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Armaduras

Summary:

Jasper, que acabara de subir na patente de secular,-um ótimo e prodígio cavaleiro como costumavam o chamar- estava tendo problemas com um outro cavaleiro, Remi. Quando fora escudeiro, sempre ouviu sobre Remi e os seus feitos mas não imaginava que seria um estorvo lidar com o mesmo. Até certa noite, quando a cavalaria decidiu comemorar que Jasper já estava um mês atuando como cavaleiro, as cervejas fizeram algo desabrochar entre os dois ou o que Jasper preferia pensar.

Notes:

Não foi revisada então pode conter alguns erros

Não é minha primeira AU mas tenham cuidado…

Todas as informações desde de hierarquia de cavaleiros para cuidados em pele albina eu pesquisei

Muito foi inspirado em game of thrones

Obrigado Esther e Bruno e Scott por apoiarem minhas ideias amo vocês

(See the end of the work for more notes.)

Chapter Text

Estava na pausa entre uma patrulha e outra quando alguém tocou o ombro de Jasper, que ainda estava comendo, era seu superior.

-Jasper.- disse firme

-Comandante Arthur.- disse meio embolado, foi pego totalmente de surpresa

-Agora não precisa de formalidades menino!- sorria mostrando os caninos- Ao final da sua vigília iremos comemorar que subiu na patente!

Se Arthur prestasse um pouco mais de atenção perceberia que quase engasgou com um pedaço de pão. Ele imaginara tudo menos algum tipo de comemoração para ele, afinal, ele só fez o seu dever, não é?

-Eu acho que não seja necessário, se-

-Oras claro! Como cavaleiros, e quando podemos, fazemos isso- falou se sentando ao seu lado- os cara lá de cima nunca sabem. Até porque eles não se importam-disse sussurrando- enfim! Nos vemos na taverna Sovaco Seco, ok?

-Ah claro, tudo bem

-Perfeito, manda ver Jaspinho

Arthur se levantou e deixou Jasper, além de só, mas com um turbilhão de pensamentos.

 

Jasper sempre foi alguém que não colocavam suas esperanças de se tornar alguém ou até mesmo algo, que ele fosse durar o suficiente. Desde do acidente que teve, algo que a Coroa o certificou de manter em segredo, sua irmã cortou conexões com o mesmo e mesmo assim entrou para ser um guerreiro e proteger, Elisa, mesmo ela não sabendo.

Foram dias de treino atrás de treino, de aprendizado atrás de aprendizado.

Toda noite ainda tem aquele mesmo pesadelo. O sangue em suas mãos, sua irmã o encarando com horror e apenas um cordão com uma cruz vermelha no chão da pequena sala; cruz que até hoje carrega consigo. Além dos pesadelos haviam os comentários. Jasper é um homem albino, uma condição rara, e apesar de sempre voltar com uma ou outra irritação na pele com uma queimadura que sabia que iria custar alguns tostão, nada o iria parar e nem ninguém.

Desde que entrou e subiu- de forma extremamente rápida- nas patentes da Ordem da Cavalaria sempre ouviu sobre um homem, Remi. Era um cara que tinha ótima execução e era competente, imaginava se algum dia iria chegar ao seu patamar.
E chegou. Só não imaginava o quanto que aquele outro homem se implicaria com ele.

Remi era um pouco mais baixo que si, tinha músculos fortes, pele morena, um braço protético em forma de algo que se parecia com uma harpa- o albino sempre se perguntava o porquê da escolha de ser uma harpa-, tinha um corte de cabelo um tanto exótico era raspado numa das laterais e mantinha uma franja com uma mecha alaranjada e era um pouco mais velho que si. Talvez tenha prestado muita atenção nas características do outro mas Jasper sempre foi um bom observador.

Remi sempre o intrigava ou fazia algum tipo de provocação, perguntando se aquele método era realmente eficaz da forma mais debochada possível- o que costumava irritar Jasper- porém o albino sabia, ou imaginava ser esse o motivo, que como um cavaleiro mais velho ele devia estar testando Jasper para ver se realmente dava conta do recado…não é? Porque não teria outro motivo correto? Apenas se ele fosse tão ‘cuzao quanto mostra ser…

Mas como tudo tem “poréns” Remi ainda era um cara legal e sempre acabava na boca do povo literalmente, sempre numa manhã aparecia com algum ocorrido de sua vida noturna ou algo que fez na folga e de companhia- mais como um chaveirinho- sempre levava Juan, outro homem que também servia para aquele castelo tendo outras funções- Jasper ainda não havia descoberto exatamente o que ele fazia mas se nem todos sabem é porquê deve haver um bom motivo. Em poucas conversas que os dois tiveram, onde o acastanhado não o provocasse, tiveram conversas realmente boas e Jasper não admitiria mas torcia para ser escalado na mesma vigília que o mais velho; ele conversava com Jasper de igual para igual quase como se o visse nada além de outro colega no trabalho. Jasper gostava disso.

