Work Text:
A floresta de bambu estava em mais um dia tranquilo, O que contrastava com o estado cansado de Reisen Udongein Inaba após o horário de trabalho.
Reisen: Espera…
A visão da coelha estava tão turva, que acabou fazendo-a errar o caminho do Eientei, nem ao menos sabendo onde se encontrava.
Ao girar para fazer o retorno, sentiu uma dor subir pelas pernas.
Mesmo após tantos desastres, a coelha tinha que se manter firme. O que importava no momento era chegar ao Eientei e relatar os medicamentos vendidos.
Tewi: Pensa rápido!
A voz que havia surgido não deu tempo para Lunariana reagir. Sentiu um baque instantâneo na Nuca. Quando olhou para o chão, viu que se tratava de uma cenoura
Tewi: Tá fazendo o que aí? Esqueceu o caminho de casa, foi?
Sem trocar olhares, Reisen pegou o alimento do chão, ignorando as provocações que lhe eram ditas.
Reisen: Tewi. Hoje não estou para brincadeiras
Com uma risada travessa, a coelha cruzou os braços, se movimentando até a frente da amiga.
Tewi: Não sei, hein. Para mim, me parece bem-
A frase da coelha se esvaiu antes de ser proferida. Ao notar olheiras profundas no rosto da amiga, fez com que aquele sorriso desaparecesse.
Tewi: Tá tudo bem?
Sem dizer mais nenhuma palavra, a Lunariana, com as mãos trêmulas, deu-lhe uma mordida desanimada no vegetal.
Reisen: Sim. Só estou um pouco cansada, nada demais
Abaixando a cabeça, Tewi sussurrou para si mesma.
Tewi: Desculpa…
Um silêncio se instaurou entre ambas. Os únicos barulhos que podiam ser ouvidos eram os dos animais da floresta.
Tewi: Hoje foi muito puxado?
Reisen: Um pouco, Mas a demanda até que foi boa
Tewi cerrou os punhos em resposta. Ao se aproximar mais da amiga, puxou de leve o pano da roupa.
Tewi: Tenta não exagerar da próxima vez
Pela primeira vez na noite, a coelha Lunar sorriu de canto de boca.
Reisen: Você sendo legal comigo? Que coisa rara
Tewi: Também acho. Não vai se acostumando, entendeu?
Com aquela frase, uma risada fraca escapou da Lunariana, que ergueu a mão para bagunçar o cabelo da amiga.
Tewi: Ei!
Reisen: Sabe, de vez em quando até que você consegue ser legal
O ar leve do momento durou pouco. Quando o Eientei entrou no campo de visão, a postura relaxada de Reisen se moldou para ereta. Ela ajeitou as roupas para disfarçar o amarrotado.
Ao passar da entrada pela entrada, havia alguém esperando o retorno. Eirin Yagokoro estava sentada em uma cadeira, tomando chá de maneira pacífica.
Eirin: Chegou tarde, Inaba. Algum imprevisto aconteceu?
Reisen: Não, Mestra. É que acabei me perdendo na floresta
O olhar neutro da mulher não mudou. Tomando mais um gole no chá, suspirou de maneira desinteressada.
Eirin: Entendo. Tome mais cuidado da próxima vez
Levantando-se da cadeira, Eirin fez um gesto para ambas seguirem.
Eirin: Sei que está tarde, mas preciso que faça uma entrega de medicamentos, tudo bem?
Os olhos da Lunariana se arregalaram. Em resposta, colocou um sorriso falso no rosto.
Reisen: Entendido, Mestra. Assim farei
Ao lado, Tewi quase abriu a boca para contestar, porém fechou logo em seguida.
Eirin: Uma das vampiras da mansão escarlate teve uma crise alérgica…
Ao chegarem no escritório, Eirin se aproximou da mesa, pegou um frasco e o entregou a Reisen.
Eirin: Fiz questão de ser bem mais forte que o último que receitei. Pegue também o que acha ser necessário
Reisen: Assim farei, Mestra
No momento em que Reisen se virou, Tewi conseguiu ver aquele sorriso falso vacilar. Com um aperto forte no peito, a coelha terrestre se virou a Eirin sem pensar.
