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Sentia a gota de suor descendo seu rosto mais uma vez. Seguida de outra, e outra, e outra. O box mediano aparentava ser menor agora, suas paredes frias e escorregadias, talvez o suor da mão que apoiava ali. O espelho, visível por trás das paredes de vidro, se encontrava totalmente embaçado, entregando o vapor ainda presente dentro do ambiente originado dos fortes jatos d’água acima de si, na tentativa miserável de omitir o que ali ocorria.
Pomba empurrava e tirava o dildo de dentro da buceta já pulsante e sofrida com a brutalidade aplicada (ao menos intencionada) pelo pássaro. Se deliciava em um silêncio sôfrego, tentando ao máximo manter-se quieto, invisível, a última coisa que queria era escutar batidas na porta do banheiro, ou quem sabe o barulho da chave destrancando a porta, indicando a chegada de seus noivos na casa - que aconteceria muito em breve. Pomba seguiu estocando fortemente o objeto dentro de si, se permitindo sentir mais da sensação boa, mas não era suficiente, não eram eles ali. Se sentia quase sujo por estimular o próprio prazer escondido, mas a situação já era praticamente urgente neste ponto; sabia que os companheiros manteriam seu descanso e bem-estar em primeiro lugar.
Sentiu o ventre arder, o relembrando a sensação que não sentia a meses. Se esforçou ao máximo para produzir mais daquilo, sentindo o volume já existente em seu útero o lembrar do porque tinha chegado àquele patamar.
A gravidez nunca foi algo planejado, ainda mais durante seu tão sonhado noivado ao lado dos amados. Foi repentino, desesperador, angustiante, porém com o tempo, se tornou sinal de felicidade, comemoração entre os amigos, família e ternuras extras dos amantes quando quisesse. Tinha muito medo a cada dia, e duvida que esse sentimento desapareça, mas mesmo com todo o apoio que o ofereceram, tinha uma pequena parte que cresceu um pouco rápido demais.. Que veio a se tornar quase um problema.
Havia conversado muito com Kemi, com Lena, Coruja e basicamente todos que tinham a mínima noção de como uma gestação poderia funcionar. Mas parece que literalmente todos decidiram se voltar contra o jovem no último momento. Por que ninguém teve o culhão de mencionar o quanto tesão sentiria? Era quase desesperador! E incrivelmente pior que o experienciado quando tomava suas pequenas doses de testosterona há algum tempo atrás. Estava com 17 semanas? 18? Nem se lembrava mais, seu corpo inteiro o traía diariamente, sua mente o levava para outro plano por pelo menos uma hora antes de iniciar sua rotina. Talvez tenha sido isso que o levou a esse ponto, o quão ruim foi seu primeiro trimestre? Foi péssimo, honestamente. Passou semanas prostrado, vomitando incansavelmente e com as dores mais chatas que já havia convivido, foi horrível, não tanto, já que tinha seus amados ali todos os dias em qualquer que fosse a ocasião. Depois de sobrevivido os primeiros meses, a vida pareceu voltar um pouco aos eixos, não precisou trancar de cara seu mestrado, conseguiu seguir com seu emprego, na medida do possível, e sentiu a enorme confusão em volta do seu ser se esvaindo à medida que olhava para baixo e via uma pequena elevação em seu ventre, não deixando de escapar um sorrisinho, este que nunca passou despercebido por Alê ou Franco.
Apesar de tudo, de ter aqueles dois que tanto amava fazendo absolutamente qualquer coisa para si, tinha aquele pequeno problema..
“Mas a gente pode acabar te machucando pombinha!”
