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INESPERADO

Summary:

Em meio ao brilho de eventos luxuosos e olhares atentos da alta sociedade, Mayim Bialik e Jaime Camil sustentam uma dinâmica tão magnética quanto perigosa. O que começa como provocações sutis e olhares demorados rapidamente se transforma em um jogo intenso de controle, desejo e segredos mal contidos.

Entre encontros casuais e momentos roubados nos bastidores de um mundo onde tudo é observado, os dois se veem presos em uma tensão que desafia limites - emocionais e físicos. Ela é indomável, afiada e impossível de prever. Ele, estratégico, protetor... e perigosamente perto de perder o controle.

Mas quando a linha entre razão e impulso começa a desaparecer, cada toque se torna uma ameaça, cada aproximação um risco. Porque, no meio de câmeras, reputações e expectativas, ceder ao que sentem pode custar muito mais do que estão dispostos a perder.

E ainda assim... nenhum dos dois parece disposto a parar.

E tudo se torna...Inesperado.

Notes:

Playlist da fanfic: https://open.spotify.com/playlist/0ClUMOeFzhVcSJ1NT599W9?si=OaRNY4XMRn2toYng2AYjnA&pi=BMBbbF8PQqK7C

(See the end of the work for more notes.)

Chapter 1: - Prólogo -

Chapter Text

Eu sou um escravo dela, escravo do seu amor

Sou escravo dela, escravo do seu amor.

Eu sou um escravo do seu amor, eu choro por quem você é

Sou escravo do seu amor, é por quem você é que eu choro.

Quando eu te conheci naquele quarto de hotel

Quando você conheceu aquele quarto de hotel

Eu pude perceber que você era uma má notícia

Eu percebi que você era uma péssima notícia.

Mas eu continuo brincando com você, brincando com você

Mas eu continuo te perturbando, te perturbando

oráculo

⋆.˚🦋༘⋆

 

Minhas mãos deslizavam por cada curva do seu corpo, sentindo o calor que emanava daquela pele que parecia esculpida em mármore e desejo. A necessidade de tocá-la, de sentir a textura vibrante sob meus dedos, era uma obsessão que me assustava, um magnetismo que eu não conseguia mais ignorar. 

Agora, com ela em meus braços, o ar no banheiro parece pesado, carregado com o perfume dela — uma mistura inebriante de flores e algo puramente carnal. 

Sinto-me um tolo por ter tentado resistir por tanto tempo. Sua pele é tão macia que chega a ser irreal, contrastando com os cuidados dos seus cabelos castanhos, que brilham sob a luz fria do ambiente.

Seus olhos verdes, profundos como uma floresta antiga, reluziam com uma intensidade que me tirava o fôlego. O feixe prateado da lua atravessava uma pequena janela, chocando-se contra suas íris e criando reflexos que me faziam suspirar. 

As mãos dela, firmes e curiosas, percorriam meus bíceps, examinando cada contorno como se estivesse mapeando um território novo. Um gemido rouco escapou da minha garganta quando senti a pressão da sua feminilidade contra a minha ereção, pulsando desesperada sob o tecido da calça.

Eu estava cego de desejo, louco para ver cada centímetro daquela pele. Por um momento, esqueci que o mundo lá fora continuava a girar, que estávamos em um evento de gala e que apenas uma fina camada de renda preta e o jeans da minha calça nos separavam do que aconteceu. Ela mordeu os lábios inferiores, um gesto que misturava inocência e uma luxúria devastadora, enquanto jogava os cabelos para trás.

Ela se inclinava, o hálito quente perigosamente perto do meu ouvido enquanto sussurrava barbaridades que faziam meu sangue ferver. O som abafado da festa lá fora parecia uma realidade distante. Eu estava prestes a perder o controle.

— Nossa primeira vez juntos não vai ser em um banheiro de premiação, Mayim! — protestei, mas minha voz falhou quando vi que o vestido preto com detalhes dourados já tinha deslizado pelo seu corpo, revelando a perfeição que eu tanto imaginava. 

Como deixei as coisas chegarem a esse nível?

Talvez tenha sido há anos atrás. Quando tudo era mais complicado. Mas menos perigoso.

Só sei que tudo nela me hipnotiza: a voz rouca, as curvas perigosas, a personalidade indomável. E é justamente essa força que me deixa mais louco.

— Quem disse que estava transando? — ela desafiou, com um sorriso travesso.

Ela se acomodou sobre mim, e o impacto da minha cabeça contra a porta de madeira ecológica ou no silêncio do cubículo. A posição era improvisada, quase absurda — ela sobre mim, eu sentado no vaso — mas o calor era real demais. Movia-me com ela, um ritmo desesperado alimentado por meses de um desejo que me corroia as entranhas.

— Ter doutorado em neurociência está te ajudando a entender o que está fazendo comigo, não é Anjo? — murmurei, minha boca encontrando o lóbulo da sua orelha em uma mordida leve.

Ela arqueou as costas, um gemido agudo escapando enquanto ela chamava meu nome. 

— Você que é viciado em mim — ela rebateu, esfregando-se com mais força contra o meu colo.

Ela ainda usava os saltos altos, o que tornava a cena ainda mais surreal e excitante. Minhas mãos apertaram sua bunda tonificada, apertando a firmeza de seus músculos. Mordi seu ombro, deixando minha marca, enquanto continuava aquele atrito torturante.