Tewi: Eirin, posso ir junto com ela?
Um silêncio surgiu naquela sala. Eirin colocou a mão no queixo, pensando se aquilo era viável.
Eirin: Não vou lhe impedir, mas poderia saber o-
Tewi: Porque eu quero.
A coelha bateu os pés no chão e deu meia volta. Reisen arrumou tudo que iria utilizar em uma bolsa e seguiu a amiga, relaxando os ombros ao mesmo tempo que coçava os olhos.
Tewi: Vamos logo. Quanto mais cedo a gente terminar, mais rápido voltamos
Reisen: Tewi… isso já está ficando estranho demais
Tewi: Estranho? Só estou tentando te ajudar
Reisen: Essa parte que é estranha. Já vou avisando que não vou te dar nada em troca
Tewi: ah, qual é? Vai dizer que quer sair sozinha à noite? Se fosse eu, já teria morrido de tédio
Com aquelas palavras, Reisen decidiu abaixar a guarda, com um sorrisinho meigo no rosto.
Reisen: E quem diria que você ficaria preocupada comigo, hein?
Com uma risada leve, Tewi cruzou os braços por de trás da cabeça e seguiu rumo à mansão escarlate.
Tewi: Já falei, Não se acostume, entendeu? Daqui a pouco volto a pegar no seu pé
A caminhada foi bem tranquila. As duas conversavam sobre como realizar esse serviço. Mas, em um momento, a pequena coelha reparou em algo esquisito.
Tewi: cê tá mancando?
A coelha mais alta desviou o olhar, com um semblante dolorido no rosto.
Reisen: Acabei tropeçando quando estava na vila humana… tava tão cansada que nem cuidei disso
Tewi refletiu por alguns segundos. ela não sabia nenhum método de primeiros socorros para cuidar da situação, mas tinha algo que ela sabia fazer muito bem.
Tewi: pega na minha mão
Reisen: Não. Obrigada
Tewi: não é pegadinha! Para de ser neurótica!
Com um suspiro cansado, Reisen estendeu a mão à amiga.
Reisen:entendi, se for para te carregar-
A coelha foi ignorada. Tewi passou o braço por trás das pernas e a levantou, carregando-a nos braços.
Reisen: Tewi…
Ao invés de repreendê-la, a coelha lunar sorriu de canto de boca.
Reisen: seja lá que bicho te mordeu hoje, que ele volte mais vezes
Tewi: nenhum bicho me mordeu! É tão difícil assim pensar que estou preocupada com você?
Reisen: acho que até já sabe minha resposta
Ao ouvir aquilo, Tewi deu uma risada forçada para acompanhar a colega.
Tewi: É…não precisa dizer
No meio do caminho, muitas vezes a garota quase caiu por conta da diferença de tamanho que tinham.
Com muito mais esforço do que o necessário, conseguiram chegar nos portões da mansão escarlate.
À frente do portão estava a guardiã. Afinal, mesmo tendo uma vampira como líder, não significa que deva parar de vigiar ao anoitecer.
Reisen: boa noite. desculpe o incomodo, mas estamos aqui para lidar com a situação da reação alérgica
A porteira observou as duas garotas com uma leve estranheza, para logo em seguida apontar em direção a Tewi.
Mei Ling: Carregá-la desse jeito não vai te dar um problema na coluna?
Tewi: Que? Claro que não. ela é muito mais leve do que parece
Reisen: Isso era para ter sido um elogio?
A porteira levou a mão ao rosto e suspirou de maneira cansada. Por saber que as duas viriam, deixou que passassem sem nenhuma intriga desnecessária.
Antes de entrarem na mansão, Tewi deixou Reisen ficar de pé para não ser tão ridículo.
E, no momento que o portão se abriu, já foram recebidas pela empregada chefe.
Sakuya: boa noite, senhoritas. Sejam bem vindas a mansão escarlate
Ela logo fez uma reverência aos visitantes, porém quando se levantou, poderiam ver uma face bem acabada, com os cabelos desarrumados e olhos cansados.
Sakuya: peço que me sigam, por favor
Sem mais nenhuma palavra, a empregada começou a andar rumo à biblioteca da mansão.
