Work Text:
“Flowers in hand, waiting for me
Every word in poetry
Won't call me by name, only baby
The more that you give, the less that I need"
Eu sei que você é errado para mim. Não é sua culpa eu estragar tudo.
Depois de lutar contra seus próprios monstros em sua sala Leyla sabia que devia retornar para dar alta ao pequeno Louis e ir comer pizza com ele e a mãe dele. E esse era o problema já que seu coração batia freneticamente cada vez que olhava para aquela linda mulher que anos atrás dominou cada pedaço da sua pele e povoou sua mente habitando em seu coração e apesar do tempo longo que se passou desde que foi embora sem olhar para trás o amor ainda permanecia intacto.
Os anos só deixaram Lauren Bloom mais sexy e estonteante. A médica havia vindo correndo deixando um plantão para trás para socorrer o filho e mesmo assim parecia ter saído de uma passarela com aquele ar tão confiante e sorriso cativante que fazia o coração da paquistanesa bater freneticamente sempre que a encarrava com aqueles olhos castanhos hipnotizantes. Leyla sabia que estava ferrada e entrou de cabeça naquele mar de incerteza sem nem pegar um colete salva vidas correndo sérios riscos de se afogar, mas não conseguia se afastar não quando passou meses a fio se remoendo de saudade e vivendo miseravelmente em buscar daquela sensação que encontrou apenas nos braços dela. Todas as mulheres que passaram pela sua cama e compartilhou orgasmos nos últimos anos não tinham rosto já que era na Bloom que sempre pensava quando necessitava se deixar cair naquele mar de sensações imensuráveis. Ela lhe estragou para relacionamento e não apenas para eles.
Respira fundo colocando seu notebook dentro da mochila. Deixa o jaleco detrás da porta colocando então a mochila em um dos ombros seguindo novamente para a ER depois de trancar sua sala sabendo que ia em direção ao desconhecido. Respira fundo quando abre a porta que leva a emergência do hospital e seus olhos não demoram a avistá-los ainda no leito 06, mas o Louis já sem a máscara e a mãe em pé rindo de algo que o garoto falava. E enquanto caminha em direção a eles a pediatra constata o quanto sua ex-namorada estava fazendo um incrível trabalhando criando aquele garoto que adotou e tornou seu filho. A Lauren Bloom que conheceu e aprendeu a amar não tinha em si uma célula maternal, mas essa que seus olhos admiravam agora era uma nova mulher e isso só deixou a médica muito mais atrativa para a paquistanesa. Leyla respira fundo mais uma vez e ficar novamente no campo de visão da ex-namorada.
-Voltei – Diz docemente sorrindo para mãe e filho – Desculpem a demora tive que resolver umas coisas – E mente afinal jamais ia expor que passou alguns minutos martelando em sua mente os pros e contra de realmente sair com a morena e o garoto.
-Chegou na hora certa – Rebate Lauren sorrindo abertamente – A enfermeira acabou de tirá-lo da nebulização e auscultou os pulmões dela tudo limpo Graças a deus – Afirma Bloom aliviada.
-Ele é um garotão forte – Deixa escapar a paquistanesa docemente –Bem vou assinar a alta dele e podemos ir – Informa se afastando rapidamente apenas para pegar o Ipad verificando mais uma vez os dados do garoto e confirmando que realmente a crise asmática havia sido controlada –Não há necessidade de passar medicamento já que sabe o quer fazer caso ele venha a apresentar novamente um quadro asmático – Diz a ex-namorada – Só preciso que assine aqui para quer possam enviar a cobrança ao seu seguro saúde – Comenta entregando o aparelho juntamente com a caneta que permite a assinatura digital da responsável pelo paciente.
-Ele teve uma consulta com a pneumologista tem uma semana e a mesma mudou a medicação porque a anterior o estava deixando extremamente cansado, então acredito quer essa crise é porque os pulmões dele ainda estão se acostumando com a nova medicação – Comenta com a ex-namorada enquanto assinava o documento – Por um erro de comunicação com minha mãe a nova bombinha não foi colocada na mochila dele – Diz ainda se culpando por isso – Mas, graças a deus ele veio parar aqui e lhe tinha como médica – Deixa escapar suspirando.
-Não se culpe. Esse tipo de coisa acontece e não lhe tornar uma mãe ruim – Rebate Leyla –Já vi muitas mães ruins nesse trabalho e você está muito longe de ser uma – Diz a médica fazendo a ex-namorada sorrir com o fato dela a considerar boa mesmo sabendo sobre o fato a pouco, realmente, a pouco tempo.
-Prontinho – Diz Lauren entregando o Ipad com as assinaturas.
-Ótimo. Vou só deixar isso e podemos ir – E enquanto a paquistanesa caminha em direção a baía das enfermeiras para deixar o Ipad e protocolar a alta do paciente a ex-namorada ajeita o filho ajudando-o colocar a jaqueta já quer apesar de o tempo estar ameno em NY era noite já e isso significava que era frio lá fora – Podemos ir – Informa Shinwari segurando a alça da sua bolsa de lado com certa força devido ao nervosismo.
-Claro. Vamos – E Bloom põe a mochila do filho em seu ombro e segura a mãozinha dele seguindo a ex-namorada para fora daquela ER.
Quando chegam do lado de fora são recebidos por um vento frio e por um céu completamente estrelado com uma belíssima lua deixando a noite muito mais encantadora.
-Bem sair correndo do hospital e estou sem carro – Comenta Lauren quebrando o silencio que se instalou entre elas até o pequeno Louis estava quieto tornando aquele momento mais embaraçoso do quer deveria ser- Talvez possa pedir um táxi e irmos para uma pizzaria próxima –Comenta com a ex-namorada já que não conhecia nada ali.
-Estou de carro – E é claro que a sua Leyla não abandonaria seu meio de locomoção favorito apesar do excelente serviço de transporte público de NY – Porém, há uma pizzaria muito boa na esquina do próximo quarteirão – Comenta a morena – Não é a melhor pizza da cidade, mas é quase – Complementa meio sem jeito.
-Está ótimo para nós né filho? – E o pequeno balança a cabeça afirmativamente soltando a mão da mãe começando a andar sozinho um pouco mais na frente chutando as folhas caídas – Lou devagar e nada de se afastar de nós – Pede a médica e o filho diminui o passo, mas continua indo um pouco mais a frente deixando as mulheres para trás com aquele constrangimento entre elas.
-Você tem um carro? – E a paquistanesa toma coragem de quebrar aquele gelo entre elas para não tornar aquela saída mais constrangedora do quer já estava sendo.
-É eu sei – E quando namoravam a americana estava sempre listando para a ex o quanto um carro era um item desnecessário para quem vive em uma cidade que oferece tantos meios de transportes mais seguros e rápidos do quer um automóvel – Quando se tem filho você repensa vários aspectos da sua vida, inclusive adquirir um carro – Comenta sorrindo – É muito mais cômodo levar o Lou até a escolinha nele e de lá seguir para o hospital todas as manhãs além do quer podemos usá-lo nos fins de semana para nos aventuramos pelo estado e nos vizinhos em busca de aventuras porque não é fácil manter uma criança de quase cinco anos entretida em casa – Confessa fazendo a namorada soltar um riso – Sério Leyla é muito mais fácil controlar aquela ER em meio de uma pandemia mundial do quer manter meu filho um fim de semana em casa entretido –Complementa levando a paquistanesa rir mais alto. E a Bloom sentir falta de escutar aquele riso que faz seu coração mesmo após anos ainda palpitar freneticamente.
-Não deve ser tão difícil assim o Louis aparenta ser um garoto calmo – Comenta Leyla enquanto caminhavam em direção a pizzaria.
-Isso porque você não o viu cheio de açúcar no sangue e com todo seu mau humor Bloom dominando –Rebate Lauren entre risos.
-Aguentava seu mau humor então creio que o Louis não deve tão ruim como você era – Diz a paquistanesa sem nem perceber.
-Você sempre despertou o melhor em mim então eu era um doce quando o assunto te envolvia– Afirma Bloom também sem nem perceber o quanto a conversa havia ficado tão pessoal de repente.
O papo começando a prender para a ex relação delas e a ficar de certa forma perigoso para ambas. Leyla sentia suas mãos suando enquanto Lauren seu coração querendo sair pela boca. Eram tantas coisas que uma queria dizer a outra. Mas, não quando o filho de quase cinco anos da Bloom está entre elas. Por sorte haviam chegado em frente a uma pequena pizzaria com a decoração meio rustica.
-Chegamos! – Diz a paquistanesa e a outra médica segura na mão do filho para impedi-lo de seguir em frente e deixarem a Shinwari mostrar o caminho.
Entram no local e rapidamente um jovem sorridente vem na direção delas.
-Boa noite doutora Shinwari! – Exclama o rapaz – É muito por vê-la de novo – Complementa sorridente.
-Boa noite Michael. E já lhe disse para me chamar apenas de Leyla – E ainda era difícil para a médica ser reconhecida pelos outros pela sua belíssima e prestigiada profissão. Fora do hospital a paquistanesa gostava de ser apenas Leyla e nada mais.
-Claro. Sinto muito Leyla – Responde Michael ainda sorridente – A que devo a honra da sua presença? – Brinca para descontrair o dono da pizzaria.
-Essa é minha amiga Lauren – Apresenta a ex-namorada e bem elas eram amigas ou não? – E esse garotão é seu filho Louis – Mas, nem perde tempo pensando na classificação da relação que ainda possuía com a Bloom – Eles são fãs de pizza de abacaxi assim como eu sou e lhes disse que você e a Susan – E era a esposa do Michael – Fazem a melhor pizza de abacaxi desse lado de Nova York – Comenta animada.
-Opa! – Rebate o proprietário animado – Uma pizza de abacaxi caprichada saindo para vocês – Informa o rapaz empolgado – Seu lugar está desocupado se quiser ir ficar lá – Informa pedindo licença e saindo para providenciar o pedido delas.
-Pelo visto você vem muito aqui – Comenta sem nem perceber Lauren curiosa.
-É nesses quatro meses posso ter frequentando aqui um pouco mais do quer o indicado – Responde segurando o riso enquanto caminha para a parte do local onde as mesas ficavam em um espaço aberto aonde podiam curtir a brisa daquela noite fresca e admirar o céu estrelado.