Nunca odiou tanto Franco antes, por ter levantado um alerta em Alê quanto à ideia proposta pelo pássaro. Sempre sentira vergonha de seus feitos, principalmente quando começou a pesquisar na internet, lembra de sentir mais uma fisgada em seu ventre e intimidade ao ler que o sexo durante a gravidez poderia sim trazer benefícios para o gestante, sendo o maior deles a “facilitação” do futuro processo de parto. Mas ele se conhecia o suficiente para saber que não criaria coragem para mostrar tal descoberta aos noivos, e mais ainda para ter certeza de que não conseguiria tirar a má ideia da cabeça daqueles dois. Isso sim o frustrava, o frustrava tanto quanto quando pediam para ele descansar, para ficar em casa, mesmo sabendo o enorme prazer e desimportância que o menor tinha ao sair na rua, por qualquer que fosse o motivo. E quando o pediram para não frequentar tanto seus shows da plateia? Segurança? Não deixava de soar ridículo aos seus ouvidos. Seus irmão diziam que eram os hormônios fazendo efeito, e que devia dar um pouco de razão aos companheiros. Então o fez, assim como lhe pediram antes de ir a um ensaio na casa de Eloy, “descansa tá bem? Fica bem.”. Com todo esse sentimento incompreendido dentro de si, a raiva, cansaço, estresse, paixão, amor, tesão. Com tudo isso a flor de sua pele, finalmente sentiu seu orgasmo vindo a tona, se permitindo pela primeira vez no dia um alto e arrastado som, quase sôfrego, aliviado em seu sentido. Depois de tanto tempo, pode não ter sido o melhor, mas suas pernas trêmulas o confirmaram o quão bom foi.
Soltou o objeto relativamente grande no chão sem cerimônia, se voltou para baixo do chuveiro quente outra vez, buscando retornar sua consciência e o mais importante de tudo: não fraquejar e cair no ‘banho’. Levou uma mão ao ventre, acariciando o local na tentativa de voltar logo a seus sentidos, se apoiando no outro braço contra a parede branca de azulejos , que refletia levemente seu semblante cansado, porém incrivelmente feliz. Se manteve assim por alguns instantes, até ouvir algo despertar no silêncio que habitava o apartamento: a porta da frente.
Escutou a voz abafada de Franco, e passos suficientes para saber que Alê estava ali também, o ruivo parecia empolgado com algo, sua voz ficando cada vez mais alta..
- Passarinho! Você não vai acreditar no que.. Ué. Meu Deus! Você tá bem amor?! - viu o ruivo mal adentrar o banheiro e já por a cabeça para fora. - Lê!! O paçoquinha tá passando mal de novo!
Que merda.
Em menos de um segundo ambas as figuras se fizeram presentes no cômodo, os semblantes preocupados encarando o amado, ou ao menos um deles ainda o encarava.
- Tá sentindo alguma coisa amor? - Franco se aproximou de si, acariciando sua face totalmente vermelha.
- Franco. - Alê o chamou calmo, calmo demais para Pomba.
- Você tá quente né? Hm? - se virou para a namorada, - Lê ele deve tá com febre viu - seguiu fazendo um carinho de leve nos cachinhos meio molhados, tentando decifrar o semblante do loiro.
- Fran.. - seguiu o olhar para a direção apontada pelo músico, não acreditando no que via jogado ao canto do box.. Se virou rapidamente para o moreno, que já escondia seu rosto, ainda corado, entre os braços e a parede do banheiro.
- Pomba..?
O silêncio se instaurou por alguns instantes, segundos, minutos, horas..? O vermelhidão causado do pós orgasmo deu espaço a uma lata inteira de molho de tomate derrubada em suas bochechas. Encarou de rabo de olho, levemente se virando para fitar os amados em meio a vergonha, se deparando com ambos o encarando fixamente, sem piscar, com os rostos talvez só não tão rubros quanto o seu.
- Olha e-eu.. - se esforçou muito mesmo para quebrar o silêncio - achei q-que vocês f-fossem chegar mais tarde..?
…
O silêncio seguiu habitando o cômodo. Os amados apenas o encaravam, aumentando sua vergonha. As bocas abrindo e se fechando rapidamente, como se ponderassem o que poderia ser dito ou não. Pomba não admitiria, mas queria muito estar na mente deles para plantar uma sementinha de ideia que fosse, convencendo-os a levar aquilo para frente. Podia ser só um pouco, não importava para o moreno, ele precisava daquilo, de seus amados dentro de si novamente.
