Chapter Text
Severus Snape tinha acabado de se mudar do seu país Natal - Japão - pro Brasil, ele é sua mãe Eileen tinha se mudado por questões financeiras. Após a morte de seu pai Tobias Snape, eileen teve que arranjar um emprego pra sustentar Severus e ela mesma
O problema era que ela nunca encontrava um emprego bom em si, ela só encontrava uns bico aqui e ali, mas ele também não ia tirar o mérito esforço de sua mãe. Ela estava dando tudo de si pra pagar as contas, comprar comida. Tinha dias que ela não dormia pra trabalha, dias estes que ela nem chegava a comer
Ele também queria ajudar sua mãe, ver ela sofrendo pra eles terem oque comer - porque ou eles comia ou pagavam as contas- mas sua mãe era uma mulher teimosa ela não aceitava sua ajuda. Ela dizia que ele tinha que focar nos estudos, que ela cuidava do resto
- Foca nos estudos Severus, eu vou achar um emprego estável,e entao a gente não vai ter com oque se preocupar - Falou Eileen um dia pro seu filho
Nesse mesmo dia ela já ia procurar mais algum bico pra ela poder pagar as contas de casa
Só que oque Eileen é muito menos Severus sabiam e que quando ela foi distribuído seu currículo é fazendo entrevistas de empregos - mesmo que sempre que ela fazia ela nunca era chamada- uma das empresas que Eileen entregou currículo acabou a aceitando
Foi um surpresa e tanto, mas uma felicidade imensa pra Eileen e Severus. Tanto é que nesse dia Eileen entrou em casa chorando e contando a novidade pro filho , esse mesmo que tomou um susto com a mãe chorando e tinha ido pergunta pra ela oque aconteceu
Após Eileen se acalmar ela contou oque aconteceu pro filho e Severus ficou em choque por uma 5 segundos. Até ele resolver voltar a vida e abraçar a sua mãe num abraço apertado e carinhoso
Oque eles não sabiam era que pra Eileen conseguir trabalhar ela não podia trabalhar na empresa do Japão em sim em outro País pois todas as empresas que estavam localizadas no Japão estavam lotadas. Ela teria que se mudar pra outro País
De primeira foi um choque pra Eileen, deixar sua Cultura,vida,modo de viver.. tudo! Era algo assustadora... mas não pra Eileen. Ela sacrificaria tudo pelo seu filho, então se deixar seu pais nativo pra ter uma chance de ter um renda melhor ela faria isso
Ela odiava ver seu filho magro, cabelo mal cuidado. Ah.. e as cicatrizes em suas costas... aquilo foi obra do Tobias quando vivo. "Tobias Snape ' era o maior arrependimento de toda a sua vida,
Ela queria ver o filho feliz,saudável e a condição que eles estavam agora não era nem um pouquinho saudável ou feliz
Talvez se ela tivesse se casado com alguém melhor ou se Tobias fosse um humano minimamente bom- oque convenhamos que é impossível para aquele traste-
Mas agora não importava, oque importava era que ela é seu filho Severus estavam se mudando. Não apenas de casa ou país, mas mudando pra uma vida melhor,mas uma vida mais feliz
Eileen estava visivelmente animada, a empresa sabendo de sua questão financeira mexeu uns pauzinhos aqui e ali pra pagarem a passagem e um apartamento que seria suficiente para elae Severus
Mas e enquanto Severus?
O mesmo estava feliz pelo sucesso da sua mãe, e sinceramente? Deixar o Japão para Severus seria como deixar sua vida antiga pra trás, claro ele estava nervoso em si afinal não é todo dia que vc muda de país, país este bem diferente do Japão viu?
Eles estavam no aeroporto esperando dar o horário para eles poder entrar o avião
Severus tentava disfarça o nervosismo comendo um onigiri que sua mãe ofereceu a ele, mas parece que ele não estava disfarçando tão bem quanto achava, pois sua mãe deu uma risadinha e perguntou
- Você está bem Severus? Você parece um pouco.. nervoso - Comentou Eileen com um sorriso gentil em seu rosto e olhos olhos suaves
Severus soltou um suspiro - Eu estou um pouco sim.. mas não dá pra me culpar! Não é toda quinta-feira que você muda de país - Disse Severus, a voz estava firme, mas dava pra notar um leve nervosismo em sua voz que nem Severus conseguia disfarça
- Eu sei querido, mas tente não se preocupar muito, vai ser uma chance de uma nova vida.. para nós dois - Falou Eileen olhando pra frente parecendo perdida em momentos passados, bons e ruins. Mas ela logo voltou e deu um sorriso a Severus colocando sua mão por cima de seu filho
Severus subitamente se sentiu mais calmo com o toque de sua mãe, ele sabia que naquela casa mesmo após a morte de Tobias sua mãe Eileen e até mesmo ele tomavam um susto quando a porta batia forte demais ou uma parte de madeira solta soltava um rangido alto demais, antigos hábitos de Tobias..
