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Summary:

O dia da vingança chegou. Kemi prometeu um castigo para Eloy e Aguiar por terem se divertido sem a permissão dela. Agora é a hora deles encararem as consequências.

Notes:

Terminei essa as uma e meia da noite, tendo que preparar o post pro dia seguinte x.x MAS COMO PROMETIDO: Kemi com seus cachorrinhos pela primeira vez. Presentinho de natal! Aproveitem e me digam o que acharam.

Agradecimentos especiais a @nonabloody (no twitter) que me ajudou na revisão, e a minha mulher @amanditoier que mandou muito me dando ideias e me ajudou a decidir algumas coisinhas!

Work Text:

Eloy sabia que esse dia ia chegar; era algo que estava no fundo de sua cabeça desde aquela conversa com Kemi, depois do que ele fez com Aguiar.

Depois de Eloy contar o plano que teve para Kemi e Labirinto, e antes de começar a construir as defesas da mansão, ele a puxou para o lado e contou o que aconteceu na noite anterior. Kemi o escutou com o rosto impassível, o que para Eloy foi assustador; ele viu o quanto Kemi era ciumenta nas vezes em que ela deu ênfase no quanto se importava quando as pessoas mantinham suas palavras.

— Desculpa mesmo, Kemi, eu... eu fui um bosta, você não merece isso. Eu entendo de verdade se você não quiser continuar com o que a gente tem… — terminou de dizer, já cabisbaixo.

Para Kemi, era cômico um homem tão grande parecer um cachorrinho abandonado, mas ela continuou o encarando, séria.

— Você gosta dele?

Foi a primeira coisa que ela perguntou desde que ele começou a falar. Era uma pergunta honesta, que Kemi precisava saber por mais de um motivo. Ela aguçou seus sentidos, prestando atenção nas expressões e no tom de voz de Eloy.

— Quê? Não!... Quer dizer… eu acho que não consigo fazer aquilo sem acabar me conectando com a pessoa, mas o que eu sinto por ele não está nem perto do que eu sinto por você.

Eloy corou um pouco enquanto falava, mas Kemi suspeitava que era mais por estar falando de sexo do que sobre Aguiar. Ela concordou com a cabeça, como se tivesse ouvido o que queria.

— Tá de boa. O Aguiar já me explicou, e ele também já concordou que vai ser nossa "marmita", então, de verdade: tá de boa.

A mente de Eloy fez um twist e ele piscou, um tanto desnorteado.

— Pera... ham, quê??

— É, ué. Se você pode se divertir com ele, eu também posso, estou errada? E se ele for bom mesmo, talvez a gente possa ficar com ele por um tempinho… — Kemi falou daquele jeito silly dela quando diz algo que sabe não ser o mais apropriado, mexendo as mãos e a cabeça.

Eloy soltou uma risada incrédula, corando de novo. Era possível ele ter achado a mulher mais perfeita do mundo no meio desse inferno?

— Mas é bom que ele tenha sido o último, Eloy. Eu só estou de boa porque a gente não tinha conversado sobre isso antes, mas se seu pauzinho não parar dentro da roupa por causa dessa máscara, eu vou queimar essa merda... e a máscara também. — Ela disse em um tom ameaçador enquanto apontava para as partes baixas do músico.

Eloy concordou com a cabeça freneticamente.

— Não, sim, eu prometo, não vai acontecer de novo. Desculpa mesmo. Se você quiser que eu faça algo para me desculpar, eu faço, na hora.

Kemi sorriu.

— Relaxa, eu já pensei no seu castigo.

Eloy engoliu em seco. Por algum motivo, aquele sorriso era mais assustador do que a expressão vazia de antes ou até a ameaça de castração.

Durante o resto do Hexatombe, ele mal parou para pensar nisso; estavam muito ocupados se preocupando em sobreviver e ganhar. Mas depois que tudo terminou e, pelo maior milagre que já viram, a grande maioria saiu com vida, Eloy se pegava relembrando aquelas palavras. Eles se mudaram para o acampamento no Inquisidor do Vale. Ele, Kemi, Pomba, Henri e Labirinto usavam o lugar como moradia fixa; Aguiar e Jae apareciam quando sentiam falta da companhia dos outros, o que acontecia mais do que gostavam de admitir.

