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Amores Que Florescem

Summary:

Uma curta história sobre primeiro beijo entre Luffy e Rosalia.

Original Character x Monkey D. Luffy

Notes:

Essa é minha primeira fanfic, espero que esteja boa. Omg preciso dormir

Talvez algumas partes não façam sentindo, achei que o ao3 pelo menos mantesse a estrutura de parágrafos, mas não foi bem assim. Então enviei o texto no formato simples. O itálico fará falta.

Chapter 1: First Step

Chapter Text

O que fazer quando a paixão já não cabe no coração?

Bem... era o que Rosalia pensava bastante ultimamente. Já que, desde quando entrou na tripulação do Chapéu de Palha, aquela sensação quente no peito estava presente sempre, principalmente perto dele.

No início pensou que era por finalmente se sentir em casa. Seus companheiros sempre foram muito calorosos e confidentes, ali eles arriscavam a vida pelo outro e não mediam esforços pelo que acreditavam. Mas, existia alguém em especial que não saía da mente de Rosalia...

Luffy

Seus abraços de urso que envolviam seu corpo e transmitiam toda segurança do mundo, eram tudo pra ela. Aquele sorriso fácil que iluminava até as mais tristes almas parecia a luz no fim do túnel para aqueles que não conheciam os sonhos... para aqueles como ela.

No dia que conheceu ele, a sensação foi de como se a luz do Sol esquentasse o ambiente. Não havia mais nada para Rosalia além dele.

Óbvio que seus companheiros eram tudo para ela também, mas aquele sentimento que cresceu no peito era diferente do que sentia por eles. Era calor, ânsia e carinho.

— Eu sou Monkey D. Luffy! E vou ser O REI DOS PIRATAS! — As mãos elásticas dele envolveram seus ombros. Eram um toque quente, que tirou um arfar baixo da garota. — Quer entrar pra minha tripulação?

— E-eu...

— LUFFY! Deixe a coitada da garota em paz! Você nem a conhece pra tocá-la assim! — A voz desesperada de Nami era alta, isso tirou risadas de Rosalia.

Fazia pouco tempo desde que os Chapéu de Palha chegaram numa pequena ilha. Depois das batalhas em Thriller Bark, Nami sugeriu que buscassem a maior quantidade de informações possíveis sobre seu próximo destino, a Red Line era um inimigo invisível e imprevisível.

Rosalia, ou melhor, Lia. Tirava um dos seus milhares de cochilos no convés do navio. Aquilo era bem recorrente, e necessário pra que ela conseguisse energia. Mas, devido a falta de Sol da última ilha, ela se esforçou mais do que deveria e agora apenas depois de uma refeição nutritiva preparada por Sanji, bastante água e um cochilo demorado sob a luz do solar, ela melhorava.

— Luffy, você poderia acordar a Lia-chan? — Nami pediu enquanto analisava o mapa em suas mãos.

— O que??! Eu quero explorar a ilha! — O capitão fez um bico, enquanto cruzava os braços.

Nami sequer desviou os olhos do papel, apesar da veia em sua testa marcar pelo começo do estresse.

— Você tem que esperar pelos outros de qualquer jeito, e todos estão ocupados, acorde a Lia-chan enquanto isso.

Nami sabia que ele apenas estava fazendo birra, apesar de realmente ser impulsivo, ele não brincava quando o assunto era sua maior parceira de aventuras, Lia. Ninguém no navio acompanhava Luffy como ela, os dois pareciam duas crianças quando estavam juntos, e nada era realmente levado a sério além um do outro. Mas a navegadora confiava 1% a mais em Lia, ela era um pouco menos maluca que o capitão.

No momento, era melhor não arriscar. Se Luffy fosse sozinho a chance dele se perder e arrumar problemas eram quase certas. Além disso, toda a tripulação estava ocupada com algo, desde coisas grandes como Sanji e o almoço, até Chopper apenas arrumando sua pequena mala de socorros.

— Ela vai ficar decepcionada se você for sem ela~ — Nami não perderia a chance de provocá-lo. Todos no barco sabiam dos sentimentos deles, mas parece que o casal era lerdo demais pra notar.

— Tá bom! Tá bom! Mas só porque quero esperar o Sanji terminar o almoço. — Ele continua com o bico enorme, mas agora marchando em direção onde tinha visto Lia pela última vez.

— Claro, claro... — A navegadora não pôde evitar de dar um sorrisinho, enquanto analisava ainda o mapa e trajetos seguros para a Red Line.

