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Protocolo ANBU nº 47: Não Deixe Iruka Falar com Estranhos

Summary:

Classificado como ativo crítico devido à sua ligação com o jinchūriki, Umino Iruka recebe escolta ANBU permanente. A missão é simples. O problema é Iruka.

Notes:

Adoro histórias onde Iruka recebe escolta ANBU por qualquer que seja o motivo. Então decidi brincar um pouco com isso.

É algo pequeno mas achei divertido.

(See the end of the work for more notes.)

Work Text:

 

 

Sede ANBU — Konoha, meio da manhã

Dois ANBU estão encostados em uma parede, cabeças baixas, mãos nos joelhos. Suas respirações são pesadas e profundas, resultado de um treinamento árduo realizado entre eles mais cedo. Treino esse que foi interrompido pois ambos shinobis receberam um pergaminho indicando sua próxima missão.

O mais velho, que usava uma máscara que lembrava um sapo rechonchudo, praguejou baixo, em claro descontentamento.

“Você acha que essa missão será difícil?” pergunta o mais novo.

“Difícil? Não. Impossível.” rebate o veterano, empurrando um pergaminho com o plano de escolta contra o peito de seu colega, que o segurou com surpresa. Ele sabia o que estava dizendo, já fora escalado para essa escolta mais vezes do que gostaria.

“Por quê?” estava duvidando da veracidade da fala de seu senpai, como uma simples escolta a um sensei pré-genin poderia ser impossível? Primeiro que a escolta em turno só fora solicitado pois esse sensei possuía um vínculo forte com o atual jinchuuriki da vila. Como o receptáculo era importante, e poderia vir a ser um alvo, o Hokage achou prudente que o ser mais próximo dele também recebesse o mesmo cuidado.

“Porque ele é Umino Iruka. Ele não percebe que é um ativo crítico. Ele entra na Academia, sai para comer no Ichiraku, atravessa o mercado, e ainda pergunta educadamente a pessoas desconhecidas: ‘Oi, você precisa de ajuda?’” o Kōhai não pode deixar de rir da indignação clara de seu colega.

“Então. Ele não vê perigo.”

“Não. Ele acha que está apenas sendo cortês. Cortês.” o ANBU rosna afastando-se da parede e voltando para a área de treinamento.

“E nós temos que acompanhá-lo em silêncio, sem interferir…” o novato segue seu senpai, guardando o pergaminho em um de seus bolsos.

“Exatamente.” ele já está praticando socos em um boneco de treino.

“Eu ouvi dizer que ele faz questão de parar para conversar com quase todos.”

“Sim.” soou mais como um suspiro. “Estamos debatendo em abrir um novo protocolo para lidar com isso.”

“E que ele já se aproximou de um homem com recompensa ativa, ficha criminal maior que um livro didático e três kunais cravadas no ombro, apenas para perguntar se ele precisava de ajuda para encontrar o hospital. Iruka ainda desejou ‘boa recuperação’.”ele não acreditou nessa história, descartando como uma fofoca exagerada, mas pela reação do seu Kōhai, parecia que nem tudo era um exagero.

“Isso é só o começo.” ele deixa de socar o boneco e o agarra em aparente cansaço antecipado pelo turno que se seguiria.

Os dois se encaram, exaustos.

“…Então nunca mais reclamamos de escoltar o Hokage.”

“Nunca.”

 

 

Notes:

Qualquer erro me avise.