamente com seu orgulho. - vê a morena comer um pedaço de chocolate lentamente.

Lorena deu um sorriso curto após engolir o doce amargo, satisfeita com a reação, mas não era o suficiente. Ela aproxima os rostos novamente, passando a língua entre os lábios, vendo a ruiva engolir a saliva como se estivesse se forçando a engolir um nó. Aquilo mexeu com a Ferrete, que sentiu o pé da sua barriga esquentar e decidiu: Foda-se o tratado silencioso de não falar ou lembrar da noite delas, ela precisava daquilo e estava cansada de esconder.

— Algumas coisas são difíceis de enterrar, Juquinha. - falava o apelido arrastado propositalmente - A anatomia é memorável demais às vezes - seu hálito batia no rosto alheio, que claramente tentava raciocinar o que estava acontecendo - Mas você falando tanto de estímulos externos, Fragoso, só que agora eu que vejo sua mandíbula travada. Está com frio ou com medo de esquecer esse tratado de patologia novamente?

O desafio era claro nas palavras afiadas, Eduarda sentia o peso dele, da rivalidade e da infância compartilhada juntas, como se tudo fosse tão pequeno naquela biblioteca que, de repente, se tornava tão quente naquela madrugada fria. Sua boca se abriu para formar um sorriso pesado antes de continuar a conversa.

— Medo? - sua voz saiu baixa, quase como se temesse que as paredes escutassem sua luxúria carregada - Eu nunca tive medo de nada, Lorena. Muito menos de você.

Os olhos se cobriam como se estivessem em uma batalha, mas o corpo reagia totalmente diferente daquela faísca raivosa. As bocas se aproximavam perigosamente, quase como se fossem imãs e precisassem se entregar. Porém, quando Eduarda entreabriu seus lábios, Lorena não conseguiu mais segurar suas palavras e desejo.

— Você diz que lembra, mas duvido que lembre como me fazer calar a boca. - suas palavras saiam repletas de tensão.

O silêncio da biblioteca foi quebrado quando Juquinha enfim colou os lábios. Não foi uma junção simples e muito menos calma, as bocas já se encontraram em uma luta de domínio, a rivalidade incitando até nesses momentos. Os estalos molhados era o barulho da barreira entre elas caindo e as línguas se encontrando na urgência que sentiram pelos últimos três anos desde a última noite.

Lorena deixou suas mãos passearem até uma delas chegar na gola da blusa branca, enquanto a outra subia para a nuca e puxava os cabelos curtos da área, puxando a ruiva para si como se quisesse se tornar uma só. Os leves dedos em seu cabelo fez Fragoso enfim sair do beijo com gosto de chocolate e começar a descer seus beijos pelo pescoço exposto e cheiroso. Sua boca passava suavemente, saboreando a área quente e sentindo os batimentos contra a sua boca.

— Porra, Eduarda. - Lorena fala, enchendo seu punho do cabelo ruivo da nuca, os puxando com mais força.

— Acho que não lembro muito bem como te fazer calar a boca, já que você ainda fala. - as palavras roucas e o hálito quente batendo contra a pele já sensível do pescoço fizeram a morena soltar um leve gemido.

Porém, antes de qualquer outro movimento, uma luz mais forte, que contrastava com a luz suave do local, foi avistada por ambas na entrada da biblioteca, provavelmente seria o vigia da faculdade. Sem pensar, Eduarda apenas encarou os olhos claros por um segundo antes de desaparecer entre as estantes do fundo.

Por um leve momento, Lorena pensou se realmente valia a pena seguir os passos da outra mulher, mas então sentiu aquela emoção, aquele sentimento que explodia em seu peito, que ressentia em ser escondido por tanto tempo, alertava que ela não poderia deixar essa chance passar. Levantou em um pulo da cadeira, entrando no mesmo corredor de livros que viu a outra entrar.

Os olhos atentos passavam por cada local dali, quase como se fosse uma brincadeira de esconde-esconde, mas tomou um leve susto quando uma mão quente enlaçou seu pulso e a puxou até uma das últimas sessões. Suas costas logo bateram fracamente contra os vários livros e seu campo de visão foi tomado pela mulher que fazia seu coração bater mais rápido.

A Ferrete não demorou muito para tentar agir diante daquela mulher, seus lábios passearam pelo pescoço, subindo lentamente enquanto seus dedos traçavam a linha da mandíbula, sentindo mãos firmes cobrirem sua cintura por cima do pano de sua blusa. Contudo, quando enfim passou por todo o caminho até os lábios atrativos, Eduarda afasta o rosto para trás, fazendo Lorena recuar rapidamente e olhar preocupada para a mulher.