Noites se passaram enquanto tentavam superar os traumas vividos na caatinga e reconstruir uma vida relativamente normal. Kemi havia voltado para seu trabalho de mercenária, o que significava alguns dias sem ela em casa. Eloy ainda tentava se encontrar, agora que não fazia mais parte de uma banda. Ele adorava tocar, a música era sua paixão, mas a perda de seus amigos e a traição de Cindy deixaram uma cicatriz que se abria sempre que ele pensava em sentar em uma bateria de novo. Foram Henri e Aguiar quem mais o ajudaram a lidar com esses problemas quando Kemi não estava por perto. Nenhum dos dois era psicólogo e ele sabia estar longe de se curar, mas era bom ter pessoas de confiança por perto além da namorada. Ao menos ele ainda podia escrever.

Foi em uma noite, depois de Kemi voltar de mais um serviço bem concluído, que Eloy se viu em uma cadeira encarando Aguiar, que, por sua vez, estava sentado confortavelmente na cama que o baterista e a sniper compartilhavam.

— Qual é a safeword?

A voz de Kemi soou atrás de Eloy. Apesar de ele ser o alvo dela no momento, era claro que a pergunta era para os dois homens. Eles tinham discutido sobre essas coisas um tempo atrás; apesar de só Eloy e Kemi realmente estarem em uma relação, a sniper quis envolver o delegado na conversa, visto que “ele estava devendo o cu para ela”.

— Paçoca.

Os dois falaram ao mesmo tempo, mas seus tons eram diferentes. Eloy soou com segurança e seriedade; Aguiar parecia quase incomodado, pois a palavra claramente remetia a coisas não sensuais para ele. Kemi tinha dito que isso era um dos pontos positivos da palavra. O som do atrito de couro seguido de um clique ecoou pelo quarto. Eloy testou, discretamente, a força das amarras que mantinham suas mãos presas atrás do encosto da cadeira; eram as mesmas correias que ele usou para prender Aguiar naquela noite. Eloy sabia que conseguiria se soltar se quisesse — com muita força, mas conseguiria.

— Bom, se qualquer um disser isso, a gente para na hora, entenderam?

Eles responderam positivamente juntos de novo e Kemi deu a volta na cadeira. Sentou no colo de Eloy, que se ajustou para acomodá-la melhor, passou os braços por cima dos ombros dele e beijou o músico como se precisasse da saliva dele para respirar. As unhas dela arranharam seu couro cabeludo enquanto ela acariciava seu cabelo de uma forma que fez todo o seu corpo se arrepiar. Eloy já estava odiando estar contido; tinha a mulher mais linda do mundo em seu colo, usando nada além de uma lingerie branca, e não podia tocá-la. Era o seu castigo começando.

— Você vai ficar paradinho assistindo, entendeu? — perguntou ela quando se afastou dos lábios de Eloy, os olhos sérios encarando os dele.

Ele concordou com a cabeça e ela inclinou a própria para o lado, de forma impaciente. Eloy limpou a garganta.

— Sim, senhora.

Kemi buscou o olhar de Eloy, ficando mais séria que o normal.

— Não é porque este é seu castigo que você tem que aguentar qualquer coisa, ok? Se ficar desconfortável, pode falar. — Eloy concordou com a cabeça. — Você entendeu?

— Sim, senhora.

Eloy sorriu de forma reconfortante para ela. Kemi sorriu de volta, parecendo satisfeita por estarem na mesma página. Tirou uma das mãos de trás de Eloy e encarou a focinheira dele em sua mão com uma expressão perigosamente sádica; o corpo de Eloy enrijeceu.

— O problema foi a máscara, né? Então isso é para você aprender a se controlar com ela.