O ruivo seguia com algumas carícias em seus cabelos, levemente se distraindo da situação. Pomba fitava o chão outra vez, mas agora, pode notar um par de pés descalços se aproximando, e as então pernas esguias encontrando em seu corpo nú.
- É isso, Pomba? - soltou o loire, tocando as costas do noivo.
-Hmm.. - parecia patético, não soube o que responder. Sentiu o corpo tremer, as pernas ficarem bambas outra vez pelo contato repentino, o que com certeza não passou despercebido pela mais alta.
- Alê.. - foi a vez do ruivo se pronunciar - a gente tinha conversado disso, não..? - manteve um tom quase firme, muito contraditório com o que suas mãos bobas faziam na coxa do amado. O guitarrista tinha as mãos um tanto quanto calejadas, mas isso sempre foi como uma pequena vitória para os outros dois, aquela fricção incrível que ele proporcionava não seria possível se ele não fosse tão descuidado com seus equipamentos.
- Acho que a gente pode abrir uma exceção hoje, não pombinha? - a este ponto já estava uma bagunça. Se aprontaram a explorar o corpo do mais novo, tocando suas costas, braços, pernas, apertando suas coxas e, finalmente, as mãos que saberia reconhecer em qualquer circunstância chegaram a sua intimidade, já pulsante e encharcada outra vez.
- Uau. - foi tudo que proferiu Franco, agitando dois de seus dedos daquela forma rápida e deliciosa que fazia seus parceiros revirarem os olhos. Exatamente como previu, Franco viu Pomba ficar mole na parede, jogando o quadril contra seus dedos e soltando cada vez mais suspiros. Não pode evitar uma risadinha.
Alê também não ficaria para trás, quando viu o parceiro iniciar seus trabalhos, partiu para o pescoço do moreno, ainda acariciando de leve suas costas. Marcava a pele quente como bem entendesse, lambendo, beijando e mordiscando toda a extensão que estava ali a seu dispor. Notou o amado se desesperar um pouco à medida que o ruivo se ajoelhava no piso do box para proporcionar mais contato. Cada gemidinho sôfrego solto por ele o convenceu a seguir em frente. A loira agora desceu um pouco a cabeça, caindo de boca naqueles peitinhos pequenos, gordinhos e arrebitados que tanto amava, mordendo o mamilo pretinho com gosto, recebendo um arfar sofrido, mas divino. Seguiu chupando e rodeando a auréola com vontade, apoiou agora a mão na barriga um tanto quanto redonda do mais baixo, rodeando-a carinhosamente, tentando ver se havia algum desconforto quanto a isso pelo novo gestante.
Pomba estava em seu tão sonhado paraíso. Se controlava apenas para diminuir o volume dos suspiros e gemidos que soltava, mas os companheiros também não o ajudavam muito. O mais alto seguia chupando seu peito com vontade, mas não pode deixar de notar quando começou um carinho em seu ventre, achou fofo, não iria mentir. Mas mal teve tempo de perpetuar o pensamento; Franco finalmente decidiu adentrar sua intimidade. Os dedos levemente queimados causavam um fricção incrível, especialmente quando o ruivo metia com vontade como estava fazendo. Pomba podia jurar que ia cair de tanto estímulo, seu tesão estava a mil. Sentiu as pernas fraquejaram a medida que o guitarrista socava mais fundo em si, tentou se agarrar pateticamente a parede do espaço, falhando miseravelmente, passando a apoiar-se em seu cotovelo enquanto a outra mão agarrou os cabelos loiros com vontade, afundando o rosto de seu amado em seu seio, gemeu alto ao sentir a língua passar de um lado para o outro de seu mamilo repetidas vezes.
- A-alê! Vocês..! - um gemido rasgou sua garganta. Era patético como seu corpo estava completamente entregue aos mais altos, mas que poderia enganar? Aquilo era tudo que ele mais queria esse tempo todo. As mordidas em seu peito junto aos dedos rigorosos trabalhando em sua buceta estavam o deixando louco e, para melhorar, sentiu um ardor estralado em sua bunda, soltando um suspiro inevitavelmente alto após o tapa repentino em sua nádega. - Ahm! Franco!
