Chapter Text
Oh, I get by with a little help from my friends
Oh, I get high with a little help from my friends
Oh, I'm gonna try with a little help from my friends
Campos do Jordão, 12.05.2026, às 05:21
— Às vezes eu ainda não consigo acreditar.
Maggye interrompe o seu meticuloso desenhar do delineado de Lorena – tinham recursos para contratar os melhores maquiadores, mas o trabalho de ninguém teria o mesmo peso simbólico ou o conhecimento dos gostos da mulher como a amiga – e a lança um olhar curioso.
— No quê? — Pergunta com um pequeno sorriso.
— Que eu inventei um jantar pra fugir da minha família, e você — Aponta um dedo para a melhor amiga, a qual nesse ponto já sabia do que se tratava a pequena interrupção de sua “cliente” — casualmente chama outra amiga, pra agora estar me maquiando pro meu casamento.
Maggye imediatamente abre a boca em uma expressão de profunda indignação que contrastava com seu olhar divertido.
— “Me maquiando pro meu casamento”? É nisso que você foca? Acabou de falar que eu sou a responsável por te apresentar o amor da sua vida e não lembra que eu sou a madrinha dessa linda história de amor? Preferiu me tratar como sua contratada?
— Ai, que dramática! — Lorena solta uma risada sincera — Margareth, você só chamou ela porque eu joguei a organização do jantar que eu mesma inventei-
— Isso é verdade — A morena interrompe-a.
Lorena a direciona um olhar repreensivo que contrastava com o sorriso adornado por suas covinhas e continua:
— Posso falar? — Maggye acenou com a cabeça — Sim, o jantar então ficou pra acontecer na tua casa e você, criatura, só chamou a Eduarda pra diluir a chatice da Lucélia, que eu sei!
Nesse momento, Maggye oficialmente suspendeu seu trabalho com o delineador; fechou a caneta, colocou-a sobre a mesa e cruzou os braços. Com um sorriso presunçoso de alguém que sabe de algo que a outra pessoa não faz ideia, decidiu revelar a verdade. Afinal, já iam casar mesmo…
— Você que pensa. Ninguém conseguia disfarçar a chatice da Lucélia, que o Diabo a tenha — apontou para baixo, arrancando uma gargalhada sincera de Lorena —, e eu sei que aquele lance do “nenhum gesto humano pode abolir o acaso” é, tipo, um símbolo da história de vocês, mas tudo que eu fiz foi de caso pensado. Sinto em lhe decepcionar.
Lorena, que estava inclinada para trás na cadeira em frente à penteadeira desde que estava sendo maquiada, fica rígida e levanta o torso de supetão, encarando sua madrinha de casamento, e agora aparentemente também mestre dos fantoches de seu destino, com os olhos arregalados.
— COMO ASSIM? — Indaga, sentindo de repente uma leve tontura devido à velocidade com que se levantou em seu choque, o que desencadeou uma crise de riso em Maggye.
— Amiga… — Fazia um esforço hercúleo para parar de rir, e foi sua determinação em zoar Lorena que a possibilitou continuar — Não é possível que você realmente ache que eu, Margareth Damatta, inocentemente chamei minhas duas mais lindas, mais lésbicas, mais charmosas e mais solteiras amigas para o mesmo jantar de maneira cem por cento despretenciosa!
Lorena ainda a encarava com um semblante estranhamente parecido com o de um peixe fora d’água, então a morena continuou:
— Sua inteligência me faz esquecer o quanto você é burra. Menina, pelo amor de Zazá, você se fingia de misteriosa, desencanada no cupido, mas eu sabia que era pose pra mascarar sua vontade de viver um amor que te fizesse se sentir livre; e a Duda tinha tomado tanto tombo só por ser uma princesa com as sem-noção com quem ela se envolvia que desistiu também, tava toda cabisbaixa pela delegacia depois de outra decepção. Além de vocês serem dois absurdos de mulheres! Não foi difícil somar dois mais dois.
