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Eduarda sorriu ao escutar mais uma piada besta sobre a lei, algo que não faria se em seu corpo já não corresse algumas doses de álcool. Se encontrava em um bar duvidoso perto da delegacia, havia sido convencida a ir por Paulinho e quando mandou mensagem para Lorena, sua voz da razão e quase esposa, ela havia concordado com o rapaz, falando que ela precisava relaxar um pouco após semanas quebrando a cabeça.
Porém, estava tranquilo demais para uma noite em que tanto foi prometida. Por isso, não estranhou quando o clima mudou levemente e Paulinho, com aquele sorriso de quem sabe que vai causar o caos, colocou um sachê dourado com letras árabes em cima da mesa.
— O que é isso? Ta envolvido com o contrabando também? - brinca, vendo o homem revirar os olhos.
— Isso aqui é o “segredo dos deuses”, Juquinha. Pelo menos é isso o que diz o último relatório da apreensão do porto. - falou arrastando o sachê até que estivesse ao lado das mãos da mulher.
— Está vendo isso, Jairo? Nosso grande detetive estava mexendo no contrabando. - arqueia uma das sobrancelhas ao pegar o pacote e tentar entender algo que estava ali.
— Juquinha, minha filha, isso aí é o que você precisa, seu amigo só está te ajudando. - Jairo já estava ciente da pequena brincadeira que o rapaz queria fazer.
— O que eu preciso? Paulinho que tá tentando me viciar em açúcar de procedência duvidosa. Já disse que to cascuda, não caio mais nessas palhaçadas.
— Pelo amor de Deus, Juquinha, duvidoso é esses petiscos de cor estranha que você tá colocando na boca agora. - sorri, preparando sua próxima isca - É só um estimulante natural. O famoso “Mel do amor”. Tenho certeza que até a Lorena me agradeceria.
— A Lorena? - repete, de maneira sarcástica - A Lorena ia te dar um par de algemas por oferecer substância não identificada para a futura esposa dela, Paulinho. E eu também não sou louca de deixar uma mulher daquela solteira.
— Ah, qual é, Juquinha! - insistiu, se inclinando sobre a mesa - Isso é só mel, guaraná e umas ervas. Você precisa, tá tensa como uma corda de violão.
— Na verdade, acho que vocês dois precisam. - Jairo fala, tirando outro pacote do seu bolso.
— Como é? - Paulinho começa, surpreso - Jairo, isso não tava no nosso combinado.
— Paulinho, você também trabalhou demais nesse caso, merece esse estímulo para relaxar. - sorri sacana - Até o delegado aqui já tomou, virei outra pessoa.
— Mas sabe o que é, delegado? - a ruiva começa - Com tantas amantes, você deve precisar mesmo de um impulso, sabe? - seu parceiro sorri com a piada.
— Vocês nunca vão me deixar em paz com essa história, hein.
— É o preço de “amar demais”, Jairo. Como um polvo, né? Vários corações… - Eduarda completa irônica, bebendo um gole da sua cerveja antes de continuar enquanto escuta seu parceiro rir - Mas tudo bem, eu tomo esse mel se o Paulinho também tomar. - sorri sínica.
— Juquinha, não começa não. - fala um pouco menos confiante do que antes, já que agora também se encontrava na direção do tiro.
— Mas não é só um mel, Paulinho? Gerluce também vai agradecer por isso.
— Querem saber? Chega de papo furado! Os dois, agora. É uma ordem direta do delegado. - Jairo brinca, pegando uma batata já fria para comer - Quero ver vocês amanhã vão chegar para o relatório com essa mesma energia ou se vão estar rastejando. De qualquer maneira, sei que vão me agradecer.
Eduarda olha para Paulinho, já sentindo aquela adrenalina que sempre surgia quando fazia merda na adolescência nascer em seu corpo. Olhou para o celular sobre a mesa, não havia novas mensagens de Lorena, o que significava que ela provavelmente estava em casa, tranquila, esperando uma Eduarda relaxada. Bom, ela ia ficar relaxada, só não sabia se era do jeito que a morena imaginava.
— Quer fazer um brinde, Paulinho? - a ruiva brinca, rasgando o sachê, sentindo o cheiro surpreendente bom de mel.
— Pela saúde? - brinca, já levantando o sachê.
— Pela saúde!
No momento em que o líquido viscoso e doce caiu sobre sua língua, Eduarda sentiu um formigamento imediato. Parecia que estava tomando whisky puro, sem o ardor do álcool. Seu corpo arrepiou levemente, com os nervos que o cansaço havia derrotado sendo acordados em um pulo.
Em quarenta minutos, Eduarda podia jurar que haviam desligado qualquer tipo de fonte de refrescamento do ambiente, sentia como se a blusa que usava e roçava em sua pele fosse muito, o suor se acumulando aos poucos em sua pele. Era como uma onda de calor se espalhando pelo seu corpo.
— Gente, acho que já vou nessa. - ela murmurou, a voz saindo um pouco mais efetada do que pretendia.
— Já, Juquinha? - Paulinho riu, embora ele mesmo estivesse com as bochechas mais vermelhas que o normal e o suor se revelando cada vez mais em sua testa - Manda um beijo para a Lorena!
— Boa noite, gente. - se levanta, escutando o pessoal da mesa se despedir dela.
Único pensamento que passava em sua cabeça enquanto esperava o carro de aplicativo tinha nome e sobrenome: Lorena Ferrete.
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Eduarda batia o pé impacientemente no chão do elevador do condomínio, olhando o painel mudar de acordo com o andar em que passava. O cubo já apertado parecia ainda menor com o calor que percorria seu corpo e os pensamentos que insistiam em sua cabeça não ajudava muito na sensação.
A ruiva não sabia ao certo dizer se aquilo realmente era o efeito do mel ou se era algo mental pela superstição que o rondava, mas com certeza um dos efeitos era a impaciência e o calor. Talvez poderia até ser uma forma de se acostumar com as reações que o corpo tinha na menopausa de forma precoce. Porém, a necessidade que surgia em seu baixo ventre, a energia e o tesão que escorria de sua mente ao corpo, era um extra bem mais difícil de lidar.
Apenas alguns minutos depois, a porta do apartamento é aberta de forma bruta, surpreendendo Lorena, que estava na cozinha cortando algumas frutas para si. Eduarda não demorou muito para achar sua namorada no apartamento e a morena nem precisou olhar para trás para saber quem estava ali.
— Chegou cedo, achei que o Paulinho ia te roubar por mais algumas horas. - Lorena quebra o silêncio, aproveitando para comer um pedaço de morango que cortou.