-E aquele papo de menos fast food e mais comida caseira? – E a ex-namorada sempre lhe recriminava quando viviam juntas e Bloom trazia comida da rua em vez de permitir a paquistanesa quer perdesse um tempo de qualidade na cozinha preparando algo para elas.
-Não é muito estimulante cozinhar para mim apenas ainda mais depois de um dia de trabalho em um hospital – Responde Leyla enquanto sentavam na mesa e um garçom entregava os cardápios das bebidas.
-Agora você me entende - Rebate Lauren segurando o riso.
-Touché – Diz a outra médica sorrindo abertamente.
-Mas, em minha defesa não cozinhava apenas por conta do cansaço mais porque sempre fui uma negação na cozinha – Se defende Bloom fazendo a namorada que pedia água para todos eles enquanto ainda decidia o quer beberem largar o cardápio na mesa e arquear as sobrancelhas para ela.
-Você ainda continua sendo essa negação na cozinha ou é uma mãe que faz cookies para o Louis levar para a escola? – E de repente Shinwari queria saber de tudo que envolvia a maternidade dela tentando dessa forma estabelecer uma conversa doce entre elas.
-Temos uma cozinheira que vem todos os dias preparar as refeições para nós ou ia matar meu filho intoxicado – Confessa Lauren escondendo o rosto ao colocar o cardápio sob ele fazendo a ex-namorada rir alto e o Louis que nem entendia porque as mulheres mais velhas gargalhavam também soltar sons de riso para acompanha-las.
Ainda naquele clima agradável pedem refrigerante para todos, e não demora para o próprio Michael colocar sobre a mesa uma enorme pizza de abacaxi, deseja bom apetites a eles e os deixam novamente a sós. Lauren pega uma fatia colocando no prato do filho que estava empolgado.
-Calma Querido isso está quente pegue com o guardanapo – Diz docemente a médica ajudando o filho, ação acompanhada pela ex-namorada que nem percebia o sorriso que involuntariamente esboçava ao vê-la em seu “papel” de mãe.
-Isso é muito bom! – Exclama o pequeno quando mastiga um pedaço generoso da pizza fazendo as duas mulheres rirem da empolgação dele enquanto comiam suas próprias fatias.
E o clima é agradável com o pequeno narrando a mãe e a pediatra a tarde que havia tido no zoológico antes da crise asmática que o fez ir parar na emergência do hospital onde a ex-namorada da mãe agora trabalhava. E a cada minuto na presença do garoto a paquistanesa se pegava mais fascinada por ele. Lembrava vagamente de anos atrás quando havia compartilhado também uma pizza de abacaxi com a mãe dele e tinha simplesmente se encantado por aquela mulher que havia lhe oferecido ajuda quando outros negaram. Tinha a plena certeza que só estava hoje exercendo sua profissão naquele país que adotou como o seu porque Lauren Bloom anos atrás entrou em sua vida e lhe deu a chance de lutar pelos seus sonhos. Se apaixonar por ela foi tão fácil. Como não amar essa mulher que mesmo depois de tanto tempo ainda fazia seu coração palpitar fortemente apenas com um olhar. E o mesmo estava acontecendo com o pequeno Bloom que simplesmente lhe encantou e já tinha um carinho grande por um garoto que conheceu há apenas algumas horas.
-Doutora Shinwari sabia que amanhã é meu aniversário? – Pergunta a médica que apenas balança a cabeça negativamente afinal ficou tão obsoleta naquele reencontro com a mulher que ainda ama profundamente que nem prestou atenção na data de nascimento do paciente – Faço cinco anos – Exclama animado – Uma mão inteira de idade – Complementa fazendo a mãe e a pediatra rirem -Mama ainda tem meus convites de aniversário? – Questiona o pequeno Bloom a médica.
-Não filho – Rebate Lauren – Faltou convidar algum amiguinho? – Questiona curiosa – Posso ligar para a mãe dele ou dela e fazer o convite – Complementa docemente.
-Eu queria convidar a doutora Shinwari – E as palavras do Louis fazendo as duas mulheres se olharem e ficarem sem ação – Doutora Shinwari gostaria de ir no meu aniversário? – Pergunta o pequeno – Minha Mama contratou um mágico de verdade – Emenda animado – Ele vai me ensinar fazer mágica – Diz empolgado e aquela inocência e o carinho do pequeno para ela fazendo a paquistanesa sentir uma emoção que há anos não sentia – Você pode ir doutora Shinwari? – Questiona de novo Lou com os olhinhos castanhos brilhando.
-Louis não sei se sua mãe gostaria da minha presença em seu aniversário – Deixa escapar sem saber como sair dessa enrascada.
-O aniversário é dele então meu filho pode convidar quem ele quiser – Rebate prontamente Lauren –Mas, eu adoraria contar com a sua presença conosco amanhã – Diz Bloom
-Por favorzinho doutora Shinwari – Pede o pequeno com as mãozinhas unidas e aquele olhar que amolece qualquer adulto.
-É difícil dizer não a ele né? – Comenta com a ex-namorada que rir com a constatação.
-Sim é. Para você ter uma ideia dos apuros que passo com esse moleque – E Lauren passa uma das mãos pelos fios do filho deixando-os revoltos.
O pequeno continua olhando para a pediatra com aquele olhar que derretia corações fazendo-a esquecer o perigo que era continuar entrando mais ainda na vida dela. A última vez que teve que se afastar de Lauren Bloom havia sido a pior dor que sentiu na vida e até hoje não conseguiu catar cada pedaço do seu coração despedaçado e ter forças para seguir em frente. Era quase uma sentença de morte flertar com o perigo dessa forma, mas era mais forte do quer sua consciência que tentava de todas as formas lhe fazer declinar do convite e se afastar dessa cidade e dessa mulher.
-Aceito com uma condição – E joga os medos para escanteio e resolve enfrentar o perigo – Que pare de me chamar de doutra Shinwari quando estivemos fora do hospital – Pede docemente – Apenas Leyla – Complementa – Feito? – E direciona a mão ao pequeno que pega empolgado.
-Feito! – Exclama o Louis animado –Mama a Leyla vai na minha festa amanhã! – Diz a outra médica como se a mesma não estivesse ouvido, mas estava tão feliz com aquela notícia que não se segurou fazendo as duas mulheres rirem.
-Obrigada – Sussurra Bloom para a ex-namorada e a paquistanesa não sabia se estava agradecendo por ter aceito o convite do filho ou por se permitir novamente fazer parte da vida dela, mesmo quer por um dia.
A pizza continua sendo devorada enquanto Louis animado ia contando a Leyla sobre tudo que ia ter na festinha de aniversário dele. Os minutos vão passando até a comida se for assim como as bebidas. O pequeno coçava os olhinhos dando sinal a mãe de quer era infelizmente hora de irem.
-Ele está cansado – Comenta Lauren com a ex-namorada – Acho melhor pedir a conta para irmos – Diz gentilmente – O Lou teve um dia difícil – Constata suspirando.
-Ele é um garoto forte – E a paquistanesa faz sinal pedindo a conta ao Michael que prontamente traz deixando na mesa e se afastando para dar privacidade.
-Quanto lhe devo? – Pergunta Bloom abrindo a bolsa para pegar o cartão de crédito.
-É por minha conta – Diz Leyla mostrando o cartão ao rapaz pedindo indiretamente a maquininha para pagamento.
-Nós convidamos – Rebate Lauren e a pediatra sorrir afinal sempre era assim quando namorava com a americana. Bloom fazia questão de pagar tudo por ser de família rica e achar quer por isso devia sempre ser a responsável financeiramente durante as saídas delas. Naquela época realmente a grana era curta e Leyla sofria para pagar a fatura completa todo mês do seu cartão de crédito, mas agora ela tinha dinheiro e podia se dar ao luxo disso.
-Meu lugar eu pago! – Exclama por fim entregando ao rapaz o cartão e digitando sua senha.
-Então eu e o Louis estamos lhe devendo uma pizza de abacaxi –Determina Bloom.
-Não me devem nada, afinal amanhã irei comer e beber na casa de vocês no aniversário dele então ficamos quites – Responde prontamente Leyla.
-Isso não conta Leyla! – E se Lauren podia achar pretextos para ver a ex-namorada mais vezes ela se apegaria a eles sem nem pestanejar.
-Ok. Me devem uma pizza de abacaxi – Shinwari não ia criar problema no fato da mulher que ainda ama querer mais tempo ao seu lado então só aproveitaria. E não é nenhum sacrifício passar um tempo com ela ainda mais com o pequeno Louis também.
Conta paga caminham em direção a saída, mas antes são cumprimentadas pelo dono do estabelecimento que fica maravilhado com os elogios da amiga da sua cliente VIP. Louis já sonolento se agarrando na calça da mãe bocejando e coçando os olhinhos. Bloom verifica no celular os serviços de carros de aplicativos para solicitar um, mas pelo horário era quase impossível conseguir um naquela área.
-Merda – Deixa escapar chamando atenção da ex-namorada.
-Algum problema? – Pergunta Leyla atenciosa.
-A previsão de um carro é 25 a 30 minutos – Diz suspirando – Há pontos de táxi por aqui? – E não conhecia bem aquela área então pergunta gentilmente a outra médica,
-Essa área da cidade é ruim conseguir um carro de aplicativo seja a hora que for – Comenta a Shinwari que conhecia bem o serviço já que fora durante um tempo motorista de um – E táxi só lá no hospital – Informa – Mas, meu carro está aqui perto posso deixar vocês em casa – Diz docemente.
-Vivemos no Upper West Side – Informa a ex-namorada e essa informação chocando a paquistanesa – O apartamento era pequeno demais para criar uma criança – Comenta – Comprei uma boa casa no bairro com um quintal espaçoso para o Louis correr, além do quer está perto do Central Park e de minha mãe e das melhores escolas – Diz suspirando – Então não queremos lhe atrapalhar – Afirma docemente.
-Não é nenhum incomodo levar vocês dois estou vivendo daquele lado da cidade mesmo –E era verdade – Não na Upper West Side minha conta bancaria não permite – Diz fazendo a outra médica rir –Mas, estou em um hotel-flat em Manhattan até tomar coragem para comprar ou alugar um apartamento para mim – Conta a ex-namorada.
