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Ela o salvou.
Cai Zhao tinha certeza de que nunca se arrependeria do que tinha feito, por mais que isso tivesse significado trair sua seita e sua família... ela esperava que sua tia não ficasse tão decepcionada, pois, apesar de tentar ir contra a maré, o destino ainda a puxou para o legado trágico das mulheres da família Cai.
Mas salvar uma vida, aonde estava a tragédia nisso tudo?
Salvar Mu Qingyan também significava salvar a si mesma. Ora, ela não podia mais mentir tanto para si, ela o amava, enlouquecidamente e fervorosamente. Se ele se tornasse um inválido e ficasse trancado para sempre, como ela poderia viver uma boa vida? Como o vale luoying poderia ser brilhante novamente?
Um ruído baixo a dispersou de seus pensamentos. Era Mu Qingyan, finalmente acordado. Seus machucados eram tantos e ela esperava que a pequena decocção que preparou pudesse ajudá-lo.
Correu até ele e logo se apressou para tirar o manto que o cobria. Ela só não esperava que seu coração começasse a bater tão rápido que se sentiu tonta. Ela já tinha feito isso antes, quando ele era apenas Chang Ning e não sentirá nada, por que agora o calor estava subindo pelo seu corpo? Pelos Deuses, ele estava machucado, as duas perfurações das agulhas de punição, sangrando, e mesmo assim, ele parecia lindo demais, quase como uma miragem, a olhando tão intensamente que ela pensou que iria vomitar de nervosismo.
Cai Zhao, tenha foco. O que sua tia diria se soubesse que você está agindo assim?
Ela tentou ser forte, ela realmente tentou. Mas quando Mu Qingyan se ofereceu para passar o remédio na ferida dela, que ela realmente tinha esquecido, sua pulsação passou de normal para anormal em instantes.
O toque dele era intenso, e Cai Zhao sempre soube disso, porque Mu Qingyan sempre a tocou quando tinha oportunidade, a puxando contra ele, a abraçando e beijando-a, ele era realmente um homem sem vergonha alguma. Contudo, não era isso que ela estava se tornando agora? Ficando excitada com o simples toque dele, enquanto ambos estavam sujos de sangue. Ela precisava se recompor!
Ele a ajudou a recolocar a manga de seu hanfu, e Cai Zhao sentiu o arrepio se espalhar pelo corpo até em partes que ela sabia que não deveriam estar reagindo nessa hora. Que impróprio!
Mas quando Mu Qingyan cuspiu sangue novamente, tudo foi por água a baixo. Ela esqueceu completamente o que estava sentindo e a preocupação tomou conta dela. Mu Qingyan havia sido envenenado novamente, como poderia ele sobreviver assim? Como ela poderia viver sem ele?
Cai Zhao fez tudo o que pode. Foi até a cidade mais próxima, conseguiu encontrar alguns ingredientes e voltou para o lado dele. Ela lhe contou as histórias sobre a infância dela e de como queria que ele também vivesse tudo aquilo ao lado dela.
Graças aos céus, ele acordou. Disse que tinha escutado tudo e pediu para que eles deixassem tudo para trás.
Mas como ela poderia? Ela o amava, o amava mesmo, mas Cai Zhao também amava sua família, ela não queria ser uma traidora ou fugitiva, ela queria estar do lado de todas as pessoas que amava. Como poderia decidir ou escolher entre um ou outro?
Alguns dias se passaram, e eles chegaram próximo a Cordilheira Hanhai. Estavam de roupas novas e aquecidos perto de uma fogueira. Mu Qingyan pediu que ela não o deixasse sozinho, e ela, mole demais quando se tratava dele, ficou.
A lua estava linda, brilhante e radiante e a lembrava dos dias calmos que ela teve com sua família no vale das flores cadentes. Ela sentia falta da sua mãe, do seu pai e do pequeno irmãozinho. Ela realmente sentia. Cai Zhao também pensava, será que estariam bravos e aborrecidos com ela? Mesmo que ela tenha ido longe demais, ela ainda os amava muito.
Depois de um longo tempo olhando para a luz que vinha da lua, ela percebeu que Mu Qingyan a observava calmamente.
- Você sente falta deles. - Ele simplesmente falou.
E ela sentia. Sentia muito. Porém, também não queria deixá-lo.
Cai Zhao se sentia triste e confusa, e tudo o que conseguiu fazer foi se rencostar no abraço forte e reconfortante de Mu Qingyan. Ele estava ali, a trazendo conforto e não a deixando sozinha. Ele enfrentou tudo por ela. Foi torturado e quase perdeu a vida, por ela.
Tudo por ela.
- Eu quero voltar, Mu Qingyan.
Ela disse, quebrando o silêncio, o sentindo aumentar seu aperto sobre ela.
Ela sabia que ele se tornava um louco quando ela o deixava, sempre querendo que ela ficasse, sempre a querendo com ele para sempre.
A verdade é que Cai Zhao também queria tudo isso, mas ela tinha muitas coisa em jogo, ela não podia simplesmente desistir de tudo.
Ele já estava a salvo, perto da Seita Li, logo estaria em total segurança e não precisaria mais dela.
Cai Zhao finalmente tomou um decisão.
Ela esperou que ele dissesse alguma coisa, mas tudo o que ele fez foi soltá-la, ajoelhando-se diante dela.
- Mu Qingyan, o que você está fazendo? - ela falou assustada, quando aos mãos dele seguraram as coxas dela.
- Fazendo com que você queira ficar.