Lorena, que parecia estar prestes a entrar em estado catatônico, só conseguiu falar uma coisa:
— A Eduarda tinha acabado de terminar com umazinha antes de me conhecer?
Maggye paralisou por um instante, antes de soltar uma gargalhada que, de tão intensa, reverberou pelas paredes do quarto da casa de campo temporariamente transformado em um camarim naquela manhã.
— LORENA! — Exclamou, claramente sendo entretida pelo contraste da insanidade momentânea na mesma mulher que estava parecendo um verdadeiro anjo.
Mesmo com a maquiagem ainda não finalizada e sem o elegante vestido de noiva, estava etérea em seu roupão de seda branco com o cabelo caído em cascatas nas costas, com a franja trançada presa junto às ondas, adornada por enfeites dourados que remetiam a pequenos ramos de folhas.
O penteado foi carinhosamente feito por Zenilda, que se sentiu como Donna em “Mamma Mia!” cantando “Slipping Through My Fingers” enquanto arrumava Sophie para o seu casamento. Tanto mãe quanto filha ficaram com os narizes vermelhos de tanto segurar o choro, até que a mais velha a deixou sozinha com sua madrinha-maquiadora para administrar os últimos retoques na decoração junto com Violeta.
As sogras eram as verdadeiras cerimonialistas, que pouparam o casal de adicionar mais tantas preocupações logísticas em meio aos horários difíceis de plantões na delegacia e expedientes do estágio na Fundação Três Graças, aumento da carga e complexidade de casos sob liderança de Juquinha, além dos estudos para a volta de Lorena à faculdade de letras no próximo ano. Estavam ocupadas se recuperando do caos que suas vidas foram nos últimos meses, e preferiam se curtir no tempo que tinham.
Eduarda nunca sonhara com véu e grinalda, mas Lorena sonhava com uma cerimônia com tudo que tinha direito desde que a conheceu, e Eduarda sonhava em deixar sua mulher feliz. Zenilda e Violeta eram ambas perfeccionistas, loucas pelas filhas, e donas de um enorme bom gosto; logo, assumiram a organização do evento naturalmente.
— Fala, Damatta!
— Minha Nossa Senhora, foi logo nisso que você reparou? Juquinha vai dormir no sofá já na noite de núpcias?
— Você não me respondeu.
— Vish, já vi que soltei a onça! Criatura, você acha mesmo que qualquer lance passado importa desde que aquele projeto de bambi acendeu cinquenta refletores nos olhos e ficou igual uma barata tonta assim que te viu?
A futura Fragoso, que recuperava sua dignidade e bom senso após o choque e a crise de ciúmes relâmpago, assumiu uma feição quase tímida e suavizou a voz ao pensar sobre o dia que conheceu sua pessoa favorita.
— Ela ficou assim, né? Ai, amiga, desculpa pelo ataque. Eu só tô chocada. Nada naquele dia me parecia especial até eu encontrar os olhos dela, sabe? De repente, parecia que todas as luzes do meu mundo tinham se acendido – Suspirou, apaixonada e nostálgica, antes de lembrar da ardilosidade de sua amiga e continuar – Então você realmente já tinha tudo planejado? Como sabia?
— Bom, saber, saber mesmo não sabia né? Mas eu conheço vocês duas há muito tempo, e queria que encontrassem a felicidade que merecem. Não foi tanto um tiro no escuro, de qualquer forma; vocês combinavam até mesmo antes de se conhecerem, nisso eu não posso descreditar o destino, mas quando vocês se viram pela primeira vez… aí eu tive certeza. Era óbvio.
Lorena, com os olhos começando a marejar, levantou-se e tomou a amiga em um abraço apertado.
— Obrigada.
Ambas sabiam que o agradecimento era muito maior que aquele momento específico. Desde aquele reencontro à luz do pôr-do-sol e a noite no rooftop, a filha dos galeristas vinha sendo um dos maiores pilares na vida até então deprimida e carente de perspectivas da herdeira.
