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Language:
Português brasileiro
Stats:
Published:
2026-02-25
Updated:
2026-03-26
Words:
1,474
Chapters:
2/?
Comments:
6
Kudos:
34
Bookmarks:
5
Hits:
226

Limerência.

Summary:

Franco se sente observado, isso piora a cada dia que passa, cada vez isso fica mais desconfortável - apesar de tentar ignorar.

Notes:

Conforme a fic for crescendo, mais tags, personagens e shipps irão surgir!
Isso conta como um prólogo?... Espero que sim.

(See the end of the work for more notes.)

Chapter Text

 

Seus olhos se entre abriram lentamente, um suspiro escapando ao sentir o ar quente, o sol entrava no seu quarto, lançando luzes fracas. Se sentou lentamente, passando a mão sardenta e cicatrizada pelo rosto, ainda se acostumando um pouco, o edredom caiu e se amontoou em seu colo.

A casa estava estranhamente silenciosa. Estranho. Pensou antes de se levantar, vestindo uma calça qualquer antes de sair do quarto e andar pelo corredor, seus passos eram pesados enquanto seu corpo estava levemente curvado para frente. Entrou no banheiro, se virando para o espelho, encarou o próprio reflexo, fungando, sua mão tateou a pia em busca de sua escova de dentes, desviando o olhar apenas quando não encontrou.

O suporte de escovas estava com apenas quatro escovas. Uma verde, uma roxa, uma rosa e uma branca. A laranja - a sua -, havia sumido. Franziu as sobrancelhas antes de olhar para o chão e o pequeno balde de lixo, nada.

— oxe… - a voz de Franco ecoou pelo banheiro, rouca pelo sono.

Se abaixou e abriu o gabinete, procurando por um kit de escovas, pensando que Cindy havia recolocado, como de costume. Soltou um suspiro quando não encontrou nada, e quando se levantou, encontrando seu reflexo, pôde ouvir vozes misturadas vindo da sala - que era basicamente o hall de entrada.

— Aquela atendente não teve um pingo de educação! Meo, eu juro que na próxima vez faço um barraco lá!

— Para de reclamar, Cindy, ela até te deu bom dia.

— Idai! Vocês viram a cara de cu que ela tava me encarando?!

Franco saiu do banheiro, descendo rapidamente as escadas e dando de cara com seus amigos - também a banda que participava. Eles carregavam algumas sacolas, provavelmente haviam passado no mercado para comprar café e talvez almoço.

— Alê concorda que ela tava me encarando com cara de cu! - Alê revirou os olhos antes de olhar para Franco.

— Bom dia. - Alê disse antes de se dirigir para a cozinha.

— Vai vestir uma camiseta, meo, que nojo!

— Bom dia pra você também, Cindy. - Franco foi para a cozinha, vendo Alê retirar algumas coisas das sacolas - bom dia, lelê!

Caio, Eloy e Cindy também entraram na cozinha, no momento, Alê dava dois tapinhas no ombro de Franco.

— Vocês viram a minha escova?

— Porque a gente saberia da tua escova, mano?

— Sem falar que ninguém ia pegar a sua escova, frango. - Eloy comentou, começando a guardar as coisas no armário.

— ela sumiu? - Cindy perguntou, torcendo o nariz.

— é… não achei ela, procurei até no lixo e ela não tá lá.

O quarteto olhou para Franco, Alê retirou dez reais do bolso e deu para Franco, que pegou meio sem jeito.

— Não faz mal, a gente tá precisando mesmo repor as escovas. Vai no mercadinho e compra aqueles kitzinhos’.

— Beleza. Tá frio?

Ele recebeu um grunhido antes de sair da cozinha, voltando para o quarto, vestiu uma regata preta, calçou chinelos e pegou o maço de cigarros na escrivaninha, tirando um isqueiro do bolso da calça - que não fazia idéia de quanto tempo estava lá - e acendeu, saindo do quarto e descendo novamente, logo saindo para a rua.

Ele andou devagar, antes para não correr o risco de entrar no mercado fumando - apesar de ter acendido mais um no meio do caminho. A rua estava vazia, o sol era fraco, apenas lançava luzes fracas em seu rosto. Constantemente, Franco sentia que estava sendo… seguido, observado, e o silêncio estranho não ajudava, parecia que estava meio desligado, não prestando muita atenção nas coisas, apenas naquela sensação incômoda e esquisita.

Finalmente chegando ao mercado, o ar frio lhe atingiu, um arrepio percorrendo o corpo antes de começar a andar pelos corredores, o movimento era fraco, no meio do caminho, parou em um corredor de shampoos, se lembrando que o seu estava acabando. Sua mão estendeu, pegando um dos e abrindo a tampa, fungando fundo, fez isso algumas vezes antes daquela sensação lhe invadir de novo.

Era estranho, e desconfortável. Parecia que tudo e o nada lhe encaravam, as prateleiras pareciam ter olhos e olhares superficiais daquelas moças esquisitas das embalagens pareciam direcionados para si. Ergueu o olhar, procurando por um olhar no corredor, mas estava sozinho.

Ou pelo menos era isso o que Franco queria acreditar.

Aquilo estava se tornando estranhamente comum, coisas suas sumindo - cuecas, camisetas, acessórios, até mesmo seu perfume -, a escopatesia.

Engoliu em seco antes de finalmente se virar, saindo apressado do corredor. O frio pareceu sumir, e o calor do desconforto se instalaram dentro de si, naqueles momentos o calor não era bem recebido para si. Pegou o primeiro kit de escovas, pagou e saiu a passos largos, mas aquilo continuava, era como se um pássaro lhe observasse lá do céu, voando na sua mesma direção.

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