Também descobrira que Remi tocava nessa taverna de vez em quando. Jasper não poderia negar que pensava em quanto tempo livre esse cara tinha.

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O dia se passou e Jasper foi para seus aposentos do castelo, já tinha aceitado o fato que não voltaria a sua própria pequena casa tão cedo.

Fez sua rotina como sempre apesar de já ser tarde da noite, tomou banho, comeu algo e escrevia no seu diário como sempre fez. E também orou. Não que ele fosse alguém religioso, sabia que para ele não teria lugar para alguém como ele no paraíso mas ainda fazia por sua irmã- e também de ser algo que no castelo faziam, principalmente cavaleiros.

Sempre andava com o cordão com a cruz vermelha até mesmo quando usava sua armadura, era como uma proteção para si. Quando tirava a armadura, além de ser um alívio pro seu corpo apesar de ser bem forte e com músculos resistentes, ficava aliviado de ver aquele cordão.

Esteve tão absorto em seus próprios pensamentos que não escutou um outro colega chegar.

-Jasper- estalava os dedos na frente do outro- cacete vai precisar de óculos novos mesmo

Ah é. Os óculos. Treinava e trabalhava tanto com o objeto que quebravam rapidamente, ele desejava que não tivesse tal condição genética. Apesar disso, de frágil ele só tem a condição.

-Jasper!

-Desculpe, eu estava perdido em algumas coisas…

-Deu nem pra perceber, viu?- o homem cruzava os braços na sua frente- Pega aí uma roupa, Arthur já estava preocupado que você não iria na comemoração que ele organizou.

-Já vou estar indo, Tuco

-É bom mesmo rapaz, ‘tamo te esperando lá embaixo

Assim que o outro homem saiu trocou a roupa. Usava uma blusa confortável que ficava um pouco colada em seu corpo e uma calça larga. Gostava que Tuco o acolheu de forma tão receptiva, desde que foi seu escudeiro antes de subir na patente, sempre foi assim. Jasper gosta de admitir que Tuco era um grande amigo dele- se dependesse de Jasper seria o único mas não era.

Quando chegaram na taverna o lugar estava completamente animado. Luzes quentes, ambiente quente e agradável, música e som de conversas sendo jogadas fora. Era um lugar confortável se você arriscasse falar.
A não ser que Remi venha na sua frente usando uma espécie de roupa mais curta na barriga mostrando toda a pele e sua cintura- que tipo de soldado era aquele?-, também usando um batom vermelho nos lábios e segurando dois copos de cerveja.

-E aí Jasper! Hoje vou deixar ser seu dia mas não se acostume muito viu?- e estendeu um dos copos para o outro
-Nunca se sabe a próxima vez que você vai ser assim então vou agradecer
O acastanhado riu e o acompanhou até a mesa que todos estavam junto com Tuco.

 

Arthur preparava-se para algum discurso empolgante mesmo que fosse para animar ele acabaria se emocionando um pouco. Haviam poucos dos soldados ali, sendo eles Joui, Kaiser, Tuco, Thiago, Remi e o próprio Jasper apenas; enquanto estavam ali o resto do esquadrão estavam em patrulhas.

Durante a preparação de Arthur para fazer discurso mais bebidas vinham, Remi cutucou a perna de Jasper, estavam sentados um do lado do outro.

-Você aposta quanto que ele vai se emocionar?- disse cochichando e rindo

-Não sei, primeira vez ouvindo algum discurso dele fora do castelo…

-Qual é novato- o cutucou com o cotovelo- quanto você aposta?