Todos os estímulos pararam de uma só vez. Ficou ali, tentando regular a respiração, ainda empinado contra a parede, com seu prazer nitidamente escorrendo por suas coxas. Sentiu os dedos finos se mesclando com os enrugados, agarrando sua bunda de vez, como se finalmente fossem começar aquele momento. Os braços finos porém fortes de Franco o viraram para si, o agarrando e então levantando, trazendo o menor para seu colo, dando pouco tempo para que ele se acomodasse antes de saírem do cômodo seguidos por Alê, que apertava um tanto quanto forte a cintura do guitarrista. Pomba afundou a cabeça nos ombros do ruivo, recebendo um leve carinho em seus cabelos de loire que vinha logo atrás.
Adentrando o quarto, Pomba foi posto sentado sobre a cama. Se acomodou no edredom cheiroso, tentando esquecer um pouco a vergonha e ansiedade do que estava por vir, mas o som da porta sendo trancada não o ajudou muito nisso.
Rapidamente, Alê ascendeu um dos abajures ao lado da cama grande, voltando o olhar para si outra vez, com aquele sorrisinho besta estampado e os olhos levemente sérios, entregando a dualidade e sentimento envolvido. Aquilo era deles.
Deixou de admirar a namorada apenas para soltar outro gemidinho patético, mal havia percebido Franco, agora ajoelhado entre suas pernas nuas, chupando toda a extensão de sua buceta enquanto o encarava faminto. Pomba buscou apoio na cama para não tombar, sendo recebido pelo abraço de Alê, que de uma hora para outra se encontrava também nua. Completamente nua.
Seus lábios foram tomados em um beijo coberto por luxúria, sentimento e um quê de saudade entre suas línguas. Suspirava e gemia desesperado, Alê o engolia com desejo, apertava seu pescoço e agarrava seu peitoral com dominância, se esfregando de leve na bunda redondinha que tanto amava.
Franco contornava o grelo grandinho rapidamente, passando pelos lábios e voltando a chupar o clitóris, se levantando apenas para ouvir seu noivo gritar abafado em meio ao beijo. Levantava o olhar para os olhos azuis, que o encaravam de volta, como se pudessem falar com ele, e realmente podiam. Eles iam devorar aquele pássaro.
Este, agora separado da boca de seu amado, finalmente percebeu um volume tanto rijo em sua bunda.
- Lelê.. - murmurou baixinho - v-você é mau..
Foi a gota d’água. O não-binário suspendeu seu corpo de leve, conseguindo se encaixar em baixo de seus quadris..
- Franco. - Alê proferiu - me ajuda com uma coisa?
- Sempre, princesa. - entendeu rapidamente o pedido de sua amada, sendo seguido pelos murmúrios sôfregos de Pomba, completamente imerso em seu próprio prazer, reclamando pela falta do ruivo em sua intimidade. Ergueu-se até o rosto do moreno, o roubando um selinho rápido. Levantou o olhar para a loira, vendo seu estado deplorável em meio a luz baixa, era mesmo uma perdição aos seus olhos. Apressou-se para alcançar a gaveta, retirando logo 3 camisinhas dela, só por precaução. Voltou ao encontro dos noivos, aproveitando para se livrar também do incômodo em sua calça, a tirando de vez junto a cueca com uma pequena manchinha redonda, revelando o membro extenso tão rígido quanto o loiro.
- 'Cê aguenta mais um pouco Pomba? - disse ao passar uma camisinha a mais alta, espalhando o prazer do outro com a mão livre.
- E-Eu ainda mato v-vocês.. hm.. - as mãos magras de Alê se voltaram na cintura de Pomba, encaixando ali enquanto ela arquitetava seus planos. O cacheado encarava Franco com muito tesão. Sentiu o encontro entre a mão sardenta e o membro da loira abaixo de si em sua intimidade, rebolando contra todo o estímulo, tentando ainda se manter quieto. Alê tornou o aperto em sua cintura mais forte, enquanto Franco rodeava seu clitóris e cuidava de seu seio esquerdo, ainda marcado pelos dentes de Alê.