O cansaço da Lunariana não a impediu de se sentir mal por Sakuya, pelo tanto que parecia tensa.
Reisen: Poderia nos dizer o porquê do problema?
Só por se aproximar mais do quarto da vampira, até mesmo Tewi notável hesitação nos passos da serviçal.
Sakuya: foi…um erro gravíssimo de minha parte. Aconteceu após uma brincadeira de mal gosto
Nada mais foi pronunciado até conseguirem descer a escadaria do porão da mansão.
Sakuya levantou uma das mãos à maçaneta, com um nervosismo constante.
Sakuya: senhorita, estou de volta…
Quando a porta se abriu, perceberam que o quarto estava completamente escuro. A única coisa com maior visibilidade era a silhueta de alguém em uma cama
Flandre: Sakuya…
A garota tentou se levantar da cama, mas um gemido dolorido ecoou naquela escuridão.
No mesmo instante, os olhos da empregada se arregalaram, fazendo-a correr de imediato a cama
Sakuya: Por favor, senhorita. Não se mexa
As duas coelhas observavam com seriedade, trocando olhares preocupados entre si.
Reisen: Pode deixar que assumimos daqui, Sakuya.
Mesmo ciente disso, Sakuya não saia do lado da vampira. A expressão de aflição não vacilou um segundo sequer no rosto.
Tewi: não precisa se preocupar. Você pode falar onde está o interruptor? Não dá cuidar dela com essa-
Sakuya: não. é totalmente desnecessário ligarem as luzes
Naquele instante, a mão fraca da garota pairou sob a de sakuya, entrelaçando os dedos mesmo com falta de força.
Flandre: não precisa disso tudo, Sakuya. obrigada por se preocupar comigo
Sakuya: mas senhorita! Isso foi-
Flandre: Já falei que a culpa não foi sua. Te disse que não gosto quando fala essas coisas
Contra a própria vontade, Sakuya se levantou para reverenciar a senhora. Porém, apertava o próprio pulso, que não parava de tremer.
Sakuya: Entendido. se precisar de mim, não hesite em chamar
Mesmo anunciando que sairia, Reisen notou que a empregada ficou encostada na porta, do lado de fora do quarto.
No instante que ligaram a luz, podiam ver o tamanho do estrago que a vampira havia sofrido. Em várias partes da garota, a pele estava completamente vermelha.
A primeira a se aproximar foi Reisen, pegando uma cadeira para ficar ao lado de Flandre.
Com um sorriso terno, a Lunariana arrumava os remédios enquanto olhava a menina.
Reisen: posso saber quais sintomas está sentindo?
A garota forçou a garganta ao ponto de tossir algumas vezes. Se ajeitando na cama com dor, ela abaixou a cabeça, sem cruzar a visão com Reisen
Flandre: me sinto muito fraca e com o corpo todo dolorido…
Reisen: Poderia me dizer como isso aconteceu?
Mesmo que tenha sido por apenas alguns segundos, Tewi percebeu que o olhar da vampira a observou com desconfiança.
Flandre: acabei tropeçando, sabe?
Ao ouvir aquilo, a expressão de Tewi , antes animada, ficou bem cabisbaixa.
O peito da coelha da terra se apertou, sentindo um mal estar com aquela frase.
Tewi: e-ei…não precisa mentir. Só tem como te ajudar se soubermos da-
A coelha congelou. Com apenas um olhar sério de Reisen, ela havia parado de falar.
Tewi não sabia nomear, mas ver aquelas duas, fazia se sentir mal.
Reisen: Pode pedir a sakuya algumas toalhas úmidas e um pouco de água?
Tewi forçou os braços contra o próprio peito, acenando com a cabeça para o pedido da amiga.
Quando foi para fora do quarto, Sakuya ainda
estava parada com a cabeça abaixada.
Tewi: Sakuya. A Reisen pediu algumas toalhas…
Sakuya: Claro. vou buscar de imediato
Sem aviso, Tewi começou a seguir a serviçal. Ao chegarem na cozinha, Sakuya já ia preparando os pedidos da senhorita.
Contudo, Tewi não conseguia deixar de novo o movimento desleixado da menina.
Tewi: Ei…porque a Flandre está daquele jeito?