— Eu fiz algo de errado? - por mais que falasse em um sussurro calmo, seus sentimentos estavam fervendo.

— Não, mas eu não posso continuar com isso. - Eduarda responde, retirando suas mãos da cintura bem feita - Temos que conversar.

— Certo, pode falar.

A mais baixa suspira fundo e fecha os olhos por um instante, querendo deixar seus pensamentos em ordem. Tudo isso acontecendo agora a pegou desprevenida, achou que só entregaria o chocolate com as mesmas farpas e provocações de sempre, mas logo estaria em frente ao seu livro novamente. Ela não reclamava do que estava acontecendo, sentia falta daquele toque por todos esses longos anos de faculdade. Porém, quando se separou rapidamente para vir até as estantes, percebeu que não poderia continuar, não se depois elas apenas “ esquecessem “ tudo e seguissem em frente mais uma vez.

Ela sabia como se sentia em relação a Ferrete, desde aquela fatídica noite. Às vezes até se perguntava se aquele sentimento havia surgido antes em seu peito. Não aguentaria passar por aquilo pela segunda vez como se fosse nada, porque significava muito para ela, até as provocações que sempre trocaram se tornou algo importante do seu dia a dia. Não conseguiria seguir em frente se não tivesse Lorena Ferrete ao seu lado do jeito que seu corpo e coração imploravam.

— Lorena, não podemos continuar isso, não consigo de for apenas mais uma noite. - Eduarda disse, firme apesar do leve tremor em sua voz - Não se amanhã você fingir que não existimos, não tendo que esconder tudo que eu sinto. Então, ou a gente tenta de verdade… ou a gente para agora.

Contudo, antes mesmo que Lorena pudesse racionalizar uma resposta apropriada, os passos do vigia são logo escutados, fazendo Eduarda se afastar da outra herdeira em um movimento rápido, ambas encarando a luz do guarda, que já havia pegado elas muitas vezes passando do horário no local, por mais que em situações bem distintas daquela presente.

— Joquinha e Lorena, a dupla dinâmica, hein. - brinca ao chegar perto delas - Meninas, logo dá três da manhã e o melhor é vocês irem para os dormitórios, não está mais permitido ficar aqui e, vão por mim, não é saudável estudar até agora.

— Tudo bem, senhor Rivaldo, já estava de saída mesmo. - a ruiva responde, mas se aproxima rapidamente da mais alta - Se você pensar o mesmo que eu, você sabe onde fica meu dormitório. - sussurra em uma fala apressada no ouvido alheio, se afastando e sorrindo para o homem ali antes de se afastar em passos rápidos, provavelmente desejando sair o mais rápido possível da biblioteca.

— Essa menina é um furacão. - Rivaldo fala - Siga os passos dela, menina, vá logo. - por mais que o homem esteja falando dela apenas sair do local e ir descansar, Lorena sentiu como se fosse uma leve confirmação para ir até o dormitório daquele furacão, como disse ele.

— Está certo, devo ir. Boa noite, seu Rivaldo. - sorri levemente antes de ir até suas coisas.

Assim que chegou nas mesas, Lorena olhou esperançosa para onde Eduarda estava sentada, mas não encontrou nenhum resquício da mulher ali, algo que já desconfiava que aconteceria. Foi até sua bolsa e guardou suas coisas o mais rápido que conseguia, decidindo também que levaria o doce amargo que ganhou na mão.

Lorena andava pelo campus com o coração na garganta, ansiosa pelo que aquela madrugada a esperava e não ligava nem um pouco se, pela primeira vez na vida, perdesse as aulas matutinas para estar enrolada juntamente com Eduarda, sabia que nada mais existiria em meio aqueles braços e aquele calor.

Ao chegar no prédio em que o dormitório da ruiva ficava, os seus passos pareciam cada vez mais barulhentos para si, como se os batimentos erráticos do seu coração estivessem ecoando pelo local de luz âmbar e silenciosa. Contudo, até mesmo quando parou de andar em frente a porta desejada, o barulho em seus ouvidos continuou, como um alerta de sua realidade. Seus dedos finos bateram lentamente na porta, como se tivesse medo do que aconteceria dali em diante, como se aquilo fosse mudar seu destino.