Sem aviso prévio, a policial abraça Lorena por trás, envolvendo seus braços ao redor da cintura fina e enfia a cabeça no pescoço alheio, absorvendo o cheiro do seu amor. A Ferrete apenas amolece contra o corpo de Eduarda, deixando de lado as frutas que cortava.
— Você é tão cheirosa, é injusto. - a fala de Eduarda saiu abafada contra a pele da outra mulher.
— Hmm, acho que alguém só está com saudades. - seu tom era calmo.
Porém, indo contra a fala amorosa de Lorena, Eduarda empurra seu quadril contra a bunda da morena, a pressionando contra o balcão, levando agora as mãos para apertar a cintura que antes abraçava com força, escutando Lorena suspirar baixo e, como reflexo, acaba se empinando contra a intimidade da ruiva, sentindo uma lambida no pescoço como resposta.
— Você tá tão sexy com essa blusa de ursinhos. - diz ao retirar a cara de onde estava, escutando a risada de Lorena - Você esta rindo? - faz um biquinho emburrado.
— Duda, meu amor, olha você! - se vira, aproveitando para tentar cutucar a bochecha rosada da sua namorada, mas a ruiva desviou da tentativa - Saiu de uma cenoura para uma pimentinha. - brinca, vendo o tom rosado na pele da sua namorada. Sabia que tinha algo de errado ali.
Eduarda bufa, cruzando os braços desviando o olhar para a fruteira, olhando para o cacho de banana como se ele tivesse culpa de alguma coisa. O rosto da mulher estava avermelhado, com o suor começando a brotar em sua testa. Parecia até uma criança levada que acabou de levar uma bronca.
— Me diz, o que aconteceu lá para você está assim? - coloca o cabelo ruiva da sua namorada para trás da orelha.
Lorena sabia que algo tinha acontecido, Eduarda não era muito do tipo que chegava em casa já no desejo. Claro, uma vez ou outra podia acontecer, mas após uma semana de trabalho intenso e quase sem descansar direito não fariam sua namorada chegar em casa tão energética.
Eduarda solta um suspiro pesado, fazendo o ar quente escapar de seus lábios. Ela parecia uma panela de pressão prestes a estourar, mas com um biquinho de quem foi profundamente injustiçada pelo destino, e pela imaturidade de seus amigos de trabalho. Em pensar que às vezes até os considerava família.
— O Paulinho aconteceu, Lorena! - resmungou ela, sem descruzar os braços, a voz saindo meio grave e abafada, revelando sua impaciência - Ele e o Jairo resolveram que eu precisava de um “estímulo”, quando eu vi, o estímulo era um sachê com letras estranhas. Eles falaram que era o “Mel do amor”. Eu achava que era só lorota! Devia ser só açúcar, Lorena!
A morena solta uma risada alta, achando graça da situação em que sua namorada se meteu. Se aproximou da ruiva novamente, quebrando a pequena distância que a mulher tinha criado em prol da preservação do resquício que restava da sua dignidade.
— Mel do amor? Sério, Duda? A policial cascuda, que resolveu o escândalo da fundação Ferrete e o roubo das três graças, tomou um estimulante de procedência duvidosa só porque o parceiro pediu? - Lorena tentou mais uma vez tocar o rosto da namorada, dessa vez Eduarda permitiu o toque, fechando os olhos e soltando um som que era metade suspiro e metade gemido de frustração quando sentiu os dedos frescos da sua namorada contra sua pele febril.
— Eu tomei porque ele me desafiou! E porque o Jairo disse que até ele já tomou. - Eduarda abriu os olhos e Lorena sentiu um frio na barriga ao notar o quão dilatadas estavam suas pupilas - Mas agora, eu estou sentindo cada fibra do meu corpo vibrar. O tecido dessa minha blusa está me irritando, o apartamento parece ter ficado dez graus mais quente e você… Você está aí rindo, com esse pijama de ursinho que fica, ridiculamente, sexy em você.
Eduarda descruza os braços e segura os pulsos da morena, os levando para o seu peito. Seu coração martelava contra as costelas como se quisesse fugir e seu decote ficava cada vez mais atraente aos olhos claros.
— Eu tentei escutar a voz da razão, amor. Eu juro que tentei. - continuou Eduarda, o tom de voz perigosamente mais baixo e rouco, perdendo a parte infantil do emburramento e ganhando uma nota de urgência quase vital - Mas agora eu não consigo pensar em mais nada. Nem na vontade que eu estou de matar o Paulinho e fazer o delegado beber três sachês de uma vez. - brinca levemente, mas Lorena percebe que não dura muito e, como se fosse possível, as pupilas aumentam mais ainda - Eu só consigo pensar o quanto a altura deste balcão é perfeita para eu te colocar por cima dela e te chupar. - prende Lorena contra a pia.
A morena sente o ar escapar de seus pulmões e uma leve corrente de eletricidade passar por sua espinha com a franqueza da sua namorada. O contraste entre a fragilidade febril de Eduarda e aquela autoridade quase predatória que a policial costumava mascarar era entorpecente. Ela sentiu as costas sendo pressionada contra o mármore frio da pia, um choque térmico bem vindo contra o calor que agora também começava a subir pelo seu próprio pescoço.
— Duda… - Lorena murmurou, a voz saindo quase sem autoridade, quase um incentivo - Não está brincando, né? - sente o quadril da sua namorada contra o seu, a fazendo suspirar. Porra, ela ainda podia sentir o cinto tático da ruiva ali.
— Eu pareço estar brincando? - rebate, soltando os pulsos da morena - Porra, você não sabe o quando eu só conseguia pensar em você no bar e no caminho de casa, Lorena. - vai até a orelha sensível, mordiscando a cartilagem - Foi uma semana sem poder te sentir direito, o mel duvidoso apenas botou lenha no fogo que já existia. - adentra a camisa de ursinhos, colocando a mão quente possessivamente na cintura bem feita - Eu quero fuder com você, meu bem. - sussurra com voz manhosa.
— Então fode, Eduarda Fragoso. - passa a língua de forma provocativa sobre os lábios.
A ruiva não esperou mais nenhum segundo para avançar, colando os lábios em um beijo que não tinha nada romântico, era apenas a fome gritando. Era um beijo com gosto de urgência e um leve rastro doce de mel que parecia queimar. As mãos que antes estavam na cintura, foram até a parte de trás da coxa da mulher, a impulsionando e a sentando com facilidade no balcão, como se já tivesse imaginado aquilo várias vezes.
