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Language:
Português brasileiro
Stats:
Published:
2026-05-30
Words:
1,142
Chapters:
1/1
Comments:
4
Kudos:
5
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1
Hits:
29

Visita

Summary:

Lavinho vai almoçar na casa do seu namorado. (Os filhos adotivos de Noa estão lá também.)

Notes:

Não encontrei praticamente nada sobre esse shipp por aí, então decidi dar os meus dois centavos de criatividade e talvez inspirar outros a trabalharem com esse casal

Noa é pai adotivo do Ness e Kaiser. Não sei porque isso faz sentido na minha cabeça, nas achei fofo.

Nada realmente sexual acontece aqui. Isso é só besteirol e conforto.

Divirta-se!

Work Text:

 O carro parou em frente a bela casa de dois andares. Um homem nitidamente excêntrico desceu do automóvel e caminhou até o portão da residência, ele carregava algumas sacolas penduradas no braço direito. Ele apertou o botão do interfone, após três toques uma voz masculina atendeu:

— Quem seria?

— Ei, querido, você está esperando maís alguém hoje? — havia um pouco de provocação em seu tom brincalhão. Ele estava sorrindo, embora seu interlocutor não pudesse ver.

Não houve resposta, mas o portão foi destrancado. Lavinho soltou uma risadinha ao adentrar o quintal da residência de Noel Noa.

Lavinho respirou fundo ao ver o lindo jardim a sua frente, apreciando o cheiro de grama que o fez se lembrar de sua casa no Brasil. Caminhou pela estradinha de cascalho até a varanda, subiu os degraus de madeira e tocou a campainha. A porta foi aberta meio segundo depois, revelando um adolescente de cabelos loiros com as pontas tingidas de azul, vestindo uma camiseta com estampa de uma banda de rock alemã, calça de moletom e meias com desenhos de florzinhas.

— Velho, seu namorado babão chegou! — o garoto gritou sobre o ombro, então acrescentou, dando espaço para Lavinho passar pela porta. — Entra aí, o velho tá no escritório lá em cima.

— Bom dia para você também, garoto — disse Lavinho, em tom de ironia, ao passar pela soleira da porta.

O rapaz apenas bufou em resposta, fechando a porta.

— Essas coisas são para o almoço? — perguntou, se referindo as sacolas que Lavinho carregava.

— Sim — Lavinho tirou as sacolas do ombro e estendeu para o garoto. — Você pode fazer um favor ao tio e levar as sacolas para a cozinha?

— Eca, não vou te chamar assim. — Michael revirou os olhos, mas pegou as sacolas e foi para a cozinha, resmungando alguma coisa em alemão.

Lavinho soltou uma risadinha pelo nariz.

— Adolescentes… — deu de ombros antes de começar a subir as escadas de madeira.

Ele caminhou pelo corredor, admirando os vasos com flores muito bem cuidadas. Não foi difícil encontrar o escritório de Noel, pois a porta estava entreaberta e a voz dele podia ser ouvida, conversando em alemão, numa aparente reunião. Lavinho deu duas batidinhas na porta, colocando metade do corpo para dentro no momento em que o francês ergueu os olhos dourados da tela do computador para encarar a porta. Noa fez um gesto indicando que o brasileiro podia entrar, seguida de um gesto pedindo silêncio. Lavinho fez um sinal de positivo com a mão, entrou no escritório, sentou numa cadeira e ficou em silêncio, olhando com curiosidade para a decoração do cômodo — ele também ficou girando na cadeira — Noa vai se livrar daquela maldita cadeira.

Cerca de dez minutos se passaram, então Noa finalmente foi dispensado da reunião. Ele desligou o computador e soltou um suspiro ao se levantar, Lavinho acompanhou o movimento e quando o francês passou pela mesa, foi recebido por um abraço firme e um beijo certeiro em seus lábios.

Noa suspirou, abraçando o outro homem pela cintura. Ele abriu os lábios, dando permissão para a língua alheia adentrar sua boca, Lavinho fez um murmúrio satisfeito quando suas línguas se encontraram, dançando juntas em um ritmo lento e quente. Eles deram mais dois beijinhos antes de encostarem as testas, com a respiração ainda um pouco ofegante.

— Senti sua falta — Lavinho sussurrou.