-Duas cervejas que ele não se emocione

-Hummm aposto três então- sorriu de canto descendo mais um gole da bebida

E como todos previam, ou acreditavam que iria acontecer, Arthur se emocionou. Mas voltavam as festividades conversando e rindo alto, Arthur e Joui dançando com outras pessoas enquanto Kaiser ia no balcão pedir mais bebidas, Tuco se engraçava com alguém muito coincidente de ser Juan e Thiago dançava junto com Joui e Arthur; restando Remi e Jasper na mesa.

Não era novidade para ninguém que naquela taverna juntava todo tipo de gente, todas pessoas que provavelmente seriam castigadas pelo clero mas todos mantinham segredos principalmente cavaleiros, principalmente aqueles que eram como Jasper.

-Uau você realmente desliga sua cabeça depois das patrulhas, hein?

-É mais normal do que aparenta, ‘cê tá falando a quanto tempo?

-Foi agora que falei, você parecia estar em outro mundo, ‘tá pensando no que?- apoiava a cabeça numa das mãos cruzando as pernas.

-Ser bem sincero em nada, só espero que o Tuco não se foda depois

 

Remi olhava na direção onde Jasper também estava olhando

 

Soltou um riso fraco praticamente inaudível se não estivesse perto dele nesse momento

-As coisas que acontecem em lugares como este, Jas, nunca fogem daqui e mesmo se fogem não chega neles.

-Jas?

-Gostou? Melhor que novato não acha?- disse sorrindo, extremamente confiante do que falava.

Jasper riu fraco, talvez fosse o álcool começando a aparecer- Melhor que muito dos outros apelidos que você me chama…

-Qual é, não gosta de cabeção? Cabeça de pica? Branquelo?

-Vai se foder Remi!- Falou rindo e passando a mão por debaixo do óculos, fazendo ele ficar torto

 

Remi riu dando gargalhadas altas. Mesmo que existia sempre uma provocação e uma rivalidade entre eles naquele momento foi confortável a companhia do outro. Conversaram até o local ir se esvaziando e deixaram o álcool fluir deixando a conversa mais espontânea possível, depois, abandonaram as garrafas e simplesmente conversavam. Falavam sobre as patrulhas, como aquele lugar tinha virado ponto de todas as festividades do esquadrão, fofocas sobre a Coroa, se Jasper também queria um pouco daquele batom vermelho, sobre as músicas de Remi e que na próxima vez iria mostrar pra ele, sobre a condição genética de Jasper e sobre mais um pouco de tudo.

 

Se o albino não fosse esperto o suficiente não iria perceber Remi flertando consigo mas com toda certeza era efeito da cerveja e certamente ele respondeu a todos os flertes como resposta ao álcool, certamente. Certamente.

Não se lembrara de como ter voltado para seus aposentos mas estava com uma enxaqueca terrível; pensou ter dado sorte de pelo o menos conseguir acordar naquele dia, aquela taverna sabia como fazer uma boa cerveja.

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Mesmo que acordou rápido e fez o mesmo caminho de sempre afastou todos os pensamentos da noite anterior até a pequena reunião que aconteceria antes de qualquer patrulha ou treinamento que fariam no dia, um evento que sempre acontece mas dessa vez sendo um importuno. O albino sonhou, possivelmente, com os lábios em tons de vermelho de Remi, possivelmente. Jasper nunca soube como o outro era fora dali, como era fora daquele lugar onde sempre estavam trabalhando e apesar de Remi sempre falar de seus feitos e quão orgulhoso ele é, era um cara reservado com seus próprios assuntos pessoais. Não seria um problema descobrir mais sobre seu colega de patrulha, não é?

-Bom dia Jas- uma cutucada de cotovelo

Era Remi. Não fazia ideia de como o outro apareceu ao seu lado ou quando a reunião começou.

-Bom dia, Senhor Remi- falou sem olhar no rosto do outro apenas acenou positivamente com a cabeça

-Senhor?

-É algo mais educado, não acha?- olhou para o rosto do acastanhado

Não houve resposta apenas um sorriso, que incomodou Jasper de alguma maneira.

Aquele dia se seguiu normal como outros, fez sua patrulha, coletou pistas que uma outra parte do castelo havia pedido e fez seus treinamentos diários. Infelizmente se fazia um sol escaldante e calor terrível, o albino não esperava menos que algumas bolhas e pele vermelha no fim deste dia, que possivelmente teria que pedir ajuda de outro colega onde dividiam os aposentos.