Lorena soltou um suspiro rendido em meio ao beijo, as pernas envolvendo a cintura de Juquinha por puro instinto. O pijama de ursinho, antes causador de risadas, agora era um um obstáculo irritante. Ela sentia cada ponto de contato: o tecido áspero da calça jeans de Eduarda contra a sua pele sensível, o hálito quente, a pressão das mãos firmes que não paravam por um segundo.
O beijo foi desacelerando aos poucos, com Eduarda dando selinhos lentos no final antes de começar a descer os lábios. Seguiu pela linha da mandíbula, descendo até o pescoço e encontrando o ponto de pulso, sentindo levemente o coração de Lorena contra sua boca. Não tardou a deixar uma marca ali.
— ‘Ta parecendo uma adolescente. - Lorena murmura, levando suas mãos aos cabelos ruivos da nuca da policial, a sentindo tremer - Carente e querendo deixar marcas.
— A culpa é sua. - Eduarda fala contra o pescoço alheio, se negando a sair de lá.
— Minha? - mesmo não querendo, retirou o rosto da namorada de seu pescoço, encarando os olhos dilatados, vibrando de desejo.
— Você acostuma mal. - pega uma das mãos de Lorena, beijando lentamente seus dedos - Aí eu passo uma semana toda atolada no trabalho e começo a agir igual a uma desesperada quando te tenho perto.
Sem esperar uma resposta, Eduarda começa a chupar os dois maiores dedos de Lorena, passeando sua língua lentamente entre eles, mordendo no momento certo. Seus olhos se encontravam em uma batalha forte por controle, mas Lorena não conseguiu resistir ao gemido baixo que saiu da sua garganta com aquela cena. Podia jurar que nunca esteve tão molhada quanto agora.
— Porra, Eduarda… - fala em um fio de voz - Para de provocar. Para de se segurar. - com a mão livre, puxa a mulher pela blusa preta de uma forma meio desengonçada - Acaba comigo, amor.
Foi ali que Lorena pôde ver o mel correndo pelas veias da ruiva, torrando cada consciência e autocontrole que ela poderia ter. Os lábios se chocam em um beijo denso, com línguas se encontrando em uma dança rústica. As mãos firmes da policial descem para as coxas nuas da mulher, subindo lentamente até começar a subir devagar a blusa do pijama por dentro da peça.
— Acho que vou ter que prender esses ursinhos bem longe de você, meu bem. - brinca, recebendo uma risada rouca como resposta.
A camisa logo não era mais um problema e os seios de Lorena ficaram visíveis ao fogo de Eduarda, a qual agradecia mentalmente pela morena sempre se recusar a usar sutiã. Sua boca começa uma trilha lenta, sensibilizando o pescoço, deixando sua língua fazer um rastro molhado por onde passava, aumentando o desejo aos poucos da morena.
Lorena sentiu o ar prender nos pulmões quando Eduarda passou a chupar um dos seus seios lentamente, como se tivesse apreciando cada reação que arrancava dela. A boca quente passeava pelos seios sem pressa, enquanto as mãos apertavam a carne de suas coxas por baixo do pijama.
O apartamento parecia quente demais, pequeno demais diante dos olhos famintos da ruiva, ansiosa para devorar sua namorada do jeito que podia. Eduarda se afasta apenas quando Lorena puxa seus cabelos, levando seu rosto para cima novamente.
— Você tá enrolando, cadê toda aquela pressa? - Lorena sussurrou, chupando o lábio inferior da mulher.
— Eu estou apenas esperando você falar o que quer, meu amor. - volta ao pescoço de Lorena, a vendo inclinar a cabeça para dar mais acesso.
Sem dizer nenhuma palavra, Lorena pega uma das mãos de Eduarda, fazendo um caminho de fogo pelo seu próprio corpo, descendo até seus shorts curtos, adentrando com a mão da policial ali. Eduarda gemeu sentindo o quão molhada a morena estava ainda com a calcinha.
— Me faz gozar, Eduarda. - sua voz sai sofrida, sentindo a pressão do dedão da mulher sobre seu clítoris. Seu ventre implorando por alívio cada vez mais.
Um arrepio percorreu a espinha de Eduarda, parecendo um choque de realidade, a fazendo rapidamente reagir diante das palavras. Sua mão puxa a calcinha de Lorena para o lado, deixando seus dedos sentirem os lábios quentes e molhados diretamente. Em um passeio lento de baixo para cima, espalhando a umidade, Eduarda retorna ao nervo intumescido, começando círculos lentos e com a pressão certa sobre ele.
De repente, Eduarda para seus movimentos, escutando um gemido frustrado de Lorena, mas não tardou a revelar o que realmente queria. Suas mãos foram para a barra do short leve da morena, a vendo se apoiar nas mãos e levantar o quadril para que a peça fosse retirada juntamente com a calcinha de seu corpo.
Assim que as peças de roupas bateram no chão, Lorena abriu suas pernas, se oferecendo para a policial de maneira crua, mostrando seu desejo e sua necessidade quase tão ardentes quanto as da ruiva. A boca quente foi fazendo um caminho lento pelas coxas, subindo lentamente por um caminho que parecia pegar fogo, com dentes e língua deixando suas marcas por onde passavam.
— Amor, me chupa logo. - leva as mãos para os cabelos ruivos, os apertando em antecipação. Seu ventre já tremia de desejo e sua intimidade pulsava em luxúria.
Então Eduarda realiza sua principal missão desde que viu sua namorada tão gostosa em um pijama de ursinho, gemendo ao sentir o gosto de Lorena sobre sua língua. Sua língua e boca passam por toda a carne molhada, indo até a entrada da mulher, provocando antes de subir lentamente até o clítoris exposto.
— D-Duda… - geme arrastado ao sentir seu clitóris ser atacado com tanta devoção.
Eduarda provoca o nervo com sua língua, sentindo os seus cabelos serem apertados pelas mãos da sua namorada. A policial sobe com uma das mãos de maneira lenta pela perna da mulher, subindo apenas como uma provocação, uma maneira de sentir mais o corpo de Lorena. Porém, ao mesmo tempo em que Eduarda mordiscou levemente seu clítoris, os dois maiores dedos da mulher invadiram o interior da morena.
— Porra! Duda! - grita, fechando os olhos com força.
Uma das mãos de Lorena sai dos cabelos ruivos, subindo até seu próprio seio, começando a maltratar seu mamilo, aumentando ainda mais seu estímulo de prazer. Eduarda sentia a entrada quente e molhada de sua namorada apertar seus dedos, enquanto saía e entrava de forma bruta, mas certeira.
— A-Amor… - Lorena chama, vendo os olhos de Eduarda irem ao encontro dos seus - Quero gozar olhando nos seus… - arfa - olhos.