- Talvez depois gatinho! Agora respira, tá? - Franco agarrou suas coxas, o levantando um pouco ainda sobre o colo do loire, deixando-o bem aberto para si. - Minha nossa Pomba, a gente demorou isso tudo foi amor? - o ruivo abria seus lábios, apenas observado o líquido viscoso sair desesperadamente melando a cama, se pudesse passaria horas vendo o contraste da pele morena com o interior mais rosado que, ao seu ver, já estava pulsando repetidamente. Levantou um pouco o olhar, ainda provocando o mais baixo, vendo esse morder os lábios e arquear as sobrancelhas, lidando com ele e o membro rijo já coberto abaixo de si. A cena era patética. Sentiu o toque de Alê se desprender da cintura do outro e chegar a sua mão, lhe concedendo quase permissão para seguir com aquilo.
Deixou a vagina sozinha por enquanto, levando as mãos para o quadril do mais velho, alinhando sua intimidade com a da amada atrás sentada na cama.
Pomba ia enlouquecer. O pau ia o arrombando lentamente, do jeitinho que ele amava. A posição o levando aquela pulsação cada vez mais fundo em dentro de si, sentia leves espasmos em suas coxas, se apoiando no peitoral tatuado a sua frente.
Apertava os ombros do ruivo como se fosse cair a qualquer momento, sentindo um par de mãos se agarrando a sua cintura. As mãos bobas o apertando, o distraindo da invasão recente, mas não era suficiente, ele precisava daquilo. Pomba iniciou, se movimentando para frente e para trás devagar, sentindo o membro se enrijecer ainda mais em seu interior. Aumentava a precisão das estocadas, se fodendo sobre as pernas esguias com pelinhos loiros, se partindo ao meio como tanto queria. Levou a mão ao membro esquecido de Franco à medida que Alê o ajudava com os movimentos, vendo o mais novo se contorcer com a punheta rápida. Pomba se mexia rapidamente, buscando seu próprio prazer em meio aos gemidos que proferia.
- Caralho.. - Franco se agarrou ao rostinho lindo, vendo os olhos grandes o devorarem enquanto estimulava seu pau. Se aproximou dos lábios do amado, o puxando em um beijo desesperado, trazendo um silêncio novo ao ambiente. Levou um dos braços mais para trás, chegando ao pescoço de noive, o enforcando de leve, trazendo-o para a bagunça que eles se tornaram.
O quarto agora era um resquício de gemidos aqui e ali, suspiros desesperados e sôfregos, a voz baixinha de Alê se mantendo a mais alta, perdendo entretanto para Pomba assim que Franco soltou seus lábios. Um gemido alto rasgava a garganta do garoto e Alê logo entendeu o recado. Agarrou o quadril alheio e passou a manipular as estocadas, dando um descanso momentâneo para as coxas que já tremiam.
- Alê! - Pomba clamava pela amada, desorientado em seu próprio prazer. Os olhos cheios de lágrimas e a mente nublada, fincou as unhas nas pernas dele, mantendo-se acordado em meio a todo aquele tesão que crescia em seu peito. As mãos se agarraram em sua cintura, o subindo e descendo como se ele fosse um boneco. Um tapa em sua coxa, seu interior se contraindo e apertando cada vez mais aquela pica deliciosa, mãos subindo em seu ventre, o aperto em seus cabelos, a boca em seu peito, era demais. - Puta merda!
Um gemido cortou sua garganta, seguido de uma mordida forte em seu pescoço. Sentiu seu corpo inteiro tremer, penando um pouco para a frente. Teria caído da cama se Franco não o tivesse segurado. O estímulo em seu interior parou de uma vez, Alê apertava sua cintura enquanto gozava na camisinha, tentando recuperar seu fôlego.
Sentiu um jato em seu corpo de repente. Abriu os olhos e não conseguiu assimilar de imediato da onde isso veio.
Se viu escorado em Franco, sua boca ainda entreaberta enquanto acariciava suas costas..