Ela voltou a olhar para Eloy a tempo de vê-lo engolir em seco. Ele deu um leve aceno quando percebeu que ela parecia esperar algum tipo de resposta e, logo depois, as correias da máscara estavam passando por cima de sua cabeça. Sua respiração voltou contra seu próprio rosto quando ela cobriu sua boca e nariz com a focinheira. O clique do cadeado soou ao trancá-la no lugar e a música começou na cabeça de Eloy — uma música interminável que demandava seu foco total. A mente de Eloy lutou para se manter no presente, focar na mulher em seu colo e no homem em sua cama.

A cabeça de Eloy se movia no ritmo de uma música inaudível para os outros dois; seu pé batia da mesma forma e Kemi imaginava que até as mãos presas em suas costas tocavam uma bateria que não existia. A sniper sinceramente esperava que o namorado conseguisse suprimir a intenção da máscara com o que estava prestes a acontecer, porque ela precisava que essa noite fosse incrível, pelo bem da própria sanidade.

Kemi beijou a bochecha de Eloy, que bufou por trás da máscara, e se levantou, virando de costas para o homem de sua vida para encarar Aguiar na cama. Ele olhava um tanto preocupado para Eloy; a respiração do baterista já soava pesada com a focinheira. Kemi subiu na cama de joelhos e encarou Aguiar de cima, com superioridade. Aguiar, por sua vez, se endireitou na cama e se aproximou mais da mulher. Uma mão pousou no rosto dele, delicadamente.

— Você tem alguma coisa para me dizer?

Kemi tinha a voz forte, apesar de manter o tom neutro. Aguiar inclinou a cabeça em direção à mão de Kemi e sorriu, olhando-a com adoração.

— Arf!

Ele latiu do mesmo jeito que a Princesa; talvez estivesse falando demais com a cachorra. Kemi sorriu com orgulho; Aguiar claramente deu a resposta certa. Ela apontou para a ponta da cama com a outra mão.

— Fica de pé e tira tudo.

Aguiar obedeceu de imediato, levantando-se de frente para a cama e de costas para Eloy, começando a se despir. Não havia muita sensualidade em seus movimentos, mas isso era compensado a cada nova parte do corpo que era revelada. Kemi não pôde deixar de concordar com Jae: Aguiar era um grande gostoso sem camisa, e ainda mais sem nada. Kemi alcançou a outra correia que ele usava no bíceps.

— Ajoelha.

Ela reparou que o pau dele deu um espasmo com a ordem; o membro já estava ficando ereto, o que encheu Kemi de orgulho. Ela sentou com as pernas para fora da cama e fez sinal com o dedo para ele chegar mais perto.

— Um bom cachorrinho precisa de uma coleira.

A correia passou por cima da cabeça de Aguiar e ela a afivelou em volta do pescoço dele, por fim passando a unha pela tira de couro até enganchar o dedo e puxar um pouco na direção dela. Os dois sorriram.

— O que achou, totó? — perguntou ela, e o sorriso de Aguiar cresceu.

— Arf!

Kemi riu e fez carinho no cabelo dele. O sorriso de Aguiar vacilou por meio segundo; ele não estava esperando isso hoje, não quando estava ali pelo que fez com Eloy. O músico tinha dito que Kemi prometeu um castigo.

— Que bom, porque eu gostei também. Combina muito com você, meu cachorrinho. O que acha de um petisquinho?

Aguiar sorriu, feliz, e balançou a cabeça positivamente, animado. Kemi abriu as pernas, apoiando um pé em cada lado de Aguiar na cama enquanto se apoiava nos cotovelos. Ela se ajustou para trazer o quadril para mais perto da borda, diretamente de frente para Aguiar.

— Prova.

A ordem veio sedutora, com um toque de desafio. Os olhos claros de Kemi penetravam a alma de Aguiar, que umedeceu os lábios e engoliu em seco, o cinto apertando em volta de seu pescoço com o movimento. Ele afundou a cabeça entre as pernas de Kemi, não desperdiçando um segundo antes de começar a lamber por cima da lingerie branca.