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Voltou para o posto do esquadrão logo que acabara sua patrulha e, curiosamente, encontrou Remi lá. Se lembrava bem que teriam mudado algo no escalamento mas não lembrava que o mais velho voltaria no mesmo horário que ele.

 

O posto ficava no lado externo do castelo, onde também aconteciam os treinos, havia uma luz quente dos lampiões e algumas mesas dispostas com ferramentas para afiar armas e escudos além de haver um espaço onde colocavam as armaduras.
Remi estava sentando numa das mesas, mesmo que estivesse fazendo outra coisa naquele momento, Jasper percebeu que os olhos do outro homem o acompanhavam. O albino estava tirando a parte pesada da armadura quando o outro começou a falar subitamente.

-Você se queima fácil assim?

Jasper ouviu mas preferiu não responder, com certeza foi uma pergunta para debochar de si ou qualquer outra coisa.

-Eu trouxe um balde com água fria e um pano, fiquei sabendo que na última vez você quase não saiu vivo

 

Não ocorreu outra vez, Jasper o contou na noite anterior quando conversaram sobre sua condição genética.

-Ah- obrigado Remi

Estava genuinamente envergonhado por achar que o outro estava fazendo algum tipo de piada de mal gosto.

-Desculpa, eu achei que-

-É, eu notei- se levantava do banco- deixa eu te ajudar com isso aí- apontou para Jasper.

Agora que Remi teria se levantado Jasper viu que ele estava afiando- ou lixando? Jasper não entendia- a própria prótese.

-Pode deixar comigo, Remi, já faço isso a um tempo

-Eu trouxe as coisas. Senta aí

E Jasper fez. Sentou no banco de costas para Remi, o mesmo que pediu para tirar a camisa que usavam de proteção debaixo da armadura. Estava incomodado por outro alguém estar fazendo isso por ele, ele não merecia isso.

-Olha Remi eu posso-

-Shhh fica quieto aí, você devia é agradecer que é outra pessoa te ajudando a coisa aqui atrás não ‘tá boa não, viu?

Jasper assentiu positivamente com a cabeça.

-Você já sabe que deve arder… mas mesmo assim, provavelmente arda

 

Remi pegou um dos pano que estavam ali e os dobrou de forma que fizesse um “montinho”, logo, já o mergulhou na água e o torceu para tirar o excesso.
Jasper sentiu o ardor quando ele encostou com o pano nas costas, mesmo que fosse necessário, queria tirar o dali e deixar que ficasse do jeito que estava. A brisa fria da noite contrastando com sua pele que estava quente do dia que se passou o fazia arrepiar, arqueava as costas a qualquer toque.

 

-Cacete isso deve ‘tá te fodendo muito

-Pra caralho- falava com dor soltando um suspiro logo em seguida quando Remi fez uma pausa.

Sentia a preocupação genuína na voz do outro homem, viu que ele havia sentado no banco também atrás de si.

-Eu vou passar mais uma vez a compressa desse lado- tocou na área com o dedo, estava extremamente sensível- e depois no outro, tudo bem?

Novamente Jasper assentiu com a cabeça positivamente. O mais novo tinha uma costa larga, ou seja, seria mais um trabalho passar por toda aquela área.

 

E de novo a mesma sensação. Ardor e xingamentos soltos, mãos fechadas fazendo com que a unha entrasse na carne, foi quando ouviu, baixinho, como se fosse algo soprado aos ventos

 

-Logo passa, já está acabando… nunca achei que teria que consolar um homem desse tamanho…

 

Sentiu vontade de rir mas as lágrimas começaram a rolar no rosto alheio, estava ardendo e muito.

Ficaram ali por mais uma hora e depois que Remi acabou se despediram; Jasper pediu para que ajudasse o levar o balde e os panos depois que teria acabado mas Remi negou todas as vezes. Não sabia que o acastanhado poderia ser tão cuidadoso com algo, iria perguntar na manhã seguinte para alguém sobre isso.

Tinham aposentos diferentes e então cada um seguiu seu rumo mas Jasper estava, genuinamente, contente e aliviado de não precisar passar mais uma noite em claro se revirando no colchão e provavelmente desenvolvendo algum tipo de infecção na sua pele.

Depois que chegou no quarto onde dividia com mais três outros cavaleiros logo foi se banhar. A pele, apesar de estar ainda sensível, estava menos doída que antes- “Ele realmente sabe fazer de tudo como todos eles falam- pensou consigo mesmo enquanto secava-se.