- Mas já amor? - Alê saiu rapidinho do interior de Pomba, como sabia que ele amava. Deu um último tapa quando viu a bundinha gorda empinada para si, saindo de sua posição e rodeando a cama, parando em frente ao guitarrista. - Você sujou o Pomba.. olha só.. - agarrou o pau do outro, acariciando a coxa suja do moreno com a mão livre.
- D-desculpa..
- Tudo bem franquinho. - soltou o membro alheio e voltou sua atenção ao passarinho quieto. - deixa ele pra mim um pouquinho amor? - disse fazendo um carinho no rosto cansado.
Pomba se desprendeu do corpo ruivo com a ajuda da amada, que logo o deitou na cama, fazendo questão de juntar todos os travesseiros que tinham para o deixar confortável.
- E-eu to bem Lê..! - sorriu, recebendo um beijinho antes que o mais alto retornasse a seus serviços.
Franco mal teve tempo de respirar. A loire o tomou os lábios rapidamente, o deitando atravessado na cama grande, fazendo questão que Pomba pudesse assistir tudo.
O guitarrista se encontrou no pescoço branquinho, assim como Alê parecia ter descoberto o membro pulsante, desesperado depois de gozar ‘intocado’. Ê tecladista distanciou suas bocas, se ajoelhando na cama e abaixando até encostar sua boca no pau grosso. Lambeu a extensão, deixando uma trilha de beijinhos com o resquício do batom preto que havia passado antes de sair de casa, horas antes, agora já todo borrado e quase imperceptível. Provocava a cabeça, colocando levemente para dentro, até que Franco pareceu perder a paciência.
Se agarrou nos cabelos loiros, descendo a cabeça de vez contra seu caralho, gemeu arrastado ao finalmente ter algum estímulo desde que começaram aquilo.
Metia contra a boquinha deliciosa de seu noivo, indo o mais fundo que conseguia. Estava já desesperado para gozar, sentindo a língua envolver seu pau enquanto este batia fundo na garganta alheia. Pendeu a cabeça para trás gemendo arrastado, ainda forçando a boca de Alê em seu membro. Foi quando voltou o olhar para frente, porém, que percebeu o também desespero da loira. A bunda completamente empinada para o nada, os dedos entrando e saindo conforme o ritmo que ele havia ditado, a visão multiplicando o tesão que corria em suas veias, este crescendo ainda mais, se possível, quando ouviu um som sôfrego do outro lado do móvel e viu o desespero no rosto de Pomba, roçando em um dos travesseiros enquanto olhava fixamente para os dois. Aquilo sim foi a gota d’água.
Sentiu o orgasmo vindo com força, finalmente. Mas, como se sentisse, Alê fincou as mãos na cintura magra do ruivo, forçando a cabeça para cima, deixando o pau sardento pulsando, coberto de sua saliva.
- Alê! Volta amor.. Por favor!
A de olhos azuis não esperou mais um segundo. Empurrou o ruivo na cama, se pondo por cima dele e finalmente metendo no cuzinho apertado, não dando tempo para que ele se acostumar, já iniciando uma série de estocadas fundas e precisas.
Os gritos de Franco marcaram presença no ambiente. Aquela pica longa corroía seu interior, partindo seu corpo ao meio. Queria aquilo para sempre. Precisava de quatro, cinco figuras de Alê gozando em seu cu duas vezes por dia, com ele de quatro enquanto elus metiam o mais fundo possível, quebrando seu corpo para que ele passasse dias sem andar, depois de dar o dia inteiro para aquela divindade que tanto amava. Necessitava delu ali, em o comendo com tamanha força enquanto ele se contraia todinho gemendo até não lembrar mais o que estava fazendo antes. Amava tanto quando ela tirava e metia em si repetidas vezes, como se ele não fosse nada além de um buraco para elu e Pomba usufruírem até cansarem. Precisava deles.
- P-Pomb-ba! - desceu a cabeça até conseguir ver os cachinhos castanhos parando de se sacudir. - Vem, ahm! V-vem amor! - se debruçou contra a cama, esticando o máximo que conseguia o braço trêmulo na direção do moreno.