Ele é sua mãe haviam aguentado muito daquela coisa - Não dava nem pra chamá-lo de humano! - então talvez uma mudança de lugar não seja tão ruim assim
Severus ia falar algo a sua mãe quando o aviso de embarque de avião apareceu.
- Ah! Vamos Severus! E o nosso avião - Avisou Eileen, ela parecia realmente muito animada, mas não era pra menos afinal de contas ela tinha pesquisado muito sobre as comidas e a cultura do Brasil, e talvez Severus tenha ficado várias noites com ela pesquisado sobre..
Eles foram para uma fila onde indicava o embarque pro avião, de acordo com sua mãe eles tinha que ficar num grupo, o grupo deles era o 1, bom era isso que sua mãe Eileen falou quando checou o cartão de embarque
O grupo 1 que eles estavam havia cerca de 4 pessoas -tirando ele e Eileen obviamente- parecia uma pessoa sozinha e uma família e com uma criança que devia ter uns 11 anos ou algo assim, não importava
- Grupo 1! - Avisa um dos funcionários do aeroporto, ele possuía cabelos ruivos era bem branco quase palido mas num tom saudável e seus olhos eram castanhos escuros
Nós éramos os primeiros da fila então ele logo pediu nossos documentos e cartão de embarque
- Documento e cartão de embarque por favor - Pediu o funcionário de cabelos ruivos
- Aqui está - Disse Eileen entregando os seus documentos e cartão de embarque e o de seu filho
O funcionário acabava de checar os documentos e logo foi escanear os nossos cartões de embarque
- Tudo certo, aqui está - Diz o funcionário de cabelos ruivos devolvendo os documentos e cartões de embarque com um sorriso no rosto a minha mãe
Nos o agradecermos e seguimos para o avião, ficamos um tempo procurando nossos lugares mas no final deu tudo certo
- Tente dormir Verus, talvez isso te ajude se ainda estiver meio nervoso - Aconselhou minha mãe, parecia que ela sempre sabia quando alguém estava mal ou o sentimentos das pessoas em si, mas segui seu conselho e resolvi tirar um cochilo
Não pareceu durar 2 minutos quando senti uma mão me cutucar levemente, abri meus olhos devagar tentando enxergar quem havia me acordado, minha vista ainda estava embaçada por causa do sono, mas logo consegui focar e vi que era apenas minha mãe
- Severus? Acabamos de chegar, pegue suas coisas e vamos descer - ela dizia isso com im tom autoritário- que ela raramente usava, mas que eu não ia desobedecer-
Fiz oque ela mandou e peguei minha coisas, senti minha bagagem meio pesada mesmo não tendo muita coisa, " Talvez seja por causa que você é magro demais e nem chega a ser saudável gênio" pensei consigo mesmo, soltei uma leve risada que nem dava pra chamar de risada
Chegamos a parte de dentro do aeroporto, já tinhamos agradecido as aeromoças pelo bom voo
-Hmm... por aqui querido - falou Eileen, indicando com a cabeça a porta da saída, onde provavelmente havia um táxi ou um motorista da empresa nos esperando
A viagem em si de táxi foi longa havia alguns problemas no trânsito aqui e ali oque acabou nos atrasado, mas não era como se fossemos super especiais ou algo assim
Nós chegamos a passar por uma praia, mas não era qualquer praia era uma praia linda, parecia que eu estava olhando pra uma pintura, eu não ligava tanto pra aparencia e essas coisas, mas aquilo? Aquilo era lindo. O azul do céu mais o azul turquesa do mar era incrível, e a areia molduras perfeitamente o mar,mas me surpreendeu ver o tanto de gente lá tanto pra pescar quando apenas por diversão, e eram apenas 7:30 da manhã de um sábado
Eu não devo ter consigo esconder os brilhos em meus olhos a ver aquela linda praia pois o motorista do taxi pelo retrovisor de cima perguntou
- Ah as praias daqui são lindas não são? Vc principalmente garoto, parecia bem animado olhando as praias -Comentou o motorista, a maneira de que ele falava era como se fossemos amigos a anos mesmo não sendo