-Se não for mesmo incomodo aceitamos sim a carona – E passar mais um tempo com a mulher por quem ainda era apaixonada não era nada mal para Bloom – É bom que aproveita e já sabe onde será a festa amanhã – Comenta animada – O aniversário do Louis – Dar ênfase deixando claro que contava realmente com a presença dela na festinha.
-Claro. Exatamente – Diz a paquistanesa – Então vamos? – E a morena concorda.
Começam a andar em direção ao estacionamento onde Leyla deixava seu carro, mas o pequeno Louis pede colo a mãe então prontamente Bloom o carrega e rapidamente o garoto põe a cabeça no ombro dela e adormece.
-Deixa que te ajudo com isso – E pega a bolsa e a mochila.
-Obrigada – Agradece Lauren podendo assim segurar o filho com mais firmeza e segurança.
-Ele dormiu – Constata a paquistanesa quando percebe o leve ressonar já do garoto.
-O Louis geralmente deita cedo, e hoje com toda a correria no Zoo e depois o hospital o deixou mais exausto – Comenta Bloom enquanto caminham em direção ao estacionamento que estava bem próximo já – Terei um pouco de trabalho para tirá-lo dessa roupa e banho provavelmente só amanhã – Diz sem nem perceber.
-É bonito te ver assim – Deixa escapar Leyla.
-Assim como? – Quer saber Bloom prontamente.
-Mãe! – Exclama a paquistanesa sorrindo – Nunca pensei que um dia pudesse ver esse seu lado – Confessa a pediatra.
-Confesso que nem eu imaginei que um dia pudesse ter esse lado – Deixa escapar Lauren suspirando – Mas, esse garoto entrou em minha vida e me conquistou desde o momento que o vi naquela incubadora lutando para viver – Comenta – Só quero poder dar ao Louis todo o amor, dedicação e afeto que não tivesse dos meus pais – Confessa a americana.
-Pelo pouco que vi de vocês Lauren posso afirmar com toda certeza o quanto o Louis é sortudo em lhe ter como a mãe dele – E aquelas palavras fazendo a Bloom sentir seu coração querendo explodir. Vindo da mulher que ama há tanto tempo e que passou anos se culpando por deixa-la escapar significava era muito.
Finalmente chegam no estacionamento e quando Lauren ver o carro ao qual a ex-namorada está se dirigindo teve que soltar um riso. E era uma gargalhada tão doce que faz a outra médica sentir cada pelo do corpo se arrepiar e seu coração palpitar mais fortemente. É claro que assim quer percebeu quer aquele som poderia incomodar o pequeno Louis que dormia tranquilamente a americana cessa, mas é claro que não deixaria a oportunidade de zoar a Shinwari passar.
-Não acredito que ainda tem esse carro! – Exclama ainda sem acreditar no que seus olhos viam.
-Eu e ele temos uma relação profunda – Se defende Leyla enquanto a ex-namorada segura o riso –Foi a primeira coisa que adquirir nesse país e durante um tempo foi meu lar – E é claro que Bloom lembrava disso – Me levou até Spokane e me trouxe de volta para cá – Complementa – Tive que durante os anos fazer reparos aqui e ali, mas é um bom automóvel, econômico e tem um enorme valor sentimental para mim – E a paquistanesa sempre quando estava com a outra médica conseguia se abrir de uma maneira como nunca fazia com ninguém e isso era tão bom.
-Eu lembro também de umas coisas que fizemos nesse banco de trás – Deixa escapar a morena quando entra segurando o filho e optando por ir ali por ser mais fácil garantir a segurança do pequeno já que não tinham a cadeirinha no carro.
-Como disse são muitas boas lembranças – E Shinwari garante a ex-namorada que sim também lembrava de todo o sexo quente quer certa vez tiveram naquele banco de atrás.
O silencio predominou um pouco até Leyla sair do estacionamento e ligar o rádio local em um volume bem baixo apenas para preencher o ambiente.
-Se alguém me falasse que ia me encontrar com você por essa cidade eu jamais acreditaria – Deixa escapar depois de um tempo Lauren sem conseguir ficar em silêncio quando finalmente tem a oportunidade que passou anos desejando ter.
-É eu ia te procurar – Deixa escapar Leyla ainda meia acanhada – Só estava tomando coragem para ir até o New Amsterdam para te agradecer pelas flores – Complementa hora ou outra encarrando aqueles olhos que tanto lhe tirava o folego pelo retrovisor enquanto conduzia em direção ao Upper West Side.
-Entendo – Diz Bloom suspirando – Nosso termino não foi bonito – E era doloroso relembrar aquilo – Sei que te machuquei muito e destruir nosso relacionamento – Afirma – E sinto muito mesmo por ter lhe feito o que eu fiz – E era o momento para dizer tudo aquilo que anos atrás devia ter dito em vez de ter permitido quer a namorada fosse embora para sempre – Não é que não te amava Leyla. Mas, é porque durante toda a minha vida fui ensinada a amar de forma errada – Confessa – Não devia ter feito o que eu fiz e colocado sua carreira e a minha em risco apenas porque tinha medo de lhe perder – Diz – E no fim lhe perdi da mesma forma e ainda lhe machuquei sinto muito mesmo – Finaliza docemente.
-Sei que sente Lauren e sei que me amava – Afirma Leyla –E lhe perdoo – Diz fazendo os olhos da outra médica ficarem marejados – Lhe perdoei há muito tempo só tinha medo de verbalizar isso a você – Afirma – Sabia que se lhe procurasse corria risco de abandonar tudo lá então não quis correr riscos, mas sei que o quer fez não foi por mal apesar de ter sido algo tão ruim – Diz –O pior não foi o ato em si, mas ter me omitido apesar de ter lhe perguntado e ter durante meses vivido comigo da forma que vivemos sem me dizer a verdade – Deixa escapar mesmo sem querer – Mas, isso é passado e há muito tempo que deixei o passado para trás – Afirma docemente.
-Deixar o passado para trás significa deixar as pessoas dele também? – Quer saber a americana temerosa.
-Se significasse não tinha voltado para NY – E deixa no ar a paquistanesa – Bem chegamos na Upper West Side para quer lado? – Questiona mudando o rumo da conversa que tinha ficado perigosa demais.
-É logo ali na frente – Aponta Bloom – Aquela de tijolinhos vermelhos com a árvore bem na frente – E era uma avenida com várias casas com portões de ferro e bastante arborizadas. Leyla para bem em frente – Chegamos! – Afirma e a paquistanesa desliga o carro.
-Deixa eu lhe ajudar – E sai para abrir a porta detrás e permitir que a médica saia carregando o pequeno, pegando a mochila mais a bolsa dela.
-Obrigada – Agradece Lauren – Pode por favor pegar a chave que está no meu bolso? – E mesmo acanhada Leyla põe a mão no bolso da calça da ex-namorada pegando a chave.
-Eu abro para você – E abre o portão que estava sem cadeado se aproximando da enorme porta vermelha com detalhes brancos põe a chave abrindo a mesma.
Bloom entra rapidamente e a ex-namorada permanece na porta mas deixa a mochila mais a bolsa sobre uma peça que havia ao lado de madeira em seguida põe a chave na parte detrás da fechadura.
-Bem melhor eu ir – Diz a paquistanesa ainda em pé na entrada da belíssima casa pelo pouco que pode observar de onde estava.
-Vou só colocar esse pequeno na cama e pensei que podíamos compartilhar um vinho e conversamos sobre nossas vidas – Propõe Lauren morrendo de medo de ser esnobada pela ex-namorada por quem ainda era perdidamente apaixonada.
-É – E a morena leva a mão até o pescoço meio sem jeito – Não é que não queira – Deixa claro Leyla – Mas, é que já está tarde e amanhã preciso acordar cedo – Conta – Tenho aos sábados ajudado em uma clínica popular que atende pessoas do meu país e outros da mesma região –Revela a ex-namorada – Eles confiam mais em uma pessoa que pareça com eles e fale sua língua materna – Complementa.
-Isso é nobre da sua parte – Diz Bloom segurando ainda o pesado filho nos braços, mas sem querer se afastar daquela incrível mulher.
-Podemos deixar o vinho e o papo para amanhã? – Propõe a paquistanesa deixando claro seu interesse também em ter um momento a “sós” com ela – Estarei aqui para o aniversário então podemos no final da noite compartilhamos um vinho – Diz – Eu trago – Complementa sorrindo.
-Você vem mesmo? – E Lauren até aquele momento duvidou quer a ex-namorada realmente fosse comparecer ao aniversário do filho e estava sendo apenas gentil com a criança.
-Eu prometi ao pequeno – Afirma sorrindo – Ao menos que não me queira aqui – Complementa temerosa.
-Não. Claro que quero. Apenas pensei quer não estaria mesmo disposta a encarrar um bando de criança em pleno sábado no aniversário de um garoto que você acabou de conhecer – Deixa escapar a americana.
-Ele é seu filho Lauren e só isso já torna o pequeno Louis especial – Afirma Leyla – Além disso, o Louis é meu amigo ao menos estamos iniciando uma espécie de amizade – Comenta rindo – Louis é um bom garoto e faço questão de estar aqui já quer minha presença é requerida por ele e a mãe dele – Comenta Shinwari- Então nos vermos amanhã. Melhor ir creio que não deve ser nada leve um garoto desse tamanho – E aponta para o pequeno totalmente adormecido nos braços da mãe.
-A festinha começa ás 4PM. Nos vermos amanhã. Pode apenas bater à porta – Informa Bloom – Boa noite Leyla e foi muito bom te ver de novo – E sorrir apaixonada antes de dar as costas e subir as escadas.
-Boa noite. E foi muito mais muito bom te ver também – Deixa escapar em um tom baixo já quer a ex-namorada sumiu escada acima, achando que a mesma nem escutaria, porém Lauren ouviu muito bem e sentiu seu coração palpitar mais freneticamente enquanto levava o filho para o quarto dele.
A paquistanesa sai da casa batendo a pesada porta e sem tirar aquele sorriso dos lábios, segue em direção ao carro pegando o caminho até o hotel onde vivia enquanto imagens de todo o tempo bom que vivenciou nos braços da médica e essas últimas horas dominava cada pedaço do seu pensamento.