Uma confidenciava na outra desde os momentos engraçados de seu dia – particularmente clientes esnobes que fingiam entender de arte – e os detalhes de suas vidas amorosas – Lorena tinha perdido a conta de quantas vezes a ouviu falar que Júnior ficava “tão lindinho com aquela mochilinha” e Maggye, de quantas vezes ouviu falar dos “olhinhos de jabuticaba” de Eduarda –, até os momentos mais delicados, como a morte dos tios de Damatta e as crises da ex-Ferette após as brigas mais feias com o pai. Além de falarem mal do espírito obsessor loiro que habitava na galeria, claro.
De um curso de filosofia com um professor charlatão em que entraram simultaneamente uma estudante de história da arte e uma de letras, ambas com a intenção de conseguir horas complementares, nasceu uma irmandade para a vida. Foi Maggye quem acolheu Lorena em sua casa no momento mais difícil, quem lhe entregou de bandeja o amor de sua vida, quem a ajudou a contar de sua expulsão para a namorada, e quem agora era a madrinha de seu casamento e de seus futuros filhos.
Soltaram-se do abraço chorosas, sabendo que ele carregava a gratidão por todos os dias que Lorena morou na casa dos Damatta, todas as fofocas e detalhes sórdidos sussurrados no quarto de hóspedes da galeria enquanto os outros moradores dormiam, todos os chás de camomila de tarde da noite, todos os conselhos, e de todo o acolhimento nos momentos em que ambas mais precisaram.
— Bora economizar essas lágrimas pra hora da cerimônia que eu ainda nem terminei essa maquiagem!
Campos do Jordão, 12.05.2026, às 05:34
Do outro lado da casa, Eduarda, em um roupão de seda idêntico ao da noiva, pantufas brancas e presilhas nos cabelos, andava em círculos.
— Ô, Juquinha, o Doutor Henrique disse que… — Gerluce, que ficou tão confusa quando abriu a porta e avistou a cena, não conseguiu terminar sua fala inicial — Calma, o que tá acontecendo?
Paulinho, que já havia desistido de tentar e se resignou a esperar sentado na cadeira de massagem originalmente de Eduarda, contextualizou sua noiva:
— Amor, ela tá assim faz uns dez minutos. Alguma coisa sobre o vestido dela não combinar com o da Lorena.
— Ué, mas elas não combinaram de não se ver antes da cerimônia? Como que ela sabe?
— Justamente. Ela não sabe, e tá com medo de ter escolhido um que não combina.
Eduarda, que momentaneamente pausa sua tragetória centrípeta, exclamou em profundo desespero:
— Existe uma grande possibilidade! Se os vestidos não combinarem, vai estragar o sonho da Lorena! Ela vai querer adiar, aí a gente vai se estressar, aí a gente vai brigar, aí ela vai ficar com raiva de mim, aí-
— “E zás, e zás, e zás” — Aos risos, Paulinho deixava claro que estava se divertindo horrores com a situação — Calma, Chavinho!
— É SÉRIO, PAULINHO! — E volta a andar em círculos.
— Amor! — Gerluce o repreende, mesmo que estivesse em uma batalha espiritual fortíssima entre tentar segurar o riso e silenciar a voz de sua cabeça que dizia “e se eu pedir pra Zenilda o contato da neuropsicóloga que ela passou pro Rivaldo?” — Para de zoar a menina, olha como ela tá!
Paulinho, pau-mandado da noiva que era (mais uma coisa em comum com sua melhor amiga-irmã), cessou o riso, mas manteve um sorriso divertido no rosto.
— Luce, eu já tentei de tudo, mas ela continua assim. Pela minha experiência com os dois cachorros que tive na infância, eles só param de perseguir o próprio rabo quando cansam, então eu deixei.