Kemi suspirou um gemido. A cabeça abaixada de Aguiar deu visão direta para Eloy do outro lado do quarto, e ela o viu se mover bruscamente para frente na cadeira, como um cachorro tentando avançar contra outro. Por sorte, as amarras ainda o seguravam. Kemi não sabia se ele queria atacar Aguiar para assumir seu lugar entre as pernas dela ou para montar no delegado, que estava de costas para ele. Os sons de rosnado e a respiração pesada vindo do baterista pareciam incitar ainda mais Aguiar, que agora abocanhava Kemi com fome, a peça entre os dois já ficando encharcada.

A sniper se ajustou para colocar a mão na cabeça do delegado, mas, ao invés de agarrar seus cabelos, os dedos dela apenas se contraíam em um cafuné. Apesar de o aperto não ser firme, ela podia controlar parte dos movimentos de Aguiar, guiando-o para onde mais queria. O homem gemeu ao sentir as unhas dela em sua cabeça; a vibração viajava pelo corpo de Kemi, passando por seu clitóris e mandando calafrios por todo o seu corpo. Ela mordeu o lábio inferior e os olhos dos dois se encontraram.

— Gostou do petisco, cachorrinho? — Aguiar respondeu positivamente, ainda degustando o que foi oferecido. — Mas você nem tirou da embalagem, ô esperto.

Ela riu e Aguiar finalmente levantou o rosto para encará-la de boca aberta, uma pergunta silenciosa em sua expressão. Seu queixo brilhava com a mistura de fluidos deles.

— Você quer experimentar sem a embalagem? — Dois latidos animados. — Então pode tirar.

As mãos de Aguiar voaram para os lados da calcinha de Kemi e, com quase cuidado algum, ele a puxou para libertar a mulher da peça. Foi a própria Kemi quem puxou a cabeça dele de volta para seu corpo, e o assassino prontamente voltou ao trabalho. Dessa vez, atacava diretamente o clitóris da mulher com lambidas alternadas com chupadas fortes, antes de descer para a entrada dela, sua língua tentando ao máximo explorar o canal. Kemi jogou a cabeça para trás enquanto gemia alto.

— Caralho, seu puto… foi assim que você conquistou meu namorado, né?

Aguiar sorriu e a lambeu de baixo para cima antes de voltar a focar no grelo. Kemi arqueou as costas e empurrou o quadril em direção à boca de Aguiar, esfregando-se contra ele em busca de mais. Em minutos, ele conseguiu desfazê-la por inteiro; as pernas de Kemi tensionaram e se fecharam em volta da cabeça de Aguiar, que se sentiu no céu com a sensação, intensificando seus esforços. Antes que qualquer um deles pudesse se preparar, ela estava gozando na boca dele.

— Porra! — Kemi estava com os olhos fechados e um braço por cima do rosto. Ela riu e olhou para Aguiar. — Muito bem, cachorrinho… você foi muito bem… — disse ela, ainda recuperando o fôlego.

A atenção de Aguiar agora estava nas pernas dela, espalhando beijos e lambidas pela pele da mulher. Ele parecia orgulhoso de si mesmo pelo elogio. Kemi acariciou os cabelos dele.

— Cachorrinhos que fazem um bom trabalho merecem recompensa, o que você acha?

Aguiar se endireitou com uma expressão contente, ansioso pelo que Kemi tinha planejado. A mulher olhou para o músico atrás dele.

— O que acha, Grandão? Ele merece uma boa recompensa ou só uma recompensa… média?

Eloy rosnou na direção deles e se moveu para frente de novo. Por um segundo, Kemi ficou com medo de ele cair junto com a cadeira, mas as pernas do baterista estavam prontas para evitar o pior.

— Uau, uma boa recompensa? — Ela voltou-se para Aguiar. — Ele é muito bonzinho com você, né?