— Você realmente veio. - os pensamentos da mais alta são quebrados pela voz sussurrada e levemente rouca que escutou ao ver a porta abrir.

Foi naquele momento em que Lorena teve certeza: aquilo com certeza iria mudar seu destino, aquela mulher mexia com ela mais do que gostaria de admitir e por muito tempo ela odiou isso, odiou o sentimento de preocupação quando via a garota com um semblante ruim, odiou sentir orgulho quando ela brilhava em sala de aula, mas o que mais odiava era não ter Eduarda Fragoso ao seu lado, a fazendo sorrir e a parabenizando por seus feitos.

— Na verdade, eu queria saber mais sobre esses estímulos externos, sabe? - brinca, levantando o chocolate de sua mão, escutando Eduarda rir levemente. Porra. Ela realmente queria ser dona desse sorriso.

E então, a Fragoso some porta a dentro, deixando ela aberta como um sinal para que Lorena fizesse o mesmo, como um convite silencioso, com uma outra chance da mulher voltar atrás de sua escolha, mas a Ferrete nunca anda para trás quando estava tão perto do que quer. A mais alta entra no cômodo pequeno, deixando sua mochila e chocolate ao lado da porta, se encostando na madeira fria dali quando a fechou, encarando Eduarda, que estava sentada na cama de solteiro, pela leve luz do abajur ligado.

— Sendo sincera, não achei que viria. - a dona do quarto começa.

— Eu não poderia estar em qualquer outro lugar agora. - começa a caminhar lentamente até a mulher - Você falou sobre estar cansada da nossa ignorância sobre nós e eu também estou exausta, estou cansada de ganhar discussões bestas e te perder todos os dias. - se senta ao lado da Fragoso, colocando lentamente o cabelo ruivo atrás das orelhas dela - Estou cansada de fingir que você não mexe comigo e, sendo sincera, eu entregaria até meu primeiro lugar para ter você comigo. - sorri - Irei me deitar com você nessa cama, se assim você desejar, mas só se tiver certeza que amanhã não irá me querer como sua rival. Vou ser a pessoa que sabe como você gosta do seu café da manhã e de como o seu corpo reage ao meu toque, é o que quer? - a encarava com os olhos brilhando.

Naquele momento, Eduarda sentiu que suas palavras não seriam o suficiente e quando viu, já estava com os lábios colados nos lábios ainda vermelhos do beijo trocado escondido da madrugada. A tensão que parecia tão grande na biblioteca diminuiu a nada no pequeno quarto, sendo levado pelos suspiros e línguas inquietas. Estavam selando uma promessa, um querer tão inquietante entre elas.

As mãos ansiosas de Lorena logo foram sentidas na barra da blusa de Juquinha, que prontamente levantou os braços e deixou o tecido ser tirado de seu corpo, revelando seu sutiã, mas não demorou nada em puxar a morena para outro beijo novamente. Enquanto as línguas batalhavam, Eduarda aproveita para se sentar no colo de Lorena, sentiu as mãos macias subindo por suas costas, desenhando o traço da sua coluna até uma delas chegarem em sua nuca, puxando os cabelos curtos dali, inclinando a cabeça da ruiva para o lado, separando o beijo.

— Você tem noção de quantas vezes imaginei isso?. - Lorena fala com a voz rouca, algo que fez Juquinha revirar os olhos internamente e sentir seu estômago revirar de antecipação, com um arrepio passeando pelo seu corpo.

Agora com o pescoço exposto de Juquinha para si, Lorena traçou um rastro molhado na garganta alheia, deixando um caminho de fogo ali. Enquanto deixava sua boca trabalhar no pescoço branco, que logo viraria vermelho, a mão livre desceu para o feixe do sutiã, o abrindo com uma pequena dificuldade, mas a peça logo saiu do corpo invejável.

— Não. - respondeu, com a voz ofegante.

Em um movimento rápido, Lorena foi deitada na cama, com Eduarda sentada em seu quadril, beijando-a enquanto se remexia lentamente, arrancando suspiros pesados de ambas. O beijo só foi interrompido quando a blusa da morena se tornou um obstáculo impossível de ignorar, fazendo Eduarda tirar aquela peça rapidamente.

— Nem eu… mas nunca foi tão real quanto agora. - fala sentindo seu sutiã saindo do seu corpo.

— Espero que não tenha atrapalhado seus estudos, querida. - sorri com a língua entre os dentes.