🥀

Desde pequeno, amores nunca foram uma prioridade na vida de Luffy. Cresceu rodeado de pessoas incríveis sim, mas que nunca passavam de sentimentos de irmandade e gratidão. Porém agora as coisas mudaram, por que ela fez questão de criar uma bagunça em sua mente e coração.

Uma gama de sentimentos novos e divertidos surgiram de repente, e a cada dia que passava eles se tornavam mais fortes. Toda vez que ela estava por perto seu corpo esquentava, e antes o que era elétrico, agora, se acalmava e parecia tão certo. Compartilhar de sua curiosidade se tornou confortável, e ter alguém que parecia completá-lo sem diminuir quem ele realmente era, se tornou um suspiro de liberdade.

O cuidado que recebia era diferente do que o resto da tripulação proporcionava. A ternura dos toques chegavam no coração e curavam a alma. Os cochilos compartilhados eram mais confortáveis do que dormir sozinho agora. Existia uma tênue mudança do que já foi, e o que atualmente é, com a chegada de Lia. E sem dúvidas, o capitão manteria do jeito que está.

Agora, estava a procura daquela que tanto mexia com seu coração, e Luffy não fazia ideia de onde Lia estaria. Antes, a garota dormia perto das árvores de Tangerina da Nami, porém assim que vasculhou por ali, só encontrou algumas das frutas caídas e o lugar onde ela estava, com pequenas marcas de sua presença. Obvio que não perdeu a chance de pegar um dos frutos, nem ia fazer falta mesmo, a Nami nem ia reparar.

Vasculhou em todo interior do navio, perguntando cada um dos companheiros onde ela estaria.

— SANJI! QUANDO É QUE O RANGO VAI FICAR PRONTO?

O cozinheiro cortava com agilidade uma enorme quantidade de legumes e verduras, estava acostumado a lidar com a fome monstruosa do capitão.

— Paciência, Luffy. Em poucos minutos já termino. — Murmurou com seu característico cigarro pendendo nos lábios. Isso rendeu outro enorme bico no rosto do esfomeado, odiava esperar.

— Ah! — O garoto tinha esquecido o que inicialmente procurava por ali, já estava quase atravessando a porta. — Por acaso você viu a Lia?

— Não a vejo desde de manhã, não incomode a senhorita, ela não parecia bem. — O cozinheiro despejava os alimentos na panela.

— Não parecia bem? — Luffy fez uma cara de dúvida, ainda mantendo seu bico de pato. — Tá, beleza! Valeu, Sanji!

🥀

Se ela não estava bem, deve ter ido até o Chopper, certo?

Errado.

— Chopper!

A pequena rena pulou de susto, o navio estava tão tranquilo e calado que por um momento se esqueceu de como era seu capitão. Um milagre aquele grito não ter sido mais alto.

— Luffy, não me mata de susto desse jeito! Tá precisando de algo? Sente alguma coisa? Além de fome. — O médico abandonou os materiais na qual tentava decidir levar. O que deveria estar na mochila era apenas o estritamente necessário, mas não conseguia decidir entre antialérgicos e pomadas para queimaduras.

— A Lia-chan está aqui? Sanji disse que ela não estava bem. — O garoto passava uma das mãos na nuca, observando o consultório médico em busca dela.

— Ah? A Rosalia? — Chopper colocou um dos pequenos cascos no queixo. — Hm, hoje não, apenas vi ela durante o café. Depois disso todos parecem ter se separado, preparando para chegada na nova ilha. — Ele continuava tentando lembrar de algo. — Na verdade! Me lembro da Robin pedindo ajuda com os livros dela. Você deve acha-lá por lá!

O rosto de Luffy se abriu num grande sorriso, ele estava se divertindo nessa "caça à Lia"

— Muito obrigada, Chopper! Você foi de grande ajuda. — Deu pequenos tapinhas no chapéu vermelho da rena. E assim se virou, saindo para a porta.

— Ei! Capitão! Na verdade, qual você acha mais importante, antialérgicos ou pomadas? — O coitado dizia com pressa, já que o outro em pouco tempo, estava fora da sala.

— Não faço ideia! Boa sorte!

🥀

 

A busca pela garota continuava, mas seu sumiço não era motivo de real preocupação, era comum que Rosalia sumisse as vezes. O motivo deles eram os cochilos demorados que ela dava, e na maioria das vezes, acabava em lugares inusitados e onde haveria boa concentração de luz solar.

Certa vez, Franky encontrou a garota dormindo em cima da figura de leão na proa, a sorte foi que passavam por um mar calmo, que não causava balanços bruscos no barco. A justificativa da avermelhada era que ali era quentinho e poderia se recuperar rapidamente com a quantidade de Sol.