Remi tinha uma fama de ser alguém “faz-tudo”, ou melhor, que sabia fazer muitas coisas e sempre se gabava disso. Ia das artes marciais e sua esgrima para melodias, ia de sua culinária para saber falar outras línguas; como caralhos alguém conseguia ser tão bom em algo? Jasper admirava isso e também não gostava muito, era, no mínimo, insuportável ouvir Remi se gabar todas as vezes.

Quando saiu da área de banho viu um dos outros cavaleiros ainda acordado, era Ana. Uma das mulheres mais forte que Jasper teria conhecido e a admirava, ouviu dizer que ela sempre estava junto da Escarlata, outra superior daquele lugar.

-Ainda de pé?- perguntou o albino

Silêncio mas logo ela respondeu, parecia estar pensando em algo enquanto raspava, novamente, o cabelo que já não tinha.

-É, ela me pediu para raspar de novo a cabeça e então estou fazendo- continuou o que fazia se olhando no espelho

-Ah sim… Depois só apague as velas, tudo bem?

-Claro, boa noite Jasper.

-Boa noite Ana.

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Deitou-se mas gostaria de ter perguntado a Ana sobre Remi. Intrigado com o motivo dele ir o ajudar, Remi não era o cara que Jasper vinha conhecendo de ajudar só por ajudar. Além de que Jasper odiava sempre que precisava pedir ajuda, principalmente algo relacionado a sua pele mas nesse caso ele não precisou dizer nada e ele nem pediu. Porque prestar atenção em algo assim? Era um gesto simples mas que para o albino não fazia sentido, ele não merecia esse tipo de coisa, não eram nem próximos-

Chega. Hora de dormir Jasper cacete amanhã tem vigília.

Se revirou no colchão até pegar no sono e quando finalmente pegou no sono já era o seu horário de acordar. Sua pele estava mais calma do que no dia anterior e foi um alívio ter dormido confortável depois de certo tempo.

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Hoje seria um dia importante, os superiores da Coroa estariam visitando o esquadrão e fazendo certas alterações para algo que Jasper ainda não sabia mas que com certeza era para cargos mais significativos do que o dele.

Arrumou-se o mais rápido possível e logo foi para o posto dos cavaleiros, seria lá que a Coroa iria estar.

O esquadrão todo estava no lugar, as mesas mais arrumadas do que nunca, cavaleiros já com suas armaduras, tudo já estava perfeitamente arrumado. Arthur conversava com líderes de outros esquadrões e tentava alinhar o próprio esquadrão. O albino avistou Tuco e foi logo para atrás de si.

-Bom dia, garoto- falou desdenhoso

-Bom dia, Tuco- arrumava a própria armadura- não me parece muito bem?

-Nem um pouco, sempre essa mesma falácia…

Jasper riu baixinho mas Tuco já estava se preparando para quando os superiores chegassem.

Quando ainda era escudeiro de Tuco sempre ouvia ele contar quando a Coroa ia visitar os Cavaleiros e outras partes do Castelo, era quase como um esquema para algo muito maior, ele sempre reclamava como falavam e como ordenavam mas sempre fazia mesmo assim, também sempre sugeria novas ideias em meio a xingamentos; o mais novo se perguntava por que ele não falaria com seu superior sobre isso e mais tarde ele descobriu o motivo. Não era exatamente tão fácil com o superior, principalmente Arnaldo, mas quem era Jasper para se meter em assuntos reais?

O grão-mestre Arnaldo já havia chegado. O albino não se lembrava da última vez que viu o homem, provavelmente para sua ascensão como escudeiro de Tuco. Ele usava um óculos alaranjado e roupas militares, tinha o cabelo arrumado e lambido, caminhava de forma imponente. Lembrou de certa forma Remi.

Arnaldo caminhava para Arthur e perguntava como estava a tropa do mesmo, era como um relatório que sempre mandavam mas pessoalmente desta vez.

O grão-mestre fazia um discurso empolgante sobre continuar a luta e investigações que ele sempre pedira, o vento e o sol em sua face atrapalhava um pouco do entendimento para todos mas Jasper não pode deixar de sentir um par de olhos o fitando, era Remi. Quando Jasper finalmente olhou para o acastanhado o mesmo deu uma piscadela para ele, -o que foi aquilo?- e fez um sinal como se fosse para se encontrar depois.

Notes:

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