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Dante fecha a porta da igreja, mas não a tranca, apenas a deixa encostada. Logo em seguida, apoia-se nela e fecha os olhos, deixando um suspiro longo e cansado escapar de seus lábios.
Fazia 5 anos que essa era a rotina de Dante,acordava às cinco da manhã, antes mesmo do sol começar a nascer, e se dirigia à igreja, preparava-a para a vinda dos fiéis e, no final do dia, após ficar o dia todo lá dentro, arrumava a igreja, limpava-a e a deixava pronta para o dia seguinte, saindo da igreja apenas para dormir na sua casa, que ficava a 5 minutos andando da igreja.
Apesar do cansaço, Dante gostava daquela vida, gostava de se sentir próximo a Deus, gostava de sentir seus pecados sendo limpos a cada missa do dia, gostava de estar próximo aos seus fiéis e de ajudá-los, gostava daquela vida de santo, gostava de poder passar o dia todo ignorando aquele pecado que o atormentava todas as noites e fazia o loiro questionar se a vida sem pecados valia realmente a pena.
Com um último suspiro, Dante se descola da porta e vai em direção a um dos bancos, ajoelhando-se e olhando para toda a extensão da igreja antes de começar suas preces. O ambiente da igreja fazia Dante se sentir pequeno diante de sua imensidão. Embora em largura a igreja fosse pequena, uma típica igreja de cidade pequena, em altura ela era alta. O teto era pintado por pinturas de testemunhos de fé e artes que representavam o bem e o mal, e com Deus vencendo o demônio, e todas essas artes apontavam para o mesmo lugar, o altar onde Dante discursava quase todos os dias, o altar onde a imagem de Jesus estava representada, totalmente iluminada por uma luz branca que não se apagava nunca, junto ao reflexo de algumas velas que estavam no final por terem sido acesas ao longo do dia.
O homem finalmente fecha os olhos, concentrando-se em suas orações diárias, deixando todo mundo de fora e procurando deixar seus pecados serem levados por Deus, tentando inclusive apagar os sentimentos carnais e amorosos que sentia por algo que sabia ser errado.
Dante não sabe quantos minutos ou horas ficará orando, mas suas preces foram interrompidas por um sentimento de algo se aproximando, um bater de asas alto demais para ser de um pássaro que chegou aos ouvidos do Dante, uma neblina baixa que entrara na igreja pela parte de baixo da porta, um frio estranho que atingia os ossos de Dante e, por fim, três batidas na porta da igreja, seguidas do ranger da porta. A essas alturas, Dante já sabia exatamente quem estava na entrada da igreja, a única pessoa do mundo que sabia que Dante nunca trancava a porta da igreja. Gal.
— a igreja ja esta fechada,volte outro dia- dante avisa,tentando fazer aquele demonio se virar e ir embora,mas sabia que o interesse daquele ser não era na igreja,era em dante,e o loiro não podia negar que isso o fazia arrepiar,e nao era por medo e isso tornava tudo pior para dante
—que pena, cheguei atrasado para confessar meus pecados. — A ironia era clara na voz da criatura. Dante, mesmo sem se virar, podia sentir o sorriso afiado que se formava naqueles lábios que Dante esperava muito estarem pintados de preto, como em todas as vezes — mas não vim pelos meus pecados, vim pelos seus.
— claro que não veio pelos seus, estaria no mínimo dois séculos atrasado. — Dante finalmente tomou coragem para se levantar e se virar em direção à figura que o encarava da porta da igreja.
Gal estava linda, como sempre,os cabelos longos e pretos caíam sobre seu rosto de forma quase angelical, formando uma sombra sobre seus olhos. Os lábios pretos destacavam a pele pálida e branca de Gal,destacavam também as presas afiadas que apareciam durante o sorriso afiado.
O seu corpo era adornado por diversas correntes douradas penduradas em seu poncho preto,a luz das velas ressaltava todo ouro que o vampiro parado a sua frente carregava consigo,os dedos longos e finos estavam cheios de aneis dourados e os bracos acompanhavam pulseiras finas tambem de ouro.a visão daquele ser tão belo e tão impuro fez dante perder o folego.