Leyla tem dificuldades para dormir essa noite depois de todo o rebuliço que foi reencontrar a mulher por quem é há mais de cinco anos apaixonada. E os anos só tornaram Lauren Bloom mais irresistível. A maternidade a deixou muito mais desejável e se desde aquele encontrou na ER anos atrás a paquistanesa já tinha uma paixonite pela sexy doutora agora esse sentimento era avassalador e quente. Seu corpo queimava e sentia todo ele desejando-a. Porque cada centímetro da sua pele lembrava como era se tocada pela americana e só de alguns flashes teimarem em percorrer sua mente sente sua calcinha úmida e seu centro arquear desejoso. Ela não tomou um, mas três banhos gelados e teve medo de contrair uma pneumonia já que era madrugada, porém não queria fazer “aquilo” pensando na Bloom. Não era correto apesar de ter passando os últimos anos sempre a imaginando quando necessitava gozar, mas dessa vez elas estavam novamente se reconectando, apesar de não fazer ideia do que realmente estava rolando entre elas, mas se ao menos saísse de tudo isso com a amizade da Lauren era uma vitória, afinal depois de passar anos sem ela era melhor tê-la assim do quer não ter. O relógio marcava 3 AM quando finalmente a paquistanesa se dar por vencida, deixando uma das mãos escorregar para dentro do seu short de dormir enquanto a outra estacionava sobre seu seio e sua mente lhe levava a recordar os momentos quentes com certa atendente. Leyla estava tão molhada e excitada quer não demora a deixar o prazer dominar cada célula do seu corpo enquanto Lauren Bloom dominava seus pensamentos. Goza fortemente caindo logo em seguida em um sono doce onde uma atendente da emergência do New Amsterdam dominava cada parte dele.
O despertador do seu iphone toca assustando-a fazendo-a perceber que estava atrasada. Tinha cerca de 30 minutos para chegar no centro de saúde no Harlem. Sai rapidamente da cama e toma uma ducha fria lavando os vestígios da sua pequena estripulia da madrugada. Faz um coque solto vestindo uma roupa fresca já que a temperatura em NY estaria bastante quente nesse sábado pega por fim seus documentos e sua maletinha médica saindo em disparada para a “garagem” do hotel. Por sorte entre o estacionamento onde deixava seu carro e a clínica havia uma pequena “padaria” familiar podendo se encher com algumas rosquinhas doces e café preto para despertá-la e encarar uma manhã cheia de pacientes.
Leyla fazia isso por amor não recebia nem um tostão e o lugar nos sábados era sempre amarrotado de pessoas, a maioria imigrantes, sendo muitos ilegais, que buscavam o centro de saúde sabendo que ali poderiam ser tratados sem problemas com a justiça. Cumprimenta o jovem filho do dono, um imigrante mexicano com formação médica que com ajuda de serviços de ajuda humanitária montou essa pequena mais bem equipada clínica. E o lugar era “sagrado” até pelos traficantes da região, os quais as vezes também buscavam atendimento ali sendo tratados com respeito e sem muitas perguntas. O menino ajudava o pai nos fins de semana e estava sempre muito sorridente, e prestativo já que sonhava em também ser um médico então ficava por perto captando cada conhecimento que pudesse.
A doutora Shinwari é deslocada para uma sala onde se lia em letras grande 02 e havia uma mesa com um computador antigo, mas funcional, uma cadeira, uma maca encostada em uma parede onde havia alguns pôsteres de anatomia e uma balança com um medidor de altura. Guarda a sua bolsa em um cofre que mantinham na sala afinal lidavam com todo tipo de pessoas e todo cuidado era pouco, e dar início aos atendimentos.
E é uma manhã cheia e a paquistanesa quase nem parou para ir ao banheiro ou beber água. E deu graças a deus quando deu as 1PM e havia chegado sua hora de ir. Ainda ficou um tempo na recepção conversando com algumas pessoas da comunidade do seu país e quer viviam ali por perto que estavam sempre lhe convidado para conhecer um pouco o pedaço do Paquistão que há em NY, mas Leyla ainda estava ferida e machucada com aquele lugar e sabia quer no momento em quer soubessem sobre sua sexualidade deixariam de frequentar até mesmo a sua sala de atendimento médico. Se despede de todos e sai daquele centro de saúde com a sensação de dever cumprido. Era esse tipo de sentimento que lhe fazia falta em seu novo emprego. Mas, deixou isso de lado e seguiu animada para seu carro sabendo que teria um aniversário para ir muito do especial.
Estava faminta então no caminho para o hotel para em um shopping bastante movimentado da cidade para aproveitar e comprar algo para o Louis afinal não iria para o aniversário de uma criança com as mãos vazias. Depois de devora uma massa italiana bastante saborosa caminha pelos corredores cheio de pessoas e se dar conta que não fazia ideia do quer dar a um garoto que aparentemente sendo filho de quem é devia ter de tudo um pouco. Já estava quase entrando em desespero quando avista uma loja de HQs que imediatamente lhe faz lembrar do pequeno dialogo que teve com o Bloom na ER. Conversa com um vendedor bastante prestativo sobre a idade da criança e que gostaria de histórias que expressasse o poder feminino das super heroínas. Não é difícil já quer rapidamente o rapaz bem nerd lhe traz alguns exemplares indicados para uma criança de cinco anos e com bom desenvolvimento. Leyla animada compra três das histórias que é prontamente embalada para presente. Depois segue para a loja de vinho que tinha também no local e adquire uma excelente garrafa de uma uva que sabia ser apreciada pela ex-namorada.
Já era quase 3PM quando sai do shopping em direção ao seu hotel para um banho e trocar de roupa. E é uma das duchas mais demoradas que tem em muito tempo. Passa uma variedade de cremes e opta por um vestido florido que ressaltava suas curvas e sua beleza paquistanesa. Lauren sempre lhe elogiou quando usava um então não custa nada ir a caráter. Uma maquiagem leve e suas madeixas soltas completa o look. E com a bolsa mais o vinho e o presente em mãos sai na certeza de quer estava dando um passo bastante importante para finalmente retomar a aquela vida quer há anos buscava ter novamente.
As mãos da Leyla suavam enquanto respirava fundo tomando coragem para apertar a sirene bem destacada ao lado daquela belíssima porta. Havia estacionado um pouco distante da casa da ex-namorada já que tinha uma quantidade substancial de carros já nas áreas de livre permissão, mas poderia permanecer um tempo sem a necessidade de retirar o automóvel de onde estava evitando assim uma multa de transito. Segurava em uma das mãos o presente e na outra o vinho. E depois de alguns minutos de desespero sem saber o que poderia encontrar detrás daquela porta tocou gentilmente o botão escutando um som alto denunciar no interior da bela casa quer havia visita.
Não demora e a enorme porta é aberta. A paquistanesa não estava preparada para a imagem que seus olhos captaram, Lauren Bloom de bermuda e camiseta e é levada rapidamente ao passado quando era acostumada a vê-la sempre assim andando por aquele apartamento e acendendo a sua libido. Revivia sempre aqueles dias felizes quando pela primeira vez foi amada e amou sem ressalvas e medo de ser condenada simplesmente por gosta de alguém do mesmo sexo. Nos braços da americana viveu os melhores dias da sua vida.
-Ei Leyla! – E aquele sorriso doce que fazia seu coração palpitar freneticamente – Entre – E Lauren se afasta para permitir que a ex-namorada entrasse em sua casa.
-Desculpa a demora – E havia chegado quase uma hora e meia depois do horário dito pela outra mulher – Tive uma manhã cheia na clínica – Mas, se sentiu na obrigação de explicar a ex-namorada o motivo do atraso.
-Entendo – Rebate Bloom sorrindo – Aniversários de crianças sempre começam cedo e terminam cedo, mas você chegou no melhor da festa – Afirma docemente.
-O vinho que lhe prometi – E entrega a garrafa sorrindo – Para quer possamos depois conversamos enquanto bebemos o mesmo – Diz com as mãos suando com medo de quer após dormir e colocar os pensamentos em ordem a outra médica tivesse mudado de ideia.
-Cabernet!! – Exclama Lauren animada – Sem dúvida será muito bem apreciado depois – Comenta sorrindo – Vou colocar para gelar. Me acompanha – E a paquistanesa ainda meia acanhada a segue pela espaçosa casa – A casa está um pouco de cabeça para cima porque tem desde cedo crianças correndo para lá e para cá – E Bloom tinha receio quer a ex-namorada achasse seu espaço bagunçado – A Helen veio com os filhos me ajudar e os gêmeos e a Luna quando se juntam com o Louis não deixam um móvel no lugar – Comenta sorrindo enquanto abre a geladeira pondo o vinho para gelar.
-Crianças são assim mesmo – Responde docemente Leyla gostando daquele papo leve entre elas.
-Sim. E há várias pela casa hoje – Diz suspirando – Não paro um minuto. Estou puro suor. Meu cabelo deve está horrível – Deixa escapar sem nem perceber querendo estar apresentável para impressionar a ex-namorada.
-No meu ver você está tão linda como sempre foi – Rebate a paquistanesa prontamente – Você é linda Lauren – Afirma apaixonada.
-Você também não está nada mal Shinwari – Rebate maliciosamente Bloom – Vestidos floridos sempre ressaltam a sua beleza, e acho que já lhe disse isso algumas vezes – Comenta a médica sorrindo.
-Sim. E me lembro de cada uma delas – E Lauren se perguntou se realmente sua ex-namorada estava flertando consigo ou se estava imaginando coisas.
E olham uma para a outra com aquele sorriso que diziam tudo e nada ao mesmo tempo. Lauren não sabia se a ex-namorada estava apenas sendo gentil e amigável ou realmente flertando consigo. Mas, antes que pudessem esclarecer algo escuta os passos rápidos do seu filho que vem na direção das duas mulheres animado.
-Doutora Shinwari!!!! – Exclama Louis feliz abraçando as pernas da paquistanesa que ria.
-O que falamos sobre me chamar de doutora? – Rebate na brincadeira Leyla.
-Leyla!!! – Responde rapidamente o Louis – Você veio!!! – Diz sorrindo.
-Você não me convidou? – Pergunta docemente e o pequeno afirma que sim com um balançar de cabeça– Aqui estou então – Diz docemente – E trouxe isso para você – E entrega o presente que é rapidamente pego pelo garoto.
-O que dizemos Louis? – Questiona a mãe amando aquela interação do filho com a mulher por quem ainda era loucamente apaixonada apesar dos anos.
-Obrigada Leyla – E a abraça fortemente e deposita um beijo na bochecha do pequeno.