Do jeito que a mulher pediu, foi feito. O calor e o formigamento conhecidos começaram a se espalhar pelo seu corpo, seu quadril já se mexia se forma errática em busca dos dedos e da boca da policial, enquanto os olhos de Eduarda a observava se derreter em suas mãos. Aquilo era demais para ela.
Seu orgasmo veio de maneira arrebatadora, cortando sua garganta com um gemido alto, puxando os cabelos ruivos enquanto se derramava na boca de sua mulher. Os movimentos de Eduarda forma diminuindo aos poucos, juntamente com os tremores de seu corpo.
Ao passar da onda mais forte de prazer, Eduarda se levanta e vai de encontro com o corpo mole de Lorena, agarrando sua cintura em um abraço forte, colocando sua cabeça contra o pescoço suado e vermelho da mulher. Conseguia sentir o pulso acelerado de Lorena contra seu nariz.
Eduarda permaneceu enterrada no pescoço de Lorena por alguns segundos, respirando pesado, como se ainda estivesse tentando voltar para dentro do próprio corpo. Os dedos apertavam a cintura da morena devagar, quase possessivos, enquanto ela distribuía beijinhos preguiçosos pela pele marcada. Lorena, por outro lado, estava completamente mole em cima do balcão.
— Eu odeio você… — murmurou sem convicção alguma, ainda ofegante.
— Isso não pareceu ódio. - Eduarda disse e ergueu o rosto lentamente, com a boca inchada e os olhos ainda absurdamente dilatados.
— Porque você me chupou como se estivesse tentando ganhar um prêmio. - a policial soltou uma risada rouca, abafando o som contra o colo dela.
— Eu sempre levei isso muito a sério, sabe?
— Sempre, é?
— Sim, meu bem, com todas. - brinca, recebendo um tapa em seu ombro - Ai, Lorena! - ri.
— ‘Pra parar de ser idiota. - fala, mas não consegue manter sua postura séria por muito tempo.
Lorena passou os dedos pelos cabelos ruivos bagunçados, observando a expressão satisfeita da mulher. O contraste era ridículo: a investigadora temida, armada, séria e intimidadora… agora parecia um cachorro carente depois de ganhar atenção. Um golden.
— Você tá muito afetada por esse mel vagabundo. — comenta, acariciando sua nuca.
— Você fala como se antes eu já não tivesse vontade de te comer na cozinha normalmente.
— Normalmente você pelo menos tenta esconder.
— E funciona? - Lorena abriu a boca para responder, mas acabou rindo baixo.
— Não. - Eduarda sorriu de canto com a resposta, claramente orgulhosa de si mesma. Então seus olhos caíram para o próprio cinto ainda preso à calça jeans.
— Caralho… — ela resmunga — eu ainda tô uniformizada. - Lorena acompanhou o olhar e mordeu o lábio ao notar a arma, o distintivo e o coldre completamente deslocados naquela situação.
— Isso devia ser ilegal de tão gostoso.
— Você falando isso não ajuda meu estado clínico.
— “Estado clínico”? — Lorena gargalhou — Duda, você tomou mel do amor de procedência criminosa num bar de esquina.
— Foi um experimento científico social.
— Ah, claro. Método Fragoso de investigação. - Eduarda se aproximou outra vez, encaixando o rosto no peito dela dramaticamente.
— O método Fragoso concluiu que eu estou apaixonada, com tesão e começando a ficar com a coluna doendo. - Lorena riu de maneira alta.
— Vem cá, policial cascuda. — segura seu rosto entre as mãos — Acho melhor a gente migrar pro quarto antes que você resolva me prender na geladeira também. - Eduarda ergueu uma sobrancelha.
— Você tá dizendo isso como se fosse uma má ideia. - balança as sobrancelhas.
— EDUARDA.
— Tá bom, tá bom. — levanta as mãos em rendição, embora estivesse sorrindo — Quarto. Cama. Ambiente apropriado para continuar cometendo crimes contra a moral e os bons costumes.
Lorena desceu do balcão com as pernas ainda meio bambas, quase tropeçando no próprio short abandonado no chão. Para sua sorte, mesmo que o mel tenha deixado Eduarda estupidamente afetada, seu instinto policial ainda estava ativo, a fazendo enrolar sua cintura rapidamente, evitando sua possível queda.
— Ai, meu Deus.
— Cuidado.
— A culpa é sua! Você destruiu minhas funções motoras.
— Fico feliz em saber que meu desempenho foi eficiente. - Lorena estreitou os olhos com a resposta.
— Você tá se achando demais. - dá uma batidinha no ombro alheio.
— E você ‘tá andando igual uma recém-nascida aprendendo a usar as pernas.
A morena tentou empurrá-la, mas acabou rindo de novo quando Eduarda aproveitou a aproximação para roubar outro beijo. Um beijo mais lento dessa vez. Menos urgente. Ainda quente, ainda cheio de fome… mas agora misturado com aquela intimidade confortável que só existia entre elas. Eduarda encostou a testa na dela antes de começar a falar.
— Então… quarto? - Lorena fingiu pensar por dois segundos.
— Hm. Acho que sim. Antes que o efeito desse mel faça você querer me comer em cima da máquina de lavar. - A ruiva ficou em silêncio. Silêncio demais. Lorena arregalou os olhos. - Eduarda Fragoso, nem pensa nisso.
— Eu não falei nada!
— Mas pensou.
— Talvez um pouco.
— Quarto. Agora.
— Sim, senhora.
E Eduarda realmente obedeceu, fazendo uma continência em brincadeira. O caminho até o quarto devia ser tranquilo, se a ruiva não inventasse de tentar beijar Lorena por todo o caminho, às fazendo tropeçar pela maior parte do corredor. Pelo menos foi engraçado.
Porém, o clima de risada se quebra assim que a porta do quarto se fecha e Lorena puxa Eduarda para um beijo de verdade, com as línguas explorando as bocas já conhecidas com luxúria, colocando mais fogo na fogueira de ambas. Lorena é levada calmamente até a cama no meio do quarto, sentando ao sentir a cama bater em sua perna. Antes que fosse possível se conectar para um beijo novamente, Lorena afasta Eduarda de si, vendo o rosto da mulher ficar confuso.
— Tira as roupas, policial. - ordena com a voz rouca - Quero te ver.
Eduarda sorri provocativa, como alguém que já sabia o que fazer. Começa retirando seus sapatos e meias, indo para o cinto tático, o tirando com delicadeza e o colocando em cima da cômoda ao lado da cama. Seus dedos até podiam fazer o trabalho, mas eles tremiam levemente pelo efeito do mel. Ela não conseguia desabotoar sua blusa.