— Oh, meu Deus... — ela arquejou, pressione-se contra mim com uma avidez faminta. Segurei sua cintura com força, ditando o ritmo de nossos movimentos, lentos, apertados, quase insuportáveis.

Nossos lábios se chocaram com uma urgência selvagem. Era um beijo de fome, de necessidade pura. Nossos corpos parecem conhecer aquele ritmo há anos, embora precisassem apenas de uma tensão que quase nos é antiga. Era um amor não correspondido que, naquele momento, parecia finalmente encontrar seu eco.

Mordi seus lábios, puxando-a para mais perto, até que não houvesse mais espaço entre nós. Ela soltou um grito abafado quando a estocada contra sua intimidação revelou o óbvio: ela estava completamente encharcada, a luxúria transbordando pela calcinha de renda. Desci meus beijos pelo seu pescoço, sugando a pele macia até ouvir seu protesto.

— Vai deixar marca! — ela resmungou, mas seus olhos brilharam.

Dei-lhe um selinho rápido e, com um movimento firme, a ergui do meu colo, colocando-a de pé. Ela me olhou, a respiração ofegante, a confusão estampada no rosto.

— Achei que...

Balancei a cabeça, tentando recuperar o fôlego.

— Não aqui. Não em um banheiro onde qualquer um possa entrar. O lugar está infestado de câmeras e, sinceramente, Mayim... eu quero te ouvir gritar o meu nome sem precisar abafar o som.

Ela baixou o olhar, as bochechas cortadas, mas com um sorriso vitorioso nos lábios. Observei-a vestir o vestido novo, os movimentos fluidos como os de uma princesa. Uma verdadeira princesa judia. 

Ela ainda estava vermelha, e eu me quis como tive tanto autocontrole durante todos esses meses. Como não a joguei contra a parede no primeiro dia em que a reencontrei?

Talvez porque eu achasse que uma mulher como ela jamais estaria sozinha. Mas ela estava. Divorciada, livre e perfeita. 

Lembro-me de pensar: "Quem foi a idiota que deixou essa mulher escapar?".

Nunca fui bom em esconder o que sinto. Desde o primeiro dia, deixei claro o quanto ela me fascinou. Talvez fosse obsessão, talvez algo mais profundo. E agora, tê-la aqui, a centímetros de distância, faz meu bom senso lutar contra o instinto de possuí-la ali mesmo, contra aquela porta.

Que se danem as celebridades, as câmeras, o protocolo. Tudo o que eu quero é sentir Mayim Bialik por inteiro. Quero estar dentro dela, reivindicá-la como minha. Pode voar possessivo, mas ela é um vício do qual eu não quero me curar.

Lembro-me do dia em que a conheci como se fosse hoje. O momento em que meu mundo parou e tudo o que eu via era aquela mulher de olhos verdes que aceitou combinar os óculos comigo quando ninguém mais quis. Ela é o meu espelho. Nem mesmo Angélica Vale conseguiu prender minha atenção assim. 

Mas Mayim... com aquele cenho franzido e sorriso aquele que desarma qualquer um, ela me teve aos seus pés desde o primeiro segundo.

Como dizem no Brasil: eu estou fudido. Mas a verdade é que você ficará feliz e feliz pra caralho!

Pensando bem... o desejo falou mais alto que a prudência.

Inclinei-me, puxando o tecido do seu vestido — aquele preto profundo com detalhes dourados — até a altura da sua cintura. Ela não ofereceu resistência, apenas se entregou ao meu toque. Prendi-a contra a porta, meus sapatos batendo nos saltos enquanto eu abria espaço entre suas pernas. Pressionei meu joelho com força contra sua virilha.

—Porra! - ela soltou um xingamento baixo. Silenciei sua boca com um beijo voraz enquanto meu joelho trabalhava contra o seu centro, encontrando o ponto exato que a fazia estremecer.

Ela choramingou, cravando os dentes no meu pescoço em um grunhido de puro prazer. Apertei sua cintura, apalpando seus dedos se enterrarem em meus ombros.

— Você está me provocando... - ela arqueou, movendo o quadrilátero contra o meu joelho em um ritmo frenético. Ela pressionava com força, a cabeça jogada para trás, batendo ritmicamente contra a porta.

Minha calça já estava marcada pela umidade que vinha dela. Ela se flexionava, buscando mais, entregando-se aquele atrito firme e constante.

— Você consegue chegar lá só se esfregando na minha perna, doutora? — provocai, minha voz de malícia.

Ela soltou um grito contido, intensificando os movimentos. Seus lábios estavam inchados, os olhos cerrados em transe. Ela tentou levar a mão lá embaixo, buscando o rompimento final, mas eu capturei seus pulsos, prendendo-os acima de sua cabeça. Ela soluçou, esfregando-se frenéticamente contra a minha perna.

Meus olhos devoravam suas pernas torneadas, a pele brilhando de suor. Eu estava jogando com ela, levando-a ao limite. Ela arqueou as costas, o corpo tenso como uma corda de violino, buscando o clímax. E quando a onda de prazer finalmente a atingiu, ela se agarrou a mim com tanta força que quase perdeu o equilíbrio, entregando totalmente sensação avassaladora.

— Ah, garota... você não tem ideia do que está fazendo comigo...

 

|CONTINUAÇÃO|