Lorena sente um leve arrepio em seu corpo ao sentir os dedos cuidadosos começarem a passear pelo seu corpo. Eles começam pela sua perna ainda coberta, subindo até encontrar a pele exposta de sua barriga, indo com as unhas curtas fazendo seu caminho até a boca avermelhada.

— Você é tão linda. - Eduarda fala ao ter um dedo tomado por aquela boca - Fodidamente linda.

— Está xingando, Fragoso? - fala meio abafado pelo dedo.

— O que eu quero fazer com você é mais sujo do que alguns palavrões, meu bem.- aproxima os rostos novamente.

A ruiva retira o indicador da boca quente, passando a língua suavemente pelos lábios dela, vendo ela se abrir antecipadamente, mas se afasta antes de invadi-la, recebendo um leve resmungo como resposta. Sua língua desceu pelo corpo quente, passando pelo pescoço meio suado, indo até o seio esquerdo, onde logo o colocou em sua boca, sentindo seu próprio centro se aquecer com o gemido que recebeu em resposta.

Eduarda alternava as formas molhadas que maltratava o seio excitado, enquanto uma das suas mãos descia perigosamente até mais embaixo, brincando com o botão da calça frouxa, como uma pequena promessa silenciosa. Porém, ainda no início, Lorena arrancou uma risada da Fragoso quando, sem paciência, levou suas próprias mãos para abrir a calça.

— Acho que alguém está com pressa. - brinca, sorrindo largamente.

— Se você estivesse tendo a visão que eu tenho, também estaria. - fala ao terminar de chutar sua calça - Acho que você também devia aproveitar a deixa, querida. - leva suas mãos para a calça da outra.

— Pela primeira vez, concordamos com algo. - ajuda a retirar a peça meio apertada.

Quando ambas já estavam apenas de calcinha, Lorena sorri e cola os lábios novamente. Suas mãos são inquietas, descendo até a nuca meio suada dando leves apertos, com uma das mãos saindo de lá apenas para descer ainda mais e apertar a bunda empinada, que resultou em um leve gemido e um balançar de quadril. A Ferrete entende o movimento necessitado, dobrando uma de suas pernas para cima, fazendo-a pressionar o ponto sensível da mulher ruiva.

— Caralho. - não é Eduarda que fala, mas sim Lorena, ao sentir a umidade em sua perna e o gemido necessitado ecoando em seu ouvido.

A partir daquele gemido necessitado, Lorena não podia deixar para depois tocar na mulher, trocando rapidamente as posições, ficando por cima, pressionando novamente sua perna na intimidade alheia, a vendo respirar ofegantemente. A morena achou que poderia gozar apenas com aquela leve feição de prazer no rosto de Eduarda, juntamente com o rosto um pouco vermelho, com o suor descendo pelo pescoço e a respiração engatada.

Lorena se aproxima e passa a língua pelo pescoço sensível, sentindo o leve gosto de suor e o cheiro de sexo começando a empreguinar ali. O quadril de Eduarda começa a se movimentar, esfregando sua intimidade pela coxa, deixando o rastro de sua excitação ali. A morena sorri antes de tomar a boca avermelhada em um beijo afoito.

De surpresa, uma das mãos da Lorena envolve um seio necessitado, o maltratando como achava melhor, vendo Eduarda se separar do beijo para gemer, sentindo sua intimidade cada vez mais sensível com toda provocação. Ferrete desce novamente sua boca, cobrindo o seio livre com sua boca quente, o mordendo, chupando e o babando da forma que desejava.

— Lorena… - Eduarda geme, esfregando mais ainda sua intimidade, sentindo a pressão em seu nervo cada vez mais sensível.

As mãos da Fragoso sobem pelas costas de Lorena ao senti-la trocar os seios, arranhando fortemente com suas unhas curtas, logo indo para o cabelo preto, puxando os cabelos da nuca como se buscasse algo de apoio. Seu quadril começa a se movimentar de maneira errática, sinalizando seu orgasmo, mas Lorena não deixaria vir assim, afastando sua perna molhada.

— Não faz isso. - a ruiva fala fracamente, sentindo falta da pressão.

— Eu quero que goze na minha boca, amor. - Lorena fala, não demorando para sair do peito sensibilizado.

Sua língua desceu como espinhos, arrepiando Eduarda e aumentando aquele calor que sentia tão grande em seu ventre. Lorena assopra a intimidade pulsante, sentindo seus cabelos sendo puxados de uma forma mais bruta. Seus lábios aproveitam para fazer mais algumas provocações, deixando marcas na parte interna das coxas da ruiva, fazendo apenas sua respiração quente bater na parte molhada.