-De nada garoto – E passa a mão docemente pelos cachos tão bem destacado do filho da ex-namorada.
-Mama – E Louis olha para a mãe que estava ao lado apenas admirando aquela interação – Posso abrir? – Pergunta já quer Lauren havia pedido para o mesmo deixar todos os presentes em uma caixa e abri-lo apenas no dia seguinte com calma – Por favorzinho? – E aquele bico do filho lhe convencia de qualquer coisa.
-Só esse – Deixa claro e rapidamente o pequeno rasga o papel animado revelando três revistinhas em quadrinhos.
-HQs!!! – Exclama feliz.
-Espero que goste e são histórias como heroínas fortes para você ver o quanto as garotas também são fortes como os garotos – Comenta a paquistanesa e Bloom faz uma nota mental de depois perguntar a ex-namorada sobre isso pois percebeu que devia haver uma história por trás.
-Você pode ler uma para mim hoje na hora de ir mimi? – Pede Louis com os olhinhos brilhando fixo na paquistanesa – Ela pode Mama? – E olha para a mãe que não sabia nem como responder aquilo – Por favorzinho? – Emenda o pequeno usando de toda o seu charme infantil para isso.
-Se ela puder filho – Diz Lauren deixando quer a ex-namorada escolhesse ou não se submeter a ler uma historinha para seu filho dormir essa noite.
-Por mim tudo bem – E Leyla não sabia onde estava se metendo, mas se eles a queria por perto não iria se afastar.
-Filho põe o presente junto com os demais e vá aproveitar sua festinha – Diz Bloom e o pequeno corre para fazer o que a mãe pediu – Sem correr Louis! – Pede morrendo de medo quer o garoto se arrebentasse.
-Crianças! – Exclama a paquistanesa sorrindo.
-Me desculpe por isso, mas eu acho que meu filho está meio que apaixonado por você – Comenta sorrindo.
-Eu tenho um charme próprio que encantada garotinhos na faixa dos cinco anos – Rebate rindo Leyla.
-Não apenas garotinhos de cinco anos – Rebate Lauren maliciosamente.
Novamente ficam se encarando com um sorriso no rosto. Bloom sem nem perceber umedece o lábio inferior, passando a ponta da língua pelo mesmo ato captado pelos olhos famintos da paquistanesa. Elas não sabiam o que estava acontecendo entre elas. E havia tanto para ser esclarecido ainda, mas aquela atração que surgiu tão facilmente anos atrás entre as duas mulheres ainda estava ali bem visível. Lauren queria Leyla e a paquistanesa não ficava atrás. Era como se os anos nem tivessem passado e como se não houvesse ainda tanta dor pelos atos falhos da Bloom. O clima mais uma vez é arruinado quando crianças entram correndo passando entre elas fazendo ambas rirem.
-Bem. A festa está sendo lá no quintal – Aponta para o lugar – Vamos? – E a convida para se juntar aos demais “amigos” que estavam curtindo o aniversário.
-Claro. Mostre o caminho – Diz docemente Leyla.
Saem por uma porta e adentram naquele espaço onde havia uma variedade de sons. Eram crianças correndo. Adultos dialogando. Porém, o que mais chamou atenção da paquistanesa era aquele intenso quintal. Havia uma enorme árvore mais um pequeno jardim, e uma grama baixa bem aparada. De um lado um pula-pula, um balanço e outros itens infantis para aniversário. A decoração era bem leve se destacando por haver uma quantidade substancial de bexigas brancas espalhadas pelos locais, além de ter algumas mesas ocupadas e cadeiras ao redor.
-Uau – Deixa escapar Leyla chamando atenção da ex-namorada – Não dar imaginar esse espaço todo aqui atrás – Diz docemente.
-É. Um dos motivos que me fizeram optar por essa casa foi esse quintal para quer o Louis pudesse ter bastante espaço enquanto estivesse crescendo – Comenta Bloom animada- O pessoal do New Amsterdam estão ali vamos lá irão gostar de vê-la novamente –E a paquistanesa a segue enquanto suava internamente afinal conviveu até um bom tempo com os amigos da Lauren, e tinha medo de como seria novamente introduzida já quer havia anos atrás quebrado o coração da médica.
Enquanto caminham em direção a uma mesa bem debaixo da bela árvore Leyla desvia sua atenção para observar aquelas crianças animadas correndo de um lado ao outro envolvidas em diversas brincadeiras que eram estimuladas por um par de palhaços e podia perceber dali mesmo a felicidade que o pequeno Bloom emanava. Tinha adquirido em tão pouco tempo um carinho especial pelo garoto e lhe tocava o coração perceber o quanto o Louis estava se divertido em sua festinha de aniversário.
Finalmente se aproximam da mesa, mas os ocupantes estavam absorvidos em uma conversa que nem percebem as duas mulheres parando em frente a eles. Lauren sorrir para a ex-namorada antes de chamar atenção dos amigos.
-Ei! – Diz em tom alto fazendo todos encerrarem o bate papo e encará-la – Pessoal – Complementa sorridente – Acredito que lembrem da Leyla – E os amigos sabiam quer a ex-namorada da Bloom havia retornado e tinha sido um ponto de dialogo deles um pouco antes da paquistanesa bater à porta. Todos eles sabiam do quanto ainda a Bloom era apaixonada pela paquistanesa e tinham esperanças que as duas se entendessem- Leyla – E sorrir para a mulher ao seu lado – Lembra do Max e da Helen- E aponta para o casal que sorrir acenando para a outra médica – Reynolds e sua esposa Camilla – E finalmente o cardiologista havia conhecido uma boa mulher católica negra e casado um ano e meio atrás – Iggy e o seu marido Martin – E os dois homens também acenam para a paquistanesa – E por último e não menos importante o Casey mais a sua esposa gravidíssima Lynda – E sorrir abertamente para o enfermeiro com quem estabeleceu uma espécie de amizade enquanto era interna na ER.
-Seja bem vinda de volta a NY Leyla! – Responde Helen docemente.
-A Lauren nos contou que está trabalhando no Presbiteriano – Emenda Max interessado.
-Obrigada Helen e parabéns pelos gêmeos – E se tinha algo que a médica mais gostava de falar era sobre seus filhos. Aqueles que ela tanto desejou e havia quase desistido de ter e por sorte do destino acabou se descobrindo grávida do homem a quem amava e quer logo depois se tornou o seu marido – E sim Max estou trabalhando no Presbiteriano tem uns três meses – Comenta sorrindo.
-Você é muito talentosa Leyla é um desperdício está naquele lugar – Deixa escapar Max fazendo todos olharem para ele.
-Max! – Exclama Lauren – Por favor nada de assunto de trabalho hoje – Pede Bloom suspirando.
-Querido – E Helen endossa o pedido e o homem concorda.
-Desculpa Leyla, mas depois quero ter uma palavrinha consigo... – E se havia algo que o homem não perdia tempo era em expor seus planos e já tinha um que envolvia a doutora Shinwari em seu hospital.
-Max!!! – Exclama Lauren e Helen ao mesmo tempo fazendo todos rirem alto, inclusive a paquistanesa.
-Leyla sente conosco – Oferece docemente Iggy puxando uma cadeira para a mulher e o psiquiatra era aquele que tentava amenizar a situação sempre.
-Quero saber tudo sobre seu tempo no programa em Spokane – Comenta Casey animado – Afinal Dra. Shinwari me abandonou naquela ER – Diz em tom de brincadeira o enfermeiro que havia realmente criado uma relação de amizade com a paquistanesa antes dela simplesmente ir embora deixando sua chefe de coração partido e lhe fazendo sentir realmente pela primeira vez saudade de um dos internos que passou por aquela emergência.
Bloom temia que seus amigos assustassem a ex-namorada e minassem qualquer chance que ela ainda poderia ter em reconquistá-la para tê-la de volta em seus braços por isso estava nervosa algo que prontamente seus amigos sentiram. Mas, aquela conversa do Casey fazendo a paquistanesa rir alto levando-a respirar aliviada. Pelo visto tudo corria bem, mas antes que Lauren pudesse realmente contar vitória escuta o doce som da voz da mãe levando-a dividir a atenção naquele momento.
-Filha – Diz Jeanine sorridente – Preciso de sua ajuda com o mágico – E o rapaz que a médica havia contratado para animar a festa com um pequeno show de mágica havia chegado – Oi – Diz a mulher mais velha em direção a morena ao lado da filha interessada já que percebeu a postura da filha totalmente protetora em relação a mulher – Sou a Jeanine a avó do aniversariante – Se apresenta sorrindo para a paquistanesa.
-Olha Senhora Bloom – Responde a paquistanesa docemente – Sou a Leyla – Se apresenta.
-Oh! – Exclama a mulher mais velha sem nem disfarçar – A doutora Shinwari que meu neto não para de falar desde ontem? - Deixa escapar a mulher deixando a médica envergonhada – Se bem que a minha filha também não para de falar sobre você Leyla – Complementa fazendo os médicos na mesa rirem enquanto Bloom ficar totalmente envergonhada.
-Mamãe! – Exclama arregalando os olhos e fazendo a ex-namorada rir – Vamos lá resolver com o mágico – E praticamente empurra a mulher mais velha que rir alto tirando-a de perto da paquistanesa- Você vai ficar bem? – Porém, antes verifica com a outra mulher se tudo bem se afastar e deixa-la na cova dos leões sozinha.
-Claro Lauren vá lá cuidar da festinha do Louis ficarei bem – Diz Leyla tentando amenizar aquela situação já que percebia que a ex-namorada estava temerosa em deixa-la sozinha com os amigos.
-Não demoro – Afirma antes de se afastar reclamando baixinho com a mãe que só ria e balançava a cabeça se divertindo com a situação.
-A Jeanine vive para envergonhar a Bloom – Comenta rindo alto Casey – Senta ai Leyla – Oferece novamente animado.
A paquistanesa respira fundo se deixando sentar e ficar rodeada com os amigos da ex-namorada.
-É engraçado ver a toda centrada Lauren Bloom simplesmente sem saber como agir – Pontua Reynolds rindo.
-Fazia tempos que não via essa Lauren – Comenta Iggy feliz – Obrigado por isso Leyla – Complementa recebendo um olhar do marido – O que foi? – Questiona sem entender.
-A Lauren está feita com amigos como vocês – Diz Helen balançando a cabeça.