Sakuya: Já contei. Foi um erro puro e único meu
A coelha parecia estar chegando ao limite. Fazendo-a soltar aquilo que estava dentro de si, batendo o pé com força no chão
Tewi: Porque vocês não confiam em mim!?
Naquele momento, a empregada parou o que estava fazendo, olhando por de cima do ombro para Tewi.
Sakuya: Perdão?
A coelha se retraiu de imediato, suspirando em frustração.
Tewi: Desculpa…
Um silêncio pairou sobre as duas. Segundos depois, sakuya levou um copo de água à coelha.
Sakuya: Quer conversar?
Tewi: mas…preciso levar isso para-
Em poucos segundos, Sakuya usou sua habilidade e sumiu da visão de Tewi, voltando logo em seguida.
Sakuya: Pronto. Agora aceita a conversa?
Após o convite, Tewi não teve outra escolha senão sentar à mesa
Sakuya: Porque acha que não é confiável?
Tewi: É que… tanto a Eirin e a Reisen estranharam quando pedi para vir até aqui
Tomando um gole da água, orelhas se retraíram com leve medo.
Tewi: E aqui…você nem a Flandre parecem não querer me dizer o porquê do problema. Você até me impediu de acender a luz do quarto
Olhando para a empregada, os olhos dela quase lacrimejavam.
Tewi: sei que pode soar infantil…mas sou tão não confiável assim?
Ao ouvir aquilo, o rosto da serviçal se suavizou. Aproximou-se e colocou a mão no ombro da coelha para a reconforta-lá
Sakuya: desculpa se soei desrespeitosa. Me expressei mal naquele momento. Na verdade…
Mesmo com uma mão suave no ombro, a outra mão apertou a bainha do vestido própria com força, junto da respiração que estava desregulada.
Sakuya: É que prometi à senhorita Flandre que brincaria com ela antes do amanhecer.
A mão tremia na bainha do vestido antes de se fechar por completo ao mesmo tempo que rangia os dentes
Sakuya: Mas, por minha estupidez…fiz a senhorita se queimar pelo sol
Vendo a tensão da garota, Tewi decidiu não perguntar nada a mais, Ainda assim, estendeu o copo de água a aquela mulher.
Tewi: quer um pouco?
Mesmo com isso, Sakuya levantou a palma da mão e empurrou de forma delicada o copo.
Sakuya: agradeço, mas não preciso de consolo. O que fiz não tem perdão
Levantando-se da mesa, Sakuya observou a coelha com um olhar crítico.
Sakuya: mas, sabe. Uma coisa posso te garantir, confiança vem com o tempo
Aquela expressão séria logo se transformou acolhedora, exibindo um sorriso meigo no rosto
Sakuya: apenas continue demonstrando gentileza tal qual como agora
Tewi sorriu timidamente ao ouvir aquelas palavras. Ao levantar da cadeira, ajustou as roupas para fazer uma reverência desajeitada.
Tewi: valeu aí…espero que consiga se entender com a Flandre
Sakuya: não acho que isso seja possível. Mas obrigada pela consideração
Após se despedirem, foi direto para o quarto de Flandre novamente, disposta a mostrar que de fato podia ser alguém com quem pudesse contar.
Só que não contava com uma coisa, do lado de fora quarto, ouviu uma risada fraca da Vampira.
Flandre: Sabe, obrigada por ter vindo
Reisen: é só meu trabalho. Me agradecer por isso seria demais
Tentando escutar mais, a coelha levantou as orelhas e se concentrou naquela conversa.
Flandre: Só seu trabalho? Só sua cara tá me dizendo que não queria vir
Reisen: Quando for mais velha, vai entender. Se recusar trabalho, eu morro
Flandre: Eu sei. Sakuya já me falou isso milhares de vezes
Tewi ficou feliz pela situação não ter piorado, soltando um suspiro aliviado.
Flandre: você pode me fazer outro favor? Diz pra Sakuya que isso não é culpa dela
Reisen: se ela não acredita nem em você, quem dirá eu…
Flandre: é que ela tá o dia todo preocupada, eu não quero isso…
Vendo o foco das duas na conversa, Tewi se esgueirou para dentro do quarto e se escondeu. Ao olhar para Flandre, podia sentir o pesar na voz.