— Lorena, meu bem, por favor.

— Por favor, o que? O que você quer, Eduarda? - o nome saiu tão arrastado que a proprietária dele sentiu vontade de fechar os olhos fortemente.

— Me foda, Lorena. - súplica, com a voz dengosa e necessitada.

Naquele momento, Juquinha já não ligava se quem estava ali era sua “rival” e que implorava por ela, queria gozar na boca daquela mulher até esquecer seu próprio nome. E foi assim que Lorena fez. A boca quente cobriu sem dó o nervo sensível dali, vendo as costas de Eduarda se arquearem, escutando o gemido alto que saiu dos lábios alheios, sentindo seu próprio centro pulsar com a visão.

Sua língua chicoteava o clítoris pulsante, o tratando da forma que achava melhor, enquanto o seu dedo médio passava pela perna dobrada, subindo lentamente com as unhas curtas deixando seu rastro até encontrar aquela parte tão molhada. Retira sua boca e não deixa tempo para reclamações, seu dedo maior começa a passear por ali, indo ao nervo até a entrada necessitada, o lubrificando calmamente.

— P-Porra… - Eduarda geme sofrido - M-Mete logo.

Lorena sorri com aquela visão de Eduarda, tão necessitada e carente. Por isso, ela rapidamente fez o que foi pedido. Porém, com a surpresa de usar mais um dedo para a missão, os enterrando naquele lugar molhado e quente, fazendo a ruiva gemer alto. E a Ferrete sentia tudo aquilo em sua própria intimidade, aquela mulher era demais.

No meio do vai e vem dos dedos, Lorena subiu seu corpo, admirando a visão de Eduarda tão entregue: O rosto avermelhado junto com alguns fios de cabelos grudados, o corpo suado, o peito subindo e descendo ofegante. Não poderia resistir a tentação de beijar aquele corpo mais uma vez. Seus lábios começaram pelo rosto, o beijando com um carinho que contrastava com seus dedos brutos mais embaixo, seguindo para o pescoço em que deixou uma marca que a rendeu um arranhão em suas costas.

— L-Lorena. - soluça - Pare de provocar! - Eduarda tenta ordenar, mas sua voz não passa de um sussurro sofrido.

Os beijos de Lorena continuam descendo, contemplando o corpo inteiro da sua rival. Seus lábios marcavam o pescoço, clavícula, seios, barriga e monte de vênus, ponderando acima do lugar pulsante da mulher. A boca da Ferrete salivou levemente vendo seus dedos entrando e saindo cada vez mais molhados. Iria cumprir suas palavras anteriores naquele momento.

Seus dedos param de trabalhar, mas antes que Eduarda pudesse reclamar, sua língua entra em contato com o clítoris sensível de maneira bruta, fazendo as mãos da outra mulher voarem até seus cabelos e um gemido arrastado vazar dos lábios inchados. Sua boca trabalhava loucamente, não se importando com a possível dor na mandíbula que aquilo renderia.

Sua boca foi descendo do nervo até a entrada necessitada, onde logo penetrou com sua língua, aproveitando para levar um de seus dedos para o clítoris abandonado. Seus movimentos eram calculados, acertando exatamente nos lugares certos, como se seu lugar fosse dar prazer para sempre a sua rival. Lorena não reclamaria se esse fosse seu destino final.

O ápice chega quando Lorena começa a ser mais bruta em seus movimentos. Eduarda ergue suas costas da cama levemente, seu quadril se agita, aperta fortemente os fios morenos entre seus dedos e um gemido devastador corta sua garganta. A próxima coisa que Lorena consegue entender, é o líquido entrando em sua boca e os puxões de cabelo cada vez mais fracos.

Lorena sai da intimidade quente quando Eduarda a puxa levemente para cima novamente, os olhos claros da Ferrete se enchem com a visão à sua frente. O corpo suado, a respiração ofegante, com o peito subindo e descendo descompassado, mas nada superou o rosto da ruiva: seus lábios entreabertos, os cabelos bagunçados - alguns grudados no rosto -, o suor descendo por sua têmpora e os olhos turvos encarando Lorena como se fosse uma Deusa.

— Vem cá. - Eduarda fala, com a voz ainda falha pelo recente uso.