— Qualé, Franky! Não é um super lugar igual cê diria, mas até que deu pro gasto!

Isso rendeu alguns cascudos vindo de Nami. Se por acaso ela caísse no mar, ninguém veria e ela poderia afogar por causa de sua akuma no mi.

Voltando ao assunto, Luffy torcia para que Robin tivesse alguma ideia de onde sua garota dormia. A ansiedade pra explorar a nova ilha já estava ficando incontrolável e não via a hora de achar novos besouros com Lia. Assim, passou por um Zoro que também dormia, depois de polir suas espadas, e Brook que tocava músicas relaxantes. Estendeu seus braços até alcançar o último andar do navio, e logo chegou ao lugar, encontrando novamente as tangerinas de Nami, o Jardim de Robin e a pequena plantação de Usopp. Ali atrás, estava a entrada para biblioteca, onde a arqueóloga deveria estar.

— Robin-chan!

A garota estada sentada, e parecia ler uma das centenas de obras que havia ali. Seu semblante era calmo como sempre, transmitindo aquela serenidade típica.

— Sencho-san. Procurando alguém? — A mais velha desviou os olhos rapidamente pro recém-chegado, mas logo voltando pro seu livro.

O espanto ficou claro no rosto de Luffy. Para ele, as vezes a Robin parecia uma bruxa. Sua perspicácia em entendê-lo parecia um jogo de poderes, ela sempre acertava os palpites.

— O que? Como você sempre sabe?! — Ele cruzava os braços e lamentava. Nunca conseguiu esconder nada dela. — Isso não tem graça!

— Você fica com uma cara de perdido quando está sem a Roza-chan. — Robin levava a mão até a boca para esconder o leve sorriso que surgia.

A vermelhidão tomou conta das bochechas do capitão, seu pé batia rapidamente no chão, demonstrando sua ansiedade, já não sabia se era pela ilha nova ou para vê-la...

— A-ah! Então? Onde ela está? Não tô encontrando ela desde de manhã...

— Luffy, você não se lembra né...

— Ahm? Do quê?

A arqueóloga fechou o livro dando um suspiro. Por que seu capitão era tão lento às vezes?

O fato de Rosalia precisar de Sol marjoritariamente do seu tempo não era segredo para tripulação, sua fruta do diabo cobrava disso. Existia um tipo de energia que alimentos comuns não davam à ela, ou pelo menos seu corpo não sabia processá-la sozinho.

Roza Roza no Mi

Era de um tipo incomum, que permitia criar espinhos e fragrâncias específicas tal qual uma verdadeira rosa. Era poderoso, mas tinha um alto custo de esforço, e a batalha de Thriller Bark não tinha sido fácil pra ninguém, tanto fisicamente quanto mentalmente. Mas pela falta de luz solar ali, Lia precisava de mais tempo se recuperando.

Dito isso, seu capitão claramente se esquecia desse pequeno, mas essencial, detalhe.

— Ela precisa de Sol, Luffy. Procure ela pelo convés ou perto do leme. Ela estará por lá. — A garota se levantou, guardando seu livro na prateleira. — Acho que um café seria bom agora. — Resmungou pra si mesma.

A mente do capitão parecia ter descoberto novos horizontes, em seu rosto ficou estampado que agora se lembrava do detalhe, ele foi a primeira pessoa na qual Lia contou sobre sua fruta.

— Entendi, Robin. Você é a melhor! — Ela mal teve tempo de responder, o garoto já se encontrava fora da sala, correndo por ali e inclinando sobre a sacada, agora tendo visão de todo convés.

Até que...

— LIA-CHAN!

🥀

— Senhorita Rosalia, gostaria de se juntar a nós? — A voz de Brook soou para a garota, que agora estava deitada perto do leme. O músico se referia a ele e o espadachim.

Só nesse dia, já tinha trocado de lugar 2 vezes, mas nenhum parecia confortável suficiente pra ela. Primeiro, deitou-se perto das tangerinas, mas ali havia uma grande quantidade de insetos atrás dos frutos, teve de abrir mão do lugar. Depois, foi para o convés, porém Zoro e Usopp pareciam conversar sobre armas e técnicas de combate, atrapalhando o silêncio. Assim foi obrigada a estar perto do leme, mas ali não tinha tanta luz igual no convés, só esperava que os amigos terminassem o papo pra voltar para lá.