A mulher levantou ao mesmo tempo que fez sinal para ele ir para a cama. Sem saber se ela queria que ele sentasse ou deitasse, ele apenas se sentou no lugar que ela ocupava antes; o lençol estava úmido contra sua pele. Kemi tinha ido em direção a uma cômoda em um lado do quarto e estava pegando algumas coisas quando ouviu um choramingo vindo de Aguiar; foi assustador o quão parecido com um cachorro de verdade ele soou. Kemi se virou para ver o homem encarando o outro, que olhava entre os dois no ritmo da música em sua cabeça.

— O quê? O cãozinho está com dó do Grandão? — Aguiar olhou para ela e, não contente em confirmar com a cabeça, também latiu em afirmação. — Se quiser, você pode ficar no lugar dele…

Ela escondeu o que tinha pego na gaveta e se virou para os dois de braços cruzados. Os olhos do assassino se arregalaram e ele olhou entre os dois antes de negar de maneira triste. Eloy bufou e Kemi riu.

— Foi o que eu pensei. — Ela virou de costas de novo. — E mesmo que o Grandão seja bonzinho, eu ainda não estou convencida de que você merece uma recompensa tão boa.

A gaveta finalmente se fechou e Kemi andou até ele com três itens: um pacote de preservativos, uma garrafinha de lubrificante e um dildo roxo em formato de L curvado. Ela jogou tudo em cima da cama e olhou Aguiar de cima novamente.

— Eu disse que você ia ter que me dar, lembra? — Aguiar concordou com a cabeça, ainda sem acreditar. — Fica de quatro, ombros para baixo, bunda para cima. Pode ser de lado, assim.

Ela dirigiu a posição dele, ficando atrás do homem enquanto Eloy tinha visão da lateral dos dois. Kemi sorriu para ele antes de voltar para Aguiar. O delegado tinha deitado a cabeça sobre os braços cruzados, também virado para o músico; ele ainda podia ver Kemi se virasse o pescoço o suficiente. Ela apertou as nádegas dele com força; Aguiar pulou de leve com o toque repentino. Kemi separou as bochechas e encarou a entrada dele; ela quase podia ver Eloy o comendo naquela noite. Preparou um pouco de saliva e deixou cair sobre o orifício, molhando-o, e um calafrio passou por Aguiar.

Kemi soltou uma mão e usou o dedo para espalhar a saliva, pressionando contra a entrada dele, que lutava para relaxar mesmo com a pouca lubrificação. Kemi sorriu e passou a massagear a bunda dele. Ela não podia mais negar que o homem era um grande gostoso; nem tinha como ficar brava com Eloy por tê-lo comido. Isso ainda não significava que ela não podia puni-los enquanto se divertia. Kemi se inclinou e mordeu uma das nádegas de Aguiar, tirando um grunhido do homem, que não se moveu. Ela sorriu e mordeu ainda mais forte; ele gemeu. Ela se afastou o suficiente para analisar seu trabalho; as marcas de seus dentes estavam claras na pele dele.

— Bom cãozinho, todo meu agora. — Um rosnado vindo da cadeira a fez rir. — Ainda estou pensando se deixo ele ser seu também, Grandão.

Foi Aguiar quem gemeu e escondeu o rosto no braço. Kemi sorriu e decidiu não torturá-lo por muito mais tempo; o castigo dele não era esse, afinal. Ela pegou o lubrificante e começou a preparar o assassino, primeiro com um dedo, abrindo-o lentamente, depois mudando para dois e três. Quando um quarto dedo o preencheu, o corpo de Aguiar estremeceu e ele choramingou novamente.

— Acha que é o suficiente? — Aguiar concordou com a cabeça e latiu baixo. — Tem certeza? Eu não quero machucar meu cachorrinho quando é para ele ser recompensado.

Ela desceu a mão livre pela coxa do homem, segurou o membro pulsante entre as pernas dele e começou a massagear. Aguiar pulou de novo, mas dessa vez por um motivo diferente; a atenção em ambas as extremidades era demais para ele processar de uma vez. Kemi deu de ombros e o soltou, deixando que Aguiar recuperasse o fôlego enquanto ela preparava a próxima parte. Ele virou o rosto para o outro lado a tempo de vê-la introduzir o lado mais curto em si mesma. A ponta era a maior parte do brinquedo e Kemi mordeu o lábio com a sensação de preenchimento. Ao encaixar no lugar, o outro lado se manteve orgulhosamente em pé. Ela colocou uma camisinha no comprimento, lubrificou e o estimulou. A boca de Aguiar encheu-se de água.