Não irei mentir senti meu rosto esquenta um pouco em ser pego no ato, mas logo respondi - E que as coisas aqui são tão lindas e ao mesmo tempo.. barulhentas? Não no sentido ruim claro - Eu ainda me embaralhada um pouco no português não era minha primeira língua afinal das contas - Mas é que no Japão as coisas são mais silenciosas, mas o barulho daqui parece melhor do que o silêncio - Terminei minha fala, indo um pouco pro mundo da lua mas não tanto
O homem riu - Hmm.. então ces são do Japão? Que legal! Minha filha queria ir na festa dela de 15 anos , mas isso é outra história, espero que vocês saibam que vão ser bem recebidos aqui no Brasil viu? - Disse o homem com um sorriso no rosto pra mim é para minha mãe
Minha mãe logo agradeceu - Muito obrigada, a gente mau chegou, mas estamos amando aqui, e tudo tão lindo como meu filho diz - Ela olhou pra mim com aquele olhar suave - oque era costume dela-
Eles continuaram conversando enquanto eu continuava observando o lugar, eu percebi que algumas pessoas andavam sem camisa pelas ruas, fiquei um pouco confuso, será que aqui de manhã não fazia frio? Ou só era costume? Fiquei pensando um pouco nisso, e só me dei conta de que havíamos chegado quando minha mãe agradeceu e pagou o moço pela " corrida " como eu vi uns brasileiros chamarem quando ainda estávamos no aeroporto
O taxi havia parando em frente a um prédio de três andares azul, Sevrus havia gostado da cor do mar e do céu, mas esse azul ele chegava a achar agressivo comparado a sua antiga vizinhança onde as casas era a maioria de cores mais neutras e claras. O calor de 39 graus que dava pra evaporar uma pessoa era bem.. insuportável obviamente, era como se ele estivesse vestindo vários casacos e pulado num vulcão!
- E aqui, Severus - Avisou Eileen, que ajeitou a bolsa de alça no ombro, ela parecia nervosa e animada ao mesmo tempo. Seus olhos brilhavam apenas de olhar para o local
No exato momento que eles colocaram o pé na calçada um moço wue usava regata branca e uma regata preta, que estava sentando observando a rua, abriu um sorriso mínimo mas wue parecia gentil
- Bom dia! Vocês são os novos moradores desse prédio?- Perguntou o homem de regata branca que continuava com o sorriso, minha mãe fez que sim com a cabeça - Então sejam bem-vindo! Sou o Seu Rafael - Disse Seu Rafael se apresentando, ele estendeu a mão esperando a gente aperta-la
Eu travei por um tempo. No Japão normalmente as interações eram curtas e silenciosas, então ver aquele homem, o Seu Rafael estendedo a mão para cumprimentá-lo era como um choque cultural, ele até chegou a dar um passo para trás, mas viu sua mãe o cumprimentando,sorrindo e o respondendo
Severus fechou discretamente os olhos porr um segundo e respirou fundo, aproveitado que estava um pouco atrás de sua mãe, ele sentiu o cheiro de temperos, café e da maresia. Ele se aproximou de Seu Rafael e apertou sua mão, ele até tentou imitar a firmeza dos brasileiros que ele observou no caminho, mesmo não tendo um resultado tão igual quanto os dos brasileiros
- Obrigada pela hospitalidade, Seu Rafael - Agradeceu Severus, mas a voz saindo mais baixa que de costume
Após um pouco de conversa - A maior parte dele sendo Seu Rafael indicando alguns locais para compras - ele e Eileen pegaram as malas e começaram a subir os degraus de cimento do prédio azul, demorou um pouco, mas deu tudo certo
Eileen usou a chave pra destrancar o apartamento, o sol do metal agora não dava mais aquele medo, não havia os passos pesados de Tobias ou o chão rangendo,havia apenas o vazio e a promessa de uma nova chance de vida
O sol quente batia no piso da cerâmica. Severus acabou deixando suas bagagens no chão, ele prosseguiu para a janela do apartamento. Lá fora o Brasil continuava barulhento,alegre e vibrante. Ele observou sua mãe já dando uma olhada na cozinha, ela parecia tão feliz e aliviada, ele se permitiu sorrir também
O Japão até podia ser seu país de origem, mas talvez, apenas talvez, aquele prédio azul barulhento seja melhor que o silêncio pesado. E aquele seja finalmente seu destino.
