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I'm normal, but then there's you…

Summary:

Han se lembra que ele não era assim, mas um dia ele apenas se deu conta de que estava exatamente onde queria estar, rodeado por pessoas que se importam com ele, cercado por Minho e sua estranheza tão… calorosa.

Notes:

Chapter trope: sharing bed (dividindo a cama)

Chapter 1: Waking, but not quite there

Chapter Text

Em seu quarto, seu próprio quarto, a roupa de cama tinha um cheiro estranho. O que sempre era engraçado, já que eles lavavam tudo com o mesmo sabão e amaciante, mas ele nunca conseguia se acostumar.

Minho brincava que aquilo vinha por Jisung quase nunca dormir na cama que ele mesmo escolheu, e o mais novo o culpava por ser a causa de seus maus hábitos. E mesmo com essa discussão sendo recorrente, nada realmente mudava.

E, por mais uma madrugada, Jisung não acordava em sua cama, mas sim na de Minho.

Ele esticou a mão pelo mar de cobertores, estava frio. A voz de Minho não parecia tão distante, mas o que ele estava dizendo? Por que tinha levantado?

Abrindo os olhos levemente, o quarto estava escuro, com uma única luz amarelada e fraca do celular de Minho, que, com um tsk, voltou a falar. Algo sobre carga horária e carros que Jisung não tinha interesse em saber.

— Volta pra cama… — ele murmurou, se encolhendo e fechando os olhos.

  Minho fez um som, chamando por ele, provavelmente não tendo certeza do que ouviu.

— Tá frio… Minho.

— Eu já vou, meu bem. É rapidinho.

 

Jisung só queria o corpo quente do mais velho para abraçar e se aconchegar. Todo mundo sabia que ele era chato com seu sono, então como tiveram a coragem de tirar seu gatinho aquecedor durante a madrugada?  

Rolando para o outro lado da cama, com um resmungo alto para deixar claro seu descontentamento. Jisung acabou parando de bruços no lado em que Minho dormia, com o rosto amassado no travesseiro com uma mistura do cheiro de amaciante e… shampoo.

Um aroma refrescante, apesar de suave, que parecia segurar sua mão de forma tão gentil e guiá-lo de volta à terra dos sonhos. Mas algo ainda parecia estranho, faltando, e ele só entendeu quando se moveu e sentiu a pele arrepiar, a cama continuava fria.

A ligação devia ser importante, então ele se resignou a tentar encontrar uma posição confortável para congelar em sua solidão, sem ninguém ao lado para aquecê-lo em seu leito. E roubar o travesseiro do mais velho era uma vingança mesquinha da qual ele não se arrependeria.

Se recusando a pensar demais naquele horário, ele piscou os olhos, se encolhendo para abraçar o travesseiro e enterrar o nariz na macia e cheirosa fronha de cetim.

— Você parece um burrito de carne — Minho riu. Sua voz soprosa soando bem mais perto do que antes.

 

Quando a ligação acabou? Não importava muito, porque o mais velho estava deitando atrás dele, roubando seu travesseiro na maior cara de pau.

 

 — Cai fora!

 — Não. — o mais velho segurou suas mãos, prendendo as no travesseiro para então abraçar Jisung apertado e enterrar o rosto na junção de seu pescoço e ombro — Você não tava com frio? Agora quer me expulsar?

 — Meu travesseiro!

 — Você roubou o meu. Agora fica quietinho aí e vamos dormir.

 

Bufando dramaticamente, o mais novo se aconchegou mais no abraço, soltando as mãos para circular seu novo ursinho de pelúcia e cerrar os olhos.

Finalmente ele poderia voltar a dormir quentinho e confortável.

ּ ֶָ֢.𖹭ּ ֶָ֢.𖹭ּ ֶָ֢.𖹭ּ ֶָ֢.𖹭ּ ֶָ֢.𖹭ּ ֶָ֢.𖹭ּ ֶָ֢.𖹭ּ ֶָ֢.𖹭ּ ֶָ֢.𖹭ּ ֶָ֢.𖹭ּ ֶָ֢.𖹭ּ ֶָ֢.𖹭ּ ֶָ֢.𖹭ּ ֶָ֢.𖹭ּ ֶָ֢.𖹭ּ ֶָ֢.𖹭ּ ֶָ֢.𖹭ּ ֶָ֢.𖹭ּ ֶָ֢.𖹭ּ ֶָ֢.𖹭