-Até parece quer a Leyla não sabe o quanto a Bloom ainda é apaixonada por ela – Rebate Casey recebendo um tapa da esposa.
-Homens! –Exclama a esposa do Reynolds recebendo um beijo na bochecha do marido enquanto os demais na mesa riam, inclusive a paquistanesa. Era divertido ver o quanto os amigos da Lauren de certa forma se preocupavam com a felicidade dela.
-Então doutora Shinwari o que preciso para tê-la novamente no meu hospital? – Questiona do nada Max levando todos a rirem alto.
-Max!!!! – Enquanto a esposa protestava arrancando mais riso de todos.
E os próximos minutos, enquanto bebericava cerveja trazida por um garçom a mesa e comia alguns salgados da festa juntamente com os demais médicos e acompanhantes, a paquistanesa teve que ouvir o Max listando para ela todos os prós de fazer parte novamente do quadro de médicos do New Amsterdam, e mesmo sobre forte protesto da esposa o homem não desistiu de tentar persuadi-la e só sossegou quando Leyla concordou em ir na próxima semana no hospital para conversarem melhor sobre o assunto deixando finalmente aquele tema de fora da mesa. Depois escutaram o Iggy e o marido se queixarem dos filhos adolescentes, principalmente da mais velha deles está com um namoradinho e eles temerem quer a menina esteja querendo dar um passo maior na relação. E o casal ficou muito satisfeito de ouvir as mulheres da mesa contarem um pouco sobre a experiência de cada uma e aconselharem eles a tentarem conversar com a menina mesmo que ambos teimam começar a falar sobre sexo com os filhos. Todo aquele papo fazendo Max desejar quer suas filhas demorem a crescer.
Falando nos filhos do casal Goodwin-Sharpe Leyla finalmente conhece os gêmeos. E eles eram um garotinho e uma garotinha que tinham fisicamente semelhança com ambos pais e eram de perto cuidados pela irmã mais velha que apesar de se divertir com as crianças maiores, dentre elas o aniversariante, hora ou outra dava as mãos aos irmãos passeando pelo enorme quintal para alegria dos pais que simplesmente ficavam maravilhados com todo o cuidado da Luna com os gêmeos. Casey estava animado em ser pai sempre questionando os demais da mesa sobre como lidar com a paternidade e o mesmo surpreendeu a paquistanesa quando perguntou se a mesma poderia ser a pediatra da sua menininha já quer não confiaria sua maior joia a qualquer médico e confiava plenamente na Leyla.
O papo é animado e a Shinwari se sentia em casa. Todos lhe tratando como se fosse um deles, sem questionamentos sobre o passado ou sentimento de rancor pela forma como a paquistanesa largou tudo deixando uma Lauren machucada para trás. Estava tão concentrada na conversa que se assusta ao escutar um suspiro quando Bloom simplesmente se joga na cadeira ao lado dela largando uma garrafinha de água sobre a mesa chamando atenção de todos ali.
-Na próxima vez que inventar fazer uma festa de aniversário para meu filho por favor me internem – Diz suspirando mais alto ainda – Isso é mais cansativo do quer um plantão de 48 horas na minha ER – Comenta levando os amigos a rirem.
-Faz parte do pacote que é ser mãe Lauren – Rebate Iggy entre risos.
-Não é sério da próxima vez faço algo na própria escola que me poupar esse estresse e cansaço – Diz e os amigos concordam que era mesmo uma boa alternativa –Mas, só de vê-lo tão alegre vale a pena tudo isso – Deixa escapar por fim e era algo quer os amigos sabiam, afinal Lauren Bloom fazia de tudo por aquele garoto. Sendo assim tinha plena certeza que próximo ano haveria outra festa nessa casa – E você está bem? – Questiona em um tom baixo para a ex-namorada ao seu lado sem chamar atenção dos amigos que haviam voltado a conversar entre eles.
-Perfeitamente bem – Afirma Leyla sorrindo.
-Nenhum deles disse nada desagradável? – E Bloom não confiava nos amigos e sabia quer podiam deixar escapar algo sobre seu período obscuro quando sofreu duramente pela ausência e falta da paquistanesa.
-Não. Todos estão sendo ótimos comigo Lauren não se preocupe – Deixa claro Leyla fazendo a mulher ao seu lado respirar aliviada.
-Estou feliz que esteja aqui conosco – Diz sem nem perceber Bloom levando uma das mãos a da ex-namorada sobre a perna dela e tocando gentilmente. Ato que é acompanhado pelo casal Goodwin-Sharpe.
-Estou feliz em estar aqui – Rebate Leyla fechando os dedos sobre a mão da médica sobre a perna demonstrando naquele gesto o quanto.
O momento sendo cessado quando um Louis agitado aparece ao lado delas.
-Leyla! Leyla! Vem comigo – E segura a mão da médica animado – O mágico!! – E aponta para o rapaz que estava levando vários garotinhos a rirem tirando alguns objetos de uma cartola.
-Pode ir com ele – Diz Lauren percebendo quer a médica estava sem saber se a deixa ali para ir com o pequeno sem estragar aquele clima quer começou a rolar entre elas – Temos a noite toda –Sussurra fazendo os pelos do corpo da paquistanesa se arrepiarem enquanto se deixa ser levada por um garotinho empolgado indo se juntar as crianças quer assistiam aquele show de mágica.
-Fecha a boca Bloom! – Zomba Casey – Assim vai entrar mosca – Complementa fazendo todos rirem.
-Vá para a merda Casey! – Rebate fazendo os amigos rirem mais ainda.
-Não vá estragar as coisas de novo – Aconselha Iggy fazendo-a suspirar.
-Não posso estragar o que nem sei que pode rolar novamente entre nós – Desabafa nervosa –E se ela não me quiser mais? E se só me ver como uma amiga ou velha conhecida? – Questiona temerosa.
-Lauren a mulher está no aniversário de cinco anos do seu filho – Rebate Reynolds.
-Ela não estaria aqui se não tivesse intenções com você – Complementa Helen.
-Bem ela trouxe um vinho para quer possamos depois quando os convidados forem embora conversamos as duas – Revela fazendo os amigos soltarem sons animados.
-Meu deus vocês lésbicas são rápidas – Deixa escapar Martin fazendo todos rirem inclusive a Bloom.
-Ela ainda te ama Lauren está estampado no rosto da paquistanesa. Vocês precisam conversar deixar o passado para trás e seguirem em frente – Comenta Helen docemente.
-É o que mais eu quero – Diz a médica suspirando – Porém, muitos anos se passaram e não somos mais as mesmas então tenho medo –Confessa aos amigos.
-Quem não tem medo? – Questiona Iggy – Relacionamentos são assim Lauren. E se você tem medo de perder a pessoa com quem está é porque ela vale muito a pena – Complementa.
Bloom escuta tudo atentamente. Aqueles eram as pessoas quer durante anos sempre lhe aconselharam lhe impedindo de largar tudo e ir atrás da mulher que ama. Sempre lhe dizendo quer Leyla precisava de espaço para conquistar seu lugar, porém agora era a hora de arriscar tudo e confessa a paquistanesa o quanto a queria de volta. E Lauren não perderia essa chance não quando passou anos em busca dela.
Leyla acabou ficando um bom tempo lidando com Louis e seus amigos. A pediatra tinha “sangue doce” para crianças, não é à toa que seguiu no ramo medico que cuida delas, então foi requerida muitas vezes nas brincadeiras que iam sendo introduzidas para entreter os convidados do aniversariante. Lauren observava a ex-namorada da mesa onde estava com seus amigos conversando sobre diversos assuntos, sendo o romance dela e da paquistanesa o mais abordado, e apesar das brincadeiras para deixa-la envergonhada havia também muitos bons conselhos de como a americana podia novamente se aproximar romanticamente da outra médica. Depois de um tempo resolve socorrer a Shinwari, mas acaba também sendo absorvida nas brincadeiras e é uma cena bastante apreciadas pelos amigos e é claro pela mãe, mais a irmã que havia chegado a pouco tempo, da dona da casa. Quem via de longe a interação das duas mulheres com o pequeno Lou podia realmente acreditar que se tratava de uma família. E é claro que todos ali torcendo para quer as duas mulheres conseguissem resolver as questões do passado e se permitirem novamente serem felizes juntas.
As horas vão passando e os convidados começam a irem embora. Louis já coçando os olhinhos e totalmente suado sendo levado pela avó para tomar uma ducha e colocar já o pijama. Helen começa a ajudar a amiga a ir arrumando um pouco e limpando a sujeira enquanto o marido lidava com os filhos. A dona da casa se despedindo dos convidados. E Leyla se oferece para ajudar a Sharpe na limpeza, mas quando os gêmeos começam a chorar sonolentos Shinwari diz para a outra mulher ir com o marido para casa que cuidaria daquilo e ajudaria a Lauren a finalizar. Não demora para Vanessa que estava no quintal ajeitando umas coisas aparecer na cozinha e começar a auxiliar a ex-namorada da irmã.
-Então você é a famosa Leyla – Comenta a mais nova Bloom com um sorriso deixando de certa forma a paquistanesa envergonhada – Minha irmã vem há anos falando sobre você – Complementa entregando a Lauren – No quanto foi tola em estragar as coisas entre vocês e no quanto se arrependia amargamente disso – Diz olhando fixamente para a outra mulher – Nós Bloom herdamos um DNA que é propiciou há opioides, vícios e cometer estupidez – Afirma – Então teoricamente não é culpa da Lauren e sim de toda a áurea de como formos criadas – Complementa suspirando – Minha irmã é uma mulher incrível! –Exclama – Ela me contou que lhe falou sobre toda a situação em relação ao Louis – E usava um tom baixo de modo quer o papo ficasse apenas entre elas – Lauren é incrível e uma mãe extraordinária – Diz Vanessa – Tendo em vista o exemplo de pais que tivemos e todo nosso passado ela se saiu muito melhor do quer o esperado apesar de se cobrar bastante diariamente – Revela – Sei que não é da minha conta e tampouco deveria estar aqui falando sobre isso com você Leyla, mas eu amo a minha irmã e sou grata por tudo que ela vem fazendo por nossa família, na verdade por nos transformar novamente em uma, algo que uns anos atrás jamais imaginei que pudesse novamente ter – Comenta com lágrimas nos olhos – Só penso quer se você ainda a ama como minha irmã te ama que lhe der outra chance assim como a Lauren vem fazendo com todos nós. Não quebre o coração dela novamente – Finaliza sem desviar o olhar da outra mulher.
