Chapter Text
Em seu quarto, seu próprio quarto, a roupa de cama tinha um cheiro estranho. O que sempre era engraçado, já que eles lavavam tudo com o mesmo sabão e amaciante, mas ele nunca conseguia se acostumar.
Minho brincava que aquilo vinha por Jisung quase nunca dormir na cama que ele mesmo escolheu, e o mais novo o culpava por ser a causa de seus maus hábitos. E mesmo com essa discussão sendo recorrente, nada realmente mudava.
E, por mais uma madrugada, Jisung não acordava em sua cama, mas sim na de Minho.
Ele esticou a mão pelo mar de cobertores, estava frio. A voz de Minho não parecia tão distante, mas o que ele estava dizendo? Por que tinha levantado?
Abrindo os olhos levemente, o quarto estava escuro, com uma única luz amarelada e fraca do celular de Minho, que, com um tsk, voltou a falar. Algo sobre carga horária e carros que Jisung não tinha interesse em saber.
— Volta pra cama… — ele murmurou, se encolhendo e fechando os olhos.
Minho fez um som, chamando por ele, provavelmente não tendo certeza do que ouviu.
— Tá frio… Minho.
— Eu já vou, meu bem. É rapidinho.
Jisung só queria o corpo quente do mais velho para abraçar e se aconchegar. Todo mundo sabia que ele era chato com seu sono, então como tiveram a coragem de tirar seu gatinho aquecedor durante a madrugada?
Rolando para o outro lado da cama, com um resmungo alto para deixar claro seu descontentamento. Jisung acabou parando de bruços no lado em que Minho dormia, com o rosto amassado no travesseiro com uma mistura do cheiro de amaciante e… shampoo.
Um aroma refrescante, apesar de suave, que parecia segurar sua mão de forma tão gentil e guiá-lo de volta à terra dos sonhos. Mas algo ainda parecia estranho, faltando, e ele só entendeu quando se moveu e sentiu a pele arrepiar, a cama continuava fria.
A ligação devia ser importante, então ele se resignou a tentar encontrar uma posição confortável para congelar em sua solidão, sem ninguém ao lado para aquecê-lo em seu leito. E roubar o travesseiro do mais velho era uma vingança mesquinha da qual ele não se arrependeria.
Se recusando a pensar demais naquele horário, ele piscou os olhos, se encolhendo para abraçar o travesseiro e enterrar o nariz na macia e cheirosa fronha de cetim.
— Você parece um burrito de carne — Minho riu. Sua voz soprosa soando bem mais perto do que antes.
Quando a ligação acabou? Não importava muito, porque o mais velho estava deitando atrás dele, roubando seu travesseiro na maior cara de pau.
— Cai fora!
— Não. — o mais velho segurou suas mãos, prendendo as no travesseiro para então abraçar Jisung apertado e enterrar o rosto na junção de seu pescoço e ombro — Você não tava com frio? Agora quer me expulsar?
— Meu travesseiro!
— Você roubou o meu. Agora fica quietinho aí e vamos dormir.
Bufando dramaticamente, o mais novo se aconchegou mais no abraço, soltando as mãos para circular seu novo ursinho de pelúcia e cerrar os olhos.
Finalmente ele poderia voltar a dormir quentinho e confortável.
ּ ֶָ֢.𖹭ּ ֶָ֢.𖹭ּ ֶָ֢.𖹭ּ ֶָ֢.𖹭ּ ֶָ֢.𖹭ּ ֶָ֢.𖹭ּ ֶָ֢.𖹭ּ ֶָ֢.𖹭ּ ֶָ֢.𖹭ּ ֶָ֢.𖹭ּ ֶָ֢.𖹭ּ ֶָ֢.𖹭ּ ֶָ֢.𖹭ּ ֶָ֢.𖹭ּ ֶָ֢.𖹭ּ ֶָ֢.𖹭ּ ֶָ֢.𖹭ּ ֶָ֢.𖹭ּ ֶָ֢.𖹭ּ ֶָ֢.𖹭