— Preparado, meu cãozinho? — Aguiar arqueou as costas, empinando mais a bunda. Kemi riu e se posicionou atrás dele. — Ai, como eu amo um cachorrinho animado assim!

Ela posicionou a ponta do consolo na entrada de Aguiar, mas olhou para Eloy enquanto o penetrava. O delegado gemeu desde o início até ela parar, depois de ter colocado tudo para dentro. Eloy bufava e rosnava na cadeira; Kemi não sabia se os braços dele se moviam por causa da música ou se ele tentava se soltar. Ela sorriu e olhou para o homem abaixo de si. Uma mão acariciou as costas dele, fazendo-o se arrepiar; ela moveu o quadril para trás, assistindo ao brinquedo saindo de Aguiar e depois movendo-se para frente, vendo-o alargar-se.

— Caralho, mas que cuzinho gostoso, hein? Agora eu te entendo, Grandão…

Aguiar não pôde deixar de notar a diferença entre ser comido por Eloy e por Kemi. Além do óbvio "carne versus plástico", havia o poder animalesco de Eloy, que o deixou mancando por dois dias, e o poder cuidadoso de Kemi, que, ironicamente, era tão intenso quanto o do músico. Entre os dois, ele sentia que poderia morrer nos braços de qualquer um. Kemi começou a acelerar os movimentos e Aguiar se ouviu gemer. O brinquedo era grosso e, embora não fosse tão grande quanto Eloy, de repente ele sentiu uma vontade imensa de satisfazer o baterista enquanto era comido pela mercenária.

Ele se ajeitou para alcançar o próprio pau e se masturbar no ritmo de Kemi, e com isso percebeu que ela seguia a batida vindo do pé de Eloy. A desgraçada quis saber cada detalhe da noite entre os dois e, mesmo sendo vagos, ela estava conseguindo usar tudo o que disseram contra eles agora. Kemi parou bruscamente com o brinquedo enterrado fundo em Aguiar, pressionando aquele ponto que o fazia perder a visão.

— Eu não lembro de ter deixado você se tocar, meu doguinho. Se não tirar essa mão daí, o seu castigo vai ser ainda pior.

Aguiar sentiu até os pelos arrepiados. Até então, ele não sabia se haveria um castigo para si e, agora, saber que sim, mas sem saber qual ou como, era torturante. Ele lentamente voltou à posição de antes, com a cabeça enterrada entre os braços, e choramingou de novo.

— Ah, vai, eu estou sendo boazinha com você ainda. Sem drama.

Ela retomou as estocadas, como se nem tivesse parado, e Aguiar arqueou as costas contra ela novamente, gemendo alto. Kemi também gemia sobre ele; as mãos em sua cintura eram mais delicadas que as de Eloy, mas ainda eram firmes enquanto ela o puxava para fodê-lo com mais força. Para Kemi, o sentimento era indescritível: o poder de controlar o prazer de outra pessoa enquanto buscava o próprio. Ela olhou de relance para Eloy e sorriu.

— Isso, Grandão, ajuda a gente, vai.

Ele podia ouvir, no fundo de sua mente, os rosnados e bufadas de Eloy. Se Aguiar já se sentia frustrado, não podia imaginar como o baterista estava. Os sons de batidas aceleraram. Kemi ajustou a posição e Aguiar uivou. Ouviu-a soltar um riso orgulhoso antes de atingir o mesmo ponto incansavelmente, seguindo o novo ritmo de Eloy. Aguiar gemia, grunhia e salivava além do que sua boca podia conter. Sentiu algo mudar e o peso em seus testículos aumentar. Kemi deve ter percebido, pois a próxima coisa que Aguiar registrou foi seu corpo tremendo e sua voz falhando pela falta do estímulo que estava prestes a empurrá-lo do precipício.