— acha que sou tão velho assim? Você me ofende,gaspar-Gal se escorra no batente da porta, cruzando os braços e batendo as botas pesadas no chão. O loiro sente um arrepio percorrer seu corpo,odiava como Gal o chamava pelo seu verdadeiro nome,como se fosse intimo de dante,como se fosse um ser puro que pudesse falar aquilo,mas também adorava a forma como a palavra saia dos lábios pretos,de como parecia que Gal o enxergava para alem do padre que ele era durante o dia
Gal era a pior tentação que Dante já via. O vampiro era tão lindo quanto um anjo, um anjo negro, e Dante sabia que ele se assemelhava a um. Lembrava das histórias sobre anjos caídos que voltavam para esse mundo na busca de sangue, um anjo rejeitado por Deus que buscava assombrar todos os cidadãos do mundo. E todas as noites aquele anjo negro em específico chegava na igreja de Dante como se pudesse estar ali, como se não fosse um pecado, uma heresia contra todas as regras da igreja.
—não sei,você nunca me conta sobre sua vida. — Dante cruzou os braços, indo até a porta, parando a alguns passos de distância do gal, uma distância segura, se é que essa distância segura realmente existia quando se tratava de um vampiro.
— você ja sabe bastante coisa da minha vida, sabe que sou líder de uma horda de vampiros, sabe que não gosto de lobisomens e nem de alho, mas isso é só porque tem gosto ruim mesmo. As lendas sobre alho são falsas, você sabia disso, né? — Gal pergunta com um tom brincalhão em sua voz. O loiro já sabia que Gal adorava exibir seus poderes e a falta de eficiência dos mortais em tentar se proteger dos vampiros — não vai me chamar para entrar, Gaspar? Isso é falta de educação.
— você sabe que não precisa de autorização e que não deveria pisar no solo sagrado.
— não,mas gosto de te ouvir, loirinho. — Gal se desencosta da porta, entrando finalmente na igreja, contrastando com todo aquele ambiente e com o homem à sua frente — gostava mais quando você ainda acreditava que precisava me convidar para entrar todas as vezes,não deveria ter desmentido esse mito pra você
Dante suspirou novamente, virando as costas para Gal e andando em direção ao depósito da igreja, ouvindo Gal se jogar sobre um dos bancos, possivelmente colocando as botas em cima do assento para dificultar mais ainda a vida de Dante.
— o que você quer aqui hoje, hein, gal? Pelo que havia me contado, você e sua gangue iriam assombrar outro vilageiro -Dante sai do depósito segurando uma garrafa de vinho tinto e dois cálices de cobre. Sabia que não deveria satisfazer as vontades daquele demônio, mas a verdade é que Dante não conseguia,negava nas falas e nos seus pensamentos mais sóbrios, mas no fundo de sua mente e de seu coração, sabia que não queria que aquele demônio o deixasse em paz.
— não nos chame de gangue, não somos uma gangue de motoqueiros, merecemos mais respeito. — Gal levou uma das mãos até o rosto, cobrindo seus olhos, fazendo uma pose de cansaço enquanto ouvia Dante servindo vinho para os dois — estávamos de saída desse vilarejo, iríamos para a vila mais próxima, mas Rana e Anthony resolveram ir beber mais sangue e, claro, aquele chato do seu amigo atacou a Rana, e agora temos que esperar ela se recuperar para sairmos. Você tem sorte de eu não poder acabar com ele.
Dante apenas sorriu e entregou uma das taças de vinho para Gal, sentando-se próximo a ele, achando graça das reclamações de Gal. Já havia se acostumado à rixa entre Gal e o então citado Joui, que era um dos assuntos recorrentes nas reclamações de Gal.