— Porra! - reclama, escutando Lorena rir.
— Que foi, investigadora? Uns botões são difíceis demais para você?
— Não enche, Lorena. - fala emburrada, fazendo um biquinho de criança frustrada, escutando a morena rir mais ainda.
— Vem cá, minha policial cascuda. - Eduarda bufa irritada, mas sem muitas opções vai em busca de ajuda.
Lorena terminou de abrir o último botão devagar, deixando a blusa escura escorregar pelos ombros de Eduarda até cair no chão. Por um instante, ela apenas observou. A ruiva respirava pesado, o peito subindo e descendo rápido demais, a pele marcada por arrepios onde os beijos haviam passado. O cabelo bagunçado, os olhos ainda queimando daquele jeito intenso… tudo nela parecia perigosamente bonito.
— Para de olhar assim. — Eduarda murmura, tentando manter a pose, embora claramente afetada.
— Assim como?
— Como se quisesse me desmontar inteira. - Lorena sorriu de canto.
— Mas eu quero. - aquilo fez a policial engolir seco.
Ela ainda tentou sustentar o olhar provocador por mais alguns segundos, mas perdeu a batalha no momento em que Lorena deslizou as mãos lentamente pela sua cintura, sentindo os músculos tensos reagirem ao toque.
— Você treme toda vez que eu encosto. — a morena provoca em voz baixa.
— Porque você faz de propósito.
— Faço mesmo.
Eduarda soltou uma risada nasal, desacreditada, antes de segurar a cintura dela e puxá-la para mais perto na cama. O colchão afundou sob o peso das duas enquanto o clima voltava a ficar denso, quente e íntimo. Mas então—
— Espera. — Lorena estreitou os olhos de repente.
— O quê?
— Você ainda tá de calça. - Eduarda olhou para baixo como se tivesse acabado de perceber.
— Ah, verdade..
— Meu Deus, o mel fritou seu cérebro.
— Meu cérebro foi embora quando você começou a abrir minha camisa beijando meu abdômen. - Lorena riu, empurrando ela levemente pela barriga.
— Tira logo isso antes que eu perca a paciência.
— Você mandando assim até parece autoridade policial.
— E você tá muito insolente pra alguém praticamente sem roupa.
A ruiva finalmente abriu o botão da calça jeans, descendo o zíper devagar enquanto mantinha contato visual só para provocar. Lorena tentou sustentar a expressão debochada, mas perdeu totalmente o personagem quando Eduarda deixou a peça cair no chão sem nenhuma pressa junto com a calcinha.
— Satisfeita? — pergunta a policial, abrindo os braços teatralmente. Lorena mordeu o lábio inferior, observando ela da cabeça aos pés.
— Ainda não.- Eduarda soltou uma risada rouca e subiu na cama de novo, engatinhando devagar até alcançar a morena.
— Que exigente você ficou.
— Culpa sua.
— Minha?
— Você me acostumou mal. - a frase arrancou um sorriso imediato da ruiva.
— Ah, meu bem, mas você sempre foi mimadinha. - coloca o rosto no pescoço da morena.
— Ah, é? - começa a sentir beijinhos na pele sensível do seu pescoço, a fazendo inclinar a cabeça para dar mais espaços aos lábios famintos.
— Sim, mas eu gosto desse seu jeito. - sobe os beijos, até está cara a cara com a morena - Mandona, sabe?
— Se você gosta tanto assim, eu tenho uma ordem para você, detetive. - sussurra contra os lábios inchados da policial.
— Pode falar, comandante. - deixa um selinho na boca de Lorena.
— Eu ordeno que você me foda na nossa cama, policial. - a voz de Lorena saia como um miado. Perigo puro.
Eduarda acatou a ordem sem pensar, deitando Lorena em meio aos travesseiros, se colocando por cima da mulher rapidamente. Seu joelho vai de encontro com a intimidade inchada e molhada, vendo as costas de Lorena se arquearam em resposta automática à pressão nova. As bocas se envolvem em um beijo ardente, ainda queimando de desejo e tesão. As línguas se encontravam como se procurassem alguma parte que ainda não reconhecia nas bocas íntimas.
O beijo molhado se quebra quando o ar começa a fazer falta, as obrigando a se afastar. Os lábios avermelhados de Eduarda não demoram a voltar ao trabalho, salpicando beijos pela mandíbula, pescoço e clavícula, deixando os dentes e a língua marcarem como bem entender o caminho que percorria.
Lorena se esfregava sem vergonha na perna em meio a suas - parecia até que estava no começo do namoro delas dentro do carro -, suspirando e gemendo audivelmente enquanto passeava com as mãos pelas costas de Eduarda, marcando caminhos vermelhos com suas unhas curtas.
— Duda… - geme ao sentir a língua quente de Eduarda começar a brincar com um de seus mamilos.
Uma das mãos de Eduarda subiu para o outro seio, dando a devida atenção para ele também. Lorena arqueou levemente as costas ao sentir a atenção dividida entre seus seios, deixando escapar um gemido mais alto que o anterior. O corpo inteiro parecia sensível demais, elétrico demais, reagindo a qualquer toque de Eduarda como se fosse a primeira vez.
A ruiva aproveitou o som, sorrindo contra sua pele antes de subir os lábios lentamente pelo colo da morena, espalhando beijos demorados enquanto suas mãos continuavam explorando cada curva já conhecida de cor.
— Você faz uns sons perigosos, sabia? — Eduarda murmura rouca, ainda muito perto da pele dela. Lorena soltou uma risada entrecortada, embora claramente sem ar.
— E você provoca demais.
— Porque você fica linda perdendo a compostura.
A morena revira os olhos, mas acaba puxando Eduarda para outro beijo antes de conseguir responder qualquer coisa atravessada. O beijo veio intenso outra vez, quente, cheio daquela urgência que parecia nunca diminuir entre elas. As mãos de Lorena deslizaram pelos ombros da policial, sentindo os músculos tensos sob seus dedos enquanto Eduarda a pressionava contra o colchão devagar, pressionando ainda mais a perna entre as dela só para ouvir o suspiro imediato que arrancou.
— Tá vendo? — Eduarda provoca baixinho — Nem precisei fazer nada.
— Cala a boca. — Lorena responde sem qualquer firmeza, já rindo. A policial ri junto, enterrando o rosto no pescoço dela outra vez.
O quarto estava abafado, bagunçado, cheio da respiração das duas e das roupas espalhadas pelo chão. Mas, diferente da urgência desesperada da cozinha, agora havia algo mais lento no jeito que se tocavam. Ainda intenso, ainda faminto… só que misturado com carinho, com intimidade, com aquela sensação confortável de quem sabia exatamente como enlouquecer a outra.
