Work Text:
Yushi estava sentado de frente para o computador, esperando as horas passarem, ansioso para que seu namorado chegasse do primeiro dia de trabalho. Yushi e Riku moravam juntos há anos, mas algumas horas separados já pareciam o fim do mundo. Ele já havia feito todas as tarefas necessárias, assistido a todas as séries e filmes possíveis, mas ainda se sentia entediado estando sozinho.
Bufou e foi até a cozinha preparar um lanche. Como sempre, pegou o pedaço de bolo que estava na geladeira e voltou para o sofá, comendo cada pedaço com vontade. Até ouvir o barulho da porta se abrindo ao fundo. Jogou o prato de lado e saiu correndo.
Riku não conteve o sorriso ao ver seu namorado, cujas orelhas e cauda se mexiam animadamente.
Yushi pulou em seus braços e o encheu de beijinhos.
— Como foi seu primeiro dia na empresa, amor? — perguntou em tom fofo, enquanto seu rabinho balançava sem parar.
Segurou a mão de Riku enquanto caminhavam em direção ao sofá.
— Cansativo. Mas todo mundo lá é gente boa e me trataram super bem.
Respondeu claramente cansado, mas com um grande sorriso no rosto. Yushi ouvia atento enquanto se aninhava no mais velho.
— Eu senti tanto a sua falta — murmurou Riku perto de seu ouvido.
Yushi derreteu instantaneamente.
Sentou-se no colo do namorado e começou a acariciar sua cabeça. Riku então esfregou o rosto no dele carinhosamente, ronronando baixinho — algo que sempre faziam.
— Você é mesmo um gato, né? — Yushi brincou.
— Nasci assim, meu gatinho — respondeu antes de deixar um selinho em seus lábios.
Os dois riram até que Yushi pulou do colo de Riku e correu para a cozinha, deixando-o confuso, mas curioso.
— Comprei um presente para você! — anunciou, voltando com um bolo de morango.
Riku respirou aliviado, mas, ao se aproximar, percebeu que o bolo estava pela metade. Olhou então para Yushi, que parecia envergonhado.
— Eu estava ansioso para sua chegada… então acabei comendo metade. — Cobriu o rosto com as mãos timidamente, suas orelhas abaixando.
Riku soltou uma risada leve, o que fez Yushi abaixar as mãos e dar um pequeno sorriso de lado.
— Menino mal… — murmurou, divertido.
As orelhas de Yushi se levantaram imediatamente.
— Não acha que tem que me dar outro presente? — perguntou Riku em um tom mais baixo.
— E o que você gostaria, Riku-chan? — respondeu Yushi, encarando-o com confiança.
Riku observou seu namorado por um instante. Yushi vestia apenas uma regata branca e um short rosa claro que deixava suas coxas à mostra.
“Ele é tão… argh…” pensou.
— Nada. Desisti. Vou tomar banho.
Sabia que aquilo frustraria Yushi.
Guardou o bolo na geladeira, deixou suas coisas no quarto e foi para o banheiro. Ligou o chuveiro quente e ficou alguns minutos ali.
Quando saiu, estava apenas com uma toalha na cintura, algumas gotas ainda escorrendo por seu corpo.
Ao entrar no quarto, encontrou Yushi sentado na cama, abraçando as próprias pernas.
Naquele momento, Riku pensou que ele era a coisa mais fofa do mundo.
— Posso secar seu cabelo? — perguntou Yushi antes mesmo que ele pegasse uma roupa.
— Claro que sim, meu anjo.
Riku sentou-se na ponta da cama enquanto Yushi ligava o secador e passava calmamente pelos seus fios pretos. O ar quente misturava-se ao toque suave dos dedos de Yushi.
Talvez fosse impressão, mas Riku podia jurar que Yushi respirava um pouco mais pesado atrás dele.
Quando terminou, Yushi o abraçou por trás, colando seus corpos.
— Certeza de que não quer seu presente? — sussurrou manhoso em seu ouvido.
Então passou os lábios de leve por seu pescoço.
Riku estremeceu imediatamente, suas orelhas se mexendo em resposta.
— Você sabe que sim… não sabe? — murmurou ele. — Eu só tinha você em meus pensamentos o dia todo.