Gerluce então percebe que é a única adulta funcional no quarto, e respira fundo antes de encarnar a persona de mãe.
— Eduarda Fragoso.
Eduarda finalmente parece sair do transe, ficando parada de frente para a amiga em uma postura de criança prestes a levar bronca, com os olhos arregalados. Até Paulinho se espantou, já que não se lembrava de ouvir a noiva chamar sua melhor amiga pelo nome ao invés do apelido, ainda mais com o sobrenome. Também sabia que quando ela o chamava de “Paulo Reitz”, era porque o assunto era sério.
— Vem aqui. — Direcionou a ruiva para que se olhasse no espelho de corpo todo no canto do quarto.
— Você tá vendo uma mulher ou uma rata?
Eduarda, com os olhos marejados, não hesitou em responder.
— Uma rata.
Paulinho gargalhou. Gerluce respirou fundo novamente.
— Uma mulher, criatura. Mais que isso: a mulher da vida da Lorena, a que vai se casar com ela no sol da manhã mais linda que esta serra já viu.
Duda começou a parecer menos perdida. Um avanço.
— Mas e se der errado, Gerluce?
Decidindo ser útil pela primeira vez naquele dia, Paulinho se manifesta:
— O seu conceito de dar errado é os vestidos de vocês não combinarem? Juquinha, você e a Lorena já passaram por tanta coisa! Não deu errado nem quando o vagabundo do Ferette tentou separar vocês, nem quando nós prendemos o irmão dela! O que te faz pensar que tudo iria acabar por conta de um vestido?
Gerluce lançou um olhar grato e amoroso para o noivo. Era completamente apaixonada por aquele homem, e ao entrar em sua vida, apaixonou-se também por sua relação fraternal com a parceira da delegacia. Chegou a sentir um breve ciúme, que mal viu a luz do dia porque Juquinha logo fez questão de deixar claras suas preferências, e de quebra conseguiu a conquistar com suas piadinhas.
A nova presidente da Fundação Três Graças nutria muita gratidão por sua cunhada do coração – por ter emprestado a casa de praia onde viveu seus melhores dias com Paulinho; pelo fato da ruiva, no auge de sua implicância, ter sido quem aconselhou o parceiro a se desimpedir e buscar o amor com Gerluce (além das dicas de higiene, vale mencionar); pelo carinho e respeito que a menina tinha por sua família, principalmente depois de descobrir que, devido ao fato de Lorena e Raul serem irmãos, era oficialmente tia de Ana Maria; entre tantas outras coisas.
Foi uma das pessoas mais animadas para o casamento. Além do fato de ser madrinha de Eduarda ao lado de Paulinho e ter o bônus de ver o futuro esposo chorar, também passou a nutrir um grande carinho por Lorena.
A amizade entre as duas era ainda recente, dado que a mais nova começou a estagiar na Fundação há somente dois meses. A ideia veio de Zenilda, assim que começaram a pensar o projeto destinado ao ensino e à profissionalização de mães solo da Chacrinha. Sabendo que Lorena estava engajada nos estudos e animada para voltar à licenciatura em letras, além de conhecer muito bem – pois reconhecia aquela paixão também em si – a vontade da filha de ajudar verdadeiramente a sociedade, sugeriu chamá-la para pensar pedagogicamente o projeto.
Lorena conseguiu se livrar dos expedientes noturnos no bar, e Gerluce conseguiu compartilhar um pouco do peso que carregava nessa virada de vida. Foi surpreendida pela maneira com que a namorada de Juquinha – como a conhecia – pensava, explicava, e se importava com aqueles ao seu redor e com a comunidade. Sabia que nem toda a família Ferette era como Santiago – mesmo com a ferida deixada em sua melhor amiga-irmã por Leonardo, que também doía nela –, afinal, conhecia a mulher excepcional que é Zenilda, e ouvia falar da caçula sempre de forma positiva, mas presenciar o cuidado e a inteligência que transbordavam da garota em suas reuniões na sala da presidência desencadeou uma grande amizade.