— Eu também senti sua falta — Noel sussurrou de volta.

— Oh, que fofo! — o brasileiro arrulhou. — Repete!

— Não. — Noel virou o rosto, fingindo que não gostava das palhaçadas do namorado.

Lavinho soltou uma gargalhada alegre, então deu um beijo na bochecha do francês, que só suspirou em resposta, como se ainda se surpreendesse com as demonstrações de afeto espontâneas do moreno.

— Senhor Noa, o Micha pergu- AH! Desculpa! Desculpa! — Um garoto de cabelos magenta apareceu na porta. Ele cobriu os olhos com as mãos rapidamente ao ver os dois adultos em um momento íntimo.

— Alexis, não peça desculpas, você não interrompeu nada — o tom de voz de Noa era calmo, não frio, um pouco gentil, quase suave.

— Desculpa! — O menino literalmente correu escada abaixo.

— Não corra nas escadas — Noa advertiu em tom alto, mas sem raiva.

Lavinho suspirou de forma teatral, atraindo a atenção dos lindos olhos dourados do seu namorado.

— Caramba, Noel, seus filhos são tão adoráveis! — O brasileiro não pode perder a chance de provocar o francês. Se não fizesse isso, ele não seria ele mesmo.

Noa olhou fixamente para o namorado. Inexpressivo e sério, como se não estivesse impressionado com o comentário.

— Tudo bem, tudo bem, parei! — Lavinho se afastou, ergueu as mãos de maneira apaziguadora. — Então, vamos preparar o almoço?

— O que você planejou? — Noel olhou para o namorado com desconfiança.

— Strogonoff brasileiro! 

 

-*-

 

Uma hora mais tarde, a preparação do almoço estava a todo vapor. Arroz cozinhando, Lavinho dourando o frango na frigideira antes de colocar na panela de pressão, Noa preparando legumes refogados e dois adolescentes fofoqueiros pairando ao redor da cozinha — atraídos tanto pelo cheiro delicioso da comida caseira, quanto pela curiosidade mesmo.

— Então, você pegou um avião da Espanha só para almoçar com o velho? — Michael não aguentou ficar em silêncio por muito mais tempo, sua impaciência superando a tentativa de parecer educado.

Lavinho fechou a panela de pressão e se virou para olhar os meninos, um sorriso carinhoso estampou sua face.

— Sim e não — respondeu.

— Hã? — Os dois meninos fizeram expressões de confusão idênticas.

— Meu time tem um amistoso amanhã, então eu aproveitei para fazer uma visitinha — disse o brasileiro. — Mas sim, eu provavelmente víria de qualquer jeito, mesmo sem um compromisso.

— Folgado — Noa murmurou, lavando as mãos.

— Tão frio… acho que vou congelar! — Lavinho dramátizou, colocando a mão sobre o coração e se jogando no chão.

— Idiota.

— É, mas eu sou o SEU idiota 

— Infelizmente, é. — Noa deu um micro sorriso.

Alexis arrulhou, achando a interação muito fofa. Enquanto Michael fez uma careta e fingiu que iria vomitar 

Quando o almoço ficou pronto, todos se sentaram a mesa para apreciarem a deliciosa refeição. Então — sob a mira de uma assustadora colher de pau — deram seus vereditos sobre o strogonoff brasileiro.

— Aceitável — disse Michael, com os braços cruzador sobre a mesa. Ele comeu metade do frango praticamente sozinho.

— Ficou uma delícia! — disse Alexis de boca cheia, feliz e radiante.

— Que nojo, você está cuspindo, seu idiota!

— Linguagem — Noa repreendeu.

— E então? — Lavinho apontou a colher de pau na direção do namorado de forma incisiva.

— Está bom, considerando que foi você que fez — Noel provocou, sem de fato ser maldoso.

— Ei! — Lavinho reclamou por princípio.

Um sorrirlso sutil apareceu no rosto de Noa por meio segundo.

 

Omake

 

Kaiser: Que porra é essa?

Ness: Tem um cheiro doce bom.

Lavinho: Se chama brigadeiro. É um doce brasileiro e é uma delícia!

Kaiser: Tem cor de merda.

Noa: Linguagem.

Kaiser: Mas é verdade!

Ness: Posso misturar com a pipoca?

Lavinho: Noel, acho que seu filho está com larica.