Yushi deslizou da cama e se ajoelhou diante dele, apoiando as mãos em suas coxas.
Riku arfou suavemente ao sentir o toque.
— Você é sempre tão bom para mim… — murmurou, observando-o com intensidade.
Yushi apenas sorriu, aproximando-se devagar, como se saboreasse cada segundo daquele momento. Deixou pequenas mordidas por onde passava, marcando sua pele enquanto Riku soltava gemidos baixos.
— Não tem ninguém como você, Yuu-chan.
Riku sabia muito bem o quanto aquelas palavras mexiam com ele. Seus olhos deslizaram rapidamente para o short de Yushi, que agora marcava claramente sua excitação. Aquilo sempre lhe dava uma pontada de orgulho.
Com um leve empurrão do pé contra o peito de Yushi, fez-o parar.
Yushi ergueu o olhar, confuso.
— Você não acha que precisa implorar para me dar o presente? — perguntou Riku, encarando-o diretamente.
— Mas… você disse que queria — respondeu Yushi, frustrado.
Riku quase riu. Ele era tão fofo que Riku poderia devorá-lo por completo.
— Então me prove que vai valer a pena.
Disse em tom provocador, observando a cauda de Yushi se enrolar atrás dele em pura frustração.
Yushi soltou um suspiro baixo, aproximando-se um pouco mais.
— Vamos, Riku-chan… — murmurou. — Eu preciso de você.
— Não tem graça assim, Yu. — fez biquinho, vendo Yushi se aproximar e sentar em seu colo, entrelaçando suas causas.
— Por favor, me come — sussurrou.
— Como você é indecente. — Riku falou enquanto descia a mão para a cintura de Yushi, fazendo-o se mover calmamente. Riku lhe dava selinhos para provocá-lo, até que iniciou um beijo rápido e cheio de desejo, as línguas girando com pressa enquanto Yushi gemia entre o beijo. Yushi sentia Riku sugando sua língua, fazendo-o respirar pesado, mas não separando.
Riku parou o beijo e lambeu sua boca, dando-lhe outro selinho antes de descer para seu pescoço. Riku o virou, colocando-o deitado sobre a cama, continuando o beijo no pescoço, enquanto apertava seu pau ereto. Yushi se sentia como uma presa, mas não uma que queria fugir dali; na verdade, desejava nunca mais poder ir embora. E teve a certeza quando sentiu um chupão sendo deixado em seu pescoço.
– Continua... – Suas falas faziam Riku sorrir, depositando vários beijinhos abaixo, chegando perto de seu abdômen, passando a língua sem se conter.
Desceu o shorts do mais novo sem delicadeza, jogando-o no chão, notando que ele estava sem cueca esse tempo todo. Viu suas orelhas abaixando novamente, envergonhado.
— Você realmente planejou isso, não foi? — brincou.
Lambeu a extensão de seu membro, fazendo movimentos de vem e vai lentamente para provocar Yushi. Sem aviso nenhum, abocanhou. Fazendo Yushi gemer alto, enquanto apertava forte os lençóis. Chupava o que conseguia e, com o que sobrava, fazia movimentos com a mão.
Yushi sentia que estava perto; Riku continuava a ver a expressão do menor, que mexia a cauda sem parar, continuando para ver Yushi se contorcer enquanto falava seu nome sem parar.
— Isso é tão bom… Riku-chan. Não, por favor.
Yushi estava perto, até que Riku parou e segurou seu pênis fortemente.
— Já vai gozar, Yuu-chan? Nem chegamos na melhor parte. Não seja um garoto malvado.
Yushi ficou sem acreditar, irritando-se imediatamente. Ainda fraco, ele olhava para Riku, que tinha uma expressão satisfeita no rosto. Mas, infelizmente, antes que falasse algo, Yushi gozou em Riku, que apenas deu risada.
— Acho que alguém não conseguiu se controlar mesmo. Não vamos continuar com a brincadeira.
— Vai se foder. — Yushi esbravejou, ainda completamente deitado na cama.
— Tô brincando, amor. Não fique bravo.
— Eu quero te matar.
Riku deu risada enquanto depositava selinhos em Yushi, que tentava chutá-lo.