-Não se preocupe Vanessa o coração da sua irmã está protegido – Rebate prontamente a paquistanesa.
Aquele momento sendo interrompido quando Bloom retorna.
-Está tudo bem aqui? – Questiona olhando de uma mulher para outra estranhando o clima que percebeu no ambiente.
-Tudo perfeitamente bem Sis - Diz Vanessa sorrindo – Vou ver se a mamãe terminou com o moleque e se quer uma carona para casa. Foi um prazer Leyla – E estende a mão que é prontamente pega pela outra médica.
-O prazer foi meu Vanessa – E a paquistanesa havia gostado bastante da forma como a mulher mais nova veio em defesa da irmã.
Assim, que a mulher sobe as escadas sumindo do campo de visão das duas médicas.
-Está tudo bem mesmo? – Quer saber Lauren preocupada quer a irmã pudesse ter sido grosseira com a ex-namorada.
-Está sim Lauren. Não se preocupe – Tranquiliza Leyla.
-Tem certeza? – Mas, a americana era inteligente e percebeu que algo havia rolado ali – Por que captei algo no ar – Afirma com a sobrancelha arqueada curiosa.
-Sua irmã te ama Lauren então estava apenas se certificando de quer não irei novamente despedaçar o seu coração – Deixa escapar a paquistanesa sabendo quer a outra mulher não ia sossegar até saber a verdade.
-Me desculpe pela Vanessa – Pede Bloom.
-Não precisa se desculpar é bom quer você tenha pessoas que te amem e se preocupem com você Lauren, e realmente fiquei muito feliz em ter essa conversa com a sua irmã – Deixa claro Leyla.
Mas, antes que a ex-namorada pudesse continuar se desculpando pela irmã, um Louis com pijama com estampa de âncora de navio aparece sorridente direcionando toda a atenção das duas mulheres para ele.
-Tomou banho rapazinho? – Questiona Lauren o filho passando as mãos sobre os cachos dele enquanto Lou sorria abertamente para ela.
-Sim. E escovei os dentinhos também! – Diz o pequeno sorridente – Mama – E direciona seus olhinhos pidões a mãe – A Leyla pode ler a historinha para eu dormir? – Pede esperançoso.
-Filho você tem que pedir é a ela – E é claro quer a Bloom jamais se negaria a isso.
-Você pode Leyla ler a HQs que você me deu para eu dormir? – Pergunta Louis sorrindo abertamente cena que é capturada pelas outras duas mulheres Bloom que havia se juntando as duas médicas e ao pequeno na cozinha.
-Claro querido! – E a paquistanesa leva a mão ao cachinho que caia sobre a face do garoto gentilmente.
-Oba! – E o Louis segura na mão da pediatra – Vamos! – E a puxa escada acima e a ex-namorada apenas sorrir para a Leyla dando sua permissão silenciosa para quer a mulher fosse em direção ao quarto do filho.
Quando finalmente só as mulheres Bloom continuam na cozinha.
-Vanessa – Direciona Lauren a irmã – Por favor da próxima vez fique calada em vez de abrir a boca para minha ex-namorada – E a médica havia ficado chateada com aquela situação temerosa quer a irmã pudesse ter dito algo que dificultasse ter novamente a mulher que ama.
-Você devia era me agradecer – Rebate a outra Bloom bufando.
-Vanessa, filha – Diz Jeanine – Não devemos nos intrometer na vida da Lauren – Afirma a mulher mais velha.
-Obrigada mãe – E a Lauren sorrir para a mãe.
-Mesmo quer isso signifique que ela fique mais cinco anos chorando pelos cantos por ter perdido novamente uma chance de ter a mulher que ama por ser lerda demais- Comenta Jeanine fazendo a filha mais nova rir alto enquanto a outra bufa contrariada.
-Quem tem vocês duas como família não precisa de inimigos – Rebate a médica suspirando –E eu não irei deixar a minha chance escapar – Deixa claro – Mas, nos reencontramos ontem, nem sabia quer a mesma estava na cidade de novo, e hoje ela já está aqui em minha casa colocando meu filho para dormir. Se isso é ser lenta mamãe – Diz com certo orgulho Lauren.
-É nesse ponto você tem razão Querida – Diz Jeanine – Mas, o que quis dizer é quer você precisa aproveitar a chance e se abrir totalmente com a Leyla sobre seus sentimentos em vez de mascarar tudo ou deixa-la ir como da última vez –Aconselha a matriarca – Bem, melhor irmos Vanessa e deixamos sua irmã em paz – Diz a outra filha – Filha me liga amanhã para me contar como foi – Pede a mais velha e Lauren concorda com um balançar de cabeça.
-Almoçamos ainda na quarta-feira? – E era um ritual das irmãs Bloom no dia quer a mais nova tinha folga ir almoçar com a irmã no New Amsterdam já quer Vanessa preferia não conviver muito diariamente com o Louis e de certa forma fazer a irmã sentir como se ainda tivesse interesse na maternidade do garoto.
-Claro sua idiota! – E a abraça depositando um beijo na testa dela.
-Idiota! Ver se não estraga tudo de novo! – Rebate Vanessa fazendo a irmã revirar os olhos.
Bloom leva a mãe e a irmã até a porta trocando um abraço apertado com cada uma delas e observa as duas entrarem no carro da mais nova e seguirem viagem. De volta ao interior da casa a médica ajeita o que ainda faltava deixando novamente a casa apresentável. E sobe para verificar a ex-namorada com o filho e a cena que encontra faz seu coração pulsar fortemente. Leyla lia alto a história enquanto um Louis adormecido estava com o corpinho abraçado ao da paquistanesa da mesma forma que o garotinho fazia consigo. E imaginou quer mais cena assim não seria nada ruim de ver no seu dia a dia. Recosta na porta ficando ainda alguns minutos apenas admirando as duas pessoas que mais amava no mundo até a outra médica perceber sua presença.
-Ei – Diz fechando a HQs – Ele dormiu? – Pergunta já que não queria mexer no corpinho do garoto e despertá-lo.
-Ei – Responde Lauren sorridente – Dormiu sim – E se aproxima para ajudar a ex-namorada sair da cama sem acordar o filho.
-Durma bem Louis – E Leyla antes de se afastar deposita um beijo na testa do garoto.
-Durma bem filho – E Lauren puxa a coberta deixando-o bem quentinho e também beija a testa do garoto ligando a luz do abajur na cômoda ao lado já quer o pequeno tinha medo do escuro total. E depois então fecha a porta – Vamos? – E oferece a mão a outra médica que estava em pé ao seu lado e prontamente a paquistanesa une seus dedos nos dela permitindo aquele toque há muito tempo almejado e voltam para a parte debaixo da casa – O vinho tá gelado podemos toma-lo lá no quintal que está mais fresco – Sugere Bloom quando voltam para a cozinha.
-Por mim tá ótimo – Diz Leyla sorrindo – Porém, preciso antes fazer algo – Comenta fazendo a ex-namorada olhar para ela com certa curiosidade – Deixei meu carro estacionado em área de curta duração preciso ir tirá-lo de lá – Informa e aquilo deixando a Bloom mais aliviada afinal pensou quer pudesse ser algo relacionado a elas.
-Vanessa tirou o carro dela que estava aqui em frente abrindo uma vaga e é uma área de longa duração – Comenta.
-Ótimo. Irei então busca-lo e já volto – Diz a paquistanesa.
-Pega a chave que está na porta e na volta é só entrar – Sugere Lauren – Estarei lhe esperando lá no quintal – Informa e ex-namorada concorda.
Rapidamente Leyla vai até o local buscando seu carro e em seguida o estaciona em frente à casa. Enquanto isso Bloom apaga boa parte das luzes no quintal deixando apenas as lâmpadas sobre a árvore ligada colocando duas taças e o vinho que estava no gelo sobre a mesinha e uns queijos cortados para serem degustado com a bebida. Terminava de ajeitar tudo no local quando escuta os passos da ex-namorada.
-Voltei – Diz Leyla mais relaxada agora que só haviam elas no lugar apesar do nervosismo pela situação – Essa árvore é muito linda – Deixa escapar maravilhada.
-Você não a reconheceu? – Questiona Lauren divertidamente.
-É a nossa árvore? – E a mesma estava enorme e jamais que a paquistanesa achou que pudesse ser aquela que anos atrás presenteou a ex-namorada.
-Quando me mudei eu a trouxe comigo e como havia tanto espaço aqui contratei uma equipe para transpô-la do vaso para o chão e como havia espaço e nutrientes suficientes a mesma cresceu assustadoramente e está ai o resultado – Explica a médica vendo os olhos da outra mulher brilharem – Era também uma forma de mantê-la perto de mim – Confessa Lauren enquanto abria o vinho –Às vezes durante o decorrer dos anos me sentava aqui embaixo dela e me permitia pensar em você e relembrar os bons momentos apesar de no fim sentir uma raiva por ter anos atrás estragado a melhor relação que tive na vida – Complementa enchendo as duas taças e entregando uma a paquistanesa.
-Por que nunca foi atrás de mim Lauren? – Questiona Leyla ainda em pé segurando a taça – Se estava se sentindo assim sobre nós porque nunca me procurou? – Emenda curiosa.
-Hum esse vinho é mesmo bom! – E Bloom toma um gole da bebida para tomar coragem para adentrar naquele assunto tão delicado mais ao mesmo tempo necessário – Senta – E aponta para a poltrona sentado na do lado e é claro que a paquistanesa beberica também um pouco a bebida antes de sentar para ouvir o que a ex-namorada tinha a dizer depois dos seus questionamentos – Não houve um dia nesses cinco anos que não quis pegar o primeiro voo para Spokane e implorar seu perdão – Deixa claro a americana – Mas, toda vez que a vontade vinha me lembrava das suas duas últimas palavras para mim – E suspira – Você me disse Leyla que estava estragando a sua vida e que ficaria melhor sem mim – E aquelas palavras apesar de anos ainda a machucava.