Flandre: só queria passar o dia com ela. A sakuya sempre trabalha tanto, sem nenhum descanso…
O coração da coelha mais velha se apertou, uma dor subiu de forma automática por todo o corpo.
Flandre: só fica parecendo que dei mais trabalho
Reisen: Ei, também não precisa se culpar por isso.
Flandre:mas…isso só aconteceu porque a sakuya ainda tinha trabalho. Se não tivesse pedido-
A frase da menina morreu antes de ser terminada. A coelha podia observar a delicadeza que Reisen abraçou a vampira, sem que a pequena se machucasse.
Reisen: não precisa se justificar. tá tudo bem
Em seguida, a Lunariana fez um cafuné na garotinha.
Reisen: Sakuya sabe que não foi de propósito. Ela nunca te julgaria só por querer brincar
Naquele momento, Tewi sentiu um calafrio correr pelo próprio corpo, apertando os punhos com força em autojulgamento.
Sem conseguir ouvir aquela conversa, decidiu sair daquele quarto. Enquanto subia as escadas, colocou a mão no peito, sentindo o coração acelerado.
Tewi: “sabe que não foi de propósito”...
A coelha apertou o vestido ainda mais enquanto rangia os dentes com raiva de si mesma. A única escolha que tive foi esperar a parceira terminar o trabalho.
Tewi: Reisen…
Cada segundo parecia uma eternidade. Após tanta aflição, viu Reisen sair daquele quarto e ir em direção a amiga.
Reisen: pronto. Você viu a sakuya? Preciso passar os protocolos para os cuidados da Flandre
Sakuya: e quais são?
Reisen deu um grito quando a empregada surgiu do nada em suas costas.
Sakuya: não querendo ser grosseira, mas me passe os procedimentos que assumo daqui
Reisen entregou uma ficha e o remédio que Eirin fez, dizendo que com aquilo, a garota ficaria bem.
Desse jeito, se despediram da empregada chefe e foram embora da mansão.
Tewi: ei, Reisen…
No meio da caminhada, a coelha mais alta virou para a amiga, que inclinando o pescoço para o lado em resposta.
Reisen: pode falar
Tewi juntou força dentro de si para dizer algo que já estava impregnado a muito tempo.
Tewi: desculpa por ficar brincando com você!
Pela fala repentina, Reisen ficou sem saber o que dizer. Já Tewi virou o rosto, que havia ficado um pouco vermelho.
Tewi: sei que fico muito no seu pé…ma-mas juro que só tô tentando dizer que me importo contigo
A coelha mais velha travou no meio da fala e, com uma certa vergonha, retraiu as orelhas com força.
Tewi: prometo tentar não fazer mais isso. Com certeza você deve me achar uma insuportável por tudo que já te fiz
O silêncio de Reisen perturbava ainda mais a pequena coelha, fazendo o rosto ficar ainda mais ruborizado.
Tewi: não me deixe falando sozinha! Diz alguma coisa!
Após essa frase, Reisen não se aguentou. De início era uma risada leve, mas que logo se transformou em uma gargalhada.
Tewi: não é para rir! Eu tô falando sério!
Reisen: É justamente por isso que estou rindo! Isso é inacreditável!
Aquela frase deixou Tewi sem reação. Após a Lunariana enxugar uma lágrima do rosto, ela sorriu genuinamente para a colega.
Reisen: Obrigada. Mas não precisa disso tudo, só vamos logo para casa, que estou morrendo de sono
Antes de continuar a caminhada, Reisen parou e estendeu a mão para Tewi.
Reisen: pega na minha mão
A coelha revirou os olhos com aquela frase, mas não negou. Isso fez com que Reisen passasse as mãos por de trás das suas pernas de Tewi para levantá-la
Tewi: Não era você que tava morrendo de cansaço?
Reisen: Fica tranquila. Você é muito mais leve do que parece
Tewi virou o rosto, fingindo não se importar com aquela situação.
Porém, apenas entrelaçou os braços no pescoço de Reisen para se firmar.
Mesmo com tantas desavenças, ainda se mantinham unidas como uma só.