Logo o quadril de Lorena se torna errático,os seus gemidos passam a ser mais frequentes e sua lubrificação deixava um rastro cada vez maior na perna malhada da policial. Os dedos da morena cravaram na pele das costas de Eduarda, escutando a mulher suspirar de dor em seu pescoço.
Eduarda levanta seu rosto lentamente, parando para observar as expressões obscenas e fodidamente quentes de Lorena. O suor descendo pela sua pele, os olhos turvos, se esforçando para se manterem abertos e o vermelho que cobria seu rosto cada vez mais devido ao esforço.
Porém, quando os olhos verdes se fecharam e um arrepio passou pelo corpo de Lorena, Eduarda retira sem dó sua perna da intimidade necessitada de sua mulher, ouvindo um suspiro frustrado de Lorena e seus olhos se abrirem rapidamente em uma confusão turva.
— Não me olhe assim… - Eduarda murmura baixo, sua voz rouca fazendo efeito no ventre de Lorena - A culpa foi sua. - morde os lábios inferiores da mulher - Eu quero ver você gozar olhando nos meus olhos. - sua fala foi o suficiente para arrancar um gemido manhosa da mais nova.
A mão que ainda estava no seio de Lorena desce lentamente, fazendo um rastro de fogo por onde passava, deixando a pele arrepiada. Os dedos longos e já conhecidos chegam na intimidade alheia, acariciando o nervo sensível com precisão, mas não se demora muito ali, descendo rapidamente para a entrada apertada, a invadindo com dois dedos.
Lorena geme com a invasão, sentindo os dedos treinados entrarem e saírem na velocidade certa. Os olhos escuros e claros se mesclavam, se encarando com uma grande tensão, cumprindo o que Eduarda disse antes. Ela iria fazer Lorena gozar olhando em seus olhos.
Os dedos de Eduarda mantinham um ritmo preciso, quase cruel na forma como conheciam exatamente o corpo de Lorena. Cada movimento arrancava um novo suspiro da morena, cada toque parecia aumentar ainda mais aquela tensão quente que já fazia suas pernas tremerem.
Mas o que realmente desmontava Lorena era o olhar.
Eduarda a encarava como se estivesse hipnotizada.
Como se assistir ela se desfazendo em suas mãos fosse a coisa mais bonita do mundo.
— Isso… - a policial murmura baixo, quase sem fôlego também - Não desvia os olhos de mim.
Lorena tentou responder alguma coisa, mas tudo que saiu foi um gemido manhoso quando os dedos da ruiva mudaram levemente o ritmo. Seu corpo arqueou contra o colchão, procurando mais contato, mais pressão, mais dela. A mão livre de Eduarda subiu para o rosto da mulher, acariciando sua bochecha com um cuidado absurdo em contraste com a intensidade do momento.
— Você fica tão linda assim… - ela confessa rouca, observando Lorena perder completamente a compostura - Toda vermelha, tentando fingir que ainda tem algum controle. - Lorena soltou uma risada fraca, entrecortada pela respiração irregular.
— A culpa é sua…
— Eu sei. - Eduarda sorriu de canto - E adoro isso.
O comentário arrancou outro gemido frustrado da morena, que apertou ainda mais os ombros da policial, já sem saber se queria reclamar ou puxá-la para mais perto. A tensão entre as duas parecia viva.O quarto inteiro parecia pequeno demais para conter aquilo.
Eduarda aproximou o rosto lentamente do dela outra vez, roçando os narizes antes de beijá-la com calma dessa vez — um beijo lento, profundo, íntimo — enquanto continuava guiando Lorena cada vez mais perto do limite.
E quando a morena finalmente perdeu o resto da força nas pernas, escondendo um gemido no beijo e mordendo fortemente os lábios da ruiva, Eduarda apenas segurou sua cintura com firmeza, deixando uma risada baixa escapar entre os lábios. O corpo tensionado logo se relaxou, procurando o calor de sua namorada.
— Pronto… - sussurrou contra a boca dela - Agora sim você olhou pra mim direitinho.
Lorena abriu os olhos devagar, ainda ofegante, completamente mole embaixo dela. Então estreitou os olhos numa tentativa falha de recuperar a dignidade.
— Você é insuportável. - Eduarda sorriu imediatamente.
— Mas você me ama.
— Infelizmente.
— “Infelizmente” nada. — a policial respondeu, roubando outro beijo rápido — Você tá literalmente agarrada em mim agora. - Lorena olhou para as próprias pernas ainda presas na cintura dela e soltou um resmungo derrotado.
— Não estraga o momento apontando fatos. - Eduarda, por um momento, se perde no rosto de sua amada e Lorena percebe - O que foi? - a ruiva finge suspirar derrotada.
— Ah pronto. Me apaixonei de novo.
— “De novo”?
— Acontece umas 15 vezes ao dia. Você que não percebe, meu bem. - Lorena ri da sua fala, sentindo um bom quentinho em seu peito. Dando um pequeno beijinho de esquimó na ruiva.
Após o momento, Eduarda se joga ao lado de Lorena, fechando os olhos, tentando controlar novamente a sua respiração e o desejo que vibrava em seu ventre. Porém, com todo o fogo relaxando um pouco, sentiu uma pontada em suas costas, a fazendo virar de lado, pronta para estalar. Antes de finalizar seu movimento, sente Lorena se encaixar atrás de si, colando os seios em suas costas enquanto rodeava sua cintura com o braço.
— Amor? - Eduarda fala com um fio de voz.
A ruiva não obteve resposta, mas começou a sentir a mão da mulher ganhar vida contra si. Os dedos, meio gelados pelo ar condicionado, começavam a acariciar a barriga malhada de Eduarda. Mas a policial sabia, quando se tratava de Lorena, os carinhos sempre poderiam pegar um caminho mais erótico.
— Duda… - encaixa sua cabeça contra o pescoço alheio, lambendo o local - Você ainda tá tão quente. - sussurra.
Eduarda soltou um suspiro trêmulo ao sentir a língua de Lorena deslizar lentamente por sua pele. O corpo inteiro pareceu reagir ao mesmo tempo, como se seus nervos estivessem expostos demais sob aquele calor insistente que o mel ainda deixava nela.
— Amor… — a voz saiu baixa e rouca, quase cansada.
Lorena apenas apertou mais o corpo contra o dela, aproveitando o jeito como Eduarda estremecia fácil demais agora. Os dedos frios continuavam passeando pela barriga definida da policial, lentos, preguiçosos, mas perigosos.