Ele massageou as panturrilhas de Cai Zhao, que começou a tremer descontroladamente.
- Shiu, shiu. Está tudo bem. Eu não vou te fazer mal.
Ela tentou chutá-lo, mas ele agarrou as pernas dela, abrindo-as para ele.
- Mu Qingyan, seu louco! O que você está fazendo?
Ele, que continuava massageando as coxas dela, parou e a olhou, sorrindo lascivamente.
- Eu vou te dar o poder de escolha. Se depois que eu fizer você se sentir bem, você ainda continuar com essa ideia estúpida de ir embora, não vou impedi-la. Mas deixe eu fazer algo por você, hein?
Cai Zhao engoliu em seco. Ela sabia o que ele estava oferecendo, era óbvio que sabia, Cai Zhao não era inocente, longe disso, apesar de ainda ser virgem, já lera mais livros de romances proibidos do que poderia imaginar.
Como saberia que logo era ela que estaria no lugar de suas protagonistas de romances favoritos.
Ela ainda estava nervosa, e também queria ir embora, mas ao mesmo tempo também queria ficar e descobrir o que Mu Qingyan poderia fazer com ela. Talvez fosse louca? Sim. Ainda sim, os carinhos de Mu Qingyan se intesificaram, e ela começou a hiperventilar.
Eles estavam em uma montanha isolada, sem nenhum sinal de vida por próximo, mas e se alguém aparecesse ali?
- Mu Qingyan, e se alguém nos ver? Levanta-se agora!
Ela se levantou, sendo puxada logo depois por ele.
- Ninguém vai nos ver. Agora, fique quieta.
Ela bufou. Não gostava de receber ordens.
Quando estava prestes a replicar, ela sentiu Mu Qingyan subindo a mão dele pela extensão das coxas lisas dela, e mordeu os lábios. Em qual momento as coisas chegaram até isso? Em uma hora decidiu ir embora e outra estava ansiosa pelos toques dele.
E ficando impaciente também. Pelo que pareceram horas, ele apenas alisava a perna dela, ora deixando pequenos apertos nas coxas ora subindo e descendo a mão sobre as pernas.
- Mu Qingyan!
Ele sorriu. Aquele sorriso canalha que derretia todo o coração dela e causava sensações muito impróprias em áreas muito bem escondidas.
Finalmente, ele decidiu fazer alguma coisa. Mu Qingyan parecia saber exatamente o que estava fazendo. Subindo a roupa dela, fazendo pequenos carinhos nela, assustando-a quando ele pousou as mãos sobre o cós da calça dela.
Cai Zhao o encarou, e assentiu. Dando a ele o consentimento que ele pedira com os olhos.
Sorrindo, ele se abaixou e fica com o rosto na altura dos joelhos dela. O corpo dela tremendo em choques rápidos.
- Você confia em mim? - Mu Qingyan perguntou.
Cai Zhao apenas fez um ruído e ele aceitou de bom grado. Sabia que ela confiava nele.
O ar frio atingiu sua pele assim que as pernas dela ficaram desnudas, e ela segurou a vontade de se encolher.
Quando Mu Qingyan encostou os lábios num selar delicado no alto das coxas dela, ela sentiu todo o seu corpo pulsar, sua respiração ficar entrecortada e o suor escorrer por sua pele, mesmo que a noite estivesse gelada.
- Respire. - disse calmamente, e continuou o que estava fazendo.
Era demais pra ela. Mu Qingyan a estava provocando, tocando e beijando todos os lugares, menos aquele que ela mais precisava. Prestes a batê-lo, ela finalmente teve seu alívio quando os lábios dele tocaram os lábios sensíveis da sua feminilidade.
Cai Zhao não sabia que aquilo poderia ser tão bom.
Ela começou a tremer e gemer descontroladamente, enquanto Mu Qingyan continuava ajoelhado entre suas pernas abertas, segurando-a fortemente pela coxa, parecendo um louco devorando um alimento a muito esperado.
Ela estava chegando ao seu limite. Ela não sabia o que estava acontecendo, mas os lábios de Mu Qingyan, a língua quente que se serpenteava dentro dela, enrolando-se, como se quisesse ir mais fundo, como se não fosse o suficiente. Isso ia enlouquecê-la.
Cai Zhao agarrou o cabelo longo dele, guiando-o para onde ela queria, e ela o sentiu sorrir. E isso causou mais uma onda de excitação nela. Ele gemeu, e ela fez o mesmo, seu corpo entrando em combustão.
Cai Zhao tremeu descontroladamente, querendo afastá-lo quando uma sensação fortíssima a atingiu. Ela sentiu-se ficar surda, muda e achou que até podia ter ficado cega também. Mas Mu Qingyan continuava ali, tentando extrair tudo o que vinha dela, querendo mais.
- Chega. - Cai Zhao gemeu, conseguido afastá-lo.
Ela se assustou com o estado dele. O rosto estava completamente molhado, molhado com os fluídos dela, os lábios inchados e mesmo assim ele parecia como uma criança que ganhara o melhor doce da vila.
Como podia ser tão sem vergonha?
Mu Qingyan se aproximou, sorrindo, a ajudando a se vestir. Ela, ainda trêmula, não resistiu quando ele chegou perto demais, e o puxou para um beijo.
Mu Qingyan parecia faminto, a beijando como se sua vida dependesse disso. E talvez fosse verdade, porque Cai Zhao começou a achar que a sua também fizesse o mesmo.
Precisando de ar, testa com testa, ele aproveitou o momento e disse em seu ouvido:
- Você ainda quer ir embora?