Pomba largou o travesseiro rapidamente, engatinhando até a cabeça do ruivo.
- Senta em mimm…! - disse arrastado em meio a mais um gemido. Alê diminuiu um pouco as estocadas, apertando a bunda do mais novo, dando um tempo apenas para Pomba se situar sobre o guitarrista.
A este ponto não tinha vergonha que impedisse Pomba de se mexer. Assim que viu o corpo sardento ficar mais “quieto”, posicionou as pernas ao redor da cabeça, encaixando perfeitamente a buceta gordinha na boca desesperada do amante.
Não esperou um segundo a mais, assim que ouviu Pomba voltando a gemer e suspirar, retornou com a força de antes para o cuzinho do ruivo. Alê estava tão desesperado que parecia que não havia gozado ainda, e não iria admitir, mas tentou ao máximo se segurar enquanto dentro de Pomba com medo de machucar o garoto. Então Franco teria que aguentar a fome que ainda tinha dentro delu.
Os três criaram uma melodia totalmente improvisada, mas bela para seus ouvidos, unindo os resmungos abafados que se escutavam de Franco com os gemidos altos de Pomba e a voz agora aparente de Alê. Se tornaram um só, encontrando o equilíbrio perfeito na forma como movimentavam os corpos. Alê sentia que estava quase lá, não poupando Franco de seus tapas e apertos em seu pau enquanto o comia com gosto. O guitarrista por outro lado estava quase morrendo de tanto estímulo, mal conseguia se concentrar com Alê fazendo seu corpo ir para frente e para trás tão rápido.
Se agarrou a bunda de Pomba tentando se manter são, tentou se concentrar em comer aquele bucetão suculento que tanto amava. Enfiava a língua o mais fundo que conseguia, mexendo os dedos trêmulos no clitóris já inchado do orgasmo anterior, estimulando o amado da forma que podia.
O moreno estava à beira de um colapso, suas costas já o maltratavam, mas nunca iriam o impedir daquele prazer todo, era um problema para depois. Se agarrou nos mamilos de Franco, estimulando estes para não cair de vez, usando como um apoio disfarçadamente. Sentiu uma vibração deliciosa vindo da boca do ruivo que gemia desesperado contra a buceta. A partir daí não respondia mais por si. Gemia como uma puta em um filme pornô de péssimo orçamento. Olhou para Alê, vendo seu semblante tão destruído como o seu deveria estar, manteve o contato com aqueles olhos azuis tão profundos e enlouquecedores, não ia conseguir assim.
Pomba arqueou as costas em um grito quase mudo, tremendo dos pés à cabeça enquanto Franco não perdoava e seguia o chupando desesperadamente. O esperma escorria de sua vagina melando o noivo em dois segundos. Pomba se deixou cair sobre o corpo do ruivo, ficando de cara com o membro que parecia, a esse ponto, que ia pular para fora do corpo do rapaz. Em um resquício de sanidade, ainda fitando o olhar de Alê sobre si, agarrou a pica ruiva, apertando e deslizando a mão trêmula como pode, tentando estimular o amado ao seu sonhado orgasmo.
O guitarrista finalmente conseguiu respirar bem novamente, mas falhou logo após sentir a mão de Pomba se fechando em seu pau. Alê já estava falhando algumas estocadas, indicando seu orgasmo próximo. Franco meteu dois de seus dedos diretamente no buraco à sua frente, largando um gritinho ao sentir Pomba agarrar com força seu pau. Nem percebeu quando gozou, apenas sentiu seu corpo formigar por inteiro.
- Porra.. - Alê gemeu arrastado, alto o suficiente para os outros dois escutarem mesmo extremamente cansados. Gozou o mais fundo que conseguiu dentro do guitarrista. Sentiu as pernas fraquejarem de repente, quase caindo para fora da cama.
Se juntou aos outros dois, que pareciam quase dois corpos prestes a desmaiar. Pomba estava com o corpo ainda empinado, o rosto enterrado na barriga de Franco, enquanto este babava, tentando respirar em meio a alguns engasgos. Deve ter sido a melhor foda que já tiveram.