A morena não pensa duas vezes antes de obedecer, subindo seu corpo sobre o outro até estar cara a cara com a mulher que tirava seu chão. Eduarda pega seu rosto carinhosamente, o aproximando o suficiente para passar a língua pelo queixo molhado de si mesma, fazendo Lorena fechar os olhos e aproveitar aquele momento. Logo em seguida, os lábios se tocam quase timidamente, com um carinho guardado por todo aquele tempo.

— Acho que alguém aqui é dengosa. - Eduarda brinca vendo Lorena tão entregue aos seus leves beijos, que saíram apenas dos lábios e foram para toda a face rosada.

— Ah, cala a boca, Eduarda. - até tentou implicar, mas o sorriso doce de seus lábios não deixava.

— Admita logo que ama carinhos, Lorena. - sorri como uma criança sapeca.

— Hm, talvez… - sente Eduarda se sentar e a incentivar a ficar em seu colo - Mas só os seus, senhorita Fragoso. - deixa um selar demorado na bochecha alheia.

— Acho bom mesmo, senhorita Ferrete. - cerra seus olhos em brincadeira - Relacionamento aberto dá mais dor de cabeça do que paciente exigente.

— Temos um relacionamento, é? - fala em um sussurro provocante.

— Com certeza, gatinha. - responde da mesma maneira - Agora que te tenho assim, não quero e não vou compartilhar com ninguém. Assim como eu só vou ser sua. - encarava os olhos verdes com intensidade.

Lorena lambe os lábios antes de beijar Eduarda com todo o desejo que ainda guardava. Escutar essa fala estranhamente “ciumenta” da mulher com certeza mexeu consigo, a fazendo sentir aquele fogo que ainda queimava em seu ventre triplicar de tamanho e a fazer recordar do quão vergonhosamente sua calcinha está molhada.

Quando o ar se faz necessário, Eduarda se afasta e aproveita a deixa para colocar uma das suas mãos nos cabelos da nuca de Lorena, os puxando levemente para trás, expondo o pescoço suado para si. A Ferrete fecha os olhos e arfa ao sentir os lábios da ruiva em seu pescoço, juntamente com o leve puxão de cabelo que recebia.

A mão que estava no quadril da morena, subiu lentamente até um dos seios, o apertando, fazendo Lorena se arquear levemente contra o corpo de Eduarda. A ruiva não perde muito tempo, levando a outra mão até o pano molhado da calcinha alheia, apenas passando a mão por cima, sentindo o quão excitada a sua inimiga estava.

— Duda… - Lorena fala em um sussurro arrastado e sofrido.

Os lábios de Eduarda descem cada vez mais, deixando a pele vermelha como um rastro erótico, que demonstrava seu desejo. Quando enfim envolveu um seio com sua boca, sua mão mais embaixo, enfim aplica pressão sobre o clítoris sensível, suas costas são arranhadas como resposta e um gemido de deleite sai perto do seu ouvido.

— Porra, Lorena. - Eduarda começa - Você está tão deliciosa. - aproveita o momento para colocar a calcinha de lado e tocar diretamente na intimidade pulsante, vendo o quão frágil Lorena estava se tornando - Está tão molhada, isso é só ‘pra mim, Ferrete?

— S-Sim. - fala em desespero, sentindo os dedos descerem e começarem a brincar com a sua entrada.

Sem mais enrolação, Eduarda enfim coloca os dedos dentro de Lorena, sentindo seus dedos serem deliciosamente apertados e uma mordida a surpreender em seu ombro. Lorena remexia seu quadril, percebendo os dois dedos parados dentro de si.

— E-Eduarda! - reclama.

— O que houve, Lorena? - se faz de desentendida.

— Você sabe.

— Sei? - dá uma estocada bruta, sentindo o corpo da morena cada vez mais próximo do seu, quase como se não suportasse não estarem no mesmo lugar.

— Me faz gozar, Eduarda. - fala rente ao ouvido da outra mulher, vendo os pelinhos do seu corpo se arrepiarem. Era difícil resistir a Lorena Ferrete.

— Não, Ferrete. - puxa a mulher pelos cabelos lentamente, sem querer machucar - Eu quero que você cavalgue nos meus dedos. Quer gozar? Vá atrás você mesma, meu bem. - fala próxima aos lábios alheios.

Ambas podiam sentir a respiração ofegante uma da outra, aquele desafio iminente entre os olhares e as palavras. E Lorena nunca andaria para trás em um pequeno desafio de sua inimiga íntima. A morena cola os lábios em um beijo afoito e logo começa a se movimentar.