— um cacador de vampiros tem essa função, Gal. e meio que a obrigação dele caçar vocês
— um caçador de vampiros chato que se acha o defensor da vila, prefiro aquele outro que tem olhos diferentes,ele e bem mais simpático- Dante tinha certeza de que, se pudesse tirar a venda que cobria os olhos de Gal, ele estaria revirando os olhos enquanto gesticulava com a mão livre da taça de vinho e aproveitava para beber um gole. — Hmm, esse vinho é ótimo, Gaspar, quase melhor que o seu sangue.
A fala pairou no ar, os lábios de Gal formaram um sorriso malicioso enquanto Dante sentia seu corpo esquentar. Talvez fosse Deus o lembrando para onde ele iria se levasse esse pecado para frente, ou talvez fosse outra coisa, outra coisa que só Gal causava nele.
—e fofo como você, ainda fica com vergonha? Achei que já havia se acostumado — Gal falava enquanto ainda bebericava o vinho de seu cálice.
— eu achei que você havia me ouvido da última vez que disse para não me procurar mais, mas olha onde você está, sentado no banco onde meus fiéis rezam e pedem proteção a Deus de criaturas como você.
— e o que o bondoso padre diz a eles? para fecharem bem as janelas? Andarem com fogo? Carregarem uma cruz? — Gal se endireita no banco, aproximando-se de Dante, ficando próximo aos uficientes de Dante para sentir o cheiro do sabonete de Dante. — Ou ele diz que serve vinho e sangue todas as noites para esse "demônio".
O silêncio tomou conta do ambiente novamente. Dante sabia que deveria negar, mas como poderia negar se não fazia esforço nenhum para se afastar de Gal,como poderia fazer esforço para se afastar de uma criatura tão linda e com tanta vida, embora irônico, já que Gal estava morto por ser um vampiro.
Todas as noites que Gal vinha até ele, trazia uma história nova, de algum lugar do mundo que havia conhecido em seus anos de vida, de alguma perseguição da qual se livrou, de algum momento bom com os vampiros que compartilhavam a eternidade com ele. Gal tinha uma vida inteira, enquanto Dante passava todos os seus dias olhando as mesmas paredes de pedra da igreja. Chegava a se questionar se um dia poderia viver tudo isso, se um dia conseguiria ser tão livre como Gal, mas sentia que não, sentia que Gal era como uma força da natureza, não havia correntes o prendendo. Gal nem mesmo tinha um gênero definido, deitava-se com qualquer pessoa que parecia bonita, bebia quando sentia vontade, estava onde gostaria de estar, sem se importar com nada, invejava isso em Gal.
— eles não precisam saber o que eu faço - dante se acomoda mais no banco,olhando para frente e ouvindo a risada de gal ecoar pela igreja
— você esta ficando rebelde loirinho,estou começando a achar que realmente estou te lavando para o mal caminho - o tom irônico voltou a ser presente na voz de Gal — mas me conta,o que você fez hoje? eu só apavorei uns dois caçadores e cacei uns animais pra estocar sangue
—fiz o de sempre,arrumei a igreja,acolhi os fieis,servi a hóstia,coloquei proteção contra vampiros na minha casa e na de Bea,nada fora do normal
— que vida mais monótona loirinho
— você a parte mais viva da minha vida- Dante desabafou, virando um longo gole de vinho.
— que frase triste, loirinho. Achei que gostasse da sua vida. — A voz de Gal era mais suave. Ele se afastou um milímetro no banco, como se quisesse que Dante se sentisse à vontade.
—eu gosto, é só que... às vezes é tudo tão repetitivo, tudo tão igual, todos os dias nessa igreja, sem ter tempo de viver tanto. E você, mesmo morto, tem tanta vida, tantas histórias, tantas coisas que eu poderia viver também. — Dante dá mais um gole longo no vinho, acabando com seu cálice e colocando mais, virando mais um longo gole. Gal acompanhava todos os seus movimentos —você deveria me transformar algum dia.
— te transformar? — a voz de Gal saiu num sussurro baixo e risonho. Dante já havia pensado naquele pedido tantas vezes, mas nunca conseguira colocá-lo para fora. Dessa vez, talvez pelo vinho ou talvez pela ânsia dos dentes de Gal em seu pescoço, logo as palavras saíram — Sabe, Gaspar, se eu realmente te transformar , você definitivamente não vai para o céu.