Alê, aparentando ser a mais sã entre os três, pegou Pomba e o colocou novamente na pilha de travesseiros que sobrou na cama. Puxou Franco para cima, o pondo junto com o pássaro nos travesseiros que tinham espalhados pelo móvel.
Não tardou a se juntar aos noivos, se debruçando ao lado de Pomba de modo que ele ficasse entre os dois.
Ficaram deitados por um tempo, ainda se recuperando do sexo.
- Minhas costas doem.. - proferiu Pomba, quebrando o silêncio.
- Tá vendo! Era por isso que a gente não queria fazer nada, paçoca.
- Mas não é muito.. só tá incomodando. Eu tô bem! - tentava convencer os amados, sentindo o olhar de Alê o julgando. - é sério! E foi bom não foi?
- Você podia ter se machucado quando caiu no Franco.
- É mesmo! - Franco apertou a bochecha do moreno - ‘vamo te levar no hospital amanhã! ‘Né não Lê?
Pomba virou de supetão para Alê, que concordou logo com o ruivo.
- Mas ‘pra quê?!
- ‘Pra ver se você ‘tá bem direito!
- Eu não vou!
- Pomba..
- Eu vou sair de casa tão cedo que vocês não vão nem ver!
- E o bonitão vai ‘pra onde?! - Franco riu - meu bem, com essas pernas você não vai nem levantar da cama! - e caiu na gargalhada. Teria ficado quieto se tivesse visto Pomba alcançar uma das almofadas soltas na cama, mas como não viu, levou uma almofadada na cara. - Aí! Lêlê ele vai me matar! - se encolheu na cama, tentando falhadamente se proteger do outro.
- Meu deus..
- Pois fique o senhor sabendo que eu vou sumir dessa cidade!
- Ah é? - Franco se revoltou - eu quero é ver pombinha! A gente te encontra! ‘Vamo juntar seus irmão tudo atrás de você! Quero até ver o que eles vão achar!
Pomba deu mais umas quatro almofadadas na cara de Franco.
- ALÊ! ME AJUDA AMOR!
Alê arrancou facilmente a almofada da mão do moreno. Vendo ele se fechar em uma carinha chorosa, que não passou despercebida.
- Ei paçoca.. é brincadeira vida! - Franco ria um pouco, quebrando a barreira de braços que tinha feito contra as almofadadas, se voltando logo para o mais baixo.
- Vocês me odeiam! - enfiou a cara entre os peitinhos de Alê, abrindo o chororô.
- Amor.. - Alê acariciava os cachos, vendo o rostinho emburrado se debruçar em lágrimas.
Os outros dois se arrumaram na cama, dando espaço para o moreno se encaixar direito entre eles. Em meio ao choro, Pomba encostou a cabeça nos ombros de Alê, entrelaçando os dedos quando encontrou a mão do ruivo.
E assim seguiram a tarde, Alê fazia um cafuné em seus cabelos e enquanto Franco fazia um carinho em suas costas tentando diminuir a tal dor que apareceu ali. Em algum momento Pomba deixou de responder às perguntas de Franco, que queria muito saber sua opinião sobre se deveria ou não fazer um círculo de fogo ao seu redor no próximo show, mesmo já sabendo sua resposta. Foi aí que perceberam que Pomba tinha finalmente pegado no sono.
Se arrumaram em volta dele, Franco ainda acariciando suas costas, e agora, junto a Alê, fazendo um carinho no volume crescente no ventre do noivo. Ainda era algo meio surreal, mas nunca deixariam de babar na barriguinha do outro, mesmo com todas as coisas novas que vinham junto dela (como o quão dramático ele tinha ficado, nas palavras de Franco).
- A gente ainda vai levar ele no hospital né..?
- Claro. - respondeu Alê.
E no fim, até Pomba sabia que no segundo em que acordasse, ia ficar esperando um dos outros se levantarem para não sair da cama só.
E também, os noivos sabiam muito bem que ele só deixaria aquela cama carregado (já que estava ficando mimado, nas palavras de Franco - mas ele gostava um pouco essa parte).