Eduarda, por mais que tenha mandado ela começar sozinha, jamais conseguiria ficar parada - mesmo que a cena lhe dê água na boca -, ela precisava sentir mais daquela mulher. A Fragoso não demorou em descer a mão que não estava muito ocupada pelo corpo suado da morena, chegando até a bunda, ajudando e incentivando a mulher no seu movimento de vai e vem.

Os lábios enfim se separam do beijo ardente, com Eduarda chupando o lábio inferior da Lorena, sendo recebido com um gemido e uma rebolada intensa em seu colo. A boca de Eduarda não esperou para ficar ocupada novamente, descendo e provocando cada pedaço de pele que tocava, explorando o gosto da pele suada e saborosa. Passou pelo pescoço, clavícula e enfim chegou aos seios entumecidos, prontos para ela.

Assim que um dos seios estava em sua boca, Eduarda começou a mexer seus dedos enterrados em Lorena de maneira rápida e bruta, acompanhando as quicadas e rebolas já erráticas. A Ferrete sentia os dentes e língua da mulher fazendo o que queria consigo, enquanto os dedos acariciavam deliciosamente seu interior. Ela não aguentaria muito tempo.

Vendo o orgasmo da morena chegando cada vez mais perto, Eduarda não pode fazer outra coisa além de acelerar as estocadas, sentindo o interior de Lorena abraçar seus dedos de forma desesperada. Ela se desprende do seio já sensível, inclinando o rosto, a boca colada no ouvido de Lorena, deixando o hálito quente bater na pele sensível.

— Você é tão apertada, Lorena… - sussurrou, a voz pingando de luxúria - Adoro como você me aperta de uma maneira tão desesperada. Como se seu corpo tivesse nascido para ser preenchido por mim.

Eduarda sentiu o quadril vacilar, o corpo estremecendo cada vez mais, a respiração se tornando pequenos soluços de prazer. Não conseguia segurar o sorriso predatório, se sentia vitoriosa por aquela visão. Lorena Ferrete, sua rival e paixão, estava tão desesperada por ela.

— Sente isso? - gira seus dedos, encontrando o ponto em que Lorena saía do chão - É aqui que você gosta? Aqui que você esquece que me odeia? - desce para o pescoço, lambendo um rastro ali - Eu quero ouvir você implorar meu nome, quero que você sinta meu cheiro grudado em sua pele ao amanhecer e não consiga prestar atenção em nada a não ser o jeito que eu estou te fodendo agora.

Lorena se remexe, enfiando sua cara na curva do pescoço de Eduarda, soltando um grito abafado ali, enquanto as suas unhas curtas cravaram-se com força nas costas da ruiva, deixando marcas que seriam troféus na manhã seguinte. O ritmo tornou-se frenético, um aviso claro que logo explodiria.

— Eu vou te deixar tão exausta que você não vai conseguir nem segurar uma caneta, Ferrete. — Eduarda continuou, a voz descendo uma oitava, tornando-se um comando. — Quero que você goze com força, quero sentir você pulsando em volta dos meus dedos até não sobrar nada além de nós duas.

O ápice veio como uma onda avassaladora. Lorena arqueou o corpo, a cabeça jogada para trás, os olhos revirando enquanto o prazer explodia em cada terminação nervosa. Ela não conseguia dizer nada, apenas o nome de Eduarda saindo em um lamento rouco, repetidamente, enquanto desabava contra o peito da ruiva, completamente entregue.

Eduarda deixa um beijo na cabeça de Lorena após a emoção, a virando para se deitar na cama, repousando nos travesseiros como se fosse uma boneca de porcelana. As respirações ainda eram ofegantes quando a ruiva decidiu espalhar pequenos beijos de afeto pelo corpo da mulher.

Seus beijos eram como plumas, beijando, demonstrando e marcando com afeto, seu querer e cuidado pela sua rival - um título que já devia ter sido retirado desde o primeiro momento. Lorena aproveita o carinho, levando suas mãos a fazer um carinho leve nos cabelos ruivos e bagunçados.

— Puta merda, Eduarda Fragoso. - Lorena quebra o pequeno momento de carinho silencioso, escutando uma risada leve em resposta.

— O que foi? - se deita ao lado da mulher, vendo Lorena se aconchegar em si automaticamente, com a cabeça em seu peito.