— depois de tudo que vivemos, Gal, tenho certeza de que perdi meu lugar no céu. — Dante terminou novamente sua taça de vinho, colocando-a no chão e olhando para Gal. Sabia que havia perdido seu lugar no céu desde a primeira vez que Gal entrara em seu corpo.
—eu te transformaria — Gal disse simplesmente, ficando em silêncio, assim como Dante.
Os dois sabiam o peso do pedido de Dante. Para Dante, aquilo era abrir mão de toda sua vida, de tudo que ele se dedicou para construir e ter por nome de um renascimento eterno; e para Gal significava ter a chance de viver com um homem que ele amava e observava há anos, mesmo antes de tomar seu sangue pela primeira vez.
— seria bom- gal disse dessa vez como uma voz baixa, procurando a mão de Dante sobre o banco, sentindo a pele quente de Dante esquentar sua mão, que sempre estava fria — ter você comigo pela eternidade
O silêncio voltou a reinar,Gal aproveitou para virar seu cálice inteiro de vinho de uma vez, sentindo todo líquido descer sua garganta e sua boca ficar seca mesmo com o liquido.Gal sabia o que aquilo significava,estava há mais de 20 horas sem tomar sangue, sentia a fraqueza começando a tomar conta do seu corpo, sentia o cheiro do sangue tão vivo do Dante correndo pelas suas veias, sentiu suas presas saindo de sua boca sem sua permissão, sentiu seus olhos, brancos como os céus, escurecerem por debaixo da máscara que ele usava, sentia suas unhas começarem a se encravar no banco, arranhando o local.
—gasper-a voz de Gal saiu em um susurro animalesco, como se ele estivesse perdendo o controle, mas ainda se segurava,afinal, não queria de forma alguma assustar Dante.
—eu sei, Gal, está tudo bem. — Dante levou sua mão até a bochecha de Gal, acariciando o local e se rendendo mais uma noite ao seu maior pecado e também maior devoção. Dante prendeu seus cabelos e inclinou a cabeça, dando abertura do seu pescoço para Gal.— estava esperando esse momento desde de ontem
Gal se inclinou, depositando um beijo em cima da veia pulsante que fez suas presas saltarem novamente. Antes de morder a região, passou uma das suas mãos ao redor da cintura de Dante, puxando o loiro para mais perto, firmando seu corpo e raspando suas presas ali, sentindo Dante se contorcer e soltar um pequeno suspiro de prazer.
Afundou finalmente suas duas presas no pescoço de Dante, sentindo finalmente o gosto metálico daquele líquido tão espesso. Afundou ainda mais suas presas, ouvindo Dante gemer enquanto levava uma das mãos até os cabelos de Gal, forçando mais a cabeça dele contra seu pescoço.
O gosto do sangue de dante era diferente dos outros,o metalico parecia doce,como se todo amor que gal sentia e escondia de dante transparecese naquele liquido,o sangue de dante descia a garganta de gal quente,como um licor,e invadia todos os sentindo de gal,que ficavam aguçados enquanto ele bebia,sentia cada minimo movimento de dante abaixo de si,sentindo todo o cheiro que dante liberava naquele momento,um cheiro de prazer,de devoção,de perdição ,ouvia todos os suspiros e gemidos que dante tanto lutava para reprender,sentia a temperatura do corpo do dante mudar,sentia ficar mais quente,sentia seu corpo enridecer junto com o de dante.Aquilo o deixava fora de si,normalmente,gal so pegava sangue da suas vitimas o suficiente para se manter alimentado por algumas horas,mas com dante,não conseguia,pegava o maximo de sangue que dante deixava,e o loiro deixava ate sentir sua consiencia ir se perdendo,quando puxava suavemente o cabelo de gal
O loiro sabia que deveria sentir medo, pavor, nojo ou tentar lutar contra aquele parasita que tomava seu sangue, mas a sensação das mãos de Gal prendendo seu corpo, a de Dante, as presas afundando e seu sangue sendo levado por Gal, isso tudo gerava um prazer indimensionável para Dante. Poderia passar o dia apenas servindo seu sangue para aquela criatura, saberia que valeria a pena. Dante sentiu sua respiração falhar, ficando mais irregular, sentiu seu corpo ficar mais tenso e seus pés se contraírem e uma onda de calor invadir todo seu corpo, sentiu após isso sua mente ficar em paz também, sentiu uma onda de calmaria que chegou junto de seu corpo, que relaxou no mesmo momento, em uma onda de tranquilidade e prazer que o atingira.