-Lauren achei que havia entendido que naquele momento estava com raiva e desesperada para me afastar de você – Deixa escapar Leyla tristemente – Passei tantos dias e horas lhe dizendo o quanto te amava e o quanto você havia sido um anjo em minha vida – Diz sem desviar os olhos dos dela – E na única vez que falei o contrário por está chateada por conta da sua mentira você acreditou tão fielmente nisso? – Questiona sem acreditar naquilo.
-Desde que percebi que estava apaixonada por você quer contava os dias para isso chegar ao fim – Confessa Bloom – Nunca em minha vida tive felicidade tão facilmente e sempre quer me sentir bem isso era tirado de mim – Complementa bebericando mais um pouco do vinho – Quando soube que não havia sido aceita no New Amsterdam, mas em um programa do outro lado do país tive tanto medo e não podia novamente perder quem eu amo – Diz suspirando – Quando era mais nova como você sabe meu pai não vivia em casa, mas as vezes quando estava tudo ruindo ele voltava – Conta a paquistanesa – E por alguns meses éramos novamente uma família – E os olhos enchem de lágrimas – Mamãe não bebia, o papai fazia os cafés da manhã, assistíamos a todos os filmes infantis que havia sido lançados, éramos colocadas na cama todas as noites – E leva os dedos aos olhos limpando as lágrimas – Mas, então ele ia embora e tudo voltava ao que era antes – Diz – Então por mais quer você tenha me dito quer podíamos dar um jeito e continuamos juntas eu não podia arriscar Leyla. Não queria me sentir novamente como antes de você. Eu te amava e estava sendo feliz como nunca antes. Apenas não podia deixar dessa vez a minha felicidade sair pela porta e torcer para retornar em breve para ter um deslumbre dela e depois a ter arrancada de novo de mim – Complementa com sinceridade.
-Por que não me disse Lauren? Por que não se abriu comigo? O que me machucou não foi ter pago suborno para quer pudesse estar em sua ER, mas sim ter vivido comigo meses sem me revelar a verdade apesar de ter lhe perguntando em duas ocasiões – Comenta com sinceridade –Você mesma me pediu para sermos sempre sinceras uma com a outra e na primeira oportunidade mente para mim sobre algo que afetava a minha carreira, a sua e sobretudo a nossa relação – Diz a paquistanesa sem desviar o olhar do dela.
-Eu tinha medo de lhe perder e no fim a perdi de qualquer forma – Deixa escapar Bloom suspirando.
-Por que me mandou as flores Lauren? – E Leyla queria logo esclarecer as coisas – Depois de tanto tempo porquê? – E não desvia seus olhos do dela.
-Na verdade as flores foram ideia da Helen – Revela a americana – Estávamos conversando sobre você como sempre fazemos no decorrer desses anos. E sabia que você estava finalizando o seu internato e me perguntava se voltaria para cá ou seguiria a sua vida. Por que talvez pudesse ter alguém a quem amasse e uma vida onde nem se lembraria de nós – Diz suspirando –Então a Helen me disse quer podia lhe mandar as flores e aguardar ver se você entraria em contato para agradecer e assim abria um caminho para quer pudéssemos conversar e assim descobrir sobre aquelas questões que me atormentavam – Complementa.
-Por anos me fiz as mesmas perguntas – Confessa a paquistanesa – Aquelas flores me fizeram decidir vim para cá Lauren – Diz colocando na mesma todas as cartas – E quando vi o Louis naquela emergência e quando descobrir que ele era o seu filho – Suspira – Tive medo – Confessa novamente – Por que durante cinco anos não conseguir me relacionar com alguém além de noites de puro prazer carnal porque você estava em cada centímetro da minha pele e era você que ocupava o meu coração – Revela com os olhos marejados – E quando soube que você tinha um filho – Suspira deixando um riso ecoar em seguida.
-Ele é a minha vida! – Exclama Lauren – Estou tentando dar aquele garoto a vida que me foi negada pelos meus errôneos pais – Comenta suspirando – Então saiba quer agora sou um pacote de dois – Complementa deixando um risada nervosa ecoar.
-Lauren seu garoto é extraordinário! – Rebate Leyla sorrindo – É um privilegio poder conviver com esse garoto- Afirma suspirando – Eu quero você Lauren – Deixa escapar a paquistanesa fazendo o coração da outra mulher quase explodir – Mas, não podemos retomar de onde paramos. Até porque não somos mais as mesmas pessoas de cinco anos atrás – Diz sem desviar o olhar do dela – É um recomeço e para isso é necessário deixamos tudo o que aconteceu antes para trás – Afirma – Não estou falando dos bons momentos. Porque eles foram muitos – Sorrir lembrando – Estou falando sobre o nosso termino e as circunstancias que ocasionaram o mesmo –Deixa claro – Por que eu ainda te amo Lauren, mas para embarcar novamente nessa é preciso deixamos aquele erro para trás ou não vai dar certo entre nós – Afirma a paquistanesa.
-É o que mais eu quero! – Afirma Lauren sorrindo abertamente – Eu te amo Leyla. E nunca deixei de amá-la um segundo sequer nesses anos todos – Complementa a médica apaixonada.
-Então me deixa levar você e o seu garoto para alguns “encontros” - Pede Leyla – Por que eu quero também conhecer o Louis melhor – Diz – Se vou novamente fazer parte da sua vida e ele é uma parte importante dela nada mais correto do quer incluí-lo nisso – Afirma a outra médica.
-Ele vai adorar – E Bloom sabia o quanto o filho havia se apegado a ex-namorada – Ele ontem só falava em você – Revela – E no quanto estava ansioso em tê-la aqui conosco – Complementa – Antes de hoje apenas eu e minha mãe havíamos lido para o Louis porque ele não gosta nem quer a Vanessa faça isso – Confessa chocando a paquistanesa.
-Ele é um bom garoto. Você tem feito um trabalho incrível Lauren! – E aproxima mais seus corpos deixando a taça para trás assim como a ex-namorada também faz, em seguida passa a ponta dos dedos na face dela afastando os fios que haviam na área – Arrisquei tudo quando recebi aquelas flores. Voltei para cá na esperança de que pudesse estar assim novamente frente a frente com você – Revela suspirando.
-Eu quero te beijar desde quando te vi naquele hospital – Emenda Bloom colocando também para fora o que havia em seu peito.
Leyla sem medir mais espaço entre elas e também derrubando as últimas barreiras que anos atrás havia posto entre elas aproxima os lábios do da americana tocando-os. Inicialmente apenas um roçar de lábios que pegou Bloom desprevenida, mas a americana logo trata de corresponder levando as mãos ao rosto da ex-namorada tocando-a docemente enquanto pedia permissão com a língua aprofundando mais aquele beijo. Cinco anos a espera desse toque de novo. As duas mulheres estavam ofegantes, mas sem querer se afastarem daquele contato apesar dos pulmões protestando necessitando de ar. As línguas se tocavam com fervor reconhecendo aqueles caminhos que desejavam há tanto tempo. Mas, são apenas meros mortais e necessitavam realmente de oxigênio. Cessam o beijo trocando ainda selinhos até descansarem a testa uma na outra com os olhos fechados. Sentem a repercussão daquele simples toque percorrer seus corpos e queimar suas peles. Os corações palpitando tão forte que sentiam o peito arder. A língua delas percorrendo seus lábios inferiores de modo ainda captar aquele gosto que já impregnava seus sangues.
-Se isso for um sonho por favor não me acorde – Deixa escapar Lauren suspirando sem acreditar que depois de tanta espera tinha novamente a mulher que ama em seus braços.
-Não é um sonho – Rebate Leyla sorrindo passando a ponta dos dedos pela face da ex-namorada docemente – Eu sou real – Diz quando a outra médica afasta suas testas abrindo os olhos de modo que pudesse olhar no fundo dos dela – Nós somos reais! – Exclama com um sorriso. Aquele sorriso que Bloom passou anos relembrando em sua mente. O sorriso que faz seu coração querer explodir.
Lauren leva as duas mãos a cintura da ex-namorada puxando-a para seu colo, pegando-a de certa forma de surpresa, antes de beijá-la com ardor. Os lábios se tocando com desejo, colocando para fora anos de desejo reprimido. As lágrimas iam escorrendo pela face de ambas mulheres enquanto suas línguas se reconectando e as mãos percorrendo os corpos reconhecendo com o toque os caminhos que há cinco anos conheciam de cabeça. Os minutos vão passando se afastando apenas para captarem um pouco o ar e depois voltavam a se beijarem. O mundo lá fora não importava naquele momento apenas uma para a outra.
-Eu não me canso disso – Diz Bloom em um dos momentos em quer precisaram respirar – Sentir tanta falta deles – E morde o lábio inferior dela- Posso passar o resto da noite fazendo isso – Deixa escapar fazendo a ex-namorada que estava sentada em seu colo rir alto.
-Que bom então quer coloquei o meu carro em uma vaga prolongada – Responde entre risos Leyla fazendo a outra médica revirar os olhos e mordiscar o queixo dela.
-Se tiver outro lugar onde quer está doutora Shinwari... – Responde em tom de brincadeira a americana fazendo a ex-namorada parar de rir e encará-la com aquele olhar que fazia seu corpo queimar.
-Não há outro lugar onde quero está – Diz suspirando – Passei anos desejando estar novamente em seus braços – Confessa sentindo o corpo da outra mulher estremecer com a revelação.
-E eu nos seus – Deixa claro Lauren subindo a mão que estava na cintura da ex-namorada e levando até detrás do pescoço de modo que assim podia aproximar mais suas faces – Agora que lhe tenho novamente não vou lhe deixar escapar tão fácil doutora Shinwari – E pronuncia o nome dela de modo sensual da forma que fazia o corpo da paquistanesa arquear desejoso.
-E quem disse que quero escapar? – Rebate maliciosamente e Lauren viu aquele amor que anos atrás aquecia seu coração estampado naquelas pupilas dilatadas – Eu sou sua novamente Doutora Bloom e dessa vez não vai se livrar de mim tão facilmente – Afirma.
E se beijam com ânsia e desejo. O amor sendo transmitindo através dos lábios e dos suspiros que as mulheres iam deixando escapar enquanto as mãos iam tocando uma a outra com rapidez e reconhecimento. Finalmente depois de anos Lauren e Leyla se sentiam novamente em casa quando estavam nos braços uma da outra. E a noite estava apenas começando...
Não me chamará pelo nome, só de amor. Feche seus olhos
“Everyone says I look happy
When it feels right”