— Iria falar que você até que leva jeito, mas não quero aumentar seu ego. - diz, começando a fazer desenhos aleatórios na barriga chapada.

— Já é tarde, Lorena. - sorri boba - Desde que consegui te fazer sorrir, o meu ego já não cabe mais em mim.

— Não fale coisas assim, Fragoso, é perigoso. - responde após um pequeno tempo em silêncio.

— Já fugi muito do perigo, agora eu irei aproveitar ele o máximo que posso. - começa um carinho pelas costas da Ferrete.

Dali, o silêncio reinou e não demorou muito para que as respirações ficassem mais calmas do que nunca.

[…]

Lorena acordou primeiro, com um peso real demais sobre si: o braço de Eduarda a abraçava como se tivesse medo que ela fugisse e uma respiração calma batia em sua nuca. Gemeu levemente ao sentir todos os seus músculos tensionarem de exaustão - algo que não a acompanhou nem em seu primeiro plantão de 24 horas.

Ainda sentindo aquela fadiga, Lorena enfim sente Eduarda despertar, sem nenhum tipo de “susto da realidade”. Na verdade, a ruiva apenas aproveitou para apertar a mulher em seus braços, enterrando o rosto ainda mais no pescoço, sentindo o cheiro de ambas misturados ali.

— Sem preguiça, Eduarda. - Lorena quebra o silêncio matinal - Ainda temos aula de técnica cirúrgica. - escuta Eduarda murmurar uma reclamação contra o seu pescoço.

— Não recebo nem um bom dia antes? - afasta seu rosto, deixando evidente o pequeno biquinho que fazia.

Lorena não conseguiu segurar o sorriso com a cena. Nunca chegou a imaginar que Eduarda Fragoso, aquela mulher que parecia tão blindada no corredor da faculdade, ficaria tão rendida na carência matinal,ostentando até um biquinho digno de uma criança mimada.

Ela se virou calmamente na cama de solteiro, ficando de frente a mulher ruiva. O rosto de Eduarda ainda estava amassado no travesseiro, os cabelos bagunçados, e os olhos ainda nublados de sono, mas repleto de um carinho que Lorena achava que nunca seria direcionado a si.

— Bom dia, Duda. - sussurra Lorena, levando seus dedos para acariciar a mandíbula da mulher - Satisfeita agora?

Eduarda sorriu, fechando os olhos com o carinho leve - ela ainda precisava de um tempo para racionalizar sua nova realidade -, mas não demorou para colocar os lábios em um selinho demorado, repleto daquela preguiça matinal e romance adolescente.

— Quase… - abre os olhos ao se separar - Só ficaria satisfeita se pularmos essa técnica de cirurgia, devemos focar mais na parte anatomia aplicada à cama. - sorri amplamente ao ouvir Lorena rir e sussurrar um pequeno “safada“ para ela.

— Se a gente faltar, o professor vai achar que o mundo acabou ou que a gente enfim se matou.

— Pois que achem. - dá de ombros, as mãos descendo até a cintura de Lorena, a trazendo para mais perto, se é que era possível - Deixa eu aproveitar um pouco do seu calor.

Lorena suspirou fundo, sentindo a determinação de ir à aula falhar. O tom manhoso de Eduarda era um convite muito mais atrativo do que ficar horas com um bisturi na mão. Ela olhou para o relógio na mesa da cabeceira e depois voltou para a Fragoso.

— Dez minutos - cedeu, se aconchegando ainda mais em Eduarda - Temos dez minutos de trégua antes de voltarmos com tudo pelo nosso primeiro lugar. Não irei pegar levar, Fragoso.

— Fechado. - sorriu vitoriosa, beijando o topo da cabeça da morena - Mas só para você saber: amanhã eu vou querer vinte minutos.

— Nos seus sonhos, Eduarda. - brinca.

Lorena não temia que esses minutos virassem horas, no fundo, era o que queria: A sua nova calmaria das manhãs, os braços de Eduarda e as implicâncias, durando para sempre.

Notes:

Espero que tenham gostado, é a primeira vez que eu posto aqui e já faz MUITO tempo que eu não escrevia alguma coisa, mas elas mudaram a química do meu cérebro e eu tive que voltar a escrever.

Além disso, tenho um perfil no spirit com outras histórias de outras obras ( Luarhts ) e se quiserem falar cmg com outras ideias - quero escrever mais delas -, críticas construtivas ou qualquer coisa, me chamem no twitter ( @Luarhs_ )