Após esse momento de prazer, Dante puxou o cabelo de Gal, fazendo o vampiro automaticamente soltar seu pescoço e olhar para Dante com um sorriso malicioso, cheio do sangue de Dante em torno de sua boca.
Sem pensar duas vezes, Dante juntou seus lábios, sentindo o gosto metálico de seu próprio sangue invadir sua boca, junto da língua de Gal, que se entrelaçava na de Dante, brincando no céu da boca dele.
quando se separaram,ambos estavam ofegantes,o batom de gal estava borrado e o rosto do moreno tinha manchas do sangue,ele sorriu ao ver a situação de dante,ofegante,com um pouco de sangue nos labios e o pescoço marcado pela mordida de gal,sem esperar o loiro recuperar o ar,gal levou seu polegar ate a boca de dante,pegando todo sangue do seus labios e o lambendo em seguida
—você é um demônio — Dante sussurrou entre suspiros.
—eu sei, mas você ama esse pecado.
Gal furou seu pulso com seus próprios dentes e levou até a boca de Dante, fazendo-o chupar um pouco, só o suficiente para a ferida do seu pescoço se curar.
—seu sangue ainda é ruim — Dante diz, fazendo uma careta ao sentir o sabor amargo.
— o seu é melhor, tenho que confessar, mas você aprende a gostar, um dia.
Os olhos de Dante foram até onde ficariam os olhos de Gal sem a máscara, puxando as mãos de Gal e unindo-as às suas.
—voce quer mesmo virar um vampiro? — Gal perguntou, baixo, quase tímido e com um tom de preocupação. — É literalmente um pacto com a eternidade, não tem volta depois.
—eu quero, Gal, eu quero poder viver tudo que você vive, mais do que tudo, por favor. - Dante fechou os olhos,suplicando, enquanto uma das mãos de Gal agora traçava o contorno do seu rosto.
Antes que Gal pudesse responder, o som de bater de asas, muitas asas, no mínimo quatro, começou a se aproximar da igreja. Significava que Rana estava bem e que eles deveriam partir logo para a próxima cidade.
—eu preciso ir, loirinho, mas... — As mãos de Gal apertaram mais forte as duas que ainda segurava e a mão que contornava o rosto de Dante parou na bochecha, acariciando-a de forma gentil, tão gentil que doía. — Vou ficar no mínimo um mês fora, e você pensa direito nisso. — Gal fez uma pausa, levando sua mão até o lábio de Dante novamente e retornando à voz maliciosa tão característica dele. — E em mim, por favor, pensa em mim, vou adorar saber que mesmo longe ainda consigo corromper seus pensamentos.
— você sempre consegue — Dante soltou uma risadinha, soltando suas mãos da de Gal e dando um passo para trás, separando-se de Dante e tomando um sorriso triste nos lábios. — Só, por favor, não esquece de mim, nem do meu pedido.
—nunca esqueceria,loirinho.
Após dizer isso, Gal se virou e começou a caminhar para fora da igreja. Dante acompanhou cada passo, vendo Gal se misturar na escuridão e ouvindo então um bater de asas, seguido por mais bateres de asas que rapidamente se afastaram da igreja. Dante caminhou até a porta, trancando-a dessa vez, afinal o único vampiro que tinha permissão para entrar na sua igreja era Gal, e se Gal cumprisse sua palavra, e Dante sabia que ele iria, Dante iria passar a eternidade inteira sendo devoto a Gal.