A morena sabia o efeito que causava em Eduarda, ainda mais naquele estado em que ela se encontrava, sem conseguir esconder nada. A ruiva fechou os olhos quando sentiu os dedos descerem ainda mais, apenas roçando sua pele de propósito. Deixando ali o ventre de Eduarda queimar ainda mais, com a mão tão próxima de onde desejava.
— Você tá fazendo isso de propósito. - murmurou, respirando fundo.
— Fazendo o que?
— Isso… Esse jeito calmo. - engoliu em seco quando sentiu outro beijo em seu pescoço - Você sabe que eu to totalmente indefesa e tá se aproveitando disso.
— Talvez. - sorri contra o pescoço.
Sua mão agora ganha uma direção, subindo para os seios de Eduarda, enquanto sua boca brincava com o pescoço branco. Deixou um beijo debaixo da orelha da ruiva e, no mesmo momento, agarrou um dos seios fartos, vendo Eduarda se arquear e suspirar forte.
— Duda, deixa eu te comer. - sussurra no ouvido da ruiva, vendo o corpo dela tremer.
— Lorena… - morde os lábios fracamente - Eu faria qualquer coisa que você quisesse agora. - diz e sente Lorena rir contra seu pescoço.
— Você sabe o que eu quero, meu bem.
Em um movimento rápido, Lorena leva sua mão até a mandíbula marcada da sua mulher, virando o rosto da mulher em sua direção, admirando a cara de carência da policial, os olhos transparentes pedindo para que a Ferrete parasse de enrolar e acabasse logo com isso.
— Me come, Lorena Fragoso. - sussurra contra os lábios inchados da morena, vendo os olhos verdes dilatarem ainda mais.
Não foi preciso mais para que Lorena se movimentasse, colando os lábios em um beijo meio desajeitado pela posição, mas totalmente desejado. A mão de Lorena começou a descer do rosto da ruiva, apertando firmemente o pescoço antes de continuar seu caminho.
— Eu que vou provar seu mel agora. - Lorena brinca ao separar o beijo, vendo Eduarda revirar os olhos.
— Deixa as piadas comigo, amor. - pega a mão de Lorena e a leva para o seu seio - Menos palavras, mais ações.
Os lábios se encontram novamente, como se tivessem um ímã os atraindo. A mão de Lorena segue a dica, começando a maltratar um deles contra a palma de sua mão, apertando, beliscando e brincando do jeito que sabia que a mulher gostava. Como surpresa, Lorena enfia uma das suas pernas entre as de Eduarda por trás, fazendo a mulher separar o beijo e gemer baixo.
— Está tão molhada, amor. O mel realmente mexeu com suas estruturas, hein? - murmurava provocando.
Era verdade o que Lorena disse, o mel havia bagunçado tudo o que sentia.
As coisas dentro dela pareciam mais intensas agora: o desejo, o toque, o ciúme ridículo por atenção, a necessidade quase desesperada de ficar perto. E Lorena estava vendo tudo, cada pedaço.
— Seu coração está tão desesperado. - ela podia sentir ele batendo contra seu peito.
— É culpa sua.
— Minha? pensei que fosse culpa do mel. - pressiona sua perna contra a intimidade da ruiva, a sentindo tremer em seu braço.
Sem aguentar muito daquilo, a mão da morena retoma seu caminho pelo abdômen liso, mas agora tinha um caminho muito bem traçado. Afastou sua perna e colocou sua mão no lugar, dedilhando suavemente de baixo para cima, pressionando o nervo sensível da mulher. Como resposta, Eduarda gemeu e jogou o quadril em direção aos dedos, buscando o alívio de forma automática.
— Lorena… - Eduarda geme ao sentir uma verdadeira pressão em seu clítoris.
A morena parecia hipnotizada, provocando o pescoço suado enquanto se deliciava com a sensação da policial em seus dedos. Eduarda, sem pensar muito, agarra o pulso de Lorena, o tirando do seu ponto sensível, descendo lentamente até sua entrada, deixando seus dedos posicionados.
— Por favor, mete logo. - a ruiva realmente sentia prazer na penetração. E Lorena nunca negaria isso a sua mulher, ainda mais com ela pedindo de um jeito tão manhoso.
Em apenas um movimento, o dedo médio e o anelar de Lorena entram em Eduarda, escutando um gemido alto da mulher que pareceu se perder pelo quarto junto com o som irregular da sua respiração. O corpo da ruiva reagiu imediatamente ao toque de Lorena, estremecendo inteiro enquanto tentava se aproximar ainda mais dela, como se nunca fosse suficiente.
Lorena manteve os lábios em seu pescoço, distribuindo beijos lentos pela pele quente da policial enquanto a segurava firme contra si. Conseguia sentir cada reação dela: os músculos tensionando, o coração acelerado, os suspiros falhos escapando entre os lábios entreabertos.
— Assim? — perguntou baixo contra sua pele.
Eduarda respondeu apenas arqueando o corpo outra vez, completamente entregue ao toque dela. A mão segurando o pulso de Lorena apertou um pouco mais, não para afastar, nunca para se afastar, mas como alguém tentando se manter minimamente inteira.
O mel árabe parecia ter triplicado a potência dos nervos da policial, a fazendo sentir tudo mais intensamente. O vaivém parecia atravessar direto sua pele e os beijos faziam seu corpo reagir sem controle. E Lorena estava amando perceber isso. A boca da morena não abandonava o pescoço de Eduarda, retribuindo cada marca que sabia que haveria em seu corpo na manhã seguinte. Era até legal agir como um adolescente.
— Fala que é minha, policial. - Lorena fala ao pé do ouvido alheio com a voz rouca.
— Sou sua. - fala rápido, sentindo o prazer queimar seu corpo.
— Repete, Eduarda. - passa sua mão livre por baixo do pescoço da mulher, apertando a área até que faltasse um pouco de ar para a policial.
— S-Sou só sua, Lorena. - sua voz saia por um fio. No próprio automático da possessividade, Lorena dobra levemente seus dedos dentro de Eduarda, sabendo muito bem o ponto mais sensível da mulher. Em resposta, a ruiva colocou uma das mãos para trás e começou a puxar levemente o cabelo escuro enquanto rebolava freneticamente nos dedos da Lorena.
— L-Lorena… Caralho. - sua voz saia em meio a gemidos sem sentidos.
Pouco tempo depois, Eduarda já se sentia tonta, derretida no prazer que sua mulher, e apenas ela, a proporciona. Por isso, não demorou muito para que um gemido alto cortasse sua garganta, suas costas arquearam e seus sentidos perdessem a razão enquanto tremia contra a morena. Seu corpo parecia estar no ápice do prazer, ainda sentindo os dedos de Lorena mexerem dentro de si, diminuindo a velocidade aos poucos, estendendo seu orgasmo.