—Ahm? Oi, Brook! — A voz dela soava abafada, estava deitada de bruços e via o amigo com dificuldade. — Depende, você vai tocar uma música pra mim? — Ainda deitada, e com os braços sendo usados de travesseiro, apoiou o rosto ali e encarou o esqueleto. Talvez uma música ajudasse ela a dormir melhor.

— Por mim tudo bem, Senhorita. Mas... — Na última parte da sua fala, ele usava um tom profundo e grave de voz. — Qual é a cor da sua calcinha? YOHOHOHOHOHOHO-

A avermelhada não pode deixar de corar e jogar a primeira coisa que viu na frente, no caso, seus sapatos, que voaram diretamente na testa do esqueleto.

— Esqueleto TARADO! Não precisa tocar mais! — Seu rosto ardia, e então, se levantou em um pulo, descendo as escadas até o convés novamente. Finalmente os companheiros que estavam ali pareciam ter terminado, somente Zoro dormia também, encostado numa parede próxima.

Logo, a garota se deixou cair na grama fresca, que agora parecia o mais confortável dos colchões. Pelo visto conseguiu o lugar que tanto queria, e agora se permitia ter o cochilo merecido e ansiado. Mas novamente, o destino não estava ao seu favor.

— LIA CHAN!

Seu capitão aterrissou exatamente em cima dela, por sorte não tinha tomado uma cotovelada na barriga, mas o peso do garoto tirou todo o ar de seus pulmões em um instante. Abriu os olhos rapidamente, encontrando aquele que fazia seu coração palpitar de ansiedade.

— L-Luffy! — Ela recuperava os ar aos poucos. — VOCÊ QUER MATAR?! CABEÇA DE VENTO! — Um cascudo foi depositado no cabelo dele, na qual estava sem seu chapéu de palha.

— Ah! — Ele passava uma das mãos no lugar da agressão, buscando aliviar a dor, enquanto a outra, posicionada ao lado do corpo da garota, impedia dele acabar caindo em cima dela de vez. — A Nami pediu pra que eu te acordasse! Vamos! Vamos! Ela disse que a gente podia explorar a ilha!

Ele se sentava ao lado da garota deitada agora, usando os braços pra fazê-la levantar também. Porém era um trabalho difícil quando ela resistia.

— Luffy! Acabei de achar um lugar pra dormir, vamos depois do almoço. — Aquilo não foi um pedido, e sim uma ordem. Nada no mundo privaria ela de seu cochilo, aquilo era estritamente necessário, se não dormisse, não conseguia fazer nada adequadamente. — Vem!

Em um único puxão, o garoto caiu em cima dela, novamente, e logo foi usado de ursinho de pelúcia. Os braços magros envolveram o pescoço do garoto, enquanto o rosto dele estava no sua clavícula. Ele tinha de admitir que ali parecia muito confortável, e aquele abraço quase o fez esquecer do que queria antes. O capitão perdia o foco muito fácil.

— Mas eu não quero dormir! Quero explorar a ilha! — Tentou sair do aperto dos braços dela, mas a garota o abraçou com mais força. — Lia-chan! Vamos! — Sua voz soava mais como súplica agora, aquela batalha já estava perdida.

— Depois do almoço. Tenho certeza que vamos demorar, e você não quer perder uma refeição, né? — Um leve afago começou nos cabelos negros, fazendo os olhos do garoto pesarem levemente, de sono. O cheiro da garota transmitia uma paz incontestável, ela era sempre cheirosa, como uma rosa. — A ilha não vai fugir de nós, Luffy-chan. — Os dedos continuavam o carinho e o sono parecia próximo.

Antes que pudesse dizer algo mais, um dos braços dele deslizou pela cintura nua, pelo visto ele tinha se rendido mesmo. E agora os dois estavam ali, no meio do convés, emaranhados como cipós, e até mesmo uma das pernas de Luffy foram parar entre as dela. A luz do sol sobre eles, em contraste com a brisa fresca, criava uma atmosfera confortável.

De olhos fechados, Rosalia deslizava os dedos entre os cabelos da nuca de Luffy, e bochecha exposta. O carinho durou até que ela também pegasse no sono, sentindo o calor do corpo dele, sem malícia, apenas conforto. Seu braço parou em cima das costas definidas, enquanto o outro, na nuca.

Robin que descia as escadas encontrou o casal em sono profundo. Ela gostava de como Lia tranquilizava o capitão rapidamente. Era extremamente útil e fofo. Até por que na mesma medida que acalmava, também acompanhava ele em aventuras. Pensando nisso, um leve sorriso surgiu no rosto da mais velha, que caminhava até o aquário.