— Essa foi perto, né, cachorrinho? — perguntou ela, sem fôlego, enquanto passava a mão pela nádega direita dele. Aguiar concordou com a cabeça e choramingou. Kemi riu de novo. — Ainda bem que foi só perto… pronto para sua recompensa agora?

Ela retirou o consolo de dentro de si e deixou-o cair ao lado, de forma desleixada. Aguiar olhou para ela com o rosto vermelho e confuso.

— Parabéns, você me convenceu de que merece.

Kemi disse como se fosse resposta suficiente. Ele olhou entre ela e Eloy antes de se sentar lentamente e acenar com a cabeça.

— Não me diga que já está sem voz, garoto. Mal começamos.

Aguiar arregalou os olhos e latiu duas vezes, animado. Kemi abriu outro preservativo e chamou o delegado para mais perto. Ele foi até ela de joelhos e colocou as mãos para trás. Kemi mal olhou para baixo enquanto colocava a proteção nele, os olhos fixos nos dele, que gemeu por finalmente ter algum estímulo. Ela sorriu e deitou-se de costas no meio da cama, de costas para Eloy. Aguiar assistiu à sniper abrir as pernas e chamá-lo com um dedo.

— Vem, meu cachorrinho, pode pegar sua recompensa.

Aguiar moveu-se automaticamente para se posicionar entre as pernas dela, as mãos acariciando a pele sedosa das coxas até os tornozelos para ajustar a posição de Kemi, trazendo-a para mais perto. Kemi estendeu a mão para sentir o abdômen definido de Aguiar enquanto ele se posicionava. Os dois gemeram quando ele a penetrou. Kemi jogou a cabeça para trás e olhou diretamente para Eloy, acompanhando o ritmo do pé que continuava; o resto do corpo dele parecia estranhamente imóvel, exceto por alguns espasmos.

O assassino começou em um ritmo lento, saboreando o corpo de Kemi e a forma como ela se contraía a cada estocada. As batidas do pé de Eloy, contudo, pareceram tomar conta da mente de Aguiar, que sentiu necessidade de acompanhar o ritmo. Kemi gemia alto e Aguiar grunhia; o suor fazia os dois brilharem para Eloy.

— Ai… isso, caralho… continua…

Eloy aumentou o ritmo e Aguiar acompanhou. Kemi gritou, o mundo pulsando em ondas e seu corpo todo se contraindo antes de relaxar. Aguiar sentia o orgasmo tomar conta de Kemi e o momento fez com que ele buscasse o próprio alívio. Kemi suspirou, recuperando o fôlego, e olhou para Aguiar.

— Você só vai gozar quando eu mandar.

Aguiar congelou. Olhou para ela com olhos arregalados de desespero e, dessa vez, o choramingo foi ainda mais real. Kemi sorriu, acariciou a coxa dele e moveu os quadris em círculo; Aguiar tremeu e latiu baixo.

— Vamos, você fez tanto por isso e agora vai ficar parado?

Lentamente, Aguiar voltou a se mover e Kemi o acompanhou. Em minutos, ela já rebolava com força contra o assassino, que tentava se controlar para não desobedecer. Eloy percebeu sua influência sobre os dois e o ritmo que ditava era implacável. Não demorou para Kemi notar a respiração pesada e a perda de ritmo de Aguiar.

— Quer gozar, Totó? — Dois ganidos como resposta. — Se você pode? — Outro latido. — Hmmm… — Kemi sentiu o quão perto ele estava. — Não.

O corpo de Aguiar convulsionou e Kemi riu enquanto ele se debatia para conter o orgasmo. Ele choramingou e lágrimas arderam em seus olhos. Eloy bateu o pé mais forte contra o chão, demandando que voltassem a segui-lo. Aguiar voltou a foder Kemi; seu corpo estava sensível e ele sentia que qualquer movimento errado resultaria em decepção.

— Hmm… porra, cachorrinho… — Kemi gemeu. — Tá bom, chega.