Quando a onda de calor passou, Lorena retirou os dedos de dentro da ruiva e retirou a mão do pescoço, escutando um suspiro leve como reação. Seus lábios subiram do pescoço para a bochecha da mulher, estalando um beijo molhado ali, como um sinal de carinho. Porém, em um movimento meio bruto e rápido, Lorena vira o rosto de Eduarda para si com os dedos molhados, encarando os olhos ainda turvos.
— Abre a boca, amor. - não foi preciso pedir mais uma vez para que Eduarda abrisse.
A policial chupou os dedos com o próprio sabor como se sua vida dependesse disso, encarando os olhos verdes enquanto fazia isso, não querendo perder sua leve dominância. Os dedos são retirados em um só movimento e logo Lorena invade a boca de Eduarda com a sua língua, gemendo enquanto sentia o sabor invadir seu paladar.
Elas se separam calmamente, deixando beijinhos até estarem prontas para se separarem. Lorena abriu os olhos e já encontrou a ruiva a encarando com suas pupilas brilhantes. Eduarda sorri para a morena, sentindo um sentimento bom em seu peito.
— Eu te amo. - Eduarda é a primeira a quebrar o silêncio, sua voz rouca pelo uso anterior.
— Eu também te amo, amor. - deixa um selinho nos lábios inchados - Mas ainda não é o suficiente. - sorri sacana.
— Como assim?
Eduarda podia jurar que sua namorada tinha super velocidade, porque em segundos a mulher já estava no meio das suas pernas, a encarando como uma pessoa morta de fome implorando por comida.
— O mel deve ser melhor na fonte, meu bem.
Dali em diante, Eduarda percebeu que o mel foi uma benção em sua noite. Talvez iria agradecer ao Jairo, no final das contas. Quem não iria agradecer por ter Lorena Ferrete no meio das suas pernas?
{•••}
A manhã seguinte para Eduarda não foi um despertar, foi uma retomada de consciência lenta e dolorosa. Os raios de sol que atravessavam a cortina batiam em seus olhos como um martelo. O cansaço da semana de trabalho e a escassez da adrenalina do mel bateram de uma vez.
Tentou se mexer, mas parecia que um caminhão havia passado por cima de si. Dali, aceitou que seu sistema estava operando em modo de segurança - apenas funções básicas como respirar e reclamar funcionavam -, percebeu também que sua garganta implorava por água como um cacto no deserto e que seu principal inimigo era o sol.
A ruiva tentava se manter viva na cama em um silêncio quase desistente, mas logo foi quebrado por um som ritmo e alegre de Lorena cantarolando no corredor ficando cada vez mais alto. A futura Fragoso apareceu na porta, encostada no batente, segurando um copo de água. Ela ainda usava o pijama de ursinho, que agora parecia rir da cara derrotada de Eduarda. Era quase um inimigo íntimo.
— Como você pode acordar tão linda e brilhante? - Eduarda resmunga, vendo Lorena se aproximar da cama e sentar ao seu lado, começando um carinho em seus cabelos bagunçados.
— Bom dia para você também, minha Supergirl. Onde está toda aquela força de ontem? - brinca.
Eduarda solta um suspiro longo, que terminou em um grande bocejo enquanto aproveitava o carinho em seu couro cabeludo. Ela vira o rosto lentamente para olhar sua mulher, os olhos semicerrados e os cabelos ruivos mais rebeldes do que nunca.
— Não abusa, Lorena. - falou, a voz saindo mais grave que o normal - Eu fui uma vítima de envenenamento por dois marmanjos que, por alguns instantes, até considerei família. - faz biquinho - Tenho certeza que esse estimulante drenou minha força vital de 5 anos. Agora sou apenas uma casca vazia. Eu sinto apenas dor e cansaço. - Lorena revira os olhos antes de rir com o drama da mulher.
— Acho que esse mel foi a kryptonita dessa heroína.
— O mel foi apenas o gatilho, meu amor.- murmurou, fechando os olhos novamente e se entregando ao toque gelado da mão de Lorena, que era o único alívio da sua cabeça latejante - A fraqueza mesmo é essa sua risada de quem sabe que ganhou uma discussão antes mesmo de abrir a boca. O Paulinho só me deu o gás que a delegacia tinha me roubado essa semana.
Lorena soltou uma risada apaixonante, que fez até o cadáver da Eduarda sorrir levemente, e se inclinou para deixar um beijinho carinhoso no ponto da nariz avermelhado da ruiva.
— Então quer dizer que a grande detetive precisava de um empurrãozinho duvidoso para admitir que é completamente rendida? - falou, colocando o copo de água na cabeceira do casal, vendo os olhos da ruiva se abrirem novamente.
— Eu não preciso de mel para ser rendida por você, Lorena Ferrete. Eu preciso do mel para admitir a ideia de que você fica sexy de pijama enquanto eu pareço ter saído de um tornado. - se senta lentamente, encarando Lorena com um sorrisinho que já dizia que iria aprontar - Além disso, você sempre teve minha fraqueza…
— Ah, é mesmo? O que é? - arqueia uma das sobrancelhas, gostando de ser paparicada.
— Ah, meu amor, você sabe. - os olhos brilhavam como o de um veado. O próprio Bambi.
— Não sei não. - sorri, fazendo um carinho no nariz da policial.
— A sua prikytonita. - no mesmo segundo, Eduarda sente suas costas baterem novamente contra o coxão e Lorena se levanta da cama em um pulo, soltando uma bufada sonora - Ah, Lorena, foi difícil de me levantar! Vai ter que me ajudar!
— Se vira, Eduarda! Já tá muito bem da cabeça. - deu um passo à frente, jogando um dos travesseiros bagunçados na ruiva - Quer saber? Eu desisto de tentar te ajudar. - pega a água e bebe na frente da mulher, vendo ela quase gritar - Dei carinho e fiz até café da manhã para não conseguir um romance de manhã! - vai até a porta - Paulinho vai ficar bem ciente como essa policial cascuda ficou com um melzinho. - sai do quarto. Ela segurava o riso, mas Eduarda não precisava saber disso.
— Amor! Lorena! Volta aqui, foi brincadeira! - se levanta em um pulo, rindo.
Naquela manhã, Eduarda foi trabalhar sem seu beijinho de despedida, mas com um sorriso bobo no rosto que nem as piores brincadeiras de Paulinho conseguiria tirar. E se ele ousasse tentar, Eduarda jurava que prenderia ele por desacato. Seria sua cura emocional.