Além da elaboração e aprimoramento do projeto, começaram a conversar sobre seus parceiros; tinham em comum, além do ímpeto pelo trabalho social, os seus policiais esquentadinhos, manhosos, e românticos. Às vezes, até se pegavam desviando do trabalho para fofocar sobre os dois enquanto tomavam um cafézinho. Também trocavam mensagens preocupadas quando os dois estavam em operação, ambas sentindo um tanto de alívio por finalmente encontrarem alguém que entende o sentimento de esperar por alguém que se coloca no alvo das balas como ganha-pão.
Gerluce conhecia Eduarda, e agora também conhecia Lorena. Era óbvio para qualquer um que as olhasse, mas especialmente para quem convive, que eram feitas uma para a outra. Estariam juntas até se o sol explodisse, quanto mais se os vestidos não combinassem. Viu a ruiva tomando fôlego para falar, então guardou seu discurso motivacional para depois.
Eduarda, finalmente tendo voltado a si após a fala do melhor amigo, toma um tom confessional:
— Eu só quero que tudo seja perfeito pra ela… A Lorena foi privada de tanta coisa, sabe? A vida toda de escanteio, tanto que até hoje ela esquece de se priorizar. Eu quero que seja tudo como ela imaginou, quero que seja o dia dela. Quero que ela viva um sonho, sem nada nem ninguém interferindo, por uma vez na eternidade.
O casal trocou um olhar cúmplice. O mais alto, já empenhado em ajudar, toma um tom suave:
— Parceira, eu não sei se você percebe, mas pra ela, todo dia com você é um sonho.
Os refletores nos olhos de Eduarda voltaram a brilhar. Gerluce encontrou seu olhar no espelho e assentiu.
— Juca, essa mulher vive falando que você é o sonho dela. Ela diz isso pra mim, pra mãe dela, pros seus pais, e principalmente pra você. Não tem motivo pra esse nervosismo. Aliás, o dia é de vocês duas, sabia?
— Meu amor tem um ponto, pirralha. Você também tá casando hoje, e com o amor da sua vida! Tá tudo organizado, vocês duas vão estar lindas, o seu pai e o delegado vão disputar quem chora mais, a gente vai encher a cara com bebida chique e depois dançar na boquinha da garrafa que custa mais que meu muquifo… o que mais você quer?
— Não esquece da lua de mel chiquérrima nas ilhas gregas! Mulher, você vai sair de um festão direto para o paraíso com sua linda esposa. Se anima! E outra, quanto ao vestido, você sabe que sua mãe, estilista conceituada, e a Maggye, herdeira do bom gosto artístico, tomaram conta disso pessoalmente, né? Formaram um complô contra qualquer breguice de vocês duas.
De volta à vida após o milagre operado por seus padrinhos de casamento, Eduarda endireita a postura, vira de costas para o espelho, ficando de frente para o casal de amigos.
— EU VOU CASAR! — Grita com um sorriso tão genuíno que enruga seu nariz daquela forma que todos (especialmente sua futura esposa) morrem de amores e aperta seus olhos brilhantes. Abraça os amigos, até que seu celular toca. Era Violeta, avisando que estava passando da hora de vestir o vestido – o recado que Gerluce inicialmente iria levar quando bateu na porta, antes de encontrar a amiga em surto.
Enquanto Eduarda estava no telefone com a mãe, Gerluce se vira para Paulinho e sussurra:
— Você sabe que entre o delegado e o Doutor Henrique, quem vai chorar mais quando a Juquinha entrar vai ser você, né?
O homem olhou para a noiva com uma expressão de pura indignação.
— Calúnia!
Paulinho chorou mais que Jairo e Henrique juntos. No fim, só perdeu para a própria Eduarda. A partir do momento em que viu Lorena vestida de noiva, não havia mais competição.