Ela empurrou Aguiar com uma mão e percebeu que ele estava tremendo, olhando-a com olhos desesperados. Kemi sorriu e acariciou o rosto dele.

— Você foi muito bem, meu doguinho. Muito obediente para a mamãe.

Ela se levantou e andou em direção a Eloy.

— E você, Grandão… acho que aprendeu a lição, né?

Eloy bufou e balançou a cabeça. A sniper deu a volta nele e, tirando uma chavinha do sutiã, liberou-o primeiro da máscara e depois das amarras. A respiração dele era pesada e Kemi percebeu as marcas vermelhas nos pulsos, mas ele esperou no lugar como um bom cãozinho. Ela o puxou pela mão para a cama; ele seguiu com pernas pesadas e uma mancha escura na calça.

— Tira. Está na hora da recompensa de verdade de vocês dois.

Eloy rapidamente se livrou da roupa. Kemi sorriu e o trouxe para um abraço; os lábios encontraram os dele. O casal ouviu o barulho de tecidos na cama, onde Aguiar se ajustou para assistir. Kemi empurrou o baterista para a cama e montou nele; os dois gemeram quando ela sentou com gosto.

— Ah… Chupa ele, Grandão. Quero te ver com um cacete na boca enquanto me fode.

Aguiar aproximou-se da cabeça de Eloy em um flash. O músico não hesitou em envolver o membro do assassino e começar a estimulá-lo. Aguiar jogou a cabeça para trás, levando a mão à cabeça de Eloy como apoio. O músico sabia exatamente o que fazer. Uma mão de Eloy segurava a cintura de Kemi, que pulava em seu colo, enquanto a outra ajudava a levar Aguiar à loucura.

O grito do assassino misturava prazer e pânico. Eloy parecia conhecer atalhos perigosos em seu corpo. Aguiar o puxou pelos cabelos, tentando afastá-lo, enquanto olhava para Kemi implorando para gozar. Ela sorriu maliciosa.

— Sim… pode gozar… goza na cara dele.

Aguiar sentiu a explosão. Perdeu os sentidos por um segundo; a visão tornou-se branca e os ouvidos foram tomados por um zumbido. Quando voltou a si, percebeu que seu corpo estava dobrado sobre a cabeça de Eloy, abraçando-o.

Kemi assistiu a tudo, excitada. Ela acelerou o ritmo sobre Eloy, sentindo os gemidos dele ressoarem. Assim que Aguiar se afastou, Eloy sentou-se e abraçou Kemi, movendo-se contra ela enquanto se beijavam.

— Ai, que tesão… Isso, goza dentro de mim, Grandão. Me dá leitada, seu cachorro…

Eloy notou que, enquanto ela exigiu que Aguiar usasse proteção, com ele foi diferente. Kemi queria um filho dele, e pensar nisso o deixava ainda mais excitado. Atingiram o pico ao mesmo tempo, gemendo um na boca do outro.

Caíram no colchão sobre Aguiar. O trio riu e se ajeitou, exaustos.

— Estão desculpados… — disse Kemi, preguiçosamente, no peito de Eloy.

Aguiar soltou um risinho.

— Se este for o castigo, vou ter que foder com o Eloy mais vezes.

Kemi jogou um travesseiro no delegado, rindo. Ela se levantou, foi ao banheiro e voltou com uma pomada.

— Agora, de verdade, Aguiar. Como foi?

O homem se espreguiçou com um sorriso desleixado.

— Incrível. Não esperava menos e, ainda assim, foi melhor do que pensei.

Kemi sentou ao lado de Eloy e começou a passar o gel refrescante nas marcas em seus pulsos. Ela sorriu para Aguiar.

— Bom saber. Você mandou muito bem também. Eu disse ao Eloy que, se você fosse bom, deixaria você ficar com a gente por mais tempo.

Eloy concordou, ignorando se ela estava brincando ou não. Aguiar deu de ombros, rindo.

— Quando quiserem me chamar, eu com certeza não vou dizer não.

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